revoluciomnibus.com

MUITOS DADOS INÉDITOS EM LÍNGUA PORTUGUESA ........& TROPICÁLIA


Premissa 1: janeiro 2017 partida para The beat goes on : http://revoluciomnibus.com/TheBeatGoesOn1.html

 



 

 

Atenção praessa perspectiva em retrospectiva meio século depois de uma perspectiva q fazia parte das leituras q já então se fazia - deu para entender? - , independentemente do argumento da esquerda marxista e marxista-leninista pura e dura de q tudo não passava de uma campanha da CIA para corromper a juventude também do chamado Bloco de Leste com os vícios do capitalismo. Portanto, de uma certa perspectiva tudo aquilo não passou de uma grande onda de lixo capitalista. Mas meio século depois muitos de seus produtos são no mínimo muito divertidos.

Flashback a meio século atrás. E a outros séculos ainda.

DEZ OBRAS PARA SE PENSAR A CONTRACULTURA DOS ANOS 1960

http://fflch.usp.br/sites/fflch.usp.br/files/Contracultura.pdf                            2017

em trecho em que se refere a:

FRANK, Thomas. The Conquest of Cool. Business Culture, Counterculture and the Rise of Hip Consumerism. The University of Chicago Press, 1998.
HEATH, Joseph & POTTER, Andrew. Nation of Rebels- Why Counterculture Became Consumer Culture. New York, Harper Business, 2004. 
JAMESON, Fredric. “Periodizing the sixties” in The Ideologies of Theory, Essays 19711986, Volume 2, pp.181 e 207. Duke University Press, 1984.

Fredric Jameson (1984) aponta que a ideia mais recorrente sobre os “anos sessenta” é a impressão de que, ali, tudo era possível, de que este foi um período de liberação universal, de uma liberação mundial de energias – o período em que os “nativos” tornaram-se seres humanos, em que os colonizados internos do Primeiro Mundo (minorias, marginais, mulheres) conquistaram o direito de falar em uma nova voz, coletiva, jamais dantes ouvida no palco do mundo. (...) Jameson aponta como os anos sessenta foram, na realidade, um período de crescimento do capitalismo em escala global, um período de transição de um estágio infraestrutural do capitalismo para outro, e que produziu concomitantemente uma imensa soma de energias e forças sociais de mudança que se configurariam como uma ilusão histórica, redundando, algumas décadas mais tarde, no capitalismo tardio, na chamada globalização.    
Parte-se do início do movimento pela liberdade de expressão (o Free Speech Movement) deflagrado na Universidade de Berkeley, Califórnia, que daria início às rebeliões estudantis no país e na década, além de registros importantes das manifestações pelos Direitos Civis (Civil Rights Movement) e de passeatas e manifestações contrárias à guerra. Entremeado por entrevistas recentes e avaliações de alguns dos líderes do período, o documentário apresenta ainda o movimento
combativo dos Panteras Negras (Black Panthers, que lutavam pelos direitos dos afro-americanos) e os desdobramentos do movimento feminista. Indo em direção contrária às análises que enxergam a contracultura como simplesmente proveniente da revolta contra os valores consumistas na sociedade de  massas, Thomas Frank argumenta, de modo original, em The Conquest of Cool. Business Culture, Counterculture and the Rise of Hip Consumerism, em favor das estreitas relações entre a contracultura e a indústria. Rejeitando também a corrente conservadora que vê na década de 1960 e na contracultura uma tentativa esquerdista radical de minar e destruir a (boa) civilização ocidental, Frank argumenta pela cooptação da contracultura pelo mercado, ou ainda, pela crítica ao sistema capitalista como seu próprio elemento gerador e fortalecedor. Nesse sentido, a contracultura teria sido muito menos revolucionária do que se pretendia, e na realidade o produto de uma série de campanhas de propaganda que teriam iludido um público muito menos subversivo do que acreditava ser.   De modo similar, Joseph Heath e Andrew Potter refutam, em Nation of Rebels - Why Counterculture Became Consumer Culture, a ideia ou mito da contracultura como sendo um universo à parte e independente/externo ao mundo do consumo. Segundo os autores, que mesclam análises histórico-filosóficas da cultura pop, o repúdio mero e simples da “cultura dominante” apenas reforça a própria sociedade de consumo contra a qual parece se insurgir, e a rebeldia propagada é meramente simbólica, subjacente à cultura do lucro. 

Ou seja, como exposto na apresentação de      em revoluciomnibus.com  também

pode parecer ter sido apenas um megacarnaval psicodélico.

 

do século XVIII ao século XX

Românticos homens tiram a peruca da Era Clássica – já viu q louco e q ridículo nos parece -, o espartilho das convenções e da pose rococó, deixam suas próprias melenas crescer como a dos cavalheiros / cavaleiros uns dois séculos antes, a mãe de Mary Shelley, jovem mulher do jovem poeta, já era uma das primeiras sufragistas, e assumem o espírito da mudança, das revoluções políticas e de costumes, porque por alguns anos, depois do Terror, Napoleão provocou um terremoto de dimensões continentais europeias mas o IDEÁRIO descamba no autoritarismo e na restauração das manhas do ancien regime com formato Império e retrocede.
Românticos ingleses e alemães são aristogatos e aristogatas (Mary Shelley), os franceses são comme ci-comme ça e mais tipo profissionais da escrita. Derramamento de sentimento e de sangue. Por outro lado – Shelley estuda a aristocracia romana para discorrer sobre vilania, mesquinhez e sordidez humana. Mary cria Frankenstein. O terror persiste, sai revolução, entra(m) império(s). Shelley morre num naufrágio na costa da Ligúria italiana e Lord Byron de tifo – atenção revisão: não de tiro – na Grécia, onde foi lutar pela independência e renascença do bom e velho estilo grego.

Angry Young men – Jovens raivosos – um século depois do século XIX da rainha Vitória
D. H. Lawrence e Aldous Huxley, na idade de ouro do romance, são dois símbolos da revolta antipuritana e antihipócrita de todo esse tempo e seus livros eram proibidos em todo o mundo de língua inglesa, i.e., o mundo e também pelo escândalo vendiam muito, como Scott Fitzgerald, o ás do outro lado do Atlântico na narração também dos chamados Roaring Twenties, Ruidosos Anos 20, 1920-29, quando parece q se exagerou na festa para sublimar o gosto mais q amargo de nonsense / falta de sentido de tudo deixado pela injustificável I Guerra (e qual se justifica?) Mundial q gerou o absoluto nonsense em sentido do movimento dadá, dadaísta. Que deu no surrealista, com várias vertentes, entre elas de tios da dita contracultura.
Huxley tinha manha de repórter e, segundo os entendidos, usa a forma romance apenas para expor ideais: Se foi assim, era-o do início ao fim quando criou a sua ilha da fantasia / Nação de Woodstock / q é publicado quando irrompe um sonho ou só uma onda maluca ou artimanha do Sistema / imperialismo norte-americano. A um século de dstância parece q seus dois primeiros romances, de grande sucesso artístico (o primeiro foi saudado por Marcel Proust como o nascimento de um grande narrador) e de vendas, eram apenas um tapa com luvas de pelica no bumbum da falecida, mas causaram sensação e estupor.
Volta e meia, ao se falar das agitações dos anos 1960 no calor da hora, se lembrava a revolta dos angry Young men 40 anos antes.    

 

Relatividade atômica + incerteza quântica = fim do primado da lógica objetiva e do princípio da neutralidade do observador

O dito movimento de contracultura não é deliberado
Muito ao seu gosto / estilo há o ACASO da era da relatividade
atômica
quântica
lisérgica
eletrônica
e a alvorada da era da informação
rumo à Era da Aquário?

 

O dito movimento de contracultura É espontâneo, não como os movimentos programáticos do tipo marxistas ou marxistas-leninistas (URSS de início e China de Mao).
A Renascença não brota assim. É consequência da evolução dos tempos. Vai de Dante, século XIV (1350), a – vá – Michelangelo, século XVI (1530).

A breve (?) renascença hip - hipster (beat) e hippy – hippie (há nela homens de sete instrumentos)  brota espontaneamente, por uma conjunção de fatores históricos, com várias ”espontaneidades‟ como em explosão de happenings – palavra então em voga -, como uma grande onda com múltiplos tubos por onde entrar e circular entre elas (interdisciplinaridade) na possível aurora da Era de Aquário (esoterismo é mato).

Quero ser beat, hip.
Ser hip = estar na onda. Contra a chatice:


Moda beat – de uma outra visão (preto no branco), um novo estilo de vida – na roupa, nos hábitos de consumo, na linguagem – a gíria muda a maneira de falar.

Há muitos relatos de gente que já depois que mestre John Lennon declarou The dream is over disse quero ser hippie e acabou no espanto de descobrir que se não decidisse drop out – outro termo em voga – para a natureza tornar-se-iam mesoclisamente hippies urbanos.
A natureza acabou. Movimento ecologista? – Partidos Ecologistas institucionalizados e militância hiperorganizada (Greenpeace). Pouco mais.
Não há retorno possível porque não há Utopia ou Pala – a ilha da fantasia de Huxley: neurose, crescente podridão, solidão.
Mais cem anos de solidão e talvez o homem esteja maduro para o respolendor da nova renascença de que o beat e o hippie movement, que não foi só fruto do imperialismo e seu controle dos nascentes mass media globalizados na global village como reportou Marshall McLuhan em cima da bucha. A trilha sonora onde houver muitos homens incluirá sempre, ao lado de Corelli, Bach e Mozart, Hendrix, Terry Riley e outros sons psicodelizados.
Início de mudança de era?
Para a Era de Aquário?
O que ao longo da história acaba sobrevivendo mais de uma era para outra é ganância.
Era de Aquário? Alguma hora o homem mudará?
Possíveis visionários previram a era cósmica.
As espécies existentes talvez acabem antes.

 

 

 Premissa:
revoluciomnibus.com

almanaque das ideias cores e sons do maior movimento de juventude da história

O movimento em torno das questões do que em 1969 Theodore Roszak, então jovem acadêmico norte-americano, chamou contracultura vem depois da II Guerra Mundial e o pavor da era atômica – da BOMBA.
Com a II World War os EUA saem da Grande Depressão e dão um pulo de gigante, com muita grana porque fabricaram armamento, roupa, comida para os Aliados na Europa; confirmam-se a grande potência mundial (a URSS está chegando para ´rivalizar`) e eles investem no Plano Marshall.
Inglaterra, França, Alemanha, Itália.. o resto da Europa para cá da Cortina de Ferro, estão de tanga, mas com o Plano Marshall em cinco anos começam a se recuperar e os jovens a contribuir pro baby boom europeu também.
Os EUA bombam. Os soldados de regresso a casa, ganhando aquela merreca de classe média baixa e média-média, desatam a fazer filhos e há o BABY BOOM. E o boom da TV. Acaba a II, já tem guerra: Vietnã para a França e Coreia para os EUA, na Indochina. Essa geração nasce e está crescendo sob a ameaça da Bomba A e da Bomba H e com ecos de uma guerra no Oriente. Da II Guerra e mil coisas desponta a mais nova geração do existencialismo na França. Nos EUA, em função do desencanto...


 


com o SONHO AMERICANO, desponta um movimento existencialista americano.
Beat generation é uma onda, um estilo / estalo de vida que se expande entre a juventude, q gosta de arte (abstrata) e música e se liga no novo jazz desde os 1940, o be bop, e então nasce o cool jazz, um dos pais da bossa nova, literatura sempre, e se expressa de um modo peculiar (Kerouac transcreve como e o que essa gente falava) aí e no cinema (James Dean e Marlon Brando são os ícones). Kerouac, Ginsberg (da região de Nova York) e os outros (da West Coast, California, San Francisco) se destacam pela força, pela novidade dos estilos e pelo escândalo.
Mas não há líder – nada disso.
Ginsberg é ícone enorme também nos anos 1960, com a estatura (mas não a popularidade, claro) de (e ao lado de) Dylan. Era uma figuraça.
 

aí os dois em 1967-68

e alguns anos depois

 

Essa geração que cresce quando nasce o rock and roll (1954, por aí), a do baby boom, e depois a de 1960, tem muita grana de mesada, o Ray´s Dad´s Cadillac, o carrão à americana do pai para saídas noturnas de fim de semana como o canta Joni Mitchell:

https://www.youtube.com/watch?v=syl__ddoauw&list=PLUM3_pzf3aWrpi9GDmS3VwCNswC_0xkIs&index=32

American Graffiti, o primeiro filme de George Lucas (1974), também tem essa estória da perspectiva de um grupo de teenagers numa cidade do interior dos EUA no final dos anos 1950 com a trilha sonora da hora, em fins-de-semana nos Ray´s Dad´s Cadillac.

É a era do mal-estar e do medo mas de muita “prosperidade” (lá pelo Norte...). Até 1973 não vai ter nenhuma crise econômica (houve a crise dos mísseis em Cuba em 1962, por exemplo, e já não foi pouco) e neguinho tem grana pra comprar bastante disco, donde o boom da indústria da música E do rock. Isso está em

http://revoluciomnibus.com/DeWoodstockaoMcRock.htm

Pela primeira vez a juventude – e muita, na América, na Europa, aqui - é uma grande faixa consumidora, na Inglaterra a publicidade cria uma categoria chamada teenybopper, de teen, teenager, adolescente. E há o boom das ideias, de todas as artes (pop art, por ex.), donde um fenômeno como Woodstock – meio milhão de pessoas onde eram esperadas 30 mil. Isso é muito importante para a explosão do fenômeno da Utopia em quadro de utopias, como o socialismo, que logo se confirmaria, com a morte de Stalin, que na versão URSS era só para inglês ver. O Movimento de juventude 1950-60 será lunático, bastante lelé, também qualé – é de juventude...
A guerra do Vietnã é central ao longo e ao largo dessa estória. È ela que despoleta a reação juvenil, que depois se alastra para outros campos e abrange o movimento negro pelos direitos civis (escolas e transportes, acesso a locais públicos, em muitos estados do sul vivia-se ainda mesmo sob regime de segregação racial)  O recrutamento de homens nas Forças Armadas era obrigatório, hoje é profissional. O Movimento (de contracultura, chamou-o Theodore Roszak em 1969) é contra a guerra, pacifista (e daí também Gandhi, cuja luta na India influenciou muito L. King) e numa ótica de que o problema e a solução é de todos, brancos e negros.
keyword - palavra chave: direitos civis, campanha pelos direitos civis
Luther King pela via pacífica
Black Panthers, sucessores do Black Muslims (Muçulmanos Negros), pela via armada,
Era época do I´m black and I´m proud – orgulho negro
Houve até um White Panther – pacifista, de Detroit – líder John Sinclair, banda de rock MC 5, q integrava a comuna e dela brotou.
E Weathermen
E Weatherwomen, estes armados

O Movimento juvenil é contra a cultura da usura (um tema do poeta Ezra Pound), contra os valores da civilização ocidental e toda a carga de coisas ruins em q essa civilização (e sua cultura) se baseia e produziu, nomeadamente a hipocrisia, e aberto a tudo, inclusive, muito, ao Oriente: o Japão se abre ao mundo à força com a derrota na II Guerra Mundial e a China de Mao faz a Revolução Cultural (após a morte de Mao, seus líderes foram condenados à morte). Tudo implica em protesto, sempre pacífico, mesmo pondo uma flor no cano de uma espingarda de um policial. Dylan é o ícone do clima.

A evolução e as ideias gerais do Movimento estão resumidas na apresentação de

almanaque das ideias cores e sons do maior movimento de juventude da história

  da era do rock & da contracultura
  o livro do rock e da contracultura


http://revoluciomnibus.com/EraUmaVezApresentacao.htm

O jovem repórter Edgar Lessa narra sua vivência e percepção de fenômenos estéticos e comportamentais revolucionários decorrentes de um longo período de prosperidade econômica mas também de permanentes distúrbios e injustiças que geram grande insatisfação da juventude.
 
 Pela primeira vez na história os jovens de países superdesenvolvidos – e também de alguns de seus satélites – pretendem ter voz ativa e impor seus valores ingênuos de autenticidade e pureza a uma sociedade doente, apesar da prosperidade material de uma minoria, baseada em valores hipócritas e/ou caducos.
 
 A originalidade do fenômeno gera um permanente fascínio, patente em constantes revisões e releituras daquela breve era renascentista. Como se fosse imprescindível retomar daquele ponto para tentar uma saída que não seja pela hecatombe. 

e em

http://revoluciomnibus.com/DeWoodstockaoMcRock.htm
                                                                          McRock / McDonald´s
do artesanato hippie, banda de garagem, a uma mão na roda para expandir a q foi uma das maiores indústrias do mundo, a dos discos. A contracultura, produto de um grande segmento, passa a ser faixa de um grande mercado de consumo, ao mesmo tempo que causa confusão, é imediatamente absorvida pelo mercado e é – como se dizia muito então - ῍recuperada“.


http://revoluciomnibus.com/Era%20Uma%20Vez%20I%20Flower%20Power%20BR.htm

onde está o que foi resumido aqui:
http://revoluciomnibus.com/TheBeatGoesOn1.html

por aqui já dá para ter uma ideia geral – dos tópicos

 

Hunter S. Thompson - Hippies (1968):

 

 

 

 

On the road – no Brasil, Pé na estrada – ou A caminho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Hippies – continua: foco no fenômeno – dados sobre tudo: onde, quando, como e o quê: http://revoluciomnibus.com/TheBeatGoesOn85.html :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Premissa 2:
A contracultura e o Brasil – na época e hoje.
Vinícius de Moraes era beat?

Trecho de Brasil e América Latina no planeta-mercado da Era Trump.pdf, com pdf online (revoluciomnibus.com), a partir de Brasil de Caminha a Lula:

Pela sua própria natureza pujante e vasta, o Brasil seria por força um viveiro de inovação. Que ao menos em tempos foi (a bossa nova, a Tropicália, o cinema novo...) novidadeiro (sê-lo-á ainda?). O desenvolvimento de produção de energia a partir de outras fontes naturais em que o país é pródigo emperra e quase desanda sem nenhuma visão estratégica de política para o setor, que só se desenvolve pela irrefreável marcha do tempo. Outro exemplo é o setor sucroalcooleiro, que fez do Brasil o pioneiro no uso de biocombustíveis e em relação ao qual os quatro governos liderados pelo PT não mostraram nenhuma visão estratégica. Como se situou, nesse quadro, a matriz energética - e, dentro desta, o álcool combustível, levando em conta os fatores econômicos, sociais e ambientais? Totalmente à margem dos debates e cogitações. Ao contrário, promoveu-se à toda o abuso do uso do combustível fóssil. A falta de ousadia foi também patente na área dos costumes, em que se alimentou em vez de combater preconceitos além da propalada luta pela igualdade racial - um combate que ajudaria a debelar algumas duas suas maiores aberrações, como a violência.
Ao invés de aproveitar ventos de popa como os do ciclo de alta das commodities para promover mudanças duradouras, o Brasil da era Lula optou por políticas emergenciais de tapa-buracos que não tardaram a estourar pelos remendos.
Hoje pouco importa, mas por ocasião do boom econômico do ciclo das commodities Lula foi projetado pela mídia como uma forte liderança dos Brics: é ainda justamente o imperialismo norte-americano a razão pela qual o Brasil executa uma política externa equivocada, para analistas que não seguiam a cartilha petista, ao apoiar o Irã de Mahmoud Ahmadinejad quando o Grande Satã tenta isolá-lo por causa do seu programa nuclear –  passando recibo de ingenuidade (pagando mico) ao alegar que o país dos aiatolás tem o direito de desenvolver o seu projeto nuclear para fins pacíficos. Errou ao não retaliar decisão do governo Evo Morales, da Bolívia, de nacionalizar investimentos da estatal brasileira Petrobras no país; enfim, ao perdoar dívidas “de cleptocratas africanos” com o Brasil.
- Eu não quero que a Petrobras aja como as multinacionais agiam no começo da década de 50 (mas) pagando preço justo e ganhando - contemporizou Lula ao comentar o episódio boliviano, dando-se ares de patrão de multinacional, como as norte-americanas que punham e dispunham na América Latina também nos anos 1960 e 70.
Observadores que a criticam chamam a isso erros e micos da diplomacia “terceiro mundista”. O objetivo de Lula e herdeira no seu primeiro governo é claro: fazer de fóruns como os Brics versões modernas do grupo dos não-alinhados... com os Estados Unidos. A imagem do Brasil é prejudicada por más companhias como Argentina e Venezuela, de que deveria manter distância, dizem analistas do contra. Não é lógico investir apenas em políticas emergenciais de tapa-buracos mas aproveitar ventos de popa para promover mudanças duradouras, o que o Brasil não faz.

 

 

Premissa 1, 2, 3, 4... O q foi a contracultura?
                                    O q é feito da contracultura?
       
                                 Por que raios não há um Movimento como esse, global (no sentido de planetário e de envolver todas as questões  - inclusive a das diferenças, por sinal o cerne do trabalho do Foucault, do racismo e tal, melhoria do ensino, da formação das pessoas, tudo na ordem do dia mas visto i-so-la-da-men-te), interligado?

 

luiz carlos maciel
guru da contracultura


jornalggn.com.br/noticia/77-anos-desempregado-o-caso-do-filosofo-luiz-carlos-maciel

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03/07/2015 - Do Gutemblog O caso escandaloso do filósofo Luiz Carlos Maciel, do Pasquim Arthur Gama com pesquisa de Maria Helena Verissimo

 

NOVA CONSCIÊNCIA - Jornalismo contracultural (1972)
matérias publicadas nos jornais Pasquim e Rolling Stone-Brasil, de q foi um dos fundadores, com Ana Maria Bahiana e Tárik de Souza.

Luiz Carlos Maciel (ver abaixo) sai do RGS para Salvador para estudar teatro (Martim Gonçalves) na UFBA no início dos anos 1960, Salvador em plena ebulição com Gláuber Rocha, Tomzé, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Álvaro Guimarães (produtor de seus shows e encenador de peças de teatro, i.e. José Álvaro, publisher do jornal Verbo Encantado, de Salvador, e de Waly Salomão), Waly Salomão, Tuzé de Abreu, etc.

https://www.google.com.br/search?q=luiz+carlos+maciel&ei=4XKAWdWWKcyswgTwoZnQCA&start=10&sa=N&biw=1366&bih=661


23/09/2015 - O gaúcho Luiz Carlos Maciel influenciou desde Glauber Rocha em seus primeiros curtas na Bahia, passando por José Celso Martinez Correa 





A revista não era revista na época e também no Brasil era jornal




As quatro estações são:
A primavera da beat generation
O verão do (amor) flower power e tal
O outono dos anos 1970
E O inverno do nosso descontentamento (romance de John Steinbeck dos anos 1950) desde portanto os 1980,90, vai, 2000, quando ele lançou o livro. Hoje? Ah, saperlo!

