ciberzine & narrativas de james anhanguera 

   destrincha o pato ࠂeijing, ou xadrez, ou laqueado

                               

          2008 d.C. O Mundo

          finalmente acorda 

         para a emergꮣia

         alimentar. Mas 

     Que mundo?

          Que emergꮣia

         Que alimento?

Do caviar ao feij㯠com arroz (branco? preto?

integral?) ou feij㯠com farinha de mandioca

um universo de inguinor㧡 e hipocrisia separa 

a humanidade carente.               De comida? 

 Sथ comida? 

Ou tamb魠 de sapiꮣia e vergonha na cara? 

                                                                                                                                                                                          

            banco de dados revoluciomnibus.com  do dossiꦮbsp; A Fome no Mundo e os Canibais

                              e                  ANHANGUERA         PAPERS
                                                                               

A FOME NO MUNDO .... E OS CANIBAIS

                         

                                                  

             

              Afirma uma firma que o Brasil confirma:

                    羚nt>Vamos substituir o Caf頰elo A篔.

          Vai ser dur�imo descondicionar o paladar.

                                                             Cacaso

                                                                                                                                                                                                           

                                                                                                               Este Admirᶥl Mundo Louco - Ruth Rocha, 22魰ress㯬 ...   ilustra絥s Walter Ono

      

 

 20 MILHՅS DE BRASILEIROS ESTAVAM - ABAIXO DA LINHA DA MISɒIA -, OU SEJA - EM SITUAǃO ALIMENTAR GRAVE -, EM OUTRAS PALAVRAS - PASSANDO FOME - EM 2007 - SEIS MILHՅS A MAIS QUE EM 2004, SEGUNDO UM ESTUDO DO IPEA (INSTITUTO DE PESQUISAS E ANLISES APLICADAS) BASEADO NUMA PNAD (PESQUISA NACIONAL DE AMOSTRAS AO DOMIC͌IO) DO IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT͓TICA). TAIS CIFRAS CORRESPONDIAM A QUASE UM DɃIMO DA POPULAǃO DO BRASIL E A POUCO MAIS OU MENOS DOIS POR CENTO DO CONTINGENTE DE UM BILHÏ DE PESSOAS QUE PASSAM FOME NO MUNDO. ERAM OUTROSSIM POUCO MAIS OU MENOS EQUIVALENTES AO PORCENTUAL DA CONTRIBUIǃO DO BRASIL PARA O COMɒCIO MUNDIAL, EM QUE OS ALIMENTOS Tʍ PESO CONSIDERVEL. OS ESFOMEADOS BRASILEIROS SÏ 11 MILHՅS, DIZ UM ESTUDO DO IBASE (INSTITUTO BRASILEIRO DE ANALISES SOCIAIS E ESTATISTICAS) CITADO NO FILME GARAPA, DE JOSɍ PADILHA.  20 OU 11 MILHՅS ɠDE TODO MODO GENTE DEMAIS PASSANDO FOME EM UM PA͓ 

EM QUE 

Brasileiro
passa fome
sem raz㯼/span>

Jornal do Brasil 22 de julho 1993
A fome n㯠se explica pela falta de alimentos, constatou o Tribunal de Contas da Uni㯠baseado numa auditoria feita aos
Programas de Suplementa磯 Alimentar do governo envolvendo
Funda磯 de Assistꮣia ao Estudante (FAE)
Instituto Nacional de Alimenta磯 e Nutri磯 (Inan)
Legi㯠Brasileira de Assistꮣia (LBA) e
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
EM CADA PROGRAMA FORAM OBSERVADAS IRREGULARIDADES E FALHAS GRAVES
Com uma m餩a de 59 milh峠de toneladas de gr㯳 (arroz, feij㯬 trigo, milho, soja) e a disponibilidade interna desses produtos e dos demais produtos tradicionalmente consumidos no pa�頳uperior ೠnecessidades diᲩas de calorias e prote�s da popula磯.
Disp孳e de 3 280 calorias e 87 gramas de prote�s per capita/dia para uma necessidade de 2 242 calorias e 53 gramas de prote�s.

 

Aqui no Rio me esperavam surpresas incr�is. A primeira delas foi ver a beleza da ra硠brasileira em Ipanema. ɠa ra硠dos que comeram. Depois fui ver Caxias, fui ver Madureira; lᠩ outra ra硬 a dos que n㯠comeram. A figura dos que n㯠comeram, do pov㯬 de um lado, e a beleza de Ipanema, do outro, 頵m tremendo contraste. A beleza de Ipanema estᠭuito mais bela, as meninas e os rapazinhos, as tribos, s㯠uma beleza. E as subtribos de Caxias, do M驥r, est㯠mais terr�is ainda.

Darcy Ribeiro em debate promovido pelo Jornal do Brasil do Rio de Janeiro com Ferreira Gullar, Glauber Rocha e Mario Pedrosa em 1977, quando os quatro regressavam do ex�o imposto a eles pela ditadura militar

                                                                      foto Vilma Lobo Abreu - reprodu磯 do Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1993/setembro/12

                                      

 

      A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

                                        

      AFriCa AM鲩CA EuROPa                                                                     

nossos enviados reportam de tr고continentes as causas e consequꮣias de duas emergꮣias previstas para nostro domus Terra hᠭilhares de luas, baseados no que vꥭ e no banco de dados revoluciomnibus

  em

             A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

                   

          huxley na fome do mundo

                                       

      CRISE 2008

DE CRACK EM CRACK A COMANDITA ENCHE O PAPO

 

                                          

         ALIMENTAǃO      ENERGIA

  

      GUERRA      E      PAZ

 

   Oh como os brancos s㯠bons 

Come sono buoni i bianchi

         

  A INDړTRIA DA SECA

                                       

           

                                 

                ALIMENTAǃO      ENERGIA

                              

                 GUERRA      E      PAZ

 

Dossi꼯font> A Fome No Mundo e os Canibais revoluciomnibus.com


Robert Anton Wilson dᠯ bote em The Illuminati Papers:
                        N㯠existe crise de energia. O que hᠩ uma muito mais terr�l e tr᧩ca crise de inteligꮣia.
Money makes the world go around.
                        Tudo estᠡqui dito. A vida 頵ma concep磯 humana. Se o dinheiro acaba o mundo deixa de girar, porque deixamos de existir e n㯠o vemos. Se deixamos de existir nada mais existe. Que sentido faz que todo o resto exista quando a gente n㯠existe mais?
                         As coisas est㯠no mundo s౵e eu preciso aprender - canta o poeta Paulinho da Viola.
                         O muro de Berlim caiu faz tempo, mas n㯠o da hipocrisia. Cai a Babil, cai a muralha da China, que mais de um s飵lo depois das Guerras do Ӱio se abre ࠍ sociedade de consumo ocidental e a fome e a inguinoran硠no mundo aumentam em escala.

 

2 DE SETEMBRO 2008

      O BANCO MUNDIAL ADVERTE:

CARESTIA DE ALIMENTOS VAI LEVAR UM BILHÏ DE PESSOAS POBREZA

 

DESPERD̓IO
ENERGIA PERDIDA JOELMIR BETING                         O GLOBO 1䥠abril 1993
PӠNO CANO
A ONU informa: no ano 2000 cada terrᱵeo vai ter um milh㯠de metros c飯s de ᧵a por ano. Em 1950 a disponibilidade de ᧵a doce era de 2,9 milh峠por pessoa. Na cidade de S㯠Paulo a ᧵a jᠥstᠳendo puxada de at頱50 quil�ros de dist⮣ia. Com ela a gente lava carros e cal硤as.
                 

    Money makes the world go around.
Tudo 頵ma quest㯠disso mesmo:   
GS ALIMENTAǃO ENERGIA GUERRA OU PAZ.

Este cap�lo do

Dossi꼯font> A Fome No Mundo e os Canibais
revoluciomnibus.com

  

           Causas da emergꮣia alimentar

exp堤icas dos Estados Unidos, Jap㯬 Inglaterra e Brasil e a evolu磯 das quest峠relativas a agricultura, alimenta磯, demografia (Malthus or not Malthus), ecologia, fontes de energia e jogo c�co, hip㲩ta dos pressupostos da Civiliza磯 com pontos de vista do Mundo e enfoque no Brasil de Cabral ࠍ timbalada de Carlinhos Brown - como exemplo. Por exemplo.

Robert Anton Wilson  dᠯ mote das premissas de   A Fome No Mundo e os Canibais:

         Apesar de tanta gente usar as SMART DRUGS (...) a estupidez humana da maioria das pessoas, pelo menos nos EUA, cresceu cada vez mais. Atribuo o fato a uma pol�ca deliberada de estupidifica磯 da popula磯 que a nossa Elite regente instigou (...).
          Os males do mundo, que envolvem a fome maci硠assim como a eros㯠das liberdades individuais.
          Duas pessoas eminentemente inteligentes, R. Buckminster Fuller e Werner Ehrard, propuseram que podemos e devemos abolir a fome at頯 final deste s飵lo. [s飵lo XX] Este objetivo 頲acional, prᴩco e desejᶥl, de modo que, naturalmente, foi denunciado como ut੣o, fant᳴ico e absurdo.
        ... se gastaria muito menos dinheiro em tremendas imbecilidades organizadas como a corrida aos armamentos, sobrando bastante mais para investir em projetos fomentadores de vida.
           O dr. Nathan Kline (...) predisse no livro Psychotropic Drugs in the Year 2000 que dentro de 20 anos teremos drogas para estimular ou suprimir qualquer emo磯, drogas para prolongar ou encurtar a inf⮣ia, drogas para manipular o comportamento materno, etc. (...) [As pessoas] mais inteligentes as usar㯠de modo mais inteligente, isto 鬠para aumentar a sua pr಩a liberdade neurol穣a, desprogramar os seus programas irracionais e em geral expandir a consciꮣia e aumentar a inteligꮣia.
           [N]㯠 existe raz㯠para crer que pessoas libertᲩas e humanas n㯠possam usar estes conhecimentos [formulados por Walter Bowart no ensaio Operation Mind Control, baseados na premissa de que "Modifica磯 do Comportamento aliada aos neuroqu�cos 頭ais eficaz do que apenas a Modifica磯 do Comportamento", R.A.Wilson] para descondicionar e desprogramar, em vez de unicamente para recondicionar e reprogramar.
          a aboli磯 da pobreza, a economia da abund⮣ia para todos, o fim da competi磯 territorial por recursos limitados conducente ao ciclo da guerra, atingir a longevidade e eventualmente a imortalidade. Todas estas competi絥s do segundo circuito (como Leary lhes chamaria) resultam das puls峠mam�ras bᳩcas: paix㯬 status, territ⩯ (propriedade).
            Como resolver ent㯠os problemas que afligem este planeta? N㯠atrav鳠da pol�ca, esse ritual mam�ro irrelevante. Resolveremos os nossos problemas atrav鳠de tecnologia melhor, mais barata e mais eficiente; e especialmente atrav鳠da migra磯 para o espa篬 da tecnologia da consciꮣia e aumento da inteligꮣia, e do prolongamento da vida.
             (...) Ap㠥stas experiꮣias come硲emos a passar gradualmente de rob㠴otais para autoprogramadores.

              Temos o azar de pertencer a uma esp飩e mam�ra dotada de tecnologia suficiente para tornar estas futricas crescentemente oniletais. Mas isto sucede provavelmente em todos os planetas sustentadores de vida durante a evolu磯 do estado mam�ro para a verdadeira inteligꮣia. Encontramo-nos apenas a meio do ciclo evolucionᲩo da nossa estrela e nos 䩭os milhares de anos jᠣome硲am a surgir formas mais avan硤as em mutantes ocasionais.
              [Ezra Pound torna claro que] n㯠acredita, como a maioria dos Ut੣os, que a reforma do mundo 頭eramente uma quest㯠de conseguir que suas id驡s pol�co-econ�as ganhem aceita磯 generalizada. A consciꮣia superior, a sensibilidade sutil, devem surgir primeiro, antes de poder manifestar-se a "ordem c�ca". 
              Aqueles que pensam que a subordina磯 de Pound ࠥconomia fascista * significava uma devo磯 ࠰ol�ca fascista confundem completamente a quest㯮
* Tratava-se principalmente de uma submiss㯠ࠩd驡 de dinheiro n㯠gerador de juros cunhado pelo Estado como distinto da prᴩca corrente na qual 72% de todo o "dinheiro" existe apenas em livros de contabilidade e serve como d�da geradora de juros para banqueiros privados.
             (...) Todos os fatos da Ciꮣia foram outrora Danados, todas as inven絥s foram consideradas imposs�is. Todas as descobertas foram choques nervosos para alguma ortodoxia. Todas as inova絥s art�icas foram denunciadas como fraudulentas e levianas. Toda a malha da cultura e do "progresso", tudo quanto na terra 頦eito pelo homem e n㯠nos 頤ado pela natureza, constitui a manifesta磯 concreta de algum homem recusando a submeter-se ࠁutoridade. Se n㯠fossem os rebeldes, os recalcitrantes e os intransigentes, n㯠ter�os mais, saber�os mais e ser�os mais do que os primeiros homin�os. Como disse em verdade Oscar Wilde, "A desobediꮣia foi a virtude original do homem".
             O desemprego n㯠頵ma doen硬 donde n㯠ter cura.
             Vejo o jogo do poder como assentado em tr고n�is de for硠e fraude (...) o mais antigo e ainda o mais forte: a extors㯠praticada pelo governo, o monop쩯 da for硼/i> (militar, policial,  etc.) que permite o grupo governante receber tributo (impostos) das massas escravizadas ou iludidas.
o de segundo n�l: a extors㯠praticada pelos senhorios, o monop쩯 mam�ro do territ⩯, o arrendamento 頦ilho do fisco, o segundo grau do mesmo esquema de extors㯮
O de terceiro n�l, historicamente mais recente: a extors㯠da usura, o monop쩯 da emiss㯠de moeda, que permite aos senhores do dinheiro receberem tributo (juros). (...) a maioria das pessoas que se dedicam a estas prᴩcas nefastas s㯠pouqu�imo propensas a reconhecer o que realmente fazem, pois encontram-se viciadas nas mesmas hipocrisias que o resto da humanidade, acho que todos os grupos poderosos acreditam sinceramente que o que est㯠fazendo 頢om, e que quem os atacar sయde ser um louco revolucionᲩo.

mais dicas do cardᰩo de  A Fome no Mundo e os Canibais:


N㯠頵n�co, n㯠頭anique�a, n㯠頵nilateral. Tamb魠daqui se vꬠcomo o senador Cristovam Buarque, que hᠱue definir, como a Opep quantas gotas de petr쥯 se produz, quantos cent�tros quadrados de terra se vai consumir para encher os tanques do mundo e n㯠deixar de plantar para se comer num pa�que tem fome.
 

                   Li磯 que qualquer bebezinho sabe de cor - e o que faz 頤esaprender.

Indi-gente
quest峠velhas de guerra
cobi硠X natureza
que apenas 頳em perguntar
como
porqu꼢r> pra qu꼢r> desenvolvimento econ�o X preserva磯 ambiental

ou como posto no t�lo do livro do fot粡fo Pedro Martinelli Gente X Mato (2008) quando a quest㯠bᳩca hoje 頡 educa磯 e ela estᠥm falta para tudo, quanto mais para a curti磯 ambiental. Se a quest㯠頤esenvolvimento 頮ecessᲩo um modelo que explore a biodiversidade e a riqueza de terra, exposi磯 solar e ᧵a com um sistema educacional que no Brasil, segundo alguns especialistas, jᠡtingiu n�l de sofistica磯 como em poucos pa�s em desenvolvimento NO EXTRATO SUPERIOR DE Pӓ-GRADUAǃO, mas nas bases...

em depoimento ࠲evista veja, de s㯠paulo, quando do lan硭ento de Gente X Mato Pedro Martinelli p堯 dedo na chaga que 頯 mapa do Brasil ao dizer que as coisas n㯠mudam (ou mudam para pior) desde que hᠳ0 anos come篵 a viajar para a Amaz. Quando a mar頳obe em Bel魠do Parᠳobe com ela "um lixo de cheiro insuportᶥl" nas imedia絥s do famoso mercado Ver-o-Peso e em Manaus hᠤ飡das o esgoto 頪ogado diretamente no Rio Negro na frente da cidade e "as comunidades do interior s㯠todas um lixo s汵ot;. Ent㯬 n㯠adianta o sujeito que mora em S㯠Paulo ficar falando em emiss㯠de carbono, sustentabilidade, manejo sustentᶥl. Na prᴩca, as coisas n㯠mudam.

quem sai das min㵬as reservas habitacionais protegidas por grades das popula絥s de classe A e B depara-se com o descuido pela deseduca磯 e pobreza que faz de quase todo o resto do Brasil viveiro de mil e uma pragas de subdesenvolvimento urbano, suburbano e rural de igual modo insuportᶥl, de onde a cada hora desaparece o m�mo vest�o de desenvoltura, do絲a, beleza e nobreza.

de outra parte n㯠adianta insistir em desenvolvimento sobre o mesmo modelo econ�o visando quase exclusivamente a exporta磯 de produtos primᲩos. N㯠頤e agora que se sabe que, ao mesmo tempo em que 頮ecessᲩo pensar um pouco em dar um pouco ou mais de comida ao pov㯠e n㯠plantar soja para engordar porco japon곬 頰reciso no m�mo agregar valor aos produtos primᲩos para que eles sejam rentᶥis. como se assinala a cada passo por a�> : o Brasil tem Ქa plantada de soja quase tr고vezes maior que a da Argentina, que no entanto fatura quase o mesmo em exporta磯 porque exporta 쥯 de soja e n㯠somente gr㯳. de Cabral ࠴imbalada de Carlinhos Brown dᠮo mesmo: eles aqui थ escravo subalimentado. Indi-gente.

 

detrito da abund⮣ia (de detritos), detrito da indi-Gꮣia

Wildlife, whatever happened to  wild life  the animals in the Zoo - em outubro de 2008 a World Wildlife Fund repica os sinos em relat⩯ de um estudo em que fez as contas do que 頍 necessᲩo para a produ磯 de bens e processar o lixo produzido pelo homem e concluiu serem necessᲩos em m餩a 2,7 hectares de terra por habitante ao ano - 9,4 para cada americano - e que em 2030 serᠮecessᲩo um outro planeta do tamanho e com as condi絥s ambientais da Terra para dar conta do recado. A demanda por recursos naturais dobrou desde 1997. A popula磯 da frica triplicou desde 1970.  Metade dos rios do mundo est㯠contaminados por esgoto, agrot詣os e detritos industriais. Em 2050 ser㯠utilizados 80 por cento dos recursos de ᧵a doce do planeta que o homem pode consumir, equivalente a um por cento do l�ido existente, e o volume de pesca dispon�l terᠳido reduzido em 90 por cento. Quase metade da Ქa dos oceanos estᠧravemente contaminada. A emiss㯠 de g᳠carbono aumentou dez vezes nos 䩭os 50 anos. S൭ d飩mo dos 15 bilh峠de hectares de terra existentes servem para a agricultura.



ENGLAND  WAR ON OIL Lawrence da Arᢩa, tenente ingl고que na I Guerra Mundial coloria mapas e acaba liderando uni㯠de n�es da atual Arᢩa Saudita contra os turcos. Winston Churchill cria a Opep.

Eles n㯠falam do mar e dos peixes nem deixam ver a mo硠p⠡ can磯. O que interessa 頱ue a BR 364 desemboca no Pac�co de boca para a sia, n㯠o que aconteceu desde os primeiros contatos h᠍ meio s飵lo, a abertura da picada at頯 asfaltamento da estrada que vai para Rond e de l᠍ para o Peru.
A quest㯠dos conflitos de terra no Brasil 頣entral
brancos X �io branco X branco
expans㯠agropecuᲩa e boi bumbᠢumba meu boi na Amaz - M飡 do BR K Abertura em Tom Menor,
 Abertura.
 

todo beb꠳abe
tudo o que se faz 頥m fun磯 da comida, que 頯 que nos mant魍 na vertical. O homem dito civilizado nem se toca e vive na ilus㯠de que 頡 piscina, a Ferrari ou a gostosona do peda篮 O homem dito sapiens sapiens curte tamb魠uma bela comida espiritual - a dita cultura. Inclusive religi㯬 comida, bebida, o p⭤o-sol.

a prop㩴o de Lula elogiar governos militares e de Veja o que se fez - matan硠de gente e outras esp飩es animais e esp飩es vegetais, tortura e coisa e tal - 頣inza. pouco importa. a sanha 頡inda e sempre a senha, o homem pisa e repisa, pisoteia tudo, pisa e repisa os mesmos
rerros
 

O MOTOR DO SɃULO E DO CAPITALISMO VEJA 14 DE JUNHO 1995:  Isso porque a energia do homem 頱ue 頦onte inesgotᶥl.
A energia humana 頳ua fome inesgotᶥl. De comida. De grana. De poder.
 

Tudo parece t㯠complicado e 頴㯠simples ou Tudo 頴㯍 simples e s࣯mplica porque recai sempre sobre a mesma equa磯: cobi硍 X ser natural, matar pela posse X n㯠a磯.
Asa Branca, onomatop驡 da fome, Caetano Veloso - ver Glauber Rocha Vozes da Seca    

Caetano Veloso gravara no primeiro de seus dois LPs do ex�o uma vers㯠de Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Z頄antas, em que aplica ࠭飡 popular a est鴩ca da fome glauberrochiana, onomatopeizando a fome ao ritmo de bai㯼b>: nham, nham-nham, nham, nham-nham... Coisa, de fato, de Cinema Novo: som de chiado de carro de boi e caras calcinadas de sol e fome. De Londres, qual um Josu頤e Castro, chamava a aten磯 para a fome no mundo e no seu Nordeste, em que fome e arrasta-p頳㯠bin� de lei. Carro de boi e calcinamento. Barriga roncando no ritmo dos foles da concertina. Uma lembran硠tocante 報ui硠at頣hocante 堨omenagem transversa ao papa do Cinema Novo. 

    ver ent㯦nbsp;   Carta de Glauber Rocha ao cineasta Cac᠄iegues

N㍍ estamos em 1971. Caetano se reaproxima atrav鳠de John Lennon, mas n㯠tenho o menor interesse em John Lennon, apesar de ter o maior interesse em Caetano. Mas seu 䩭o disco 鍍 um filme de Cinema Novo de 1968. Depois que descobriram o cinema novo de tanto esculhamba-lo: um pouco de ingl고pop e de nordeste faminto �, meu Deus, qual a novidade de Asa Branca depois do plano inicial de Vidas Secas 頴udo bonito?

Caetano sabe disto. Intuiu mais ou menos, ele estᠰesquisando a m飡 brasileira

     Assim escreveu o homem que cinco anos antes proclamara em San Remo no manifesto ESTɔICA DA FOME:

 

ୡis nobre manifesta磯 cultural da fome 頡 violꮣia. Nossa originalidade 頮ossa fome. A fome na Am鲩ca Latina n㯠頳omente um sintoma alarmante. ɠo pr಩o nervo da sua sociedade.ﺐ>



Outros toques do cardᰩo de A Fome No Mundo e os Canibais:
 

Josu頤e Castro 쯳pan> morreu em Setembro de 1973, pioneiro no Brasil de estudos sobre alimenta磯 e nutri磯, 1945: Geografia da Fome 1952: Geopol�ca da Fome 㕂NUTRIǃO 頡 falta de qualquer UM dos 40 elementos nutritivos indispensᶥis ࠳alvaguarda da sa堈UMANA

Provou que dois ter篳 da popula磯 mundial passa fome ou sofre de doen硳 por m᠍ nutri磯.

A solu磯 para o problema n㯠頰roduzir mais, mas distribuir melhor e repartir mais equitativamente; problemas fundamentais s㯠pol�cos.

JOSUɠDE CASTRO
m餩co pernambucano, 1908-1973
revelou o flagelo da fome no Brasil
em 1952 foi eleito presidente da FAO - Organiza磯 das Na絥s Unidas para a Alimenta磯 e Agricultura
3 v鳰eras do golpe de 1964 foi vetado pelo pr಩o partido, o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), para o Minist鲩o da Agricultura do governo Jo㯠Goulart
morreu no ex�o
Geopol�ca da Fome - Geografia da Fome: obras de referꮣia bᳩca e consulta obrigat⩡
Theothonio dos Santos, economista 12 de setembro de 1993 Jornal do Brasil
Foi fundo na busca das causas desse quadro de fome, ao processo de coloniza磯 e do seu carᴥr predat⩯ baseado na busca do lucro fᣩl, do atendimento dos apetites e necessidades dos povos colonizadores, da implanta磯 de regimes de trabalho servis. Destacou ainda o peso atual desta heran硠numa agricultura dominada pelo latif䩯, numa industrializa磯 baseada no protecionismo e na infla磯,  em uma urbaniza磯 desequilibrada e incapaz de absorver os trabalhadores vindos do campo e de gerar um mercado urbano capaz de estimular uma economia agr�la moderna.
Alertava para uma centraliza磯 econ�a que abandonava as regi峠 mais pobres ࠳ua sorte. Durante os anos de crescimento econ�o vitorioso era um dos poucos que criticava, de forma contundente, um crescimento industrial que marginalizava a agricultura e acentuava a concentra磯 de renda e a centraliza磯 econ�a.
O golpe de 1964 reinstalou no poder a oligarquia da terra, obrigando-a somente a modernizar-se e tornar-se mais produtiva por for硠de um Estatuto da Terra que preservava suas propriedades anti-econ�as e anti-sociais, o capital internacional e os interesses monopolistas e centralizadores.
Atualidade de Josu頤e Castro na advertꮣia ao carᴥr paradigmᴩco da evolu磯 de Recife:
O que os soci쯧os chamam de 'cidades inchadas', como a do Recife, com 200 mil marginais improdutivos, oriundos do interior, s㯠uma demonstra磯 evidente de que, longe de se atenuar, se vai agravando no Brasil nos 䩭os tempos o desequil�io entre a cidade e o campo. Como se agrava o desn�l entre a regi㯠industrializada do Sul e as regi峠predominantemente agr�las do Norte e Nordeste do pa� vindo a situa磯 do Nordeste a constituir-se no mais grave problema nacional (...).
Como m餩co criou a profiss㯠de nutricionista
pesquisou o valor nutricional de um grande n岯 de produtos agr�las brasileiros
estudou as doen硳 alimentares mais graves do pa�br> professor de Geografia Humana nas Universidades do Brasil e do Recife
romance Homens e Caranguejos - homens que moram no mangue e vivem na lama como os caranguejos que vivem no mangue e moram na lama
Josu頡profundou sua vis㯠ecol穣a da geografia humana que influenciou t㯠fortemente a ONU para a realiza磯 da famosa Conferꮣia de Estocolmo em 1972 sobre ecologia e meio ambiente, em que a ditadura militar se op㠠 defesa do meio ambiente em nome do desenvolvimento.
Ningu魠se lembrou dele 20 anos depois como precursor do enfoque ecol穣o dos problemas humanos.
Seus trabalhos deste per�o foram publicados sob o t�lo
Fome: um tema proibido

                 "A fome se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe e nos bairros pobres de Recife."

p᧩nas finais de GEOGRAFIA DA FOME, 1946
... dualidade da civiliza磯 brasileira, com sua estrutura econ�a bem integrada e pr㰥ra no setor da ind䲩a e sua estrutura agrᲩa arcaica, de tipo semicolonial, com manifesta tendꮣia ࠭onocultura latifundiᲩa, (...)
Nenhum fator 頭ais negativo para a situa磯 de abastecimento alimentar do pa�que a sua estrutura agrᲩa feudal, com um regime inadequado de propriedade, com rela絥s de trabalho socialmente superadas e com a n㯭utiliza磯 da riqueza potencial dos solos.
Tamb魠fator de agravamento da situa磯 alimentar tem sido o surto de expans㯠industrial do pa� sem o paralelo incremento da produ磯 agr�la, de forma a atender ࠣrescente procura de alimentos de uma popula磯 que procura levar os seus padr峠de vida, principalmente nas cidades.
A alimenta磯 do brasileiro se mostra assim impr಩a em toda a extens㯠do territ⩯ nacional, apresentando-se em regra insuficiente, incompleta e desarma, arrastando o pa�a um regime habitual de fome - seja de fome epidꭩca, como na Ქa do sert㯬 exposta ೠsecas peri䩣as, a do Nordeste a絣areiro e a da monocultura do cacau, seja da subnutri磯 cra, de carꮣias mais discretas, como nas Ქas do Centro e do Sul.
... as in岡s carꮣias que o estado de nutri磯 do nosso povo manifesta constitui (...) o fator principal da lenta integra磯 econ�a do pa� Por conta dessa condi磯 biol穣a tremendamente degradante - a desnutri磯 cra - decorrem graves deficiꮣias do nosso continente demogrᦩco.
 

Josu頤e Castro morreu em Setembro de 1973. Pioneiro no Brasil de estudos sobre alimenta磯 e nutri磯 - 1945: Geografia da Fome 1952: Geopol�ca da Fome - alertou para os danos que pode causar a falta de qualquer um dos 40 elementos nutritivos indispensᶥis ࠳alvaguarda da sa嬠e n㯠s͍ para situa絥s terminais como a inani磯 causada por falta de alimentos.
Provou que dois ter篳 da popula磯 mundial passa fome ou sofre de doen硳 por mᠮutri磯.
Para ele a quest㯠n㯠頰roduzir mais, mas distribuir melhor e repartir mais equitativamente; problemas fundamentais s㯠pol�cos.

O Estado de S㯠Paulo 16 de janeiro de 1994
MILTON SANTOS, professor titular de Geografia Humana da USP e autor dos livros
Croissance D魯graphique
Croissance Alimentaire dans les Pays Sous-D鶥lopp鳬 CDU, Paris, 1967
A Urbaniza磯 Brasileira, HUCITEC, S㯠Paulo, 1993
FOME SӠACABA COM PACTO SOCIAL DURADOURO
... o sonho do ap㠧uerra, de que Josu頤e Castro foi um paladino, de um mundo onde todos pudessem se alimentar devidamente, mostrou-se v㯮
... a fome globalizada 頤iferente daquela fome localizada do passado.
... Antes os migrantes fugiam dos seus lugares para escapar ao flagelo, enquanto hoje continuam famintos no lugar onde chegam.
... uma urbaniza磯 galopante (em 1991, o n岯 do urbano 頩gual ao total de brasileiros em 1980) e por migra絥s colossais desenraizadoras (eram 8% os brasileiros ausentes do seu lugar de nascimento em 1940, hoje s㯠mais de 45%), levando a uma concentra磯 gigantesca das popula絥s em pequeno n岯 de cidades (s㯠12 as cidades com mais de um milh㯠de habitantes e as Regi峠 Metropolitanas abrigam cerca de 30% da popula磯 nacional).
... o problema da fome, quando se torna estrutural como agora, na escala do planeta, n㯠se resolve metendo na m㯠dos necessitados um prato de comida. A comunh㯠instant⮥a tem de ser substitu� por um verdadeiro e duradouro pacto social.

INDړTRIA DA SECA

FOME E SECA; HISTӒIA E ATUALIDADE         
MOACIR WERNECK DE CASTRO Jornal do Brasil 24 de mar篠1993
Evocando os antecedentes do problema, escrevia Josu頤e Castro em Geopol�ca da Fome:
S㯠mais fatores de ordem social do que fatores de ordem natural que determinam a precariedade e a escassez alimentar neste continente. (...) A fome reinante nas terras sul-americanas 頵ma consequꮣia direta do seu passado hist⩣o: da hist⩡ e da sua explora磯 colonial, de tipo mercantil, desdobrada em ciclos sucessivos de economias destrutivas.
Monocultura e latif䩯 constituem um dos maiores males do continente, que entravam de maneira terr�l o seu desenvolvimento agr�la e consequentemente suas possibilidades de abastecimento alimentar.
Em outro livro, Sete palmos de terra e um caix㯠- Ensaio sobre o Nordeste, uma Ქa explosiva, escrito pouco antes de 1964,
Josu頤e Castro analisa aspectos do problema da seca (...) A ind䲩a da seca (...) vem de longa data (...) historia os precedentes de tentativas e fracassos a partir da cria磯 do primeiro ⧣o destinado a enfrentar o problema: a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas.
Inicialmente se pretendia resolver a situa磯 atrav鳠de solu絥s t飮icas, de engenharia hidrᵬica. Mas os a絤es constru�s "limitavam-se a refletir nas suas ᧵as a beleza do azul do c鵠e a concentrar nas suas margens, como pontos de resistꮣia, as negras massas de retirantes das 鰯cas de calamidade".
Escreve ele que mais grave que a miopia t飮ica foi a mistifica磯 pol�ca. O ⧣o federal "canalizava para os bolsos dos senhores das terras e dos seus apaniguados quase todos os recursos que deviam ser destinados a alimentar, a educar, a ajudar a viver os camponeses da regi㯦quot;. Sua a磯 se fazia sempre "ao sabor das influꮣias e do prest�o pol�co".
As medidas posteriores, orientadas por uma mentalidade desenvolvimentista e n㯠apenas paternalista, beneficiou "mais certos grupos apaniguados do que propriamente as v�mas do flagelo", com sua execu磯 entregue a "colaboradores altamente comprometidos com a estrutura agrᲩo-feudal, amparada no capital estrangeiro".
Da� pouco o golpe militar faria do autor um proscrito
(autor, estudioso, professor, executivo - diretor-geral da FAO - Food and Agriculture Organization)


PERSEGUIDOS POLÍTICOS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA 1964-1985

Paulo Freire
Celso Furtado
Anísio Teixeira
Darcy Ribeiro
Josué de Castro

 

Mais dicas do cardᰩo de A Fome No Mundo e os Canibais:

A REVOLUǃO DE UMA PALHA
SHIZEN NOHO WARA IPPON NO NKAKUMEI
Masanobu Fukuoka, 1975
:

... t飮icas do Sr. Fukuoka n㯠s㯠diretamente aplicᶥis ࠭aioria das fazendas.
... nosso devido lugar na ordem das coisas: n㠮㯠criamos nem o mundo nem a n㠭esmos; n㠶ivemos usando a vida, n㯠criando-a.
Wendell Berry - conservacionista, agricultor, ensa�a, professor de ingl고e poeta - "o profeta da Am鲩ca rural".

