revoluciomnibus.com

série negra

 

 

Notícias do Tiroteio

  ontem hoje e sempre

 

 

 

     do zinco à alvenaria 

  da malandragem à safadeza 

                   ÓPERA DO MALANDRO

& à fuzilaria das cidadelas 

  do “crime organizado”

   Rio, 5, 565... mil vezes favela

    ERA UMA VEZ A DELICADEZA

 

     da mineira à milícia 

    ... facções arrastões bondes motoristas de

          vans milícias... e depois?

 

 

     ciberzine & narrativas de james anhanguera

 

 

leia

Notícias do Tiroteio

   ontem hoje e sempre   em

     trechos de

      a ESTreLa SoBE

   de MÚSICA DO BRASIL DE CABO A RABO       

 

           de

Deus e o Diabo G Tristeresina Lula.htm

 

-   

  Das Drogas e Prisões

 

  Breve História (do Uso) das Drogas 

da Antiguidade a Aldous Huxley

seguida de Breve História (do Uso) das Drogas de Aldous Huxley aos nossos dias

ulho de 1993)

     

Notícias do Tiroteio

 

ReVisão do Paraíso

Jobiniana - Era Uma Vez Uma Cidade

 

Rio, 526 Vezes Favela

 

Notícias do Tirocínio

 

Os manu vão mi pegá, meu

Diário de bordo do acuado na Boca do Lobo

 

Subúrbia, Miséria & Sangue

 

A guerra dos branco e dos preto

 

 

  

            James Anhanguera

 Rio de Janeiro, Bagdá, 2004

 

Paupéria: uma região de parcas pecúnias de Pindorama, isto é, a terra das jussaras, das íris, das pupunhas, dos licures e dos babaçus.

                        Paupéria: miserabilismo terceiro-mundista. Pindaíba. (O Terceiro Mundo, essa cilada conceitual.)

                        Paupéria: inversão cinza e sistemática do baudelairiano convite à viagem: onde tudo não é senão desordem, feiúra, pobreza, inquietação e antivolúpia: tristeresina total.

                                                               Waly Salomão – Cave, canem, cuidado com o cão

 

como se vive em regime de guerra não declarada     sem paralelo no mundo

como numa guerra tribal – e sem dúvida entre (novas) tribos sociais    numa sociedade que vive um apartheid (econômico) não declarado

‘escravos da miséria’ – Joaquim Nabuco

não é como Bombaim, na India, onde nas proximidades se trava guerra plurissecular de raça e religião

ou N.Y.  ou L.A.

 

centrar no argumento básico de que há uma guerra em curso e é derivada de uma lei burra e hipócrita: a das drogas, talvez a questão básica, porque os morros

questão das drogas que ao que se diz está na origem disso tudo – e está mesmo?

Narcotráfico: 1) tabu  2) bode expiatório  3)  cinismo/hipocrisia

 

            Há uma guerra em curso de que normalmente não se fala como tal ou quando se fala é como metáfora: uma guerra civil não declarada.

            Mas dezenas de pessoas morrem por dia nessa guerra, vítimas de uma bala perdida, de um confronto com a polícia, num assalto ou num ajuste de contas do tráfico de drogas. Não existem estatísticas fidedignas.  Quantos cadáveres não passam sequer pelo IML. E do Vietnam ao Iraque todos os conflitos armados do mundo são lembrados.

Colômbia – narcotráfico

            O tráfico de drogas é hoje o fenômeno mais visível.

            Há uma guerra não declarada em curso. Correspondente que chega deve estar preparado para atuar em zona conflagrada, de conflito.

            Não há notícia sequer de ferimento em correspondente. De jornalista nacional, sim, um morto. Mas de correspondente era o que faltava. A grita era geral. Acabava-se de vez com esse estado de coisas?

            O clima de guerra, cimentado no que os sociólogos tupiniquins chamam de caldo de cultura do escravagismo, instaurou-se definitivamente justo nos anos de maiores expectativas positivas, na Nova República, que como tudo ao longo da história do país foi no entanto o ninho de mais um arranjo da chamada elite e malogrou todas elas – mais uma vez evitando uma fratura/ruptura e dinamitando na origem qualquer projeto de mudança de paradigma, como por exemplo o do brizolismo, atacado à nascença, no próprio dia da primeira eleição de Leonel Brizola em 20 anos. Diz-se que a ditadura terá durado mais para evitar que ele chegasse ao poder. Mas o problema não seria só um nome.

 

            Quilos de papel sobre o assunto – serão uns 30 só de recortes? uns 6000 recortes, uns dois por dia – de 12 jornais e meia dúzia de revistas nacionais e mais uns quantos internacionais reunidos na década de recrudescimento da guerra do Rio, 1988-98. Através de programas populares de TV pós-Aqui e Agora, do tipo a vida como ela é, desde os populares programas de rádio sobre crimes, o que mais se discute no Rio e em São Paulo é a violência e o tráfico de drogas.

            Eles são tema ou estão em pano de fundo de cada grama de papel. Mas nunca se diz o óbvio, ou quase: a guerra – verdadeira aberração, que assumiu proporções calamitosas, que perpassa o dia-a-dia do cidadão como um patrimônio genético: o homem foi feito para viver sob tensão, em clima de violência, em estado de guerra.

            A aberração tornou-se a característica básica (não só) do Brasil (mas sendo da dimensão que é...) nos últimos 20 anos de crise permanente, de decréscimo econômico e agravamento – sim – das condições de vida das populações que Claude Lévi-Strauss classificou como miseráveis já na decada de 1930.

            A aberração é secular. – ‘os escravos da miséria’ de Joaquim Nabuco.

            O século XX as acentuou. A república de bananas ou bananão não concretizou o anunciado encontro com o futuro de potência. Com sua vontade de potência. Tudo se tornou aberrante com a maxi-urbanização dos anos 60 em diante..

            Não fixar o homem na terra num país com todas as condições para dar comida a todo mundo  e sendo um dos poucos que não promoveu uma reforma agrária, ainda em regime escravocrata – o que se paga ao trabalhador.

 

            Brasília, um exemplo extremado. Ready made no papel no plano piloto. Candangos calangos nordestinos. Produzir Brasília no meio do cerrado e brasilienses. Ali nunca brotou gente desde os mitológicos brasiliários de C. Lispector.

            Acabada a construção, os candangos foram fazer as próprias casas, cidades-satélites que são a cópia do resto do Brasil.

            Abastardou-se também ela. Ao mesmo tempo, lá longe do clamor das ruas. Vê-se a braços com um destino ingrato: produzir política e corrupção.

 

            De sistema feudal em regime feudal chega-se ao que se chegou. 20 anos de regime militar embrutecedor ajudaram a sepultar os sonhos de futuro,  tudo calcado na truculência das leis escritas ou não escritas e na repressão, na tortura em que se transformaram as salas de interrogatório quando o indivíduo não pode pagar a saída, a propina, a parada, a corrupção.

 

chora todo mundo – quem?  Zélia, no a Escolinha do Professor Raimundo

Lula

                   

                    Rio, 526 Vezes Favela

      TELENOFAVEFUTEBOLIZAÇÃO

 

            Ocorre perguntar se a miséria nos barracos ‘humildes’ de tábuas era menor que a de hoje, quando tudo cresceu em proporção: tanto o número de miseráveis, antes centenas de milhar, hoje na cidade – quantos, entre os habitantes das favelas, tidos como mais de um milhão, a mais uns milhões da periferia não considerada favela mas favelizada, mais as favelas e os seus amontoados de barracos de alvenaria.  Cresce também em escala/dimensão o drama individual e coletivo, a grande maioria das crianças com destino traçado, o exército do tráfico, e escapando dele já é uma sorte. Embora trabalhador braçal-escravizado por salários de miséria, sempre.

            Desde a origem o morro era um gueto onde vige a lei do arbítrio e silêncio. Sempre foi terra sem lei e ordem, ou com as suas leis.

            justiça ali sempre foi feita pelas próprias mãos dos senhores – donos dos barracos, hoje milícias.

Espaço de marginalidade, de confissões quase proibidas, fora das convenções, a África, com as suas tradições e a sua alegria espontânea

embora na miséria

apesar da pobreza

Foram os seus bambas que inventaram o samba e as escolas de samba e o carnaval do Rio como o conhecemos hoje, uma das festas mais famosas do mundo e em que o poder se exerce da mesma forma, truculenta e arbitrária. quem comanda o carnaval para turistas – a anos-luz da espontaneidade até o dia em que proibiram o lança-perfume.

            quem o comanda é o Capitão Guimarães, venerado e venerando ( e ver se por acaso Zuenir Ventura fala nele)

 

            Rio, 526 Vezes Favela

            Emijota, Emijota na Muvuca, Muvuca, Rap

e outro tanto

                Emijota na Muvuca: Muvuca

 

                fora o favelão pegado que é o seu subúrbio e o megafavelão que compõe com a periferia, região metropolitana, Grande Rio, Rio e Baixada Fluminense.

 

                Emijota na Muvuca – as extensões de favela – o  que é ou não favela

                                favela desde Sinfonia do Rio

            a favelização. Tudo favelizado

 

            Rio, 511 favelas em 1994 - fonte IBGE – problemas com estatística. Tornou-se comum ler-se em 1992 (Eco 92)  que Rocinha tinha 300 mil habitantes. Hoje já se fala só em 50 mil. Não importa. O resto tá tudo favelizado.

 

em 35 destas notas relação de assuntos de pesquisa UOL FAVelas

deu 3808n entradas /entries ao pedir favela – do dia até  quando

remoção moradores – laços afetivos

morte Gangan desarticula tráfico

Arafat, da Pedreira e do Muquiço

chacina

 Bagdá

ônibus incendiado

favela Chão de Estrelas – nomes de favelas: Brasília Teimosa

Rádio Favela

o caos social

sequestro

metoodologia IBGE para definir favela: favelak

Cingapuras SP

urbanismo

armas

Adriano: Vila Cruzeira – os fenómenos

 

favela = comunidade = movimento comunitário

associações de moradores – ganham força com abertura – final década de 70

sobre ‘algumas coisas que talvez amanhã tenham desaparecido’  - as favelas Zweig, 156  (ou ReVisão do Paraíso) – excertos

morro: Folhas Secas, N. Cavaquinho e Guilherme de Brito,  Alvorada, Cartola

Ave Maria do Morro, Herivelto Martins

Coraçõs Futuristas – Fragmentos de Brilhante

Rio 5 Vezes Favela – um dos cinco, no morro do Pinto, curta estreia Leon Hirszman

 

            Notícias do Tirocínio

            na mídia

do tirocínio

Agendas desde 1988 e resumée levantamento 1998) e são as  que mais dão brado. Agências de notícias então ficam em cima delas como cães em um osso. No início da Operação Rio, fim de tarde de sexta-feira como  quem não  quer a coisa, arrumando o escritório. Phillip Pons, correspondente do Le Monde, foi desviado de Roma para Tóquio ao  que constou depois  que o primeiro-ministro Bettino Craxi, o Benito, intercedeu para  que assim fosse junto do seu ami Mitterrand. Pons estava a começar a mexer com a colher de pau, hora e vez, para não pegar no fundo da panela, no nascente escândalo de tráfico de armas e drogas e desvios de fundos de emergência para o Terceiro Mundo  que levaram Craxi para Tunes e o ataque cardíaco.