As lutas da época eram por um modo de vida mais livre e saudável, mas os mecanismos neurotizantes reagiram e o resultado é o que se vê: uma sociedade ainda mais doentia, resume o cronista brasileiro Luiz Carlos Maciel.

em    e  revoluciomnibus.com

 

12 de julho de 2015: à Folha de São Paulo:

Mais preocupante é o "retrocesso geral na vida coletiva", enfatiza Maciel. "Em política, é uma coisa escandalosa. Toda a complexidade foi eliminada e reduzida, de novo, a um flá-flu entre esquerda e direita, entre governo e oposição. A grossura é cada vez maior."

Folha de São Paulo 12 de julho de 2015:
"No Rio Grande do Sul, Ruggero Jacobbi (diretor e crítico italiano, 1920-81) leu toda a dramaturgia brasileira e ficou maravilhado com a obra teatral de Oswald. Ele passou isso pro Maciel, que poderia passar pra mil pessoas, mas passou pra mim, para o Oficina. O 'Rei da Vela' iluminou toda a nossa geração da Tropicália", conta José Celso Martinez Corrêa. "Todos nós estávamos em transe. E nesse transe ele foi um dos bruxos."
Caetano Veloso mantém uma afinidade iniciada há mais de 50 anos. "Maciel, desde a juventude em Salvador, foi para mim uma clareira no mundo mental da esquerda. Ele mostrava interesse pelos autores que estavam fora do cânone de Lukács. Coerente com ele ter sacado a contracultura. No dia em que parti para Londres ele me pediu que escrevesse para um jornal de resistência que amigos seus estavam fundando: 'O Pasquim'. Eu mandava meus textos para ele. E a coincidência de seus interesses com os nossos (o rock inglês, as filosofias orientais, as drogas alucinógenas, os movimentos dos negros, das mulheres e dos veados) indicavam que ele seria quem melhor iria acompanhar o desenrolar da contracultura desde a perspectiva brasileira. Eu o adoro e nunca deixei de conferir o que ele escreve", diz Caetano à Folha.
Maciel situa na fase pós-Tarso o início das hostilidades do "Pasquim" contra os baianos Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia, qualificados de "bahiunos", invasores odaras do Rio –em resposta, os ofendidos se assumiriam "doces bárbaros". "Millôr tinha horror (aos tropicalistas). Tinha uma personalidade muito forte e influenciava os outros. Quem tinha uma personalidade forte, também, era o Francis. Aí eles formaram uma dupla e dominaram o 'Pasquim'. Só não iam atrás o Tarso e eu", sustenta.

Caetano estima que o começo da discórdia pode remontar a 1964. "Paulo Francis escreveu na Folha, nos anos 80, que o Rio de Janeiro começou a acabar quando Maria Bethânia substituiu Nara (Leão) no 'Opinião'. Depois de desancar a interpretação de 'Carcará' por Bethânia, ele concluía: 'E atrás dela veio essa gente'. Acho que havia uma combinação de ciúme geracional, esnobismo com relação à música popular e preconceito antinordestino. A rejeição de Millôr a Chico Buarque mostra o ciúme e o desprezo. Nós éramos, além de tudo, baianos. E ligados ao ideário da contracultura", avalia o músico.
"Apesar de poder haver divergências de interesses, acho que isso não era o núcleo da questão", prossegue Caetano, exilado com Gilberto Gil em Londres, entre 1969 e 1972. "Eles viram nossa volta como chance para publicar hostilidades antigas. Me doeu porque meu culto a Millôr e minha admiração por Francis eram muito mais antigas.

"Vou retornar à contracultura por causa do Heidegger", avisa. No próximo livro, associará o filósofo alemão à vivência dos hippies. "A contracultura e o movimento hippie não tiveram um pensamento por trás. Era uma intuição. Vivia todo mundo cabeludo, fumando maconha, tomando LSD. Não estavam confrontando nada. Heidegger poderia explicar essa situação."
Os hippies gostavam de guitarra elétrica, mas não viviam tecnologicamente. De seu lado, "Heidegger achou que a tecnologia era a manifestação mais brutal e evidente do que ele chamou de esquecimento do ser". Além disso, o autor de "Ser e Tempo" e os hippies possuíam uma idêntica propensão ao mundo rural, abertos à influência das doutrinas orientais. "O contato com a natureza daria mais acesso à lembrança do ser", Maciel argumenta. "Acho que o Heidegger tinha para ele que estava além da política. Se o pensamento estava além da política, foda-se o marxismo, o nazismo pra esquerda, o nazismo pra direita. Isso não teria importância. Eu me lembro que, na minha época de hippie, desenvolvi uma indiferença intuitiva pra política."
Velho tema contracultural, a questão das drogas leva Maciel a citar o neurocientista americano Timothy Leary: "As drogas são substâncias que enlouquecem as pessoas que não as usam". É possível uma convivência feliz com a maconha, a cocaína e o LSD?
"Pergunte a Morgan Freeman, aquele ator de Hollywood, que queima fumo todos os dias", galhofa. "É evidente que as substâncias têm consequências diretas. Já se disse que um remédio é remédio em pequena quantidade. Em grande quantidade, é veneno. De um jeito mata, de outro cura. O ácido tonifica o sistema nervoso. Nos dias seguintes à viagem, você fica numa boa, dá uma felicidade que não se sabe por quê. Agora, se tomar todo dia, você pira, fica psicótico, maluco."

o que caetano veloso escreveu n´O Pasquim de Londres

11 a 18/9/69

Eu agora também vou bem, obrigado. Obrigado a ver outras paisagens, melhores, pelo menos mais clássicas e, de qualquer forma, outras. Alô, alô Realengo, aquele abraço.

4 a 10/12/69

Não verás um Paris como Este

Cremúsculo. O sol, a só, despe de si, digo, despede-se, desce pé ante pele, descalço, dá-se e obe, digo, sob, ou melhor sobre as bandas cremoças das mulheres alfíssimas do hemisfério nhorte. Kolinas sonrisam no horizonte.

(Caetas Serafim Ponte Grande nas Europa)

28/5 a 3/6/70

O mar não está pra peixe, Ferreira Gullar, e a barra está pesada. Aquele seu artigo (hoje talvez tão velho no Brasil e em você que isto aqui não valha uma resposta) era sintomático disso. Você teme o desprezo (?) que a moçada dá ao Martinho da Vila e eu temo seu texto. Seus pontapés não batem em lugar nenhum. Por que você foi embora pra Pasárgada? Tudo isto aqui está uma (*), meu velho, e, como não há mesmo saída imediata o cara começa a dar pontapé em tudo que está por perto: o imperialismo se dá é aqui, Ferreira. O que está longe nossos pés não alcançam: a música brasileira, a arte brasileira, a cultura brasileira, a revolução brasileira em marcha. O povo solidário na sua alegria e na sua esperança, todas essas realidades ideais, fique tranquilo, são realmente inatingíveis pelas nossas patas.

 

 

Livro: Nova Consciencia Jornalismo Contracultural 1970 72 - Luis ...
https://www.estantevirtual.com.br/.../luis-carlos-maciel/nova-consciencia.../13327531...

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Compre Nova Consciencia Jornalismo Contracultural 1970 72, de Luis Carlos Maciel, no maior acervo de livros do Brasil. As mais variadas edições, novas, ...

 


A palavra "beatnik" foi inscrita por Herb Caen num artigo no San Francisco Chronicle a 2 de Abril de 1958. Caen cunhou o termo juntando-lhe o sufixo russo -nik depois de Sputnik 1, para a Geração Beat.

Beatnik – Wikipédia, a enciclopédia livre

https://pt.wikipedia.org/wiki/Beatnik

 

underground é também como se designa atividade clandestina

 

Como se vai do racionalismo científico (darwinista, evolucionista, coisa e tal) e da ‟realidade objetiva” ao brave new world (admirável mundo novo) e ao ”paraíso reencontrado‟? A trajetória dos romancistas Aldous Huxley e Herman Hesse segue esse caminho, mas desde o absurdo da I Guerra Mundial q se expressava o desprezo pela cultura / sociedade ocidental, veja-se o dada, na Suíça, ainda em plena guerra. Do dada gera-se o surrealismo q é tio da estética beat, pop e psicodélica. Expressão também de distância, distanciamento da vida como ela *é*.

A contracultura está na gênese do transculturalismo - ´alta` e ´baixa` cultura sem hierarquia valorativa, Ocidente-Oriente – e é a interdisciplinaridade em pessoa. Em verdade a alvorada (dawning) de uma nova era, em que o mund. É mundo - monista, diz-se: totus. O Todo. Uno. *Tudo é número*, Rogério Duarte (Rogério Caos) a partir de Pitágoras.

 

Maybe it´s the time of year
Or maybe it´s the time of man
                                 Joni Mitchell

 

palavras-chave – grandes temas:

Ecologia

Direitos civis
Huey Newton, fundador e líder dos Panteras Negras Huey Newton, um dos fundadores do Black Panthers

Pacifismo
Violência
Pacifismo/luta armada: não-violência (Gandhi, Luther King) ou porrada
Importante notar q a militância Black Panther não tava nem aí pra papo de boa com ninguém e a atitude era de faca nos dentes e partir pra porrada contra o Sistema e o homem branco.
Nigazz are gonna fuck you – diziam Last Poets em rap seminal em 1971!, Nova York: Last Poets q era a banda dos Black Panthers. Wake up, nigger! – era outra faixa do primeiro elepezão deles.
Fez parte da trilha de Angela Davis, Retrato da América Negra, documentário, programa Tempo Zip, Rádio Renascença, Lisboa, 1972, James Anhanguera ainda por nascer -na bucha:

https://www.youtube.com/watch?v=Yh78uXKdzzE&index=93&list=PLUM3_pzf3aWrpi9GDmS3VwCNswC_0xkIs
https://www.youtube.com/watch?v=NJ9Fiv21qdY&index=94&list=PLUM3_pzf3aWrpi9GDmS3VwCNswC_0xkIs


t+ na playlist DO THE WHAT 2 canal youtube / do the who

Desobediência civil

cultura alternativa

sociedade alternativa

drogas – trecho de
www.revoluciomnibus/AFomeNoHuxley.htm:
Viagens em si mesmas visionárias que nos levam às origens da vida e da sociedade humana e sem exceção acabam no ponto de onde sempre se parte: que desde sempre o homem procurou nas drogas, como escreveu William Wordsworth, um entendimento de algo mais profundamente interligado - um dos versos mais citados por Huxley quando escrevia sobre essa constante histórica de meticulosidade estarrecedora - e que é nas drogas que ele encontra um dos elos mais fortes com a sua natureza.

 

antipsiquiatria – e Foucault entra no rol como historiador: como a loucura é vista desde a Idade Clássica; o expoente em história é Thomaz S. Szasz: The Manufacture of Madness – A Comparative Study of the Inquisition and the Mental Health Movement - que poderia traduzir-se por A Invenção da Loucura. Húngaro-americano, Thomas S. Szasz. Com a publicação de O Mito da Doença Mental em 1961 Szasz tornou-se uma espécie de papa do então nascente movimento de antipsiquiatria ao anunciar que os psiquiatras são os inquisidores modernos, que rotulam os comportamentos para melhor controlar a conduta das pessoas, e em teoria e prática David Cooper e Ronald Laing, em Londres, e na prática Franco Basaglia: lei q aboliu os manicômios na Itália (1970) tem seu nome.

 

[PDF]A fabricação da loucura: contracultura e antipsiquiatria - Patricia Magno
www.patriciamagno.com.br/.../PM_Fabricação-da-Loucura-contracultura-e-antipsiqui...

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A fabricação da loucura: contracultura e antipsiquiatria. The making of madness: counterculture and anti-psychiatry. William Vaz de Oliveira. Doutorando em ...

 

Com a “globalização” dessas ideias, fruto da emergência da mídia (rádio,TV,discos) que se consolida com o aparecimento dos satélites de transmissão no alvorecer da “aldeia global” de Marshall McLuhan (1962), ela é um para todos os efeitos estranho – visto a meio século de distância – sinal dos tempos de mudança. De mudança do pensamento filosófico a partir da teoria da relatividade e da física quântica, do existencialismo ao holismo (do grego hollos: inteiro, total, completo). Toma-se em conta a multidimensionalidade do real, renega-se o reducionismo pelo qual as partes explicam o todo e o primado do dualismo. Defende-se o princípio de que o todo é algo mais que a simples soma das partes e que qualquer sistema real é um sistema complexo de fenômenos interligados a ser interpretado de maneira interdisciplinar. Ecco.

A propósito, um trecho de
www.revoluciomnibus/AFomeNoHuxley.htm:

  O trabalho de pesquisa de Timothy Leary na busca de uma base de integração psique-cibernética tem a ver com os projetos desenvolvidos a partir do estudo das novas ferramentas químicas num dos primeiros frutos do trabalho do Huxley, o Instituto Esalen, centro de estudos multidisciplinares que funcionava na Califórnia perto de Big Sur e que unia em palestras, debates e seminários e em projetos de pesquisa expoentes da ciência, literatura, arte e estudo das religiões. Com isso ele foi uma das bases de lançamento espacial das ideias transculturais, ou holísticas, da revolução psicodélica, que desembocaram na chamada Nova Era. Donde quem quer que com ele se envolveu ser o ponto de partida e de chegada dos ataques do neo-conservadorismo imperante - que junta no mesmo saco a antiga direita e a ex-esquerda marxista-leninista messiânica, os discípulos de Alan Bloom (crítico e teórico literário conservador, neoliberal) e os ex-discípulos de Georg Lucáks (o papa da estética marxista)- às heranças dos malfadados anos 60, que só lhe estão a atravancar o caminho da exploração ilimitada dos recursos naturais em nome do lucro fácil, mais as suas ideias de relativismo cultural e exploração racional da natureza, que quase puseram e ameaçariam a cada instante pôr a perder os seus velhos e bons valores éticos e morais.

 

Outras palavras relacionadas:

Psicodélico - psychedelic
Psicodelia – psychedelia

termo cunhado pelo psiquiatra inglês Humphrey Osmond em carta a Aldous Huxley: psico = mente + delos = o que revela

É a expressão dos efeitos das drogas psicotomiméticas (que acionam neurotransmissores normalmente sub(ou não mesmo)utilizados pela mente, por deficiência? insuficiência? de educação: o cérebro passa a só funcionar para o que é educado), ou psicodélicas, alucinogênios extraídos por processo químico de fungos (ergotina do centeio, o LSD-25,  - ”(re)descoberto‟ em 1943) e cogumelos, que geram efeitos análogos ao de uma substância cerebral, endogênica, o adenocromo, e à serotonina, um neurotransmissor, donde as drogas psicodélicas serem também chamadas enteogênicas. Huxley, o que foi mais longe, ao menos de início, no estudo de seus efeitos defendendo sua aplicação como instrumento do desenvolvimeno humano.

Questão das drogas, centrais na conctracultura (e na cultura mantida no obscurecimento ao longo da história, como conta o etnobotânico Terence McKenna em Food of Gods – o pão dos deuses, segundo luís torres fontes):

CONSULTE DESENVOLVIMENTO DE PESQUISA SOBRE O TEMA EM 
 Breve História (do Uso) das Drogas 
   da Antiguidade a Aldous Huxley
seguida de Breve História (do Uso) das Drogas de Aldous Huxley aos nossos dias A PARTIR DAQUI

 ▼
http://revoluciomnibus.com/BreveHistoriadasDrogas.htm

mais dados importantes para a importante questão das drogas, tratando-se de contracultura:

http://revoluciomnibus.com/Z%20NT%20Barrela.htm

 

 

 

 

 

Contracultura e psicodelia no Brasil

Mutantes (1968-1969), Novos Baianos (1972-74), Macalé-Wally Sailormoon (Salomão) (1972-74), Jorge Mautner (1974) e o guitarrista Lanny Gordin em gravações de C. Veloso e G. Gil são boas expressões do clima q também havia por aqui, quando Arembepe ternou-se o símbolo de desbunde (o termo é daqueles anos).
Tropicália, of course – contracultura brasileira: de Oswald de Andrade e a antropofagia a Vicente Celestino -, nela incluindo Teatro Oficina de São Paulo (diretor José Celso Martinez Correia), Glauber Rocha e Hélio Oiticica (artes plásticas), entre outros produtores de várias áreas.

Consta que Caetano Veloso não gostava do termo tropicalismo, por implicar com ismos. Tropicália foi nome dado por Nelson Motta numa matéria do Jornal do Brasil sobre o que estava rolando e que tem a repercussão que se imagina porque batizou o movimento, que em verdade não era movimento de nada: havia de fato uma patota de altíssimo gabarito – Caetano, Gil, Mutantes, Tomzé, Torquato Neto, José Carlos Capinan, Gal Costa - com ela passou com muita força Jards Macalé e o jovem Waly Sailormoon (Salomão), saudado por Gal em Meu nome é Gal (Roberto Carlos-Erasmo Carlos) em 1969 ou Barra 69 - e por extensão Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzella (arranjadores, jovens maestros da área de música de concerto) e Lanny Gordin, guitarrista, filho de um inglês de Hong Kong. A de Lanny parece estória de pirata. Como ele conta, sua lenda parece ter terminado num banho de ácido lisérgico (LSD).
Rogério Duarte também foi citado como entre um lado e outro da linha mas sua piração pode ter sido paranoia por dura de prisão Barra 69, era dos milicos.
Na sequência de tantos momentos épicos na cultura brasileira no século XX – poetas e escritores muito bons, da dimensão de Graciliano Ramos e Rosa, as linhas de Niemeyer, Bandeira, João Cabral, hélas! Villa Lobos, Pixinguinha, Brasília, Bossa Nova... a Tropicália acabou por ser – até Caetano Veloso gravar Odara, em 1976, em plena ditadura, dedurado pela oposição ao regime, a esquerda br, no que foi então chamado patrulhamento ideológico – a expressão brasileira do desbunde da contracultura. Eles influenciaram muita gente. Não era só música, canção; era postura / visão além na vida e na cultura. Como manifesto de pretensões: Tropicália ou Panis et circenses – o latinório errado.
Lá a guerra do Vietnã, aqui ditadura. Tropicália visão crítica bem-humorada (festiva? Sim, nesse plano o mundo era a um tempo muito trágico - a primeira grande matança africana, a guerra do Biafra, Bangla Desh - e festivo, muita, muita novidade, o homem aluna - e no Brasil. NO Brasil a Tropicália é postura up to date / nova / inovadora / atualizada / sintonizada / antenada com o mundo em matéria de sons e imagens físicas e poéticas.
Dá para vê-la como Versão atualizada do modernismo, iconoclasta e autocrítica.
Uma práxis radical. Tudo somado, porque muito bem tocada o resultado é de longuíssima duração: entre Lanny Gordin e Mutantes eles produziram pop de alto padrão.

 

Discoteca básica da Tropicália
(do vinil!)
https://www.youtube.com/watch?v=ORNtKbL43X4&index=90&list=PLUM3_pzf3aWqpjrJ4fOCaWO3afEHPIJ--

 


https://www.youtube.com/watch?v=-5LmgDVr6xg&index=91&list=PLUM3_pzf3aWqpjrJ4fOCaWO3afEHPIJ--

com lanny gordin e algum macalé


https://www.youtube.com/watch?v=wXahCu0vFuc&list=PLUM3_pzf3aWqpjrJ4fOCaWO3afEHPIJ--&index=92

https://www.youtube.com/watch?v=oxYPAbqgtZE&index=94&list=PLUM3_pzf3aWqpjrJ4fOCaWO3afEHPIJ--


https://www.youtube.com/watch?v=w7l1IwYMGug&list=PLUM3_pzf3aWqpjrJ4fOCaWO3afEHPIJ--&index=95

Encarte de Rogério Duarte de LP Gilberto Gil - 1969


https://www.youtube.com/watch?v=Qr2yfajwGz0&list=PLUM3_pzf3aWqpjrJ4fOCaWO3afEHPIJ--&index=96

https://www.youtube.com/watch?v=hwfbSzAdfto&index=39&list=PLUM3_pzf3aWriCXPXHyLNfSWPtagZPCqc

Tropicália ou Panis et Circensis
Com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Beat Boys, Tomzé, Mutantes e Nara Leão - 1968:

https://www.youtube.com/watch?v=lJ7exEc0AM0&t=84s

                         

O TURBILHÃO
versão brasileira com tradução simultânea dos bons (e maus) humores de lá de fora e daqui ”do lado de dentro“ (dos muros) como dizia Torquato Neto, que andou frequentando o hospício D. Pedro II, no Engenho de Dentro, Rio de Janeiro.
Contemporânea de fenômenos revolucionários (conquista espacial, satélites de comunicação, desenvolvimento tecnológico – Lunik 9 e Cérebro Eletrônico, de G. Gil –, mal-estar pelo estado de abundância e muita carência, guerra e crescente tecnocracia), no plano interno era reflexo e refletia movimento análogo em outras áreas e artes, no Brasil com a Tropicália uma minoria da juventude gerou uma explosão de alto impacto que se manifestava também em outros campos artísticos, refletindo-se e refletindo as propostas revolucionárias (evolucionárias) de cada uma delas, artes plásticas - ver, para sentir o clima Hélio Oiticica:
 http://revoluciomnibus.com/HO.htm
cinema (Glauber Rocha e uma plêiade de superoitos superoiteiros e longas que cuspiam e escarravam na narrativa linear, do chamado underground ou undigrudi ou udigrudi – nomes da época - e Teatro Oficina (O Rei da Vela, de Oswald de Andrade). Onda de vanguarda em plena ditadura, contribuiu para o seu imediato recrudescimento (a entrada no período mais duro) com o AI-5 em dezembro de 1968.
Esse mesmo tipo de abordagem da realidade e leitura da vida era feito no pop-rock e vertentes musicais populares em todos os quadrantes. Zappa faz relato detalhado, etapa após etapa, é o cronista sardônico tipo Crumb e Shelton do pesadelo do sonho americano. Toda a canção da época, do hemisfério norte ao sul, foi crônica daqueles dias – nego metia o bedelho em tudo, relatava, alertava, comentava e opinava. O curioso é que em nenhum outro lugar houve ao mesmo tempo tantos postulados teóricos, políticos (e de costumes) e existenciais, em música, em catadupa, aplicados à vestimenta e à vestimenta musical: as guitarras distorcidas e estridentes de Sérgio Batista (Mutantes) e Lanny Gordin, ins-pirados nos ases nascentes da guitarra, de Clapton a Hendrix, seus mestres, quase assumiam dimensão política. Gilberto Gil, que segundo Caetano Veloso (Verdade Tropical, 1997), ao tomar contato com Jimi Hendrix se rende incondicionalmente ao brinquedo, participou numa passeata contra a guitarra elétrica um ano antes de a adotar para sempre. Primavam, como os congêneres do Hemisfério Norte, pelo fora do comum e pela informalidade.
Há de início recados políticos explícitos, como Soy loco por ti, América e críticas ao estilo de vida moderno (Ele falava nisso todo dia, Gilberto Gil). Nas vésperas do AI-5, vestido de roupas hipermodernas, plastificadas, injuriado com a eliminação de um festival de concurso de Questão de Ordem, apresentada por G. Gil com os Mutantes, à frente do mesmo trio Caetano Veloso usou a apresentação de uma criação sua inspirada em pichação do Maio de 68 em Paris (É proibido proibir) para botar discurso inflamado contra o quadradismo, a caretice estética e o gosto padrão, fosse qual fosse, dado, orientado, imposto, estatuído, estabelecido - crítica de cultura e da civilização e grito pela abertura da mente a outras esferas de visão e raciocínio. Como lá fora.
O laboratório experimental de ideias e de sons, colhidos das ou sugeridos pelas mais variadas fontes – Gil chegou a exibir seu instrumental de sacadas dos anos em que trabalhou no departamento de publicidade e marketing de uma multinacional de produtos de higiene corporal – expunha permanentemente questões de ordem estética, reflexões sobre o gosto padrão dominante no Brasil (brega: Coração Materno, de Vicente Celestino e outros momentos como Mamãe não chore, Caetano-Torquato Neto) ou o descompasso entre o tempo das sofisticadas dissonâncias da bossa nova e o das estridências da guitarra – porque ”as notas dissonantes se integraram ao som dos imbecis“, “chega de saudade” (Saudosismo, C. Veloso) e desfecha guitarrada a fechar.
Desbunde e deboche: em Objeto Semi-Identificado, de G. Gil e Rogério Duarte com o maestro R. Duprat: “eu gosto mesmo é de comer com coentro uma moqueca, uma salada, cultura, feijoada, lucidez, loucura” (...) “a cultura, a civilização só me interessam enquanto sirvam de alimento, enquanto sarro, prato suculento (...), informação”. 
O modernismo atacou da mesma forma iconoclasta o beletrismo e uma visão limitada e opressora / colonizada da identidade nacional.
   