Este Admirᶥl Mundo Louco - Ruth Rocha, 22魰ress㯬 ...

                                                           ilustra絥s Walter Ono

... degrada磯 da qualidade do meio ambiente e a contamina磯 dos alimentos da�esultante. Os cidad㯳 organizaram boicotes e grandes manifesta絥s para protestar contra a indiferen硠dos l�res pol�cos e industriais. Mas toda esta atividade, se for executada com o esp�to atual, apenas conduz a um desperd�o de esfor篳. Falar de despolui磯 em casos particulares 頯 mesmo que tratar os sintomas de uma doen硍 enquanto a sua causa profunda continua a envenenar.
(...) N㯠seria melhor falar sem rodeios de deixar de utilizar os produtos qu�cos causadores da polui磯? O arroz, por exemplo, pode muito bem crescer sem recurso a produtos qu�cos, assim como os citrinos, e tamb魠n㯠頤if�l cultivar legumes da mesma maneira.
(...) Se as colheitas devessem crescer sem recurso a produtos qu�cos agr�las, fertilizantes e mᱵinas os gigantes da ind䲩a qu�ca tornar-se-iam in婳.(...) a base do poder (...) dos mestres da pol�ca agr�la moderna assenta em investimentos feitos pelo grande capital em fertilizantes e mᱵinas agr�las. Acabar com as mᱵinas e os produtos qu�cos acarretaria uma mudan硠completa na economia e nas estruturas sociais.
(...) Parece ent㯠que as agꮣias governamentais n㯠tꭠinten磯 de parar com a polui磯.
Se 59 quintais de arroz e 59 quintais de cereais de inverno forem colhidos num campo de um hectare como um destes aqui o campo poderፍ alimentar entre cinquenta a cem pessoas, cada uma investindo em m餩a menos de uma hora de trabalho por dia. Mas se esse campo servisse de pasto ou a colheita devesse alimentar o gado ele poderia alimentar apenas cinco pessoas por hectare. A carne torna-se um alimento de luxo quando a sua produ磯 requer terra que poderia fornecer diretamente os alimentos para consumo humano.
Se as pessoas continuarem a comer carne e alimentos importados em menos de dez anos o Jap㯠mergulharᠤecerto numa crise alimentar. Em menos de trinta anos ir㯠registrar-se grandes priva絥s.
O objetivo 頴er poucos agricultores. As autoridades dizem que para uma mesma superf�e menos pessoas poder㯠ter mais rendimentos se utilizarem mᱵinas grandes e modernas. Depois da guerra entre 70 e 80% do povo japon고eram camponeses. Este n岯 desceu rapidamente para 50%, depois para 30, 2O e agora a porcentagem estᠥm cerca de 14%. A inten磯 do Minist鲩o da Agricultura 頡tingir o mesmo n�l que na Europa e na Am鲩ca, mantendo menos de 10% de agricultores e desencorajando os outros.
Na minha opini㯠o ideal seria que 100% das pessoas fossem agricultores. No Jap㯠hᠡpenas um d飩mo de hectare por pessoa. Se cada pessoa recebesse um d飩mo de hectare isso daria meio hectare por cada fam�a de cinco pessoas, o que seria mais do que suficiente para sustentar a fam�a durante todo o ano. Se praticasse a agricultura selvagem um agricultor teria tamb魠muito tempo para o lazer e para se dedicar ೠatividades sociais na comunidade da aldeia. Penso que se trata do caminho mais direto para tornar este pa�uma terra feliz e agradᶥl.
A extravag⮣ia do desejo 頡 causa fundamental que conduziu o mundo ͍ sua dif�l situa磯 atual. Mais rᰩdo que lento, excessivo em vez de insuficiente - este "progresso" enganador estᠥm rela磯 direta com o iminente desmoronar da sociedade. Ele serviu apenas para separar o homem da Natureza. O homem deve parar de permitir-se desejar a posse material e o ganho pessoal e em vez disso deve voltar-se para a tomada de consciꮣia espiritual.
A agricultura deve evoluir das grandes opera絥s mec⮩cas para as pequenas propriedades, ligadas apenas ࠰r಩a vida.
agricultura industrial moderna
 

                                                                            

                                     Creio que o caminho de Gandhi,   

                                      um m鴯do sem m鴯do, agindo

                                       num estado de esp�to que n㯠

                                       procura nem ganhar nem opor-se, 鼯font>

                                       aparentado ͍ agricultura selvagem.

                                        Quando compreendermos que

                                  perdemos alegria e felicidade no af㠼/font>

                                        de as possuirmos, realizaremos o 

                                         essencial da agricultura selvagem.
 


           O que nos faz reportar o cibernauta de novo para

  

          huxley na fome do mundo

                                   

outro canal do dossi꼯font>  A Fome no Mundo e os Canibais

   mais dicas do cardᰩo de  A Fome no Mundo e os Canibais:

LIBERTAǃO ANIMAL
ANIMAL LIBERATION
PETER SINGER 1975, 1990


                                    Este Admirᶥl Mundo Louco - Ruth Rocha, 22魰ress㯬 ...   ilustra絥s Walter Ono

... e a cria磯 de animais 頪ᠵm modo dispendioso e ineficiente de cria磯 de prote�s.
S㯠necessᲩos cerca de onze quilogramas de prote�s em ra磯 para produzir meio quilograma da prote� que chega aos humanos.
os alimentos vegetais rendem dez vezes mais em termos de teor proteico por acre do que a carne, embora os cᬣulos variem e a rela磯 por vezes chegue a atingir vinte para um.
... as formas mais eficientes produ磯 de leite e ovos n㯠rendem mais do que um quarto da prote� por acre que pode ser conseguida atrav鳠de alimentos vegetais.
Comparando o rendimento obtido a partir de um acre de terra cultivado com aveia ou br㯬os com o rendimento de um acre de terra usado na produ磯 de alimentos para porcos, de leite, aves ou carne de vaca, percebemos que o acre de terra cultivado com aveia produz seis vezes as calorias obtidas atrav鳠da carne de porco, sendo esta o mais eficiente dos produtos derivados de animais. O Acre de terra cultivado com br㯬os rende quase tr고vezes mais do que as calorias conseguidas atrav鳠da carne de porco. Da aveia obt꭭se mais de vinte e cinco
vezes mais calorias que se obt魠na carne de vaca. Se considerarmos ainda outros nutrientes destru�s outros mitos alimentados pelas ind䲩as das carnes e dos latic�os. Por exemplo, um acre de terra cultivado com br㯬os produz vinte e quatro vezes mais ferro do que a mesma Ქa utilizada na produ磯 de carne de vaca, alterando-se a propor磯 para dezesseis vezes mais se a planta cultivada por a aveia.
Embora a produ磯 de leite renda mais cᬣio por acre do que a aveia os br㯬os s㯠ainda melhores, fornecendo cinco vezes mais cᬣio do que o leite.
... se os americanos reduzissem o seu consumo de carne em 10% durante um ano, liberariam pelo menos doze milh峠de toneladas de cereal que ficaria dispon�l para consumo humano - e seria suficiente para alimentar 66 milh峠de pessoas. (...) [um] ex-SecretᲩo de Estado da Agricultura afirmou que a mera redu磯 da popula磯 de gado norte-americano para metade disponibilizaria comida suficiente para compensar cerca de quatro vezes o d馩cit de calorias existente nas na絥s subdesenvolvidas n㯠socialistas. Na verdade a comida desperdi硤a na produ磯 de animais nas na絥s ricas seria suficiente, se adequadamente distribu�, para p⠦im tanto ࠦome como ͍ mal-nutri磯 em todo o mundo. (...) a cria磯 de animais como fonte de alimento e segundo os m鴯dos seguidos nos pa�s industrializados n㯍 contribui para a solu磯 do problema da fome.
A produ磯 de carne tamb魠afeta outros recursos. (...) meio quilo de bife criado num cercado custa dois quilos e meio de cereal, 11 250 litros de ᧵a, a energia equivalente a 4,5 litros de gasolina e a eros㯠de cerca de 18 quilos do solo superficial. Mais de um ter篠da Am鲩ca do Norte estᠯcupada com pastagens, mais de metade das culturas dos Estados Unidos s㯠forragens e mais de metade da ᧵a consumida nos Estados Unidos destina-se ao gado. Em todos esses aspectos os alimentos vegetais s㯠muito menos exigentes em termos de recursos e do ambiente.
Consideremos (...) a utiliza磯 de energia. Poder�os pensar que a agricultura 頵ma forma de utilizar a fertilidade do solo e a energia fornecida pelo Sol para aumentar a energia dispon�l para consumo humano. ɠo que a agricultura tradicional faz. O milho cultivado no M鸩co por exemplo produz 83 caloria em alimentos para cada caloria de energia combust�l f㳩l utilizada. A agricultura dos pa�s desenvolvidos no entanto baseia-se um grande dispꮤio de combust�l  f㳩l. A forma de produ磯 alimentar mais eficiente nos Estados Unidos em termos de energia (a aveia, uma vez mais) apenas produz 2,5 calorias por caloria de combust�l f㳩l enquanto as batatas rendem apenas 2 e o trigo e a soja cerca de 1,5. Mas mesmo estes fracos resultados s㯍 uma maravilha comparando-os com a produ磯 animal dos Estados Unidos: nesta todas as formas dependem mais de energia do que fornecem (...)
As unidades holandesas produzem 94 milh峠de toneladas de excrementos por ano mas apenas 50 milh峠podem ser absorvidos pela terra com seguran确 Calculou-se que o excedente encheria um trem de mercadorias com 16 mil quil�ros, que se estenderiam de Amsterd㠡t頠 costa mais distante do CanadᮠMas o excedente n㯠頴ransportado: 頬an硤o ࠴erra, onde polui os recursos h�icos e mata a pouca vegeta磯 natural que resta nas regi峠agr�las dos Pa�s Baixos. Nos Estados Unidos os animais de cria磯 produzem anualmente 2 bilh峠de toneladas de excrementos - cerca de dez vezes mais do que a popula磯 humana - e metade desta prov魠de animais criados em unidades intensivas, n㯍 regressando naturalmente ࠴erra. Como afirmou um suinocultor: "Enquanto o fertilizante n㯠for mais caro do que o trabalho os excrementos tꭍ pouco valor para mim." Assim, os excrementos que deveriam ser utilizados para restaurar a fertilidade dos solos acabam por ir poluir os nossos cursos de ᧵a.
ɠa destrui磯 das florestas no entanto que se revela a maior de todas as loucuras cometidas em nome da procura de carne. Em termos hist⩣os foi o desejo de obter terrenos para pastagens que constituiu o principal motivo para o abate de Ჶores. Ainda 頡ssim. Na Costa Rica, na Col�a, no Brasil, na Malᳩa, na Tail⮤ia e na Indon鳩a s㯍 abatidas partes de florestas tropicais para se conseguir terra para pastagens. Mas a carne de gado assim criado n㯠beneficia os pobres desses pa�s. Ao contrᲩo, 頶endida aos ricos das cidades ou exportada. Nos 䩭os vinte e cinco anos destruiu-se quase metade das florestas tropicais da Am鲩ca Central, em grande parte para fornecer carne de vaca ࠁm鲩ca do Norte. Talvez 90% das esp飩es animais e vegetais do nosso planeta vivem nos tr੣os, n㯠tendo sido ainda muitas delas identificadas pelos cientistas. Se o abate de Ჶores prosseguir ࠥscala atual ser㯠levadas ࠥxtin磯. Al魠disso hᠡinda outras consequꮣias: o abate de Ჶores provoca eros㯠e o aumento da escorrꮣia leva a inunda絥s, os agricultores jᠮ㯠tꭠmadeira para utilizar como combust�l e as chuvas podem diminuir.
... 頮a refloresta磯 em grande escala, combinada com outras medidas que visem a redu磯 da emiss㯠de di詤o de carbono, que reside a nossa 飡 esperan确 Se n㯠o fizermos o aquecimento do nosso planeta provocarᠮos pr詭os cinquenta anos secas generalizadas, maior destrui磯 das florestas devido ೠaltera絥s climᴩcas, extin磯 de in岡s esp飩es que n㯠suportar㯠as altera絥s ocorridas no seu habitat e degelo nos p쯳 que provocarᠯ aumento do n�l dos mares e a inunda磯 das cidades e plan�es costeiras.
Mesmo quando a carne 頤escrita como sendo "org⮩ca" isto pode significar apenas que n㯠foram administradas aos animais as doses habituais de antibi䩣os, horms e outras drogas: pouca consola磯 para um animal que n㯠pode caminhar livremente.estamos esgotando rapidamente as reservas dos oceanos. Nos 䩭os anos as pescarias tꭠdiminu� drasticamente.
[pesca de arrasto]
Como outras formas de produ磯 de alimentos animais este tipo de pesca tamb魠desperdi硠combust�is f㳥is, consumindo mais energia do que produz.
A ind䲩a das pescas dos pa�s desenvolvido tornou-se mais uma forma de redistribui磯 de recursos dos pobres para os ricos.
[ ... o vegetarianismo contribuiria] para o aumento da quantidade de cereal dispon�l para alimentar as pessoas necessitadas, para a redu磯 da polui磯, para a poupan硠de ᧵a e energia e (e implicaria na redu磯 do) desflorestamento; al魠disso, uma vez que uma dieta vegetariana 鍍 menos dispendiosa do que uma dieta carn�ra (disporiam) de mais dinheiro para dedicar ࠣausa da fome, ao controle da popula磯 ou a outra causa qualquer que se considerasse mais urgente.
... a ineficiꮣia da produ磯 de carne significa que aqueles que comem carne s㯠pelo menos dez vezes mais responsᶥis pela destrui磯 indireta de plantas dos que os vegetarianos[.]

                                  

   mais dicas do cardᰩo de  A Fome no Mundo e os Canibais:

ISHMAEL Como o Mundo Veio a Ser o Que ɦnbsp;  DANIEL QUINN 1992
[ a hist⩡ do homem 頡 de Pegadores e Largadores, uma encena磯]
Alguns pensadores pessimistas do s飵lo 19, como Robert Wallace e Thomas Robert Malthus, olharam para baixo. Mil anos antes, at頭esmo quinhentos anos antes, provavelmente nada teriam notado. Mas o que eles vꥭ agora assusta-os. Era como se o solo se precipitasse ao seu encontro - como se estivessem a despenhar-se. Pensam um pouco e concluem: "Se assim continuarmos depararemos com grandes problemas num futuro n㯠muito distante." Os outros Pegadores ignoraram as suas previs峮
"A intensifica磯 da produ磯 no sentido de alimentar uma popula磯 aumentada causa um aumento ainda maior na popula磯." Os Pegadores respondem: "Tudo bem, sలecisamos de colocar gente a pedalar na cria磯 de um m鴯do fiᶥl de controle de nascimentos. Ent㯠a guia Pegadora voarᠰara sempre."
 ... mas n㯠enquanto as pessoas da tua cultura estiverem a encenar esta hist⩡.    

   controle de natalidade

"... sempre deixado para o futuro. Ele foi deixado para o futuro quando 鲥is tr고bilh峠em 1960."
 "... enquanto as pessoas da tua cultura estiverem a encenar esta hist⩡. Enquanto encenarem elas esta hist⩡ continuar㯠a reagir ͍ fome aumentando a produ磯 de alimentos. Viste jᠯs an㩯s para o envio de alimentos aos povos famintos do mundo?"
    "Sim."
    "Viste jᠡn㩯s para o envio de contraceptivos para algum lugar?"
    "N㯮"
    "Nunca. A M㥠Cultura tem dois pesos e duas medidas. Quando lhe falamos em explos㯠populacional ela responde controle populacional global mas quando lhe falamos em fome ela responde aumento da produ磯 alimentar. Na verdade por魠o aumento da produ磯 alimentar 頵m evento anual e o controle populacional global 頡lgo que jamais acontece."


Quem se recusar a ocupar um lugar na hist⩡ n㯠terᠡlimento M㥠Cultura por oposi磯 a M㥠Natura - Daniel Quinn: Ismael
(...) enquanto encenardes uma hist⩡ que diz terem os deuses feito o mundo para o homem o usar como muito bem o entenda (...) a M㥠Cultura exigirᠡumento de produ磯 para hoje, prometendo controle populacional para amanh㮼br> (...) A fome n㯠頡pan᧩o exclusivo dos humanos. Todas as esp飩es est㯠sujeitas a ela, em qualquer parte do mundo. (...) uma popula磯 que ultrapassou os seus recursos, apressa-se a enviar-lhe alimentos do exterior, garantindo assim que na pr詭a gera磯 haja ainda mais pessoas morrendo de fome. Como nunca se permite ࠰opula磯 reduzir-se a ponto de poder sustentar-se atrav鳠dos seus pr಩os recursos (...)
(...) Os seus colegas do mundo todo entenderam perfeitamente o que dizia ele, mas tꭠo bom senso de contestar a M㥠Cultura (...)
... n㯠頢ondade nenhuma trazer comida do exterior para conservar o seu n岯 em quarenta mil. Isso sৡrante a continuidade da fome.

 


A prop㩴o desse Quinn se poderia colocar assim: para alguns autores DO CONTRA vivemos a encena磯 de UMA HISTӒIA.
 


Prospectivando uma reviravolta, Percy B. Shelley -  Notes on Queen Mab
Can a return to nature, then, instantaneously erradicate predispositions that have been slowly taking root in the silence of innumerable ages? -- Indebitably not.                 


Gaia: A New Look At Life On Earth - James Lovelock

   mais dicas do cardᰩo de  A Fome no Mundo e os Canibais:

OPERATING MANUAL FOR SPACESHIP EARTH
R. BUCKMINSTER FULLER 1969

Surgiu ent㯠Thomas Malthus, professor de economia pol�ca da Companhia das ͮdias Orientais dos Grandes Piratas, que disse que o homem se estava a multiplicar a um ritmo geom鴲ico enquanto os alimentos apenas se multiplicavam a um ritmo aritm鴩co. E finalmente, trinta e cinco anos depois, foi a vez de Charles Darwin, o servo especialista dos G.P.'s, que explicando a sua teoria da evolu磯 animal  disse que a sobrevivꮣia era sడra os mais aptos.
A riqueza 頡 nossa capacidade organizada de lidar efetivamente com o meio ambiente de modo a sustentar a nossa saudᶥl regenera磯, fazendo decrescer tanto as restri絥s f�cas quanto as metaf�cas nos dias futuros de nossas vidas.
A verdadeira riqueza da vida a bordo do nosso planeta 頥videntemente um sistema regenerador metab쩣o e intelectual operando rumo ao futuro. ɠbastante claro que, para implementar o nosso sucesso continuado, dispomos de enormes quantidades de riqueza na forma de rendimentos como a radia磯 solar e a gravita磯 lunar. Da�ue viver apenas de nossas poupan硳 em energia, queimando os combust�is f㳥is que demoraram milh峠de anos a acumular a partir do Sol, ou viver apenas do nosso capital, destruindo os ᴯmos da Terra seja n㯍 sଥtalmente ignorante como tamb魠absolutamente irresponsᶥl para as gera絥s seguintes e seus dias de vida futuros. Se n㯠compreendermos e realizarmos a nossa capacidade potencial de apoiar toda a vida para sempre estaremos cosmicamente falidos.

...
as mudan硳 dos pr詭os trinta e cinco anos - introduzindo o s飵lo vinte e um - ser㯠muito maiores do que no s飵lo e meio que passou desde o primeiro censo econ�o dos Estados Unidos. Estamos mergulhados numa gigantesca vaga invis�l que quando recuar deixarᠡ humanidade, se ela sobreviver, numa ilha de sucesso universal, sem compreender como tudo aconteceu.
Enquanto todos desfrutam da Terra total, nenhum ser humano interferirፍ com outro nem nenhum lucrarᠠ custa do outro.
Como consequꮣia de s飵los de pilhagem da Indochina pelos Grandes Piratas, e subsequente acumula磯 das suas riquezas na Europa, os milh峠 de humanos da ͮdia e do Ceil㯠ficaram t㯠abismalmente empobrecidos, subalimentados e fisicamente diminu�s durante tantos s飵los que desenvolveram a cren硠religiosa de que a exclusiva inten磯 da vida na Terra 頳er uma prova磯 infernal e que quanto piores forem as condi絥s com que o indiv�o tiver de se defrontar tanto mais c鬥re serᠡ sua entrada no c鵮
... estas institui絥s de caridade constituem uma reminiscꮣia dos velhos tempos dos piratas, quando se acreditava que nunca haveria o suficiente para todos.
[EDUCAǃO
LEI DOS GI]
... nessa emergꮣia [desmobiliza磯 geral] legislamos a Lei do GI,
enviando-os a todos para escolas, col駩os e universidades. Esse ato n㯠foi politicamente racionalizado como uma "esmola" mas como um subs�o humanamente dignificado pelo servi篠prestado por esses jovens na guerra. Devido ao enorme conhecimento e inteligꮣia assim liberados produziram-se milh峠de d졲es de nova riqueza, que por sua vez aumentou sinergeticamente a iniciativa espont⮥a dessa gera磯 mais jovem.
Para retirar benef�os das fabulosas magnitudes de riqueza verdadeira esperando a altura de serem inteligentemente empregadas pelos humanos, al魠de desbloquear o adiamento da automatiza磯 por parte do trabalho organizado devemos conceder subs�os vital�os de pesquisa e desenvolvimento a todos os seres humanos que ficarem desempregados, ou simplesmente tempo para pensar. O homem precisa de ousar pensar com verdade e agir de acordo com ela, sem receio de perder o direito de viver.
... a produ磯 omni-automatizada e propulsionada inanimadamente libertarᠯ dom 飯 da humanidade - a sua capacidade metaf�ca.
Atrav鳠de subs�os universais de pesquisa e desenvolvimento come硲emos a emancipar a humanidade do seu papel de mᱵina muscular e reflexa.
O que queremos 頱ue todo mundo pense com clareza.
... viver sem estragar a paisagem, as antiguidades ou as rotas da humanidade.
O homem pode e deve compreender, antecipar, desviar, medir e introduzir metafisicamente os acontecimentos ambientais, organizados evolucionariamente, nas magnitudes e frequꮣias que melhor se sincronizem com os par⭥tros da sua regenera磯 metab쩣a e metaf�ca bem sucedida enquanto faz aumentar o grau de liberta磯 espacial e temporal da humanidade de velhas e ignorantes ocupa絥s e procedimentos de sobrevivꮣia e do seu desperd�o pessoal de capital sob a forma de tempo.
... os dep㩴os combust�is f㳥is da nossa Nave Espacial Terra correspondem ࠢateria dos nossos autom楩s, que deve ser conservada de modo a poder ligar o motor de arranque do nosso motor principal. O nosso "motor principal", os processos regeneradores da vida, deverፍ assim operar exclusivamente a partir dos nossos enormes rendimentos diᲩos em energia dos ventos, mar鳠e ᧵a, al魠da radia磯 energ鴩ca direta do Sol. As reservas de combust�is f㳥is foram colocadas a bordo da Nave Espacial Terra com o fim exclusivo de permitir a constru磯 da nova maquinaria em que apoiar a vida e a humanidade em n�is cada vez mais eficazes de energia f�ca vital e sustento metaf�co reinspirador, n�is esses que dever㯠ser exclusivamente mantidos pela radia磯 do nosso Sol e das energias resultantes da atra磯 gravitacional da Lula, como a energia das mar鳬 ventos e chuvas, energia essa que 頰ulsante e portanto dominᶥl.
(...)
N㯠nos podemos dar ao luxo de gastar nossos combust�is f㳥is a um ritmo superior ao tempo que precisamos para "recarregar a bateria", isto 鬠o ritmo preciso que os combust�is f㳥is est㯠a ser continuamente depositados sob a crosta esf鲩ca da Terra.
Aprendemos a diferen硠entre capacidades mentais e cerebrais. Fomos informados sobre as supersti絥s e complexos de inferioridade endꭩcos a toda a humanidade e devidos a todo o passado hist⩣o de escravizada sobrevivꮣia em condi絥s de abismal ignor⮣ia e analfabetismo, onde s௳ mais implacᶥis, manhosos e eventualmente abrutalhados conseguiam manter a existꮣia, e mesmo assim por n㯠mais de um ter篍 do seu potencial vital conhecido.
Devemos dedicar-nos ao aumento de rendimento por quilo dos recursos mundiais at頥les conferirem um alto n�l de vida a toda a humanidade.
(...)
A explos㯠populacional 頵m mito. medida que nos vamos industrializando o �ice de natalidade diminui. Se sobrevivermos (ele aponta para 1985) (
...) a natalidade estarᠡ decrescer, sendo o aumento populacional reconhecido e contabilizado exclusivamente em termos dos que est㯠a viver por mais tempo.
A parte dos recursos da Nave Espacial Terra que cabe a cada um dos quatro bilh峠de humanos 頡inda superior a duzentos bilh峠de toneladas.
 

ENQUANTO ISSO... revistas de grande informa磯 em papel cuchꍍ que s㯠como que o ੯ das classes m餩as supostamente esclarecidas escarrapacham o SHOW. O BRASIL D`SHOW no futebol, na F1, no v쥩 e tamb魠no agrobusiness, nas reservas de petr쥯 e Sol e solo f鲴il - na base do em se lan确do ࠴erra, dᠭ e na siderurgia e minera磯. Ap㠵m quarto de s飵lo de secura elas andam em palpos de aranha para extravasar a sua VONTADE DE POTʎCIA, de se sentir GRANDE - GIGANTE, eis a�nfim o GIGANTE DO AMANHàpara disputar pau a pau com R㩡s, Indias, Chinas e o que vier a supremacia global.

Tudo resum�l reduz�l ࠥxpress㯠mais simples - equa磯 鍍 t㯠simples, t㯠fᣩl, que quando se quer falar disso p孳e seres sencientes como um macaco a dar li絥s de como tudo se apresenta. S�ese de Huxley em excerto extra� de outro item deste omnibus :

Mas o pensamento 頳ervo da vida e a vida um joguete do tempo/ E o tempo que 頳enhor do mundo deve parar. Depois de Milton e Tennyson, Shakespeare 頯 inspirador do t�lo-tema do novo romance em que o autor reflete sobre passado, presente e o futuro, para ele seriamente comprometido pelo cont�o repisar de erros do passado por um sistema pol�co-religioso que faz com que a raz㯬 o respeito pelos outros, os valores do esp�to estejam nas f�rias da vontade coletiva, que tem o vigor f�co de uma divindade mas mentalidade de um delinquente de 14 anos.

Hofmann acompanhou sua participa磯 numa conferꮣia sobre superpopula磯, recursos naturais e escassez de alimentos que se realizou em Estocolmo dois meses antes da sua morte e recordou-a da seguinte forma:
Huxley prop㠡 explora磯 e aplica磯 das capacidades ocultas e ainda inexploradas do ser humano. Uma ra硠humana com mais capacidades espirituais altamente desenvolvidas, com consciꮣia expandida da sagacidade e da incompreens�l maravilha do ser, teria tamb魠uma maior compreens㯠e maior considera磯 pelas funda絥s biol穣as e materiais da vida na terra. Sobretudo para a popula磯 ocidental, com a sua racionalidade hipertrofiada, o desenvolvimento e expans㯠de uma profunda experiꮣia emocional da realidade, desobstru� de palavras e conceitos, seria de grande significado para a evolu磯.

sobre as reflex峠de Aldous Huxley em torno dessas quest峠no banco de dados revoluciomnibus.com

do dossi꼯span>  A Fome no Mundo e os Canibais

                  e                  ANHANGUERA         PAPERS
                                                                  

acesse

          huxley na fome do mundo

                                   

 

Queremos o nosso, e o deles - tudo! - agora e que se lixem os outros e nossos pr಩os filhos e netos. Queremos o nosso, e o deles - tudo! - de uma vez e jᬠe que se escafedam os outros ou os nossos pr಩os filhos e netos - sinaliza o antiHipocrates Sin�romo Hipocrates 頯 que diz que se os europeus e americanos destru�m para enriquecer n㠴amb魠temos direito.

Do que 頱ue estamos falando afinal?

INDIA SONG ou THE RIVER

"A ͮdia tem se mostrado mais aberta ao consumo, mas como a China tem uma taxa de poupan硠muito alta que deveria ser canalizada para o gasto do consumidor, contribuindo assim para o fortalecimento geral da economia."

 

BRIC
BRIC
BRIC
, sigla que agrupa os emergentes de primeira linha Brasil, R㩡, ͮdia e China.
Bric-ୢrac
BRIC--BRAC

Dicas do cardᰩo do banco de dados revoluciomnibus.com

do dossiꦮbsp; A Fome no Mundo e os Canibais

                  e              

                                     ANHANGUERA         PAPERS
                                                                 

UM OU OUTRO

UM  E  OUTRO

                              CARDPIO DE 2008
 

SECURITIZAǃO A LA BELLE MEUNIȒE & DERIVATIVOS EXӔICOS

bolhas de irracionalidade financeira

securitiza磯 irresponsᶥl e a prolifera磯 cancerosa de derivativos ex䩣os

BLINDAGEM        COURAǁ

cr餩tos podres

WaMu

ativos t詣os

instrumentos monetᲩos ex䩣os

t�los prime junto com subprime

securitiza磯 com ajuda de derivativos

fundos de investimento criativos

tsunami credit�o

 

                                               CARDPIO BRASILEIRO

                              (com ou sem seca)


pinga para enganar a fome das crian硼br> sopa de papel㯠na Chapada Diamantina Bahia

sopa de papel㯠da Chapada Diamantina: pica-se o papel㯠e cose-se com cebola, tomate, o que houver, para engrossar o caldo, e d᭳e pras crian硠comerem

Gilberto Gil: eu gosto mesmo 頤e comer com coentro
                      cultura, salada, moqueca, feijoada
                      eu gosto mesmo 頤e estar por dentro
                      como estive na barriga de Claudina
                      uma nega baiana cem por cento


CATADORES DE LIXO DESENTERRAM E COMEM CARNE DETERIORADA Jornal do Brasil 1990
     BRAS͌IA - Um grupo de catadores de lixo invadiu ontem o aterro sanitᲩo da cidade, desenterrou e comeu parte de cinco toneladas de carne clandestina em estado de decomposi磯. A carne, apreendida hᠵma semana na cidade mineira de Una�havia sido enterrada junto com lixo hospitalar (...). (...) a carne, "em p鳳imo estado", (...)
     Embora as dezenas de favelados que comeram a carne tenham achado o alimento "muito gostoso", a Secretaria de Sa堤o Distrito Federal colocou-se em estado de alerta para uma crise de problemas intestinais. (...) a carne n㯠foi aceita para consumo pelo canil da Pol�a Militar e pelos veterinᲩos da Funda磯 Zoobot⮩ca.

Folha de S㯠Paulo 16 de fevereiro de 1991  ECONOMISTA CRITICA USO DE DENDʠCOMO COMBUST͖EL
     O uso de ᬣool como combust�l 頵m programa indefensᶥl do ponto de vista econ�o. Sua implanta磯 depende necessariamente de incentivos fiscais, colaborando no caso brasileiro para o d馩cit p쩣o. O mesmo se aplica para o uso de 쥯 de dend꠭ novidade apresentada recentemente pelo presidente Fernando Collor.
... produ磯 de ᬣool de cana s೥rᠶantajosa com a conjuga磯 de dois fatores: queda do pre篠internacional do a纣ar para n�is inferiores a US$ 0,80 por libra e aumento do pre篠do barril de petr쥯 para US$ 62 (no caso do ᬣool usado puro nos motores) ou US$ 52 (para o caso do ᬣool anidro, usado em mistura com gasolina).
     Se o pre篠internacional do a纣ar cai abaixo o US$ 0,80 desaparece a viabilidade econ�a da pr಩a cana.
     Desde a implanta磯 do Proᬣool, no entender do brasilianista alem㯬 a situa磯 foi economicamente desvantajosa para a produ磯 de combust�is a partir da cana. Em novembro de 1989, por exemplo, o pre篠do barril era US$ 18 e do a纣ar era US$ 0,13.
... isen磯 de imposto sobre o ᬣool e incentivos diretos aos produtores resultaram em gastos da ordem de 1,5% do PIB por ano (cᬣulo sobre os valores de 1988).
gastos colaboraram para o d馩cit p쩣o - sendo inflacionᲩos e concentradores de renda -
     O Proᬣool 頴amb魠responsᶥl pelo estado de calamidade das estradas brasileiras.
... a eleva磯 do pre篠dos combust�is f㳥is provoca a eleva磯 do pre篠dos alimentos
... a caloria em forma de alimento 頳empre mais cara do que em forma de energia. Portanto, a convers㯠de produtos alimentares em combust�is 頍 sempre economicamente desvantajosa. At頯 esgotamento das reservas de petr쥯 ou carv㯬 al魠disso, ter㯠sido desenvolvidas outras formas de energia que n㯠usem produtos alimentares como mat鲩a-prima.

homem gabiru Veja 18 de dezembro de 1991  Amaro Jo㯠da Silva do Engenho Bondade, a 100 km de Recife
Quais s㯠os bichos do mato que o senhor ca硠para comer?
Ah, tem muitos. Lagarto, tatu, quandu, paca, tamanduᬠque tem gosto de cupim, porco-do-mato, teju, jurubarᬠpreᠥ lontra.
preᠭ roedor da fam�a dos cav�os. Tem dorso amarelo-sujo com manchas pretas. Vai ser repartido com farinha entre as seis bocas da casa na 飡 refei磯 do dia em Lajes, a 200 km de Natal.

