um cibercordel

 

      revoluciomnibus  OU A POÉTICA DA LUZ DO SERTÃO

 

Brasil mosaico

cada região uma coisa

cada estado um país

em qualquer outro continente.

Brasil de todos os quadrantes

Fluindo e refluindo

de e para o Nordeste

a região do Brasil mais rica

em história e cultura

tendo sido sede da plantation

e da colônia

e palco de guerras e escaramuças

entre colonos e invasores

corsários e piratas portugueses

holandeses, franceses e ingleses

por quase três séculos.

Musaico luso árabe judeu medievo

renascimental e atual como as piores

dores do Brasil

para não falar dos esplen

dores do Brasil cujo musaico

é decantado desde Montaigne

Afro de várias latitudes

em todos os quadrantes.

Jeje nagô nos tambores

de mina e de crioula do Maranhão

que em São Luís é também afro

reggae.

Afro

antilhês.

Afrobaiano em Salvador

Banto, jeje nagô, iorubá

e malê.

Paraíso tropical no litoral

doce e eloquente.

Inferno no agreste

áspero e conciso.

Terra do êxtase carnal

e do delírio

místico

 

galego, índio, negro, mulato,

cafuzo, mameluco & marrabito.

 

Do afoxé e xote

e da timbalada

do coco xaxado

bumba meu boi e embolada

e do baião do violeiro cego

do repente.

Da moqueca de camarão

e do peixe torrado

com farinha seca

de João Cabral de Melo Neto

e de Graciliano Ramos

do cordel:

Glauber Rocha

e João Gilberto Prado Pereira de Oliveira.

De crentes

ateus

místicos dementes

Do cangaço e do mormaço.

E de Deus e do Diabo

desde que os portugueses

chegaram a este continente.

  

 

   ciberzine   & narrativas de james anhanguera

                               

                cibercordel

         DO  MAIOR VIVEIRO CULTURAL  

                             DO BRASIL E UMA DAS REGIÕES   

                             MAIS    POBRES    DO       MUNDO 

                             HISTÓRIA       GEOGRAFIA        E

                             CULTURA    MÁGICA     MÍSTICA

                             MÍTICA              &           TRÁGICA

          

 

 

 

cordel

sertões amazônicos quase

inexplorados e bastante devastados

sertões da caatinga semiárida e lacônica

sertões dos cerrados centrais

ser: tão joão guimarães rosa

sertões do pantanal

sertões dos pampas

 

é sertões às pampas

 

 

     

    Se o Nordeste se tornasse independente

    Seria um alívio para muita gente

    Antônio Risério escreveu que

    O Brasil nasce no Nordeste

    O Brasil vive do Nordeste

    mas o Nordeste não existe.

    Pra essa gente o Nordeste

    só existe

    pra piorá as estatística do país

    e arruinar a língua portuguesa ‘culta’

    empurrando-o ainda mais para o quarto dos

    fundos.

    o sertanejo não sabe de nada, não muda

    nada, não entende nada, não vale nada

 

    O Nordeste Independente

    integrando o Mercosul

    não era preciso nem passaporte

    e todo o seu litoral seria para esses

    o caribe brasileiro

    porque é o que é Jericoacoara,

    jerico acoara o Caribe brasileiro.

 

    Quanto ao Cariri, toma-se de empréstimo o

    acrônimo sailormooniano a partir do torquatiano

    Tristeresina.

         

             Paupéria:

             uma região de parcas pecúnias de Pindorama, 

             isto é,  a  terra  das  jussaras,  das   íris,  

             das pupunhas, dos licores e dos babaçus. 

             Paupéria: miserabilismo terceiro-mundista.

             Pindaíba.

             (O Terceiro Mundo, essa cilada conceitual.) 

             Paupéria: inversão cinza e sistemática do

             baudelairiano convite à viagem: onde tudo não é

             senão desordem, feiúra, pobreza, inquietação e

             antivolúpia:

             tristeresina total.

 

                                Waly Salomão   Cave canem, cuidado com o cão

   

 

        Oh, yes nós temos banana até pra dar e vender.

    Aqui é o fim do mundo

    Aqui é o fim do mundo

    ou não.

    Aqui no terceiro mundo – quarto dos fundos do mundo

    e cosmogonia sem fim. 

   

  O barro domina a paisagem de mata rala da planície

semiárida.

     Do pó se nasce e no pó se vive.

     O clima mais seco do que um dry martini só com uma

  gota de gin resseca o lábio e tisna a pele do matuto,

  castigada pelo sol inclemente.

 

     Luz no sertão baiano – sol e luar do sertão.

     O próprio título do filme indica o tema central de

  Glauber Rocha: Deus e o Diabo na terra do sol. Da

  seca. Da carne seca. Do peixe seco. Da farinha seca.

  Tudo seco ao sol.

     Sem nenhum caldo.

     Farinha crua, seca e mal ralada, que nem pedra.

     E como faz para mastigar?

     A gente aqui não mastiga não. Engole direto.

     O corte a palo seco. Como se vive.

     Diz que jacaré quando tá pra tê filho põe os ovo e

  fica ali do lado, olhando. Assim faço eu.

     O sol ofuscante e estouradaço como nos épicos

  faroestes baianos de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na

  Terra do Sol e O Dragão da Maldade Contra o Santo

  Guerreiro. Jacaré pedindo sombra.

     O Alto Sertão baiano, o sertão de Canudos e

  adjacências, é uma das últimas fronteiras brasileiras

  da natureza selvagem do homem e da sua paisagem com a

  civilização.

     Vive-se a palo seco, matutando, assuntando.

 Sertão é dentro da gente.

   

                                  

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                 Os Sertões               Euclides da Cunha & Os Sertões

                   O triste e belo fim de Joana Imaginária & Antônio Conselheiro

 Canudos Hoje: Tendão dos Milagres X O Amuleto de Ogum   

 

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                             Cores vivas

eu penso em nós

pobres mortais

quantos verões

verão nossos

olhares fãs

fãs desse

céu tão

azul

            Gilberto Gil  

 

 

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