 

 
TROPICÁLIA MODERNITY, ALLEGORY, AND COUNTERCULTURE ...
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The tension between these two impulses produced a curious and potent mix of melancholy and joy that defined tropicalist music. Brazilian Modernity and the ...



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que também tem aqui:


http://revoluciomnibus.com/DeuseoDiaboGlauberRocha.html

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A Tropicália e a contracultura no Brasil | Gazeta Digital
www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/62/materia/232423

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06/02/2010 - Dunn busca entender as especificidades da cultura brasileira em Brutalidade Jardim: a Tropicália e o Surgimento da Contracultura Brasileira.

Sábado, 06 de fevereiro de 2010, 03h00
Pra ler

http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/62/materia/232423

 

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A Tropicália e a contracultura no Brasil
Luiz Fernando Vieira  / Da Redação

O Tropicalismo representou uma revolução na música popular brasileira que sacudiu o país no final da década de 1960 e ecoou inclusive fora do país. Ao ponto de muita gente no exterior passar a abrir os olhos para a produção desse coletivo formado por alguns dos mais importantes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes, entre outros. É o caso do pesquisador norte-americano Christopher Dunn, cujo livro é lançado no Brasil pela Editora Unesp.
Dunn busca entender as especificidades da cultura brasileira em Brutalidade Jardim: a Tropicália e o Surgimento da Contracultura Brasileira. Trata-se de uma análise diferenciada, não só das obras produzidas pelos tropicalistas, mas do momento histórico em que o movimento tomou corpo.
Foi em 1985, cerca de quinze anos após o encerramento formal do movimento tropicalista, que Dunn escutou pela primeira vez os sons e ambiguidades do disco Tropicália. Foi o suficiente para despertar seu fascínio pela diversidade dessa nova cultura, reconhecendo sua importância por ampliar as possibilidades de expressão artística, numa mistura de releitura da tradição e de experimentação de vanguarda ou, como o autor classifica o movimento, um caso exemplar de hibridismo cultural.
Dunn faz questão de trazer, quase didaticamente, uma abordagem completa da Tropicália, buscando já nas expressões artísticas modernistas de 1920 traços que o movimento retomaria quase 40 anos depois, passando pelo nacionalismo da Era Vargas com a bossa-nova até, finalmente, os conturbados anos da ditadura militar, quando o movimento se inicia. Ao focar nos artistas e suas obras, analisa trechos de músicas como a própria Tropicália, de Caetano Veloso, e Geléia Geral, de Gilberto Gil, da qual empresta um trecho para dar título ao livro. O autor estende sua análise até a anistia concedida aos tropicalistas em 1979.
A obra é um forte exemplo da força da Tropicália dentro e fora do Brasil, força que buscava quebrar paradigmas e dualidades da cultura brasileira, mesclando elite e povo, tradição e modernidade, nacional e internacional. (Com assessoria)

 

OS MUTANTES E A CONTRACULTURA: UM CONTRAPONTO | Bay
periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/3355

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Este artigo pretende elucidar alguns aspectos do movimento conhecido comoTropicalismo e sua relação com a contracultura, tomando por enfoque a ...


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Escute esta canção
Ou qualquer bobagem
Ouça o coração, 
que mais? Sei lá... 
“Qualquer bobagem” - Rita Lee/ Tom Zé 

Muito embora a associação entre o Tropicalismo e a contracultura não seja comumente realizada nos textos voltados ao assunto, percebo que aquele pode ser considerado um movimento contracultural, e entendo os Mutantes como representantes e formadores desse tipo de prática. A presença de representações associadas à contracultura pode ser percebida nos comportamentos e modo de vida dos integrantes do movimento, sendo indissociáveis da forma como produziam sua arte3 e perceptíveis, portanto, através de uma análise de sua história e obra. Nesse sentido, é fundamental que escutemos suas músicas, traçando um

OS MUTANTES E A CONTRACULTURA: UM CONTRAPONTO1  Eduardo Kolody Bay2
1 Texto escrito originalmente como capítulo de monografia de conclusão de curso defendido no Departamento de História da Universidade de Brasília, em 2006, e aqui apresentado com algumas modificações. 2 Mestrando em História pela Universidade de Brasília (UnB). 3 Sobre essa associação entre vida e obra, Cliford Geertz, ao analisar outras manifestações artísticas, observa que “não é nenhuma surpresa, Matisse estava certo: os meios através dos quais a arte se expressa e o sentimento pela vida que os estimula são inseparáveis ...” GEERTZ, Clifford. A arte como sistema cultural. In O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa [1968]. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 142-181, citação da p. 148.

paralelo entre atitudes e idéias, a fim de captar essas representações e entender como os Mutantes “materializavam”4 seu modo de vida na música. O fenômeno da contracultura em si é bastante complexo, e da mesma forma que a música tropicalista era fruto de uma experiência em curso no campo da música e da arte, a contracultura é também resultado de um pensamento que não surge na década de sessenta.  Apesar de não querer situar suas origens com exatidão, os artistas mais comumente citados como ideólogos da contracultura tiveram sua produção iniciada no período do pós-guerra, quando a crença nos valores relacionados a um pretenso “progresso” da civilização ocidental encontrou franco campo de oposição. Entre os mais populares, podemos citar William Borroughs, Jack Kerouac, Allan Ginsberg, e Aldous Huxley. Eles popularizaram uma série de reflexões que iriam permear o movimento da contracultura, que explode no final da década e se expande progressivamente nos anos subseqüentes, se tornando parte dos hábitos da cultura ocidental até os dias atuais. Segundo Luiz Carlos Maciel, “A transmutação dos valores (do anos 60) foi resumida pelos mass media, na célebre tríade: sexo, drogas e rock'n'roll. Cada uma dessas áreas assinalou um rompimento radical com o passado” 5. Contudo, a contracultura não chega a se caracterizar como um movimento homogêneo, nem vagamente organizado, e sim como uma série de mudanças de atitudes e modos de viver generalizados, o que me faz falar em “movimentos contraculturais”, embora às vezes possa me referir a suas idéias, de uma forma genérica, apenas como “a” contracultura. Para Carlos Alberto Pereira,

O termo contracultura foi inventado pela imprensa norte-americana, nos anos 60, para designar um conjunto de manifestações culturais novas que floresceram, não só nos Estados Unidos, como em vários outros países, especialmente na Europa, e embora com menor intensidade e repercussão, na América Latina. Na verdade, é um termo adequado porque uma das características básicas do fenômeno é o fato de se opor, de diferentes maneiras, à cultura vigente e oficializada pelas principais instituições das sociedades do Ocidente6.  

As próprias características dos movimentos contraculturais dificultam seu estudo, por se oporem às formas de racionalidade e cultura vigentes, e os trabalhos a respeito do assunto                                                 

4 Sobre essa “materialização” do modo de vida, Geertz afirma ainda que “os rabiscos coloridos de Matisse (em suas próprias palavras) e as composições de linhas dos Ioruba não celebram uma estrutura social nem pregam doutrinas úteis. Apenas materializam uma forma de viver, e trazem um modelo específico de pensar para o mundo dos objetos, tornando-o visível.” GEERTZ. op. cit., p. 150. (grifo meu). Embora a música em si não seja “material”, é uma forma de comunicação entre o modo de vida do artista e seus ouvintes e espectadores – que podem absorver esse modo de vida ao entrarem em contato com as mensagens por ela transmitidas. 5 MACIEL, Luiz Carlos. Anos 60. Porto Alegre: L&PM, 1987, p. 43. 6 PEREIRA, Carlos Alberto M. O que é contracultura? São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 13.

Para o presente trabalho utilizei-me da obra de ROSZAK, Theodore Contracultura: reflexões sobre a sociedade tecnocrática e a oposição juvenil. 2.ª ed. Petrópolis: Vozes, 1972. Nela se faz uma análise crítica das principais características dos movimentos de contracultura ainda na época de seus acontecimentos, no ano de 1968
...

O escracho e deboche passam a fazer parte dessa atitude contra os padrões sociais instituídos, no intuito de provocar o riso, desmoralizando-os, e demonstrando desprezo com relação a categorias caras à civilização ocidental.  No Brasil, o uso de fantasias, por exemplo (em oposição aos ternos e vestidos sóbrios, comumente usados pelos músicos nos festivais), era uma maneira de representar visualmente esse deboche. De forma irreverente, demonstrava-se que os fantasiados estavam representando algo novo, que negavam os velhos padrões.  Os Mutantes não ficaram indiferentes a esse movimento. Uma das inúmeras atitudes que tiveram contra a “velha guarda” da música foi a regravação de “Chão de estrelas”, de Orestes Barbosa e Sílvio Caldas10, que, apesar de conservar a letra original, possui uma série de colagens de sons a partir da metade da música: 
Efeitos de sonoplastia (motor de avião, bandinha de música, relógio-cuco, galo cocoricando, panos rasgados, tiros, vaias de festival) entraram como uma paródia das imagens poéticas da canção, transformando-a num pastelão sonoro11. 
Pastelão sonoro que ofendeu os puristas,

...

Devemos perceber ainda que, embora estejamos razoavelmente acostumados a realizar análises calcadas na apreciação de símbolos visuais, entendidos como portadores de significados que elucidam as relações que procuramos compreender, no caso do objeto deste estudo não podemos deixar de considerar igualmente a forte expressão simbólica presente nos ícones sonoros16 que marcaram a experiência dessa geração de artistas, entre eles os Mutantes. Existem traços de uma sonoridade (ou sonoridades) considerada típica do período, que engloba um conjunto de timbres, estilos de tocar e citações17 sonoras. Esses elementos são resultado de diversos fatores musicais que variam desde a forma como o aprendizado musical foi realizado por esses músicos, até a constituição de seus instrumentos e às formas materiais de como a música foi gravada e reproduzida. A música produzida na década de 1960 (especialmente durante sua segunda metade), identificável como “som contracultural”, mais especificamente o rock, possui certas características próprias e ficou conhecida (principalmente) como psicodélica. No caso dos Mutantes, graças aos instrumentos e outros aparatos sonoros  desenvolvidos por Cláudio César, a banda conseguiu adquirir uma sonoridade ainda mais específica, nitidamente diferente (e por vezes considerada superior) do que era produzido no Brasil àquela época. Um exemplo interessante do uso de idéias simples em busca de sons não

                                                 14 PEREIRA, Carlos Alberto M. op. cit., p. 19. 15 É interessante perceber que nos períodos subseqüentes, notadamente na década de 1970, muitos desses elementos “característicos” acabam (re)apropriados pela indústria cultural, tornando-se apenas mais um produto desta, como a moda “hippie”.  16 Tomo emprestada a noção de ícone utilizada por Burks: "... uma representação de um objeto que exemplifica ou exibe, de alguma forma, a estrutura do objeto. Um exemplo são as onomatopéias, 'pois o som da palavra sugere ou exibe seu sentido." Apud SEGATO, Rita L. Okarilé: uma toada icônica de Iemanjá. In Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasília, 1995, p. 237-253. Dessa forma compreendo que  "... idéias podem não apenas assemelhar-se visualmente a algo, mas também 'soar como' algo" SEGATO. op. cit., p. 249. Acredito que essa noção é importante pois muitas melodias, harmonias, ritmos, timbres e partes inteiras das músicas dos Mutantes (e também dos demais tropicalistas) nos remetem a certas idéias, estilos musicais e culturas regionais, que normalmente fazem parte do campo sonoro de cada um, constituindo o universo daquilo que conhecemos e já escutamos de música, e que, no caso brasileiro, é, da mesma forma como o movimento propõe, uma “colcha de retalhos”, composta por diversos sons diferentes. 17 Como a vinheta do “Repórter Esso” tocada na introdução de Panis et Circencis, no álbum OS MUTANTES. Mutantes. Polydor, 1968, e no álbum TROPICALIA OU PANIS ET CIRCENCIS, Polydor, 1968
 
Em Tempo de Histórias - Publicação do Programa de Pós-Graduação em História 206 PPG-HIS/UnB, n.13, Brasília, 2008

usuais é a utilização da bomba de flit18, aparelho usado em dedetização, como marcador do ritmo durante a música Le premier bonheur du jour19.  É importante ressaltar que as inovações tecnológicas da década de 1960 possibilitaram uma maior gama de expressividade para o artista expor aquilo que ele  pretendia comunicar, gerando novos recursos estilísticos a serem explorados na sua arte. Muitas dessas inovações foram na realidade desenvolvidas nos anos anteriores, mas o seu uso intensivo, especialmente em forma de música não experimental é uma característica do período20. Umas tantas inovações são dignas de nota, até para que possamos compreender como foi possível a materialização das gravações que serão objeto de análise mais adiante. Vejamos algumas delas.
Gravação de alta fidelidade: proporcionada especialmente pela melhoria de qualidade dos microfones e das mídias. As gravações passaram a ficar cada vez mais próximas do som original alcançado pela audição humana, possibilitando, por exemplo, que fossem tomadas de sons-ambiente, da rua e de objetos, que posteriormente seriam adicionados fonograma como no caso já mencionado da canção “Chão de estrelas”. 
Gravação multipista: o uso de várias pistas de gravação foi fundamental também para a melhoria da qualidade. Através desse processo, os instrumentos ou sons podem ser gravados em diferentes tempos e espaços, sendo devidamente mixados ou “colados”21 em sincronia. Isso permitiu que sons de ambientes externos (como no caso acima citado) fossem acrescentados aos de instrumentos utilizados dentro do estúdio ou que as gravações fossem manipuladas, adquirindo um andamento ou mais rápido ou mais lento em relação ao som original. Além disso, tornou-se viável que um mesmo músico gravasse várias vezes seu próprio instrumento ou voz22, tocando “consigo mesmo”, de forma que um único vocalista, por exemplo, pudesse gravar diversas  melodias com a sua voz “ao mesmo tempo” num só registro23, sem o auxílio de outros intrumentistas. Osciladores/processadores de efeitos: a criação de osciladores e outros aparatos podia modificar diretamente a onda vibratória (que é o som em si), possibilitando tanto que se

                                                 18 CALADO, Carlos. A divina comédia dos mutantes ... op. cit., p. 115. 19 Le premier bonheur du jour (Jean Renard / Frank Gerald), presente no  Presente no álbum OS MUTANTES. Mutantes. Polydor, 1968. 20 O álbum Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, de 1967, é apontado como um marco no uso dessas técnicas experimentais na produção de música pop como arte.  21 Os futuramente chamados samples. 22 Técnica conhecida como overdub. 23 Atentar para os vários vocais gravados por Rita Lee em “Le premier boinheur du jour”.
 
Em Tempo de Histórias - Publicação do Programa de Pós-Graduação em História 207 PPG-HIS/UnB, n.13, Brasília, 2008

criassem instrumentos que produziam som “do nada”24 (sintetizadores), como também que se alterassem as características fundamentais dos sons de vozes e instrumentos, notadamente no caso das guitarras elétricas. Alguns dos efeitos mais comuns são o reverb, que simula ambiências da sala onde são executadas as gravações, fazendo, por exemplo, que o som pareça ser proveniente de uma caverna; distorções, que saturam o sinal de saída ou de entrada dos instrumentos, gerando o som rasgado próprio das guitarras; e o wah-wah (também próprio das guitarras), que acentua determinadas freqûências de ressonância agudas (provocando o som de ah) ou graves (provocando o som de wh)25.  Percebemos, então, que a maioria das inovações sonoras da década de 1960 não são observáveis em termos teóricos, com partituras explicando mudanças rítmicas, melódicas e/ou harmônicas. Embora as músicas não fossem necessariamente simples, as inovações envolveram quase sempre a utilização de novos timbres e variados modos de hibridações utilizadas na construção das gravações, misturando elementos musicais de diversas culturas.

...

Cláudio César comenta:  
... inventei uma aparelho chamado “wooh-wooh”, para criar o som específico dessa música, que sugerisse o tempo a fluir mais devagar. Isso as pessoas sentem ao ouvi-la, porque conhecem (saibam ou não do que se trata), de tanto o ouvirem em Jimi Hendrix e outros, o som do “wah-wah”, mais agudo; e o “wooh-wooh”, mais grave, se assemelha a disco, ou filme, ou a percepção, ou viagem lisérgica, onde a quarta dimensão é mais lenta30 . 
Outro exemplo interessante é a versão de Bat-macumba31, de Gilberto Gil.



(Poesia concreta: Augusto de Campos. Muito importante para a Safra. Gil e Caê moravam em Sampa, base dos poetas de campos e espaços - com Haroldo, seu irmão). Perito em poesia visual, A. De Campos, os concretos deram belas sacadas a eles também. Em Balanço da Bossa o efeito tá bom.)

Em MÚSICA DO BRASIL DE CABO A RABO revoluciomnibus.com

http://revoluciomnibus.com/M%C3%BAsica%20do%20BR%20M%20Phono%2073.htm
cita outro bom exemplo: Tudo (Caetano Veloso, LP Jóia, 1974):


 

2001 – Rita Lee-Tomzé
Sua sonoridade mistura o uso de viola, sanfona e maneirismo caipiras – como o “r” puxado e as expressões “Tá ficando bão, né?”, “barbaridade, uai!” , “astronarta” –  com o rock (e seus instrumentos eletrificados e ritmo rápido), além dos abusos experimentais usuais, como a utilização do Theremin,37 instrumento usado em filmes de ficção científica, tocado em conjunto com vários outros sons de instrumentos, buzina e vozes, colados numa espécie de caos sonoro.38  Sua letra trata da relação descompassada de uma pessoa simples com elementos modernos, “Minha vida me ultrapassa /em quarqué coisa que eu faça”, idéia reforçada pela hibridação dos instrumentos. Une elementos orgânicos e artificiais,  “Meu sangue é de gasolina/Meu peito é de sal de fruta”, e procura (des)naturalizar  a relação que opõe, como contrapontos, o passado/atrasado/rural, com o “futuro”/“moderno” representado na letra pelo astronauta, assunto que estava em voga no ano em que o homem pisava na lua.  Essa mesma complexidade, expressa na mistura de elementos comunicativos, pode ser observada em “Dom Quixote”.39 Ela se inicia com uma colagem orquestral retirada do filme Ben Hur40. Na seqüência, segue com uma letra cheia de aliterações com os sons de “s” e “x”, acompanhados por arranjos orquestrais (desta vez compostos por Duprat).

revoluciomnibus.com: o trecho de Ben Hur também ´composto` por Duprat

Como vimos, o som do grupo abusava da complexidade de timbres através desses métodos criativos de manipulação do som – não era música para se dançar, mas para a apreciação auditiva. Os entorpecentes psicodélicos mais populares eram a maconha e o ácido lisérgico ou LSD (consumido de diversas maneiras) embora existissem muitos outros como a ayahuasca e a mescalina. Essas substâncias elevariam  o indivíduo a um estado de percepção da realidade alterado em que, segundo os defensores da contracultura, seria possível perceber o mundo de forma distinta, a partir de novas idéias e respostas existenciais45. Seu uso seria publicamente associado a uma busca filosófica, afastando-se de qualquer idéia de simplesmente “curtir o barato”, do mero prazer, se bem que não se deva desconsiderar essa possibilidade. Naquela época, a maior parte dessas substâncias não era vista como um problema de saúde pública como nos dias atuais, e sua utilização só foi proibida na maioria dos países em 1966, após uma resolução da ONU46. Mesmo assim, seu consumo era uma afronta à mentalidade tradicional, ainda que por vezes ganhasse um tratamento mais brando da mídia,

 43 Um sentido possível da expressão psicodélico seria “alteração da mente”.  44 ROSZAK, Theodore. op. cit., cap. 5. 45 Idem. 46 COHEN, Sidney. Drugs of hallucination: the story of LSD. St Albans: Paladin, 1970. 
 
Em Tempo de Histórias - Publicação do Programa de Pós-Graduação em História 213 PPG-HIS/UnB, n.13, Brasília, 2008

por representar como que a “modernidade dos costumes”. Vários artistas declararam-se publicamente consumidores de entorpecentes, defendendo e estimulando seu uso47, e muitos consideravam que certas músicas eram especialmente compostas para serem apreciadas nesses outros níveis de consciência. No entanto, freqüentemente a apologia ao uso dessas substâncias era feita  veladamente, através de letras metafóricas, misturando esse tema com outros assuntos. É esse o caso de “Ando meio desligado”48:
...