VIDAS SECAS ISTOɠSENHOR 29 de janeiro 1992
Irau絢a, a 160 km de Fortaleza teju, lagarto de fei絥s pr魨ist⩣as que pode medir mais de um metro. "ɠum bicho meio nojento, mas fome eu n㯠deixo os meus meninos passarem." calangos, lagartos menores que, fotografados nas m㯳 dos nordestinos chocaram o mundo em 1983
"Ontem tinha feij㯠pra com꠭as n㯠tinha ᧵a pra botᠰanela no fogo."

Jornal do Brasil SECA ARRASA METADE DO NORDESTE (1992)
... cestas de alimentos do programa Gente da Gente: cinco quilos de arroz, tr고de feij㯬 tr고de farinha de mandioca, dois quilos de fub᠍ de milho, dois de a纣ar e uma lata de 쥯.
     Temendo que o com鲣io fosse saqueado o prefeito de Penaforte a 535 quil�ros de Fortaleza mandou distribuir 2,5 toneladas de alimentos destinados ࠭erenda escolar durante um m곮
cuca de umbu, raiz de umbuzeiro, Ჶore do semi-Ჩdo cujos frutos suculentos s㯠conhecidos por t飮icos e cientistas como o refrig鲩o do sert㯮
     Ant disse que jᠣomeu at頰alma, uma cactᣥa muito comum ao semi-Ჩdo, que resiste ࠳eca e 頡 飡 alternativa de alimento para o gado durante a estiagem. "O que tinha o boi jᠣomeu tudo, e agora at頯 boi jᠥstᠭorrendo de fome."

Jornal do Brasil 10 de janeiro 1992
FLAGELADOS DISPUTAM RAǃO DE GADO
     "Jᠣhegou o tempo de comer macambira, a situa磯 頍 horr�l, e a planta n㯠頣oisa boa n㯬 at頧ado reclama. A gente arranca a cabe硬 esfola no fac㯬 tira a capa, descasca e pisa no pil㯮 Lava, escorre e joga fora o BASCULHO (baga篩. O que fica 頵ma farinha mais fina, que a gente faz a massa e come como cuscuz."
ALASTRADO, como os sertanejos chamam a cactᣥa xique-xique, cujo sabor chega a ser gostoso: "Torra ela, quando acaba de torrar, deflora da ponta para o p頨tirar a casca grossa e espinhosa). Faz fogo e joga dentro. Depois dᠰro gado comer assado. Mas lᠥm casa o gado 頮㠍 mesmo."

Seca obriga paraibanos a consumir ᧵a lamacenta
problema atinge 42 cidades do interior do Estado
Folha de S㯠Paulo 29 de dezembro de 1996
... sಥsta ᧵a apodrecida disputada por homens e animais.
... ᧵a esverdeada do a絤e
... algumas pessoas usam cal e cimento para trat᭬a: Elas misturam os dois produtos ࠡgua e esperam meia hora, at頱ue a lama baixe, deixando-a transparente.
     Para transformar 200 litros de lama em ᧵a s㯠 necessᲩos 10 kg de cal e 5 kg de cimento.
     As crian硳 percorrem at頳 km com duas latas de ᧵a penduradas em um pau nas costas.
Juazeirinho (Para�)
- Quem n㯠tem dinheiro para comprar ᧵a na rua tem que beber essa lama mesmo para n㯠morrer de sede.
- O que 頱ue vocꠣome em casa?
- Feij㯠puro quando tem. Quando n㯠tem eu e meus 11 irm㯳 n㯠comemos nada. Meu pai foi procurar emprego em Campina Grande e n㯠deu not�a. Semana passada a gente comeu uma gordurinha. Hoje vamos comer uns ossinhos.

OS DOIS NORDESTES DE COLLOR   MRCIO MOREIRA ALVES Jornal do Brasil
     A atra磯 頴㯠grande que fez de Petrolina a cidade que mais cresce no Nordeste, enchendo-a de favelas.
     Este 頯 s鴩mo ano de seca da d飡da terr�l, iniciada em 1979 com cinco anos sem chuvas.
     E ajudas atrav鳠de distribui磯 de estoques de farinha 頵m retrocesso incr�l. Miguel Arraes concorda: "ɠpreciso voltarmos a 1932, quando Get鯠mandou feij㯠e charque do Rio Grande do Sul para os flagelados, para nos lembrarmos de uma seca combatida apenas com distribui磯 de comida."
     "E que comida!, contrap堃iro Gomes. "Nem um grama de prote�s." Arraes acrescenta que na Zona da Mata pernambucana os cortadores de cana est㯠comendo apenas farinha molhada com garapa, t㯠 arrochado estᠯ salᲩo.

MISɒIA CRIA DIETA DE SOBREVIVʎCIA   O GLOBO 22 DE DEZEMBRO DE 1992
Baixada Fluminense, Rio de Janeiro
... acuada pela fome, uma parcela da popula磯 estᠣriando alternativas de alimenta磯
... pratos de pelanca, pesco篬 p頥 v�eras de galinha
... usam valas negras e brejos e rios polu�s para a pesca de r㳠e mu絭
no mato ca硭 lagartos que chegam a ter tr고quilos
r㺼br>      Corta-se a cabe硬 m㯳 e p鳮
     Tira-se o couro e espeta-se com um palito de f㦯ro. Se ele tremer 頳inal de que estᠢoa, n㯠foi picada por cobra nem est᠍ doente. Depois 頳ഥmperar como galinha e fritar.
... em janeiro hᠭais fartura na mesa porque 頡 鰯ca do preᬠum mam�ro roedor a que os meninos chamam "um rato sem rabo".
     Diz que a carne lembra a de porco.
... mu絭, peixe com o dorso marrom ou preto
... lagarto de papo amarelo e listras pretas, o preᠩ criado em gaiolas at頡tingir tr고quilos e medir meio metro:
     Depois de tirar o couro, 頳ഥmperar e fazer o bicho ensopado ou frito. A carne 頱ue a de galinha. Com uma farofa ent㯬 fica 䩭o.
     Menino de um ano e meio. A barriga inchada e as pernas finas chamam aten磯.
DOENǁ DA FOME ATACA SERTANEJOS
Bezerros, a 130 km de Recife (PE) -
... a pelagra, uma doen硠de rara frequꮣia, que atinge apenas pessoas com alto grau de desnutri磯
... a maior arte n㯠lembra o 䩭o dia que comeu farinha e feij㯼br> ... de 18 filhos de um, 10 morreram de fome durante as secas dos 䩭os anos
- A gente sడssa com fubᮠAssim mesmo quando Deus quer.
 

veja 22 de novembro de 1993
INFLAǃO SOB O SOL DO SERTÏ
Palma, Piau�alguns dias da semana serve-se sࡠ᧵a em que o arroz 頍 cozido.
"Quando acabar o arroz, fa篠pir㯠d'᧵a, com farinha, ᧵a e sal fervidos."
Serra da Mo硬 interior da Para�: s౵atro pratos: feij㯠com farinha, xer鵠(pasta feita com fubᩬ cuscuz (fubᬠ᧵a e sal) e angu (farinha cozida com sal), ou funji de milho e de mandioca. Angu, aos domingos, "porque ningu魠trabalha e precisa de menos for硦quot;.
gua Fria, Bahia: sopa de capim-brodinho e berdoega (pequena erva que d᠍ flores amarelas).
seis de Patos, Bahia, vivem da "feira" que o prefeito distribui "quase todo m곦quot;: 3 quilos de arroz, 1 lata de 쥯, 1 quilo de fubᠥ 1 quilo de a纣ar. A 䩭a vez que a fam�a comeu feij㯠foi em abril.
cada fam�a dessas passa o dia com cerca de 40 litros de ᧵a.
m餩a de consumo diᲩo numa cidade 頤e 150 litros por pessoa.
causa mortis infantil 頱uase sempre a mesma: gastroenterite por desnutri磯
(...) O pagamento do programa Frentes Produtivas de Trabalho do governo federal a cada seca grave passa dias e dias em contas bancᲩas alheias, rendendo mas n㯠para os flagelados. O dinheiro 頬iberado pela SUDENE atrav鳠do Minist鲩o da Integra磯 Regional
Os atrasos chegam a um m고e a f鲩a nunca chegou ao meio salᲩo m�mo prometido por lei.

 

PREFEITURA RECOMENDA COMER CAPIM
     Diante da completa falta de alimentos (...) os 150 lavradores com pelagra de Bezerros tꭠsido orientados pela Prefeitura para comerem capim angola, uma gram�a normalmente usada como ra磯 de gado. O Suco do capim, misturado com a纣ar, jᠣhegou at頡 rede oficial, onde as crian硳 dos cinco s�os atingidos pela doen硠est㯠 tomando o l�ido.
- Eu at頱ue queria tomar, pois soube que o gosto do suco parece com o de caldo de cana, mas n㯠tenho liquidificador para bater o capim.
- Eu me lembro que na seca de 1943 muita gente teve essa doen硠no s�o Jurema, onde eu morava. Meu irm㯠se curava com banha de teju. Minha m㥠 matava o teju, uma esp飩e de lagarto, arrancava-lhe o couro, fervia a gordura e a guardava numa lata.
     Pelagra causa diarr驡, dermatite e demꮣia
- Na realidade o que estᠡcontecendo no interior 頵ma epidemia de fome.
(endemia)

fome
caderno especial Folha de S㯠Paulo 19 de dezembro de 1993
Brasil desperdi硠US$ 5,4 bilh峠em alimentos
... valor corresponde a 1,3% do PIB e 頳uficiente para alimentar os 9,2 milh峠de fam�as indigentes com uma cesta bᳩca mensal de 36 quilos
por dois anos.
... estudo da Coordenadoria de Abastecimento da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de S㯠Paulo considera apenas perdas agr�las decorrentes de deficiꮣias nos processos de colheita, transporte e armazenamento de gr㯳, hortali硳 e frutas.
- Se fosse poss�l calcular as perdas na agroind䲩a, supermercados, restaurantes comerciais e industriais e o desperd�o dom鳴ico o valor seria bem maior.
     Baseada no estudo do Ipea estima-se ent㯠em 30 milh峠 o n岯 de indigentes no pa�
     Alimentam-se de arroz com mandioca no norte de Minas, cacto e farinha de milho no sert㯠nordestino, garimpam lix峠nas periferias das grandes cidades e recorrem at頡o turu, molusco extra� de troncos molhados ࠢeira do Tocantins no Parᮼbr> ... em Ouricuri hᠯs "loucos de fome", pessoas com desequil�io mental que os m餩cos associam ࠳ubnutri磯.
- Ele fala besteira, conversa sozinho e fica revoltado de repente.
     A 20 km do centro de S㯠Paulo 2 000 indigentes frequentam diariamente o "sop㯦quot; do Ceagesp.
MOLUSCO AJUDA RIBEIRINHOS A ENGANAR A FOME NO PAR|br> turu, molusco que vive nos troncos de Ჶores molhadas pela mar頤o rio Tocantins.molusco gelatinoso ajuda a matar a fome de 5 000 habitantes das ilhas de Abaetetuba.
      Sete em cada dez crian硳 da regi㯠s㯠 subnutridas.
      Os peixes do rio s㯠cada vez mais pequenos.
    Aumento dos cortadores de turu 頣onsequꮣia da escassez de peixes nas praias do rio.
     A devasta磯 dos a硩zais por empresas produtoras de palmito tamb魠ajudou. O a硭 頵m alimento importante para a popula磯 de baixa renda do Parᮠ
Um restaurante da cidade serve caldeirada de turu.
     Nas ilhas, o molusco 頣omido vivo.
- ɠprote� pura. O turu sডz mal porque muita gente come cru, com areia e sem lavar.
OURICURI: HOSPITAL REGIONAL ATENDE SEIS CASOS POR SEMANA DE "LOUCOS DE FOME"
     Palma, planta usada pelos fazendeiros como ra磯 de gado.
     Ela serve o cacto cozido, cortado em pequenos cubos e misturado com arroz ou farinha de milho.
M`ALIMENTAǃO CAUSA ATRASO NO CRESCIMENTO
... 61,7% da popula磯 carente de Manaus estᠮa faixa de pobreza absoluta. A mᠡlimenta磯 gera atraso no crescimento de 16,7% das crian硳 amazonenses e 34% delas sofrem de desnutri磯.
... 60 toneladas de peixe s㯠perdidas diariamente devido ೠp鳳imas condi絥s de armazenamento no porto de Manaus.
... no per�o de safra em Manaus a oferta diᲩa de peixe 頤e 300 toneladas, o que representa o dobro da demanda. A inexistꮣia de um sistema de armazenamento adequado faz com que 60 toneladas de peixe apodre硭 diariamente.
DESNUTRIǃO DIMINUI COM EDUCAǃO   DIZ ANA PELIANO ECONOMISTA DO IPEA
     Metodologia aplicada no estudo da desnutri磯 頢aseada na da Cepal (Comiss㯠Econ�a para a Am鲩ca Latina) que caracteriza a indigꮣia como a situa磯 em que o cidad㯠gasta todo seu dinheiro e consegue, na melhor das hip䥳es, pagar sࡠalimenta磯.
MAPA DA FOME: SUBS̈́IO FORMULAǃO DE UMA POL͔ICA DE SEGURANǁ ALIMENTAR
, Instituto de Pesquisa Econ�a Aplicada (Ipea)

INDIGENTES GARIMPAM LIXՅS
em Jo㯠Pessoa, Para�, chama-se Lix㯠do R祲.
     Em meio a urubus, gra硳, fuma硠e forte mau cheiro, centenas de crian硳, jovens e velhos disputam peda篳 de lixo reciclᶥl para vender no aterro metropolitano do Grande Rio, no Jardim Gramacho, Duque de Caxias, numa Ქa de 1,2 milh㯠de metros quadrados onde s㯠despejadas 100 toneladas (?) de lixo por m곮
       PESCA
     O consumo de pescado no Brasil 頤e 6,5 quilos per capita/ano, metade do m�mo recomendado pela FAO.
... o bacalhau importado 頯 peixe mais consumido pelos brasileiros (mas nem todo e nem de longe 頢acalhau mas o tal de "bacalhau saith" e por a�
... a falta de hᢩto faz com que a maioria dos brasileiros s࣯ma peixe na Semana Santa.

CARNE DE RATO ɠALIMENTO EM TIMBAڂA, PERNAMBUCO   O GLOBO 17 de outubro 1994
campanha RATO NO SACO, FILɠNO PRATO, lan硤a para combater a infesta磯 da cidade por ratos, acabou por revelar meio alternativo e repugnante de se matar a fome: churrasco de rato. Centenas de moradores empreenderam verdadeiras ca硤as para trocar verdadeiras ca硤as para trocar um quilo de ratos - vivos ou mortos - por igual quantidade de carne de vaca de primeira. Na periferia da cidade, a 117 km de Recife, o jornal constatou que por absoluta falta de informa磯 os animais eram capturados no lixo e nos esgotos e devorados inteiros por fam�as famintas.
     Para essa gente, que nem tomou conhecimento da campanha porque n㯠tem rᤩo ou TV rato 頡limento comum, muitas vezes o 飯. E sem sal, porque n㯠hᠤinheiro para compr᭬o. Um casal que vive da venda de papel e pl᳴ico recolhidos no lix㯠hᠤez anos n㯠come carne de vaca.
- Depois de queimar os pelos a gente raspa tudo com a faca e bota no braseiro de novo. Quando ele come硠a ficar durinho a gente tira do fogo, abre a barriga e retira o fato (as tripas). Depois bota na brasa de novo e deixa tostar para comer assim mesmo, insosso. Se tivesse sal ficava mais gostoso. Que gosto tem? De rato mesmo! Ningu魠aqui conhece outro bicho que tenha gosto. Acho que rato 頭elhor que carne de boi porque faz uma porrada de tempo que n㯠como outra carne. N㯠me lembro nem do gosto.
     Iam passar sᢡdo a ᧵a e rato com quatro filhos, dos oito meses aos seis anos.
     Timbaᠦica na regi㯠canavieira de Pernambuco. Na entressafra da cana a Prefeitura distribui cestas bᳩcas de alimentos para os trabalhadores rurais n㯠morrerem de fome. Apenas 25% da Ქa urbana tem saneamento bᳩco, donde at頡char rato em esgoto fica mais dif�l.

VALE DO JEQUITINHONHA: CRIANǁS AJUDAM CARVOEIROS EM MINAS
     Crian硳 maiores de 12 anos ࠢeira da estrada BR 365, que liga o Tri⮧ulo Mineiro ao sul da Bahia, e com adultos carregam caminh峠de carv㯠vegetal produzido ao longo da estrada. Os "chapas", como SÏ CHAMADOS OS CARREGADORES, PASSAM O DIA EM JEJUM. aLGUNS LEVAM UM PIRÏ PARA A ESTRADA, quando sobra do jantar.
     Gr㯠Mogol jᠦoi o ber篠mais f鲴il do b㩯, uma hipertrofia da gl⮤ula tire餥, provocada pela falta de iodo no organismo, que incha a garganta formando enormes papos. Hoje os cidad㯳 do lugar n㯠tꭠmais b㩯, mas vivem amea硤os pela doen硠de chagas e pela leishmaniose, transmitidos pelo barbeiro e o calazar, que segundo alguns matam mais que a fome.
     O marido trabalha na ro硬 plantando milho e feij㯬 e a cada 15 dias traz um saco de comida.
- Nos 䩭os dias alguns comem e outros n㯮 Quem come ontem n㯠come hoje. No finalzinho mesmo, a�ingu魠come nada.

COBRA VENENOSA VIRA REFEIǃO EM BRAS͌IA
     A falta de comida levou trabalhadores sem terra acampados no DF a transformarem duas cobras venenosas em pratos principais de suas refei絥s nos arredores de Brazl⮤ia, cidade sat鬩te de Bras�a. Duas jararacus de papo amarelo com mais de 1,80 metro de comprimento cada uma foram fritadas em postas. O veneno n㯠os assusta:
- ɠs࣯rtar dois palmos abaixo da cabe硠e dois palmos acima do rabo que n㯠tem problema.
As cobras tinham gosto de peixe e uma textura entre o peixe e o frango.
- Corri para a minha barraca e lavei a boca com pinga.

XEPEIROS: A VIDA DE QUEM TIRA O ALMOǏ DAS LATAS DE LIXO  O GLOBO 23 de junho 1991
dois mil xepeiros todos os dias vasculham o lixo do Rio de Janeiro
... em busca de comida que quase sempre estᠥstragada
... vindos do interior do estado ou do Nordeste
... arriscando contrair uma s鲩e de doen硳, como micoses, infec絥s intestinais, botulismo e leptospirose
... prefere recolher legumes, verduras e p㯬 com os quais faz uma sopa.
- Tiro a parte de fora dos restos, que fica mais seja. Depois lavo tudo no canal do Jardim de Alᠥ ponho para ferver. A batata uso com casca e tudo.

O GLOBO 27 de mar篠1993
OS RAROS PRATOS DO 'CARDPIO DA FOME'
Nesse cardᰩo o p㯠n㯠leva trigo, o cuscus (sic) n㯠tem milho e a farinha 頦eita sem mandioca. Eis alguns pratos, segundo a receita dos sertanejos de Pernambuco
     mucuma (fava do mato) - Uma planta rasteira.
Lava-se a mucuma sete vezes para tirar o veneno, junta-se sal grosso e rala-se ou bate-se a mistura no pil㯮 Vai ao fogo em panela de barro e come-se como cuscus (sic).
     Cafofa de umbu - O umbuzeiro 頵ma arvora alta, que resiste bem ࠳eca. Quando frutifica os sertanejos comem o umbu com sal. Quando a safra acaba cortam a raiz para comer.
Cava-se quatro palmos de terra at頥ncontrar a cafofa, que 頣omo uma batata. Cozinha-se em ᧵a e sal e come-se pura, apesar de ser meio amarga.
     Mani篢a ou mandioca do mato - Essa planta 頶enenosa e se o boi comer a folha morre.
Tira-se a batata (raiz), cozinha-se, faz-se farinha e come-se assim. Pode-se fazer tamb魠o chamado "p㯠de sete ᧵as".
     Palma - Esp飩e de cacto.
Pega-se as folhas mais novas, tira-se o espinho, pica-se toda a folhagem e p堮a ᧵a sal. A baba sai e come-se com farinha, quando tem.

FEIJÏ APODRECE EM ARMAZɎS DA CASEMG
     Cerca de 300 toneladas de feij㯠colhidas no ano passado est㯠apodrecendo nos armaz鮳 da Companhia de Abastecimento e Silos (Casemg) de Montes Claros, uma das regi峠mais pobres do estado.

ESCRAVOS - NEGROS - MISERVEIS
escravos contempor⮥os - escravos da mis鲩a, previstos por Joaquim Nabuco logo ap㠡 Lei urea em prof鴩co discurso

Jean Baudrillard, 1990: N㯠hᠣat᳴rofe. Vivemos em suspense. Ficamos negociando essa cat᳴rofe.
 

escritor John Gray - o insuspeito sobre o ⶩo
ɐOCA 26 DE DEZEMBRO DE 2005
Os seres humanos diferem dos animais principalmente pela capacidade de acumular conhecimento. Mas n㯠s㯠capazes de controlar seu destino nem de utilizar a sabedoria acumulada para viver melhor. Nesses aspectos, somos como os demais seres. Atrav鳠dos s飵los o ser humano n㯠foi capaz de evoluir em termos de 鴩ca ou de uma l穣a pol�ca. N㯠conseguiu eliminar seu instinto destruidor, predat⩯.  (ver tamb魠Robert Anton Wilson)
N㯠esperar pela salva磯 do planeta, mas buscar uma qualidade de vida melhor, criar condi絥s para retardar o decl�o. Isso 鍍 poss�l. (...)
Sou descrente de que serᠦeito algo realmente eficaz para combater o aquecimento global. A demanda de combust�l f㳩l vem aumentando a um ritmo de 1,9% ao ano. A rᰩda industrializa磯 da China sࡧrava esse problema.
 

 

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO   VEJA 10 DE NOVEMBRO DE 2004
O AVANǏ DA  NAU DOS INSENSATOS NAVILOUCA

                                                                               SHIP OF FOOLS
MENTIR A RESPEITO de armas de destrui磯 em massa para justificar a guerra contra o Iraque, isso n㯠頩moral. Produzir 100 000 mortos no Iraque, na maioria mulheres e crian硳, (...), isso n㯠頩moral.
Oitenta e tr고por cento dos americanos, segundo sondagem do ano passado, acreditam que Jesus nasceu de uma virgem e 28% crꥭ na teoria da evolu磯. Cinquenta e oito por cento acham que sࣲendo em Deus se pode ter senso moral. No entanto... A Maioria 頴amb魠a favor da pena de morte e do direito a portar uma arma.

A FOME DO ESP풉TO

DA POBREZA DE ESP͒ITO

b a n c o  de  d a d o s :    as   not�as   falam   por   si

     AGROINDړTRIA  ALIMENTAǃO

  ZONA DA MATA - PERNAMBUCO

para onde logo se estendeu a cultura da cana-de-a纣ar, base da riqueza dos senhores-de-engenho e de uma mis鲩a desmedida pela hist⩡ fora: 500 anos

Por outro lado, do mesmo prisma de estudos de Gilberto Freyre e como exposto contemporaneamente por S鲧io Buarque de Holanda em Ra�s do Brasil com a escravid㯠negra e o a纣ar

Uma suavidade dengosa e a絣arada invade desde cedo todas as esferas da vida colonial.

                                                        N㠬ᠮo Brasil

                                                        A nossa ternura

                                                        A a纣ar sabe,

                                                        Tem muita do絲a.

                                                        Oh! se tem! tem.

                                                        Tem um mel mui saboroso

                                                        ɠbem bom, 頢em gostoso.     

          Viola do Lereno: Cole磯 das suas cantigas (Lisboa, 1826), cit. S鲧io Buarque de Holanda

Uma mulher aos 36 anos, de Jurema, no agreste de Pernambuco, jᠴeve 12 filhos dos quais 5 morreram e outros 2 tinham poucas chances de sobrevivꮣia.
Mag鲲imos por conta da desnutri磯.
"Eu achava que era Deus que queria levar."
 

veja 30 de outubro de 1996
O MUTIRÏ QUE SALVA OS BEBʓ
Ensin᭬os a preparar pratos com casca de ovo, sementes de moranga, folhas de mandioca e de cenoura, refei磯 com teor vitam�co alto para reduzir desnutri磯 de crian硳 e gestantes.
Educa磯: metade de m㥳 e gestantes da Para� n㯠conseguem entender o material impresso pelo Minist鲩o da Sa堳obre aleitamento materno porque 頍 analfabeta.
M餩a nacional era de 10 por cento de mortes de crian硳 com at頵m ano de idade. No Nordeste, o dobro - �ice de pa�s miserᶥis como Eti੡, Somᬩa e Haiti.

DESERTIFICAǃO
Jornal do Brasil 27 de janeiro de 1992
DESERTOS: AMEAǁ QUE AVANǁ NO NORDESTE
Regi㯠semi-Ჩda: um milh㯠de quil�ros quadrados.
Desertifica磯 se alastra por uma Ქa cinco vezes maior que a do estado do Rio de Janeiro e equivalente a de Para�, Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas e atinge 10 por cento da popula磯 sertaneja.
227 728 quil�ros quadrados de oito estados nordestinos, um quarto deles com recupera磯 praticamente imposs�l.
Para recuperar o estrago necessᲩo investimento de 2 bilh峠de d졲es em duas d飡das, 1 por cento do necessᲩo para recuperar os 55 milh峠de quil�ros quadrados de Ქas em desertifica磯 no planeta.
Atinge 35 microrregi峠do Nordeste.
A devasta磯 por problemas sociais, como a fome nordestina, 頡penas um dos passos que levam ࠤesertifica磯. Queimadas, minera磯, uso excessivo de AGROTӘICOS, a saliniza磯 das Ქas de irriga磯, polui磯 e manejo inadequado do solo s㯠outros fatores.


BANCADA RURALISTA
Com 132 deputados e 34 senadores, a bancada "ruralista" seria o mais poderoso grupo de press㯠do Congresso Nacional de Bras�a na d飡da de 1990.

Tudo parece t㯠complicado e 頴㯠simples ou Tudo 頴㯠simples e s࣯mplica porque recai sempre sobre a mesma equa磯: cobi硠X ser natural, matar pela posse X n㯠a磯
Masanobu Fukuoka, 1975:
N㯠seria melhor falar sem rodeios de deixar de utilizar os produtos qu�cos causadores da polui磯? O arroz, por exemplo, pode muito bem crescer sem recurso a produtos qu�cos, assim como os citrinos, e tamb魠n㯠頤if�l cultivar legumes da mesma maneira. (...) Se as colheitas devessem crescer sem recurso a produtos qu�cos agr�las, fertilizantes e mᱵinas as companhias qu�cas gigantes [os gigantes da ind䲩a qu�ca] se tornariam in婳. (...) a base do poder (...) dos mestres da pol�ca agr�la moderna assentava [assenta] em investimentos feitos pelo grande capital em fertilizantes e mᱵinas agr�las. Acabar com as mᱵinas e os produtos qu�cos acarretaria uma mudan硠completa na economia e nas estruturas sociais.

N㯠頵n�co, n㯠頭anique�a, n㯠頵nilateral. Tamb魠daqui se vꬠcomo o senador Cristovam Buarque, que hᠱue definir, como a Opep quantas gotas de petr쥯 se produz, quantos cent�tros quadrados de terra se vai consumir para encher os tanques do mundo para n㯠deixar de plantar para se comer num pa�que tem fome.

economia agr�la brasileira ao longo da hist⩡ baseada na monocultura de exporta磯 - a do etanol seria mais uma

com a ABERTURA DOS PORTOS (para a Coroa brit⮩ca) o Brasil deixa a condi磯 colonial mas a estrutura mant魭se: escravismo, grande propriedade agrᲩa e economia voltada para o exterior

A carne 頦raca mas custa tamb魠o que se exporta, porque se exporta. Quanto maior 頯 sucesso nas exporta絥s, maior 頯 custo interno. O Brasil paga pela sua economia exportadora de bens primᲩos, ou quase sੳso.
sem valor agregado
e esse tal de commodities

CANA-DE-AǚCAR - 1988
Brasil o maior produtor de CANA-DE-AǚCAR do mundo
1988: colhe 250 milh峠de toneladas
e produz 13,3 bilh峠de litros de ᬣool = 68 por cento da produ磯 mundial
8,5 milh峠de toneladas de a纣ar = 35 por cento


AǚCAR 1989-1990
setor a絣areiro deve US$ 1 bilh㯠ao IAA (Instituto do A纣ar e do lcool) desde 1982.
10 por cento da produ磯 頤esviada para o mercado paralelo e contrabando
 

            sugarcane fields forever  

 t�lo de faixa de ARAǁ AZUL, de Caetano Veloso, afresco multidisciplinar em que o compositor relembra o cenᲩo f�co e metaf�co de sua mem⩡ do Recvo Baiano da inf⮣ia e adolescꮣia, regi㯠primordial da monocultura da cana-de-a纣ar e que logo vem ࠭ente de quem conhece o afresco quando  atravessa  a  regi㯦nbsp; de  Ribeir㯠Preto,  em S㯠Paulo,  a maior produtora da planta na atualidade

ZONA DA MATA      PERNAMBUCO      CANA-DE-AǚCAR     LCOOL       ENERGIA      ENGENHOS     USINAS   ESCRAVATURA       FOME       SERVIDÏ

Zona da Mata, Pernambuco: expectativa de vida de 43 anos - o mesmo de Angola
formada por 52 munic�os com dois milh峠de habitantes, 85 por cento dos quais dependem direta ou indiretamente da cana
250 mil canavieiros que jᠲeceberam salᲩo 24 por cento acima do salᲩo m�mo
em 1990 recebiam 40 por cento do salᲩo m�mo
renda m餩a: 40 por cento do salᲩo m�mo
�ice de desnutri磯: 70 por cento
�ice de ingest㯠de calorias: 1300 por dia, inferior ࠮ecessᲩa ao metabolismo basal de uma pessoa em repouso absoluto
popula磯 fixa: 1,2 milh㯠de habitantes, 18 por cento da popula磯 de Pernambuco
densidade demogrᦩca: 125 habitantes por quil�ro quadrado
 

Jornal do Brasil 11 de janeiro 1991
Zona da Mata, Pernambuco: Ber篠das Ligas Camponesas, movimento criado em 1955 pelo advogado Francisco Juli㯬 mais tarde deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e figura destacada do primeiro governo de Miguel Arraes (1962 a 1964), para unir os trabalhadores rurais em torno da reforma agrᲩa. Na Zona da Mata se agrupam 250 mil trabalhadores rurais em 40 munic�os. Sempre foi palco de lutas. Foi o primeiro lugar no Brasil em que os trabalhadores conseguiram o direito ao salᲩo m�mo e de ter carteira assinada. Foi de lᠱue partiu a primeira greve de agricultores, ap㠯 movimento militar de 1964, em 1979.