 

            Olhar para o panorama visto do Rio

 

ver cronologia do notciário – o surf ferroviário – de onde nasce – pingentes, de início trabalhadores e crise dos transportes (causas: subvenções rodoviárias a políticos) depois garotada – foi quando se começou a ver os primeiros flashes da miséria

Comando Vermelho, Terceiro Comando, Falange Vermelha

assaltos em profusão

1989: caso Abílio Diniz

1990 – Medina, detalhes sequestro JN

1991/92 – sequestros – Eco 92 – gov Estado eleição TV Globo

1993 – arrastão Operação Rio

      1. 1994                              Operação Rio 2

mais ou menos em 1988, violência atinge patamar atual e entra na rotina

há um paralelo RJ/SP + e em menor proporção outras cidades – e EUA + grandes cidades que Brasil

 

 

                        ReVisão do Paraíso  

Música do BR O a estrela sobe 

é trecho de NT ReVisões do Paraíso

 

o Rio dos viajantes

Brasil, País do Futuro - Stefan Zweig,

A Estrela Sobe - Marques Rebelo,

Tristes Tropiques – C. Lévi-Strauss

Zweig, 156 :  sobre ‘ algumas coisas que talvez amanhã tenham desaparecido’

e de Sergio Buarque de Holanda

para quem não vive numa rua de prédios do centro ou de Copacabana ou Ipanema, sempre uma paisagem exótica, com um pedaço de mar, floresta ou montanha

 

Claude Lévi-Strauss, em Tristes Trópicos, não mede palavras. O lugar ocupado por cada um na hierarquia social se media pelo altímetro: tanto mais baixo quanto o domicílio fosse mais alto. Os miseráveis viviam pendurados nos morros

do capítulo GUANABARA

Vinda de Lévi-Strauss aconteceu por acaso OESP 6-12-92 – Encontrou um prédio de apartamentos  

 

 

      Os manu vão mi pegá, manu Diário do acuado na boca do lobo

Notas de Manfredo Rangel, o repórter, a respeito de Kramer

  definir personagem

 

onde de repente o mano entrega um maço de folhas   que pegou de outro mano caindo & caindo de bandeja por  que não é sequer necessário recorrer àquela do jornalismo de arrumar contato e gravar de-poi-men-to. Ele já está transcrito!

– com relatos de jornal, fazer diário.

absoluta necessidade tde fazer uma introdução tipo E.A. Poe – ou do repórter  que  quer conhecer (a fundo) a história e conhece – através de  quem?  - um personagem

 

            Apesar de morá por aqui memo, nunca pensei em me meter num lance desses mas um dia teria de ser. Para aprender.

            Soou a emergência.

            É  querê si fudê memo. Aprontei uma das grossa, manu. Hoje eu me meti na boca do lobo.

            17:30

            Si eles descobre tô fudido. Entram pela casa dentro, ra-ta-ta-ta-ta, pela frente ou pelos muro dos fundo. A  qualquer hora a partir de agora. E o  que é  que eu posso fazer?

         transcrever de pag. III

 

        Subúrbia Miséria e Sangue

Aqui Help – o Açougue?

 

            a subúrbia do Rio de Janeiro, sistema aparte, paranoia, dos intermináveis e feios subúrbios de Camus.

 

            Num país onde ficha de inscrição em posto de saúde pergunta se quando doente o sujeito acorre à benzedeira SIM – NÃO e se é ou não alfabetizado, SIM – NÃO, se tem acesso a rede de esgoto Sim – NÃO, água encanada SIM  - NÃO

 

O NORDESTHOJE

                 Folha de Informação

                           do sertão de Canudos

Sertões: Baixada – pesquisa feita

 

suburbia, camus

e  que suburbio e favela é esse

Deus e o Diabo na Terra da Seca – 40

Deus e o Diabo na Terra do Sol     - o western-muqueca hoje

 

À entrada do terceiro dia os rojão são de campanha eleitoral. Em Campos, campo de batalha acirrada  que exigiu intervenção do exército no dia das eleições, o maior ICMS e PIB do estado por conta do petróleo, berço do secretário de Segurança do estado e da governadora afastados para fazer campanha, o clima político é de guerra entre gangues, entre os novos príncipes das favelas – nomeadamente de Campos. campanha deles impede entrada em favela.

            Aqui asfaltaram tudo 15 dias antes das eleição.

            Crime organizado

            Não há a bem dizer uma pirâmide invertida como na máfia.

            Ilha Grande: organização política, origem.

            Lá Lúcio Flávio aprendeu  que ladrão é ladrão e polícia é polícia, não dá para confundir as coisa.

            Até por isso: defende-se o comando para  que se trabalha desde criancinha, nem por simpatia. A nova governadora sec de segurança  decidiu juntar em Benfica de ruas diferentes, o mesmo é dizer, de movimentos diferentes. Deu no que deu.

 

            Do sertão  que fez a favela ao sertão outra favela – sempre a mesma favela

            corrupção igual em todo o mundo mas aqui com desigualdade tem agravante

            política: beatificação do ilícito – para cada R$ 1,00 declarado recebido ou despesa de campanha político, R$ 3,00 por baixo da mesa

            antes se vivia para a política, hoje da política

            não é mal visto pela sociedade por que pela ladroeira sobe de vida

            bolsão de pobreza = clientelismo

 

prazeres absurdos e prosaicos como sair na rua de sandália havaiana

 

Darcy Ribeiro, que mais que uma raça , o índio, tentou compreender e dar um enquadramento adequado ao Brasil – uma ídéia do Brasil. E que já não entrou no debate sobre a canibalização, a antropofagia social das megalópoles, entregues à lei da selvageria, no mau sentido

 

(Darcy está em A guerra dos branco e do preto)

 

Aquela ideia de A. Suassuna de escrever livro para provar que Brasil vive Guerra de Canudos ao contrário. Canudos era a cidade contra o campo; hoje assoladas / invadidas / assediadas por desvalidos / esfomeados do campo

 

        A guerra do Branco e do Preto

            Barrela, a parada; Ivan volta com um troféu para casa. Estupidez, render-se assim de loucura ao turismo sexual, mas lady knight awakes de abel silva também awakes.

                Água, grita João Donato da cassete, enquanto ela conta chupando os dedos de galinha ao molho pardo  que mora numa favela em Petrópolis.

            Help, o Açougue

            Barra pesada, paranóia, baixo astral: história da polícia e da degradação social.

estória da polícia desde a cidade partida e do verão da lata, o Bronx – só se alastrou nos anos 80, periferia de Los Angeles, ao longo e ao largo, pingente, depois surf ferroviário, depois arrastão.

            dos arrastões ao verão do apito da refavela – Black Rio – Corações Futuristas – à desfavela e ao funk

 

            legislação, argumentação pró-contra

Paraisiense adotivo, Claude Lévi-Strauss viu em São Paulo a decadência antes do florescimento. O Rio,

História urbana e social do Rio através de escritos, de Machado e Marques Rebelo a hoje, pelos anos dourados à feiúra.

                Casa grande e elevador de serviço

            A ditadura economica – porquê? Apesar do potencial um Brasil do sul não vinga.

            Chacina não é Candelária – Vigário Geral – chama o ladrão

            Sabendo o  que é a Baixada, o Bronx, o Bronx é o Bronx, mas o Rio é (pior  ue ) um Bronx ao longo e ao largo. Bronx do assalto possivelmente mortal na Zona Sul como a bala perdida de uma ponta (São Conrado na Baixada Vidigal e Rocinha a outra a Baixada, a norte.

            Guerras  vêm e passam e a cada dia o Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, perde em beleza e singeleza e ganha com epítetos sangrentos as manchetes do mundo: Rio, Vietnam, Rio, Beirute, Rio, Bósnia, Rio, Bagdá. A cidade cresceu muito desde os anos dourados. Tornou-se afluente de caudais humanos empurrados pela miséria do Nordeste. Agigantou-se. Desumanizou-se. Desbotou. Saiu do Tom. Passou da mata e da selva ao breu dos quintos dos infernos chamados países emergentes, decaindo após um fugaz apogeu.

            Saiu de Tom Jobim mesmo. Não por acaso, a arte do maestro floresceu nos Anos Dourados, onde todas as histórias começam, quando o Rio era uma cidade pacata, entre Paris e um paraíso tropical. Apogeu?

            Foi de todo modo muito breve – dos anos 20 aos 50. Ou antes, o Rio de Machado, onde também todas as histórias do Rio começam.  Ou então o Rio de Productos Tropicaes

            Entra ano e sai ano e só mudam os termos de comparação, numa atmosfera degradada, salvaguarda a reserva da classe média alta e alta da Zona Sul e da Barra da Tijuca. De Beirute a Bagdá é só um passo, o Brasil não tem vulcões nem guerras mas vive uma guerra permanente e cada vez mais violenta entre rico e pobre.

             quem nada tem vê-se como um guri que cresce numa favela ou numa dessas intermináveis periferias de bairros degradados antes de florescer parte para a ignorância, certo de  que irá morrer mais cedo.

 

            Cidade Partida, de Zuenir Ventura, ou Pixote – a lei do mais fraco, de Hector Babenco, contam a história da polícia: corrupção e poder paralelo.

            Os anuários economicos narram como o país de 50 milhões cresceu para 180 milhões e aritmeticamente na mesma proporção cresceu a miséria e a violência.

            Como evolui o outro poder paralelo, ao lado em paralelo em conluio com a chamada banda podre da polícia – mais ou menos poderoso e organizado de que os outros, consoante o poderio -, a polícia também. Ela espelha perfeitamente um país em  que Maluf só cai nas malhas da justiça por que, alertada pela brasileira, a Suíça descobriu  que ele movimentou US$ 1,5 bi lá.           