Seus versos mesclam as sensações provocadas pelo amor com aquelas relacionadas ao uso da maconha, gerando uma ambigüidade no tema. Apesar dessa música ter sido gravada no terceiro álbum da banda, A divina comédia ou ando meio desligado, e apresentada no 4° FIC (Festival Internacional da Canção) (com o subtítulo “não faz marola”)49, a substância já fazia parte do repertório da banda há algum tempo: 
Quando as drogas apareceram? Rita: Até o exílio dos mestres (Caetano e Gil, em 1969), os Mutantes usavam maconha. Uma vez experimentamos ayahuasca e, em outra ocasião, meia pedrinha de mescalina. Quando nos apresentamos no Olympia, de Paris, encontramos com Peticov (artista plástico amigo da banda) e aí, sim, é que a festa começou ... Arnaldo: Acho que comecei com maconha ainda nos tempos do (colégio) Mackenzie... Mas a expansão mesmo se deu em Paris, quando tomamos LSD pela primeira vez. Não uso o termo "drogas", chamo de "expansores da musculatura mental". Isso pode ir do cafezinho ao LSD. A gente passou a ter uma idéia mais ampla da música. Por exemplo: eu tinha um órgão, passei a usar pedal. Era uma coisa meio assim: “Está tudo muito bom, vamos
adiante".50 
Embora o LSD tenha sido descoberto em 1938, pelo cientista Albert Hoffman51, seu uso só passou a ser difundido largamente na década de 1960, depois dos acid tests52, realizados gratuitamente, principalmente entre os jovens universitários (mas abertos a qualquer um), e a substância ganhou muito respeito entre intelectuais e cientistas respeitados: 
A descoberta das virtudes do ácido lisérgico deu origem a um verdadeiro culto religioso nos Estados Unidos, cujos maiores sacerdotes foram os exprofessores de psicologia de Harvard, Timothy Leary e Richard Alpert53. 
Para esses cientistas, esses "expansores da musculatura mental" poderiam vir a ser os grandes responsáveis pela mudança comportamental generalizada na população, que levaria a novos (e melhores) relacionamentos entre as pessoas e, conseqüentemente, a uma sociedade melhor54. Sérgio Dias confirma essa idéia, ao falar de sua primeira experiência com a substância: 
Minha primeira viagem foi extremamente poderosa. Lembro da compreensão de ser música. As caixas acústicas tocando e eu era aquilo, saía por ali. Não via nada derreter, mas tive momentos de consciência cósmica. 55 
 A “evolução psicodélica” da banda seria retratada no álbum Jardim Elétrico, lançado após sua segunda ida ao exterior (e a primeira viagem de LSD), no final de 1970. Logo na capa, o psicodelismo é expresso através de um pé de maconha estilizado, desenhado pelo artista plástico Alain Voss56. Entre as canções, encontramos It’s very nice pra xuxu”57, que bem representa o que se vem refletindo. 
Hoje tudo mudou  O que você me dá é lindo de morrer Ontem amei você É lindo... Oh! Oh! Oh, yeah! It’s very nice pra xuxu, baby

50 Arnaldo Baptista e Rita Lee, apud Show Bizz, op. cit.   51 ROSZAK, Theodore. op. cit., cap. 5. 52 Tradução livre: “testes de ácido”. Testes científicos ou não, geralmente feitos pelas comitivas itinerantes que distribuíam a substância. 53 MACIEL, Luiz Carlos. op. cit., p. 51.  54 ROSZAK, Theodore. op. cit., cap. 5. 55 Apud TATINI, Giuliana. “Astronauta libertado”. Trip, n° 116, São Paulo: 2005. p. 25. 56 CALADO, Carlos. op. cit., p. 250. 57 It’s very nice pra xuxu (Arnaldo Baptista /Rita Lee / Sergio Dias) presente no álbum JARDIM ELETRICO. Mutantes. Polydor, 1971.

Os versos falam não apenas da “evolução” da maconha para o LSD (Eu era meio desligado/ Eu não sou mais aquele), mas também da mudança de vida provocada pela substância: “Hoje eu falo a sua língua”. A expressividade vocal de Arnaldo Baptista  demonstra a alegria nessa mudança, que se reflete igualmente  na harmonia e na melodia da música, que lembra canções românticas.
...
“RITA LEE FOI PASSEAR, VINTE ANOS, NAMORAR TALVEZ ...” 
Uma outra forma de modificação comportamental fundamental foi a nova perspectiva de se pensar o corpo, que surgiu como reação à moralidade cristã defendida pelas ditas “pessoas direitas”.
...
Impulsionada principalmente pela estabilidade econômica que proporcionava a liberdade de sair de casa e escolher seus próprios destinos mais cedo que de costume, bem como pela pílula anticoncepcional, que permitia que o sexo fosse praticado sem o risco da gravidez (que, à época, levaria os jovens quase que inevitavelmente ao  casamento), uma parcela da juventude urbana passou a buscar novos tipos de relacionamentos, derrubando muitos dos tabus que organizavam as representações da sociedade, como a virgindade, a heterossexualidade e as relações monogâmicas62.
A rebeldia se estabelecia então contra o sistema ou, em outras palavras, contra todo o conjunto de valores construídos em torno do direito, da justiça e da organização política. Um termo menos utilizado e mais técnico, que poderia se aplicar a essa “instituição” ou “conjunto de instituições” – o sistema – seria tecnocracia: 
Quando falo em tecnocracia, refiro-me àquela forma social na qual uma sociedade industrial atinge o ápice de sua integração organizacional. É o ideal que geralmente as pessoas têm em mente quando falam de modernização, atualização, racionalização, planejamento. (...) Chegamos assim à era da engenharia social, na qual o talento empresarial amplia sua esfera de ação para orquestrar o complexo humano que cerca o complexo industrial. A política, a educação, o lazer, o entretenimento, a cultura como um todo, os impulsos inconscientes e até mesmo, como veremos, o protesto contra a tecnocracia – tudo se torna objeto de exame e de manipulação puramente técnicos71. 
                                                             71 ROSZAK, Theodore. op. cit., cap
...
Essa postura nem sempre clara contra as instituições ocidentais que gerava uma  visão considerada alienada, desengajada e, por vezes, “antinacionalista”, que era freqüentemente associada aos artistas tropicalistas, em especial aos Mutantes, como exemplificou Rita Lee: “Havia esse rótulo de “antinacionalistas”, mas era puramente por sermos do contra. Nem sabíamos direito contra o quê (risos) ...”73 Esse “antinacionalismo” era o ponto de vista da “esquerda engajada”, que aproximava qualquer tipo de rock à direita e ao imperialismo. Os Mutantes realmente não eram objetivamente políticos, militantes de causas políticas, o que no momento vivido pelo país era por vezes julgado como um sinal dessa alienação. Apesar disso, foram também censurados, por suas canções tratarem de temas subjetivamente políticos, como o sexo e o uso de entorpecentes.
...
Era um espaço onde poderiam praticar o “amor livre” e consumir grandes quantidades de entorpecentes sem problemas, numa grande viagem coletiva. Essa viagem freqüentemente levava também os integrantes dessas comunidades a diferentes buscas espirituais (em oposição ao cristianismo), o que os impulsionou ao estudo de religiões orientais, como o budismo, e as religiões pagãs européias, como a wicca e o xamanismo77. Era no fundo um misticismo não organizado: nem sempre as práticas dessas religiões eram o foco de atenção principal, mas sim suas diferentes interpretações de mundo, muitas vezes reunidas num conjunto de explicações “esotéricas” e sincréticas. A importância dada àquilo que, por vezes, era considerado lenda ou mentira no mundo ocidental como empatia, magia, telepatia, ganha muita ênfase nesses discursos78. Nesse contexto, em 1972, o grupo gravou seu quinto e último álbum com a presença de Rita Lee, Os Mutantes e seus cometas no país dos baurets.
...
Discografia 
OS MUTANTES. Mutantes. Polydor, 1968.
MUTANTES. Mutantes. Polydor, 1969.
A DIVINA COMEDIA OU ANDO MEIO DESLIGADO. Mutantes. Polydor, 1970.
JARDIM ELETRICO. Mutantes. Polydor, 1971.
MUTANTES E SEUS COMETAS NO PAIS DOS BAURETS. Mutantes. Polydor, 1972.
O A E O Z. Mutantes. Philips, 1992. (gravado em 1973)
TUDO FOI FEITO PELO SOL. Mutantes. Som Livre, 1974.  

 

MUTANTES  DE TRAS PRA FRENTE
 ▼
https://www.youtube.com/watch?v=5KENlkJaSEM&list=PLUM3_pzf3aWriCXPXHyLNfSWPtagZPCqc&index=1

1972
j á em vias de saída de Rita Lee

 

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https://www.youtube.com/watch?v=0Nzv6HGVndI&index=2&list=PLUM3_pzf3aWriCXPXHyLNfSWPtagZPCqc
1971
Aqui já tem até influência de Tim Maia!

 

 ▼
https://www.youtube.com/watch?v=UFcVYilMOKo&list=PLUM3_pzf3aWriCXPXHyLNfSWPtagZPCqc&index=3
1970 ando meio desligado

 

https://www.youtube.com/watch?v=Ei70o4VN7tk

 1970


https://www.youtube.com/watch?v=I_tp4fdO-YU&list=PLUM3_pzf3aWriCXPXHyLNfSWPtagZPCqc&index=4

 

1969

 

 ▼
https://www.youtube.com/watch?v=Utly4DHH37o&list=PLUM3_pzf3aWriCXPXHyLNfSWPtagZPCqc&index=5

1968

 

 

[PDF]traços da contracultura na cultura brasileira da década de 1960
www.encontro2012.mg.anpuh.org/.../1340743615_ARQUIVO_ArtigoContracultura-...

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  2. Semelhante

método comparativo para analisar práticas e movimentos culturais específicos da contracultura tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil na década de 1960.


tem muita muvuca em Amsterdam, Holanda – é uma das capitais – e em Copenhague, Dinamarca, até hoje tem um bairro hippie.
Tem no Brasil...
Tem no Brasil? – investigar
Resultado da Investigação:
Luiz Carlos Maciel e o resto acima e:

PDF]Os jovens e a contracultura brasileira. - Senac
www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wp.../03/61_Iara_artigo_revisado.pdf
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de CM Pereira - ‎Citado por 1 - ‎Artigos relacionados
a importância da contracultura no Brasil, no final da década de 1960, a partir do movimento tropicalista e sua juventude. Palavras-Chave: vestuário, arte, moda.

http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wp-content/uploads/2016/03/61_Iara_artigo_revisado.pdf

IARA – Revista de Moda, Cultura e Arte Vol. 8 no 2 – Janeiro de 2016, São Paulo: Centro Universitário Senac
1. Introdução
A juventude para o historiador britânico Eric Hobsbawm (1995, p. 319) foi estabelecida por três fatores. Primeiro, ela passou a ser vista não como um estágio preparatório para a vida adulta, mas como o estágio final do pleno desenvolvimento humano. Segundo, ela se tornou massa concentrada de poder de compra, cujos jovens eram mais propícios ao consumo de novas tecnologias e de novos produtos no mercado, diferentemente de grupos etários mais conservadores. O terceiro fator foi o internacionalismo da nova cultura jovem nas sociedades urbanas. Um dos exemplos que englobam estes três fatores é o blue jeans e o rock, que se tornaram marcas da juventude moderna, refletindo a hegemonia cultural dos Estados Unidos da América, tanto na cultura popular como nos estilos de vida. O estilo juvenil também foi bastante difundido na Grã-Bretanha por uma espécie de “osmose informal”, em que o rádio era o grande veículo promocional, e ainda através de imagens distribuídas mundialmente do turismo juvenil e da rede mundial de universidades. Ademais, a cultura juvenil para Michel Maffesoli (2000), em sua teoria das tribos, aponta que, nos anos 60, a contracultura e as comunas estudantis europeias eram exemplos de tribalismo clássico. No pós anos 70, as tribos se caracterizavam pelo ir e vir, pela agregação de um grupo, um bando, uma família ou até uma comunidade. Já o neotribalismo é relacionado ao comportamento pós-moderno caracterizado pela fluidez, pelos ajuntamentos pontuais e pela dispersão. Para as tribos, contudo, a aparência é uma dinâmica de agregação. Conforme Maffesoli,
Agora, cada vez mais, nos damos conta de que mais vale considerar a sincronia ou a sinergia das forças que agem na vida social. Isso posto, redescobrimos que o indivíduo não pode existir isolado, mas que ele está ligado, pela cultura, pela comunicação, pelo lazer, e pela moda, a uma comunidade, que pode não ter as mesmas qualidades daquelas da Idade Média, mas que nem por isso deixa de ser comunidade (MAFFESOLI, 2000, p. 114).
Assim, estar junto é um dado fundamental que determina e assegura a espontaneidade de uma cultura e sua solidez. Para Maffesoli, as tribos estão relacionadas à formação das sociedades de massa, e afirma que “a constituição em rede de microgrupos contemporâneos é a expressão mais acabada da criatividade de massas”. Desta forma, o coletivo serve de matriz para a multiplicidade de experiências, de situações e de ações em grupo, o que vai ser mais suscetível para os jovens, por serem mais sensíveis a questões sociais de mudança, em que a aparência e o costume são de extrema importância para seus grupos. De acordo com Elisabeth Murilho da Silva, a cultura juvenil foi de extrema importância para os anos 60:
A emergência de uma cultura juvenil proporcionou um questionamento dos valores até então estabelecidos e

IARA – Revista de Moda, Cultura e Arte - Vol. 8 no 2 – Janeiro de 2016 19

aceitos, culminando com o levante estudantil de maio de 1968 na França, mas também em outras grandes cidades do mundo. A revolta contra o sistema escolar transformou-se na revolta contra toda forma de autoridade, a recusa dos valores da sociedade burguesa e industrial e a busca por maior liberdade individual. Alguns desses ideais orientaram o surgimento da cultura hippie, como o desejo de retomar valores comunitários e religiosos, ao mesmo tempo em que proliferava uma tendência de evasão e hedonismo a partir das drogas e do sexo. Desse processo resulta a imposição de alguns valores juvenis na cultura da sociedade e a expansão do culto ao indivíduo (SILVA, E. M., 2011, p. 7).
Os símbolos da cultura juvenil passam, então, a vir da rua, e estes ganham vida na passarela. Assim, a moda deixa de ser padronizada e, gradativamente, o estilo individual norteia as escolhas da composição, com peças de vestuários e acessórios. Expressam engajamentos políticos, pessoais e culturais de cada pessoa e influenciam a sociedade a se vestir inspirada nesta cultura juvenil emergente. A consequência desse estilo jovem é a admissão de um visual mais descontraído e colorido, com inspiração na cultura hippie, longe de suas ideologias. Esta descontração no vestuário esteve presente somente no meio universitário, na rua e no ambiente de lazer, enquanto no trabalho mantinha-se o traje formal e sério. A adesão de um vestuário mais confortável e informal era a reação a um relaxamento dos hábitos para alguns momentos em que se começava a permitir a informalidade no comportamento (SILVA, E. M., 2011, p. 7). Esta informalidade compreendeu o reflexo do comportamento juvenil nos anos de 1960 e 1970, época em que os hippies (figura 1) sintetizaram o exemplo mais característico da rejeição aos valores burgueses da sociedade capitalista e industrial, impulsionando propostas de produção artesanal com caráter mais artístico, em contraponto ao sistema vigente de produção. Esta inspiração subcultural opõe-se aos símbolos massificados da moda (SILVA, E. M., 2011, p. 8).

...

O termo “contracultura” pode ser definido como um novo estilo de contestação social ao sistema político-econômico vigente, bem diferenciado da prática política da esquerda tradicional. Este termo foi muito empregado na década de 1960, quando empregado para designar um movimento social libertário, impulsionado pela juventude que se contrapunha aos valores da sociedade ocidental. A contracultura se desenvolveu principalmente nos Estados Unidos da América, além de outros países, especialmente na Europa, mas também com alguma repercussão, ainda que menor, na América Latina. Desta forma, esta se afirmou como uma cultura à margem do sistema; uma cultura marginal ou anticultura.
A geração dos anos 50 foi considerada como a de poetas beats, que personificavam a juventude pós-guerra, contando com o seu auge, o rock 'n' roll de Elvis Presley (1935 – 1977). Rebeldia e música configuravam a cultura jovem do período. Chamada de juventude transviada, esta se caracterizava por gangs de motociclistas. Nos anos de 1960, a oposição exercida pelo jovem, que vinha ganhando força social ao longo da década anterior, culminou em uma explosão político cultural. Na música, na primeira metade do século XX, houve o surgimento de cantores e grupos que marcaram época, como os britânicos dos Beatles e o americano Bob Dylan. E na segunda parte da década, ocorreram grandes festivais de rock e concertos de música, que se transformavam em grandes happenings. Dentre os mais relevantes, estão o Monterey Pop Festival, em 1967, que lançou Jimmy Hendrix e Janis Joplin (figura 2 e 3) na cena musical mundial; o Festival de Woodstock, em 1969 (figura 4 e 5), e o de Altamont, no mesmo ano, além do festival da Ilha de Wight, no Reino Unido, em 1970, com as presenças de Gilberto Gil e Caetano Veloso, neste momento, já exilados. Tais festivais caracterizaram a cultura hippie (PEREIRA, 1992, p. 9-10).

 

Diz Carolina ainda q
O movimento estudantil deste período era voltado para a esquerda, pautado pelas diversas divisões do Partido Comunista. (HOLLANDA; GONÇALVES, 1999, p. 64-70).

- Ora, "Nós éramos, além de tudo, baianos. E ligados ao ideário da contracultura", avaliava Caetano Veloso em 2015 (Folha, acima).

- Eis o ponto aqui: a desfaçatez, o desbocamento tropicalista, já em evidência acima no material Maciel/Pasquim -

Ensaio de Carolina:

Essas novas dissidências do Partido Comunista apontam uma nova forma de luta que se dá em uma revolução social, compartilhando novas práticas, como a guerrilha e a militância dos jovens. Entretanto, conflitos e contradições marcaram as relações entre o movimento estudantil e o regime militar no Brasil. Em 1965, a UNE (União Nacional dos Estudantes) foi extinta, mas se manteve na ilegalidade com suas atividades, embora a polícia estivesse intensamente reprimindo os eventos do movimento. Somente em 1968 essa repressão da polícia gerou repercussão. No dia 28 de março, um incidente com polícia e estudantes da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço derivou na morte de Edson Luís, estudante de um curso secundário. Isto ocorreu devido ao conflito existente entre o governo do Estado da Guanabara e a União Metropolitana dos Estudantes, que mantinham um restaurante chamado Calabouço, visado pelo governo, a fim de fechar o estabelecimento. Os estudantes estabeleceram negociações com o governo para manter o restaurante em condições adequadas, já que se encontrava em estado precário. Desanimados com o não entendimento com o governador Negrão de Lima, os estudantes planejaram uma manifestação de última hora. Inesperadamente, os policiais chegaram ao local agredindo violentamente o grupo estudantil. No dia posterior, uma multidão, munida de bandeiras e cartazes com fotografias de Fidel Castro e Che Guevara, compareceu ao enterro de Edson Luís (HOLLANDA; GONÇALVES, 1999, p. 73-75).
Em todo o país, movimentos de aversão e revolta acarretaram em manifestações com aceitação de diferentes camadas das sociedades. No dia 26 de junho, no Rio de Janeiro, a movimentação política chegava a seu ponto mais alto, em contraposição ao regime militar. Liderada pelo movimento estudantil, uma grande manifestação foi feita no centro da cidade do Rio de Janeiro. Imortalizada na História pelo nome de “Passeata dos Cem Mil” (figura 6), os jovens de classe média que a integraram exprimiu o descontentamento para com a ditadura que estava no comando do país. Esta manifestação foi permitida pelo governo e controlada por mais de 10 mil policiais. Apesar de os manifestantes fazerem parte de partidos e terem preferências políticas diferenciadas, todos estavam mobilizados a expressar o desgosto em relação ao governo militar (HOLLANDA; GONÇALVES, 1999, p. 75-77). Os novos movimentos sociais que emergiram durante os anos 60 foram um grande marco para a época, entre eles as revoltas estudantis, os movimentos juvenis contra culturais, as lutas pelos direitos civis e os movimentos revolucionários do “Terceiro Mundo”. A década de 1960 também testemunhou a articulação de novas identidades individuais e coletivas, baseadas em raça, etnia, sexo e orientação sexual nos Estados Unidos e na Europa.

Figura 6. Passeata dos Cem Mil, em 26 de Junho de 1968, no Rio de Janeiro. José Celso de casaco e óculos escuros, Caetano de camisa branca, ao lado de Nana Caymmi e Gilberto Gil.

Os movimentos culturais do início da década de 1960 tentaram introduzir uma crítica de classes, mas eram limitados pelo populismo paternalista e, em algumas ocasiões, etnocêntrico. A esquerda tradicional no Brasil, representada principalmente pelo Partido Comunista, não dedicava muita atenção a questões de desigualdade social e sexual, concentrando os esforços na resistência antiimperialista e na luta de classes. (DUNN, 2009, p. 182) Christopher Dunn cita Rogério Duarte, que descreveu o contexto brasileiro na época:
Na visão elitista de então havia uma espécie de pseudonacionalismo purista, que era aquela ideia de nosso bom crioulo, nosso samba autêntico, tudo isso como se fosse uma forma estagnada, não destinada a um processo de transformação [...] O momento internacional na era do Tropicalismo me parece basicamente uma visão terceiromundista [...] um momento de anticolonialismo, uma abertura muito grande para o pensamento negro-africano, ou seja, o etnocentrismo branco, oficial, começa em nível de estética a se esboroar (DUARTE apud DUNN, 2009, p. 181).
A partir da afirmação acima, pode-se perceber que a elite estabelecia um discurso diferenciado da fala tropicalista, como também a própria esquerda brasileira ignorava ou subestimava o discurso do movimento. Além de reagir ao autoritarismo militar, os tropicalistas contribuíram com discursos e práticas emergentes concentradas nas novas subjetividades. A contracultura, no caso dos tropicalistas, teve outras facetas, inclusive as que dependiam do consumo de novos estilos e produtos culturais. Assim, tais artistas se utilizaram da ambiguidade mencionada para produzir esta contracultura. Os tropicalistas (figura 7) criticavam o governo militar e não se adequavam aos preceitos da esquerda daquele período, enquanto, em sua produção cultural, discutiam temas culturais, políticos e estéticos importantes. Segundo a pesquisadora Ana de Oliveira:
O Tropicalismo, como parte dessa malha interdisciplinar, assimilou matrizes criativas distintas – desde as formas populares arcaicas até as eruditas e as de invenção contra cultural – e estabeleceu uma relação dialógica sem precedentes entre cultura de massa, mercado, tecnologia, tradição e modernidade. A incorporação do rock internacional como informação legítima, o uso de elementos da alta cultura articulados com meios de comunicação de massa e a reivindicação de uma linguagem universal no ato de pensar a cultura nacional, foram algumas das premissas a partir das quais o Tropicalismo efetuaria uma intervenção decisiva na criação artística e nos debates estético-político-culturais do Brasil (OLIVEIRA, 2010, p. 7).
A autora, nesse trecho, evidencia a mistura de referências, realizada por esses artistas que criaram sua própria música, como artesãos de um momento musical ou, como Ana de Oliveira conceitua, como “artífices da modernidade musical”. Além disso, utilizavam referências da cultura de massa mal vista pelos eruditos, como o

IARA – Revista de Moda, Cultura e Arte - Vol. 8 no 2 – Janeiro de 2016 25

pop-rock dos Beatles até ritmos nordestinos, passando pela vanguarda dos concretistas. Assim, criou-se um novo formato de contracultura juvenil.