Folha de S㯠Paulo 21 de outubro 1996
ZONA DA MATA
Cerca de 2000 desempregados ganham R$ 60 mensais para aprender a ler, escrever e cultivar a cana.
71 por cento da popula磯 da popula磯 economicamente ativa da regi㯠tem renda familiar mensal de um salᲩo m�mo ou inferior - no Estado, s㯠38,7 por cento da popula磯
taxa de analfabetismo: 60 por cento - 32 por cento no Estado
mortalidade infantil: 124 por mil - 67,5 por mil no Estado
esperan硠de vida: 46 anos - 64 anos no Estado
produtividade do cortador de cana: 40 a 50 toneladas por hectare
produtividade do cortador de cana em S㯠Paulo: 120 toneladas por hectare

Jornal do Brasil 30 de janeiro 1989
QUEIMADA NO NORDESTE PROVOCA CORTE DE ENERGIA EM 6 ESTADOS
A prᴩca de queimar a cana antes da colheita para eliminar as olhas e facilitar o trabalho dos cortadores, causou no ano passado 92 desligamentos da rede el鴲ica no Nordeste. Muitos cabos de alta tens㯠passam pelos canaviais e s㯠 atingidos pelo fogo.
A queima estᠣausando outros preju�s irreparᶥis: as poucas manchas de Mata Atl⮴ica que ainda restam s㯠atingidas e um imenso patrim de fauna e flora estᠳendo devastado.
Dezenas de esp飩es, entre mam�ros, r鰴eis, peixes e pᳳaros, sయdem ser encontradas hoje nos jardins zool穣os. ɠo caso dos jacar鳠caim㠥 papo-amarelo, macaco-prego, gar硭mirim e tatupeba, esp飩es praticamente ࠍ beira da extin磯 no Nordeste.
40 esp飩es podem estar extintas na pr詭a d飡da

Folha de S㯠Paulo 19 de mar篠1995
realismo m᧩co
na zona da mata aposentadoria 頦ic磯
Foice 頵sada desde os 7 anos
91,27 por cento das crian硳 de Ქas dominadas pela cana-de-a纣ar come硭 a trabalhar entre os 7 e os 13 anos.
Centro Josu頤e Castro, especializado no estudo da fome no Nordeste em convꮩo com a Save The Children Fund, uma entidade inglesa de pesquisas sobre crian硳 e adolescentes:
Ali pelo menos 60 mil crian硳 trabalham no corte de cana, 25 por cento da m㯭de-obra das usinas e engenhos.
57 por cento desses meninos jᠳe acidentaram. Cortam-se com o pr಩o instrumento de trabalho.
Trabalham 44 horas por semana e mesmo quando chegam aos 17 anos a maior parte delas (90por cento) ainda n㯠possuem registro profissional.
O que ganham dᠰara adquirir apenas 58,6 por cento do que a sociologia chama "ra磯 essencial m�ma".


Folha de S㯠Paulo s/d   HOMEM-GABIRU QUER SE APOSENTAR AOS 49
homem-gabiru, como ficou conhecido Amaro Jo㯠da Silva
ficou conhecido por este nome em outubro de 1991 ap㠲eportagem da Folha.
No m고seguinte apareceu como entrevistado das "p᧩nas amarelas" da revista Veja.
1m35 de altura, s�olo da mis鲩a no Nordeste, v�ma de nanismo provocado pela desnutri磯.
Gabiru 頵ma esp飩e de rato e passou a ter, na linguagem comum, o significado de pessoa de baixa estatura.
Mora em Amaraji, a 89 km de Recife, at頯 final de 1991, uma s鲩e de caixas de alimentos e roupas. Eram doa絥s de leitores comovidos e de entidades filantr੣as.
"Todo dia chegava coisa."
O 飯 bem que possu� um cavalo, vendeu para comprar comida e roupa para alguns dos 13 filhos.
perdeu tamb魠Iraci, sua mulher, que morreu aos 39 anos "do cora磯".

homem gabiru VEJA 18 de dezembro de 1991
m餩co Meraldo Zisman, pesquisador de problemas de desnutri磯 no Nordeste brasileiro desde 1966:
            - Amaro n㯠 tem problema endocrinol穣o nem gen鴩co. ɠum caso de nanismo nutricional.
O prot䩰o da gera磯 nanica que se expande no Brasil.
Morador no Engenho Bondade
ele trabalha nos canaviais da Usina Bonfim
[parece um poema de Jo㯠Cabral de Melo Neto]
e sustenta a fam�a com um salᲩo de 46 000 cruzeiros
numa casa de barro batido com 40 metros quadrados, sem energia el鴲ica ou ᧵a encanada
             - Por que o senhor cresceu pouco?
            - ɠde tanto trabalhar e passar fome. Desde pequeno 頡ssim. Meu tio, irm㯠do meu pai, tamb魠頢aixinho. Eu acho que 頰or causa da fome braba do povo da ro确 Eu conhe篠bem uns dez, sem contar meus filhos. Dos treze, cinco n㯠v㯠crescer. Na 鰯ca da planta磯 dᠰara voltar para casa ao meio-dia. A�depois de tomar uma lapada de cacha硬 eu almo篬 tiro um cochilo at頲 horas e passo o resto da tarde cuidando da minha ro确
             - Os seus filhos tomam leite?
            - Os tr고 meninos novinhos tomam sim. Uma lata tem que dar para o m고inteiro, ent㯠a mulher tem que misturar muita ᧵a, para a lata durar o m고todo e todos os meninos tomarem leite.
             - Quais s㯠os bichos do mato que o senhor ca硠para comer?
             - Ah, tem muitos. Lagarto, tatu, quandu, paca, tamanduᬠque tem gosto de cupim, porco-do-mato, teju, jurubarᬠpreᠥ lontra.
             - O que o senhor acha da usina em que trabalha?
          - Sou explorado por eles. N㯠somente eu mas todo mundo que 頥mpregado dos usineiros. Eu trabalho hᠲ3 anos para a Usina Bonfim. E o que 頱ue eu tenho? Vou morrer como nasci: nu e com fome.
VOU MORRER COMO NASCI: NU E COM FOME.
            - Essa sua vida n㯠cansa?
          - Cansa, mas n㯠tem jeito de ser diferente. Cada dia a mis鲩a e o sofrimento aumentam.

CELSO FURTADO           O Estado de S㯠Paulo 5 DE JUNHO DE 1994
            - Por que no Brasil, toda vez que se fala em reforma agrᲩa os dois lados sacam o rev춥r e armam a guerra?
            - Na minha 鰯ca quem sacava o rev춥r eram os latifundiᲩos. Lᠮo Nordeste, por exemplo, na Zona da Mata 頵m absurdo o que voc꠴em de terras escassas, 餡s, numa regi㯠paup鲲ima que necessita produzir alimentos, porque voc꠮㯠pode manter o Nordeste comendo alimentos vindos do Sul, que s㯠alimentos muito mais caros e sࡠclasse m餩a pode consumir, ficando na rua os pobres. Voc꠴em que baixar os pre篳 no Nordeste e veja voc꠱ue toda essa Zona da Mata, que 頯 fil頭ignon, estᠴoda na m㯠dos a絣areiros.

ZONA DA MATA
TESE DEMONSTRA MISɒIA DE CANAVIEIROS    Jornal do Brasil 13 de maio 1991
Cortadores matam fome com farinha e bebem ᧵a polu�.
O trator e o burro sem rabo - consequꮣias da moderniza磯 agr�la sobre a m㯭de-obra no Brasil
Expedito Rufino de AraBr> Instituto UniversitᲩo de Estudos de Desenvolvimento de Genebra:
Governo dᠡmpla assistꮣia a usineiros mas esquece-se de legi㯠de cortadores de cana de cinco dos nove estados nordestinos.
ausꮣia total na
presta磯 de assistꮣia m餩ca
educa磯 bᳩca
fiscaliza磯 dos direitos dos trabalhadores
aferi磯 de medidas
inspe磯 de condi絥s de trabalho
prote磯 da integridade f�ca dos camponeses contra agress峠de prepostos dos patr峺 existem mil�as privadas armadas em boa parte dos 9 mil engenhos
nem sequer se preocupam em inform᭬os sobre aqueles itens ou prote磯 contra aplica磯 de herbicidas e agrot詣os
63 por cento sofreram acidentes de trabalho
            - A gente chega a fazer duas toneladas por dia. Os tr고meninos cortam 500 quilos, amarram cem feixes, e se fosse sॵ s࣯nseguia cortar 1 500.
            - A gente s͍ n㯠morre de fome porque por aqui por perto tem jaqueira, manga e banana.

HOMENS GABIRUS
estatura m餩a das pessoas reduz-se at頡proximar-se dos pigmeus africanos
um dos segmentos de piores condi絥s de vida da popula磯 brasileira
cana-de-a纣ar = 85 por cento do potencial econ�o de Pernambuco
ocupa 85 por cento da Ქa cultivada (12 388 km௵ 13 por cento das terras do Estado
A classe m餩a rural, originᲩa da antiga aristocracia dos senhores de engenho, hᠴempo foi tragada pelo desenvolvimento industrial e enfrenta problemas de cr餩to, de atraso tecnol穣o e de pre篳 tutelados.
Pouco menos de metade das 42 usinas e destilarias da regi㯠em opera絥s de empr鳴imo externo ficaram devendo 20 vezes o seu capital e o dobro do seu patrim com o aval do Bandepe e n㯠pagaram.
Algumas oferecem parte das suas terras como garantia em 12粡u - em cobran硠 judicial, onze credores dever㯠ser ressarcidos antes do banco.

homens-gabirus
O Estado de S㯠Paulo 15 de dezembro de 1996
Em Deus e o Diabo na Terra da Seca TRISTERESINA LULA - GOVERNADOR QUE DIZ NÏ D` PARA ROMPER COM ESSA SITUAǃO DE FOME ɠGARIBALDI ALVES FILHO, aqui:
Rio Grande do Norte
Estado conquistou posi磯 de maior produtor de petr쥯 em terra
fornece 10 por cento do 쥯 consumido no pa�br> S㯠extra�s 96 mil barris/dia em 14 munic�os, 40 por cento da produ磯 do Nordeste
proprietᲩo de terras tem direito a 1 por cento de royalty
nova reserva de 8 milh峠de barris confirmada tr고semanas atr᳼br> 55 por cento das crian硳 com at頵 anos s㯠desnutridas
fome cra produz nanicos em escala
42 por cento da popula磯 infantil tem altura abaixo da normal
biologicamente deficientes, com chances reduzidas de plena produ磯 intelectual
efeitos da desnutri磯 s㯠tamb魠percept�is em gera磯 anterior:
na inspe磯 militar, 43 por cento com peso inferior ao normal
21 por cento ainda patenteavam deficiꮣia de peso ap㠵m ano nos quart驳, com alimenta磯 balanceada
68 por cento dos recrutas tinha altura m餩a de 1,53 metro - 15 cent�tros abaixo do soldado-padr㯼br>
Folha de S㯠Paulo s/d
HOMENS-GABIRUS
m餩a do tamanho dos brasileiros: 1,68 cm
no Nordeste: 1,62 cm
previstos por cientistas hᠰelo menos duas d飡das, esses homem tendem a encolher ainda mais nas gera絥s futuras.
Tamanho do c鲥bro tamb魠頭enor e chega a ser 40 por cento menos capaz de racioc�o
頣omum hoje no Nordeste estatura abaixo de 1,50 cm, equivalente ao tamanho de pigmeus na frica
"Tendꮣia ao nanismo come硠a se espalhar pelo pa�inteiro", diz m餩co Meraldo Zisnam
exemplos de ignor⮣ia comuns na regi㯺 gente que n㯠sabe sequer a idade
desenvolvimento f�co e mental comprometido
�ice de crian硳 desnutridas no Nordeste chegava a 30 por cento
desnutri磯 entre gestantes a 47 por cento

O Globo 30 de mar篠1993
CAATINGA SUBSTITUI PLANTAǕES E DEIXA 80 MIL DESEMPREGADOS
Zona da Mata. No munic�o (...) que faz limite com o agreste a paisagem se assemelha ࠤo sert㯺 a vegeta磯 estᠴ㯠seca quanto a da caatinga, os canaviais morreram e o desemprego 頧rande.
A seca tamb魠頧rave em 18 dos 42 munic�os da regi㯠a絣areira.
Ajuda financeira aos usineiros custou aos cofres p쩣os US$ 300 milh峠na safra de 1989.

Nordeste, de Gilberto Freyre, anos 1930 - tentativa de estudo ecol穣o:

"Em estado de variedade tudo se concilia e se compensa. Em estado de monocultura absoluta, tudo se desequilibra e se perverte numa regi㯮 A hist⩡ natural do Nordeste da cana nestes quatro s飵los 頵ma hist⩡ de desequil�io, em grande parte causado pelo furor da monocultura. Suas fomes, algumas de suas secas e revolu絥s s㯠aspectos desse drama. Esse Nordeste prepara o outro, seco e est鲩l de hoje. O excesso de partidas de cana foi destruindo sem parar as matas. A coivara e a queimada deram na eros㯠da terra. Alterou-se o clima, a temperatura e o regime de ᧵as. Os rios logo apodreceriam. Separou-se o homem das matas e dos animais. Os negros e suas usinas. E as caldas fedorentas matam os peixes. Envenenam as margens. "
Hist⩡ de como o engenho de banguꬠo mais primitivo engenho de a纣ar, transformou-se na usina moderna, de maquinaria eficiente e poderio financeiro.
O senhor do engenho transformou-se no usineiro ainda mais poderoso e inescrupuloso:
O monocultor rico do Nordeste fez da ᧵a dos rios um mict⩯. Um mict⩯ das caldas fedorentas. O EXCESSO DE PARTIDAS DE CANA FOI DESTRUINDO SEM PARA AS MATAS. A COIVARA E A QUEIMADA DERAM NA EROSÏ DA TERRA. ALTEROU-SE O CLIMA, A TEMPERATURA E O REGIME DE GUAS. OS RIOS LOGO APODRECERAM. SEPAROU-SE O HOMEM DAS MATAS E DOS ANIMAIS.
(...) E AS CALDAS FEDORENTAS MATAM OS PEIXES. ENVENENAM AS PESCADAS. EMPORCALHAM AS MARGENS.

em 1990 jᠳe escrevia:
antes inclusive de "crises do petr쥯", "milagres econ�os", planos cruzados e outros golpes...
Programa Nacional do lcool vem sendo criticado desde sua implanta磯 por t飮icos e empresᲩos de diversos sectores.
(segundo) analistas, o Proᬣool n㯠resistiria ࠭ais simples anᬩse de custos e benef�os, mesmo sem levar em conta os vultosos custos ambientais, a larga utiliza磯 de terras que poderiam estar produzindo alimentos e a exaust㯠do solo pela prᴩca da monocultura extensiva da cana-de-a纣ar.

1991 - secretᲩo de Ciꮣia e Tecnologia Jos頇oldemberg: Se o baga篠da cana-de-a纣ar fosse aproveitado pelos usineiros para gerar energia el鴲ica o custo final do ᬣool cairia 30 por cento e a produ磯 de energia el鴲ica teria aumento de 6 mil megawatts, metade da capacidade de Itaipu e o suficiente para abastecer seis cidades como Bras�a ou metade da cidade de S㯠Paulo.
ministro da Infra-Estrutura, Ozires Silva, contrᲩo ao Proᬣool, defende o aumento da prospec磯 de petr쥯
O aproveitamento do baga篠exigiria a constru磯 de pequenas termoel鴲icas junto ೠusinas. Em S㯠Paulo algumas unidades pioneiras jᠣonstru�m termoel鴲icas.
crise de abastecimento provocada pela Guerra do Golfo

ISTOɠ27 de julho 1994
VIDAS SECAS
NA ZONA DA MATA NORDESTINA CORTADORES COLHEM 1,6 TONELADA POR DIA E GANHAM R$ 23 MENSAIS em m餩a
vida de cortador mudou muito pouco nos 䩭os quatro s飵los
senhor do engenho foi substitu� pelo usineiro
os antigos escravos por cerca de 400 mil cortadores de cana - 89 por cento deles n㯠possuem nenhum v�ulo empregat�o
para colher a quantidade de cana estipulada engajam mulheres e filhos
91,27 por cento deles ingressaram no mercado com entre sete e 13 anos de idade
240 mil na zona canavieira pernambucana
trabalhadores aplicam agrot詣os no campo sem nenhum tipo de prote磯
salᲩo insuficiente para suprir a "ra磯 essencial bᳩca": peixe frito ou charque com farinha e rapadura.
A refei磯 頳ervida nos mais diversos tipos de recipientes, inclusive latas de produtos t詣os, como tintas, solventes e resinas.
            - Dᠰra comer por dois dias. Depois, sಥgrando.
entre as 320 crian硳 de Matiz da Luz
                                                                               
MATIZ DA LUZ
                                                                MATIZ DA LUZ

MATIZ DA LUZ                        MATIZ DA LUZ                                                MATIZ DA LUZ
92 por cento carregam parasitas, 40 por cento mais de tr고tipos de vermes e outro tanto sofrem de desnutri磯 cra.


IAA: no final de 1987 toda diretoria foi demitida acusada de corrup磯 por ministro Jos須ugo Castello

LCOOL Jornal do Brasil 1990 - O desequil�io entre a produ磯 e o consumo estᠡumentando a cada ano. Em 1989 o d馩cit de ᬣool foi de mais de um bilh㯠de litros. Na regi㯠Centro-Sul a defasagem ficou em torno de 700 milh峠de litros. Para este ano prevꭳe uma falta de mais de bilh峠de litros.
... o ᬣool consumido no Rio de Janeiro, por exemplo, vem de Santos e do Nordeste. A produ磯 regional, de Campos, responde por menos de 15 por cento do consumo. Esse passeio do ᬣool 頤ispendioso para os cofres p쩣os.
A id驡 do plano (Proᬣool) era promover uma verdadeira reforma agrᲩa, regionalizando a produ磯 na m㯠de pequenos e m餩os produtores. ...
acabou favorecendo a concentra磯 do plantio e da produ磯 nos grandes usineiros.

METANOL 05 de dezembro 1989: desconhecimento das consequꮣias da mistura de 33 por cento de metanol - importado dos EUA -, 7 por cento de gasolina e 60 por cento de ᬣool
lei obriga realiza磯 de relat⩯ de impacto ambiental como condi磯 para execu磯 de obra e/ou medida que possa amea硲 sa堤as pessoas.
governo autorizou importa磯 de 1,5 bilh㯠de litros de metanol
metanol - ᬣool da madeira - 頩nodoro, tem chama invis�l e provoca efeitos acumulativos, ficando retido no corpo. Ataca principalmente o nervo 䩣o e o sistema nervoso.
alto grau de toxicidade
O metanol 頣onsiderado o combust�l menos poluente do mundo.
ᬣool met�co de f⭵la CH3OH, que tamb魠pode ser chamado de ᬣool de madeira ou carbinol.
normalmente usado como solvente de tintas e vernizes.
O metanol normalmente 頯btido a partir do g᳠natural. ... Agora, por for硠do descaso das autoridades brasileiras, o pa�se v꠯brigado a importar um tipo de ᬣool obtido a partir do gᳬ que o Brasil n㯠possui. A produ磯 anual de metanol 頤e pouco acima de 100 mil toneladas.

Robert㯠ministro da Ind䲩a e Com鲣io Roberto Cardoso Alves - tido como sempre tendo feito o lobby dos usineiros:
ɠ"hora dos grupos ecologistas acabarem com este oba-oba sobre o metanol".

vendas no atacado de carros a ᬣool caiu de 78 por cento em 1988 para 47 por cento no in�o de 1989
dezembro de 1989: 頭uito dif�l encontrar carro a gasolina para compra
em abril de 1988, 93 por cento dos carros colocados no mercado eram movidos a ᬣool
Em outubro, a rela磯 entre os dois combust�is esteve praticamente equilibrada
em todo o ano, 63 por cento dos carros vendidos eram a ᬣool

sugarcane fields forever

Sert㯺inho, regi㯠de Ribeir㯠Preto, a Calif⮩a do ᬣool - Folha de S㯠Paulo  janeiro 1990
330 km a oeste de S㯠Paulo e 20 km de Ribeir㯠Preto, "capital do ᬣool", 3 por cento da produ磯 nacional de a纣ar e ᬣool e 40 por cento da produ磯 de ᬣool do estado de S㯠Paulo
produ磯 de a纣ar come篵 na d飡da de 1930, logo ap㠡 DERROCADA DO CAFɼbr> em 1975 transformou-se numa das pontas-de-lan硠do Proᬣool; s௠ governo aplicou US 6 bilh峠na amplia磯 das cinco usinas e cria磯 de destilarias
"Se a Alemanha tivesse desenvolvido essa tecnologia, n㠡 invejar�os. Falta patriotismo."
              
a paisagem da regi㯠頭esmo a de um mar de cana
Dos 631 mil hectares plantados com cana nos 80 munic�os de Ribeir㯠Preto, 3 por cento s㯠tamb魠usados na produ磯 de gr㯳 soja, amendoim, milho .
frequentes cr�cas ࠣana como monocultura, que afastaria a produ磯 de alimentos
durante a safra de maio a novembro lavradores de outras regi峬 sobretudo de Minas Gerais, desembocam em busca de trabalho
jᠣome硭 a surgir embri峠de favelas na periferia. Tamb魠a rede de ᧵a 頍 insuficiente.
"ɠcomum um fazendeiro ter cem alqueires de terra e comprar verdura no supermercado, porque ele n㯠planta um p鮦quot;
"A cana 頵ma cultura de vagabundo: o cara arrenda a terra, n㯠faz nada o ano inteiro e ganha um bruta dinheiro."
Ele tamb魠condena os danos que as usinas teriam provocado ao meio ambiente: polui磯 dos cⲥgos que cortam a cidade, irrita絥s respirat⩡s nas crian硳 na 鰯ca das queimadas - durante a safra -, quando ficam suspensas no ar milh峠 de pequenas part�las, uma fuligem negra que cobre os campos e avan硠pelas cidades.
o outro lado: "Em Sert㯺inho, quando cai uma fuligem na mesa de um morador, ele assopra e ri. Ele sabe que a vida da cidade vem da�quot;
Um setor que produz 30 por cento dos combust�is l�idos do pa�br> Petrobras, que controla a distribui磯 do ᬣool, 頴amb魠responsᶥl pela perfura磯 de po篳 de petr쥯, o que a torna na prᴩca concorrente dos usineiros.
O parque alcooleiro no pa�poderia fazer 16 bilh峠de litros de ᬣool ao ano. Produziu na 䩭a safra 13 bilh峬 um n岯 que se tem mantido estᶥl desde 1985, enquanto o consumo cresceu 12 por cento ao ano

03 de fevereiro 1990: falta de ᬣool atinge estados - lan硭se m㯠a ᬣool anidro, comprado em farmᣩas ou supermercados, ou adicionando querosene no resto do ᬣool hidratado
CNP (Conselho Nacional do Petr쥯) espera importar ᬣool de vinho e de milho da Europa

no Nordeste e Esp�to Santo usineiros recebem 25 por cento de subs�os ao ᬣool vendido ࠐetrobras

Folha de S㯠Paulo 17 de dezembro 1989
desde 1986 produ磯 de cana-de-a纣ar ficou estagnada em 220 milh峠de toneladas ao ano
Ქa de plantio se reduz em 4 por cento ao ano
frota de ve�los exige cerca de 13 bilh峠de litros de ᬣool por ano
produ磯 de 1989 estimada em 12 bilh峠de litros
ᬣool anidro 頡dicionado a gasolina para aumentar octonagem - capacidade de combust㯠do combust�l
carros nacionais consomem em m餩a 12,5 litros aos 100 kms na cidade e 8,5 litros aos 100 kms na estrada (!!!) de gasolina e 8,5 litros aos 100 na cidade e 13 litros aos 100 na estrada de ᬣool
em 1979 produzia-se 1 000 000 de carros a gasolina e 4 000 a ᬣool
em 1986: 219 000 carros a gasolina e 699 000 a ᬣool

Folha de S㯠Paulo 3 de setembro 1989    BANCO MUNDIAL: SETOR PڂLICO PERDE US 2,5 BILHՅS COM AǚCAR E LCOOL
com distor絥s existentes
subs�os, mercado paralelo, contrabando, prote磯 estatal ೠind䲩as de refino de a纣ar e as deficiꮣias cras do IAA
o valor equivale ࠥxporta磯 anual de caf頥 importa磯 de petr쥯 por dez meses ou compra da safra de soja do ano pelo pre篠m�mo
mercado paralelo representa 10 por cento do mercado oficial
regulamentos oficiais geram oportunidades de fraude e sonega磯 fiscal
pre篳 do mercado interno fixados pelo IAA sem nexo com pre篳 internacionais

O Globo, 1989: um dos maiores defensores do Proᬣool
fala de campanha articulada da (sem nomear) Petrobras para acabar com Proᬣool
foi a 飡 alternativa do mundo que deu certo
no momento em que o Governo americano resolve adotar o uso do ᬣool em us, tratores e caminh峬 substituindo principalmente o diesel
Petrobras: uma companhia de petr쥯 que quer morrer companhia de petr쥯.
O verdadeiro problema do Brasil n㯠頯 ᬣool, 頯 diesel. Mais de metade da d�da brasileira foi feita para se pagar petr쥯.
Prevꭳe que em 1995 o consumo de 쥯 diesel serᠤa ordem de 700 mil barris diᲩos, o que significa que precisaremos de mais de dois milh峠de barris de petr쥯, porque para cada barril de diesel s㯠necessᲩos tr고de petr쥯.
Ter�os que aumentar em 50 por cento o parque petrol�ro, de transporte, armazenamento, refino e distribui磯, com um investimento brutal na pr಩a parte industrial, al魠da explora磯. O ᬣool bem utilizado pode amortecer esse problema.

Folha de S㯠Paulo Agosto de 1989
Entre fevereiro e junho de 1985, quando a tonelada do a纣ar demerara oscilou entre US 60 e US 80 na Bolsa de Nova York, o IAA garantia ao produtor um pre篠de US 244 a tonelada.
Em todo o ano de 1985 a melhor cota磯 obtida pelo IAA para o demerara foi de US 118 e o IAA pagou aos usineiros pre篠m�mo de US 206
O Nordeste responde por mais de 80 por cento das exporta絥s - 1,62 milh㯠de toneladas em 1988.
Desde a d飡da de 1960 o n岯 de fam�as que controlam a produ磯 de a纣ar e ᬣool caiu de 27 para 17.
Tamb魠a produ磯 de cana ficou mais concentrada: na d飡da de 1960 os produtores independentes respondiam por 60 por cento da safra. Hoje sua participa磯 頤e 34 por cento.
Em 1988 as usinas ganharam na Justi硠isen磯 do ICM (Imposto Sobre Circula磯 de Mercadorias) sobre a cana que produzem, o que reduziu de 46 para 12 por cento a participa磯 do setor canavieiro na arrecada磯 de ICM do Estado.
USINEIROS MANTʍ HBITOS MILIONRIOS
60 por cento da vida em Alagoas gira em torno da economia canavieira
O universo dos usineiros inclui Rolls Royce 1950, avi峠a jato, mans峠e cavalos de ra确
O que definitivamente sepultou a esperan硠do Proᬣool de ter a mandioca como alternativa ࠣana foi a constata磯 de ela ser mat鲩a-prima totalmente antiecon�a.

CANA-DE-AǚCAR 2008
Brasil o maior produtor de CANA-DE-AǚCAR do mundo
baga篠de cana para produ磯 de energia el鴲ica
1쥩l㯠de biomassa, termel鴲icas movidas a baga篠de cana
etanol do trigo e do milho 頭ais caro que o de cana - biocombust�l
biodiesel

LCOOL COMBUST͖EL
1988: frota autom楬 - 15 milh峬 8 milh峠movidos a ᬣool

Estado do Rio de Janeiro sࣲesce em fun磯 do petr쥯. dado de 2006: PIB da regi㯠metropolitana RJ parado desde 1980 - cidade do RJ desde ent㯠s͍ aumentou criminalidade e especula磯 imobiliᲩa.

1990 - MALOGRO DO PROLCOOL, criado em 1975 - Se gastos do Estado para subsidi᭬o tivessem se ajustado no tempo (queda dos pre篳 internacionais do petr쥯) o Brasil teria mais petr쥯 e n㯠estaria amargando racionamento disfar硤o de ᬣool.
Programa inicialmente tinha o objetivo de estimular a produ磯 de ᬣool anidro para adicionar ࠧasolina.
Benef�os: favorecia usineiros, que enfrentavam pre篳 baixos do a纣ar no mercado internacional, e barateava custo de distribui磯 de gasolina.
Em 1979, pressionado pelo segundo choque do petr쥯, o governo come篵 a mudar objetivos: um caminho para a substitui磯 da gasolina como combust�l.
Para torn᭬o atrativo (poder calor�ro 頭uito inferior ao da gasolina) fixou o pre篠na propor磯 de 56 por cento em rela磯 ao da gasolina, logo ajustado para 65 por cento.
Acreditava que o custo do barril ultrapassaria a barreira dos US$ 50
em 1990 pre篠do ᬣool US$ 36, gasolina US$ 20/barril
em 6 anos investiu entre US$ 8 e US$ 10 bilh峠para produzir 200 mil barris dia de ᬣool
com quantia equivalente Petrobras aumentou a produ磯 de petr쥯 de 200 para 600 mil barris dia
desestimulados pela baixa remunera磯 produtores passaram a explorar outras culturas, como a soja, ou se limitaram a produzir a纣ar em 鰯cas de alta do pre篠da commodity.
desde 1985 a produ磯 ficou estagnada em 15 milh峠de litros
governo n㯠desestimulou produ磯 de carros (95 por cento no final dos anos 1980) e manteve est�lo fiscal, cobrando menos 5 por cento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que o exigido para carros a gasolina
- consumo de gasolina era t㯠baixo que obrigava a exportar gasolina para os EUA porque processo de refino do petr쥯 (para produ磯 de 쥯 diesel, querosene e 쥯 combust�l) exigia produ磯 de m�mo de 230 mil barris dia

1990, algu魠no Jornal do Brasil: A carga de impostos sobre o ᬣool 頭uito maior do que a dos outros combust�is e se analisarmos os valores recolhidos aos cofres p쩣os notaremos que, ao inv鳠de deficitᲩo, o ᬣool 頥xcelente neg㩯 para o governo.
os pre篳 dos derivados de petr쥯 s㯠os mais subsidiados do mundo
tamb魠os pre篳 aos produtores de ᬣool n㯠acompanharam nem de perto a infla磯 (em final de expediente governo tentou manter infla磯 achatada) produtores n㯠investem em tratos culturais, aumento da Ქa de produ磯 e equipamentos e mᱵinas
- passou-se de 65 litros de ᬣool por tonelada de cana processada para 80 litros
Tivemos problema de desabastecimento proposital e estrat駩co

Carlos Sant'Anna, presidente da Petrobras 1989:
Na 鰯ca da Revolu磯 todos os presidentes da Petrobr᳠eram poderosos. Um deles virou presidente da Rep쩣a, outro ministro.
Diz que pediu que a empresa sa�e do circuito porque ela nunca foi "plantadora de cana", ficou muito cerceada operacionalmente, com perdas de US 100 milh峯m곮

Jornal do Brasil 10 novembro 1988
maiores produtores de cana pela ordem: S㯠Paulo 1,6 milh㯬 Pernambuco 1,5 milh㯠e Alagoas 1,3 milh㯠de toneladas
em Alagoas as 35 usinas pertencem a 27 fam�as responsᶥis por 60 por cento do ICM do estado e que empregam 120 mil pessoas
usineiro: "Na situa磯 atual a cana 頡 salva磯 para multid峠de sertanejos desempregados no per�o da seca, exatamente quando se corta a cana."
governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo: "A ind䲩a do a纣ar 頡 ind䲩a da mis鲩a: s೯brevive porque o pa�頳ubdesenvolvido."
"Sਡ uma diferen硠entre as usinas de hoje e as do s飵lo passado", costuma dizer o governador Collor de Melo. "ɠque elas passaram da escravid㯠para a servid㯮"
Hoje o cortador de cana continua trabalhando sob o olhar vigilante de fiscais que substitu�m os feitores de escravos e o chicote pelo livro de apontamento.
"Assisti recentemente uma mulher se atirar aos p鳠de um usineiro pedindo que reconsiderasse sua decis㯠de cortar-lhe tr고dias de trabalho." - conta um diretor de usina por acidente
Brasil 頯 飯 que mant魠a mesma estrutura econ�a hᠵ00 anos, com usinas plantadas em latif䩯s, usineiros com poder pol�co, filhos de fam�as tradicionais no setor e principalmente com legi峠de cortadores de cana subassalariados.
Brasil tem 460 usinas com um patrim de 25 bilh峠de d졲es
IAA exerce monop쩯 do com鲣io e seus pre篳 para a compra da cana e do a纣ar e do ᬣool s㯠estipulados mensalmente pelo governo federal.
 
