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so listen to the rhythm of the gentle bossa nova

narrativas de rock estrada e assuntos ligados

 

 

 

 

 

 

o grande narrador da condição humana e alienígena, legal ou ilegal, nos pastos da improbalidade infinita do universo sem lei & ordem, solto na estrada em verso e prosa e vice-versa, e o grande intérprete de narrativas da condição animalienígena dos masters of war em depoimentos e reportagens angelicamente embasados e formatados com flashes e imagens realistas ou metáforas explosivas em linguagem muito clara e precisa, discurso direto em todos os estilos e tons coloquiais: balada trovadoresca, música de bar, folk music eletrificada com o precioso apport de Al Kooper e The Band.

‘‘O cada vez mais obscuro e obscurantista Bob Dylan como papa.,,

mito fortíssimo na era dos Beatles. Um demiurgo vidente que opera e é a máxima expressão da transição do mundo do tempo das diligências e de Woody Guthrie, o que dizia que com sua guitarra matava fascistas, ao cancioneiro elétrico e eletroacústico da segunda metade dos anos 1960, entre todos os estilos e tons: country and western, folk, blues, jazz, música de bar, rock, bar rock com o órgão de Garth Hudson.

É talvez o maior de todos, pelas excelsas referências e os densos mistérios que o envolvem, como à princesa na torre de vigia de All along the watchtower. A clareza, doçura e contundência da sua linguagem é o despertador da má consciência da juventude, de que é o arauto, confidente e profeta. De que é O poeta. Porta-voz da utopia de que esta joça um dia fosse uma comunidade. De quem fosse.

Logo se espalha rumor de que ao menos parte da grana amealhada pelo bardo com o estrondoso sucesso de seus protestos, canções que são a trilha sonora daqueles anos, parte inrínseca e implícita da História, foi investida em unidades da máquina dos masters of war. Inútil resistir à Besta?

O mito se alicerçara com a obra e com o que dela faz a cada passo a produzir objetos históricos, como a primeira tournée ao Reino Unido, com Joan Baez, documentada por Alan D. Pennebaker em Don´t look back, antes do encontro com Al Kooper e The Band, onde aí se retiram no basement em Woodstock. De Dylan Thomas a Shakespeare e de volta a Edgar Allan Poe, Whitman, Steinbeck, Kerouac, Ginsberg, Salinger - a grande narrativa americana da estrada mesmo quando em Nova York entre a vagabundagem ilustrada de Greenwich Village, onde se revela em plena era beat com o básico folk song panfletário de violão e gaita de beiço, prosseguindo de Woody Guthrie a Pete Seeger, outro mito que entretanto também se fez com estampa socialista da linhagem dos anarco-sindicalistas dos anos 1920 e 30 e toda aquela robba de Sacco e Vanzetti, protesto contra a condição da exploração humana física e mental, só With God on Our Side.

Anuncia

denuncia

enuncia... outside in the cold distance...

argumenta.

O gênio inclui a atitude básica do mestre narrador de sagas humanas e a do explorador da metafísica da estrada fermentada em século e meio de literatura americana em Duluth e com que funda sua lenda on the Highway 61 Revisited. O bardo chega a causar rejeição pelo timbre vocal (para quem o capta à distância) de cana rachada, muito country´n´western, grassroot à vera por sinal, sinal das origens no countryside, antipático a ouvidos cultivados. Mas o bardo treinava com afinco e conscienciosamente para ser um bom cantor. E intérprete: Just like a woman.

 

you got a lot of nerve to say that you have a helping hand when you only want to stand on the side that´s winning

 

there .must. be. some. kind. of. way. out. of. here

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

revoluciomnibus.com ...de cabo a rabo é

 

Bob Dylan em

so listen to the rhythm of the gentle bossa nova

narrativas de rock .estrada. e .assuntos. ligados

 

 

revoluciomnibus.com/hendrix.htm

have you ever been down to electric ladyland?

40 anos do último disco da trilogia básica de jimi hendrix

 

 

1965: Bob Dylan eletrifica o folk

 

ladyland

e dylan é o Mississipi naqueles anos...