 

            Erva daninha, danosa, por quê, Caso Waly

            argumentos amplamente expostos títulos disponíveis em português pela Via Óptima, do Porto.

            o narcotráfico movimenta bilhões e é um dos negócios mais chorudos e chorados do mundo contemporâneo, um dos sustentáculos dos negócios ilícitos nas grandes redes de informação e movimentação financeira e de aeronaves e naves ao redor. Enquanto isso, por possuir inofensivas doses ou pequenas plantações de maconha. Outros valores mais altos se levantam, os do império, e  quase nem se discute a  questão,

            São mais de meio milhão de presos e expropriados nos EUA, quase nove mil num pequeno país como Portugal.de presos por posse ou tráfico de drogas.

            uma coisa é uma coisa e outra é outra

            muitos não são traficantes e possivelmente nem fazem mal nenhum a eles mesmos, só fumando

            daí ao desespero – torna-se uma obsessão, não por vício. Por necessidade existencial mesma.

            weed – erva daninha – no Bronx, de gréss (palavra doce) a weed (mais ainda).

 

            uma coisa é uma coisa, outra é a culpabilização do usuário, dito viciado, dependente.

 

            Ponto de vista de Marilene Chauí – tudo o que vira moda. Ela não muda todas as cabeças, nem de longe. tudo o  que vira moda, droga, Charlie Parker, Jimi Hendrix e John Coltrane serão eternos por que não tiveram tempo de virar moda e envelhecer – até o bruxo Miles encanecido chateou

 

            lugar comum dizer  que a cidade maravilhosa e o Rio de humor se perderam

 

Uma senhora de 70 anos sai de casa e leva um tiro de fuzil na cara na guerra Vidigal-Rocinha pelo comando das bocas da Rocinha.

de  quem partiu o tiro de fuzil

 

            O Joá soava mesmo na Zona Sul do Rio como num paraíso

            menina vai, com jeito, vai, senão um dia a casa cai, se alguém te convidar pra toma banho em paquetá, um piquenique na Barra da Tijuca ou pra fazer um propgrama no Joá, menina vai, com jeito vai

            Hoje está se transformando numa Miami, com os seus arranha-céus e condomínios de luxo fechados, mas sem o bairro afrocubano.

É uma reserva rara no Brasil por  que imune à favelização, no meio de uma charneca entre lagoas. Um zoo humano.

Lá  quase não tem violência por que os muros são altos como o da vergonha e há vigilância pra dedéu a proteger a ferro e fogo a burguesia emergente. A Barra é hoje o maior oásis, Brasília sem tirar nem por, com as suas zonas de shopping e restaurantes também sob regime de segurança máxima.

Ali estarão seguramente os tais financiadores do tráfico  que entretanto se autofinancia e até hoje objeto não-identificado. O retailer não é o maior tráfico, este não é um importante ponto de escoamento, como São Paulo ou Manaus.

            A Barra, do lado oposto ao do suburbio. Pela primeira vez no Rio não tem nenhum morro por  quilometros. Sem teto nenhum pode se  quer pensar em abancar ao lado dos grandes condomínios até porque uns com os outros e todos e cada um formam um mini-exército de segurança.

            O movimento dos carros é controlado por radar.

 

            de um país  que perdeu a gentileza, segundo documentário de Walter Salles com Chico Buarque.

            O Rio desbotado, que  saiu do trilho ou, como os chifrudos no tempo do Amigo da Onça, dos fios de eletricidade, foi pelo lado errado, não sendo uma India ao menos em cultura e tradições e população (uma vantagem).

ver o strauss sobre india

            diferença com austrália: forçados ingleses

            Só a natureza a cada dia perde um bom quinhão de terra e mata ocupada pela miséria

 

            Salvador, capitães da areia

 

POLÍCIA para  quem precisa de polícia: prisões

A rotina do bairro nunca mais foi a mesma.

Benfica, casa de detenção, out. 04 rebelião de policiais presos que aguardam julgamento

Eles quebram e queimam tudo e estamos presos dentro de casa

Rebelião de policiais presos na casa de detenção de Benfica

70 esperando julgamento -  queimando papel e colchões nas mesmas celas que os outros ocupavam – presos iguais aos outros, sem farda, iguaizinhos

O HAITI É AQUI  O HAITI NÃO É AQUI

 

S. Judas Tadeu: o santo dos aflitos e das causas impossíveis – antes não muito cultuado porQue associado a Judas Escariotes

sábado de aleluia – malhação do Judas

Policiais presos -  quem são? Mesmos preto, pobre e favelado  que dá dura, prende se não extorQue – A Parada

 

Sta Teresa -  quando mataram filha do dono de O Cruzeiro é já não fui mais para a rua brincar mesmo – solitários assaltavam à navalha

 

            Fumo: chama-se colocar a cabeça – tô colocado, manu – a sabedoria popular intui

 

            João Gilberto é o exemplo acabado do zen brasileiro. Vive totalmente à margem, trocou a noite pelo dia. Só aparentemente retirado do mundo, nos deu uma vida de felicidade, na alegria e na tristeza. Seria o exemplo acabado do malandro, que do ponto de vista ocidental nunca trabalhou na vida, como um certo Dorival Caymmi levou a vida no canto e no pincel.  Que o leva ao Andy Williams Show, breguíssimo mas chiquíssimo.

            Baiano mas do interior, trabalha em surdina, sua voz e o violão não chegam ao apartamento do vizinho, mas se chegassem seriam como uma doce serenata de sonho, como uma madrugada em Roma. Coisa de Roman Holidays.

            João Gilberto e o antigo malandro. Assis Valente : no fio da navalha

            Louco. J. Gilberto – Roma

            Opera do Malandro – malandro e botequim

 

            guerra de desinformação – na alimentação, na farmacopeia, drogas – e além disso fontes energética, ainda na era de  queimar poluentes porque o sistema está montado no petróleo

 

            O ato ilícito de fumar.  Cheiros e fumos. às escondidos, num canto de rua (não no Brasil normalmente), de casa. E o ato de fumar naturalmente num restaurante de Roma pós-revolução dos anos 70 ou numa esplanada de Plaza Real em Barcelona. Antigamente após a janta os homens retiravam-se para a sala de fumo a fumar os havanos, pouco a pouco mulheres como Gerorge Sand (só como exemplo) passaram a acompanhá-los, mesmo que não fumassem, como os homens

 

1988 – rebelião sistema penitenciário Ari Franco-Frei Caneca, RJ

rebeliões no carnaval, iniciadas com ou seguidas de tentativas de fuga

 

já os métodos da ditadura eram ampliados dos porões da ditadura, tortura, tortura em interrogatórios, tomadas de depoimentos, e tomavam as ruas, PMs  truculentos,

VIOLETos

caretas matam sob pressão

Rio e também posso chorar – Waly Salomão – com Macalé?: um caso

três exemplos beat cariocas ou ‘cariocas’ : Vinícius numa frase e noutra bossa nova e música: e tome gravata! – permitiu-se esbravejar.

joão gilberto     dorival caymmi – o bom malandro, que não trabalha mas trabalha! e é respeitadíssimo

Waly

E não é para denegri-lo.

contar a partir de carta de H. O. que possibilita a Waly integração total a Rio e também posso chorar

de lá a N.Y.  pintando paredes e como secretário do poeta

Duda fala de estrela vulgar a vagar

Fragmentos pegam o suposto último malandro Charles Anjo 45

último otário

 

fumos e possível prisão – nem importa investigar obra

como nos conhecemos: Ação! – Pelourinho, a dizer Pessoa:

            Surge...

Vinícius

J. Gilberto

Waly  três personalidades beat que possivelmente expressam alguma coisa disso,

por sinal dois baianos do interior e um ‘aristocrata’ carioca

 

cannabis no Brasil ficou associado, mais que a coisa de negro, a de bandido

 

lança-perfume e carnaval

            Já em Quarup, de Callado, o éter, um capítulo. Seria natural que consumissem heroína ou coca. Mas a coca ainda não voltara à moda e o Rio rejeita – por natureza – drogas duras ou pesadas. Só se cheira coca, o que já não é pouco, imagina se injetassem todas as porcarias que nela misturam diretamente na veia. 

 

com o fim do regime, ao contrário do que se supunha, que finalmente ia acabar a truculência, praticamente não havia mais reserva moral, ao ponto de se chegar a uma expressão de todo o fenómeno no próprio Planalto, com Fernando Collor de Melo. Aí o Brasil perde de vez o véu da inocência e o país vê-se a braços com anões do orçamento, empreiteiros corruptos, Celsos Pittas, Paulos Malufs, ladrões e corruptos.

 

            Darcy Ribeiro, fundador da Universidade de Brasília, tinha um projeto de educação. Criou os Cieps. Como Brasília. O projeto é lindo mas o efeito, do ponto de vista arquitetônico e também por causa da política e da burrocracia, desastroso. Mais uma expressão de cimento armado de Niemeyer. Há um consenso de que a falta de educação é um projeto da chamada elite para manter o povo na ignorância e melhor (pior) explorá-lo.

 

Barrela – a Parada

 

            Um deles, corresponsal estrangeiro, entra em contato com a coisa em 1990, do seguinte modo. Ao estágio a que então se chegara.

            Jornalista por acaso, como tanta gente, antes de tudo um flâneur, regurgita por estar no Rio.

            Vai morar num edifício no Alto Leblon, condomínio Cidade de Veneza, da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo.

            - Ah, Rioô! – são as suas primeiras palavras. 

            Frequenta a praia de Ipanema, faz sauna no Sítio dos Pirilamps em Muri, os melhores restaurantes e entre eles o RA.

            SSA – procissão do Bonfim.

            Fuma, cheira.

      1. -         Pô, tô fora! Eu ia morrendo por causa disso. Agora só uso do preto – um contato.

Esboçar os quadros  - de boçalidade.

no caso, ninguém admite sequer fumar no presente. Experiência passada e quase nunca no plano pessoal.

            Artistas as usam sim. Pelo menos maconha.

           

Noite de feijoada, Maraca e Noites Cariocas no auge do Brock e sob regime de cultura de broa de milho (Ziraldo, presidente da Funarte), à saída de casa de famoso jornalista e produtor musical, taxista: Você é Brizola?