AǚCAR E LCOOL  GAZETA MERCANTIL 17 de mar篠1997
Ribeir㯠Preto, maior produtora mundial de a纣ar e ᬣool, passa por um remapeamento log�ico que deverᠲesultar em fus峬 incorpora絥s, troca de terras (...)
gastos do setor com o transporte da mat鲩a-prima dever㯠cair pela metade
o transporte corresponde a 15 a 20 por cento do custo da cana e esta equivale a 57 por cento do custo dos produtos finais.
o transporte corresponde a 11 por cento do custo total
o transporte representa uma m餩a de apenas 2,5 por cento do custo de bens de consumo no Brasil
usinas da regi㯠produziram na safra de 1996  4 bilh峠de litros de ᬣool e 3,8 milh峠de sacas de 50 quilos de a纣ar
as 39 usinas de a纣ar e sete destilarias da regi㯠dever㯠moer nesta safra 85 milh峠de toneladas de cana, o equivalente em volume ࠳afra nacional de gr㯳
... o setor estᠰassando por uma fase de moderniza磯 cavalar
Mas n㯠頦ᣩl juntar fam�as de tradi磯 muito forte e que vivem separadamente em seus neg㩯s hᠭais de 100 anos

AǚCAR E LCOOL GAZETA MERCANTIL 17 DE MARǏ 1997
temos capacidade de fornecer at頶0 megawatts se aumentarmos ainda mais os investimentos
Se existisse um programa definitivo de co-gera磯 sࡳ usinas paulistas teriam condi絥s de gerar 6 mil MW de potꮣia, o equivalente a metade do potencial total instalado no estado de S㯠Paulo
Hoje a co-gera磯 no estado n㯠chega a 60 MW, ou seja, 1 por cento da capacidade das usinas
Mecanizando-se a colheita de cana crua aproveita-se de 50 a 80 por cento da palha que normalmente se perde quando o canavial 頱ueimado. Essa palha, somada ao baga篬 pode dobrar a capacidade de gera磯 de energia.
nas ilhas Maur�o e no Hava�onsegue-se gerar at頱40 quilowatts de energia por tonelada de cana, enquanto no Brasil o mḩmo 頳0 KW por tonelada.

a纣ar e ᬣool GAZETA MERCANTIL 17 de mar篠1997
Usina Santa Elisa, uma das maiores do mundo, quer elevar em tr고anos de 30 para 80 por cento o �ice de mecaniza磯 da colheita da cana pr಩a e da mat鲩a-prima de terceiros.
jᠴeve 7 mil funcionᲩos, reduzirᠯ quadro de pessoal (4 000) pela metade
cada mᱵina colhedeira faz o trabalho de 80 pessoas, com a vantagem ambiental de n㯠ser necessᲩa a queimada do canavial porque permite o recolhimento de 50 a 80 por cento da palha (que se perde durante uma queimada), que serve para aproveitamento na co-gera磯 de energia el鴲ica.
Santa Elisa moeu em 1996   5 milh峠de toneladas de cana, com um faturamento de R 250 milh峼br>
Jornal do Brasil 22 de setembro 1989
BACTɒIA QUE EMBRAPA ISOLOU PODE REANIMAR PROLCOOL
experimentos com cana-de-a纣ar, que triplicou sua produtividade de 60 para 180 toneladas por hectare
conseguiu isolar a bact鲩a Acetocter diazotrophicus ... e estudar seu comportamento.
A BACTɒIA consegue absorver o nitrogꮩo existente no ar e transform᭬o em fonte de alimento para que a planta fa硠a fotoss�ese e se desenvolva
Desde 1950, quando chegou ao Brasil vinda da Alemanha, Joana Dobereiner estava ࠍ procura de bact鲩as capazes de aproveitar o nitrogꮩo do ar e fix᭬o. ɠum processo semelhante ao que ocorre na cultura da soja, onde a bact鲩a Rhizobium fixa o nitrogꮩo na raiz da planta transformando-o em nutrientes.
Sem a utiliza磯 da bact鲩a as lavouras de cana precisam ser adubadas com 60 quilos de composto nitrogenado por hectare. A polui磯 causada pelo uso de compostos nitrogenados diminui com a ado磯 da bact鲩a .... Ao entrar em contato com outras subst⮣ias minerais existentes no solo, o nitrogꮩo dos adubos org⮩cos se transforma em nitrato, um material t詣o e de efeitos teratogꮩcos que provoca deforma絥s no feto, al魠de ser abortivo. Outra peculiaridade da cultura da cana 頳ua capacidade de retirar da atmosfera durante o processo de fotoss�ese mais mol飵las de g᳠carbo do que as outras plantas, despoluindo o ar.

PROLCOOL DEVASTA ALAGOAS
27 DE ABRIL 1992 JORNAL DO BRASIL
grande participa磯 na devasta磯 do ecossistema alagoano.
Dobrou nos 䩭os 12 anos a produ磯 de cana-de-a纣ar sem gerenciamento e controle de seus efeitos perversos sobre o solo.
os principais rios do estado (...) de grande influꮣia para o est�o das popula絥s ribeirinhas, correm risco fatal com o grau crescente de polui磯 provocada pelo vinhoto e ᧵as de lavagem de cana em suas margens.
Com apenas 20 por cento do seu solo improdutivo e fora do pol�no das secas, Alagoas 頵m verdadeiro oᳩs no nordeste. (...) "(...) ɠinadmiss�l que continuemos a importar 95 por cento dos hortifrutigranjeiros que consumimos, quando um estado como o Cearᬠcom 90 por cento de suas terras improdutivas, impr಩as para o cultivo de lavouras, d㯠um banho nos demais estados com um programa de diversifica磯 agr�la invejᶥl" - engenheiro Beroaldo Maia Gomes, que ajudou Celso Furtado a fundar a Sudene.
(...) De 85 por cento de vegeta磯 nativa existentes na Zona da Mata at頯s anos 1970, hoje sಥstam 1 por cento. A caatinga arbustiva da regi㯠semiᲩda do agreste e sert㯠estᠲeduzida a menos de 5 por cento e a Mata Atl⮴ica foi praticamente dizimada, com o consequente desaparecimento da fauna.
(...) Ocupando 400 mil hectares de terras no estado a monocultura a cana-de-a纣ar continua sendo responsᶥl por quase 90 por cento da destrui磯 ambiental
Em consequꮣia dessa ocupa磯 irracional e absurda houve uma interferꮣia no ciclo hidrogrᦩco com assoreamento dos rios, enchentes, perda do volume dos rios, polui磯, contamina磯 dos mananciais h�icos pela usinas e pelas popula絥s instaladas em cidades sem saneamento.

ECOPORTUNISTAS
ECOCHATOS
 


GAZETA MERCANTIL 17 de mar篠1997
SOJA GENETICAMENTE MODIFICADA, MILHO TRANSGʎICO
ESTADOS UNIDOS - soja Round-Up Ready, que 頲esistente a herbicidas, tem previsto cobrir de 8 a 10 milh峠de acres (3,2 a 4 milh峠de hectares).
em 1996: 1,2 milh㯠de acres (485 mil hectares)
Monsanto desenvolveu a tecnologia de gene da Round-Up Ready e a distribui para fᢲicas produtoras de sementes
milho resistente ࠰este da broca de milho: um maior n岯 de empresas controla a distribui磯 do milho Bt (Bacillus thuringiensis).
proje磯 para extens㯠de plantio: 32 milh峠de hectares de soja
40 milh峠de milho
soja resistente aos herbicidas: campos de planta磯 "livres" de ervas daninhas com aplica絥s m�mas de fortes herbicidas
o relativo alto custo da semente de milho Bt e a insatisfa磯 do agricultor com algumas variedades de alguma forma diminuiu o interesse por esse produto
o milho Bt custa US$ 125 por saca - "nosso melhor milho": US$ 70

SOJA GAZETA MERCANTIL 17 de mar篠1997
proje磯 de safra brasileira: 27 milh峠de toneladas
de exporta絥s brasileiras de soja em gr㯼b>: 5,2 milh峠de toneladas
hᠴamb魠farelo: exporta絥s em queda de 5,5 por cento para 10 milh峠 de toneladas
e 쥯: exporta絥s caem 11 por cento para 1,2 milh㯠de toneladas
Estados Unidos, maior produtor mundial de soja
complexo soja

ALGODÏ
1990: colheita manual
EUA: supermᱵinas (uma substitui 600 homens)

canibalismus
a face cruel do para� terrestre na fazenda cafeeira: o calor sem tr駵a, os mosquitos, o regime de semi-escravid㯬 a prepotꮣia dos patr峮 - S鲧io Mauro em O Estado de S㯠Paulo sobre Giovannina, de conde Afonso Celso (1896)

HOMENS GABIRUS
homem gabiru 頵m - famoso. torna-se um fen�o de m�a: chega a ser invejado pela vizinhan硠por tanta oferta. at頱ue cedo acaba. dᠭomentaneamente mais uma oportunidade ao piedoso exerc�o da caridade - mais: da generosidade - mas solidariedade genu�...


MANANCIAL POTENCIAL 1990
Existem 80 mil plantas comest�is mas sರ0 s㯠cultivadas continuamente e s͍ 12 s㯠comercializadas [maci硭ente]
Brasil 頵m dos pa�s que apresenta menor taxa de diversifica磯 de alimentos
segundo a FAO Food and Agriculture Organization
apenas seis culturas dominam a produ磯
mandioca: 33 por cento, milho: 25 por cento; soja: 16 por cento; arroz: 13 por cento; trigo: 7 por cento; feij㯼b>: 3 por cento; outras: 3 por cento
no cerrado (33 por cento do territ⩯ abrangendo dez estados de tr고grandes regi峩 existem 120 esp飩es nativas de grande potencial alimentar desconhecidas at頤a popula磯

VALE DO JEQUITINHONHA VALE DA MISɒIA mis鲩a absoluta
anualmente distribui磯 de cestas bᳩcas do WFP Programa Mundial do Alimento
terra das VIږAS DA SECA porque maridos trabalham sete meses em S㯠Paulo no corte de cana
CARDPIO BRASILEIRO pinga para enganar a fome das crian硳

1993
morrem mil crian硳 por dia no Brasil de SUBNUTRI烏

MAPA DA FOME
publicado em 1993 pelo IPEA
feito em 1992, dizia que havia 31 679 095 brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza.
estudo de 1994, publicado pelo mesmo IPEA (⧣o do Minist鲩o do Planejamento), corrigiu o n岯 para 16,6 milh峠ou 12 por cento da popula磯
- novo estudo levou em considera磯 diferen硳 regionais de custo de vida, entre outros fatores

nunca hᠢela sem sen㯼br> Darcy Ribeiro: engenho de gastar gente
O Brasil de ontem e de hoje faz prod�os na produ磯 de a纣ar, caf頥 soja mas mata seu povo de fome
Folha de S㯠Paulo 12 de setembro 1993
homem gabiru / Josu頤e Castro
situa磯 social equipara o Brasil ೠna絥s pobres da frica e sia

1991: um bilh㯠de famintos no mundo
Pa�s ricos precisariam de doar 100 milh峠de toneladas de alimentos por ano at頲050

1990-91 - a mesma estrat駩a do (Plano) Cruzado:
com tabelamento de pre篳 pecuarista deixa boi no pasto com carne tabelada
Z鬩a Cardoso de Melo, ministra da Economia, convida a popula磯 a consumir menos carne
Cruzado Bresser
tabelamento de pre篳 = desabastecimento de produtos Ver㯠Collor I
Collor II
5 planos em 5 anos
4 moedas em 5 anos
movimento de donas-de-casa de Minas Gerais nascido no Plano Cruzado -  "fiscais de Sarney" - Sir Ney, o cruzado


GASTOS MILITARES GLOBAIS EM 1999:
US$ 1 TRILHÏ 1 000 000 000 000
US$ 1 000 a capoccia (i.e. per capita), mais de tr고vezes o que cada um gasta em comida

MERCADO MUNDIAL DE ALIMENTOS EM 2006
US$ 2 TRILHՅS 2 000 000 000 000 = US$ 330 A CAPOCCIA (i.e. per capita)
pre篠a bem dizer de uma janta de luxe
suponhamos que os 5 por cento (300 000 000) mais ricos decidam jantar bem.
Gastam US$ 100 bilh峠- 100 000 000 000?

1995: autom楩s e petr쥯 movimentaram US$ 1 trilh㯠
1 000 000 000 000

O FANTASMA DOS SAQUES DE SUPERMERCADOS EM 1992
final de mar篠de 1990, dez dias depois do an㩯 Plano Collor que bloqueou US$ 80 bilh峠das contas bancᲩas
saques no Engenho Novo, RJ, 150 pessoas gritavam:
ARROZ, FEIJÏ, QUEREMOS MACARRÏ!
Elites 10% X P鳭descal篳 90%
descamisados
Parada de 1990: transformar Brasil de um pa�mercantilista em pa�capitalista
em 1990 hᠳ3 milh峠de analfabetos e faltam 10 milh峠de moradias

2 de julho 2008 AGRICULTURA ALIMENTOS
FERTILIZANTES QU͍ICOS
pesam 30 a 50% no pre篠final dos produtos
Brasil importa mais de 70 por cento do fertilizante que consome a R$ 60,00/kg.
FERTILIZANTE ORGŽICO custa R$ 40,00/kg.
fertilizante org⮩co 頦eito com res�os vegetais e animais (minhocas):
o alimento 頬ivre de agrot詣os mas tem custo maior com transporte e manejo
Brasil tem jazidas minerais para tornar-se auto-suficiente em FERTILIZANTES QU͍ICOS em de 5 a 10 anos
anunciado cr餩to agr�la de mais de 70 bilh峠de reais para pr詭a safra
Confedera磯 Nacional da Agricultura esperava 120 bilh峠de reais de cr餩to por conta do aumento dos custos, como os 80 por cento do pre篠dos fertilizantes
commodities... commodities... Brasil 頯 maior exportador de carnes bovina su� e de frango

FERTILIZANTES Jornal do Brasil 28 de mar篠1990
cloreto de potᳳio, um fertilizante fundamental para a agricultura. Brasil gasta US$ 100 milh峯ano em potᳳio e sal para a produ磯

ALIMENTOS
1989: metade dos alimentos no mercado contaminados

anos JK, caf頥ra responsᶥl por 60 por cento das exporta絥s: "ouro verde"
anos 70: "EXPORTAR ɠO QUE IMPORTA"

excluindo agricultura de subsistꮣia e sonega磯 pura e simples, metade do que se produz nas fazendas brasileiras vai para o exterior

1985: importa磯 equivale a 6 por cento do PIB, incluindo petr쥯. Brasil tem uma das economias mais fechadas do mundo
1989-90: 10 por cento; Am鲩ca Latina importa 15 por cento; sia: 30 por cento; Europa: 35 por cento

"EXPORTAR ɠO QUE IMPORTA"
produtos brasileiros a um tempo:
 carnes nobres tipo exporta磯        caf頍 extra forte tipo exporta磯
   mulatas... tipo exporta磯

 

        DARCY RIBEIRO NO PA͓- ENGENHO DE GASTAR GENTES    1997
     O desaparecimento, o ex-Ministro do Governo do Presidente Jo㯠Goulart (1962-64), ex-vice governador do Rio de Janeiro e fundador da Universidade de Bras�a deixa entre os que o conheceram o sentimento de perda de um dos poucos homens que soube "pensar o Brasil".
     Antrop쯧o, etn쯧o, soci쯧o e romancista, Darcy Ribeiro esfor篵-se at頯 fim da vida para promover o ensino no seu pa�e encontrar uma "teoria explicativa" da forma磯 do povo brasileiro.
     Nascido em 1922, na pequena cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, aos 17 anos mudou-se para Belo Horizonte, onde inscreveu-se na Faculdade de Medicina, mas acabou por frequentar sobretudo cursos de literatura e ciꮣias sociais.
     Tr고anos depois, ganha uma bolsa de estudo para cursar ciꮣias pol�cas na Universidade de S㯠Paulo (USP), onde ࠩpoca lecionavam grandes professores estrangeiros, foragidos da II Guerra Mundial, como Claude L鶩-Strauss e Roger Bastide.
     Inscreve-se, no Partido Comunista Brasileiro (PCB). "Devo ao PC ter-me ensinado que somos todos responsᶥis pelo destino da humanidade", disse hᠰouco tempo mas n㯠durou muito a sua milit⮣ia no partido, de que em pouco tempo se sentiu "licenciado".
     Em 1947 come硠a trabalhar como etn쯧o no Servi篠de Prote磯 ao ͮdio (SPI), atual Funda磯 Nacional do ͮdio (Funai), a tempo de participar nas 䩭as expedi絥s do Marechal C⮤ido Rondon ࠦloresta amaza.
     Por uma d飡da, convive com vᲩas na絥s ind�nas, num per�o em que diz ter transformado completamente a sua concep磯 da vida e em que recolheria material para a maior parte da sua obra, cuja publica磯 foi iniciada com "Religi㯠e Mitologia Kadiv鵦quot;, em 1950.
     "Devo aos �ios ter-me tornado um ser humano", disse.
     Com os �ios aprendeu a viver bem-humorado at頯s 䩭os dias, apesar da doen硠que o acometeu em 1993, e um dos epis䩯s que mais gostava de recordar nos 䩭os anos refere-se a um amor plato por Iuiuicui, uma �ia Kadiw鵮
     Identificou no "cunhadismo" dos �ios um dos elementos bᳩcos na forma磯 da sociedade brasileira, que abordou em ensaios como "O Processo Civilizat⩯", "As Am鲩cas e a Civiliza磯", "Os Brasileiros", "Os ͮdios e a Civiliza磯", parte dos seus "Estudos de Antropologia da Civiliza磯", como os apelidou.
     Em 1955 foi convidado para assessorar o Presidente Juscelino Kubitschek na Ქa da educa磯.
     Quatro anos depois participou na elabora磯 do projeto de cria磯 da Universidade de Bras�a (UnB), de que se tornou o primeiro reitor em 1961.
No ano seguinte foi nomeado Ministro da Educa磯 e Cultura pelo Presidente Jo㯠Goulart, em cujo governo seria tamb魠Chefe da Casa Civil, cargo em que se encontra quando o Presidente 頤eposto por um golpe militar, em 1964.
     Exila-se no Uruguai, como o ex-Presidente e o Governador deposto do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, outro l�r do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e em 1968 regressa ao Brasil, onde 頰reso.
     Exila-se primeiramente na Venezuela, depois no Chile, onde assessorou o Presidente Salvador Allende, e no Peru, onde trabalhou no governo do general Velasco Alvarado.
     Escreveu no ex�o a maior parte dos seus ensaios e romances, sendo o primeiro, "Ma�", baseado numa cren硠dos �ios Kaiowᬠo de maior impacto nos meios literᲩos de todo o mundo.
     Com o in�o do processo de abertura pol�ca regressa ao Brasil em 1978 e participa como vice-governador e secretᲩo da Educa磯 e Cultura do primeiro governo de Leonel Brizola no Rio de Janeiro (1980-84).
     ɠresponsᶥl pela constru磯 de centenas de Cieps (Centros Integrados de Educa磯 P쩣a), baseados num projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, a quem tamb魠encomendou o desenho do Samb䲯mo, a "passarela do samba" do carnaval do Rio de Janeiro.
     Foi eleito senador em 1990 e tr고anos depois ingressou na Academia Brasileira de Letras.
     Nos 䩭os anos da sua vida foi responsᶥl pela Lei de Diretrizes de Bases da Educa磯.
     Muito afᶥl e bem-humorado transformou a luta para adiar a morte, determinada por um grande "amor ࠶ida", num dos maiores trunfos das suas 䩭as d飡das de existꮣia.
     Quando decidiu se tratar de um c⮣er de pulm㯠no Brasil, em 1974, foi preso e julgado por alegados crimes  pol�cos num tribunal militar que o inocentou e na sequꮣia foi mandado para o ex�o por ser considerado "doente terminal".
     Vinte anos depois, jᠮo Brasil,  fugiu de um hospital onde era mantido sob tratamento intensivo para "concluir a obra".
      Terminou ent㯠"O Povo Brasileiro: a forma磯 e o sentido do Brasil", "O Brasil Como Problema" e "No絥s das Coisas", livro infanto-juvenil ilustrado por Ziraldo.
       Defende, no primeiro livro, a tese de que o povo brasileiro 頦quot;um gꮥro novo da humanidade" que estᠣriando "uma nova Roma, tardia e tropical, mais alegre porque mais sofrida" e "melhor, porque incorpora em si mais humanidades".
     "Al魠de um texto antropol穣o, 鬠e quer ser, um gesto meu na nova luta por um pa�decente", escreveu no prefᣩo do livro, que causou grande polꭩca.
     "Encanto de provoca磯, inteligꮣia e audᣩa, l꭬o poderᠳer um exerc�o de discord⮣ia, nunca de desprezo" - diz um dos seus necrol穯s de hoje.
     Darcy Ribeiro trabalhou tamb魠nos 䩭os anos na transcri磯 para livro dos seus "DiᲩos ͮdios", sobre a sua convivꮣia com os urubu-kaapor do Maranh㯠no in�o da carreira.
     "A esquerda considera que n㯠sou marxista, e a direita me combate, dizendo que sou marxista. A verdade 頱ue sempre lutei para melhorar o Brasil. Lutei para salvar os �ios, lutei pela reforma agrᲩa e agora pela quest㯠da escola p쩣a. Eu diria que prefiro ser um derrotado estando deste lado a ser um vitorioso do lado de quem persegue �io" 

    BRASIL, ENGENHO DE GASTAR GENTES DARCY RIBEIRO Jornal do Brasil 12 de setembro 1993
      A fome no Brasil 頣ra e antiqu�ima. Desde os primeiros s飵los se toma providꮣias contra ela (...). Primeiro se obrigava os engenhos de cana a plantar mandioca. Depois se proibia criar gado na costa. (...)
     O Brasil de ontem e de hoje faz prod�os na produ磯 de a纣ar, de caf頥 de soja, mas mata seu povo de fome. (...) O Brasil foi e continua sendo um grande engenho de gastar gentes, que planta soja para dar para porco japon고comer mas n㯠tem competꮣia para alimentar o seu pr಩o povo.
     Neste pa� que n㯠tem nenhum cabrito abandonado, nenhum bezerro e nem mesmo um frango, porque todos tꭠdonos que deles cuidam, s㯠milh峠de crian硳 ao abandono, disputando comida no lixo, brigando com feirantes para comer uma banana, guerreando com as pol�as oficiais e clandestinas que os assassinam em massa.
(...) [A] pol�ca econ�a da ditadura militar ...) s೥ ocupou por duas d飡das de enriquecer os ricos prometendo dividir depois o bolo dos lucros. ɠcomo se algu魠pudesse comer amanh㠯 feij㯠que n㯠 comeu hoje. (...)
     Nossa situa磯 頳emelhante ࠤa Europa na passagem do s飵lo [XIX para o s飵lo XX], quando exportou sessenta milh峠de excedentes. (...)
     Mat᭬os de fome para reduzir seu montante e esterilizar mulheres pobres, para que n㯠produzam mais tanta gente dispensᶥl. (...)

 

 

Aqui no Rio me esperavam surpresas incr�is. A primeira delas foi ver a beleza da ra硍 brasileira em Ipanema. ɠa ra硠dos que comeram. Depois fui ver Caxias, fui ver Madureira; lᠩ outra ra硬 a dos que n㯠comeram. A figura dos que n㯠comeram, do pov㯬 de um lado, e a beleza de Ipanema, do outro, 頵m tremendo contraste. A beleza de Ipanema estᠭuito mais bela, as meninas e os rapazinhos, as tribos, s㯠uma beleza. E as subtribos de Caxias, do M驥r, est㯠mais terr�is ainda.

Darcy Ribeiro em debate promovido pelo Jornal do Brasil do Rio de Janeiro com Ferreira Gullar, Glauber Rocha e Mario Pedrosa em 1977, quando os quatro regressavam do ex�o imposto a eles pela ditadura militar

1989 Jornal do Brasil
MODELO EXPORTADOR protege mas prejudica ind䲩a
de 1980 a 1988 exporta絥s aumentaram 67,8 por cento
vendas de produtos industrializados tiveram alta de 122 por cento
importa絥s contidas, entrava a moderniza磯 do parque industrial
protecionismo ultrapassado, consumidores obrigados a comprar produtos a pre篳 at頴r고vezes superiores aos do mercado internacional
ind䲩a protegida em preju� da sua eficiꮣia

FOME
governo gastou US$ 110 milh峠com programas e pesquisas sobre a fome nas d飡das de 1970 e 80
O primeiro programa, realizado entre 1977 e 83, ficou nas gavetas em Bras�a.
Dados de 1989:
Dos principais alimentos apenas a produ磯 de trigo e milho cresceu mais que a popula磯, enquanto a produ磯 mais voltada para mercado externo (cacau, caf鬠 laranja, soja) cresceu de 100 a 1100 por cento.
Defasagem surgiu p㭱964.
De 1940 a 1960 a popula磯 cresceu 70 por cento e quase todos os produtos alimentares acima disso.
Nos anos 70 surge o slogan: "EXPORTAR ɠO QUE IMPORTA" incentivando a cultura para exporta磯.
Em 1989  15 minist鲩os cuidavam do com鲣io externo
O valor do salᲩo m�mo caiu 42 por cento de 1964 a 1985 e os 10 por cento mais ricos da popula磯 aumentaram sua participa磯 na renda de 40 para 51 por cento.

carcarᠰega, mata e come

ESTAT͓TICA DA FOME - 40% DOS CONVOCADOS PELO EXɒCITO SÏ DEFICIENTES  - O GLOBO AGOSTO DE 1989
Mais de 40 por cento dos convocados para as unidades militares do Nordeste foram considerados deficientes. (...) 11 100 foram dispensados por deficiꮣias f�cas ou mentais. Sobraram apenas 77 aptos a servir sob o auriverde pend㯮
 

EXPORTAR ɠO QUE IMPORTA
Em 1990 importa絥s equivalem a 3 por cento do PIB e as exporta絥s a 14 por cento.
Pol�ca industrial do governo Collor tenta colocar economia na rota da substitui磯 de exporta絥s, em oposi磯 ao modelo de substitui磯 de importa絥s que vigorou na hist⩡ da industrializa磯 brasileira

27 de mar篠1990 EXPORTAǃO
M鸩co ultrapassa Brasil e 頯 primeiro exportador da Am鲩ca Latina atingindo a marca de US$ 36,4 bilh峠ou 1,2 por cento das exporta絥s mundiais.
Brasil exportou US$ 34,4 bilh峠e 頯 21帰ortador mundial

    Agricultura 頲esponsᶥl por 65 por cento do saldo comercial brasileiro em 1990

1990: PA͓ SUBNUTRIDO apesar de ser o terceiro maior exportador de alimentos do mundo. Carece de medidas urgentes de aproveitamento de recursos naturais.  A popula磯 cresce mais que a oferta de alimentos. No in�o do pr詭o milꮩo o problema se agravarᠮo Terceiro Mundo, onde vivem 95 por cento dos subnutridos do planeta (840 milh峠de pessoas) n㯠porque faltem alimentos mas porque os pobres n㯠tꭠacesso a eles.
Dos 5 bilh峠de terrᱵeos 3 bilh峠n㯠tꭠalimenta磯 m�ma - apenas sobrevivem.

1979: Banco Mundial divulga relat⩯ em que afirma que 67 por cento da popula磯 do planeta sofria de desnutri磯, 18 por cento de forma grave.
21 por cento das crian硳 e adolescentes apresentavam formas moderadas e graves de desnutri磯.

DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos Econ�os e Sociais), 1988: salᲩo m�mo cobre 13,2 por cento das necessidades bᳩcas de uma fam�a

ALIMENTAǃO, FOME e Modelo exportador - 1989
A mis鲩a deixou de ser exclusividade do Nordeste para alcan硲 o Sul que jᠦoi chamado de "maravilha".
Rocival Lyrio de Ara livro: Situa磯 Alimentar e Nutricional do Brasil:
mᠤistribui磯 de renda 頡 principal causa da desnutri磯;
8 por cento da popula磯 ativa ganham mais de 35 salᲩos m�mos e consomem 62 por cento de toda a produ磯 nacional.
Os que ganham menos de um salᲩo m�mo consomem 0,05 por cento
Classe m餩a adquire 35 por cento dos bens nacionais.
De 1974 a 84 o consumo de alimentos bᳩcos por habitante teve uma redu磯 de 11 por cento devido a aumento desproporcional de custo dos produtos.
O trabalhador teve de trabalhar dobrado para comprar o mesmo.
1959: 65 horas de trabalho para comprar ra磯 bᳩca = 27 por cento do valor do salᲩo m�mo;
1984: 163 horas de trabalho e a cesta bᳩca correspondia a 68 por cento do m�mo;
1989: 178 horas para comprar cesta bᳩca que custava sete vezes o valor do salᲩo m�mo - 189 horas em Bras�a
"rea agriculturᶥl no Brasil 頩nferior ೠnecessidades; produ磯, al魠 de mal distribu� pelas regi峬 頶oltada para as exigꮣias do mercado externo."
Estima-se que 15 por cento da popula磯 brasileira estejam com sua capacidade intelectual reduzida e o pa�terᠤe empregar esta m㯭de-obra deficiente por falta de alternativa.
Preocupa磯 do governo com mercado externo provocou acentuada queda na produ磯 de feij㯬 base da alimenta磯.
Em 1975 o consumo per capita de feij㯠era de 21,7 quilos/ano = 50 gramas/dia
Em 1983: 12,4 quilos/30 gramas.
Entre 1975 e 1983 a produ磯 de soja (destinada ࠥxporta磯) passou de 94 para 113 quilos/ano per capita.

Brasileiro
passa fome
sem raz㯼/span>

Jornal do Brasil 22 de julho 1993
A fome n㯠se explica pela falta de alimentos, constatou o Tribunal de Contas da Uni㯠baseado numa auditoria feita aos
Programas de Suplementa磯 Alimentar do governo envolvendo
Funda磯 de Assistꮣia ao Estudante (FAE)
Instituto Nacional de Alimenta磯 e Nutri磯 (Inan)
Legi㯠Brasileira de Assistꮣia (LBA) e
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
EM CADA PROGRAMA FORAM OBSERVADAS IRREGULARIDADES E FALHAS GRAVES
Com uma m餩a de 59 milh峠de toneladas de gr㯳 (arroz, feij㯬 trigo, milho, soja) e a disponibilidade interna desses produtos e dos demais produtos tradicionalmente consumidos no pa�頳uperior ೠnecessidades diᲩas de calorias e prote�s da popula磯.
Disp孳e de 3 280 calorias e 87 gramas de prote�s per capita/dia para uma necessidade de 2 242 calorias e 53 gramas de prote�s.
"O PROBLEMA ALIMENTAR ɠUMA QUESTÏ DE RENDA PARA COMPRAR OS GʎEROS"
[Pensava-se ainda ent㯠que eram 32 milh峠os indigentes mas seriam 16 milh峠 - meia Argentina e duas Somᬩas]

AGROBUSINESS
AGRICULTURA - A partir das d飡das de 1960 e 1970 novas culturas regidas por m鴯dos modernos de produ磯 e comercializa磯.
Na d飡da de 1980 surgem o COMPLEXO SOJA e commodities mais modernas como a laranja.
Grupos com interesses em agricultura, agroind䲩a, constru磯 civil, minera磯 e finan硳. Grupo Itamarati, o maior produtor de gr㯳 em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (uma fazenda com 150 mil hectares): construtora Constran e Banco Itamarati.

1989: 75% dos alimentos s㯠produzidos em pequenas propriedades agr�las mas 1,8% das propriedades agr�las ocupam 58% da extens㯠do solo f鲴il do pa�onde chega a haver fazendas com 4 milh峠de hectares


1989, lꭳe em O Globo: Brasil 頯 maior produtor do mundo de caf鬠mandioca, cana (250 milh峠de toneladas/ano) feij㯬 carnes e s७ frango o pa�fatura meio bilh㯠de d졲es.
ɠo segundo maior exportador mundial de soja e temos milh峠de toneladas de arroz sobrando.
Os 600 mil tratores brasileiros est㯠velhos. Muitas fazendas n㯠tꭠmesmo um caminh㯮 Os tabelamentos demag穣os, o dumping e a chantagem da taxa de c⭢io - contra os que gra硳 ೠcota絥s do mercado externo ainda obtinham lucros - descapitalizaram o campo.

caf頦quot;ouro verde"
"SOCIALIZAǃO DE PREJU͚OS"
come篵 com d. Pedro II que em 1864 decretou liquida磯 extra-judicial de um banco e indenizou clientes com recursos p쩣os. O atrelamento de empresᲩos ao Estado remonta ao tempo da coloniza磯.

SOCIALIZAǃO DE CUSTOS E PREJU͚OS
Gilson Schwartz - Folha de S㯠Paulo 1989/1990?
A tradi磯 de transferir os custos de um setor econ�o para o resto da sociedade teve origem nas pol�cas de apoio ao caf鬠no final do s飵lo 19, quando o governo facilita a explora磯 econ�a e cria condi絥s para que ela n㯠seja interrompida ao longo do tempo.
Isso ocorria atrav鳠da socializa磯 dos custos, empregando recursos p쩣os para estimular uma certa atividade - exemplo: trazer m㯭de-obra imigrante quando se aproximava o fim da escravid㯠-, e da socializa磯 dos preju�s.
Quando os pre篳 do caf頣aem no final do s飵lo 19 o governo prefere subir os juros e provocar uma recess㯠que favoreceria as camadas emergentes dos bancos e da grande burguesia cafeeira em S㯠Paulo.
Nas d飡das seguintes adota pol�cas de valoriza磯 artificial do caf鬠 financiando queima de estoques, redu磯 de cafezais ou retirada do caf頤e circula磯 em 鰯ca de baixa da cota磯 internacional.

28 de mar篠de 1990: Extinto o IBC (Instituo Brasileiro do Caf马 que emitia guias de exporta磯 do produto.

