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   trecho da webpage revoluciomnibus.com

 revoluciomnibus.com/Hendrix.htm                                     

    have you ever been down to electric ladyland?

         electric ladyland   40 anos do último disco da trilogia básica de jimi hendrix

 

Londres, um pato feio num cesto de cisnes, sua história é também um meteórico conto de fadas, vespeiro dos maiores cultores da sua arte ancestral, os blues filhos da mãe, dos filhos de Alexis Korner e Blues Incorporated e sobrinhos de John Mayall Bluebreakers, Yardbirds, Cream, Jeff Beck, Eric Clapton, Jimmy Page - está tudo lá no ultrabem documentado Blow Up, Michelangelo Antonioni, 1966

lembre-se: Led Zeppelin, The Who, Cream, Jeff Beck são parte e complemento dessa arte e gravam então sua obra básica, completa. Numa noite de abril na Escola Politécnica Fleetwood Mac de Peter Green e Jeremy Spencer (coadjuvados por uma seção rítmica de sem dúvida não menor respeito, Mick Fleetwood-John McVie) gravam suas obras completas, a que dão retoques em poucas sessões de estúdio e a história quase que acaba ali, em 1968, o ano que não acabou, quando Cream se despede e Peter Green, outro rapaz de gênio dividido entre o virtuosismo, a timidez e a fama, se destaca em elipse na banda que em 1969 recebe o reforço de Danny Kirwan e, entre gigs e sessões de retoques em estúdio, explode e logo depois estoura, quando P.A. Green decide dizer adeus à carreira e ser coveiro de guitarras elétricas em 1970.

 

trecho de Por dentro e por fora em Londres de 

 

 

- Mas o rabo do cometa british boom deixou rastro: com as crescentes exigências de produção de shows e equipamentos de som ninguém se sustenta só com o mercado europeu. E é ver os grupos que regressam de tours triunfais aos Estados Unidos, que é como que um diploma indispensável de avaliação do seu fôlego comercial. Business, Business! Mas agora, após ter provado o gosto para ele amargo do estrelato, Peter A. Green, um dos três guitarristas dos fabulosos Fleetwood Mac, volta anunciando, para o meu mais profundo desgosto – porque me dá uma sensação de orfandade -, o abandono não só do grupo mas de toda a extraordinária carreira que pelos dotes e-méritos tinha pela frente. Como pode alguém que por anos a fio lutou consigo mesmo para saber o que sabe de música e do seu instrumento renunciar a tudo justamente quando começa a ser reconhecido? A recusa assusta e, a meus olhos, enobrece, pela coragem e desfaçatez do gesto. É o que você quis dizer. Nós ainda de chegada e tanto ido e tantos idos e indo.

                      

Mas o que fervilhava mesmo era a british scene e o british sound, por sinal - como seria lógico - bem americano e até mesmo negro na sua feição mais criativa, o blues-rock, de Led Zeppelin e Ten Years After além de Jeff Beck, Yardbirds e John Mayall's Bluesbreakers (Bluebreakers e Yardbirds por onde quase todos tinham passado) mais um monte de muito boas revelações como Stone The Crows, Savoy Brown Blues Band, Climax Chicago Blues Band e, da Irlanda, Taste, que revela uma outra lenda, Rory Gallagher.  Com eles nasce o progressive rock, côté hard rock. Menção à parte merece a formação original do Fleetwood Mac, talvez o mais blues band à velha e nova maneiras, que se lançara em 1968 com a singela e bela Albatross e Man of the World, de Peter Green, e em 1969 se sai com The Green Manalishi, que como o follow up Oh Well foi extraído do LP Then Play On, lançado no outono daquele ano, e galgaram céleres hit parades do meio mundo de cá. Numa noite de abril de 1968 na Escola Politécnica de Londres a banda de Peter Green e Jeremy Spencer (coadjuvados por uma seção rítmica de respeito, Mick Fleetwood-John McVie) gravam suas obras completas, a que dão retoques em poucas sessões de estúdio e a história quase acaba ali, em 1968, o ano que não acabou, quando Cream se despede e Peter Green, outro rapaz de gênio dividido entre o virtuosismo, a timidez e a fama, se destaca em elipse na banda que em 1969 recebe o reforço de Danny Kirwan e, entre gigs e sessões de retoques em estúdio, explode e logo depois estoura, quando P.A. Green decide dizer adeus à carreira e ser coveiro de guitarras elétricas em 1970. 