 

Todos o cantam e tocam e celebram; não tem convívio em torno de violões e fogueiras sem que se entoe a inefável Blowing In The Wind. Influência marcante dos Beatles (disse McCartney).

Pau para toda a obra, quando se retira no basement em Woodstock com The Band (waal... wow... uau...). São seus porta-vozes primo inter pares The Byrds, Byrds, turn, turn turn, Mr. Tambourine Man, My Back Pages inolvidáveis, i.e., perenes como ele.

E qualquer bom grupinho pop (Manfred Mann, Mighty Quinn). Fairport Convention lhe reverenciou um Se tu doit partir (Va t´en). Um afluente perene: Wheels on Fire por Julie Driscoll, Brian Auger and the Trinity.

Hendrix capta, adapta e distribui como poucos o que tem de melhor e faz de All Along The Watchtower zênite de uma curta e grata estação vivida na cauda de cometas como ele.

 

 

 

revoluciomnibus.com/hendrix.htm

capítulo Por dentro e por fora em Londres

de

 

 

Na capa do Rolling Stone uma espécie de judeu americano de grande cabeleira redonda e encaracolada chamado Alan J. Webberman, que se apresenta como dylanologista e até chafurdou no lixo da casa do bardo, o recluso que desde o acidente de moto em Woodstock parece querer seguir a trilha do despite da mídia de J.D. Salinger, para saber tudo sobre a sua vida, inclusive se se pica, como tanto especulou a imprensa nos seus anos de reclusão, quando se especulou até sobre sua possível morte. A foto de capa interior, porque o Rolling Stone também é diferente no formato, dobrando-se em dois e tendo outra capa e contracapa do tamanho de meia página, é ponto de partida para uma daquelas longuíssimas reportagens em estilo revolucionário em que o semanário underground de Frisco é pródigo e o título já diz tudo, Do we really need a dylanologist to know wich way the wind blows? – em última análise, sim, dylanologistas ou o que for, tudo serve para manter a mitomania a pleno gás. No mínimo mais uma bela novela produzida pelo jornal a partir de um fato concreto, singelo ou estrambólico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

capítulo de

revoluciomnibus.com/EraUmaVezTerradaDama.htm

Bob Dylan

But next time will be a different day    

and I’ll walk down my road  somewhere  

between the unseen green   and the jet blank plain  

and I’ll sing my song like a rebel wild  

for it’s what I am and I can’t deny 

but at least I know now not to hurt,

not to push, not to ache and God knows... not to cry            

 

 

 

 

Mas da próxima vez será diferente

e seguirei o meu caminho algures

entre o verde imprevisto e a planura indecifrável

e cantarei minha canção como um rebelde selvagem

porque é isso que sou e não posso negar

mas ao menos agora sei   não magoar,

não empurrar, não padecer e sabe Deus... não chorar            

 

 

 

 

 

 

 

 

Droga Loucura e Vagabundagem

 

capítulo de

 

revoluciomnibus.com/EraUmaVagabundagem.htm

ecce dylan

Still de Candy Mountain de Robert Frank e Rudy Wurlitzer (1985)

 

 

Um coronel líbio chega a Lisboa e eu e Afonso, que reencontro entre duas idas ‘à Europa’, recebemos uma baba que nos deviam no Página 1, as quais são devidamente rentabilizadas na compra a Júlio da Maianga de um boi excepcional que o irmão rasta, Caleb, regressado de rappel a Luanda, lhe faz chegar às mãos e de que compro 50 gramas a 500 paus, que a custo embalo num saco de vomitar de avião sentado num banco do Parque Eduardo VII ao lado de Afonso que já prepara um beise e quando fumamos surge do nada um jovem com pinta de frique americano que começa a falar de... Jeeesus Craist! – mais um Jesus Freak. Billy Graham &/ou os Seus Acólitos souberam do comunist uprising in Portugal e trataram de mandar os seus muchachos aos milhares, numoutra invasão de marcianos em Lisboa. Canta acompanhando-se do violão.

- Is that your guiTAR?! Love-ly. Who gave it to ya? – provoca Afonso.