SEGURANǁ ALIMENTAR
melhorou de 1996 a 2006
ainda assim 7 por cento das crian硳 do Nordeste n㯠se alimentam regularmente (mais ainda no norte)

GRUPO CAEMI (entre outras JARI) - AUGUSTO TRAJANO DE AZEVEDO ANTUNES
uma das 5 maiores mineradoras do mundo
quarto maior proprietᲩo de terras, com 2,24 milh峠de hectares (dado de 1998 do extinto Incra)
outra fonte: 頣omum que empresa mineradora d꠰reju� nos dez primeiros anos de existꮣia por conta dos investimentos necessᲩos

CONTRABANDO DE SOJA (1990?)
exportadas pelo Paranᠣomo se fossem paraguaias 574 mil toneladas com um preju� de US$ 130 milh峠em divisas
Paraguai produzia 1,4 milh㯠de toneladas e exportou pela Argentina, Brasil e Uruguai 1,8 milh㯼br> No ano anterior o Brasil produziu 23,7 milh峠de toneladas numa Ქa de 12 milh峠de hectares.
Naquele ano previa-se uma produ磯 de entre 17 a 18 milh峠de toneladas numa Ქa de 11,2 milh峠de hectares.

PRODUǃO DE GRÏS
Minas Gerais produziu em 1990 10 milh峠de toneladas - Ferrovia Leste-Oeste reduziria custos de transporte em 50 por cento.

EXPANSÏ AGR̓OLA NA DɃADA DE 1980
Produ磯 de gr㯳 oscilou em 50 milh峠de toneladas at頱987 quando foi de 65 milh峠MAS
a} queda do valor da produ磯
b} da renda dos agricultores
c} decr鳣imo no volume de cr餩tos
d} aumento de custos e encargos financeiros fizeram com que o produto real agropecuᲩo aumentasse apenas 3,65 por cento durante a d飡da.
Nos dois anos sucessivos n㯠houve crescimento.
Entre 1987 e 1989 renda dos agricultores caiu 22 por cento [NٍEROS MONSTRUOSOS - n㯠cai pouca coisa n㯝
Nos tr고anos perda real (rendimento abaixo da infla磯) foi de: trigo = 64 por cento, caf頥m coco = 50 por cento, cacau = 42 por cento, arroz = 41 por cento e algod㯠= 38 por cento
sࢡnana teve ganho real (nanico: 4%)
Crise de recursos na Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuᲩa (Embrapa) diminui (olha s좾:) aumento de eficiꮣia produtiva das lavouras, deixando de lan硲 variedades mais eficientes.

FRANGO 1990    CONSUMO DE PROTE͎AS ANIMAIS
em 10 anos o Brasil passa a ter a terceira maior avicultura do mundo (EUA est᠍ em primeiro e. URSS em segundo lugar) mas consumo per capita n㯠consegue ultrapassar 12 kgs./ano - produzia 2 milh峠de toneladas/ano contra 858 mil toneladas em 1980.
Fatores que concorrem para a redu磯 de consumo de prote�s animais no Brasil: baixo poder aquisitivo e altos impostos cobrados pelos alimentos bᳩcos. Pre篠 de 1 kg. de carne de frango cont魠25 por cento de 5 impostos.

CAIO PRADO JR - AGRICULTURA BRasleira em 1966 era CAPITALISTA
faz cr�ca contundente ೠteses do PCB sobre economia brasileira, que defendem revolu磯 democrᴩca-burguesa para implantar capitalismo num pa�considerado ainda semi-feudal, em 1966 no ensaio A Revolu磯 Brasileira.
Observou que, ao contrᲩo, agricultura brasileira era capitalista e nunca fora feudal, ainda que em est᧩o semicolonial e subdesenvolvido, sujeita a interesses dos pa�s desenvolvidos.

MÏ-DE-OBRA BARATA, MATɒIA-PRIMA ABUNDANTE
O que era tradicionalmente considerado fator de competitividade - m㯭de-obra barata e mat鲩a-prima abundante - foi completamente ultrapassado.

Terra que boi come, os homi passa fome

CARDPIO BRASILEIRO - receitas t�cas
pinga para enganar a fome das crian硳
sopa de papel㯠da Chapada Diamantina: pica-se o papel㯠e cose-se com cebola, tomate, o que houver, para engrossar o caldo, e d᭳e pras crian硠 comerem

Gilberto Gil: eu gosto mesmo 頤e comer com coentro
cultura, salada, moqueca, feijoada
eu gosto mesmo 頤e estar por dentro
como estive na barriga de Claudina
uma nega baiana cem por cento

a equa磯 頣omo 頣olocada pelo economista americano em Veja: tem que saber escolher se quer trabalhar duro ou ter um pouco de paz e sossego, mas os homens n㯠nascem todos iguais.
E qual 頯 quociente m餩o alimentar americano? O do empanturramento ao n�l da obesidade de elefant�e mais desgostante e enfartante de friedchicken de aviᲩo e T-Bone de engorda a metro - e a cultura (QMA) que regurgitam da lamban硠que imp孠ao resto do mundo.

Haiti, as cenas de ontem (13 de setembro de 2008) (como se n㯠bastasse mais nada) furac㯠e (nada mais restando) aux�o de emergꮣia enlatado e disputado como em rinha de galos de briga (como se n㯠faltasse mais nada)

PRODUǃO E CONSUMO DE ALIMENTOS         Jornal do Brasil 21 de maio 1990
Terceiro maior rebanho mundial de gado, com 140 milh峠de cabe硳
Segundo maior produtor de soja, com 20 milh峠de toneladas/ano
Incompetꮣia hist⩣a para alimentar a popula磯
Consumo de prote� animal per capita 頤e 53 kgs/ano, quando o m�mo estabelecido pela FAO 頤e 65 kgs por habitante
9 dos 12 milh峠de toneladas de farelo de soja produzidos no pa�s㯠 exportados
e a renda 頩nsuficiente
A produ磯 brasileira sempre foi compat�l com o consumo porque hᠵma forte demanda reprimida de alimentos, principalmente dos ricos em prote�s.
Se durante a d飡da de 1990 o Brasil aliar crescimento anual de 6,6 por cento do PIB com distribui磯 de renda - cenᲩo otimista -  entre uma popula磯 de 170 milh峠de pessoas teria de elevar para 3 milh峠a atual produ磯 de 2,5 milh峠de toneladas de feij㯠e aumentar de 9 para 11,5 milh峠de toneladas produ磯 de arroz.
No que tange a carne de frango terᠤe praticamente de dobrar a produ磯 atual de 1,8 milh㯠de toneladas.
A produ磯 de leite deverᠳubir dos atuais 13 bilh峠para 33 bilh峠de litros em 2000.
Produ磯 de gr㯳 tamb魠utilizados para ra磯 animal, como milho, deverᠰular de 25 para 52 milh峠de toneladas e a de soja dobrar dos atuais 20 milh峠de toneladas.
Carne: as 20 milh峠de cabe硳 abatidas anualmente originam quase 4 milh峠de toneladas de carne, das quais s㯠exportadas 500 mil toneladas.
Terᠤe produzir 1,7 milh峠de toneladas adicionais.
Taxa de desfrute do rebanho - �ice que mede a eficiꮣia do setor, quantidade abatida em rela磯 ao n岯 do rebanho - "n㯠supera rid�los 14 por cento, muito abaixo do Uruguai (18 por cento), Argentina (25 por cento), Comunidade Europ驡 (30 por cento) e EUA (33 por cento).
Dif�l aumentar disponibilidade de prote� animal.
Prote� vegetal:
Temos prote� de sobra. A farinha de soja por exemplo 頵ma fonte imensa de prote� que n㯠aproveitamos ou ent㯠exportamos.

Folha de S㯠Paulo 19 de abril 1990  SITUAǃO ECONԍICA DIFICULTA COOPERAǃO BRASIL-ARGENTINA
Os argentinos querem aumentar as cotas de venda de seus vinhos e latic�os, o que n㯠agrada aos produtores e industriais do Rio Grande do Sul.

Folha de S㯠Paulo 25 de maio 1995
Jᠶimos plantadores de cebola jogarem toneladas do produto fora para garantir pre篮
Esses senhores coloniais acumularam fortunas pessoais de Primeiro Mundo e tiveram dinheiro suficiente para financiar a aventura presidencial de Collor.
O que deixam para a na磯 s㯠milh峠de metros quadrados de escombros e um ex鲣ito de b顳-frias sem teto e sem terra.

AGROBUSINESS
AGRICULTURA - A partir das d飡das de 1960 e 1970 novas culturas regidas por m鴯dos modernos de produ磯 e comercializa磯.
Na d飡da de 1980 surgem o COMPLEXO SOJA e commodities mais modernas como a laranja.
Grupos com interesses em agricultura, agroind䲩a, constru磯 civil, minera磯 e finan硳. Grupo Itamarati, o maior produtor de gr㯳 em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (uma fazenda com 150 mil hectares): construtora Constran e Banco Itamarati.

ISTOɠ12 de junho 1996
O "Rei da Soja" Olacyr de Moraes, um dos 500 homens mais ricos do mundo, segundo a revista Fortune, possui no Mato Grosso 400 mil hectares de terra avaliada por ele em R$ 1,2 bilh㯬 a Fazenda Itamarati II, que produzia soja, milho e algod㯠faturando US$ 80 milh峠por ano. A fazenda tem 1,7 mil casas, escola, creche, hospital, quadra de tꮩs, piscina, pista de pouso para Boeing, uma ind䲩a de beneficiamento de algod㯠e armaz鮳 com capacidade para estocar 60 mil toneladas de gr㯳.
O empresᲩo diz desejar se concentrar em outros neg㩯s, como usinas de a纣ar e ᬣool e a constru磯 da Ferrovia Ferronorte, e por isso prop㠡o governo ceder metade da fazenda para abrigar dez mil fam�as em projeto de assentamento da reforma agrᲩa em troca de T�los da D�da AgrᲩa, papel emitido pelo governo para pagar as desapropria絥s de terras.
A partir do Plano Real o pre篠das terras caiu muito e o endividamento do setor agr�la disparou.
Os TDAs rendem corre磯 e juros de 6 por cento ao ano

  Do rei da soja a rainha da cana - Grupo Itamarati de 1996 a 2008

Como se vꠡtr᳠e adiante o plano do rei da soja era fazer com que o Grupo Itamarati se concentrasse na produ磯 de cana e derivados e construir uma ferrovia no regime de parceria p쩣o/privada para facilitar o escoamento dos produtos para o litoral. O governo fez malograr este projeto mas o grupo tornou-se o rei da cana - o maior processador da commodity do pa�jᠳem o ex-rei da soja, que dividiu o patrim entre os herdeiros e, vitimadas por mᠧest㯠e fort�ima concorrꮣia da privilegiada regi㯠de Ribeir㯠Preto, em S㯠Paulo, as Usinas Itamarati quebraram, ressurgindo das cinzas em 2008 ap㠵m choque de gest㯠profissional. Uma reportagem de Valor Econ�o ESTADOS, S㯠Paulo, de novembro de 2008 sobre Mato Grosso elucida este e outros aspectos do labor agr�la contempor⮥o e num trecho refere que uma iniciativa que gerou um grande ganho de produtividade foi a utiliza磯 mḩma do vinhoto gerado na produ磯 de ᬣool para a fertiliza磯 das lavouras. Com R$ 17 milh峠 de investimento em equipamentos e aumento da capacidade de processamento do vinhoto a Ქa fertilizada passou de 14 mil para 30 mil hectares. A redu磯 de custos com aduba磯 qu�ca pagarᠯ investimento em apenas tr고anos. 

Invas峠de terra bateram recorde no primeiro ano do governo FHC segundo a CPT (Comiss㯠Pastoral da Terra)
GUERRA NO CAMPO

    ANO ASSASSINATOS     TENTATIVAS DE ASSASSINATO AMEAǁS DE MORTE    INVASՅS NUMERO DE FAM͌IAS 
    1991      82        90        232        77   14.720
    1995      41        43       155      145   30.476

GAZETA MERCANTIL 8 DE JUNHO DE 1995
FRICA AMEAǁ FRUTICULTURA EUROPɉA
Vantagens concedidas a Pret⩡ podem afetar produtores do Mediterr⮥o
JAMES HARDING
FINANCIAL TIMES
O apoio da UE-Uni㯠Europ驡 ao processamento industrial de frutas, que jᠣobriu mais de 40 por cento dos custos dos p곳egos, agora geralmente cobre menos de 15 por cento.
(...) [e os produtores europeus est㯠pedindo] compensa磯 ao setor por acordos bilaterais existentes com produtores de frutas tropicais.
A facilidade com que competidores externos podem capturar uma fatia do mercado 頍 chocante.
Calcula-se que existem cerca de 575 mil pessoas empregadas em horticultura na frica do Sul, das quais dependem outros 2,7 milh峠de pessoas.
"Qualquer coisa que dificulte o acesso ao mercado europeu impedirᠡ gera磯 de lucros pelos fazendeiros sul-africanos, inclusive o investimento na agricultura e a manuten磯 dos empregos que garantem o tecido social do pa�"

 

                   A RETRANCA DO FEIJÏ

BRASILEIRO COMEU MENOS FEIJÏ NO ANO PASSADO DO QUE EM 1985 Jornal do Brasil 14 de janeiro 1991
ent㯠jᠥscasso por conta de quebra de safra
INʓ KNAUT, BASEADA EM PESQUISA DE REBECA CARLOTA DE ANGELIS, DO INSTITUTO DE CIʎCIAS BIOMɄICAS DA USP (Universidade de S㯠Paulo)

Produ磯:
1985: 2,378 milh峠de toneladas
1989: 2,6 milh峼br> 1990: 2,340 milh峼br> corte do feij㯠no cardᰩo brasileiro significa a subtra磯 de:
21,7 gramas de prote� em cada nove colheres
345 calorias, com importante reflexo sobre as necessidades energ鴩cas e de constru磯 e conserva磯 de todos os tecidos do corpo humano.
(Para repor a perda 頮ecessᲩa a ingest㯠de quase meio quilo de arroz)
corte de cerca de um ter篠das necessidades diᲩas de ferro em 100 gramas diᲩas, e o consequente risco de desenvolvimento de anemia ou queda dos gl⵬os vermelhos.
Fibras do gr㯠prejudicam absor磯 do ferro, o que pode ser compensado com uma dieta complementada com alimentos ricos em vitamina C, importante mediadora do metabolismo.
O feij㯠tem ainda valor vitam�co, fornecendo vitamina A, B1, B2 e Niacina.
Experiꮣias realizadas hᠱ5 anos com animais de laborat⩯ na Ქa de fisiologia mostram que a combina磯 arroz-feij㯠em propor磯 de 77 por cento de arroz e 23 por cento de feij㯠torna-os complementares em termos nutricionais. (Na propor磯 meio a meio 頩ncompleta e limitante em aporte de energia.)
A falta de aminoᣩdos (subst⮣ias em que a prote� se desdobra no organismo) num dos alimentos 頣ompensada pela presen硠do outro.
Substituindo o feij㯠por prote� animal (case�) os resultados s㯠 decepcionantes. A presen硠de cᬣio e vitamina A no feij㯠頤ecisiva para a absor磯 da prote� pelo organismo.
O feij㯠atua ainda como fator de equil�io dos n�is de colesterol, fazendo aumentar a excre磯 de sais biliares
.

 

   AGRICULTURA II    REFORMA AGRRIA     SEM-TERRA    VIOLʎCIA NO CAMPO

1렁 + - - - - - . 1997

Brasil: sem-terra" iniciam marcha de dois meses sobre Bras�a

Rio de Janeiro, 17 fevereiro - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) do Brasil iniciou hoje em tr고cidades uma marcha de protesto contra a pol�ca econ�a do Governo e os massacres de lavradores nos campos do seu pa�
Ao longo da marcha, que deverᠴerminar a 17 de Abril em Bras�a, cerca de 1500 militantes do MST pedir㯠tamb魠mais rapidez do Governo na desapropria磯 de terras improdutivas e sua distribui磯 por trabalhadores rurais sem terra para cultivar.
Os militantes, de 11 dos 26 Estados brasileiros, partiram da cidade de S㯠 Paulo, Governador Valadares, no Estado de Minas Gerais, e Rondon௬is, em Mato Grosso.
O MST calcula que, ࠣhegada ࠣapital brasileira, outros 3500 aderentes do movimento tenham se juntado ೠtr고colunas.
A chegada a Bras�a coincidirᠣom a passagem do primeiro ano da chacina de 19 trabalhadores sem-terra em Eldorado de Carajᳬ no sul do Parᬠocorrida a 17 de Abril de 1996.
Naquele dia um contingente de 157 soldados da Pol�a Militar disparou ࠍ queima-roupa contra 1500 pessoas que bloqueavam uma estrada, em protesto contra a demora do governo do Parᠥm conceder-lhes autoriza磯 para ocupar propriedades consideradas improdutivas pelo MST.
"Isso n㯠頣oisa de pa�decente. Ou se pune os responsᶥis, levando-os ࠍ cadeia, e jᬠou ningu魠mais vai acreditar neste pa�quot; - disse o Presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, tr고dias depois da chacina. Mas at頨oje a instru磯 do processo judicial n㯠foi conclu�.
Juristas brasileiros afirmaram durante um julgamento simb쩣o realizado em novembro em Bras�a em que participou o escritor portugu고Jos頓aramago que o processo judicial n㯠deverᠥstar conclu� antes de 2005.
A data do massacre de Eldorado dos Caraj᳠foi declarada Dia Internacional da Luta Campesina num encontro mundial da organiza磯 internacional Via Campesina realizado em 1996 no M鸩co.
Sempre na ordem do dia no Brasil, a quest㯠agrᲩa neste pa�voltou ao primeiro plano no noticiᲩo de outros pa�s semana passada, durante a visita oficial de Henrique Cardoso ࠉtᬩa e ao Vaticano.
Um grupo de 68 intelectuais ligados a dez universidades da Itᬩa enviou quarta-feira ao Presidente daquele pa� Oscar Luigi Scalfaro, um documento em que pediam providꮣias contra os massacres de trabalhadores rurais no Brasil.
O envio do documento coincidiu com a entrega ao Presidente brasileiro do t�lo de Doutor "Honoris Causa" em Ciꮣias Pol�cas pela Universidade de Bolonha.
Dois dias depois, ao recepcion᭬o no Vaticano, o Papa Jo㯠Paulo II declarou que "o respeito pelas popula絥s ind�nas, o empenho por uma reforma agrᲩa, atuando de acordo com as leis vigentes, a preserva磯 do meio ambiente, entre outras raz峬 justificam iniciativas sempre corajosas visando o enobrecimento da causa democrᴩca" no Brasil.
Instado a pronunciar-se sobre o documento dos intelectuais italianos Cardoso disse que a sua divulga磯 foi "sడra fazer onda na imprensa" e que considerava "lamentᶥl" que eles "assinem coisas das quais n㯠sabem nada".
Ao rebater o destaque dado na Itᬩa ࠱uest㯠da terra no Brasil o Presidente brasileiro lembrou o que para ele 頵m ponto-de-honra: o seu Governo distribuiu lotes a 100 mil fam�as em dois anos, o que corresponde a cerca de dois ter篳 do n岯 de fam�as beneficiadas no decꮩo 1985-95 pelos tr고 Governos anteriores.
Lembrou ainda que o seu Governo criou recentemente novas regras de desapropria磯 de terras improdutivas e uma nova lei tributᲩa para acelerar o processo de reforma agrᲩa.
Ele disse tamb魠que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra abra硠"uma utopia regressiva" e estᠦquot;sonhando" se "imagina que irᠳubstituir o Estado" para resolver a quest㯠agrᲩa brasileira, que segundo ele "頲eal" e o "preocupa, como deve preocupar aos brasileiros".
Al魠do discurso te⩣o Henrique Cardoso tem travado tamb魠uma guerra de n岯s com o MST.
Dados daquele movimento revelam que entre 1994 e 1996 - os dois primeiros anos de vigꮣia do governo - o n岯 de invas峠de terras pulou de 52 para 176 e que o de fam�as nelas envolvidas subiu de quase 17 mil para mais de 45 mil.
O Governo afirma ter doado t�los de propriedade de terras a 60 mil fam�as em 1996.
O MST argumenta que apenas 25 mil fam�as foram assentadas nesse per�o e que a estat�ica oficial inclui fam�as a que ainda n㯠foi dada a posse definitiva das terras ou que jᠳe encontravam assentadas provisoriamente no campo nos Governos anteriores.
O MST estima que existem cerca de 4,8 milh峠de fam�as de trabalhadores rurais sem-terra no Brasil, cifra que o Governo pretende tamb魠contestar com a pr詭a divulga磯 do resultado de um recenseamento fundiᲩo realizado pelo Minist鲩o ExtraordinᲩo da Reforma AgrᲩa em 1996.

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"Isso n㯠頣oisa de pa�decente. Ou se pune os responsᶥis, levando-os ࠍ cadeia, e jᬠou ningu魠p; w 㠁 o 좲> 1렪 , , , , , -

Brasil: marcha dos "sem-terra" chega quinta-feira a Bras�a

Rio de Janeiro, 15 abril - A Marcha pela Reforma AgrᲩa, pelo Emprego e pela Justi硠nos campos do Brasil organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) chegarᠡ Bras�a na pr詭a quinta-feira.
Iniciada hᠤois meses, a marcha de mais de mil camponeses ligados ao MST culminarᠣom uma grande manifesta磯 na Esplanada dos Minist鲩os, na capital brasileira, por uma melhor distribui磯 de terras, contra a pol�ca econ�a do governo e o assassinato de trabalhadores rurais por pol�as e fazendeiros.
Prevꭳe que cerca de 50 mil pessoas participem na manifesta磯, que marcarᠡ passagem do primeiro ano da morte de 19 camponeses por soldados da Pol�a Militar no Estado do Parᠮa que ficou conhecida como a chacina de Eldorado dos Carajᳮ
A data serᠴamb魠assinalada por atos p쩣os nos cerca de 500 acampamentos mantidos pelo MST em propriedades ocupadas na maior parte dos Estados brasileiros e por uma exposi磯 em 400 cidades brasileiras e estrangeiras de fotografias de Sebasti㯠Salgado inclu�s no livro "Terra", que estᠳendo lan硤o esta semana no Brasil e  em outros sete pa�s com prefᣩo do escritor portugu고Jos頓aramago.
Em virtude da manifesta磯 o Governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque, do Partido dos Trabalhadores (PT), da oposi磯, ordenou o destacamento de um contingente de 1900 soldados da Pol�a Militar e agentes da Pol�a Civil e de 800 bombeiros para policiar a Esplanada dos Minist鲩os.
O governador n㯠concordou com as recomenda絥s do governo federal ೠ autoridades policiais de que os militantes do MST fossem impedidos de ostentar foices e enxadas para impedir eventuais confrontos sangrentos com a pol�a.
Cerca de 1200 camponeses de 11 dos 26 Estados brasileiros, empunhando foices, enxadas e bandeiras do MST, iniciaram a marcha a 17 de fevereiro divididos em tr고colunas que partiram dos Estados de Rond, Minas Gerais e S㯠Paulo, uma delas estando a pouco mais de um dia da conclus㯠de um percurso de mais de 1200 quil�ros.
A repercuss㯠da marcha, no Brasil como no estrangeiro, fez com que o governo Fernando Henrique Cardoso desistisse da sua atitude de n㯠negociar com os l�res do MST, que segundo ele "abra硭 uma utopia regressiva" e "sonham se imaginam que ir㯠substituir o Estado" na tentativa de resolver a grave quest㯠agrᲩa brasileira.
Um dos mais destacados l�res do movimento dos sem-terra, Jos頒ainha, que coordena as a絥s de invas㯠e assentamentos de sem-terras na regi㯠do Pontal do Paranapanema (noroeste do Estado de S㯠Paulo), estava foragido da pol�a quando come篵 a marcha sobre Bras�a.
Rainha era alvo de dois mandados de pris㯠preventiva - um deles em fun磯 de um processo em que 頡cusado da morte de um fazendeiro e de um policial no Esp�to Santo, em 1989 - e que foram suspensos nos 䩭os 15 dias.
Ap㠮egocia絥s entre seus representantes e l�res do MST iniciadas hᠤuas semanas - quando a "coluna" mais avan硤a dos sem-terra encontrava-se a 300 quil�ros de Bras�a - Cardoso aceitou receber sexta-feira uma delega磯 do movimento, sob a condi磯 de que ela n㯠inclua na sua lista de reivindica絥s a exigꮣia de que o Ministro ExtraordinᲩo da Reforma AgrᲩa, Raul Jungmann, seja demitido.
O Ministro continua a travar uma "guerra de n岯s" com o MST e as entidades que o ap顭, como a Conferꮣia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que divulgou segunda-feira um documento em que cita dados do movimento segundo os quais est㯠em curso no pa�502 ocupa絥s de terras "improdutivas" (n㯠 utilizadas para o cultivo) levadas a cabo por 93,6 mil fam�as.
Jungmann afirma que o n岯 de ocupa絥s 頭uito inferior, n㯠ultrapassando a casa de uma centena e meia
Contra a argumenta磯 do MST de que o atual presidente pouco ou nada tem feito para melhorar as condi絥s dos trabalhadores do campo e implementar a reforma agrᲩa no pa�o governo afirma que em dois anos distribuiu terras a 100 mil fam�as, o que equivaleria a dois ter篳 do n岯 de fam�as beneficiadas no decꮩo 1985-95 pelos tr고Governos anteriores.
Afirma tamb魠ter dado em dezembro um passo importante no sentido da realiza磯 da reforma agrᲩa ao instituir um conjunto de regras visando a acelera磯 dos processos de desapropria磯 de terras n㯭produtivas e uma nova lei tributᲩa que deverᠰenalizar os grandes senhores de terras que n㯠exploram as suas propriedades.
O MST contra-argumenta afirmando que o descaso de Henrique Cardoso em rela磯 aos trabalhadores agr�las do seu pa�reflete-se no aumento do n岯 de invas峠de terras verificado desde a sua posse, que segundo aquele movimento subiu de 52 para 176 e envolve mais de 45 mil fam�as.
Segundo o MST 4,8 milh峠de fam�as de camponeses n㯠tꭠterra para cultivar no Brasil.

nnnnt鲩os.


Brasil: Saramago no centro dos debates da semana dos sem-terra

Rio de Janeiro, 16 abril - Jos頓aramago encontra-se no centro dos debates em torno da quest㯠da reforma agrᲩa no Brasil, cuja discuss㯠aumenta com a aproxima磯 de Bras�a da marcha de 1500 trabalhadores rurais sem-terra.
A Marcha pela Reforma AgrᲩa, pelo Emprego e pela Justi硠no campos brasileiros teve in�o hᠤois meses, quando tr고colunas que partiram a p頤as regi峠 Noroeste, Sul e Sudeste rumo ࠣapital brasileira.
A sua chegada marca a passagem de um ano sobre a chacina de Eldorado dos Carajᳬ ocorrida a 17 de Abril de 1996, quando 19 camponeses do Estado do Par᠍ foram mortos no decorrer de um confronto de sem-terra com uma tropa de 150 soldados da Pol�a Militar.
Saramago assina o prefᣩo ao livro "Terra", do fot粡fo  Sebasti㯠 Salgado, lan硤o segunda e ter硭feira, em S㯠Paulo e no Rio de Janeiro pela editora Companhia de Letras numa edi磯 que cont魠um CD com quatro can絥s de Chico Buarque, duas delas in餩tas.
As sess峠de lan硭ento do livro, coincidindo com a chegada da marcha dos sem-terra ࠣapital brasileira, foi marcada por depoimentos de Salgado, Saramago e Buarque sobre a quest㯠agrᲩa no Brasil em dois cinemas para um p쩣o de mil pessoas em cada uma das cidades.
Sebasti㯠Salgado doou parte dos seus direitos sobre a venda de "Terra" - lan硤o simultaneamente em oito pa�s - ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), atrav鳠da cedꮣia de 900 cole絥s de cartazes com as 50 fotos do livro.
As fotos foram feitas em reportagens de Salgado sobre comunidades de camponeses rec魭assentados em terras desapropriadas pelo governo ou ocupadas, acampamentos de beira de estrada de trabalhadores rurais que esperam receber ou ocupar terras e a chacina de Eldorado dos Carajᳮ
Al魠das duas sess峠p쩣as, cujos convites gratuitos se esgotaram num dia de distribui磯, Salgado, Saramago e Buarque participaram tamb魠em toda a edi磯 da noite de segunda-feira do "Jӯares Onze e Meia", uns dos programas televisivos com maior �ice de audiꮣia no Brasil.
Saramago, que semana passada participou no colᵩo sobre a sua obra, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tem rebatido os seus pontos de vista sobre a quest㯠da terra no Brasil, expressos no prefᣩo do livro e em entrevistas concedidas a jornais brasileiros antes da sua chegada ao Brasil.
O autor de "Ensaio sobre a Cegueira" referiu-se, falou sobre os que o condenam por "meter o bedelho" numa quest㯠pol�ca brasileira.
"Dizem que como cidad㯠portugu고n㯠deveria opinar sobre esta quest㯠mas penso que tenho o mesmo direito de falar sobre os problemas do Brasil que os brasileiros tꭠde falar dos de Portugal", afirmou.
Segundo ele, como no Brasil, tamb魠em Portugal n㯠se fez uma reforma agrᲩa, em grande parte por culpa dos "partidos socialistas".
"Jᠱue se fala tanto em globaliza磯, por qu꠮㯠globalizar tamb魠a discuss㯠 de problemas que tamb魠dizem respeito a todo o mundo? - argumentou.
Uma das perguntas que lhe foram feitas reportou-se ࠳ua afirma磯, no prefᣩo de "Terra", de que o Brasil possui 60 milh峠de hectares de terras arᶥis, a maior parte das quais n㯭cultivadas, n岯 contestado pelos que  alegam que uma parcela considerᶥl delas n㯠s㯠pr಩as para a agricultura.
"Seja como for, n㯠acredito que um pa�com dimens峠continentais n㯠tenha condi絥s de dar o que comer ࠳ua popula磯, e que n㯠haja terras suficientes para as cerca de 25 milh峠de pessoas que dependem dela para sobreviver."
Para o escritor 頮ecessᲩa uma maior mobiliza磯 da sociedade brasileira para o problema da terra, que n㯠diz apenas respeito aos camponeses.
Os brasileiros n㯠devem "ficar sࠠespera das a絥s dos pol�cos porque eles n㯠ir㯠fazer nada", disse.
O conformismo e a resigna磯 no mundo moderno foram os temas das conferꮣias de cerca de meia-hora proferidas por Saramago nas sess峠de lan硭ento de "Terra" nos Espa篳 Unibanco de Cinema do Rio de Janeiro e S㯠Paulo.
"Vivemos como se n㯠contᳳemos, como se n㯠tiv鳳emos import⮣ia nenhuma. O que acontece agora no Brasil 頱ue uns poucos homens, que sofrem, come硲am a perguntar por quꮠNo momento em que n㯠encontram respostas satisfat⩡s, o seu passo seguinte 頤izer n㯦quot; - declarou.
A marcha dos sem-terra, que acampam quinta-feira na Esplanada dos Minist鲩os, em Bras�a, terminarᠣom um showm�o com a participa磯 do estado-maior do MST e mais de uma dezena de artistas nacionais.
Congregando um ter篠dos 4,8 milh峠de fam�as de agricultores sem-terra que diz haver no Brasil, o MST 頣onsiderado o 飯 movimento articulado de oposi磯 ࠰ol�ca social e econ�a do atual Governo de Bras�a.
Quinze l�res do movimento - entre os quais Jos預edro St餩le, tido como o seu ide쯧o,  e Jos頒ainha, articulador das a絥s de ocupa磯 de terras no Pontal do Paranapanema, a sudoeste de S㯠Paulo - ser㯠recebidos sexta-feira pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que pede ao MST que fa硠uma "tr駵a" nas campanhas de ocupa磯 de terras.
O Presidente promete rever a cota de doa磯 de terras "para fins de reforma agrᲩa" caso os l�res do MST cessem de exigir a demiss㯠do ministro ExtraordinᲩo da Reforma AgrᲩa e da Pol�ca FundiᲩa, Raul Jungmann, que para eles 頵m "incompetente".
Ao assumir o governo Cardoso prometeu distribuir terras para 280 mil fam�as at頱998. O MST quer que Cardoso assente 200 mil fam�as por ano.

