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almanaque das ideias cores e sons do maior movimento de juventude da história

 

da era do rock

& da contracultura

o livro do rock e da contracultura

 

                                    ciberzine & narrativas de james anhanguera 

           

Por dentro e por fora em Londres

Terra da Dama Eletroacústica

Medo, atraso e rock no grotão

Era uma vez a revolução

Droga Loucura e Vagabundagem

- Da Teoria à Prática ou Vice-Versa

Rumo às ilhas da Utopia  

Era uma vez as revoluções

    so listen to the rhythm of the gentle bossa nova

                                   narrativas de rock estrada e assuntos ligados

   

Cedo me apercebi de que o remédio era cavalgar o tigre em que montara sem pensar muito no destino, cavalgar só para não ficar parado sobre a fera que a todo instante ameaça me engolir.

...

- Mas vem cá, tá tudo muito careta à nossa volta e os caretas desbundando tanto nas ondas mais vergonhosas que a gente até se retrai.

janela com vista para a contracultura e opara a cultura contra natura

                       divertissement ilustrado, cronistória romanceada, docudrama

       

                         Trechos BR

 

  Era Uma Vez as Revoluções 

 

 

                                                     Era Uma Vez as Revoluções

 

 O maior movimento de juventude da história, na Era das Utopias, não terá sido apenas um aspecto alucinante do passado recente e fenômenos como o movimento de antipsiquiatria, por exemplo, devaneios alucinados sem (con)sequência mas a gênese de um movimento irreversível - embora hoje talvez quase imperceptível - rumo ao utópico ‘revivalismo arcaico’ prefigurado por Terence McKenna (1992).

      Se é que a humanidade pode ainda sonhar com algum tipo de convivência sadia consigo mesma e com Gaia e ainda pode sonhar com sobrevivência.  

 

 

                                                                                                                                 apêndice de

                                                                                                                                

                Por dentro e por fora em Londres

                Terra da Dama Eletroacústica  

                 Medo atraso e rock no grotão  

                 Era uma vez a revolução   

                Droga, Loucura e Vagabundagem

                           3

                          - Da Teoria à Prática ou Vice-Versa

 

                             Rumo às ilhas da Utopia  

                             Era uma vez as revoluções

                                                so listen to the rhythm of the gentle bossa nova

                                   narrativas de rock estrada e assuntos ligados

    

                                              Era Uma Vez as revoluções 

                    Era Uma Vez as Revoluções

                          

                                             Trechos  

 

Continuamos nos anos 90 depois de Ford reféns da cultura contra natura e, claro, contra a própria natureza humana - o antigo pensamento de direita reforçado por muitos dos antigos partidários do socialismo real na defesa das instituições que, apesar de cada vez mais desacreditadas, parecem ter saído ainda mais fortalecidas das refregas dos anos 60. O ensino por exemplo, bem ao contrário das reivindicações do Maio de 1968, é cada vez mais um mero ramo de negócios da iniciativa privada, situando-se a uma ainda maior distância do ideal de Huxley de instrumento de elevação humana e não apenas de aprendizado de técnicas de sobrevivência na selva tecnológico-mercantilista. Por outro lado a guerra às drogas de múltiplas faces movida a partir de Washington fez do fenômeno de explosão do seu consumo, com o consequente aumento do tráfico, uma dos terrores do mundo moderno. O proibicionismo enriquece os traficantes e por tabela muitos representantes da lei e da ordem e do sistema financeiro que embranquece o seu dinheiro e o da corrupção.

Até Milton Friedman, mestre dos Chicago Boys, era favorável à legalização das drogas – o que segundo ele diminuiria a violência e levaria ao consumo de drogas leves em detrimento das pesadas.