A autora Heloísa Buarque de Hollanda

_____________________________________importante______________
ver e folhear

http://www.heloisabuarquedehollanda.com.br/

para questões contemporâneas de culturas marginais no Brasil talvez ligadas a heranças do flower power e contracultura
para eventual repercussão das ideias da contracultura no brasil hoje _______________________________

 

A autora Heloísa Buarque de Hollanda vai pontuar como outra característica forte dos tropicalistas, neste momento de contracultura, o tom de “desbunde”:
A derrota de 68, os sinais de desgaste das alternativas “militaristas”, a minúcia e a violência da ação repressiva, configuram um período de dispersão e isolamento. Por outro lado, as sugestões da “revolução individual” que estiveram presentes no Tropicalismo, encontram um solo fértil. A descrença em relação às alternativas do sistema e à política das esquerdas dá lugar ao florescimento, em áreas da juventude, de uma postura “contracultural”. A droga como experiência de alargamento da sensibilidade e de mudança de cabeça, a valorização da transgressão comportamental, a marginalização, a crítica violenta à família – nesse momento, mais que nunca fechada com o Estado, que lhe oferece as delícias do “milagre econômico” –, a recusa do discurso teórico e intelectual, crescentemente tecnicista [...] – que tem seus aspectos na vivência-limite da loucura e do desajustamento – dão o tom do desbunde: “A cultura e a civilização, elas que se danem, ou não”, cantava Gilberto Gil na virada da década (HOLLANDA; GONÇALVES, 1999, p. 95).
A derrota de 68, que a autora evidencia, ocorre em dezembro daquele ano, em uma intensa crise político-institucional, e usava a argumentação de um discurso do deputado Márcio Moreira Alves. Enquanto isso, o governo Costa e Silva fechava o Congresso Nacional e editava o Ato Institucional nº 5, outorgando poderes ilimitados ao poder Executivo e evidenciando a predominância do Estado na sociedade política. Dessa maneira, não desconfiavam apenas das atividades político-sindicais dos grupos e classes populares, mas, agora, da própria classe média intelectualizada, do setor estudantil, da universidade e de todos os seus
IARA – Revista de Moda, Cultura e Arte - Vol. 8 no 2 – Janeiro de 2016 26
setores – como professores e pesquisadores – e do setor cultural – como os artistas e intelectuais que estavam envoltos em uma produção engajada. O termo “desbunde”, mencionado na citação acima, era o deboche que criticava as atitudes “bem comportadas”, tornando-se, então, uma crítica comportamental. Isto ocorreu quando o Tropicalismo começou a refletir sobre a necessidade da revolução do corpo e do comportamento, rompendo com a falta de flexibilidade da prática política vigente. Assim, o movimento tropicalista não se preocupava se a revolução brasileira ia ser socialista-proletária, nacional-popular ou burguesa. Estes desacreditavam da ideia da conquista de poder. A própria noção da revolução marxista-leninista já estava demonstrando, na prática, um autoritarismo e uma burocratização nada atraentes aos tropicalistas, que desconfiavam da esquerda ortodoxa e da direita militarista, resultando em uma crítica radical ao comportamento e direcionando-se para um novo tipo de ação. Desse modo, eles preferiram uma intervenção múltipla, uma “guerrilha”, em tonalidade anarquista (HOLLANDA, 1980, p. 61-63). É neste momento que se começava a conhecer os primeiros conceitos sobre a contracultura no Brasil, trazendo questões, como o uso de drogas, a psicanálise, o corpo, o rock e os circuitos alternativos, o chamado underground2. Segundo Heloísa Buarque de Hollanda:
A marginalidade é tomada não como saída alternativa, mas no sentido de ameaça ao sistema; ela é valorizada exatamente como opção de violência, em suas possibilidades de agressão e transgressão. A contestação é assumida conscientemente. O uso de tóxicos, a bissexualidade, os comportamentos descolonizados são vividos e sentidos como gestos perigosos, ilegais e, portanto, assumidos como contestação de caráter político (HOLLANDA, 1980, p. 68).
A rejeição ao sistema e a descrença na esquerda geraram um período de desilusão política. O rock passou a ser um estilo de vida, ou seja, uma forma nova de se entender a sociedade e o comportamento. Em consequência da intenção da liberdade comportamental, para radicalizar os costumes tradicionais e conservadores da sociedade, o uso de tóxicos e a valorização de experiências sensoriais se tornavam recorrentes nestes jovens, descontentes com o sistema em vigência.
3. Considerações finais
A partir dos anos 60, a juventude deixar de ser somente uma fase passageira da vida e estrutura-se como uma fase de imposição e comportamentos juvenis, apesar do escândalo e do impacto na sociedade, devido aos novos comportamentos e hábitos. A cultura jovem em todo século XX ganhou grande força no Ocidente, devido à oposição jovem aos modelos e aos padrões da sociedade. As modificações nos anos sessenta revolucionaram o comportamento de sua época. Em todo o mundo ocidental, os movimentos dessa década foram importantes por conta das novas concepções de valores a partir de novas ideologias e manifestações culturais.
2Underground: movimento, organização ou atividade subterrânea que funciona secretamente [...] (FERREIRA, 1975, p. 574).

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No Brasil, a tropicália se caracterizou como uma manifestação de contestação à ditadura vigente, como um movimento social impulsionado pela juventude.

Referências
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. HOLLANDA, Heloísa Buarque de; GONÇALVES, Marcos A. Cultura e participação nos anos 60. São Paulo: Brasiliense, 1999. ____________________________. Impressões de viagem CPC, vanguarda e desbunde: 1960/70. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980.
MAFFESOLI, Michel, O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.
SANT’ANNA, Patrícia. Coleção Rhodia: arte e design de moda nos anos sessenta no Brasil. 282 f. Tese (Doutorado em História da Arte) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas. São Paulo, 2010. SILVA. Elisabeth Murilho da Silva. “Rigidez e relaxamento: a emergência da cultura juvenil e seus impactos na moda e no comportamento.” In: anais 7º Colóquio de Moda, Maringá. PR: Universidade Cesumar. 2011. Disponível em: <http://coloquiomoda.com.br/anais/anais/7-Coloquio-deModa_2011/GT08/GT/GT_89452_Rigidez_e_relaxamento_a_emergencia_da _cultura_juvenil_e_seus_impactos_na_moda_e_no_comportamento_.pdf>. Acesso em 30 de dezembro de 2013.
Recebido em 15/09/2014 e Aceito em 12/02/2016.

 

Globalidade e globalização e globalização da onda via satélite (que começam a ser lançados no espaço em 1962)– o rádio de ondas curtas, a TV, os discos, as publicações underground, simultaneidade transcultural transa cultural transnacional – a patrulha ideológica dizia q era parte com o diabo do imperialismo ianque.
- por toda parte – e no Brasil: imprensa alternativa, underground, undigrudi
Pasquim, Flor do Mal, Verbo Encantado em Salvador, Rolling Stone-Brasil, Bondinho, Ex, Bicho (HQ) e por aí, Música do Planeta Terra, ...

Um nome NADA falado nestes últimos 30 anos: José Angelo Gaiarsa

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Resultados da pesquisa
Sexo, Reich E Eu
https://books.google.com.br/books?isbn=8571838895
Jose Angelo Gaiarsa - 1985 - ‎Visualização - ‎Mais edições
Este livro fala de temas como amor, transferência, arte erótica e tantra. É um estudo, uma reflexão de Gaiarsa sobre as questões da sexualidade humana, inclusive com depoimentos pessoais.
A Cartilha Da Nova Mae\
https://books.google.com.br/books?isbn=8571838291
JOSE ANGELO GAIARSA - Visualização
A exemplo de outras obras de Gaiarsa, é um livro instigante para quem está questionando o velho e tradicional papel da maternidade em busca de novos modelos.
Organização das posições e movimentos corporais
https://books.google.com.br/books?isbn=853230088X
JOSE ANGELO GAIARSA - Visualização - ‎Mais edições
Este livro pretende explicar, de forma acessível, a complexidade de nosso aparelho locomotor.
As vozes da consciência
https://books.google.com.br/books?isbn=8571833788
José Angelo Gaiarsa - 1991 - ‎Visualização
Um livro ambicioso de um dos mais importantes terapeutas brasileiros.
couraca muscular do carater
https://books.google.com.br/books?isbn=8571831815
JOSE ANGELO GAIARSA - Visualização
Com base em nossa realidade anatômica, em nossa fisiologia, o autor explica o que vem a ser a couraça muscular e como ela realmente exerce uma grande influência em nosso relacionamento com o mundo.
Meio Seculo De Psicoterapia Verbal E Corporal
https://books.google.com.br/books?isbn=8571830215
JOSE ANGELO GAIARSA - Visualização
Um encontro hipotético entre este autor e Freud, Reich e Jung. É para aí que nos leva a imaginação ao lermos esta obra comemorativa de 50 anos de atividade profissional de J. A. Gaiarsa, na qual ele expõe a súmula de suas idéias.
O espelho mágico: um fenômeno social chamado corpo e alma
https://books.google.com.br/books?isbn=8532301800
José Angelo Gaiarsa - 1984 - ‎Não há visualização - ‎Mais edições
Este livro analisa o fenômeno da comunicação entre as pessoas.
Minha Querida Mamae
https://books.google.com.br/books?isbn=8571838720
JOSE ANGELO GAIARSA - Visualização - ‎Mais edições
A relação entre mães e filhos é o tema abordado neste livro.
Sexo tudo que ninguém fala sobre o tema.
https://books.google.com.br/books?isbn=8571838283
José Angelo Gaiarsa - 2005 - ‎Visualização
Como o próprio título indica, este livro fala sobre intimidades, em linguagem permitida apenas com o espelho ou pessoas muito íntimas.
Sobre Uma Escola Para O Novo Homem
https://books.google.com.br/books?isbn=857183010X
JOSE ANGELO GAIARSA - Visualização
Neste livro, o autor ajuda a questionar (e demolir!) o sistema educacional brasileiro, que, segundo ele, é arcaico e reacionário.

José Angelo Gaiarsa: uma curtição reichiana. De Wilhelm Reich. Psicoterapeuta teutão q estudou com Freud e se exilou nos EUA, onde morreu preso.

Para uma contra

cultura da usura ........TROPICÁLIA TRIPS CÁLIDOS

>>>>>>>>>>>>>>>>> ..NO PAÍS DOS MUTANTES

Nós por exemplo - Salvador, Teatro Vila Velha, 1964: Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tomzé

Arena conta Bahia - Sâo Paulo, 1965, direção: Augusto Boal, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil

 

No ano de 1967 Gil começa a trilhar novos caminhos. O fenômeno da contra cultura, o psicodelismo e o som dos Beatles agitam o mundo e o levam a repensar o seu trabalho musical.

as guitarras distorcidas e estridentes de Sérgio Batista (Mutantes) e Lanny Gordin, ins-pirados nos ases nascentes da guitarra, de Clapton a Hendrix, seus mestres, quase assumiam dimensão política. Gilberto Gil, que segundo Caetano Veloso (Verdade Tropical, 1997), ao tomar contato com Jimi Hendrix se rende incondicionalmente ao brinquedo, participou numa passeata contra a guitarra elétrica um ano antes de a adotar para sempre. Primavam, como os congêneres do Hemisfério Norte, pelo fora do comum e pela informalidade.

Assumem o subdesenvolvimento brasileiro, aproveitam elementos estrangeiros e reinterpretam-nos segundo uma ótica antropofágica (...) adotam uma atitude de questionamento de costumes e comportamentos que ultrapassam a própria música.

Gilberto Gil viu sua prisão de dois meses em 1968 / 1969 como uma sanção ao meu pensamento, à minha atitude, era uma coisa toda contra os limites de expressão da minha condição psíquica.

Há de início recados políticos explícitos, como Soy loco por ti, América e críticas ao estilo de vida moderno (Ele falava nisso todo dia, Gilberto Gil). Nas vésperas do AI-5, vestido de roupas hipermodernas, plastificadas, injuriado com a eliminação de um festival de concurso de Questão de Ordem, apresentada por G. Gil com os Mutantes, à frente do mesmo trio Caetano Veloso usou a apresentação de uma criação sua inspirada em pichação do Maio de 68 em Paris (É proibido proibir) para botar discurso inflamado contra o quadradismo, a caretice estética e o gosto padrão, fosse qual fosse, dado, orientado, imposto, estatuído, estabelecido - crítica de cultura e da civilização e grito pela abertura da mente a outras esferas de visão e raciocínio. Como lá fora.

Se vocês forem em política tão bons como são em estética, estamos fritos - ofegante Caetano no palco do Tuca.

CONTRACULTURA TROPICÁLIA

É proibido proibir

vai além dos males políticos e prospecta a razão desses males, quase que só por impulso mas por manha já

CONTRACULTURA E A MANHÃ TROPICAL SE INICIA TROPICÁLIA

indignado com a eliminação da peça concorrente no festival de G. Gil, uma Questão de Ordem, Caetano Veloso banca um comício contra o quadradismo, a caretice estética, uma crítica ao gosto padrão das elite e o do público médio, seja qual for, dado, imposto, estatuído, orientado, crítica de cultura e civilização para um outro lugar

o modernismo atacou da mesma forma o beletrismo e a visão equivocada colonizada opressora da identidade nacional. Numa fase posterior Oswald de Andrade, o blagueur, foi militante do PCB, a que renunciou acusando pesado o estalinismo nomeadamente do dedo-duro Jorge Amado, quando passou a postular contra o patriarcalismo.

Odara despoletou o polícia que todos temos na cabeça e a sanha das patrulhas ideológicas, hoje no poder ou pouco + ou - . Provocação q é bom neca.

Esse mesmo tipo de abordagem da realidade e leitura da vida tinha de montão no pop-rock e vertentes musicais populares em todos os quadrantes. Curioso é que em nenhum teve ao mesmo tempo - e bem vistas as coisas em permanência - a colocação de um postulado teórico aplicado em letra e música e na vestimenta musical, e vestimenta pessoal, as guitarras retorcidas de Sérgio Dias Batista e Lanny Gordin, estudo aplicado dos ases da guitarra em parada, de Clapton a Hendrix - e a guitarra era a bandeira de uma outra dimensão, se quiser, política.

South America is my name, world is my name, my size

 

grande momento também; Charles Gavin na jogada:

https://www.youtube.com/watch?v=yEh2IqtoER8

 

C O N T R A C U L T U R A


Brota onde?
Califórnia
Logo se espraia para Londres – onde tinha tudo daquilo, imprensa alternativa, squatting (ocupações de moradias abandonadas para instalação de comunas), a música, cinema (sobretudo Blow Up, 1966, de um italiano, Michelangelo Antonioni – cena do Marquee, clube, com Yardbirds – Jimmy Page (futuro Led Zeppelin) e Jeff Beck q quebra guitarra:



https://www.youtube.com/watch?v=jqh03zFRx2w)

não é que blow up seja produção underground de cinema underground; portanto, produto da onda mas pelo acaso (?) de filmar Londres (o que se faz no cinema é fotografar o cenário, no caso a cidade) em 1966 com um foco extraordinário, sendo a personagem principal um fotógrafo de moda (acertando na mosca, Londres era a capital europeia da moda moderna, Mary Quant, Carnaby Street, a rua das lojas mais in, de onde por sinal 12 anos depois saiu Sex Pistols - punk ) mostrando também o que se via da onda nas ruas.
Easy Rider, de Jack Nicholson e com ele e Peter Fonda, atores em início de carreira, também se inclui na categoria de filmão, como produção de Hollywood. Não underground.
Outros ótimos produtos da onda são os documentários do canadense Alan D. Pennebaker, com o belíssimo Don´t look back com Bob Dylan (e Joan Baez) e que filmou o festival de Monterey, na California, em 1967: dele saiu Monterey Pop e Hendrix in Monterey
Dezenas de filmes de Andy Warhol, estilo pura vanguarda, q se poderia dizer undergound mesmo porque totalmente spaced out,, o diretor é Paul Morrissey; destaque: a trilogia Flesh – Trash – Heat (hardcore, muito fortes)
Produtos da Factory, a base de Andy Warhol, Nova York, de onde sairam vários personagens e também Velvet Underground. Ele atuou como produtor da banda, enfiando-a guela abaixo do selo Verve mas perdeu a primeira concorrência para Frank Zappa.
Zappa, que não se pode deixar de chamar roqueiro, fez da melhor música de vanguarda do planeta, com cinco obras primas musicais, não importa o gênero (psychedelic rock também).

o Movimento movimento contracultural: brota do protesto contra a guerra do Vietnã e expande-se a todos os direitos civis, como o livre arbítrio, o racismo, e expande-se no / para o flower power.
é o antiVietnã q dá origem ao Maio de 68 em Paris mas já havia muvuca na Itália desde 1965 e também na Alemanha Ocidental: de uma coisa e outra, sempre acaba em reivindicação pela melhoria do ensino, para ele deixar de ensinar besteira, etc.,
tem muito material sobre isso de Eric Hobsbawn, Mary McCarthy, Paul Virilio, Bernard Henry Levy, André Glucksman, aqui
50 anos de Flower Power e MAIO DE 68
1968 os muros proclamam um velho ideal de cidade e cidadania

http://revoluciomnibus.com/Z%20Maio%20de%2068%20ITALIA.htm

tem muita muvuca em Amsterdam, Holanda – é uma das capitais – e em Copenhague, Dinamarca, até hoje tem um bairro hippie.

Anais da Contracultura (1): Os Provos da Venturosa Amsterdam
baixacultura.org/anais-da-contracultura-1-os-provos-da-venturosa-amsterdam/
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2. Semelhante
07/02/2011 - Nas palavras de Matteo Guarnaccia em seu livro Provos – Amsterdam e o nascimento da contracultura, lançado pela Conrad pela famosa ...

Os Provos Holandeses Inventaram a Contracultura - VICE
https://www.vice.com/pt_br/article/.../os-provos-holandeses-inventaram-a-contracultur...
1. Em cache
20/02/2015 - Conversamos com Matteo Guarnaccia sobre seu livro, que narra a história do movimento responsável pela expansão de consciências nos ...
Provos anteciparam a contracultura na Holanda em 1965 - Jornal do ...
jconline.ne10.uol.com.br › cultura
12/04/2015 - Na série Baderna, da editora Veneta, o livro Provos Amsterdam e o nascimento da contracultura, do italiano Matteo Guaranaccia (180 páginas, ...

Jornal do Brasil - Sociedade Aberta - Contracultura e o jeito 'beat' de ser
www.jb.com.br › Notícias
1. Em cache
09/02/2014 - Um som envolvente na vitrola, com ritmos sensuais do jazz bop de Charlie Parker e Thelonious Monk davam a tônica do frenetismo dos ...


Robert Anton Wilson: contracultura, conspiração e ocultismo
https://sabotagem.net/robert-anton-wilson-contracultura-conspiração-e-ocultismo-737...
1. Em cache
08/10/2015 - Robert Anton Wilson: contracultura, conspiração e ocultismo. [Texto originalmente publicado no blog do André Forastieri, em 13 de janeiro de ...

 

Efeitos em cultura e arte:
Psicodelia
psychedelic rock começa em S. Francisco (Jefferson Airplane, então Great Society, Grateful Dead), o West Coast sound, ou California sound, mas em 67 em Londres naquele Congresso da Dialética da Libertação destacado na webpágina sobre Maio de 68 tem Pink Floyd psychedelic (projeção de slides ou Super-8 psicodélicos) e tem Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band e Jimi Hendrix - Are You Experienced?.
psychedelic rock: Jefferson Airplane, Love, Grateful Dead, Psychedelic Furs, the Byrds (Eight Miles High, I See You), Frank Zappa/Mothers of invention, muita guitarra é spaced out (the Byrds chegou a ser chamado de space rock – Roger McGuinn, guitarra), distorcida, lisérgica, Hendrix, sim Janis Joplin é OUTRA, um monte
teatro: Living Theatre, Nova York: Paradise Now, a q o Teatro Oficina esteve associado por um período por afinidades de propostas (como Mick Jagger e Keith Richards passaram férias em Arembepe em 1969, o Living excursionou pelo Brasil na época), cinema (Easy Rider), artes plásticas, imprensa (alternativa ou underground, fanzines), música – a mais out of side se chamava undergound

hinos
bob bob bob Dylan
de início também em dupla com Joan Baez e ela só cantava as músicas de protesto dele
blowin´ in the Wind
I shall be released
Masters of war
With God on our side
Positively 4th Street
mesmo All along the watchtower

For what´s Worth – buffalo Springfield
Volunteers – jefferson airplane
Eve of destruction – P.F. Sloan por Barry McGuire (1965)
San Francisco (Be Sure to wear some flowers in your hair), J. Philips por Scott McKenzie
Street fighting man – Rolling Stones, q alude ao Maio de 68 em Paris: the streets of London town are no place for fighting men, no
Jean Luc Godard, do nouveau cinema, foi para Londres e fez com the Rolling Stones One + One
Something in the air – Thunderclap Newman (1968)

E Woodstock – joni mitchell – A reportagem e síntese do espírito da entrada na chamada Era de Aquário – esoterismo é mato então:

Woodstock
Joni Mitchell

I came upon a child of god
He was walking along the road
And I asked him, where are you going
And this he told me
I'm going on down to yasgur's farm
I'm going to join in a rock 'n' roll band
I'm going to camp out on the land
I'm going to try an' get my soul free
We are stardust
We are golden
And we've got to get ourselves
Back to the garden
Then can I walk beside you
I have come here to lose the smog
And I feel to be a cog in something turning
Well maybe it is just the time of year
Or maybe it's the time of man
I don't know who l am
But you know life is for learning
We are stardust
We are golden
And we've got to get ourselves
Back to the garden
By the time we got to woodstock
We were half a million strong
And everywhere there was song and celebration
And I dreamed I saw the bombers
Riding shotgun in the sky
And they were turning into butterflies
Above our nation
We are stardust
Billion year old carbon
We are golden
Caught in the devil's bargain
And we've got to get ourselves
Back to the garden

 

Aldous Huxley é central por conta dos livros As Portas da Percepção / The Doors of Perception (fevereiro de 1954) e Heaven and Hell/Céu e Inferno (1955), que é a obra central da psicodelia – os primeiros escritos sobre o assunto e que ajudam a incendiar o rastilho.
Dêem-me hambúrguers e televisão e não me encham a paciência com as responsabilidades da liberdade - é lema comum.
E cita trecho do episódio de Dostoievski em que o Grande Inquisidor sublinha:
Porque nada jamais foi tão insuportável para um homem ou uma sociedade humana que a liberdade.
de Admirável Mundo Novo Revisitado

Associa-se sempre o mito de regresso às origens – um retrocesso – de Jean-Jacques Rousseau como uma caixa fechada de Pandora quando Rousseau é também o homem do Contrato Social e teve uma biografia totalmente em contradição com o espírito da coisa – ou ele também nem acreditava nisso. Atribui-se o mesmo a Huxley porque seu último romance, lançado em ano antes de morrer (1962), A Ilha, era sua criação do admirável mundo novo modelável a partir de outras premissas, um estilo de vida e valores opostos aos da civilização ocidental e que compreendesse o melhor dos mundos – mas ele mesmo demonstrou não acreditar nele no final, destruindo Pala com o que seria uma premonitória (visionária) guerra do petróleo.
O resumão está aqui:

http://revoluciomnibus.com/AFomeNoHuxley.htm

 

[PDF]Contracultura - fflch-usp
fflch.usp.br/sites/fflch.usp.br/files/Contracultura.pdf
1. Em cache
DEZ OBRAS PARA SE PENSAR A CONTRACULTURA DOS ANOS 1960 ... O termo “contracultura”, no que tange aos entornos dos anos 1960, refere-se a.
Textos contraculturais | Contracultura
contracultura.org/Contracultura/textos-contraculturais/
1. Em cache
2. Semelhante
A Contracultura. Antes de falarmos sobre contracultura faremos uma breve abordagem do significado de cultura. Cultura é o produto de uma sociedade, criado

DEZ OBRAS PARA SE PENSAR A CONTRACULTURA DOS ANOS 1960

http://fflch.usp.br/sites/fflch.usp.br/files/Contracultura.pdf

tem imprecisões
destaques:


contra uma sociedade agora percebida como recalcada e opressiva
jovens ocuparam o papel de protagonistas em busca de liberdades nas mais variadas frentes: liberdade de expressão, igualdade de gênero e raça, pacifismo, liberação sexual, ecologia e anti-autoritarismos diversos estavam na ordem do dia

A coletânea Maio de 68, organizada por Sérgio Cohn e Heyk Pimenta, traz a tradução de uma série de depoimentos e entrevistas sobre o período, que permitem conhecer o contexto em que se deu a contracultura: Jean-Paul Sartre, Daniel CohnBendit, Edgar Morin, Maurice Jouyex, Henri Lefebvre, Roel Van Duyn, Rudi Dutshke, Herbert Marcuse, Theodor Adorno, Allen Ginsberg, Gary Snyder, Timothy Leary, Barry Miles, Peter Berg, Peter Coyote e Abbie Hoffman discutem, muitos em primeira mão e no calor da hora, o maio de 1968, em seus aspectos culturais, históricos, políticos, filosóficos e artísticos, em um pequeno livro que nos parece uma excelente introdução ao período e a facetas diversas da chamada contracultura. Da internacional situacionista aos hippies e happenings, de Paris à Universidade Livre de Berlim, dos sitins a ideais de liberdade e sua teorização, o volume traz o sabor e a crítica de toda uma estrutura de sentimento do período, em que idealismo e criatividade almejavam uma nova sociedade, aparentemente de alcance muito próximo

muitos de seus expoentes não eram adolescentes inconsequentes, muito ao contrário, como é o caso dos artistas então já quarentões Allen Ginsberg, Gary Snyder e Timothy Leary, ou os intelectuais Guy Debord, ou Sartre, Marcuse, Morin e Adorno.