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Brasil: chegada dos sem-terra transforma-se em grande manifesta磯 contra o governo

Rio de Janeiro, 17 abril - A chegada a Bras�a da Marcha pela Reforma AgrᲩa, o Emprego e a Justi硬 ap㠤ois meses de caminhada, transformou-se numa grande manifesta磯 nacional de diversas categorias contra a pol�ca social e econ�a do governo brasileiro.
Ao meio-dia, quando os cerca de tr고mil camponeses chegaram ao Plano Piloto de Bras�a, oito mil manifestantes, entre os quais representantes de muitas outras categorias laborais, jᠳe agrupavam no gramado da Esplanada dos Minist鲩os em frente do Congresso Nacional, onde os sem-terra dever㯠acampar at頳exta-feira.
A chegada da marcha paralisou a capital brasileira, onde transportes n㯠 funcionam e as escolas p쩣as n㯠abriram hoje, em consequꮣia de uma greve decretada pelos sindicatos dos rodoviᲩos e dos professores em solidariedade com os camponeses.
Entre as muitas ades峠de ⧣os da sociedade civil anunciadas no trecho final da marcha estᠡ Associa磯 Brasileira de Gays, L鳢icas e Travestis, que enviou representantes para entregar aos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) um documento com uma mo磯 de apoio ࠳ua luta.
Deputados e senadores, em representa磯 da maioria dos partidos representados no Congresso Nacional, postaram-se diante do edif�o para recepcionar os militantes do MST, que com o final da marcha assinalam a passagem de um ano sobre a chacina de 19 trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajᳬ no Estado do Parᮼbr> Trabalhadores de vᲩos Estados chegaram hoje a Bras�a em centenas de us a fim de se juntar ࠭anifesta磯 pela reforma agrᲩa e contra a pol�ca econ�a e social do Governo que terᠬugar ap㠡 chegada dos trabalhadores rurais sem-terra ࠐra硠dos Tr고Poderes, no final da Esplanada dos Minist鲩os.
Com a chegada da coluna haverᠵm culto ecumꮩco, discursos pol�cos e um espetᣵlo musical.
As tr고colunas de manifestantes do MST que partiram hᠤois meses de S㯠Paulo, Minas Gerais e Rond encontraram-se a cinco quil�ros do eixo central de Bras�a, onde acamparam ao in�o da tarde para almo硲 no Terminal RodoviᲩo da cidade.
A marcha, em que se destacam as bandeiras vermelhas do MST e as verde-e-amarelas do Brasil, al魠de foices e enxadas, transformou-se no maior movimento de protesto contra a pol�ca social e econ�a do atual governo brasileiro.
Cerca de dois mil soldados e agentes das Pol�as Militar e Civil, al魠de soldados do Ex鲣ito, refor硲am a seguran硠na Esplanada dos Minist鲩os, onde se encontram todas as sedes dos poderes p쩣os do Brasil.
A Rede Globo de Televis㯠previu, no seu noticiᲩo da tarde, que ela serᠵma das maiores manifesta絥s realizadas em Bras�a nos 䩭os anos, com pelo menos 40 mil pessoas.
O ⧣os de informa磯 brasileiros destacam nos noticiᲩos de hoje que um ano ap㠯 massacre de Eldorado dos Caraj᳠ainda n㯠hᠰrevis㯠de quando os Pol�as Militares acusados da morte de 19 camponeses ser㯠julgados.
frente da coluna proveniente de Rond (noroeste do Brasil) encontravam-se alguns sobreviventes da chacina.
Apesar da proximidade dos manifestantes, o ambiente no Palᣩo do Planalto, sede do governo, 頴ranquilo, segundo relatos dos repⴥres ali presentes, com Fernando Henrique Cardoso a ultimar a prepara磯 das medidas a anunciar e propostas a fazer ao MST no seu encontro de sexta-feira com l�res do movimento.
Cardoso pretende insistir na necessidade de diᬯgo e de que o MST ponha fim ࠍ invas㯠de terras. Em troca, promete medidas concretas para acelerar o processo de doa磯 de terras.
Um processo que para o MST tem andado em passo de tartaruga ou de caranguejo.
L�res daquele movimento afirmam que ೠquase cinco milh峠de fam�as de camponeses que vagam pelo pa�em busca de terra juntaram-se 800 mil trabalhadores rurais que ficaram sem emprego nos 䩭os anos.

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Brasil: Presidente reage a press㯠dos sem-terra atribuindo verbas para a reforma agrᲩa

Rio de Janeiro, 18 abril - O presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, anunciarᠨoje em audiꮣia com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), em Bras�a, um conjunto de medidas com que pretende responder aos que o acusam de n㯠fazer nada em prol da reforma agrᲩa.
O Palᣩo do Planalto, sede do Governo de Bras�a, preparou para a reuni㯠um documento de cerca de 40 p᧩nas em que faz um balan篠da sua pol�ca de distribui磯 de terras e anuncia a atribui磯 de um fundo equivalente a 400 milh峠de d졲es destinado ao incentivo ࠰rodu磯 e ࠭elhoria da assistꮣia nos "assentamentos" de camponeses.
O Presidente deverᠴamb魠anunciar a abertura de linhas de cr餩to de incentivo ࠰rodu磯 nas terras ocupadas por camponeses, uma outra a磯 determinada - como admitem os pr಩os auxiliares de Henrique Cardoso - pela grande repercuss㯠 interna e internacional da Marcha pela Reforma AgrᲩa, o Emprego e a Justi硠 nos campos brasileiros, que terminou quinta-feira, em Bras�a, com uma manifesta磯 de cerca de 30 mil pessoas.
Pressionado pelo MST e por outras entidades, nas 䩭as 24 horas Henrique Cardoso deu uma s鲩e de entrevistas para reafirmar que o seu Governo tem feito um esfor篠muito maior que os dos presidentes anteriores para diminuir a injusti硠social nos campos, tendo feito subir de 12 mil para 40 mil a m餩a anual de assentamentos de camponeses em fazendas desapropriadas.
Prop㠡inda a reabertura do diᬯgo com os l�res do movimento, que em fevereiro disse estarem presos a uma "utopia regressiva".
O Presidente s೥ mostra inflex�l em rela磯 ࠥxigꮣia do MST de que o ministro ExtraordinᲩo da Reforma AgrᲩa e Pol�ca FundiᲩa, Raul Jungmann, seja demitido.
Os dirigentes do MST pretendem explorar sua for硠para obter do governo a garantia de que at頯 final de 1998 irᠤistribuir terras a 400 mil fam�as, conforme informou hoje em Bras�a o economista Jos預edro St餩le, fundador e "ide쯧o" do movimento.
Cardoso diz n㯠ter condi絥s de assumir um compromisso do gꮥro, prometendo apenas uma reforma agrᲩa "sem ilus峦quot;.
Al魠de l�res do MST, como St餩le e Jos頒ainha, articulador das atividades do movimento na regi㯠do Pontal do Paranapanema, a sudoeste de S㯠Paulo, o presidente deverᠲeceber nove camponeses que participaram na Marcha dos Sem-Terra e dirigentes de entidades que a elas se associaram na manifesta磯 de quinta-feira, como a Ordem de Advogados do Brasil (OAB), a Central ڮica de Trabalhadores (CUT), a Confedera磯 Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Conferꮣia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A chegada da "grande marcha" dos sem-terra e o encontro de Cardoso com os seus representantes coincidem com a primeira a磯 de vulto do MST no Rio de Janeiro, onde mais de 600 fam�as de agricultores tentam obter a suspens㯠de uma ordem judicial de despejo de uma fazenda por elas ocupada hᠵma semana, na regi㯠de Campos, no norte do Estado.
Ap㠡 audiꮣia presidencial os cerca de tr고mil agricultores que participaram na marcha dos sem-terra dever㯠fazer hoje uma nova manifesta磯 em frente ao Palᣩo do Planalto, em Bras�a.
Metade deles, segundo os dirigentes do MST, dever㯠permanecer na capital at頱퍊 de Maio com o objetivo de acompanhar de perto as a絥s do governo no setor da reforma agrᲩa.

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Brasil: l�r dos sem-terra condenado a 26 anos e meio de pris㯼/span>

Rio de Janeiro, 11 junho - O l�r do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), do Brasil, Jos頒ainha J鯲, foi condenado hoje por um tribunal popular do Estado do Esp�to Santo ࠰ena de 26 anos e meio de pris㯠 pela morte de um fazendeiro e de um soldado da Pol�a Militar, em 1989.
A senten硬 por 5 votos a favor e 2 contra, foi dada por um j頰opular de sete pessoas no in�o da manh㠤e hoje, ap㠱7 horas de julgamento.
A defesa de Rainha J鯲 entrou com um pedido de recurso ࠳enten确
O pedido de recurso baseia-se no fato de nenhuma testemunha de acusa磯 ter sido ouvida pelo j鮼br> A 飡 testemunha que diz ter visto o l�r do MST no local em que o fazendeiro e o PM foram mortos, durante a ocupa磯 de uma fazenda em Floresta do Sul, no Esp�to Santo (Regi㯠Sudeste do Brasil), descreveu-o como sendo gordo e de cabelos castanhos.
Rainha 頭agro e tem os cabelos pretos, o que vai ao encontro da tese da defesa de que n㯠hᠮenhuma prova consistente da sua presen硠na fazenda durante o incidente.
Segundo a defesa, Rainha estava no Estado do Cearᬠno nordeste do Brasil.
Antes do julgamento os advogados do MST puseram em d餡 a imparcialidade do j頤a pequena cidade de Pedro CanᲩo, localizada numa regi㯠que segundo eles 頤ominada por capangas de proprietᲩos de terras.
O l�r dos sem-terra aguardarᠯ novo julgamento em liberdade.
Rainha J鯲 destacou-se como l�r das ocupa絥s promovidas pelo MST na regi㯠 do Pontal do Paranapanema, a noroeste do Estado de S㯠Paulo - um dos principais focos de conflitos no campo, no Brasil.

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Brasil: Saramago une-se aos protestos pela condena磯 de l�r dos sem-terra

Rio de Janeiro, 13 Jun (Lusa) - Os ⧣os de informa磯 brasileiros ecoam hoje dos protestos de organismos civis e do escritor Jos頓aramago contra a condena磯 de Jos頒ainha Jr., l�r do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a 26 anos e meio de pris㯮
Rainha foi condenado quarta-feira pelo Tribunal do J頤a cidade de Pedro CanᲩo, no Estado do Esp�to Santo, por participa磯 na morte de um fazendeiro e de um soldado da Pol�a Militar durante a ocupa磯 de uma fazenda no mesmo Estado em 1989.
A defesa do l�r do MST apresentou no julgamento testemunhas segundo as quais, no dia do incidente, ele encontrava-se no Estado do Cearᬠno Nordeste, a cerca de 2500 quil�ros do Esp�to Santo, localizado na regi㯠Sudeste do Brasil.
Rainha J鯲 頡tualmente o coordenador das a絥s do MST na regi㯠de Pontal do Paranapanema, no interior de S㯠Paulo.
O "Jornal do Brasil", do Rio de Janeiro, p㠥m destaque na sua edi磯 de hoje o declara絥s de Jos頓aramago contra a condena磯 do l�r do MST.
"Senti-me diante do absurdo, chocado com um caso tipicamente kafkiano", declarou o escritor portugu고de Lanzarote, nas ilhas CanᲩas, onde reside, segundo a correspondente do JB em Lisboa.
"Como podem condenar um homem sem provas ou, pior, que provou n㯠ter participado de crime algum?" - interrogou-se Saramago.
Segundo ele a condena磯 de Rainha "頭otivo para nos perguntarmos se, mais uma vez, a Justi硠n㯠se p㠡o lado do poder, cobrindo interesses dos latifundiᲩos e castigando a pr಩a inocꮣia".
A Comiss㯠Pastoral da Terra (CPT) da Conferꮣia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), principal ⧣o da igreja cat쩣a brasileira, divulgou quinta-feira uma nota de igual teor.
Segundo a comiss㯠o julgamento foi "pol�co" e teve por objetivo "condenar" e "criminalizar" o Movimento dos Sem-Terra.
Referindo-se ao corpo de sete jurados populares a CPT alega que, mesmo tendo sido dele afastados parentes das v�mas, "sabe-se que a maior parte dos seus membros estᠣomprometida com os latifundiᲩos".
Para a comiss㯠da conferꮣia episcopal o julgamento de Rainha Jr. foi mais uma demonstra磯 de que a Justi硠brasileira - segundo ela, "nada cega" - usa "dois pesos e duas medidas": "n㯠julga os fazendeiros e condena os trabalhadores rurais".
A nota lembra que nos 䩭os 12 anos foram assassinados 976 trabalhadores rurais e que somente 58 dos casos foram a julgamento.
A condena磯 do l�r do MST foi tamb魠criticada em nota difundida ter硭feira pelo escrit⩯ da organiza磯 Anistia Internacional em S㯠Paulo, que considera que o julgamento teve o objetivo de "intimidar os membros do movimento rural".
Por ter sido condenado a mais de 20 anos de pris㯠Jos頒ainha Jr. tem direito a novo julgamento, que jᠦoi marcado para 12 de Setembro. Rainha aguardarᠯ segundo julgamento em liberdade por ser r鵠primᲩo.
O MST estᠡ organizar uma manifesta磯 de trabalhadores rurais na cidade de Pedro CanᲩo no dia do julgamento.
Os dirigentes do movimento prometem fazer deslocar 50 mil trabalhadores rurais para aquela cidade, que tem apenas 25 mil habitantes.
O Presidente Fernando Henrique Cardoso assinou quarta-feira um decreto que pro� a vistoria pelas autoridades de terras invadidas por sem-terras antes de elas serem desocupadas e que reduz em 50 por cento os juros compensat⩯s pagos aos donos das propriedades desapropriadas pelo governo.

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SEM TETO
Brasil: clima de tens㯠ap㠡 morte de tr고ocupantes de conjunto habitacional em S㯠Paulo

Rio de Janeiro, 20 Maio - O clima ainda 頴enso no bairro de Sapopemba, em S㯠 Paulo, onde na manh㠤e hoje tr고pessoas morreram no decorrer de um confronto com tropas da Pol�a Militar que tentavam evacuar um conjunto habitacional em fase de acabamento ocupado hᠤuas semanas.
Uma centena e meia de soldados, entre os quais integrantes do batalh㯠de choque da PM, est㯠perfilados a cerca de 100 metros do conjunto habitacional, aguardando nova ordem para tentar a desocupa磯.
Representantes das cerca de 400 fam�as de ocupantes mant꭭se sentados em frente aos pr餩os, aparentemente dispostos a resistir a uma nova tentativa de despejo.
Integrado por soldados a p頥 a cavalo, o contingente policial reagiu ࠢala aos ataques de paus e pedras com que os ocupantes tentaram evitar a execu磯 de uma ordem de despejo decretada por um juiz da III Vara C�l da Justi硠paulista.
Um dos ocupantes mortos, que tinha 25 anos, foi atingido por um tiro na cabe确
Ap㠯 ataque os soldados da PM voltaram  para o seu aquartelamento para deixar as espingardas utilizadas no ataque aos populares e regressaram ao local armados apenas de cassetetes.
Os efetivos da tropa de choque da PM tiraram a sua identifica磯 das camisas das fardas, numa atitude anᬯga ࠤa tropa que hᠣerca de um ano foi responsᶥl pela chacina de 19 agricultores sem-terra em Eldorado dos Carajᳬ no Estado do Parᮼbr> Ap㠯 confronto membros da C⭡ra de Deputados e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Movimento dos Sem-Teto do Estado de S㯠Paulo interpuseram-se entre a pol�a e os ocupantes do conjunto habitacional na tentativa de evitar novo confronto sangrento.
Posteriormente assumiram a condu磯 de conversa絥s com representantes da Justi硠e da Pol�a para negociar a melhor forma de execu磯 de uma ordem de busca e apreens㯠de armas no conjunto habitacional decretada pelo mesmo juiz responsᶥl pela ordem de despejo e devolu磯 do condom�o ࠳ua construtora.
Um comentarista de uma emissora de rᤩo lembrou as recentes den㩡s de atrocidades cometidas por soldados da PM em todo o pa�e afirmou que a a磯 violenta de Sapopemba 頭ais uma prova da falta de incapacidade da Pol�a Militar brasileira de lidar com a popula磯 de forma civilizada.

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REFORMA AGRRIA J`FOI FEITA PELO AGROBUSINESS - 2008

EMPREGO CAMPO-CIDADE E LATIFڎDIO IMPRODUTIVO
H鬩o Jaguaribe - 1989/90
頩mposs�l resolver o problema do emprego do Brasil se n㯠detivermos o fluxo migrat⩯ do campo para a cidade.
[um caminho para isso poderia ser ocupar] grandes Ქas do interior do Brasil Central onde hᠬatif䩯 improdutivo em massa, desapropriar essas Ქas e convert꭬as em Ქas de reforma agrᲩa deslocando para elas 2 milh峠e pouco de fam�as. (...) A rela磯 homem e terra no Brasil 頭iserᶥl. Existem homens sem terra e terra sem homens.

PASTORAL DA TERRA
da CNBB fundada em 1981

Jornal do Brasil B 10 de abril 1991
Comiss㯠Pastoral da Terra denuncia 643 mortes em cinco anos
Parᠥ Bahia s㯠os estados campe峠de morte de trabalhadores rurais devido a conflitos de terra.
A cidade de Rio Maria - a 800 km de Bel魬 onde o sucessor de Expedito, Carlos Cabral, sofreu um atentado em 5 de mar篠-, transformou-se na capital dos crimes contra os sem-terra.
Em 1989 morreram no Parᠱ2 colonos. No ano seguinte esse n岯 cresceu para 20 mortes (...). Os sindicalistas s㯠os principais alvos dos pistoleiros. Segundo o livro Relat⩯ de Conflitos da CPT dos 643 assassinatos registrados no Par᠍ desde 1964, 45 foram de dirigentes sindicais.
(...) Segundo a CPT a luta de sem-terras e fazendeiros estᠭais violenta no Sul do Estado. Al魠de Rio Maria, os munic�os de Concei磯 do Araguaia e Santana do Araguaia vivem em tens㯠permanente por causa da quest㯠agrᲩa. O sul da Bahia, onde sobressai o cultivo do cacau nas regi峠de Ilh鵳, Itabuna e Porto Seguro, 頯utro grande foco de conflito. Existem disputas acirradas tamb魠no Maranh㯠(m餩o e alto Mearim, Pindar頥 Bacabau) e no Mato Grosso (Arapuan㠥 S㯠F鬩x do Araguaia).

CONTRA A DEMAGOGIA AGRRIA FRANCISCO GRAZIANO O Estado de S㯠 Paulo 9 de maio 1997
PRESIDENTE DO INCRA NO GOVERNO FHC
Hᠱ84 milh峠de hectares improdutivos no pa� (...) 34 por cento pertencem a pequenas e m餩as propriedades. Outros 110 milh峠de hectares encontram-se na Amaz, enquanto mais 25 milh峠se localizam no Nordeste, basicamente no sert㯠Ჩdo. Feitos os descontos, sobram 25 milh峠de hectares ociosos.
(...) A estrutura agrᲩa do Brasil 頭uito injusta, pois apenas 2 por cento dos proprietᲩos rurais detꭠ56 por cento das terras do pa�
ComentᲩo: 頶erdade que a propriedade rural no pa�頵ma das mais concentradas do mundo. (...) as estat�icas s㯠p鳳imas. (...) equ�co considerar esses im楩s rurais como "latif䩯s". Eles s㯠florestas virgens ou terras de mᠱualidade e localiza磯. N㯠s㯠verdadeiras Ქas agr�las. (...)
Existem quatro milh峠de sem-terra no Pa�(...)
trata-se de um n岯 pol�co, para n㯠dizer m᧩co. (...) total de trabalhadores rurais que se assalariaram (...) 頤e 5 milh峠(...). (...) incluindo b顳-frias, tratoristas, vaqueiros, administradores, operᲩos qualificados e diaristas. (...)
Da�...) a querer torn᭬os todos proprietᲩos rurais por meio de assentamentos (...). Se isso acontecesse, deixaria de haver assalariamento no campo, o que 頵ma id驡 medieval. (...)
Estima-se que existam perto de 4 milh峠de agricultores familiares que trabalham diretamente na ro硬 juntamente com os filhos e agregados. Somam mais de 17 milh峠de pessoas, segundo o IBGE.
(...) desemprego causado na agricultura nos dois 䩭os anos atinge 800 mil trabalhadores.
(...) Sabe-se que muitos postos de trabalho foram perdidos com a crise que afetou a rentabilidade da agricultura ap㠯 Plano Real, incluindo a desastrosa queda da cotonicultura.
(...) custos da reforma agrᲩa brasileira s㯠excessivamente elevados, acima da m餩a indicada pela FAO - US$ 12 mil/fam�a.
Terra ociosa com pastagem 頴erra improdutiva, ociosa, que precisa ser desapropriada e transformada em culturas.
(...) racioc�o preconceituoso. A grande vantagem natural dos pa�s tropicais 頡 maior capacidade que as plantas tꭠde armazenar energia solar, pela fotoss�ese. No caso das pastagens, essa energia armazenada se transforma em prote�s pela digest㯠que somente os ruminantes, como o gado, conseguem fazer.
Na Europa e nos EUA os invernos rigorosos exigem que o gado seja criado confinado, comendo ra磯 concentrada. Lᠡ tecnologia foi t㯠artificializada que muitos animais n㯠vꭠsequer a luz do sol, tampouco pastejam. As cria絥s viraram uma "fᢲica" de carne. A natureza reagiu e o resultado foi a doen硠da "vaca louca".
A cria磯 de pasto (...) representa o maior marketing da carne brasileira, num mundo onde os consumidores querem qualidade e produtos ecologicamente corretos. (...)
Quem produz alimentos bᳩcos 頡 pequena propriedade, pois as grandes propriedades produzem para exporta磯.
ComentᲩo: (...) ap㠡 intensa moderniza磯 tecnol穣a (...)
A agricultura familiar 頡inda muito importante na economia rural. (...) fundamentalmente (pelo) emprego que gera. Quem alimenta as massas urbanas hoje 頍 a agricultura empresarial. (...)
(...) No caso do feij㯠e do leite a import⮣ia da pequena propriedade 頭aior. (...) A agricultura de subsistꮣia estᠤando lugar aos produtores profissionais. (...)
(...) transformar a terra em passaporte para a felicidade 頰regar ilus㯮

ELDORADO DOS CARAJS, PARl 17 DE ABRIL DE 1996: 19 SEM-TERRA MORTOS E 23 FERIDOS EM CONFRONTO COM TROPA DE 155 POLICIAIS MILITARES dos batalh峠de Marabᠥ Paraopebas

O GLOBO 16 DE FEVEREIRO DE 1997
PROCESSO CONTRA PMs DA CHACINA EST`PARADO
presidente Fernando Henrique Cardoso tr고dias depois: "Isso n㯠頣oisa de pa� decente. Ou se pune os responsᶥis, levando-os ࠣadeia, e jᬠou ningu魠vai acreditar neste pa�"

O GLOBO 17 DE ABRIL DE 1997
Um ano depois, O Globo do Rio de Janeiro: Os policiais militares escolheram uma estrat駩a simples para enfrentar o j頨do julgamento da chacina): v㯠negar que atiraram nos sem-terra. V㯠dizer que atiraram para cima, para assustar. A maior dificuldade da Justi硠at頡gora foi criar um elo entre os policiais e suas armas. As cautelas (registros com o n岯 da arma e do policial que a utiliza) teriam sido destru�s para dificultar a identifica磯. O cenᲩo do crime foi violado pelos pr಩os PMs.

Gazeta Mercantil 20 de mar篠1997
o pa�de estrutura fundiᲩa mais desigual do mundo de acordo com o Banco Mundial
"perdemos apenas para o Paraguai em concentra磯 fundiᲩa"

17 de fevereiro de 1997 O GLOBO
O presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu que a reforma agrᲩa passarᠡ ser encarada como absoluta prioridade (...) como pol�ca de Governo depois das cr�cas que recebeu de intelectuais italianos e do pedido especial do Papa Jo㯠Paulo II pela acelera磯 da reforma agrᲩa no Brasil. (...) os conflitos sangrentos pela posse da terra, principalmente as chacinas de Corumbiara e Eldorado de Carajᳬ tornaram esse problema o calcanhar-de-aquiles da pol�ca externa brasileira.

c䩧o de 鴩ca do banditismo social manda tirar aos ricos para dar aos pobres

Jornal do Brasil 01 de junho 1997
JOÏ PEDRO STɄILE, l�r do MST
Se a mis鲩a nas cidades continuar aumentando o que n㠴eremos realmente 頵ma B㮩a. Em S㯠Paulo hᠯito mil homic�os por ano nos bairros perif鲩cos. Isso 頵ma guerra.
A nossa reforma agrᲩa n㯠頡 reforma agrᲩa do Jeca Tatu, aquela de dividir o latif䩯, est㯠aqui seus dez hectares e se vira.
(...)
Tamb魠defendemos um outro modelo de tecnologia, pois o que estᠨoje em vigor se aplica ೠgrandes extens峠de terra. Pode funcionar em S㯠Paulo mas n㯠 funciona no Maranh㯠ou no Rio Grande do Sul. Na nossa opini㯠o governo quer transformar a agricultura brasileira numa grande S㯠Paulo, e isso 頩nviᶥl.
(...)
Nesses 15 anos de existꮣia do MST foram assassinados 1653 trabalhadores rurais. Com exce磯 do massacre de Carajᳬ desses assassinados apenas 11 pertenciam ao MST. Nosso m鴯do, embora assuste ೠvezes, 頰reventivo da violꮣia, pois joga com muita gente, o que garante a defesa contra a violꮣia do opressor.

Jornal do Brasil 6 de mar篠1989
REFORMA AGRRIA NÏ CHEGA A SÏ PAULO
a quest㯠fundiᲩa em S㯠Paulo 頤iferente do que ocorre na maior parte do pa�- o clima de violꮣia. N㯠existe um clima de conflagra磯 no interior do estado.
Vale do Ribeira e Pontal do Paranapanema
Nessas Ქas existem casos de propriedades improdutivas com cinco ou seis donos brigando judicialmente pela posse, todos com os devidos registros imobiliᲩos. Coisas que os cart⩯s n㯠explicam, o governo n㯠consegue resolver e o movimento de fam�as sem terra pretende aproveitar.
Ningu魠jamais pagou por essas terras. Isso tudo s㯠produtos de roubos que devem ser entregues para uso social.

Folha de S㯠Paulo 23 de abril de 1996
O sul do Parᬠuma das regi峠mais conflagradas do pa� 頵m mosaico de grandes latif䩯s e terras cuja posse sofre contesta絥s.
O fim dos castanhais, do garimpo de Serra Pelada e o surgimento de grandes fazendas gerou aumento do desemprego na regi㯮
O sul do Parᠲegistrou de 1980 a 1995 cerca de 200 crimes por conflitos fundiᲩos, mas at頨oje sਯuve julgamento de dois casos. Os dois ex-PMs e um fazendeiro est㯠foragidos.
Comitꠒio Maria
O Comit꠩ uma entidade de direitos humanos que foi criada no munic�o do mesmo nome, a 700 km ao sul de Bel魬 em fevereiro de 1991, ap㠯 assassinato do sindicalista Expedito Ribeiro de Souza.

O Estado de S㯠Paulo 14 de abril de 1996
sயs Estados do Norte as indeniza絥s superavaliadas chegam a cerca de R$ 2 bilh峮 No Paranᠡ estimativa 頡 de que atinja R$ 1 milh㯠e em Goiᳬ apenas num caso, a superavalia磯 頤e 400% sobre o valor de mercado do im楬.
[quadrilhas com a] participa磯 de funcionᲩos do Incra e da pr಩a Se磯 JudiciᲩa Federal, perpetravam condutas cujo fito era assalto aos cofre p쩣os mediante falsos laudos de avalia磯, bem como pleiteando astron�as quantias de indeniza磯.

O Estado de S㯠Paulo 28 de novembro 1995
ɠpreciso criar condi絥s de trabalho nos assentamentos com a cria磯 de agroind䲩as - um assentado hᠯnze anos, tr고anos na dire磯 do MST
(...) Depois de conseguir colocar a reforma agrᲩa na agenda nacional o movimento se prepara para estruturar uma rede de cooperativas de base que devem atuar na produ磯 dos cerca de 900 assentamentos existentes no pa�

VEJA 08 DE DEZEMBRO DE 1995
Hᠲ0 000 fam�as acampadas em beira da estrada no pa�br>
Istoɠ04 de outubro de 1995
FHC relembrou os tempos de palanque e afirmou:
"N㯠頰oss�l tanta terra nas m㯳 de t㯠poucos enquanto muitos agricultores n㯠tꭠum palmo para plantar" - um dia antes de nomear Francisco Graziano, seu secretᲩo, presidente do Incra.
Pontal do Paranapanema na regi㯠de Presidente Prudente
"ɠimposs�l falar em distribuir a terra enquanto o Incra tiver um or硭ento rid�lo de R$ 100 milh峦quot; - um dirigente sindical

ISTOɠ15 DE NOVEMBRO DE 1995 - ROBERTO RODRIGUES, PRESIDENTE DA SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA
--- d�da dos agricultores, que monta a US$ 7 bilh峠---
ɠna agricultura que n㠳omos diferentes, pela simples raz㯠de que 頯 飯 pa�tropical do mundo abaixo do Equador que conseguiu desenvolver uma tecnologia fant᳴ica.
o grande m鲩to do agricultor brasileiro 頴er desenvolvido uma tecnologia que, contra todas as condi絥s adversas, permitiu ao pa�ser competitivo na agricultura.
os 24 pa�s mais ricos gastam por ano mais de US$ 200 bilh峠em subs�os diretos e indiretos aos seus produtores.
N㠴ivemos este ano mais de 50 mil agricultores expulsos da atividade por incapacidade de pagar o que deviam. O Plano Real foi dur�imo
tivemos um aumento de oito milh峠de gr㯳 do ano passado para este, de 74 para 82 milh峠de toneladas, enquanto o valor da produ磯 caiu 10 por cento.
25 por cento do volume f�co desta produ磯 foi obtido com cr餩to rural. (...) se transformaram numa d�da impagᶥl porque a corre磯 do cr餩to foi muito maior do que a de pre篳.
Hoje 40 por cento da balan硠comercial brasileira 頲epresentada por produtos agr�las e agroindustriais.
os nove bilh峠que perdemos de renda mais a inadimplꮣia levar㯠os agricultores a plantar 2,3 milh峠de hectares a menos do que plantaram em 1994. Como tem mais ou menos O,1 emprego por hectare deve ter 200 mil empregos a menos na agricultura este ano.
E o cr餩to rural para ele e o pre篠m�mo para a tecnologia que ele precisa?
Tivemos o primeiro bilh㯠de habitantes em 1850, dois bilh峠em 1930, tr고 bilh峠em 1960 e seis bilh峠em 2000. Em 40 anos dobrou a popula磯.
Qual o 飯 pre篠que n㯠subiu no Plano Real? A cesta bᳩca? Quem paga a cesta bᳩca? A agricultura.

Istoɠ08 de novembro 1995
A REFORMA ALGEMADA
pris㯠de quatro l�res DOS SEM-TERRA NA REGIÏ (do Pontal de Paranapanema) acusados de forma磯 de quadrilha para invas峠ilegais de fazendas

Jornal do Brasil 12 de agosto 1990  MST
a extens㯠e a radicaliza磯 de uma campanha que come篵 timidamente h᠍ 12 anos com a primeira invas㯠de terra no mesmo Rio Grande do Sul e que hoje progride como bola de neve, tentando desgarrar-se dos seus primeiros patrocinadores, os padres e os partidos de esquerda, com uma sigla pr಩a que jᠩ gritada em coro em assembl驡s e atos p쩣os

Jornal do Brasil 17 de janeiro de 1997
A Uni㯠Democrᴩca Ruralista (UDR) (...) foi criada em 1985 por fazendeiros de Presidente Prudente para lutar contra a reforma agrᲩa. Ronaldo Caiado foi o primeiro presidente e ficou nacionalmente conhecido na campanha eleitoral de 1986 ࠁssembl驡 Constituinte

GAZETA MERCANTIL 26-27-28 DE JANEIRO DE 1996
CONFLITO ESQUENTA, TERRA DESPENCA
custo da terra por hectare no Brasil: R$ 2,4 mil  R$ 1,6 mil  R$ 1,24 mil
todas as discuss峠servem para aproximar o valor das terras ࠲ealidade
Na Argentina terra boa ࠢeira do asfalto pode ser comprada por R$ 250 o hectare e no Paraguai a US$ 150

Folha de S㯠Paulo 22 DE MAIO DE 1994
SEM-TERRA PRETENDEM ELEGER 8 DEPUTADOS
Na invas㯠de Getulina a PM apreendeu uma cartilha "Sobre o m鴯do revolucionᲩo de dire磯" distribu� pelos sem-terra e editada pelos sandinistas nicaraguenses.

Jornal do Brasil 12 de junho de 1994
a incipiente reforma agrᲩa proposta pela ent㯠Superintendꮣia da Reforma AgrᲩa (Supra) ao presidente Jo㯠Goulart: desapropriar 200 metros de terras nas margens das rodovias federais para nelas assentar os camponeses. Uma tᴩca que chegou a ser usada, com os devidos limites, por seu cunhado e ent㯠governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.
FHC candidato: O Brasil tem um potencial irrigᶥl de mais de 50 milh峠 de hectares. No entanto menos de 3 milh峠s㯠irrigados hoje. No Nordeste, onde a ᧵a 頶ital, pouco mais de 700 mil hectares est㯠irrigados. Uma terra irrigada multiplica por cinco o n岯 de empregos. Nossa meta 頩rrigar anualmente 1,5 milh㯠de hectares, juntando-se irriga磯 com um programa de reforma agrᲩa fact�l, complementado com outros programas, como os de irriga磯, eletrifica磯 rural, cr餩to agr�la e assistꮣia t飮ica.