Da profusão de micro-pílulas ou papel embebido em LSD produzidos por laboratórios clandestinos europeus e americanos a partir dos anos 70 avançou-se para um consumo cada vez mais dilatado de drogas duras e os guetos americanos foram inundados de crack enquanto para muita gente as chamadas drogas leves passaram a ser como que a refeição do dia-a-dia, instrumento natural de combate ao stress ou ferramenta de auxílio à criatividade, por exemplo, e o banquete da medicina moksha psicodélica tornou-se um luxo até o seu relativo revivalismo, a partir dos anos 90, quando se dá a redescoberta da Me-ti-le-no Di-ó-xi-do Me-ta An-fe-ta-mi-na, MDMA, ou ecstasy, até então usada como moderador de apetite ou desinibidora de pacientes em psicoterapias. Hoje a onda prevalecente é a da excitação provocada por estimulantes químicos de neurotransmissores.

A problemática das drogas é só uma das facetas do jogo cínico dos algozes do sistema, em pouco mais de um século a transformar-se de questão de gosto, estética ou religião em mais um dos grandes flagelos da humanidade por conta de interesses políticos inconfessáveis, sendo hoje também uma questão de importância geoestratégica para o Império. Provam-no as pressões político-econômicas de Washington sobre governos de países como o Brasil para que escancarem as fronteiras à grande guerra ao narcotráfico, potencialmente tão útil ao complexo industrial-militar e outros lobbies como a III Guerra do Petróleo da Era Ford em curso no Iraque. Não vem ao caso que uma minoria relevante das populações consumidora de drogas viva uma semiclandestinidade em certos aspectos aterradora, pela ameaça que o seu hábito – e na maioria dos casos não dependência física ou psíquica – acaba por acarretar à sua integridade física e moral, pelo contato direto com marginais, nos bom e mau sentidos do termo, e os absurdos riscos de se ir para a cadeia ou poder-se morrer por ingestão de produtos adulterados. Somos apenas drogados que com a dependência alimentam essa entidade sem rosto chamada narcotráfico. Nos EUA, onde se contabiliza mais de meio milhão de delitos ligados à posse de marijuana por ano, instituiu-se o direito de confiscar todos os bens de quem tenha uma plantaçãozeca de cannabis na sua propriedade.

O uso da cannabis para fins terapêuticos já é permitido em alguns países mas o mundo continua desperdiçando os benefícios comprovados das drogas psicodélicas em psicoterapia e no tratamento de pacientes terminais, a que pode ajudar diminuindo a angústia pela iminência da morte, como a Huxley, que morreu viajando. As pesquisas sobre os benefícios terapêuticos do LSD e da psilocibina ficaram praticamente no ponto em que estavam à época da sua proibição nos EUA. Mas o estudo etno-antropológico dessas e de outras substâncias evoluiu muito graças às pesquisas de campo feitas a partir de levantamentos históricos e ensaios sobre o trabalho de psicólogos, psiquiatras e teólogos por pesquisadores como Terence McKenna e Jeremy Narby. Viagens em si mesmas visionárias que nos levam às origens da vida e da sociedade humana e sem exceção acabam no ponto de onde sempre se parte: que desde sempre o homem procurou nas drogas, como escreveu William Wordsworth, um entendimento de algo mais profundamente interligado - um dos versos mais citados por Huxley quando escrevia sobre essa constante histórica de meticulosidade estarrecedora - e que é nas drogas que ele encontra um dos elos mais fortes com a sua natureza.

Encontramos recentemente na internet uma dica a esse propósito: Como o telescópio é ilegal não podemos pedir às pessoas para olharem através dele, diz um dos terapeutas que consideram os enteogênios os instrumentos mais corretos e instantâneos para se entender o modelo racional da morte do ego e que lamenta que até hoje a cultura ocidental só os tenha experimentado sob uma severa combinação de supressão legal, tabu cultural, estúpida ignorância, desinformação, mentiras, distorção e poderosa antipropaganda pelo Establishment.

Na carta que enviou com uma cópia de A Ilha ao que chamava de descobridor original da medicina moksha, Huxley dizia a Albert Hofmann: Espero que este e outros trabalhos do gênero resultem no desenvolvimento de uma verdadeira História Natural da experiência visionária, em todas as suas variações, determinadas por diferenças de estrutura física, temperamento e profissão, e ao mesmo tempo de uma técnica de Misticismo Aplicado – uma técnica para ajudar indivíduos a aproveitar ao máximo a sua experiência transcendental e para usar os insights no Outro Mundo nos assuntos deste mundo. Meister Eckhart escreveu que o que se obtém pela contemplação deve ser devolvido em amor. É essencialmente isto o que se deve desenvolver – a arte de doar em amor e inteligência o que se obtém da visão e da experiência de autotranscendência e solidariedade com o Universo...