No Brasil, os “anos 1960” são necessariamente associados aos chamados “anos de chumbo”, pautados pelo golpe militar em 1964 e o recrudescimento do regime nos anos que se seguiram; a repressão violenta aos estudantes teve início no Rio de Janeiro em março de 1968, quando Edson Luís de Lima Souto, um jovem de 17 anos, foi baleado pela polícia que invadira o restaurante Calabouço, frequentado por estudantes. Em sua missa de sétimo dia, uma passeata de 50 mil pessoas, assediadas por sucessivas cargas da cavalaria militar, transformaria o Rio em praça de guerra. A revolta se espalharia por centros universitários em diversas cidades pelo país afora, e resultaria em dezenas de presos, feridos, baleados e mais mortes. Em 26 de junho do mesmo ano, a Marcha dos Cem Mil no Rio de Janeiro contou com o apoio de intelectuais, artistas, padres, professores, pais e mães, o que assegurou o freio à repressão policial. Blindados nas ruas (os denominados “brucutus” e “tatus”) pautavam o clima de insegurança, agressões, depredações e bombas. No mês de outubro, em São Paulo, o confronto Mackenzie vs. Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, na Maria Antônia, resultou na morte do secundarista José Guimarães, baleado na cabeça. Ainda em outubro, 720 estudantes eram presos em Ibiúna, em um congresso da UNE, e em 13 de dezembro o general Costa e Silva ordenaria o fechamento do Congresso Nacional por tempo indeterminado, suspendendo as garantias constitucionais e inaugurando, com a instituição do famigerado ato AI-5, o período mais obscuro da ditadura militar no país. A produção artístico-cultural dos anos 1960 assenta-se assim, necessariamente, em relação a esse contexto de repressão, que foi bravamente combatido, no meio artístico, por importantes expoentes da música, do cinema e do teatro brasileiros. Ainda quando perseguidos pela polícia, exilados ou torturados, uma série de artistas engajados tiveram papel primordial em um dos capítulos mais intensos e artisticamente relevantes da
produção cultural no país, revelando de forma combativa muito da inquietação e opressão do período.

Fredric Jameson (1984) aponta que a ideia mais recorrente sobre os “anos sessenta” é a impressão de que, ali, tudo era possível, de que este foi um período de liberação universal, de uma liberação mundial de energias – o período em que os “nativos” tornaram-se seres humanos, em que os colonizados internos do Primeiro Mundo (minorias, marginais, mulheres) conquistaram o direito de falar em uma nova voz, coletiva, jamais dantes ouvida no palco do mundo. (...) Jameson aponta como os anos sessenta foram, na realidade, um período de crescimento do capitalismo em escala global, um período de transição de um estágio infra-estrutural do capitalismo para outro, e que produziu concomitantemente uma imensa soma de energias e forças sociais de mudança que se configurariam como uma ilusão histórica, redundando, algumas décadas mais tarde, no capitalismo tardio, na chamada globalização.

Parte-se do início do movimento pela liberdade de expressão (o Free Speech MIndo em direção contrária às análises que enxergam a contracultura como simplesmente proveniente da revolta contra os valores consumistas na sociedade de
massas, Thomas Frank argumenta, de modo original, em The Conquest of Cool. Business Culture, Counterculture and the Rise of Hip Consumerism, em favor das estreitas relações entre a contracultura e a indústria. Rejeitando também a corrente conservadora que vê na década de 1960 e na contracultura uma tentativa esquerdista radical de minar e destruir a (boa) civilização ocidental, Frank argumenta pela cooptação da contracultura pelo mercado, ou ainda, pela crítica ao sistema capitalista como seu próprio elemento gerador e fortalecedor. Nesse sentido, a contracultura teria sido muito menos revolucionária do que se pretendia, e na realidade o produto de uma série de campanhas de propaganda que teriam iludido um público muito menos subversivo do que acreditava ser.
De modo similar, Joseph Heath e Andrew Potter refutam, em Nation of Rebels- Why Counterculture Became Consumer Culture, a ideia ou mito da contracultura como sendo um universo à parte e independente/externo ao mundo do consumo. Segundo os autores, que mesclam análises histórico-filosóficas da cultura pop, o repúdio mero e simples da “cultura dominante” apenas reforça a própria sociedade de consumo contra a qual parece se insurgir, e a rebeldia propagada é meramente simbólica, subjacente à cultura do lucro. ovement) deflagrado na Universidade de Berkeley, Califórnia, que daria início às rebeliões estudantis no país e na década, além de registros importantes das manifestações pelos Direitos Civis (Civil Rights Movement) e de passeatas e manifestações contrárias à guerra. Entremeado por entrevistas recentes e avaliações de alguns dos líderes do período, o documentário apresenta ainda o movimento combativo dos Panteras Negras (Black Panthers, que lutavam pelos direitos dos afro-americanos) e os desdobramentos do movimento feminista.

ações do grupo estudantil radical SDS (Students for a Democratic Society) e aos desdobramentos do debatido caso dos “8 de Chicago” (Chicago 8), julgamento político de oito rapazes detidos em uma manifestação no Grant Park contra a Guerra do Vietnã (de que participaram cerca de 15 mil pessoas). O julgamento dos rapazes, acusados de conspiração e incitação à desordem, duraria meses

 

REFERÊNCIAS
BOTHMER, Bernard Von Framing the Sixties – The Use and Abuse of a Decade from Ronald Reagan to George W. Bush. University of Massachussetts Press, 2010.
COHN, Sérgio e PIMENTA, Heyk (Org.). Maio de 68. Coleção Encontros. Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2008.
DEGROOT, Gerard J. The Sixties Unplugged – a Kaleidoscopic History of a Disorderly Decade. Cambridge, Harvard University Press, 2008.
DONELLY, Mark. Sixties Britain. Culture, Society and Politics. Harlow, Pearson Education, 2005.
FRANK, Thomas. The Conquest of Cool. Business Culture, Counterculture and the Rise of Hip Consumeris. The University of Chicago Press, 1998.
GITLIN, Todd. The Sixties. Years of Hope, Days of Rage. New York, Bantam, 1987.
HEATH, Joseph & POTTER, Andrew. Nation of Rebels- Why Counterculture Became Consumer Culture. New York, Harper Business, 2004.
JAMESON, Fredric. “Periodizing the sixties” in The Ideologies of Theory, Essays 19711986, Volume 2, pp.181 e 207. Duke University Press, 1984.
KAISER, Charles. 1968 in America. Music, Politics, Chaos, Counterculture, and the Shaping of a Generation. New York, Grove, 1988.
MORGAN, Edward P. What Really Happened to the 1960s. How Mass Media Culture Failed American Democracy. University Press of Kansas, 2010.
DVD:
KITCHELL, Mark (diretor/ produtor). Berkeley in the Sixties. Firsrunfeatures, 2002.

Contracultura: A outra face da sociedade moderna!
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Por uma Nova Contracultura escrito por Antonio Celso Barbieri. O que é contracultura? Muito embora, na minha juventude eu tenha sentido “na pele” o que foi ...

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Hoje em dia, uma visão sociológica da contracultura certamente usaria a palavra “processo” dentro de uma visão quântica porque certamente a contracultura como mostra o artigo abaixo não surgiu do nada.
...
Como recentemente declarou os escritor e mestre de semiótica Umberto Eco, estamos vivendo apenas com a “memória de curto prazo”. O passado não tem mais relevância e infelizmente sem o conhecimento do passado nunca criaremos um futuro melhor. O problema hoje em dia não é “informação”. Com o advento da Internet, informação é o que não falta! O duro é filtrar esta quantidade absurda de informação para encontrarmos nela “o conhecimento” que nós permitirá evoluir como Seres Humanos.



a idiotocracia virou uma instituição

A introdução do texto é minha. O texto principal chamado Contracultura - A outra face da sociedade moderna foi originalmente publicado no fascículo de Cultura Moderna da revista MM em junho de 1974. O texto não mencionava o autor portanto só posso supor que tenha sido do editor da revista que, infelizmente não tenho o nome… Talvez se você buscar pela revista MM.


A outra face da sociedade moderna


Texto publicado no “fascículo de Cultura Moderna da revista MM em junho de 1974


O repúdio das gerações jovens à “coisificação” do indivíduo produzida pela sociedade de massas, origina o fenômeno da “contracultura”, fascinante e contraditório, que aspira configurar uma nova “consciência”.
Quando a geração mais jovem começou produzir sua própria realidade, procurando diferenciar-se de seus pais, a contracultura se transformou numa verdadeira recusa de toda a ordem social existente, levantando bandeiras políticas e colocando nas formas econômicas a causa da alienação e infelicidade humanas. Esses propósitos foram veementemente manifestados nas grandes concentrações públicas, que conseguiram reunir milhares de jovens de todo o mundo.

Se um traço parece ser distinto entre a década passada (nota do Barbieri: a matéria provavelmente refere-se aos anos 60) e o começo da década presente (anos 70) é aquele que como regra geral tem sido chamado de “rebelião juvenil”. Esse conceito, amplo e ambíguo, define uma das problemáticas mais palpáveis da realidade contemporânea e se explica por meio de dois fenômenos simultâneos em sua manifestação e justapostos em suas consequências: a nova consciência e a contracultura.

Atrás dessas denominações genéricas e um tanto difusas há, todavia, uma realidade inquestionável e um denominador comum: a repulsa das gerações mais jovens a tudo aquilo que seja tradição, padrões estabelecidos, normas inflexíveis, valores universais e definitivamente válidos.

Como forma peculiar de manifestar sua oposição ao sistema vigente, a juventude começou a produzir uma série de fenômenos que, em termos antropológicos entram no amplo campo da cultura: anarquia no vestir (as primeiras tentativas de cabelo comprido e roupa desmazelada realizadas pelos jovens norte-americanos da década de 50), relaxamento dos costumes e das relações (expressas plenamente com o movimento hippy, também conhecido como “hippie”), ruptura com os padrões artísticos aceitos por anos (aparecimento da “pop”, da “op” e outras anárquicas expressões de arte contemporânea) e, por último, questionamento da ordem social e econômica imperante (a crítica social do alemão Herbert Marcuse, que fundamentou as rebeliões estudantis de Paris em 1968).

Em síntese, a contracultura procura, de uma forma ou de outra, colocar um fim na ordem aprazível, na qual se havia encastelado o mundo ocidental e abrir-se em relação a um universo de dimensões e proporções desconhecidas, que ao mesmo tempo atrai e repugna.
Incrível porque quem quer que seja o autor ele em 1974 menciona detalhes q menciono em dissertação de janeiro de 2017

Tecnocracia e contestação



Logo ao término da Segundo Guerra Mundial, à medida que se afirmava a hegemonia internacional dos Estados Unidos, os padrões culturais dessa poderosa nação começaram a reger os desejos de todo o mundo ocidental. Assim, os ideias de “progresso sustentado”, “modernização constante”, “racionalização plena”, “planejamento absoluto” e outros similares, converteram-se em imperativos, indissoluvelmente ligados às esperanças de segurança social, felicidade individual, adequada relação entre homens e recursos, em suma, às esperanças que despertaram o fim dos horrores da guerra. 

O formidável desenvolvimento tecnológico e os assombrosos feitos da ciência, assim como o elevado nível de vida e a esplêndida satisfação de necessidades 
 de que desfrutou a população norte-americana durante os primeiros anos da década de 50, fizeram supor que aqueles ideias estavam a ponto de serem alcançados e que havia um único caminho para isto: a recém-institucionalização tecnocrática. Em termos sociológicos, esta é a forma em que a sociedade industrial avançada concebe todo o seu sistema organizativo. 

Segundo Theodore Roszak, o grande segredo da cega aceitação que durante muitos anos provocou a tecnocracia é a sua capacidade de convencer, sobre a verdade de três premissas que são fundamentais:

1. As necessidades vitais do homem são de caráter puramente técnico. Os requisitos da condição humana, portanto, podem ser adequadamente entendidos e resolvidos por meio de um sistema de análises e de um método operativo que se sustenta nesta afirmação.

2. A análise e a interpretação das necessidades do homem, assim como a sua satisfação programada, resultam infalíveis em 99% dos casos. Desta maneira, a tecnocracia instaura o princípio de que unicamente submetendo-se a seus ditados o homem encontrará progresso, segurança e bem-estar, inclusive ao preço de uma progressiva despersonalização e perda de responsabilidade.

3. Os especialistas da tecnocracia – habitualmente chamados tecnocratas, fazem parte de uma espécie de céu de eleitos que lhes possibilita não apenas o conhecimento das leis sociais, mas, também, e isso talvez seja o mais importante, uma elevada posição dentro do “status” existente. É fundamental, pois, alcançar, de qualquer forma, esta posição de privilégio.

Apesar do êxito inicial que tiveram esses postulados, logo a seguir algumas mentes começaram a assinalar, de forma isolada e até quase incoerente, os perigos que semelhante ordem social acarretava: perda da individualidade, alienação em função de um consumo crescente e desnecessário, incapacidade de tomar determinações pessoais e absoluta desvinculação dos centros de poder com a massa da população.

Não obstante essas advertências, formuladas por pensadores como Norman Mailer, Herbert Marcuse, Henry Lefebre e Jean Paul Sartre, entre outros, os adultos dos anos 50 aceitaram passivamente a nova realidade social que se lhes estava impondo e deixaram a função de denúncia nas mãos de reduzidos grupos de intelectuais ou universitários. 

Alguns focos de rebeldia, marcados sobretudo pelo existencialismo sartreano começaram, não obstante, a propagar-se pelos países mais devastados da Europa e pelas cidades mais populosas dos Estados Unidos. Quem foram estes rebeldes? Como manifestaram sua insatisfação? Basicamente se tratou de artistas que que utilizaram diversos meios de expressão para tornar público seu desagrado, seu “fastio intelectual” como diziam alguns.

Na França, por exemplo, o movimento existencialista encontrou seu expoente máximo na cantora Juliette Greco que, sem nenhuma maquiagem ou vestuário especial, cantava temas onde o sonho de um mundo sem guerras e livre de opressões econômicas era um tema constante. Nos Estados Unidos, o novelista Jack Keruac e o poeta Allan Ginsberg postularam uma possibilidade redentora através da cultura oriental, até então completamente ignorada no ocidente.

Outros nomes, mais ou menos memoráveis, poderiam ainda serem citados. O jovem James Dean, por exemplo, construiu dentro do mundo cinematográfico o paradigma do inconformismo para muitos jovens do mundo todo. Outro ator, Marlon Brando, instaurou do mesmo modo a violência incontrolável como meio de manifestar repugnância em relação à sociedade norte-americana. O quase adolescente Andy Warholl, por seu lado, destruiu os clássicos moldes da expressão plástica e inaugurou um caminho que ainda transita com singular popularidade.

Todos, entretanto, não chegaram a se constituir em mais do que precursores do que apenas 20 anos depois seria um fenômeno de dimensões universais e de proporções incontroláveis: a contracultura em nível massivo e popular. Qual era – e qual é – seu objetivo primordial? Pode-se resumir nos seguintes postulados: 

“Opor à arregimentação da tecnocracia um mundo mais espontâneo, onde os indivíduos tenham um amplo campo de esclarecimento, onde as responsabilidades individuais e sociais sejam plenamente assumidas, onde o consumo deixe de ser o centro da vida de milhões de pessoas, onde os sentimentos humanos possam ser expressos livremente, onde os instintos do homem, finalmente, possam ser satisfeitos, sem nenhum tipo de condicionamento cultural.”

Eros e civilização

Com efeito, desde que Sigmund Freud afirmou ser a base de toda a organização social o controle do “princípio do prazer” em nome da civilização, foram muitos os estudiosos que postularam a necessidade de que o homem, para ser autenticamente tal, devia livrar-se das pressões provocadas pelas sociedades que ele mesmo criara. 

Assim, o psicanalista, Wilhem Reich foi um dos primeiros, da década de 30, em insistir sobre a necessidade de uma absoluta liberdade sexual: abolição da relação por casal, substituindo-a pela relação múltipla; ruptura com tabus sobre adultério e virgindade; liberação das travas que, através do sexo, a sociedade impõe, obstruindo o desenvolvimento da mulher; e reconhecimento humanitário da homossexualidade e bissexualidade em lugar de puni-las legalmente. Em suma, um catálogo de propostas de liberdade irrestrita na ordem erótica que, segundo afirmava Reich, haviam de conduzir à libertação total do ser humano.
Outro adulto, científico também, formado muito intimamente com a escola freudiana, é o alemão Herbert Marcuse, que recuperou como centro de seus estudos a oposição entre Eros e a Civilização e cujos escritos políticos foram a bandeira teórica das rebeliões estudantis de Paris em 1968.


Mas, seria na volumosa obra de Jean Paul Sartre que essas – e outras – afirmações contra um regime social que os estudiosos consideram injusto, encontraria sua mais explosiva formulação e seus primeiros resultados práticos.
A força com que essas teorias se afirmaram entre a juventude dos anos 50 foi expressa por meio de profundas cabeleiras masculinas, os primeiros sinais de descuido no vestir, os tímidos intentos de uma moral menos puritana e mais liberal, o nascimento dos movimentos femininos de liberação e, muito especialmente, as expressões artísticas que denunciavam como complacentes e alienadas tudo o que havia sido feito até então.
Autores como Jean Genet, Albert Camus, Eugene Ionesco, Samuel Becket e os já mencionados Keruac e Ginsberg, expressaram através de suas obras teatrais, seus poemas e suas novelas, essa sensação de absurdo e essa espécie de insatisfação total ante os termos em que se concebia a vida na sociedade ocidental. Em todas as produções, como aríete, o sexo era o tema dominante.
A explosão juvenil



Mas, em mais de um sentido, essa atividade contra cultural continuava sendo eminentemente “cultural”. Eram produzidas por homens adultos e consumidas por intelectuais sofisticados. De fato, permanecia marginalizada em cenáculos de especialistas e não alcançavam nenhum tipo de transcendência massiva.

Foi necessário, pois, que a geração mais jovem, a que nasceu por volta de 1940, começasse a produzir sua própria realidade, procurando diferenciar-se de seus pais. Nesse momento a contracultura se transformou numa verdadeira recusa de toda a ordem social existente, mas não fez, como no caso do existencialismo, em nome de um mero protesto individual, mas sim levantando bandeiras políticas e colocando nas formas econômicas a causa da alienação e infelicidade humana.

A quase ingênua rebeldia do Rock’n’Roll deixou lugar à revolução musical simbolizada pelos Beatles. Sons novos, ritmos incoerentes, bailes sem normas, canções com letras onde o amor livre e o relacionamento com a natureza eram uma constante, identificaram-se com o uso de roupas não convencionais, com impressionantes cabeleiras e com atitudes desconcertantes.

Ao mesmo tempo, os setores mais inconformistas procuraram segregar-se do corpo social que com relativa elasticidade havia acabado por aceitar e absorver aquilo tudo simbolizado pelos Beatles, formando pequenas comunidades, de autonomia autossuficiente, onde colocavam em prática uma série muito confusa de noções que caíram sob o denominador comum de “hippismo”.

Simultaneamente, também o mundo da arte acadêmica rompia as comportas e os movimentos radicais (pop, op, cinético, etc.) começaram a suceder-se vertiginosamente. As drogas como estimulantes na obtenção de sensações desconhecidas e a busca de verdades absolutas nas tradições orientais do budismo e a cultura foram, finalmente, os pontos culminantes e unificadores dessas tendências díspares.

Um balanço revelador



Que é, em suma, o que trouxe de novo a contracultura?



Em tal sentido, o Institute of Social Research (Instituto de Pesquisa Social), de Nova York elaborou o seguinte esquema que, a título de balanço provisório, tenta traçar um sintético panorama das regaras abarcadas pela contracultura e seus efeitos mais visíveis na vida cotidiana:

1. Uma arte em caos permanente.
À convencional visão da arte ordenada e organizativa, a contracultura apôs, com melhores resultados, a noção da anarquia e o caos como fundamentos da produção artística.