- God gave it to me.

Passa cuspe na seda e pisca-me o olho

- Quem deu? Foi Deus. Fudeu! Dá até para brincar: quem, Deus? (e mirando o jovem ianque:)

- So, if God gave it to ya, why dont’cha give it to me, ‘cause I’m in a terrible need of such a beautiful guitar like yours?! Gimme that!!!

Afonso está aprendendo os primeiros acordes e usa Dylan para o fazer, com as da primeira fase. Mas é fascinado por Selfportrait. Dá os três primeiros acordes e ataca:

- Blue moon, you left me stan... Não, essa não se adequa ao momento.

Muda de atitude. Dá um acorde. Dois. Olhando-se para além do Parque na direção do rio, o sol se pondo nas nossas costas, o horizonte tem a cor do Mar da Palha.

 All the tired horses in the sun

 How’m I supposed to get any riding done

 

 

 

Droga Loucura e Vagabundagem

capítulo de

revoluciomnibus.com/EraUmaVagabundagem.htm

 

 

 

Desire, de Dylan, que depois de mais quatro anos no obscurantismo, arredio a holofotes quando longe da cena, e com dois antológicos LPs ao vivo com the Band, Before the flood e Blood on the tracks, volta a ser coqueluche e espanta pelo clima tex-mex de quase todo o disco, pelo inesperado tom panfletário de algumas canções sobre a questão racial nos EUA e a mim, tratando-se de quem se trata, pela impensável trivialidade e jovialidade de Mozambique, a folgazar que ‘gostaria de passar um tempo em Moçambique’, onde o céu é azul marinho e ‘todos os casais dançam de rostos colados’ e há ‘uma pá de gatas lindas e tempo de sobra para um bom romance’, ‘vivendo ao lado dela sobre o oceano’ e ‘sussurrando sua emoção secreta’ – ‘mágica numa terra mágica’, que quando chega a hora de partir e ‘dizer adeus à areia e ao mar’, ao ‘dar um giro para um último flash’, ‘vê-se porque é tão unique’ (também rimando como slogan turístico) ‘estar entre gente adorável a viver tão livre’. Moçambique de cartão postal num extraordinário jingle promocional sem efeito, porque nem em sonho delirante alguém se lembraria de passar ‘uma semana ou duas’ que fosse numa linda nação emergente de presente tão negro e futuro tão sombrio.

 

 

 

 

 

C A N A D I A N   C O N N E C T I O N

The Last Waltz

Canadian  Connection no Circle Game do rock - ou que lhe pareça - deu ao mesmo forte impulso para a transcendência: The Band, Al Kooper e Steve Katz do Blues Project, que dá origem a Blood, Sweat & Tears e Seatrain, Judy Collins, Tom Paxton, Leonard Cohen, Neil Young, a que em 1970 se junta e passa como um meteoro Melanie Safka (Lay Down e Beatiful People). Óbvio, The Last Waltz, Martin Scorsese. The last Band.

 

 

 

De Woody Guthrie aos 70 o bardo prossegue a carreira mostrando com quem aprendeu a entoar a voz em outros tons em Blue Moon, Lay Lady Lay, New Morning, o grande Sinatra que fora ídolo da juventude WASP dos anos 1940, o maior ídolo juvenil da era do rádio e dos dancing halls, um dos primeiros astronômicos fenômenos da era da reprodutibilidade da cidade elétrica, pequeno-grande predecessor dos Beatles.

Reza uma lenda que ele soltou um lógico que nunca conseguirei cantar como João Gilberto no tempo de Lay Lady Lay e, justamente, Blue Moon, do repertório que está reciclando agora com - para todos os efeitos - seu vozeirão.

 

 

 

 

 

Bob Dylan

The Frewheelin´ Bob Dylan

The Times They Are A-Changing

Another Side of Bob Dylan

Bringing it all back home

Highway 61 Revisited

Blonde on Blonde

John Wesley Harding

Before the Flood

Blood on the Tracks

The Basement Tapes

 

Tarantula

 

Don´t look back

 

 

           

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