Brizola também nome de droga.

brizola:

Brizola: ainda estamos em tempo de princípios éticos (PM não sobe em favelas)

porque expressão mesma dos anos de repressão e ideológicos – socialismo moreno – um governo de ideias e ideais (Darcy Ribeiro) que depois também foi o que foi

 

 

fontes/bibliografia

arquivo – Rio, miséria, tráfico, 10 pastas ou as 36

Lusa-JN-RTP

levantamento 1990

agendas

escritos 1985-88-2004

 

Reflexões para o Futuro - Veja

Mídia e Violência Urbana

Cidade Partida

Os Sertões

História Social de Canudos

Raízes do Brasil

Tristes Tropiques

Brasil, País do Futuro

Malagueta, Perus e Bananaço – João Antônio

O Jeitinho Brasileiro

Brasil, País do Futuro

Tristes Tropi ues

História Social da M P B – Tinhorão

Manual da Cachaça

História Social da Cachaça

TN

 

O Pão dos Deuses

Huxley

The Emperor Goes Naked,

A Serpente Cósmica

O Cientista Lilly

Illuminati – RA Wilson

On Counterculture

The Greening of America

Era uma vez a revolução

 

jornais e revistas

O Globo

Jornal do Brasil

FSP
OESP
GM

Diário de Pernambuco

A Tarde, SSA

 Correio, SSA

Correio Braziliense

Domingo

Veja Isto É balanços sec. XX

Propaganda

 

 

revoluciomnibus.com          série negra

                                                     Notícias do Tiroteio

 

            

 

  TELENOVEFAVEFUTEBOLIZAÇÃO

                       

o que é que de início se revela?

De repente, um burgo da montanhosa e bela Umbria

de Francisco de Assis.

Olhar mais atento a detalhe embaixo à esquerda

fará com que o navegador solitário pense que não, na Umbria não existirão

casas com paredes exteriores de tijolo aparente e menos ainda de tijolo

mesmo. Sim, não estamos na Umbria

         

.mas no Rio de Janeiro, Brasil.

A foto é o retrato falado do país e do seu futebol - do país do futebol, não é mesmo?

                                                      

                                                                                                                  - legenda do jornal

Espaço democrático que não conhece limites sociais.

ou ao invés

bandeira em silk-screen criada por Hélio Oiticica em 1968 partir de foto de Cara de Cavalo morto em suposto tiroteio com a polícia quatro anos antes

                     incorporo a revolta

A prática eventual epidêmica da tortura de presos políticos e a prática permanente endêmica da tortura de detentos comuns. Waly Salomão, 1992

      seja marginal   seja herói

Aqui no Rio me esperavam surpresas incríveis. A primeira delas foi ver a beleza da raça brasileira em Ipanema. É a raça dos que comeram. Depois fui ver Caxias, fui ver Madureira; lá é outra raça, a dos que não comeram. A figura dos que não comeram, do povão, de um lado, e a beleza de Ipanema, do outro, é um tremendo contraste. A beleza de Ipanema está muito mais bela, as meninas e os rapazinhos, as tribos, são uma beleza. E as subtribos de Caxias, do Méier, estão mais terríveis ainda.

Darcy Ribeiro em debate promovido pelo Jornal do Brasil do Rio de Janeiro com Ferreira Gullar, Glauber Rocha e Mario Pedrosa em 1977, quando os quatro regressavam do exílio imposto a eles pela ditadura militar

                          foto Vilma Lobo Abreu - reprodução do Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1993/setembro/12

      

        urbanismo indiano

Tarun Dutt - O economista indiano que ajudou a reeguer Calcutá, a grande complicação urbana do Terceiro Mundo, com a quinta população urbana do planeta, um em cada três habitantes a morar num ambiente de densidade e sujeira que raras favelas brasileiras conhecem, como o Rio de Janeiro antiga capital de seu país, mostra as lições que os cariocas podem aprender com a cidade para melhorá-la

Provavelmente o Brasil se urbanizou demais e muito depressa

Na India, os governos comunistas investiram no campo, fazendo reforma agrária e distribuição de terras, construindo mercados rurais e redes de transporte

estancou-se o êxodo rural

urbanismo brasiliano

no Brasil espaço rural nunca existiu como Brasil ou outra coisa. Quem morava lá era servo. Os donos daquelas terra às vezes nem conheciam os seus domínios. Viviam de  costas para eles, virados pro mar, para as Europa. Pro mundo, de todo modo looonge.

Não tinha domus lá e não o desenvolveu. Muito ao contrário e o oposto do americano, em que indivíduos, famílias, comunidades inteiras se transferiram para sempre conquistando ocupando chamando de seu tudo aquilo e desenvolvendo - à sua maneira.

 

EMIJOTA NA MUVUCA

revoluciomnibus.com                     série negra

 

Brasil - Michael Jackson na favela: clima de liberdade em Portugal lembrado na polemica

Rio de Janeiro, 02 Fev (Tom Atho) - Protestos das autoridades locais, editoriais de jornais e, ate', uma simpatica mencao 'a "liberdade de filmar" em Portugal: continua intensa a polemica em torno do "clip" que Michael Jackson ira' realizar numa favela carioca.
O cantor norte-americano tem chegada ao Rio de Janeiro prevista para 11 de Fevereiro, numa viagem que tambem incui uma estada em Salvador, com o realizador de cinema Spike Lee, para gravar cenas do videoclip "They Don't Care About Us".
O Governo do Estado do Rio de Janeiro chegou a cogitar proibir a equipa de Lee e Jackson a filmar nas favelas as cenas que ilustrarao os versos da cancao, incluida no ultimo CD do cantor, "HIStory", e que falam da miseria urbana.
As autoridades estaduais receiam que as imagens colhidas e montadas por Spike Lee possam "denegrir" ainda mais a imagem da cidade, que busca precisamente regenera'-la, apos anos de ma' fama internacional.
Fonte do Ministerio da Justica, em Brasilia, expressou o "constrangimento" do Ministro Nelson Jobim por um telefonema recebido pelo seu chefe de gabinete, no qual um membro do Governo estadual pediu a proibicao da entrada da equipa no Brasil.
"Nao ha' nada que o Ministerio da Justica possa fazer, ou pretenda fazer, a respeito desse pedido", garantiu a fonte, citada pelo jornal "O Globo", do Rio de Janeiro, quinta-feira, dia do anuncio oficial da concessao do visto.
"Muito pior do que uma eventual exposicao das favelas brasileiras seria a pessima repercussao internacional de um veto como esse", acrescentou o assessor de Jobim.
"A realidade a ser mostrada no clip pode nos angustiar, mas nunca nos envergonhar", concordou o Prefeito (equivalente a Presidente da Camara) do Rio de Janeiro, Cesar Maia, que pretende convencer Jackson a actuar no Rio no proximo reveillon.
Spike Lee garante que nao viajara' para o Brasil apenas para gravar cenas de miseria, quando a poderia mostrar "nos guetos de Nova York".
O realizador norte-americano atribuiu a origem da polemica a um politico "que deve estar a querer candidatar-se a alguma coisa".
A "carapuca" cabe perfeitamente na cabeca do Secretario da Industria, Comercio e Turismo do Governo do Estado, Ronaldo Cesar Coelho, que chegou a tentar convencer o produtor do clip a enviar-lhe o guiao das filmagens para exame previo.
"Ele deve 'e estar com vergonha porque nunca fez nada pela favela", reagiu por seu turno um morador da favela do morro Dona Marta, no bairro de Botafogo, onde Spike Lee podera' colher imagens.
Uma voz ergueu-se no meio da polemica para elogiar o clima de "liberdade de filmagem" que se tem em Portugal - a da realizadora Daniela Thomas, co-autora do filme "Terra Estrangeira", de 1995.
Ela lembrou quinta-feira que as exigencias feitas pelas autoridades portuguesas 'a equipa foram "minimas" e que os profissionais brasileiros nao tiveram "problema algum" para filmar no pais 
"Nao nos pediram nenhuma informacao previa sobre o filme. A liberdade foi total" - disse a realizadora ao "Globo".

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1¾ «   ‑ ‑ ‑ ‑ ­ Brasil - Michael Jackson na favela: clima de liberdade em Portugal lembrado na polemica

Rio de Janeiro, 02 Fev (Tom Atho) - Protestos das autoridades locais, editoriais de jornais e, ate', uma simpatica mencao 'a "liberdade de filmar" em Portugal: continua intensa a polemica em torno do "clip" que Michael Jackson ira' realizar numa favela carioca.
O cantor norte-americano tem chegada ao Rio de Janeiro prevista para 11 de Fevereiro, numa viagem que tambem incui uma estada em Salvador, com o realizador de cinema Spike Lee, para gravar cenas do videoclip "They Don't Care About Us".
O Governo do Estado do Rio de Janeiro chegou a cogitar proibir a equipa de Lee e Jackson a filmar nas favelas as cenas que ilustrarao os versos da cancao, incluida no ultimo CD do cantor, "HIStory", e que falam da miseria urbana.
As autoridades estaduais receiam que as imagens colhidas e montadas por Spike Lee possam "denegrir" ainda mais a imagem da cidade, que busca precisamente regenera'-la, apos anos de ma' fama internacional.
Fonte do Ministerio da Justica, em Brasilia, expressou o "constrangimento" do Ministro Nelson Jobim por um telefonema recebido pelo seu chefe de gabinete, no qual um membro do Governo estadual pediu a proibicao da entrada da equipa no Brasil.
"Nao ha' nada que o Ministerio da Justica possa fazer, ou pretenda fazer, a respeito desse pedido", garantiu a fonte, citada pelo jornal "O Globo", do Rio de Janeiro, quinta-feira, dia do anuncio oficial da concessao do visto.
"Muito pior do que uma eventual exposicao das favelas brasileiras seria a pessima repercussao internacional de um veto como esse", acrescentou o assessor de Jobim.
"A realidade a ser mostrada no clip pode nos angustiar, mas nunca nos envergonhar", concordou o Prefeito (equivalente a Presidente da Camara) do Rio de Janeiro, Cesar Maia, que pretende convencer Jackson a actuar no Rio no proximo reveillon.
Spike Lee garante que nao viajara' para o Brasil apenas para gravar cenas de miseria, quando a poderia mostrar "nos guetos de Nova York".
O realizador norte-americano atribuiu a origem da polemica a um politico "que deve estar a querer candidatar-se a alguma coisa".
A "carapuca" cabe perfeitamente na cabeca do Secretario da Industria, Comercio e Turismo do Governo do Estado, Ronaldo Cesar Coelho, que chegou a tentar convencer o produtor do clip a enviar-lhe o guiao das filmagens para exame previo.
"Ele deve 'e estar com vergonha porque nunca fez nada pela favela", reagiu por seu turno um morador da favela do morro Dona Marta, no bairro de Botafogo, onde Spike Lee podera' colher imagens.
Uma voz ergueu-se no meio da polemica para elogiar o clima de "liberdade de filmagem" que se tem em Portugal - a da realizadora Daniela Thomas, co-autora do filme "Terra Estrangeira", de 1995.
Ela lembrou quinta-feira que as exigencias feitas pelas autoridades portuguesas 'a equipa foram "minimas" e que os profissionais brasileiros nao tiveram "problema algum" para filmar no pais 
"Nao nos pediram nenhuma informacao previa sobre o filme. A liberdade foi total" - disse a realizadora ao "Globo".