2. Uma moral psicodélica.
Nada do que foi dito teria sido possível sem o prévio aparecimento de uma nova moral, mas essa também não teria se consolidado se não tivesse havido no terreno artístico a experiência psicodélica. A utilização consciente das drogas, a investigação a fundo dos sentidos, a ruptura do mundo das formas, cores e sons, permitiram aos contestatários suspeitar que a moral devia estar regida por valores em constante movimento.

3. O sexo como instrumento político.
A partir de Freud e de acordo com as investigações de vários psicanalistas, considerou-se que a repressão sexual da sociedade ocidental encobria sob suas normas morais e religiosas uma verdadeira repressão ideológica. A contra cultura arremeteu, através da defesa de todo tipo de sexualidade e, especialmente, dos movimentos de liberação feminina, contra a concepção, afirmando-se inequivocamente a “a função política do sexo”.

4. A busca do infinito perdido.
Tanto a análise do interior da sociedade como as informações oferecidas por especialistas em cultura oriental permitiram que a contra cultura levantasse como bandeira de luta a necessidade de admitir a existência de um vazio “de um infinito aterrador, onde o homem encontra a medida de si mesmo e dá um sentido verdadeiro à vida”.

5. A economia a serviço do homem.
Este é possivelmente o campo onde a contracultura logrou menos resultados diretos. Com efeito, nem as comunidades hippies, nem os atos de rebeldia estudantil, propuseram um sistema econômico que substituísse os existentes, limitando-se a criticar os resultados que estes motivam. Em troca, essa crítica radical e violenta originou uma série de revisões nos planos de economia mundial que, a título provisório, parecem indicar uma tendência generalizada em direção à “humanização” da economia. (Nota do Barbieri: como hoje bem sabemos o capitalismo reagiu e os neo conservadores no poder estão conseguindo anular todas as conquistas liberais deste período!)

6. Desmistificação da cultura.
Este item, segundo os especialistas, foi onde “se alcançou os resultados mais eficazes e revolucionários”. Contra o que consideram uma noção elitizante da chamada Alta Cultura, o movimento juvenil, dizem, “impôs, uma concepção definitivamente democrática onde a cultura sem letra maiúscula e sem qualificativos é patrimônio comum a todos os homens”. Não se trata, acrescentam, da conhecida “cultura de massas” mas, pelo contrário, “de uma cultura destinada a satisfazer autenticamente as necessidades expressivas do ser humano”.

7. Objetividade contra mitologia.
Como resultado total da tarefa destruidora empreendida pela contracultura, a objetividade aparece como a contrapartida dialética da mitologia fundamentada na tecnocracia. Assim, enquanto as gerações adultas continuam crescendo em eficácia, no progresso constante, nas vantagens de uma crescente industrialização, a gente jovem renega não apenas essas crenças; consideram-nas “mitos modernos”, que ocultam a dinâmica da história, subtraem do indivíduo a capacidade de fabricar seu próprio destino, oferecem uma visão pessimista da realidade.

Exploração da utopia


Como todo movimento social que se define no curso da ação social e que justifica, “a posteriori”, sua inexistente base ideológica, a contracultura alcançou uma espécie de clímax em que tudo parecia possível e começou logo a declinar, a retrair-se em seus próprios efeitos. Esse momento culminante foi o marcado pelas rebeliões estudantis ocorridas na Europa durante 1968 e cujos ecos tardios (por exemplo o festival de Avándaro) na América Latina, apenas lograram ocultar o acaso de uma década marcada a fogo pela ideia da revolução.

Depois deste estalo brutal, a contracultura começou a depurar suas próprias filas, a integrar-se pacificamente no sistema que combate e ao qual impôs, sem dúvida, radicais transformações. Chegou então a hora dos balanços, do acerto de contas. E é nesse processo que se encontram atualmente seus teóricos mais importantes. Herbert Marcuse, por exemplo, dono de uma atividade criadora assombrosa, foi o primeiro a revisar muitas de suas concepções e a formular novas propostas a favor de um mundo melhor. Os radicais norte-americanos deixaram para trás o arrebatamento de Ginsberg e procuraram, através dos trabalhos de Noam Chomsky, uma base teórica que torne operativa a contracultura espontânea de estudantes e gente jovem em geral. Os artistas, que com tanto fervor romperam fronteiras durante a década passada, começaram a fixar novas metas e, a moral, tão ferozmente combatida, parece renascer sobre a base de conteúdos diferentes e formas originais.



Tudo indica, em seu conjunto, a síntese das experiências vividas e a formulação, partindo delas, de objetivos transformadores em escala mundial. O processo se verifica à margem de organismos oficiais e de sistemas institucionalizados, não reconhece nenhuma orientação precisa e se identifica, em todas as partes, como uma nova e vigorosa exploração da utopia.
Texto publicado no
fascículo de Cultura Moderna
da revista MM em junho de 1974


O congestionamento para chegar ao Festival de Woodstock

Eta matéria boa. Há ressalvas a fazer: Noam Chomsky parece hoje justamente um retrato da idiotização q assola o mundo, a apoiar governos decorrentes daquela mesma realidade caquética q não foi abolida só porque são ”de esquerda“. em 1974 não dava para prever 2014, 15… Esta questão está muito bem posta por Luiz Carlos Maciel em 2015 (acima).

 

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Contracultura, tradição e oralidade: (re)inventando o sertão ...
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Roberto Marques - 2004 - ‎Counterculture
DA CIDADE DA CULTURA À CIDADE DA CONTRACULTURA? Até o presente momento, pretendemos ter demonstrado a abertura de novos fluxos de ...
Contracultura, tradição e oralidade: (re)inventando o sertão nordestino na década de 70

Roberto Marques
Annablume, 1 de jan de 2004 - 166 páginas
0 Resenhas
O presente estudo se detém sobre os movimentos artístico-culturais ocorridos na cidade do Crato, no Ceará, durante as décadas de 70 e 80. A partir da análise de fontes orais e de material de divulgação da época, procurou-se deslocar o eixo tradicional das ideias fundantes sobre a região do Cariri, tentando analisá-la sob a ótica da multiplicidade e do devir. Nesse percurso, o conceito de memória tornou-se um importante aliado, sobretudo no que diz respeito à capacidade de perceber as ideias de tradição e modernidade de forma adjetiva, em um patente exercício de auto-invenção da região pelos artistas ora enfocados. Os entrevistados identificavam-se com a ideia de 'marginalidade', ao tempo em que valorizavam os movimentos de juventude característicos da época. Por outro lado, informados por uma geração de intelectuais locais que lhes antecedeu, não abandonaram o telurismo e o apego às ideias de passado e tradição. Assim, a partir dos depoimentos, este livro mostra como ideias aparentemente contraditórias como as de modernidade e tradição, local e mundial, articularam-se em projetos de identificação caracteristicamente modernos.
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[PDF]MOVIMENTOS DE CONTRACULTURA EM BELO HORIZONTE
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de CF SANTIAGO - ‎2012
Resumo: Este artigo propõe a análise dos movimentos de contracultura em Belo Horizonte, entre os anos de 1968 e 1978, a partir de reportagens do jornal ...

Mito & contracultura | Carvalho | Mediações - Revista de Ciências ...
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de CA de Carvalho - ‎2007 - ‎Artigos relacionados
Considerada irracional desde os seus primórdios, a crítica à contracultura revelou-se incapaz de perceber a revolução cognitiva que se instaurava com as ...


http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/3318

 

Moda e contracultura: uma relação paradoxal1 - A moda ... –
Moda    em       -        
ELOÍSA OU A MAIS NOVA HELOÍSA :

Uma nova indumentária toma finalmente conta das ruas do país, a reproduzir quadros de grupos de qualquer cidade europeia ou norte-americana na segunda metade dos anos 60, que revejo em meu retiro de estudo & reflexão de verão através das lentes de Charles Reich em The Greening of America: (O Renascer da América, Record, ver bibliografia no final) jeans fazem com que o indivíduo se torne consciente do seu corpo, chapéu de fora-da-lei do Oeste, uma faixa de índio na cabeça, com presteza mágica, toques de teatro, expressões de um estado de espírito, roupa militar com botões dourados zombando do military Establishment e exprimindo o amor infantil por uniformes e pompa militar, manta de camponês mexicano, chapéu à David Copperfield, botas de várias espécies, roupas de gangsters e mantos de fantasmas da ópera, calças com bocas-de-sino, que exprimem o corpo mas dizem muito mais: dão mais liberdade ao tornozelo, como se convidassem à dança em plena rua - ninguém pode se levar inteiramente a sério usando calças assim -, cinto feito à mão, contas e decorações cosidas nas jeans - toques pessoais à produção em massa. Novas roupas negam importância à hierarquia, posição, autoridade e condição social e rejeitam a competição. 

 

Moda e contracultura: uma relação paradoxal1 - A moda ... - Ebah
www.ebah.com.br/content/ABAAAAecgAE/moda-contracultura-relacao-paradoxal1

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Verificou-se que os estilos de vestimentas antimodas (como os hippies e punks) nascidos respectivamente nos anos 60 e 70, tornaram-se alvo da indústria cultural, que os reproduziram como novos e simples “produtos culturais”, processo sintomático dos procedimentos do mercado da moda que, através de vitrines, publicidade etc., parecem oferecer uma gama de mercadorias correspondentes aos estilos e gostos de indivíduos singulares e particulares.
Diante disso, todos os movimentos de caráter subversivo que emergiram em meados dos anos 60 – em particular o movimento hippie -, foram apropriados pelos meios de produção, de comunicação e por seus agentes, e transformados em simples objetos de consumo.
...
Para toda uma faixa da juventude dos anos 60, a rejeição tanto das convenções burguesas como da sociedade industrial moderna traduziu-se numa recusa ostensiva em relação a qualquer moda. Porém, essa recusa não considerou a força do capital, força essa que transformou toda e qualquer forma de manifestação numa mera mercadoria repleta de valor “cultural”. Assim, constata-se que as “inovações” dos grupos jovens urbanos possuem características comuns: no princípio, surgem como verdadeiros movimentos de estilos ou anti-estilos, propondo uma panóplia quase sempre acompanhada de uma visão de mundo e uma estética própria, que se manifesta por várias formas de expressão, como fanzines, músicas, ídolos etc. Em contraponto, o crescimento desses movimentos, no começo restrito a um grupo de iniciados, acarreta sua própria morte: acabam sendo assimilados pelos meios de comunicação de massa (ALÁRIO, 2001). Suas propostas são diluídas e reinterpretadas pelos mecanismos da indústria da moda, da indústria cultural e da produção de mercadorias, a fim de gerar um aumento do consumo de acordo com a lógica do mercado.
...
Referências
ADORNO, Theodor W; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1991
LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 1989

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAecgAE/moda-contracultura-relacao-paradoxal1

 

Contracultura e Pop Art nos EUA e no Brasil | Antonio Henriques
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A contracultura nasce, em primeira instância, da constatação da dinamicidade histórica da cultura que, por ser mutável e criação constante e livre, admite uma ...

 

O legado da contracultura - Nonada
www.nonada.com.br/2014/11/o-legado-da-contracultura/

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14/11/2014 - A revolução proposta pela contracultura é de uma abrangência que vai do molecular ao social, do psicológico ao ambiental. Não é a ...

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Serigrafia de Hélio Oiticica

O Nonada – Jornalismo Travessia é um coletivo de jornalismo cultural e alternativo de Porto Alegre/RS. Desde 2010, procura relacionar as diversas formas de expressão artística com temas relativos aos direitos humanos.

por Leo Felipe

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Não é a revolução vinda da classe proletária, são os filhos burgueses da tecnocracia que se rebelam questionando um modelo desenvolvimentista de progresso que nos desconecta da natureza e do ser. Num contraditório jogo de forças, a transgressão da contracultura não está imune a cooptação, assimilação ou diluição, já que sempre fará parte da cultura contra a qual tentar insurgir-se. O termo foi cunhado, em 1969, pelo sociólogo Theodore Roszak para tratar daquela grande convulsão social que varreu o Ocidente na década de 1960, pondo em xeque todo tipo de autoridade.
Do gás lacrimogêneo às utopias libertárias, muitas delas incorporadas por nossas instituições em menor ou maior grau (ainda que com a reação raivosa dos conservadores), pautas progressistas como os direitos LGBT, as questões ambientais, o combate ao racismo, a legalização da maconha, as práticas alimentares vegetarianas, o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, além de seu produto mais popular, os hippies: a contracultura nos deixou um enorme legado. Deixou também uma estética e uma retórica notadas nas roupas e no linguajar dos hippies; nas faixas e cartazes dos protestos contra a Guerra do Vietnã; nos grafitti nos muros de Paris; na música tocada nos festivais de Woodstock e Altamont; no design gráfico de publicações underground como International Times, Oz e San Francisco Oracle.
A contracultura nos ensinou como criar sistemas alternativos de circulação e difusão da informação: imprensa alternativa, arte postal, os fanzines, modelos que sugerem que para combater o inimigo é preciso aprender a usar suas armas. “A informação quer ser livre”, o aforismo hacker do escritor Stewart Brand (postulado lá por 68, claro), se torna um axioma para o século digital, a despeito de todas as tentativas de controle. Não por acaso, um dos grandes heróis da contracultura é o escritor associado à Geração Beat (precursora das inquietações de 68) William Burroughs, o transgressor definitivo, que com a técnica literária do cut-up buscava revelar as estruturas de controle contidas na linguagem.
Huey Newton, fundador e líder dos Panteras NegrasHuey Newton, fundador e líder dos Panteras Negras
Outras figuras heróicas: John Lennon, os Beatles e tantos outros ídolos do rock (“desinibidor das energias eróticas”, o rock é a principal expressão artística do movimento); Huey Newton, Bobby Seale, Eldridge Cleaver e os demais Black Panthers; ativistas radicais como John Sinclair, Abbie Hoffman e Jerry Rubin (que, provando a fragilidade com que a contracultura pode ser cooptada, virou yuppie na década de 80); o apóstolo do LSD Timothy Leary; o poeta Allen Ginsberg; a feminista Angela Davis; o escritor Ken Kesey; o jornalista gonzo Hunter Thompson; os filósofos Herbet Marcuse, Alan Watts, Norman O. Brown e Marshall McLuhan; o “motorista” Neal Cassady; os coletivos Diggers (São Francisco), Provos (Amsterdã); Exploding Galaxy (Londres), Motherfuckers (Nova York). E não podemos deixar de citar o assassino Charles Manson, personificação das possibilidades sinistras que repousam nas alucinações do sonho hippie.
A contracultura também rendeu frutos tropicais. No Brasil, ela ganhou nomes particulares. A superação do bode pós-AI-5, quando jovens engajados na luta armada começaram a ser mortos e torturados pelos militares, ficou conhecida como desbunde, um tipo de escapismo que celebrava o sexo livre, o ócio e o uso de drogas, política dimensionada no tamanho do corpo e das relações pessoais. Ignorados à direita e rechaçados à esquerda, os desbundados tinham como guru Luiz Carlos Maciel. Sua coluna Underground, no Pasquim, explicou a subcultura hippie para os brasileiros. Segundo Maciel, o objetivo da contracultura seria a própria expansão da consciência, inglória tarefa para os que a realizavam em um regime tão fechado quanto uma ditadura militar. Outro termo associado é marginália, a cultura marginal ramificada na música, na poesia e no cinema, um movimento que zombava da caretice oficial, celebrando a malandragem e a transgressão.
A banalizada frase “Seja marginal, seja herói”, de Hélio Oiticica, resume aquele momento de violência e repressão, comentando da urgência de desafiar a lei e cair fora do sistema. Além dele, Caetano, Gil, Mautner, Neville D’Almeida, Sganzerla, Júlio Bressane, Torquato, Wally, Rogério Duarte, os Novos Baianos, Secos & Molhados e a musa baiana das dunas cariocas Gal Gosta são outros ícones deste momento pós-tropicalista (a predominância de figuras masculinas na mitologia da contracultura sugere que as questões de gênero não estavam entre suas reivindicações principais).
Revista Navilouca estará em exposição na galeria EcartaRevista Navilouca estará em exposição na galeria Ecarta
O campo das artes visuais não ficou imune a estas vibrações. Um firme e vibrante NÃO, exposição coletiva que a Galeria Ecarta receberá entre 02 de dezembro de 2014 e 31 de janeiro de 2015, vai apresentar o recorte de uma produção animada pelos incêndios de 68. Obras de artistas de distintas gerações e procedências, realizadas a partir da década de 1970, muitas delas de natureza gráfica, como publicações, pôsteres e arte postal. Trabalhos que discutem o problema da circulação, da censura e da inserção nos circuitos; que questionam e zombam do poder; denunciam o racismo, o machismo e a violência de Estado; celebram o corpo e o sexo, mas eventualmente também comentam dos processos de assimilação e cooptação dos ideais revolucionários.

 

O ciberespaço como lugar de contracultura
ri.ufmt.br/handle/1/122

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de CG Fronza - ‎2014 - ‎Artigos relacionados
Título: O ciberespaço como lugar de contracultura. Autor(es):, Fronza, Cristiane Guse. Orientador(a):, Fernandez, Andréa Ferraz. Membro da Banca: Fernandez, ...

 

 

 

 

SUPLEMENTO DE NOTAS PARA POSSÍVEL APROFUNDAMENTO DAS QUESTÕES

Caixa de texto: Henry David Thoreau, século XIX, amigo de Emerson, filosofia transcendental norte-americana, tido como o avô dos hippies, citado por Gandhi em Correspondência com Lev Tolstoi, q os dois levaram por algum tempo





Theodore Roszak, autor de The Making of a Counter Culture, cunhou  termo

A contracultura – Brasil, Petrópolis, ed. Vozes, 1972

http://www.telegraph.co.uk/news/obituaries/culture-obituaries/books-obituaries/8650652/Theodore-Roszak.html

Theodore Roszak - Telegraph 
www.telegraph.co.uk › ... › Culture Obituaries › Books Obituaries

Traduzir esta página 
20/07/2011 - Theodore Roszak, who has died aged 77, coined the word "counterculture" to define the youthful rebellions of the late 1960s and made it a ...

 

The Making of a Counter Culture - Wikipedia
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Making_of_a_Counter_Culture

The Making of a Counter Culture: Reflections on the Technocratic Society and Its Youthful Opposition is a work of non-fiction by Theodore Roszak originally 

 

Caixa de texto: YIPPIIE!

 

 

 

 

 


 



No One Was Killed: The Democratic National Convention, August 1968
https://books.google.it/books?isbn=0226740781 - Traduci questa pagina
John Schultz - 2009 - ‎Anteprima
The result, No One Was Killed, is his account of the contradictions and chaos of convention week, the adrenalin, the sense of drama and history, and how the mainstream press was getting it all wrong.
The strategy of confrontation: Chicago and the Democratic National ...
https://books.google.it/books?id=HoU8AAAAIAAJ - Traduci questa pagina
Chicago (Ill.). Dept. of Law, ‎Raymond F. Simon - 1968 - ‎Visualizzazione snippet - ‎Altre edizioni
Chicago '68
https://books.google.it/books?isbn=0226237990 - Traduci questa pagina
David Farber - 1994 - ‎Anteprima - ‎Altre edizioni
By drawing on a wide range of sources, Farber tells and retells the story of the protests in three different voices, from the perspectives of the major protagonists—the Yippies, the National Mobilization to End the War, and Mayor Richard ...
Rights in conflict; convention week in Chicago, August, 25-29, 1968: ...

https://encrypted.google.com/books?id=f8o6AAAAMAAJ&printsec=frontcover&img=1&h=80&w=51&zoom=5



 

 


The Psychedelic Review – um dos primeiros e mais lídimos exemplos de editoria alternativa da ‟Nação de Woodstock“, criada em Los Angeles

The Psychedelic Review Archives 1963-1971 - MAPS ...
www.maps.org/index.php?option=com_content&view...

Traduci questa pagina
Founded in 1986, the Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) is a 501(c)(3) non-profit research and educational organization that develops medical, legal, and cultural contexts for people to benefit from the careful uses of ...
Tutti i ris. per psychedelic review »

Psychedelic Review Archives 1963-1971


Psychedelic Review - Issue 1Psychedelic Review, Vol. I, No. 1, June 1963    (complete pdf)

Editorial

Statement of Purpose

"Can This Drug Enlarge Man's Mind?", Gerald Heard

The Subjective After-Effects of Psychedelic Experiences: A Summary of Four Recent Questionnaire Studies, Editors

"The Hallucinogenic Fungi of Mexico: An Inquiry into the Origins of the Religious Idea Among Primitive Peoples", R. Gordon Wasson

"A Touchstone for Courage", Plato

"Provoked Life: An Essay on the Anthropology of the Ego", Gottfried Benn

"The Individual as Man/World", Alan W. Watts

"Annihilating Illumination", George Andrews

"The Pharmacology of Psychedelic Drugs", Ralph Metzner

Notes on Contributors

 

Psychedelic Review - Issue 2Psychedelic Review, Vol I, No. 2, Fall 1963    (complete pdf)

Contents

Editorial

"Psychosis 'Experimental' and Real", Joe K. Adams

"Botanical Sources of the New World Narcotics", Richard Evans Schultes

"Hermann Hesse: Poet of the Interior Journey", Timothy Leary & Ralph Metzner

"Psychometabolism", Sir Julian Huxley

"The Treatment of Alcoholism with Psychedelic Drugs", Editors

Some Comments Concerning Dosage Levels of Psychedelic Compounds for Psychotherapeutic Experiences, Gary M. Fisher

Four Psilocybin Experiences, Frederick Swain, et al.

"The God in the Flowerpot", Mary Barnard

Book Reviews

 

Statement of Purpose

 

Contributors

 

 

Psychedelic Review - Issue 3Psychedelic Review, Vol I, No. 3, 1964 -- Aldous Huxley Memorial Issue    (complete pdf)

Contents

Editorials

"A Tribute to Aldous Huxley", Gerald Heard

"A Tribute to Aldous Huxley", Huston Smith

Some Remembrances of Aldous Huxley", Alan Watts

"The Last Message of Aldous Huxley", Timothy Leary

Notes of the Present Status of Ololiuqui and the Other Hallucinogenics of Mexico, R. Gordon Wasson

The Active Principles of the Seeds of Rivea Corymbosa and Ipomoea Violacea", Albert Hofmann

"A Uterine Stimulant Effect of Extracts of Morning Glory Seeds",
Ara H. Der Marderosian, Anthony M. Guarino, John J. De Feo and Heber W. Youngken, Jr.