Hofmann acompanhou sua participação numa conferência sobre superpopulação, recursos naturais e escassez de alimentos que se realizou em Estocolmo dois meses antes da sua morte e recordou-a da seguinte forma:

Huxley propôs a exploração e aplicação das capacidades ocultas e ainda inexploradas do ser humano. Uma raça humana com mais capacidades espirituais altamente desenvolvidas, com consciência expandida da sagacidade e da incompreensível maravilha do ser, teria também uma maior compreensão e maior consideração pelas fundações biológicas e materiais da vida na terra. Sobretudo para a população ocidental, com a sua racionalidade hipertrofiada, o desenvolvimento e expansão de uma profunda experiência emocional da realidade, desobstruída de palavras e conceitos, seria de grande significado para a evolução.

Até hoje idéias do subterrâneo.

 

...

 

 

 vida aventureira de um jovem viajante no underground e no bas-fond nos anos 1960 a 80

    

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E S P E C I AL

Terra da Dama Eletroacústica

 versão integral do capítulo a partir daqui

ELOÍSA  OU  A MAIS NOVA HELOÍSA 

  OU  ELOITH E O DESTINO

trechos dos capítulos Era uma vez a revolução e  Droga, Loucura e Vagabundagem  que compõem um romance dentro da crônica histórica romanceada a partir daqui

 

VAGABUNDAGEM

um tema fora de moda

   

 

 

Jack Kerouac termina seu livro de crônicas Lonesome Traveler / Viajante Solitário (1960) com o ensaio O Vagabundo Americano em Vias de Extinção. Aquele vagabundo americano -

 

trechos dos capítulos Era uma vez a revolução e  Droga, Loucura e Vagabundagem  que compõem um romance dentro da crônica histórica romanceada sobre a era posterior a Jack Kerouac em que ainda foi possível vagabundear pelas estradas fora em trips interiores e exteriores antes do fechamento das fronteiras ao turismo existencial ou "sem propósito" ou "a despropósito" - a partir daqui

 

E S P E C I AL

relato inédito DO 25 de abril

Enquanto crescíamos havia muita gente que acreditava que ainda iria viver num mundo totalmente diferente. Hoje em dia parece que tudo aquilo sequer existiu.

Quem jamais ousará de novo acreditar na regeneração da humanidade?

com dados exclusivos de fatos marcantes que o precederam e sucederam dos palcos da história - cafés, casas de espectáculos, repartições, quarteis, meandros políticos, comunicação social (directo da Rádio Renascença) e submundo

1970-1975          2010-2015

40 anos esta noite

25 de Abril de Cabo a Rabo

relato inédito com dados exclusivos de fatos marcantes que precederam e sucederam a queda da ditadura portuguesa 1928-1974 com a cronologia em insights originais dos antecedentes do maior acontecimento da história portuguesa no último meio século, da madrugada dos filhos da madrugada, do chamado PREC (Período Revolucionário em Curso) e do retorno à "normalidade", a uma outra realidade. Ao mesmo fado?   

DAQUI  Primavera Marcelista 

DAQUI   último semestre do regime

DAQUI  a partir da madrugada de 24 para 25 de Abril de 1974

 

 Veja outros trechos acessíveis em  revoluciomnibus.com acessando

   

huxley  na fome do mundo

 Rumo às ilhas da Utopia – Da Teoria à Prática ou Vice-Versa

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              1968  

os muros proclamam um velho ideal de cidade e cidadania 

 have you ever been down to electric

                      ladyland?    

 40 anos do último disco  

       da  trilogia básica de jimi hendrix

            DAQUI

as ditas moles e as ditaduras - leitura associada  -  dossiê    A Fome no Mundo e os Canibais sobre opressão

  50 anos de Flower Power 

 

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