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Brasil: Michael Jackson parte, polemica "esquenta"

Rio de Janeiro, 13 Fev (Tom Atho) - O Michael Jackson regressou hoje aos EUA, apos quatro dias no Brasil para gravar trechos de um videoclip, mas a polemica em torno das suas gravacoes numa favela do Rio de Janeiro continua. 
A polemica, iniciada ha' oito dias com a decisao de um juiz de proibir a gravacao do videoclip na favela do morro Dona Marta, "esquentou" com as reaccoes das autoridades policiais 'as gravacoes ali feitas domingo por Jackson.
As gravacoes do cantor, sabado, em Salvador da Bahia, tambem continuam em destaque nos noticiarios, apos fonte da Policia Militar (PM) da capital baiana ter anunciado segunda-feira a abertura de um inquerito sobre a participacao de soldados na gravacao do clip.
Destacados para fazer a seguranca de Jackson, os 200 soldados da chamada "Tourist Police", o batalhao da PM do Pelourinho (centro historico de Salvador), acabaram por actuar como figurantes na futura peca promocional do 'ultimo CD do cantor, "HIStory".
A equipa do realizador Spike Lee seguia o cantor com as cameras ligadas onde quer que ele fosse, e Jackson chegou a gravar uma cena em que corre - supostamente a fugir - 'a frente dos "PMs".
Noutra cena gravada sabado no Largo do Pelourinho, Jackson - que fazia mimica e dancava ao som do tema do clip, "They Don't Care About Us" (Eles nao se importam connosco) - tirou o cacetete de um soldado e o exibiu triunfante enquanto "cantava".
O comando da PM baiana nao gostou nada desta cena, captada e difundida amplamente pelas emissoras de televisao brasileiras.
As negociacoes da equipa de producao de Michael Jackson com representantes do controlador do trafico da favela, Marcinho VP, para obter a autorizacao de gravar na favela Dona Marta, assumiu o primeiro plano na polemica "Rio de Janeiro versus Michael Jackson".
Um suposto acordo entre a produtora norte-americana do videoclip e os traficantes foi recebido como uma afronta 'a autoridade publica pelo comando da policia do Rio de Janeiro.
O director da Policia Civil, inspector-delegado Helio Luz, condenou o cantor e Spike Lee por supostamente terem pago a VP para gravar, domingo, num panoramico terraco no alto da favela.
"Pode-se filmar onde se quiser, gratuitamente, no Rio de Janeiro, porque nao ha' 'area de proteccao na cidade, e qualquer um pode filmar que nao vai ter de pagar a ninguem", garantia o delegado na tarde de segunda-feira, quando Jackson fazia compras em Ipanema.
O Secretario de Seguranca do Governo do Estado, general Nilton Cerqueira, manifestava entretanto a conviccao de que "alguem teve de pedir autorizacao a alguem" para gravar no alto do morro Dona Marta.
O general, que concluia a sua primeira conferencia de imprensa para correspondentes estrangeiros, comecou por censurar os orgaos de informacao brasileiros pela extraordinaria repercussao da presenca de Michael Jackson no seu pais.
"Existem artistas melhores no Brasil que a imprensa nao ecoa, e ecoa so' esse alienigena", lamentou o general, que logo a seguir manifestou incomodo pela repercussao nos jornais cariocas de uma conferencia de imprensa dada por Marcinho VP no alto da favela.
Na "colectiva" improvisada, concedida pouco antes de Jackson aparecer no terraco da casa que serviu de base e cenario da producao do clip, Marcinho VP acusou as autoridades de terem abandonado as populacoes faveladas.
Com cerca de dois mil habitantes, a favela do morro Dona Marta 'e uma das mais pobres da cidade, com esgostos a ceu aberto e pelo menos 60 por cento das suas criancas vitimas de conjuntivite.
O chefe do trafico do Dona Marta disse tambem na entrevista que os traficantes do Rio estao a pensar em fazer "guerra" 'a Policia Militar.
Marcinho VP garantiu que "qualquer quadrilha" podera' matar um "PM" por dia.
O Secretario de Seguranca do Rio de Janeiro indignou-se ao ser-lhe manifestada estranheza pelo facto de a policia nao prender um homem que exibiu-se domingo, sem disfarces, a um "batalhao" de reporteres.
"Como 'e que os jornalistas encontram-se com Marcinho VP e a policia nao o encontra?" - perguntou um jornalista.
"Se a policia soubesse onde eles (os traficantes) estao, ja' os teria prendido", limitou-se a responder general.
Jackson chegou e partiu deixando um rastro de polemicas escaldantes, mas paradoxalmente a impressao por ele causada nesta sua terceira estada no Brasil foi a de um "astro" simples, simpatico e paciente.
Com tanta polemica, ninguem investigou a identidade do casal de criancas que acompanhou o cantor - longe das cameras, sempre de mascara - na sua excursao ao Brasil.
O "astro" assentiu inclusive em fazer uma declaracao atraves das cameras da TV Globo ("I love you, Brazil", disse textualmente) e chegou ao ponto de - sorridente e de "pele superbranca", como foi por ela definida - beijar a face da reporter negra que o abordou.
"A polemica em torno da vinda de Michael Jackson conseguiu ate' restituir ao cantor a condicao de negro", admirou-se o realizador de cinema Arnaldo Jabor em comentario no principal telejornal da TV Globo, na noite de segunda-feira.
A equipa de Spike Lee realizou 20 horas de gravacoes em Salvador e no Rio de Janeiro, de que serao aproveitadas apenas dois minutos no clip.

Tom Atho/Fim

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Brasil: clip de Michael Jackson em favelas gera protestos

Rio de Janeiro, 1 Fev (Tom Atho) - O anuncio da realizacao de um videoclip de Michael Jackson em favelas do Rio de Janeiro e em Salvador da Bahia causou violentos protestos de um membro do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O Secretario da Industria, Comercio e Turismo, Ronaldo Cesar Coelho, contactou segunda-feira os Ministerios brasileiros da Justica e das Relacoes Exteriores, em Brasilia, para inteirar-se sobre a legislacao brasileira de vistos de entrada no pais. 
Os jornaisbrasileiros de hoje insinuam que Coelho podera' ter tentado impedir a entrada no pais de uma equipa do realizador Spike Lee e do cantor Michael Jackson, com chegada no Rio de Janeiro prevista para 06 de Fevereiro.
Lee foi contratado por Jackson para gravar o seu proximo clip, uma faixa do CD "HIStory" intitulada "They Don't Care About Us" ("Eles nao se preocupam connosco").
"Tenho mulher e dois filhos que me amam/ Agora sou vitima da brutalidade da policia/ Estou farto de ser vitima do 'odio", diz um trecho da letra.
"Demagogia, bobagem", disseram mesmo os que discordam de uma eventual proibicao da concessao do visto de entrada a Lee, Jackson e companhia.
"Nem preto ele 'e mais, quanto mais preto de favela", disse o "roqueiro" Lobao.
Todos acreditam, a partir da simples mencao do titulo do clip, que a equipa de Lee e Jackson ira' explorar os aspectos mais miseraveis da favela a escolher, entre a de Dona Marta ou a da Rocinha.
"No momento em que estamos tentando resgatar a cidade, em que somos candidatos a sediar as Olimpiadas de 2004, um clip desse (tipo) pode ser devastador", acentuou o Secretario estadual, Coelho.
"Se ele quer mostrar miseria, 'e so' ir ao Harlem, em Nova York. Esse nao 'e um problema so' nosso" - acrescentou, crente de que "They Don't Care About Us" podera' "denegrir" ainda mais a imagem do Rio de Janeiro.
Muita gente concorda com o Secretario, mesmo que ele apelasse 'a proibicao do visto de entrada a Lee e Jackson.
"Para gravar qualquer coisa nos Estados Unidos, 'a gente tem' que apresentar o script e precisa de autorizacao", disse o director do nucleo de telenovelas da TV Globo, Paulo Ubiratan, ao "Jornal do Brasil.
"'A gente esta'" querendo levantar o Rio e vem um megastar para mostrar so' a nossa miseria. Por que ele nao vai para 'Africa ou Nova Orleans, que 'e cheia de favelas?" - inquiriu Ubiratan, indignado. 
"Podridao por podridao, eles tem a deles", acrescentou um conhecido artista plastico, juntando lenha 'a polemica que promete interessantes desdobramentos no futuro proximo.
"O que denigre 'e o fato de essas favelas existirem. Agora vamos ficar com essa hipocrisia de dizer que isso nao existe? Nao vai denegrir coisa nenhuma" - discorda um compositor famoso por cancoes de louvor 'as louras. 
Polemica por polemica, com a sua atitude, Cesar Coelho quer mesmo e' "desviar a atencao dos problemas do Rio", acusou o actor e compositor Mario Lago.
A porta-voz do Ministerio brasileiro das Relacoes Exteriores, Vera Machado, disse quarta-feira "nao estar em cogitacao negar qualquer pedido de visto ao cantor", informou hoje o jornal "O Globo", do Rio de Janeiro.
Segundo a porta-voz, caso se desloque ao Brasil, Jackson nao tera' a entrada negada. 
"Nao se pode esconder uma realidade", comentou ainda a porta-voz.
O Grupo Olodum, de Salvador da Bahia, que participara' no clip, a partir de 08 de Fevereiro, acredita que Spike Lee mostrara' a "nova face" do Pelourinho, bairro do centro historico da cidade, que conheceu em 1995
Miseria por miseria, Lee e Jackson poderiam talvez querer exibir os alagados (favelas em palafitas), existentes junto 'a Baia de Todos-os-Santos.
A Prefeita (equivalente a Presidente da Camara) de Salvador, Lidice da Mata, espera que Michael Jackson entenda "que deve mostrar mais o esforco da populacao, de maioria negra, para acabar com a pobreza, do que o lado negativo". 
O compositor Carlinhos Brown, "coqueluche" do verao com o super-sucesso "Uma brasileira", nao se importa com o que Jackson venha a fazer: ele "tem a obrigacao de mostrar todas as faces, ja' que ele proprio tem uma face mutante", disse.
A polemica em torno da terceira deslocacao de Jackson ao Brasil tambem assumiu aspectos de "baixaria".
Michael Jackson "e' um homossexual politicamente correcto, que quer fazer demagogia 'as custas da miseria brasileira e insiste nesse projecto de embranquecimento ilicito, travestido de diversas molestias cutaneas", disparou o poeta Geraldo Eduardo Carneiro.
O "Jornal do Brasil", um dos principais jornais do Rio de Janeiro publica hoje um artigo de opiniao em que reage com virulencia ao projecto de Jackson de filmar cenas na favela do Morro Dona Marta ou na Rocinha, escrevendo:
"O que Michael Jackson quer 'e livrar-se do seu inferno astral, exportando uma imagem de preocupacao social tao original quanto o seu visual plastificado, mas eficiente para compensa'-lo financeiramente da perda de mercados como o americano".