Era uma daquelas bandas que fizeram história que de tão boas e bem ensaiadas, e que se vê de careta que nascidas do prazer espontâneo de tocar no grupo -  Yardbirds, Jeff Beck, Savoy Brown, Climax Chicago, Taste, Led Zeppelin, Ten Years After -, mostravam tudo o que tinham de melhor em habilidade e criatividade individual e coletiva e entrosamento univitelino ao vivo. Tornaram-se lendárias as apresentações do Fleetwood Mac no British Jazz and Blues Festival de 1967, em que se revelaram, e na London School of Politechnics em abril de 1968. Em estúdio em quarteto - inclusive, em Mr. Wonderful (1968), com uma seção de sopros e intervenções em teclados da futura Ms. Christine McVie - pouco mais faziam que retocar um ou outro trecho que se gravados ao vivo pecariam apenas por uma ou outra má captação de som. Enquanto que quase todas suas gravações ao vivo são irretocáveis, porque sem registro sequer de longos solos anódinos de bateria como os de Ginger Baker com Cream (e desgraçadamente em estúdio com Blind Faith). Fleetwood Mac Blues Band, quarteto ou quinteto, não desperdiçavam tempo com brindes de camaradas. 

1969 é o ano em que os três mosqueteiros da guitarra da Fleetwood Mac Blues Band, e sobretudo Peter Green, fazem a sua lenda. A ponto de 26 anos depois a revista Mojo ter dito o seguinte em relação aos maiores guitarristas da história: 1º - Jimi Hendrix, 2º - Steve Cropper (Booker T. & the MG's), 3º - Peter Green.

                                    

os três mosqueteiros da guitarra da Fleetwood Mac Blues Band, e sobretudo Peter Green, fazem a sua lenda, na foto alternados com Mick Fleetwood e John McVie.

E como é que tudo começa?...

Quando Peter Green, Mick Fleetwood e John McVie, egressos do John Mayall's Bluesbreakers (que perdia assim, em várias levas, jovens talentos em penca, quando o espírito era de lança-los ao mundo) se unem a Jeremy Spencer e formam a Fleetwood Mac Blues Band, para ir direto ao assunto. 

Nota bene: Jimmy Page e John Paul Jones, uma asa de uma das lendárias formações do Yardbirds. Green, Fleetwood e McVie, asa, tronco e membros de uma das lendárias formações do Bluesbreakers.

Nem precisavam gritar - I'm goin' down to Chicago, como Robert Plant com Led Zeppelin duas primaveras depois. Quem não era chicagoano em Londres, entre o tronco e espinha dorsal do bluesrock?  A primeira formação do Fleetwood Mac dura de 1967-68, um ano antes de Danny Kirwan completar o trio de guitarras feéricas, a 1970, quando Peter Green decidiu cair fora - da carreira - e ser coveiro de guitarras elétricas e Kirwan e o chicagoano Jeremy Spencer cairam fora do grupo. Seu sucesso do ano foi o single com The Green Manalishi - crítica morrrdaz aos gurus hindus que se multiplicavam em Londres na sequência da onda provocada pelo Maharishi dos Beatles - e Rattlesnake Shake, que como seu follow up Oh Well foram extraídos da antológica despedida em álbum, Then Play On. O grupo irá dar muuuito que falar nos anos 1980, com Christine Perfec McVie. Mas para os fãs de blues, bluesrock e de Peter Green aquele Fleetwood Mac é que valeu como um dos picos do rock em toda a história. O que caracteriza sua excelência é a qualidade da bluesband, ou seja, seu amor e fidelidade aos blues de raiz, à falta de melhor expressão, que como Clapton, Ten Years After, Chicken Shack, Climax Chicago Blues Band, Savoy Brown, Taste (da Irlanda...) e Led Zeppelin flagram para além de todas as medidas nos momentos em que os blues descambam primeiro para o rhythm and blues e depois para o rock and roll (o que no caso de Fleet Mac pode-se degustar no auge ao vivo nas decantações de Jeremy Spencer de clássicos de Elmore James e em Sandy Mary ou numa versão de quase vinte minutos - muita jam e vibração entre os três - de Rattlesnake Shake, ambas d)e P.A. Green, cuja verve é muito mais que outros cinquenta por cento da glória da banda. Que grava o histórico Memphis Slim London Sessions com um dos pais dos Chicago blues. E por conta dele faz até bolero.