"The Religious Experience: Its Production and Interpretation", Timothy Leary

Poem from the Maximus Poems, Charles Olson

Communications: An Open Letter to Mr. Joe K. Adams , Lynn Sagan

Book Reviews

 

Psychedelic Review - Issue 4Psychedelic Review, Vol. I, No. 4, 1964    (complete pdf)

Contents

Editorial

Publisher's statement

Psychedelics and the Law: A Prelude in Question Marks, Roy C. Bates

The Regulation of Psychedelic Drugs, Robert H. Barrigar

LSD and Psychotherapy: A Bibliography of the English-Language Literature, Sanford. M. Unger

The Treatment of Frigidity with LSD and Ritalin, Thomas M. Ling & John Buckman

Shouted from the Housetops: A Peyote Awakening, Joyce James

Notes on Contributors

Books Received

Book Reviews

Contents of Vol. I, 1963-4

 

Psychedelic Review - Issue 5Psychedelic Review, No. 5, 1965    (complete pdf)

Contents

Our Second Year

The Relation of Expectation and Mood to Psilocybin Reactions: A Questionnaire Study,
Ralph Metzner, George Litwin & Gunther M. Well

Two Psychedelic Experiences: A Fundamental Experiment, Rene Daumal

A Suggestion About Mysticism, William James

Psychedelic Metaphysics, David Drake

Zen Buddhism: A Psychological Review, Edward W. Maupin

Review Essays

All and Everything by G.I. Gundjieff, Terry Winter Owens & Suzanne D. Smith

Rebirth Without Fear: The Psychedelic Experience by Timothy Leary, Ralph Metzner, & Richard Alpert, Gerald Heard

Books Received

Book Reviews

Notes on Contributors

 

Psychedelic Review - Issue 6Psychedelic Review, No. 6, 1965    (complete pdf)

Contents

Editorial

Transcendental Experience in Relation to Religion and Psychosis, R.D. Laing

Hallucinogenic Drugs: A Perspective with Special Reference to Peyote and Cannabis, William H. McGlothlin

Ayahuasca Drinkers among the Chama Indians of Northeast Peru, Heinz Kusel

Daru and Bhang: Cultural factors in the choice of intoxicant, G.M. Carstains

Experiment Five, Henri Michaux

Second Epistle to the Romans, Wilson Van Dusen

Review Essay: Meetings with Remarkable Men, Terry Winter Owens

Four Poems, Ben Goldstein

Book Reviews

Books Received

To the Editors

Notes on Contributors

 

Psychedelic Review - Issue 7Psychedelic Review, No. 7, 1965    (complete pdf)

Editorial

Two New Laws Relating to Psychedelics

Five Psychedelic Prayers Adapted from the Tao Te Ching, Timothy Leary

The Influence of Sound Phenomena on Human Consciousness, Alain Danieleu

A High Yogic Experience Achieved with Mescaline, John Blofeld

Moire Patterns and Visual Hallucinations, Gerald Osler

Mechanisms of Hallucinations, Heinrich Kluver

The Experiential Typewriter, Timothy Leary

What is Schizophrenia?, Abram Hoffer and Humphry Osmond

Book Reviews

Books Received

Correspondence

Notes on Contributors/Reviewers

 

Psychedelic Review - Issue 8Psychedelic Review, No. 8, 1966    (complete pdf)

Contents

Editorial

Two Cases of Altered Consciousness with Amnesia Apparently Telepathically Induced, Margaret A. Paul

The Second Fine Art: Neo-Symbolic Communication of Experience, Timothy Leary

Aspects of Biochemical Pharmacology of Psychotropic Drugs, Daniel X. Freedman

Mystical States and the Concept of Regression, Raymond Prince & Charles Savage

Discussion of Paper by Prince and Savage, Walter H. Clare

Programmed Communication During Experience with DMT, Timothy Leary

Psychedelic Research in the Context of Contemporary Psychology, Robert E. Mogar

Some Observations on the Resistance to the Use of LSD in Psychotherapy, Harold R. Stern

Seeds of Glory, Robert Wolff

Synchronicity and the Plot/Plot, Arthur Kleps

Sky Taste Alive Inside, George Andrews

Book Reviews

Notes on Contributors

 

Psychedelic Review, No. 9, 1967    (complete pdf)

Psychedelic Review - Issue 9

 

Contents

Editorial

On Programming Psychedelic Experiences, Ralph Metzner & Timothy Leary

The Native American Church Meeting, Stewart Brand

LSD and Chromosomes, Alfred M. Prince

Seven Drawings, Isaac Abrams

Some Consequences of the LSD Revolution, Walter L. Schneider

Homage to the Awe-full Seer, Timothy Leary

Notes on Soma, Sampurnanand

Marihuana and the New American Hedonism, John N. Bleibtreu

Notes on Current Psychedelic Research, Ralph Metzner

Letter to the Editor

Book Reviews

Notes on Contributors

 

Psychedelic Review - Issue 10Psychedelic Review, No. 10, 1969    (complete pdf)

 

(Cover)

Contents

Editorial

The Use of Psychedelic Agents with Autistic Schizophrenic Children, Robert E. Mogar & Robert W. Aldrich

Pseudo-Narcosis, Inca Mandala

Lonelinesss, Gary M. Fisher

LSD and Sexuality, Richard Alpert

Orpheus and Eurydice, John Esam

The Effects of Consciousness-Expanding Drugs on Prisoner Rehabilitation, Timothy Leary

Lines Written on Reading Father Teilhard De Chardin, Paul S. Frey

LSD, Chromosomes and Sensationalism, Joel Fort & Ralph Metzner

Honghi, Meester?, Nat Finkelstein

Gates of Eden, Harold Massoon

Notes on Current Research, Ralph Metzner

Letter to the Editor

Psychedelic Review - Issue 9Book Reviews and Notes

 

Psychedelic Review, No. 11, Winter 1970/71    (complete pdf)

Contents

Editorial

The Psychedelic Mystical Experience in the Human Encounter with Death, Walter N. Pahnke

The Radicalization of Timothy Leary

Introduction, Robert Mogar

The Third Bardo, Timothy Leary

The Second Bardo, Joseph Rhine and Gerald Pearlman

The First Bardo, Baba Ram Dass and Gerald Pearlman

The Art of Leo Conklin

The Sociology of the Now, Ira Einhorn

Hallucinations as the World of Spirits, Wilson Van Dusen

Cannabis as a Treatment for Alcoholism, Tod H. Mikuriya

Book Reviews

Books Received

News and Notes

Notes on Contributors

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https://meaningness.com/counterculture-definition
David Chapman hypertext book (in progress) 2010-2017




  




 

  • Monism seeks to deny, dissolve, or weaken boundaries and distinctions. (Holism is nearly the same thing as monism.) It seeks to discover and strengthen connections.
  • Dualism seeks to fixate, establish, or strengthen boundaries and distinctions. (Holiness is all about sharpening the difference between the sacred or Godly and the profane or sinful.) It seeks to sever connections that cross apparent boundaries.

Monism and dualism are both wrong, and both harmful. Every boundary is always both patterned and nebulous. Boundaries are not, cannot be, and should not be, either non-existent nor perfectly sharp. Severe problems, including our current culture war, follow from trying to eliminate or absolutize them. An understanding of participation, the stance that the resolves the monism/dualism confusion, may help resolve these conflicts.
This page explains what made the “hippie” counterculture monist, first; and then what made the “Moral Majority” counterculture dualist. We’ll see also that the monist counterculture had some dualist elements; and that the dualist counterculture tacitly accepted some “hippie” monist boundary-blurrings.
...

How the monist counterculture was monist

The specific contents of the monist counterculture—from recycling to Vietnam war protests—are familiar. Less obvious is the general pattern: that the specifics reflect the monist stance. It attempted to dissolve many particular boundaries, on the theory that they were illegitimate, alienating, and needlessly limiting. I’ll discuss these boundary erasures here only briefly. Some I’ve explained earlier in the book; many, I’ll return to in greater detail later.
Psychedelic drugs were a cornerstone of the counterculture; boundary-blurring is one of their major effects. They can give a sense of ultimate, cosmic unity—the supposed accomplishment of the monist stance. Short of that, they often melt distinctions of all sorts. It’s common, for instance, to have experiences of the commonality of all people, of humans with other creatures, and of the animate and inanimate.
Ecology—a new science—revealed that all life is connected in an intricate web of mutual dependencies. A cultural and political movement based on it began with Rachel Carson’s Silent Spring in 1962. Taking the unification of concerns a step further, countercultural theorist Theodore Roszak promoted “ecopsychology,” collapsing the distinctions among the natural, political, psychological, and spiritual worlds.
When you have experienced your intimate sameness with a tree, it is hard to take seriously human categories such as religions, nations, and races. The political universalism of the counterculture—the civil rights movement, the anti-war movement, feminism—was based in this monist conception of human commonality.
The feminist slogan “the personal is political” expressed the essence of monist politics. The private/public boundary, a foundational principle for Victorian systematicity, disintegrated. The distinction between ethics (“ought” in the personal realm) and politics (“ought” in the public realm) collapsed. This collapse caused the culture war we’ve been cursed with since, so I devote a full page to it later.
Blurring the self/other distinction also contributed to the collapse of the boundary between psychology and religion (or “spirituality”). Monist religion holds that one’s True Self is the same as God, and the entire universe. Thus, exploration of one’s personal psychology gives direct insight into the most profound metaphysical questions. Monism erased the boundary between sacred and profane matters; nothing was any longer outside the purview of spiritual concern.
Since the personal was now both political and spiritual, the distinction between religion and politics also collapsed. Demands for political change were considered not merely a matter of one social group promoting its material interests against others, but to reflect Ultimate Truth as given by the monist eternal ordering principle.
The “sexual revolution” dissolved the sexual boundary of marriage, and eliminated most distinctions between “morally” acceptable and unacceptable sexual acts. The sexual revolution also reflected a collapse of the division between private and public morality. Privately, sexual mores had been loosening for half a century. A considerable gap had opened between what people did in their bedrooms and what they said in public. This was one of the most obvious forms of the 1950s moral hypocrisy that motivated the counterculture. To a significant extent, the sexual revolution merely allowed everyone to acknowledge what many had already been doing.
Feminism broke down boundaries between male and female social, sexual, and family roles.
The nuclear family home—a mainly Victorian middle-class invention—had long been found restrictive and isolating by many. The monist counterculture advocated replacing it with communes, collectives, and intentional communities: social structures that emphasize connections across biological families, and that break down the private/public boundary.

How the monist counterculture was dualist

Monism and dualism contain each other, and each turns into the other near boundaries. Monism—the denial of all boundaries—nevertheless draws an absolute boundary between itself and dualism. It rejects dualism as an absolutely unacceptable evil. It seeks to destroy dualism; or, failing that, to purify itself of any dualistic tendencies.
The monist counterculture went out of its way to shock, aggravate, and alienate “squares,” i.e. dualists. The point was to harden the distinction between monists and dualists. As Ken Kesey put it, “Either you are on the bus, or you are off the bus.” “On the bus” came to mean “monist”—and either you rode monism all the way, or you were off the bus and left behind.
Hippies were a tiny subculture in 1964, the year of the Further bus trip. Requiring intense commitment, and some hostility to outsiders, are necessary for maintaining the integrity of a subculture—as we’ll see later. Kesey’s attitude was sensible then.
Subcultural hippiedom formed the core of the monist counterculture (together with Berkeley student radicalism). As a local subculture of dozens scaled up into a global counterculture of tens of millions, “either you are on or you are off” became the recipe for the culture war that still plagues us.

How the dualist counterculture was dualist

The dualist counterculture was a mirror image of the monist one: the same shape, with many aspects flipped left-to-right, and others left intact.1
The creators of the dualist counterculture presented it largely as a reaction to the monist one. In their view, the monist counterculture had wrongly blurred numerous boundaries. Those therefore needed sharpening—the essence of dualism.
As a point-by-point opposition to the monist program, the dualist “counter-counterculture” necessarily took on its opponent’s structure. We could go through all the boundaries I listed above as denied by the monist counterculture, and we’d find that most were fixated by the dualist one. For example, dualists promoted:

  • man’s dominion over nature
  • submission to the Creator
  • and to legitimate secular authority
  • nationalism
  • racial segregation
  • distinct gender roles
  • the sanctity of marriage versus the sinfulness of non-marital sex
  • human rights starting from the instant of conception, not gradually over months

All this is familiar territory. I want only to point out that the unifying feature of these positions is that they draw hard boundaries.
The dualist counterculture also claimed to want to restore “traditional values.” It was never clear which era it proposed to return to; in fact, it wanted to “restore” a romanticized, mythical past in which the systematic mode actually worked. But to the extent that the systematic mode did work—in the 1850s or 1950s—it was partly on the basis of dualism. Taking those eras as ideals naturally also led to dualism.
So, for reasons of both reaction and nostalgia, insistence on boundaries is the common feature throughout the explicit “values agenda” of the dualist counterculture.

How the dualist counterculture was monist

Although the Religious Right presented itself as a point-by-point repudiation, it adopted much of the structure, strategy, tactics, and conceptual framework of the monist counterculture.2 Several factors forced this similarity:

  • It implicitly adopted some monist principles
  • It deliberately imitated the monist counterculture
  • Surprisingly many leftist hippies later became Evangelical rightists
  • Both were responses to the same failures of the systematic mode
  • Both retained the systematic mode’s commitment to universalism
  • Both borrowed from 1800s Romanticism
  • Monism and dualism both necessarily turn into the other when pressed

As a consequence, the dualist counterculture tacitly accepted and promoted several of the monist counterculture’s erasures of boundaries:

  • between the personal/private and the political/public
  • between ethics, religion, politics, and psychology
  • between religions and sects

The two countercultures were in violent, albeit unstated, agreement on these points. They were also, I believe, disastrously wrong: these boundaries are nebulous but necessary. This shared error explains many of the social, cultural, and psychological problems we face today. I will explain that, bit by bit, throughout “How meaning fell apart.”
Particularly, “Renegotiating self and society” addresses the collapse of the private/public distinction; “The personal is political” the collapse of that boundary; and “Rejecting rationality, reinventing religion, reconfiguring the self” covers the collapse of the distinction between psychology and religion.
The two remaining sections of this page cover the collapse of the boundary between politics and religion, and between ethics and religion, in the dualist counterculture.
...

 

 

 

 

 


Índice onomástico e bibliografia
ver também
http://revoluciomnibus.com/EraUmaVezCINDICE.htm

contracultura / esoterismo
 
Brotherhood of Eternal Love
Congresso sobre Dialética da Libertação, Roundhouse, Londres, 1967
Crowley, Aleister
Free Speech Movement
Gurdjieff, George Ivanovitch
Hoffman, Abbie, Woodstock  Nation

Krassner, Paul

Manson, Charles
Merry Pranksters
Rubin, Jerry

Sinclair, John

Sirius, R.U.
Students for a Democratic Society (SDS)
Weathermen
Weatherwomen
White Panther Party
Yippie (Youth International Party)    
 
androginia e transsexualismo
Darling, Candy
astrologia
ecologia

Hell’s Angels

hippies   
índios Bury My Heart At Wounded Knee, de Dee Brown; comanche; ianomami; kiwoa; navajo; Villas Boas, irmãos; Waiãpi
ioga
macrobiótica
mods

Nova Era

numerologia
parapsicologia
quiromancia/I Ching/Tarô
rockers
skinheads
telepatia
underground (cena)
xamanismo e mitos pagãos

drogas
 
Aaronson, Bernard, Psychedelics and the Future, com Humphrey Osmond, in Osmond, Humphrey, e Bernard Aaronson, Psychedelics, The Uses and Implications of Hallucinogenic Drugs, Doubleday & Company, Nova York, 1975
Acid Dreams, The Complete Story of LSD: The CIA, The Sixties and Beyond, de Martin A. Lee e Bruce Shlain, Grove Weinfield, Nova York, 1985
Alpert, Richard, Request for a Public Hearing, in LSD, Richard Alpert e Cohen, Sidney,  The New American Library, Nova York, 1966
Barron, Frank
Bylinsky, Gene, As Drogas do Futuro, condensado de Omni, 1978, in Propaganda nº 7, Porto, janeiro 1979
Cohen, Sidney
Fontes, Luís Torres, com João Carvalho, Uma Breve História da Cannabis em Portugal, in Jack Herer, O Rei Vai Nu, Via Óptima, Porto, 2ª edição, aumentada, 2003
Haining, Peter, ed., The Walls of Illusion – A Psychedelic Retro
Herer, Jack, O Rei Vai Nu – O Cânhamo e a Conspiração Contra a Marijuana, Via Óptima, Porto, 2ª edição, aumentada, 2003
Heims, Roger
Hofmann, Albert,  LSD: My Problem Child, McGraw-Hill, Nova York, 1980
Holligshead, Michael
Hubbard, Alfred M.
Hunter, Robert, The Storming of the Mind, McClelland and Stewart Ltd, Nova York, 1971
Janiger, Oscar
Leary, Timothy, The Psychedelic Experience, c/ Ralph Metzner, Exopsychology, InfopsychologyFlashbacks -  A Personal and Cultural History of An Era, An Autobiography, Jeremy P. Tarcher, Los Angeles, 1984  
Lilly, John C., O Cientista – Uma Autobiografia Metafísica, Via Óptima, Porto, 1998
Mantegazza, Paolo
Maslow, Abraham
Metzner, Ralph, The Psychedelic Experience, c/ Timothy Leary, e de Ralph Metzner, Molecular Mysticism: The Role of Psychoactive Substance in the Transformation of Consciousness, in The Gateway to Inner Space, ed. Christian Rätsch, Prism Press, Dorset, 1989
Morrison, Leslie, A Indústria da Droga, 1978, condensado de High Times, 1978, in  Propaganda, nº 8, Porto, fevereiro 1979
Mousseau, Jacques, Crowley: O Homem Mais Perverso do Século, condensado de Planète, 1964, in Propaganda nº 1, Porto, abril 1978
Osmond, Humphrey, Psychedelics and the Future, com Aaronson, Bernard, in Psychedelics, The Uses and Implications of Hallucinogenic Drugs, Doubleday & Company, Nova York, 1975, e de Osmond, Humphrey, A Review of the Clinical Effects of Psychotomimetics Agents, in Annals of the New York Academy of Science, Nova York,  1957
Owsley, Augustus, III
Pagès, Frédéric, Descartes e a Maconha (Descartes et la Cannabis), Pazulin, São Paulo, 1999
Plant, Sadie, Writing on Drugs, Faber and Faber, Londres, 1999
Priestley, John,
Psychedelic Drugs Reconsidered, de Lester Grinspun e James B. Bakalar,  Basic Books, Nova York, 1989
Psychedelic Review
Sand, Nicholas
Scully, Tim
Smith, Huston, Cleansing The Doors of Perception – The Religious of Entheogenics Plants and Chemicals;Do Drugs Have Religious Import?, in The Journal of Philosophy,  Vol. LXI, Nº 18, (?), setembro 1964
Smythies, John
Stevens, Jay, Storming Heaven: LSD and the American Dream
Stoll, Werner
Tymoczko, Dmitri, O Filósofo do Óxido Nitroso, pub. orig. The Atlantic Monthly, in Mais!, Folha de São Paulo, São Paulo,outubro 1996
Wasson, Gordon
Weil, Andrew T., The Strange Case of the Harvard Drug Scandal, Look, Nova York,  novembro 1963
 
álcool (alcoolismo)
anfetamina (uppers, speed) metadrina
barbitúricos, soníferos, soporíferos (downers, drufos)
beladona
cannabis sativa L ou cannabis indica (marijuana, boi, ganja, haxixe, kashmir, kif,  liamba, maconha, pólen de haxixe)
carbogênio
cocaína (coca)
cogumelos, psilocina, psilocibina
crack  
datura
DMT
ergine
éter
fenciclidina
heroína (heroa, cavalo), ópio, opiácios    
ipomeia
láudano
LSD (ácido, ácido lisérgico, acê, AC, trip) 
mandrágora
MDMA MetilenoDióxidoMetaAnfetamina
mescalina ( peiote)
óxido nitroso
psilocibina
soma
yagé (ayahuasca)
tráfico, legislação, drogas leves ou suaves (soft drugs), drogas duras ou pesadas (hard drugs)

 

Maciel, Luís Carlos, Nova Consciência – jornalismo contracultural – 1970/72, Eldorado, Rio de Janeiro, 1973
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Tropicália

ver também

MÚSICA DO BRASIL DE CABO A RABO
         fontes bibliográficas e obras de consulta
    ciberzine http://revoluciomnibus.com/LOGO.jpg& narrativas de james anhanguera
http://revoluciomnibus.com/Música%20do%20BR%20I%20Indice%20H.htm

A Divina Comédia dos Mutantes – Carlos CaladoSão Paulo, Editora 34, 1994
Anos 70 Novos e Baianos – Luiz Galvão, São Paulo, Editora 34, 1997
Balanço da Bossa & Outras Bossas Augusto de Campos, São Paulo, Editora Perspectiva, 5ª ed., 1993
Balanço da Bossa Nova – Júlio Medaglia in Balanço da Bossa & Outras Bossas – Augusto de Campos, São Paulo, Editora Perspectiva, 5ª ed., 1993
Caetano Veloso – Esse Cara – Héber Fonseca, Rio de Janeiro, Editora Revan
Caetano – Por Que Não? – Gilda Korff Diegues e Ivo Lucchesi, Rio de Janeiro, Editora Leviatã Publicações, 1996
Caetano Veloso – Un Cantautore Contromano – Marco Molendini, Roma, Stampa Alternativa, 1994
Corações Futuristas – notas sobre música popular brasileiraJames Anhanguera , Lisboa, A Regra do Jogo, Edições, 1978
Contracomunicação – Décio Pignatari , São Paulo, Editora Perspectiva, 1971
De Como a MPB Perdeu a Direção e Continuou na Vanguarda –Gilberto Mendes, in Balanço da Bossa & Outras Bossas Augusto de Campos, São Paulo, Editora Perspectiva, 5ª ed., 1993
Fragmentos de Brilhante – colagens de belezas & tristezas do Brasil e da MPB – James Anhanguera, Lisboa, edição do autor/Pau Brasil, 1979
Geração em Transe – Memórias do Tempo do Tropicalismo – Luís Carlos Maciel
Música Popular Brasileira José Eduardo Homem de Mello, São Paulo, Editora Melhoramentos/Edusp, 1976
O Palco de Gilberto Gil – A Invenção dos Espaços –   Gilda Korff Diegues e Ivo Lucchesi, Rio de Janeiro, Editora Revan
Os Últimos Dias de Paupéria (Do Lado de Dentro)Torquato Neto, Editora Max Limonad, 2ª ed. revista e ampliada, Rio de Janeiro, 1982
Tropicália – Alegoria, Alegria – Celso Favaretto, São Paulo, Kairos, 1979

Caetano Veloso - textos, notas, estudos de Paulo Franchetti e Alcyr Pécora, Literatura Comentada, Abril Educação, São Paulo, 1981

Gilberto Gil - textos, notas, estudos de Fred de Góes, Literatura Comentada, Abril Educação, São Paulo, 1982

 

 

 

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