Tom Atho/Fim

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Brasil: suspense em torno da gravacao de videoclip de Michael Jackson

Rio de Janeiro, 08 Fev (Tom Atho) - Informações contraditorias dominam o noticiario do dia a proposito da polemica em torno da gravacao de um videclip de Michael Jackson numa favela do Rio de Janeiro.
A editora do cantor norte-americano, Sony Music, chegou a anunciar a meio da tarde de quarta-feira que Jackson cancelara a deslocacao no Rio de Janeiro para participar nas gravacoes na favela do morro Dona Marta, no bairro de Botafogo.
Motivos do cancelamento: a grande repercussao da divulgacao do projecto do cantor de gravar parte do clip no Rio de Janeiro e o atraso na concessao do visto de entrada de Jackson no Brasil, que so' seria autorizado na noite de quarta-feira.
Mais tarde, porem, um funcionario da mesma editora diria nao haver qualquer alteracao nos projectos do cantor, que deveria chegar ao Rio sexta-feira para participar nas gravacoes do videoclip no proximo domingo.
Em Salvador da Bahia,, membros do bloco Olodum anunciavam entretanto uma mudanca de planos na producao do clip: Jackson teria desistido de gravar no Rio e decidido aparecer apenas nas cenas na capital baiana, inicialmente marcadas para a proxima semana.
O cantor teria a sua chegada a Salvador prevista para sexta-feira, segundo directores do Olodum, que participara' nas gravacoes, no Pelourinho - centro historico da cidade -, com 200 percussionistas.
A policia de Salvador montou um esquema de seguranca semelhante ao utilizado aquando da visita do Papa Joao Paulo II 'a cidade, em 1991.
220 soldados da Policia Militar cercarao as entradas do bairro para evitar a aproximacao de populares e as lojas nao abrirao no sabado, dia em que a equipa de Jackson, dirigida pelo realizador Spike Lee, devera' gravar entre as 07 e as 22 horas.
A noticia do possivel cancelamento da deslocacao de Michael Jackson ao Rio de Janeiro coincidiu com o anuncio da decisao de um juiz-desembargador do Tribunal de Justica deste Estado brasileiro de suspender a proibicao das gravacoes na cidade.
"Mostrar a pobreza nao 'e denegrir a imagem de uma cidade e sim chamar a atencao para aquilo que os governantes do mundo inteiro parecem nao fazer: preocupar-se com os pobres", disse o juiz Humberto Perri no seu despacho.
Nele, o juiz alega tambem que "indeferir a feitura do clip, em 'ultima analise, significa voltar aos tempos da odiosa censura previa".
A autorizacao das gravacoes fora suspensa por 20 dias por ordem de um juiz do Tribunal de Fazenda (Financas) do Rio na segunda-feira.
No dia seguinte, o juiz recuou, reduzindo a proibicao para cinco dias, o que nao inviabilizaria a realizacao do videoclip, apenas a adiaria de domingo para segunda-feira.
Nesse mesmo dia, Spike Lee disse em entrevista a um jornal carioca que a proibicao da gravacao faria com que o Brasil parecesse "uma republica das bananas".
O realizador de "Do The Right Thing" e "Malcolm X" afirmou quinta-feira ao mesmo jornal nao saber de nenhuma mudanca nos planos de gravacao de Michael Jackson no Brasil.
O produtor do clip, o norte-americano Butch Robinson, fez no mesmo dia uma tomada de cenas na favela do morro Dona Marta, mas foi impedido, supostamente por um emissario de traficantes de drogas, de fotografar algumas áreas.
O suposto emissario orientou os acompanhantes brasileiros de Robinson sobre os locais que nao deveriam ser fotografados, informou hoje o jornal "Folha de Sao Paulo".
"E' terrivel que haja gente a viver assim. E' triste, mas esta 'e a sua realidade" - comentou o produtor, apos ter visto esgotos a ceu aberto e mal cheirosos e casebres de madeira encavalitados no declive 'ingrime do morro.
O "tiro" do Secretario de Industria, Comercio e Turismo do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ronaldo Cesar Coelho, contra gravacoes do clip na favela Dona Marta, saiu pela culatra.
Segundo o Secretario, ao mostrar a miseria na favela, Jackson pretenderia "denegrir" a imagem da cidade - e esse foi o argumento que levaria o juiz do Tribunal de Fazenda do Rio de Janeiro a proibir as gravacoes.
A noticia deu a volta ao mundo atraves dos telejornais, que acabaram por mostrar em detalhes imagens da favela, dando muito mais publicidade internacional 'a miseria ali reinante do que as cenas a incluir no videoclip de Jackson poderiam dar.
A grande maioria dos comentaristas brasileiros considera que o episodio acabou por dar uma pessima imagem do Rio de Janeiro e do Brasil, de que a cidade "maravilhosa" seria um espelho.

Tom Atho./Fim

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revoluciomnibus.com                                          série negra

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  Rio de Janeiro e Salvador - fevereiro de 1996                           

Eles  não  estão  nem  aí  pra  gente

Brasil: clipe de Michael Jackson em favelas gera protesto

Rio de Janeiro, 1 fevereiro  - O anúncio da gravação de um videoclipe de Michael Jackson em favelas do Rio de Janeiro e Salvador da Bahia causou violentos protestos de um membro do governo do Estado do Rio de Janeiro.
O Secretario da Indústria, Comercio e Turismo Ronaldo César Coelho contatou os Ministérios brasileiros da Justiça e das Relações Exteriores em Brasília para se informar sobre a legislação brasileira de vistos de entrada no pais. 
Os jornais locais insinuam que Coelho poderá ter tentado impedir a entrada no pais de uma equipe do cineasta Spike Lee e do cantor Michael Jackson, com chegada ao Rio de Janeiro prevista para 6 de fevereiro.
Lee foi contratado por Jackson para dirigir seu próximo clipe, uma faixa do CD HIStory intitulada They Don't Care About Us / Eles não estão nem aí pra gente.
Tenho mulher e dois filhos que me amam

Agora sou vitima da brutalidade da polícia

Estou cansado de ser vítima do ódio - diz um trecho da letra.
- Isso é uma bobagem. Demagogia pura - diz quem discorda de uma eventual proibição da concessão do visto de entrada a Lee, Jackson e companhia.
- Nem preto ele é mais, quanto mais preto favelado - esnobou o roqueiro Lobão.
A partir do título do clipe todos imaginam que a equipa de Lee e Jackson irá explorar os aspectos mais miseráveis da favela a escolher como cenário do clipe, a de Dona Marta ou a da Rocinha.
- No momento em que estamos tentando resgatar a cidade, em que somos candidatos a sediar as Olimpíadas de 2004, um clipe desses pode ser devastador - sinalizou Ronaldo Coelho.
- Se ele quer mostrar miséria é só ir ao Harlem, em Nova York. Esse nao é um problema só nosso - acrescentou, crente de que They Don't Care About Us poderá denegrir ainda mais a imagem do Rio de Janeiro.
Muita gente acha que o secretário vai tentar proibir a concessão do visto de entrada a Lee e Jackson custe o que custar.
 - Para gravar qualquer coisa nos Estados Unidos a gente tem que mostrar o script e precisa de autorização - disse por sua vez o diretor do núcleo de telenovelas da TV Globo, Paulo Ubiratan.
- A gente está querendo levantar o Rio e vem um megastar para mostrar só a nossa miséria. Por que ele não vai para África ou Nova Orleans, que é cheia de favelas? - inquiriu um indignado Ubiratan. 
 - Podridão por podridão, eles têm a deles - concordou um famoso artista plástico, juntando lenha na polemica que promete interessantes desdobramentos no futuro próximo.
 - O que denigre é o fato de essas favelas existirem. Agora vamos ficar com essa hipocrisia de dizer que isso não existe? Não vai denegrir coisa nenhuma - discorda um compositor famoso por canções de louvor às mulheres louras. 
 - Com ou sem polêmica o que o secretário quer mesmo é desviar a atenção dos problemas do Rio, acusou o ator e compositor Mario Lago.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse quarta-feira que não se cogita negar qualquer pedido de visto ao cantor. Segundo ela caso se desloque ao Brasil Jackson não terá a entrada negada. 
- Não se pode esconder uma realidade - comentou a porta-voz.
O Grupo Olodum, de Salvador da Bahia, que participará na gravação do clipe a partir de 8 de Fevereiro, acredita que pelo contrário Spike Lee irá mostrar a "nova face" do Pelourinho, bairro do centro histórico da cidade que conheceu em 1995. O Pelô tá de cara nova depois depois de um lifting arquitetônico e
miséria por miséria Lee e Jackson poderiam talvez querer exibir os alagados (favelas em palafitas) sobre a Baía de Todos-os-Santos.
 Lidice da Mata, prefeita de Salvador, espera que Michael Jackson entenda que deve mostrar mais o esforço da população, de maioria negra, para acabar com a pobreza, do que o lado negativo. 
O compositor Carlinhos Brown, coqueluche do verão com o super-sucesso Uma brasileira, não se importa com o que Jackson venha a fazer: "ele tem a obrigação de mostrar todas as faces, já que ele próprio tem uma face mutante", disse ele.
A polemica em torno da terceira deslocação de Jackson ao Brasil assumiu tons de muita baixaria.
- Michael Jackson é um homossexual politicamente correto que quer fazer demagogia com a miséria brasileira e insiste nesse projeto de embranquecimento ilícito, travestido de diversas moléstias cutâneas - cravou o poeta Geraldo Eduardo Carneiro.
O Jornal do Brasil publicou hoje um artigo de opinião em que reage com virulência ao projeto de Jackson de filmar cenas na favela do Morro Dona Marta ou na Rocinha escrevendo:
O que Michael Jackson quer é livrar-se do seu inferno astral, exportando uma imagem de preocupação social tão original quanto o seu visual plastificado, mas eficiente para compensá-lo financeiramente da perda de mercados como o americano.