Bolero. O que não é de admirar muito em Green se seu vizinho Jeff Beck também lá quis dar uma de Beck's Bolero. Nunca como em Black Magic Woman se sente que a dupla Fleetwood-McVie dá - e como - pro gasto mas sua proposta é apenas fazer blues, rhythm'n'blues e, no embalo, rock'n'roll, e para acompanhar a versatilidade musical de P.A. Green, que do blues "de raiz" a sutis alusões a Hank Marvin and the Shadows (Albatross, Man of the World) e na segunda parte de Oh Well ao mesmo Hank Marvin e uma certa ambiência de trilha sonora de Ennio Morricone para filme de Sergio Leone, que à época fizera furor com The Good, The Bad and The Uggly, dando P.A. Green ideia de que tinha também um profundo caso de amor com a guitarra acústica ou violão  e que poderia amadurecer em meio a um turbilhão de estilos e ondas - e para acompanhá-lo nessas já seriam outros 500. Que o abandono da carreira de Green tornou desnecessário. Ele tinha um profundo caso de amor com a guitarra, elétrica ou acústica, também na composição, como se vira desde Albatross e Man of the World - suavidade, delicadeza, muita perícia e beleza. Ao solar em Black Magic Woman dá uma suingada de salsa ou salero, insuspeitável em um britânico POR SINAL, antes de a banda entrar em um drive de r'n'b do escambau em gran finale. O salero de Green fica por aquilo mesmo; mas é daquilo mesmo que Carlos Santana sacou o balanço que lhe é congënito ou genial - e como! fazendo o seu segundo smash hit com a Santana Band de súplica greeniana, quem diria, com pinta de ponto de santeria, a origem da salsa moderna, ou algo que se lhe assemelhe.

Muitos de seus riffs e levadas tornaram-se padrões para roqueiros desde então. Há muita semelhança entre a riqueza tímbrica que a fórmula de banda de blues / rhythm'n'blues / rock'n'roll com duas ou mais guitarras imprime a seu compósito com a dos Rolling Stones a partir do ingresso, nesse mesmo ano crucial, de Mick Taylor, a última grande revelação dos Bluebreakers de Mayall, origem e fim de tudo. A levada mais roqueira da formação original da banda, que se sente já esplendidamente amadurecida em versões de blues de Elmore James cantados por Jeremy Spencer, será a imagem de marca do Fleetwood Mac que irá brilhar nos anos 1980, que se baseou justamente na solidez do alicerce rítmico do combo de Fleetwood e McVie. Mas isso também são outros 500. Mérreis. 

 

     A coragem de dizer não.

        Peter Green parece ser caso único. É ao menos caso muito raro.

 

I can't help about the shape I'm in

I can't sing I ain't pretty

And my legs are thin

But don't ask me what I think of you

I might not give the answer

That you want me to

Peter Green - Oh Well

                                                                                 

 

                 

 

é trecho da webpage   revoluciomnibus.com DE WOODSTOCK AO McROCK      

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