 

 
Brasil - Michael Jackson na favela: clima de liberdade em Portugal lembrado na polêmica
 

Rio de Janeiro, 2 fevereiro - Protestos das autoridades locais, editoriais de jornais e até uma simpática referência à liberdade de filmar em Portugal. Continua intensa a polêmica em torno da gravação do videoclipe que Michael Jackson irá gravar numa favela carioca.
O cantor norte-americano tem chegada ao Rio de Janeiro prevista para 11 de fevereiro em viagem que também inclui uma estada em Salvador com o diretor de cinema Spike Lee para gravar cenas do clipe de They Don't Care About Us.
O governo do estado do Rio de Janeiro chegou a cogitar proibir a equipa de Lee e Jackson de filmar nas favelas as cenas que ilustrarão os versos da faixa do último CD do cantor, HIStory, que falam da miséria urbana.
As autoridades estaduais receiam que as imagens colhidas e montadas por Spike Lee possam denegrir ainda mais a imagem da cidade, que busca precisamente regenerá-la após anos de má fama ao redor do mundo.
Fonte do Ministério da Justiça em Brasília expressou o "constrangimento" do ministro Nelson Jobim por um telefonema recebido pelo seu chefe de gabinete em que um membro do governo estadual pediu a proibição da entrada da equipe de Lee e Jackson no Brasil.
 - Não há nada que o ministério possa fazer, ou pretenda fazer, a respeito desse pedido - garantiu a fonte no dia do anúncio oficial da concessão do visto.
 - Muito pior do que uma eventual exposição das favelas brasileiras seria a péssima repercussão que um veto como esse poderia ter - acrescentou o assessor do ministro.
 - A realidade a ser mostrada no clipe pode nos angustiar, mas nunca envergonhar - asseverou o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que pretende convencer Jackson a se apresentar no Rio no próximo reveillon.
Spike Lee garante que não viajará para o Brasil apenas para gravar cenas de miséria, que poderia mostrar nos guetos de Nova York.
O diretor americano atribuiu a origem da polêmica a um político "que deve estar querendo se candidatar a alguma coisa".
A carapuça cabe direitinho na cabeça do secretário da Indústria, Comércio e Turismo do governo do estado Ronaldo César Coelho, que chegou a tentar convencer o produtor do clipe a enviar-lhe o roteiro das filmagens para exame prévio.
 - Ele deve estar é com vergonha porque nunca fez nada pela favela -  disparou um morador do morro Dona Marta, no bairro de Botafogo, onde Spike Lee deverá colher imagens.
Uma voz ergueu-se no meio da polêmica para elogiar o clima de liberdade de filmagem que se tem em Portugal. A diretora Daniela Thomas, co-autora do filme Terra Estrangeira, de 1995, recordou  que as exigências das autoridades portuguesas à equipe foram mínimas e que os profissionais brasileiros não tiveram problema algum para filmar em Portugal. 
 - Não nos pediram nenhuma informação prévia sobre o filme. A liberdade foi total.

 

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         Brasil: suspense em torno da gravação de videoclipe de Michael Jackson

Rio de Janeiro, 08 fevereiro - Informações contraditórias dominam o noticiário do dia a propósito da polêmica gravação de um videoclipe de Michael Jackson numa favela do Rio de Janeiro.
A gravadora do cantor norte-americano, Sony Music, chegou a anunciar o cancelamento da viagem de Jackson ao Rio de Janeiro para participar nas gravações na favela do morro Dona Marta, no bairro de Botafogo.
Motivos do propalado cancelamento: a grande repercussão da divulgação do projeto do cantor de gravar parte do clipe no Rio de Janeiro e o atraso na concessão do visto de entrada de Jackson no Brasil, que só foi autorizada na noite de quarta-feira.
Mais tarde, porém, um funcionário da gravadora disse que não há alterações nos projetos do cantor, que deveria chegar ao Rio sexta-feira para participar nas gravações do videoclipe dois dias depois.
Em Salvador da Bahia membros do bloco Olodum anunciaram uma mudança de planos na produção do clipe: Jackson teria desistido de gravar no Rio e decidido aparecer apenas em cenas na capital baiana, cujas gravações estavam marcadas para a próxima semana.
O cantor teria a sua chegada a Salvador prevista para sexta-feira, segundo diretores do Olodum, que participará nas gravações no Pelourinho (centro histórico da cidade) com 200 percussionistas.
A polícia de Salvador montou um esquema de segurança semelhante ao usado na visita do Papa João Paulo II à cidade em 1991.
220 soldados da Policia Militar cercarão as entradas do bairro para evitar a aproximação de populares e as lojas não abrirão sábado, dia em que a equipe de Jackson, dirigida por Spike Lee, deverá gravar entre as 7 e as 22 horas.
A notícia do possível cancelamento da viagem de Michael Jackson ao Rio de Janeiro coincidiu com o anúncio da decisão de um juiz-desembargador do Tribunal de Justiça do estado de suspender a proibição das gravações na cidade.
 - Mostrar a pobreza não é denegrir a imagem de uma cidade e sim chamar a atenção para aquilo que os governantes do mundo inteiro parecem não fazer: preocupar-se com os pobres - declarou o juiz Humberto Perri em seu despacho.
Perri alega ainda que "indeferir a feitura do clipe, em última analise, significa voltar aos tempos da odiosa censura prévia".
A autorização das gravações fora suspensa por 20 dias por ordem de um juiz do Tribunal de Fazenda do Rio na segunda-feira.
No dia seguinte o juiz recuou e reduziu a proibição para cinco dias, o que não inviabilizaria a gravação do videoclipe, apenas a adiaria de domingo para segunda-feira.
No mesmo dia Spike Lee disse em entrevista a um jornal carioca que a proibição da gravação faria com que o Brasil parecesse "uma república de bananas".
O realizador de Do The Right Thing e Malcolm X disse ainda desconhecer qualquer mudança nos planos de gravação de Michael Jackson no Brasil.
Enquanto isso o produtor do clipe, Butch Robinson, fazia uma tomada de cenas na favela do morro Dona Marta, mas foi impedido, supostamente por um emissário de traficantes de drogas, de fotografar algumas áreas.
O suposto emissário orientou os acompanhantes brasileiros de Robinson sobre os locais que não deveriam ser fotografados, informou hoje o jornal Folha de Sao Paulo.
 - É terrível que haja gente a viver assim. É triste, mas esta é a sua realidade - comentou o produtor, após ter visto esgotos a céu aberto e mal cheirosos e casebres de madeira encavalitados no declive muito íngrime do morro.
O tiro do secretário de Indústria, Comércio e Turismo do governo do Estado do Rio de Janeiro, Ronaldo César Coelho, contra gravações do clipe na favela Dona Marta, saiu pela culatra.
Segundo o secretário, ao mostrar a miséria na favela Jackson estaria denegrindo a imagem da cidade - e esse foi o argumento que levou o juiz do Tribunal de Fazenda do Rio de Janeiro a proibir as gravações.
A notícia deu a volta ao mundo através dos telejornais, que acabaram por mostrar em detalhes imagens da favela, dando muito mais publicidade internacional à miséria ali reinante do que as cenas a incluir no videoclipe de Jackson poderiam dar.
A grande maioria dos comentaristas brasileiros considera que o episódio acabou por dar uma péssima imagem do Rio de Janeiro e do Brasil, de que a Cidade Maravilhosa seria o maior espelho.

 

 Brasil: traficantes autorizaram gravação de Michael Jackson em favela

Rio de Janeiro, 09 fevereiro - Uma produtora brasileira negociou com Márcio VP, controlador do tráfico de drogas na favela, a permissão para gravar cenas de um videoclipe na favela do morro Dona Marta, no Rio de Janeiro.

As gravações na favela Dona Marta, sob a direção do diretor Spike Lee, estão previstas para domingo ou segunda-feira, dependendo da disposição do cantor americano depois da gravação, sábado, de outras aparições no futuro clipe em Salvador da Bahia.

Jackson vai gravar em Salvador e no Rio as únicas cenas em que aparecerá no videoclipe da faixa They Don't Care About Us, do CD HIStory, além de cenas já rodadas com Spike Lee em Nova York.

As demais imagens do clipe referentes à miséria no mundo - seu tema central - serão compradas prontas e editadas pelo diretor, revelou em Salvador o produtor do videoclipe, Butch Robinson.

O Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, informa hoje que os contatos da equipe de Jackson para obter autorização para as gravações na favela foram feitos com um representante dos traficantes indicado pela associação de moradores.

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, revelou em novembro de 1995 que teve de negociar com os traficantes do morro Dona Marta a construção de um muro perto da sede da prefeitura, que fica no sopé do morro.

Os traficantes alteraram o traçado do muro esboçado pelos técnicos da prefeitura para protegê-la de invasões de traficantes.

A produtora e a associação de moradores do morro Dona Marta negociaram também com a equipe de Jackson os cachês dos seguranças e figurantes, além de uma doação para a creche e o ambulatório médico da favela.

A segurança do cantor durante as gravações será feita por 180 homens, 40 deles recrutados entre os moradores da favela.

Michael Jackson deverá deslocar-se de helicóptero até um campo de futebol perto do local onde irá gravar as cenas do clipe, na área mais pobre da favela.

A produtora do clipe alugou três casas que servirão de camarim, depósito de material e refeitório da equipe.

Juntando mais lenha na grande polêmica envolvendo a gravação do videoclipe do cantor no Brasil, Edson Arantes do Nascimento, Pelé, ministro Extraordinário dos Esportes, manifestou apoio à tentativa do secretário da Indústria, Comércio e Turismo do governo do Rio de Janeiro de impedir as gravações de Michael Jackson no morro Dona Marta.

 - Há pessoas que dão exemplo com sua vida pessoal, outras com talento. Falta ao Michael Jackson dar mais exemplo com sua vida pessoal - disse quando lhe foi perguntado se o cantor traiu a raça negra ao clarear a cor da pele.   

 

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         Brasil: Michael Jackson parte, polêmica esquenta

Rio de Janeiro, 13 fevereiro - O cantor Michael Jackson regressou hoje aos EUA após quatro dias no Brasil para gravar trechos de um videoclipe mas a polêmica em torno das suas gravações numa favela do Rio de Janeiro continua. 
A polêmica, iniciada há uma semana com a decisão de um juiz de proibir a gravação do videoclipe na favela do morro Dona Marta, esquentou com as reações das autoridades policiais ao que ocorreu domingo no morro.
As gravações do cantor, sábado, em Salvador da Bahia, também continuam em destaque nos noticiários depois que a Polícia Militar da capital baiana anunciou a abertura de um inquérito sobre a participação de soldados na gravação do clipe.
Destacados para fazer a segurança de Jackson, os 200 soldados da chamada Tourist Police, o batalhão da PM do Pelourinho (centro histórico de Salvador), acabaram por atuar como figurantes na futura peça promocional do último CD do cantor, HIStory.
A equipe do diretor Spike Lee seguia o cantor com as câmeras ligadas onde quer que ele fosse e Jackson chegou a gravar uma cena em que corre fugindo dos PMs.
Noutra cena gravada sábado no Largo do Pelourinho Jackson - que fazia mímica e dançava ao som do tema do clipe, They Don't Care About Us (Eles não estão nem aí pra gente) - tirou o cassetete de um soldado e o exibiu triunfante enquanto "cantava".
O comando da PM baiana não gostou nada da cena, captada e difundida amplamente pelas emissoras de televisão brasileiras.
As negociações da equipe de produção de Michael Jackson com representantes do controlador do trafico da favela, Marcinho VP, para obter autorização de gravar na favela Dona Marta assumiu o primeiro plano na polêmica o Rio contra Michael Jackson.
Um suposto acordo entre a produtora norte-americana do videoclipe e os traficantes foi recebido como uma afronta à autoridade pública pelo comando da polícia do estado.
O diretor da Polícia Civil, delegado Helio Luz, condenou o cantor e Spike Lee por supostamente terem pagado a VP para gravar, domingo, num panorâmico terraço no alto da favela.
 - Pode-se filmar onde se quiser, gratuitamente, no Rio de Janeiro, porque não há área de proteção na cidade, e qualquer um pode filmar que não vai ter de pagar a ninguém - garantia o delegado na tarde de segunda-feira, enquanto Jackson fazia compras em Ipanema.
O secretário de Segurança do governo do Estado, general Nilton Cerqueira, manifestou entretanto a convicção de que "alguém teve de pedir autorização a alguém" para gravar no alto do morro Dona Marta.
O general, que concluía sua primeira conferencia coletiva de imprensa para correspondentes estrangeiros, começou por censurar os órgãos de informação brasileiros pela extraordinária repercussão da presença de Michael Jackson no Brasil.
 - Existem artistas melhores no Brasil que a imprensa não ecoa, e ecoa só esse alienígena - lamentou o general, que logo a seguir expressou incômodo pela repercussão nos jornais cariocas de uma coletiva de imprensa dada por Marcinho VP no alto da favela.
Na coletiva improvisada, concedida pouco antes de Jackson aparecer no terraço da casa que serviu de base e cenário da produção do clipe, Marcinho VP acusou as autoridades de terem abandonado as populações faveladas.
Com cerca de dois mil habitantes, a favela do morro Dona Marta é uma das mais pobres da cidade, com esgotos a céu aberto e pelo menos 60 por cento das suas crianças com conjuntivite.
O chefe do tráfico do Dona Marta disse também que os traficantes do Rio estão pensando em mover "guerra" contra a PM.
Marcinho VP garantiu que "qualquer quadrilha" poderá matar um PM por dia.
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro indignou-se quando lhe manifestaram estranheza pelo fato de a polícia não prender um homem que se exibiu domingo, sem disfarces, para um batalhão de repórteres.
 - Como é que os jornalistas se encontram com Marcinho VP e a polícia não? - perguntou um jornalista.
 - Se a polícia soubesse onde eles (os traficantes) estão já os teria prendido - limitou-se a responder.
Jackson chegou e partiu deixando um rastro de polêmicas escaldantes mas paradoxalmente a impressão por ele causada nesta sua terceira estada no Brasil foi a de um astro simples, simpático e paciente.
Em meio a tanta polêmica ninguém investigou a identidade do casal de crianças que acompanhou o cantor - longe das câmeras sempre de máscara - em sua excursão ao Brasil.
O astro assentiu inclusive em fazer uma declaração através das câmeras da TV Globo ("I love you, Brazil", disse literalmente) e chegou ao ponto de - sorridente e de "pele superbranca", como foi por ela definida - beijar a face da repórter negra que o abordou.
 - A polêmica em torno da vinda de Michael Jackson conseguiu até restituir ao cantor a condição de negro - admirou-se o realizador de cinema Arnaldo Jabor em comentário no principal telejornal da TV Globo.
A equipe de Spike Lee realizou 20 horas de gravações em Salvador e no Rio de Janeiro, de que serão aproveitados apenas dois minutos no clipe.

 

 

       Os manu vão mi pegá manu - Diário do Acossado na Toca do Lobo que é Louro 

    POR                  UMA BALADA           DA

                                                                            PERDIDA

 

27 de março de 2003

O que tem a ver o Brasil e os brasileiros com as imagens do bombardeamento a Bagdá, outra capital mundial da violência?

Eles mais uma vez constatam: a violência em suas maiores cidades chega a ser maior que a capital do antigo califado das mil e uma noites. Até porque onde vivem nunca se sabe se alguma vez se será morto ou ferido, nem porquê nem por quem. Não há nenhuma guerra declarada ou a declarar., nenhum exército inimigo nas redondezas, nenhum motivo aparente para morrer de susto de bala ou grito. Não há por que temer ser morto ou ferido  por uma bala perdida  ou de fogo cruzado entre soldados do 7. de Cavalaria e fedayns. Mas os noticiários estão pejados de informes sobre sub metralha doras e granadas usadas pelos soldados do tráfico, que têm tanto ou mais intimidade com elas que os parentes dos fedayns.

O Brasil não tem nada e para os habitantes de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória do Espírito Santo tem tudo a ver com o choque-e-espanto bélico médioriental. Vai receber pelo menos menos 2 dos 17 bilhões de dólares que deveria receber este ano em investimentos diretos, diz o governo ao refazer as contas. E vai perder muito mais que isso. O seu presidente ex-metalúrgico pode até perder o cargo se insistir na política recessiva a que se diz estar obrigado por herança do governo anterior e por sua vez obrigar os brasileiros a conviver com números crescentes de desempregados subalimentados, maltrapilhos e malcriados a formar uma horda de assassinos potenciais mais os seus filhos, que sem outros recursos irão engrossar o exército do narcotráfico e outras delinquências muito bem armadas.

Onde mais no mundo um exército juvenil ostenta sub metralha doras contrabandeadas e granadas e outros engenhos de uso exclusivo das Forças Armadas, cometendo assaltos sequestros e até atentados contra juízes (¿nova Cosa Nostra? ¿nova Camorra? !¿ nova Sodoma &Gomorra ?!)  E ainda há quem diga que não há no mundo lugar como este aqui, sem furacões, terremotos e guerras. Quem fala assim é porque não é favelado ou mora em cercanias de uma favela e não tem nenhum parente no tráfico ou que foi assaltado, morto ou ferido - centenas deles por fim-de-semana, dezenas no Rio e em São Paulo, todos os dias.

Traços luminosos de projéteis em curva de cá para lá de lá para cá na geometria de tiroteios entre guangues de facções criminosas rivais, medo constante de que quem te aborda te violente de algum modo, morre-se mais nas cidades brasileiras que no Vietnã, na Bósnia ou no Iraque, do Curdistão a Bassora e Umm Qasr, crescente fértil, mesopotâmia da coca refinada, reprocessada e misturada a tudo o que é sorte de produto - esses ainda mais - maléficos. Já se viu até explosões de bombas - onde é que isso vai parar?

Aqui sim parece o final dos tempos num apocalipse sem nenhum pretexto, sequer fictício, ou pior: porque não se distribui renda ou nunca se discutiu essa droga da questão das drogas a não ser sob o prisma da hipocrisia. O que há muito se temia aconteceu, de forma diferente? o morro desceu para o asfalto e a violência que dele emana é uma outra forma de revolta. Cega e ignara. Só em Bagdá se disputa partidas de futebol entre bombas? Aláa! Aláa! Viu a bala lá?

Que papelão.

De araque.   

 

 

        Os manu vão mi pegá manu - Diário do Acossado na Toca do Lobo que é Louro 

       ALI BABUSH CONTRA OSAMA BINLADA

 

de 27 de março de 2003

  a  06 de junho de 2004

Não é esta a Bagdá dos sonhos das mil e uma noites. O poço também não é o dos desejos de Aladim. A flauta não encanta serpentes. Atiça-as para a picada fatal. A poção mágica não está no copo. O veneno está num poço e é exaurido até a última gota para matar. Ali Babá é Ali Babush, o pretenso novo emir. Os cowboys do petróleo texanos são os 40 ladrões. Os guerrilheiros de Alá, diz a CNN, são terroristas. Sherazade é a soberba do poder absoluto que semeia o pânico e o terror. Babilônia é a mátria das línguas inaudíveis.

  por uma bala perdida  

  choque-e-espanto  

   !¿ nova Sodoma &Gomorra !¿

Traços luminosos de projéteis em curva de cá para lá de lá para cá na geometria de tiroteios entre guangues de facções criminosas rivais, medo constante de que quem te aborda te violente de algum modo, morre-se mais nas cidades brasileiras que no Vietnã, na Bósnia ou no Iraque, do Curdistão a Bassora e Umm Qasr, crescente fértil, mesopotâmia da coca refinada, reprocessada e misturada a tudo o que é sorte de produto - esses ainda mais - maléficos. Já se viu até explosões de bombas - onde é que isso vai parar?

Aqui sim parece o final dos tempos num apocalipse sem nenhum pretexto, sequer fictício, ou pior: porque não se distribui renda ou nunca se discutiu essa droga da questão das drogas a não ser sob o prisma da hipocrisia. O que há muito se temia aconteceu, de forma diferente? o morro desceu para o asfalto e a violência que dele emana é uma outra forma de revolta. Cega e ignara. Só em Bagdá se disputa partidas de futebol entre bombas? Aláa! Aláa! Viu a bala lá?

                

 

 

 

 

 

 

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