Folha de S㯠Paulo 16 de mar篠de 1996
O in�o do cadastramento de desempregados pelo MST em favelas paulistanas em busca de novos sem-terra acabou virando um iro duelo entre petistas.
Os moradores da favela Heli௬is confundiram o cadastramento do MST com inscri磯 para o programa Cingapura, programa habitacional do prefeito Paulo Maluf.
O questionᲩo (13 perguntas) foi feito pelo MST, CUT, Central dos Movimentos Populares (CMP), Pastoral da Moradia e A磯 da Cidadania.
A maioria das pessoas que se cadastrou, conforme apurou a Folha, disse "n㯦quot; ࠍ possibilidade de voltar ao campo.
"Estou procurando moradia. N㯠voltaria pro sert㯦quot;

Folha de S㯠Paulo 31 de dezembro de 1995
TERRA NÏ SERVE AGRICULTURA E PRODUTIVIDADE NO PONTAL ɠBAIXA
Sࡧora estᠳendo estimulada a cria磯 de gado de leite.
A produ磯 diᲩa por vaca 頤e 4 litros (de leite), acima da m餩a nacional de 3,8 litros/dia.

domingo Jornal do Brasil (1996?)
Em Corumbiara (RO), a 800 km de Porto Velho, mais de 100 policiais e jagun篳 invadiram um acampamento de madrugada dispostos a expulsar os colonos. Um massacre. Oficialmente houve 11 mortos - nove sem-terra e dois PMs - mas sobreviventes contaram mais de 30 corpos. A 䩭a v�ma foi um vereador e l�r rural do PT assassinado em dezembro

O Estado de S㯠Paulo 1䥠janeiro de 1996
S㯠Paulo lidera o ranking com 18 invas峬 seguido pela Bahia (13), por Pernambuco (11) e por Mato Grosso do Sul (7).
O n岯 de fam�as que passou a viver em acampamentos passou de 17 mil em julho para 27 mil em dezembro.
O Movimento comemora o que os l�res classificam de "conquista de espa篠na m�a".
dia 16 dois homens mataram a tiros o vereador Manoel Ribeiro, presidente do diret⩯ municipal do PT e l�r dos sem-terra de Corumbiara, sul de Rond, e no Maranh㯠pelo menos tr고pessoas morreram em tiroteio entre pistoleiros e posseiros no assentamento Cinquentinha, do Projeto Colone.
Jos預edro St餩le: Descendente de imigrantes italianos do RS, o economista atuou na Comiss㯠Pastoral da Terra (CPT) e trabalha para o movimento desde a sua funda磯, em 1985:
1276 latifundiᲩos/usineiros devem R$ 2,3 bilh峠ao Banco do Brasil
Em 1991 recebemos o Prꭩo Nobel Alternativo no Parlamento Sueco. Este ano recebemos o Prꭩo Unicef/Ita௲ nosso trabalho de educa磯 nos assentamentos.
Propriedade produtiva 頡 que tem mais de 80 por cento de sua Ქa utilizᶥl na produ磯 e nesta obt魠mais de 100 por cento de eficiꮣia em rela磯 aos par⭥tros do Incra.
Ant de Salvo, presidente da Confedera磯 Nacional de Agricultores
entidade que exerce papel de substituta da UDR:
O ministro da Agricultura foi claramente indicado pela bancada ruralista
chamada Frente Parlamentar da Agricultura
McArthur fez uma reforma agrᲩa radical no Jap㯠para quebrar a estrutura de poder e submet꭬o aos interesses americanos. Talvez por isso esse pa�seja at頍 hoje um dos maiores importadores de alimentos do mundo. Nosso pa�tem concentra磯 de terra viciosa pela particularidade de ter um imenso n岯 de minif䩯s e um pequen�imo n岯 de propriedades gigantescas. No meio, a distribui磯 頭uito equilibrada.
 

Darli Alves da Silva, condenado a 18 anos de pris㯠pelo assassinato de Chico Mendes, e Jero Amorim, condenado pelo assassinato do sindicalista Expedito Ribeiro, ambos foragidos da Justi确
latifundiᲩos no Brasil somam 233 proprietᲩos, segundo o Incra

Jornal do Brasil 1996 (?)
o Movimento dos Sem Terra jᠴomou da elite rural do pa�seis milh峠de hectares de terras e for篵 o Incra a assentar mais de 130 mil fam�as de trabalhadores rurais. (...) este contingente representa uma popula磯 de 780 mil pessoas
fam�as de pequenos agricultores, expulsos das regi峠dominadas antes pelos minif䩯s.
Da informatiza磯 ao aprendizado de informᴩca, passando pela pol�ca, os camponeses ligados ao MST tꭠacesso a uma forma磯 privilegiada
Escola de Forma磯 de L�res do MST em Ca硤or, Santa Catarina, e outras escolas em Sergipe e Esp�to Santo
cursos mais variados, como irriga磯, contabilidade, administra磯 rural, manuten磯 de mᱵinas agr�las, cooperativismo, pol�ca agr�la, prᴩca de produ磯 de hortali硳 e aulas de informᴩca que os auxiliam a organizar a produ磯 de agrovilas.

revista d' Folha de S㯠Paulo D I O L I N D A NO PONTAL DA FAMA
foto de Bob Wolfenson
Diolinda Alves de Souza, mulher de Jos頒ainha Jr.

O GLOBO 21 DE DEZEMBRO DE 1995
REFORMA AGRRIA: MEDO EM RONDԎIA
R$ 250 MIL PELA MORTE DE QUATRO L̈́ERES DO MST
um grupo de dez pistoleiros encapuzados circulava diariamente em Corumbiara e Colorado do Oeste numa caminhonete D-20, mostrando submetralhadoras e escopetas sem serem incomodados pela pol�a local. Em bares e mercearias da cidade esses pistoleiros abordavam pessoas dos acampamentos com amea硳 e provoca絥s.

O Estado S㯠Paulo 09 de fevereiro 1991
REFORMA AGRRIA TEM NOVO PLANO
GOVERNO PROMETE ASSENTAR 500 MIL FAM͌IAS DE TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA EM CINCO ANOS

Folha de S㯠Paulo 10 DE JUNHO DE 1996
LATIFUNDIRIOS USAM 16,7% DE SUAS TERRAS
Os 46 maiores grupos econ�os que possuem terras no pa�controlam 22,1 milh峠de hectares, dos quais 3,7 milh峠s㯠realmente usados, e empregam 63 mil trabalhadores.
o empresariado rural afirma que o fen�o da globaliza磯 gerou a tendꮣia de crescimento das propriedades do campo, com alta tecnologia para competir no mercado internacional de alimentos.
Se em parte isso 頶erdade (houve uma industrializa磯 do campo) hᠮ岯s oficiais que revelam que 50 por cento da produ磯 de alimentos sai do pequeno produtor rural - hoje cerca de tr고milh峬 segundo a CNA
Com a crise na agricultura as grandes fazendas tratam de buscar atividades mais lucrativas (para o mercado de exporta磯), como gado, soja e milho.
PLANO REAL REDUZ ESPECULAǃO COM TERRAS
a alta dos pre篳 agr�las este ano, provocada pela redu磯 do estoque mundial de gr㯳

Jornal do Brasil 10 de junho 1996
O MST denunciou que na gleba Tuer꠨Par᩠os madeireiros que exploram o mogno ilegalmente amea硭 quem tenta se fixar na regi㯮

Folha de S㯠Paulo editorial s/d 1996 REFORMA AGRRIA A JUROS
entre fevereiro de 1995 e fevereiro 䩭o o pre篠m餩o por hectare das terras de qualidade caiu 37 por cento no Estado de S㯠Paulo. No mesmo per�o o hectare de terra destocada e mecanizada no Paranᠲegistrou queda real de 33 por cento.
Jᠶai longe a 鰯ca em que se imaginava a especula磯 com terra como uma alternativa recomendᶥl.

Anoni, a invas㯠que deu origem ao MST
Fazenda ocupada em 1985 no Rio Grande do Sul hoje 頭odelo de produ磯 e assentamento

O Estado de S㯠Paulo 21 de abril de 1997
NڍEROS DO MST SÏ CONTRADITӒIOS
O que se sabe 頱ue at頳emana passada o total de projetos de reforma agrᲩa criados no Brasil somava 1643 unidades com capacidade para 252 mil fam�as envolvendo 13.041.116 hectares de terra.
Boa parte das Ქas incorporadas ao programa governamental n㯠eram ociosas. Eram empresas rurais produtivas de onde seus leg�mos proprietᲩos foram desalojados pelas invas峠que originaram mortes por todo o pa�e pela complacꮣia do Incra diante das press峠(muitas vezes o MST chegou a manter funcionᲩos da autarquia em cᲣere privado).
os assentados de modo geral tꭠrenda m餩a de 3,7 salᲩos m�mos segundo o IBGE
popula磯 economicamente ativa: 75 milh峠de pessoas
setor de servi篳: 67,3 por cento
ind䲩a: 25,6 por cento
agricultura: 7,1 por cento
descontados os trabalhadores envolvidos com a minera磯 e o extrativismo, restam para a agropecuᲩa 3,8 milh峠de indiv�os, algo em torno a 5 por cento da popula磯 economicamente ativa.
A agricultura brasileira estᠥnvolvida no complexo do agribusiness, que movimenta 37 por cento do PIB. Francisco Graziano observa que a estrutura produtiva no campo n㯠頭ais latifundiᲩa, 頥mpresarial, moderna, tecnologicamente avan硤a; 頡 grande empresa rural. A pequena e m餩a empresa tamb魠tem lugar nesse contexto, que torna a id驡 de reforma agrᲩa arcaica e assistencialista.

O GLOBO 14 DE ABRIL DE 1997
DESARMAMENTO CHEGA COM DEZ ANOS DE ATRASO
opera磯 de desarmamento feita pela Pol�a Federal no Bico do Papagaio - que junta o Sul do Parᠥ o do Maranh㯠com o Norte de Tocantins - em junho de 1986 apreendeu em dois dias mais de 500 armas. No fim daquele ano as contas da CPT chegavam a 32 mortos no ParᮠNo ano anterior o n岯 de mortos havia chegado a 85.
(...) em mar篠de 1991 (...) Diante da rea磯 de colonos e fazendeiros o Governo Fernando Collor recuou para uma proposta de simplesmente aumentar o rigor na fiscaliza磯 do porte de armas.
...
Franklin Martins
Para o Governo Fernando Henrique a reforma agrᲩa 頵m aspecto marginal, e n㯠 central, da pol�ca agrᲩa. O objetivo n㯠頭udar o padr㯠das rela絥s econ�as e sociais no campo mas incluir novas camadas de proprietᲩos no padr㯠jᠤado. N㯠se pensa nem de longe em transferir para pequenos e m餩os proprietᲩos a responsabilidade da produ磯 de alimentos e insumos para a ind䲩a, que hoje dependem basicamente da grande propriedade. A reforma agrᲩa, na concep磯 do Governo, mais do que uma quest㯠econ�a, 頵ma quest㯠social. Trata-se de prender o homem ao campo, onde ele custa menos ao Estado em termos de servi篳 p쩣os que nos aglomerados urbanos.

Folha de S㯠Paulo 25 DE JUNHO DE 1995
APOIO DE RURALISTAS  REFORMAS CUSTA AO GOVERNO R$ 2,8 BILHՅS
Formada por 132 deputados e 34 senadores, a Frente Parlamentar Agr�la 頨oje a for硠pol�ca maior e mais coesa no Congresso Nacional, superando qualquer partido pol�co.
Seu poderio 頴al que arrancou R$ 2,8 bilh峠do governo com a amea硠de n㯠 votar a reforma constitucional.
A soma (...) inclui uma s鲩e de concess峺 parcelamento de d�das vencidas, redu磯 de juros de financiamentos e libera磯 de recursos que estavam retidos, como os do Proagro, um programa no qual o Banco Central apontou fraudes.
(bancada ruralista controla um quarto dos votos)

Jornal do Brasil 28 de novembro 1993
LATIFڎDIOS SOMAM 55% DO TOTAL DAS TERRAS
Dos 619 milh峠de hectares de propriedades rurais cadastradas no Brasil, 150 milh峠s㯠improdutivos, segundo dados do Incra de 1991. De um total de 5 milh峠de propriedades, 1,5 milh㯠(31 por cento) tꭠat頱0 hectares e ocupam uma Ქa de apenas 7 milh峠de hectares, ou 1,2 por cento do total. As grandes propriedades, acima de mil hectares, s㯠somente 93 mil (1,9 por cento) mas ocupam 341,5 milh峠de hectares, ou 55 por cento do total das terras.
"O incentivo ࠰rodu磯 familiar n㯠頡penas uma maneira de fixar o homem no campo mas tamb魠uma pol�ca de seguran硠alimentar e tamb魠de combate ࠍ infla磯, na medida em que a oferta aumenta", segundo fonte do Incra.
Incra - Instituto de Coloniza磯 e Reforma AgrᲩa

PECURIA EXTENSIVA ɠNOVO ALVO DO MST Folha de S㯠Paulo 16 DE JUNHO DE 1997
Crit鲩o do MST estᠵltrapassado, diz pecuarista
os pecuaristas mais eficientes costumam vedar as pastagens no per�o de maio a setembro, transferindo o gado para o confinamento
este tipo de manejo 頡dotado pela pecuᲩa intensiva, visando aumento da produtividade e a recupera磯 das pastagens.
Outro engano do MST, segundo o pecuarista, 頡creditar que as terras ocupadas pela pecuᲩa podem ser utilizadas pela agricultura.
Normalmente esses solos s㯠fracos e inadequados para o plantio de gr㯳.
Lazzarini acrescenta que a pecuᲩa extensiva hoje estᠲestrita a poucas regi峠do pa� como o Pantanal e o pampa ga诬 Ქas impr಩as para a agricultura.
A pecuᲩa extensiva estᠥm extin磯 no Brasil. N㯠頭ais poss�l manter um boi durante quatro anos no pasto. ɠantiecon�o.

O Estado de S㯠Paulo 27 de abril de 1997
COMO NASCEU A REFORMA AGRRIA
Jos頂onifᣩo Coutinho Nogueira apresentou em mar篠de 1960 no Congresso Nacional sua Lei de Revis㯠AgrᲩa visando a "distribui磯 da terra de modo amplo e justo". (...) marcando o in�o da a磯 governamental na reforma agrᲩa com a cria磯 do imposto progressivo sobre terras improdutivas, o assentamento de centenas de fam�as, a constru磯 de 274 casas da lavoura, silos, armaz鮳, postos de mecaniza磯 agr�la e at頯 Ceasa.
"Entendemos que a concentra磯 fundiᲩa criara o 긯do rural. Hoje sabe-se que o processo de industrializa磯 foi a verdadeira causa da urbaniza磯. (...) Havia a experiꮣia mexicana multo malsucedida e as experiꮣia do Jap㯠e Taiwan bem-sucedidas, feitas pelo general McArthur, um liberal. Analisando pa� por pa� vimos que n㯠havia uma reforma agrᲩa vᬩda para todas as realidades.
"... As esquerdas e o MST insistem que apenas a pequena e a m餩a propriedade abastecem o pa� Quando se desenvolve uma fant᳴ica agricultura nos cerrados e a grande propriedade produz cada vez mais eficientemente, pode algu魠se dar bem com um pequeno lote?"

O GLOBO 28 de abril 1997
Jos頒ainha tornou-se o mais conhecido l�r do Movimento dos Sem-Terra (MST) ao passar a liderar as invas峠em fazendas na regi㯠do Pontal do Paranapanema, em S㯠Paulo.
Rainha nasceu no Esp�to Santo, onde come篵 a liderar invas峮 Tornou-se r鵠 num processo em Pedro CanᲩo. O l�r do MST estᠳendo processado por duplo homic�o qualificado, por ter ajudado na fuga dos assassinos de um fazendeiro e de um policial militar hᠯito anos.

Jornal do Brasil 8 de junho de 1997
o norte do estado 頵ma regi㯠sob a amea硠constante de pistoleiros - muitos dos quais policiais civis e militares - contratados geralmente por fazendeiros.

11 de junho de 1997
Rainha 頣ondenado a 26 anos

O Estado de S㯠Paulo 17 de fevereiro de 1997
havia uma suposi磯 desinformada de que os latif䩯s ocupam quase 70 por cento do territ⩯ nacional. Essa falsa concep磯 inspirou o Plano Nacional de Reforma AgrᲩa no governo Sarney.
INVASORES TOMARAM 800 CABEǁS DE GADO
Segundo proprietᲩa, todo dia os sem-terra faziam festa na fazenda, com churrasco
O administrador da fazenda confirmou que tem havido frequentes mortes de gado, sendo os animais abatidos e a carne retirada, permanecendo no local apenas couro, chifres e ossos.

O Estado de S㯠Paulo 23 de mar篠de 1997
INVADIDOS
Irm㯳 atuam no mercado global
Fazenda Santo Ant faz parte de grupo-modelo
grupo Bertin, o maior processador de carne bovina congelada e industrializada do pa�
complexo que opera tr고frigor�cos em SP e MG, nove curtumes, fᢲica de cal硤os e equipamentos de seguran硬 fᢲica de latas, de ra絥s, produtos de higiene e limpeza e seis fazendas de cria, recria e engorda em tr고estados.
industrializam mais de 600 000 bois por ano
respondem por 13 por cento da produ磯 nacional de couros
exportam para o mundo todo
empregam 5,5 mil funcionᲩos com um salᲩo m餩o de R$ 350 por m과br> fornecem mat鲩a-prima para a produ磯 de
fios cir穣os e cordas de raquetes de tꮩs
pinc驳 para lᢩos e olhos fabricados com os c�os dos bois que abatem
em 1981 constru�m t婳 e c⭡ras de congelamento onde a carne 頳eparada em lotes de acordo com os pedidos, num processo totalmente automᴩco
os estranhos s㯠fiscais de Israel que vigiam a matan硺 se o boi gemer ou mugir na hora da morte eles n㯠compram. O ritual judaico ortodoxo obriga a toda uma liturgia na opera磯 de abate. S௳ rabinos podem matar o animal, ap㠯rar. S͍ assim os seus compatriotas estar㯠seguros de n㯠comer carne impura.
enlatados: corned-beef  roast-beef  stewed-beef  cubed-beef
ossos, sangue e v�eras passaram a ser mat鲩a-prima de ra絥s para c㥳 e gatos.
pontas e aparas de couro: ossos artificiais para c㥳
NADA ɠDESPERDIǁDO
Ele acredita ser mais barato sustentar uma popula磯 desempregada no per�tro urbano do que no meio rural, porque aqui n㯠頭ais poss�l ser auto-suficiente em pequenas propriedades.
Somente uma agricultura com tecnologia avan硤a consegue produzir a pre篠de mercado

LATIFڎDIO: UM PARA͓O FISCAL   JAQUES WAGNER, deputado federal pelo PT da Bahia,  E JOÏ PEDRO STɄILE
Folha de S㯠Paulo 11 DE JUNHO DE 1996
O governo renunciou ࠡrrecada磯 de R$ 1,5 bilh㯠ao suspender o pagamento de ITR Imposto Territorial Rural de 1995
por ocasi㯠da suspens㯠da cobran硠60 por cento dos contribuintes - pequenos produtores rurais - jᠯ haviam pago.
o n�l de inadimplꮣia dos proprietᲩos dos im楩s rurais com Ქa superior a 48 mil hectares era de 99,7 por cento
No per�o 1980-1994 a participa磯 m餩a do setor agropecuᲩo no PIB foi superior a 11 por cento
a fatia do setor no bolo da receita do Imposto de Renda foi de 0,5 por cento
Receita Federal: �ice de sonega磯 do Imposto de Renda Pessoa Jur�ca do setor agropecuᲩo 頤e cerca de 70 por cento
carga tributᲩa m餩a efetiva sobre a propriedade rural no Brasil: 0,00016 por cento. A mais baixa do planeta.
Cor驡 do Sul: 12 por cento
Alemanha e Espanha: 4 por cento
Argentina e Uruguai: 2 por cento
as megapropriedades rurais (acima de 500 mil hectares) n㯠pagam absolutamente nada de ITR

A AGRICULTURA FAMILIAR
Folha de S㯠Paulo 11 DE JUNHO DE 1996
MRIO CɓAR FLORES
secretᲩo de Assuntos Estrat駩cos de Itamar Franco
responsᶥl pela maior parte da oferta de vᲩos produtos de consumo corrente (carne su� e de aves, leite, ovos, batata, banana, milho, feij㯬 mandioca, tomate, laranja)
pequena agricultura familiar ocupa cerca de 80 por cento da m㯭de-obra rural brasileira (14 milh峠de pessoas)

O Estado de S㯠Paulo 5 de janeiro de 1997
Francisco Graziano: ɠpreciso definir um modelo para as rela絥s de trabalho no campo
ɠpreciso garantir o abastecimento das massas urbanas e o fornecimento de mat鲩as-primas para o agrobusiness.
em S㯠Paulo 200 mil trabalhadores s㯠empregados nas culturas de cana e laranja, cerca de 60 por cento do emprego rural paulista
pequenos agricultores s㯠talvez 4,5 milh峠de fam�as (...) longe de conseguir viver condignamente dessa atividade.
Distantes dos mecanismos de cr餩to rural e das demais pol�cas oficiais voltadas para a agricultura, esses pequenos produtores est㯠sendo vilipendiados pela expans㯠do capitalismo no campo. E est㯠perdendo suas terras, mudando-se para a periferia das grandes cidades.
Transformar os pequenos agricultores pobres em produtores competitivos 頯 maior desafio da reforma agrᲩa dos anos 1990.
Sem medo de ser anti-hist⩣o
ANTI-HISTӒICO
ANTI-HISTӒICO
a defesa da pequena propriedade agrᲩa 頵ma imposi磯 do mundo globalizado. ɠmais barato manter a popula磯 rural que cuidar da pobreza urbana.
estabiliza磯 da economia acabou com a especula磯 da terra no Brasil. O pre篠 da terra caiu mais de 50 por cento com o fim da infla磯 [alta].
um estoque fabuloso de terras colocadas ࠶enda por pre篳 irris⩯s.
(...) aquele que considera as florestas nativas como terras improdutivas. Mata n㯠pode ser sino de latif䩯.

O Estado de S㯠Paulo 5 de janeiro de 1997
Raul Jungmann, Ministro ExtraordinᲩo de Pol�ca FundiᲩa
a possibilidade de ressurgimento das mil�as privadas ligadas ao latif䩯:  assim como a antiga UDR dava sinais de que ressuscitaria em breve
(....)
de janeiro de 1995 a dezembro de 1996 o governo assentou mais de 100 mil fam�as - um ter篠de tudo o que foi feito desde que se come篵 a tratar o problema.

O Estado de S㯠Paulo 5 de janeiro de 1997
Sociedade Rural Brasileira
juros obscenos
A agricultura familiar talvez n㯠seja economicamente mais eficiente mas 頍 necessᲩa para que a gente ganhe tempo para educar a nova gera磯.
A UDR foi uma rea磯 ao MST.
Pontal. Fazendeiros que est㯠lᠨᠷ0 anos de repente enfrentam processos jur�cos que concluem que a terra n㯠頤eles.
O problema no sul do Parᠩ mais complicado porque 頺ona de fronteira. ɠum processo de acomoda磯 desde a produ磯 at頡 propriedade. Tem posseiro, grileiro, fazendeiro, destitu�, tem uma massa de desempregados. Tudo isso 頵m caldeir㯼br> UM CALDEIRÏ
UM CALDEIRÏ
Produzimos 80 milh峠de toneladas competindo com subs�os, com o custo Brasil, sem as vantagens dos outros, e o nosso alimento 頭ais barato. Isso se chama competꮣia.

O Estado de S㯠Paulo 5 de janeiro de 1997
Sonho do MST 頵ma perigosa com餩a IB TEIXEIRA, pesquisador da FGV
1964, Castelo Branco e Roberto Campos idealizavam o Estatuto da Terra.
Cuba por volta de 1960 chegou a colher 10 milh峠de toneladas de cana-de-a纣ar ao tempo em que no Brasil colh�os apenas 800 mil.
solos bas᬴icos cubanos estavam entre os melhores do mundo
Segundo o agro franc고Ren頄umont sࡳ terras roxas do Paranᠥ do Camboja podem competir com o solo de Cuba.
Hoje Cuba n㯠colhe mais de 4 milh峠de toneladas de cana enquanto a agricultura brasileira, sem reforma agrᲩa, jᠳe aproxima dos 300 milh峠de toneladas, a maior produ磯 mundial.
CHILE
tr고anos de ocupa絥s de fazendas. (...) a produ磯 de trigo cairia pela metade, amea确do a dieta chilena. Em 1974   75 por cento do com鲣io exterior do pa�estava comprometido com maci硳 importa絥s de alimentos.
MST, a vers㯠brasileira do MIR

O Estado de S㯠Paulo 5 de janeiro de 1997
Jo㯠Pedro St餩le
se formos comparar a situa磯 agr�la em 1996 com a de 1980, hᠱ6 anos a Ქa cultivada era 2 por cento maior e a popula磯 cresceu entretanto no m�mo 35 por cento
Segundo indicador da crise: a renda da agricultura era 49 por cento maior.
Terceiro: a safra deste ano foi a mesma de 1985.
o movimento jᠳe organizou em 22 estados.
em 1996 governo aplicou R$ 4 bilh峠em cr餩to rural para os pequenos agricultores e sযram liberados R$ 200 milh峼br> ... reorganizar a produ磯 agr�la para que ela se volte para o mercado interno ...
hoje as melhores terras do Brasil s㯠destinadas ࠰rodu磯 de cana-de-a纣ar, laranja, caf鬠cacau e nenhum desses produtos o povo consome.

O Estado de S㯠Paulo 5 de janeiro de 1997
Cr�cas revelam sucesso do MST
Bernardo Man确o Soares
professor da Unesp, Faculdade de Ciꮣias e Tecnologia
Dos assentamentos do Estado de S㯠Paulo 90 por cento s㯠resultado de ocupa絥s. N㯠hᠣomo negar que elas s㯠a melhor forma de fazer a reforma agrᲩa.

Folha de S㯠Paulo 21 de outubro 1996
ZONA DA MATA
Cerca de 2000 desempregados ganham R$ 60 mensais para aprender a ler, escrever e cultivar a cana
71 por cento da popula磯 economicamente ativa da regi㯠tem renda familiar mensal de um salᲩo m�mo ou inferior - no Estado, 38,7 por cento
taxa de analfabetismo: 60 por cento - 32 por cento no Estado
mortalidade infantil: 124 por mil - 67,5 por mil no Estado
esperan硠de vida: 46 anos - 64 anos no Estado
produtividade do cortador de cana: 40 a 50 toneladas por hectare
120 toneladas 頡 produtividade do cortador de cana em S㯠Paulo

ISTOɠ14-07-1993
MARCADO PARA MORRER
a lista de pessoas amea硤as de morte divulgada em abril de 1984 no Parᠰelo ex-deputado estadual Paulo Fontelles, com o seu nome, o do colega Jo㯠Batista e dos sindicalistas Jo㯠Canuto e Expedito de Souza - mortos entretanto.

Jornal do Brasil 03 de janeiro 1993
ASSASSINATOS NO CAMPO AUMENTARAM EM 1992
Levantamento nacional da CPT aponta 38 assassinatos em conflitos pela posse da terra e mais de 13 mil trabalhando sob regime de escravid㯠no pa�
 

Folha de S㯠Paulo 27 de dezembro de 1992
sindicatos de trabalhadores rurais e a Igreja acusam a pol�a e a Justi硠de conivꮣia com os criminosos de aluguel.
levantamento da CPT contabiliza 1700 assassinatos no campo desde 1964
apenas 29 desses crimes foram a julgamento, com 17 condena絥s
Boa parte das v�mas de atentados no campo procuram a Igreja antes de ir ࠍ pol�a. A CPT possui um arquivo pr಩o de depoimentos que corre paralelo aos inqu鲩tos oficiais. Muitas vezes as investiga絥s da Igreja e da pol�a chegam a conclus峠completamente opostas.

Jornal do Brasil 25 de abril de 1994
Crime marcarᠥlei磯 em Imperatriz, Maranh㯼br> O assassinato do prefeito Renato Cortez Moreira, em outubro de 1993, (...) sua fam�a afirma que os mandantes do crime aliaram-se ao ex-governador Edison Lob㯠e ao cl㠓arney para escapar da Justi确 (...) um suspeito de mandante, o ent㯠vice e atual prefeito Salvador Rodrigues, deixou o PTR e filiou-se ao PFL, partido da candidata Roseana Sarney
 

COVIL DE PISTOLEIROS Jornal do Brasil 24 de abril 1994
COVIL DE PISTOLEIROS
fam�a Canuto quase dizimada por pistoleiros de aluguel
Jo㯠tocaiado a mando de fazendeiros em 1986
Jos鬠que sucedeu o pai na presidꮣia do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, foi executado em abril de 1990, juntamente com o irm㯠Paulo, que estava com ele. S೯brou um.
CPI DA PISTOLAGEM criada ap㠭orte do senador Olavo Pires, metralhado em Rond em 1990.
CPI apurou crimes de pistolagem no Centro-Oeste e Norte
V�mas: trabalhadores rurais, religiosos, advogados, �ios
A CPI identificou agꮣias de matadores de aluguel como a de Imperatriz
"o" ponto s㯠esses dados: a CPI - apurou 1630 crimes de 1964 a 1990
Bico do Papagaio, regi㯠encravada entre os rios Araguaia e Tocantins
Imperatriz, 300 mil habitantes e a quase 700 quil�ros de S㯠Lu� 頯 segundo munic�o mais rico do Maranh㯠e um dos maiores centros de contrata磯 de pistoleiros do pa�b>: pelo menos 66 pessoas foram assassinadas por matadores de aluguel.
Imperatriz era uma vila antes da constru磯 da Bel魭Bras�a, nos anos 1950. O desenvolvimento valorizou as terras, ocupadas por camponeses, e com ele vieram os grileiros e grandes fazendeiros. Nos anos 70, a GRILAGEM (REGISTRO ILEGAL) de Ქas devolutas somou 2 milh峠de hectares

Jornal do Brasil HERBERT DE SOUZA 1990? 1991?
OSMARINO AMŽCIO
(1959-?)
Mas na mesma noite o Presidente Collor darᠯrdens para apurar os fatos com rigor. O ministro Cabral dirᠱue o peso da lei esmagarᠯs culpados. Tuma dar᠍ prazos para a Pol�a Federal encontrar os culpados, mesmo que tenha que descer aos infernos, dentro e fora do pa� Lutzemberger amea硲ᠲenunciar, tendo as m㯳 cheias de telegramas de entidades internacionais. As televis峠e alguns produtores comprar㯠os direitos autorais de sua morte. Tudo igual ao Chico Mendes, Osmarino.
(...) decidido a viver junto com teus companheiros, a n㯠pedir asilo nas cidades, a n㯠abandonar tua grande fam�a e eu sabia que ningu魠nessa Rep쩣a irᠤesmontar a INDړTRIA DO ASSASSINATO a tempo de salvar a tua vida. N㯠porque n㯠possam, mas porque n㯠querem.

Jornal do Brasil 29 de abril 1990
O DOSSIʠDE UM HOMEM MARCADO PARA MORRER
Ricardo Rezende, vigᲩo de Rio Maria, no sul do Parᬠa mil quil�ros de Bel魬 onde quatro trabalhadores foram assassinados em abril.
fazendeiros da regi㯬 que se reuniram para CORTAR O MAL PELA RAIZ. Quer dizer, eliminar todos aqueles que ajudavam as 20 fam�as de posseiros da Fazenda Sua絭 - 5 mil 600 hectares (...) uma das dezenas de Ქas de conflito no sul do Parᮼbr> (...)
herdeiros de Jo㯠Canuto de Oliveira, membro do PC do B, como o pai, candidato a prefeito de Rio Maria em 1982, derrotado por Adilson Laranjeira, o grande CORONEL da cidade, que vive num verdadeiro BUNKER cercado por cachorros. (...) campanha da Anistia Internacional para que fosse esclarecido o assassinato de Canuto

Folha de S㯠Paulo 1989?
MORTES SE CONCENTRAM NA REGIÏ NORTE
O QUE hᠩ o entrechoque de duas l穣as. Para a hegema UDR o problema 頯 de acelerar a implanta磯 de uma agropecuᲩa extensiva para tornar o Estado economicamente auto-sustentᶥl.
(...) o Estado do Tocantins continuarᠳendo aquilo que se convencionou chamar de "nova fronteira agr�la", com todas as sequelas trazidas por essa condi磯.
Com semanas de atraso fica-se sabendo que determinado administrador matou um empregado rural sem que uma das 132 novas viaturas da pol�a tenha sequer condi絥s f�cas de transportar uma equipe para apurar o homic�o.
A Folha soube de mortes e facadas registradas como infarto nas cidades pequenas e crimes passionais comentados mas jamais apurados.

Folha de S㯠Paulo AMBIENTALISTAS PEDEM MOBILIZAǃO CONTRA A IMPUNIDADE NA AMAZԎIA
O caso Chico Mendes demonstra que o sistema judicial brasileiro 頰erfeitamente capaz de fazer justi硠se houver compromisso pol�co para isso. Infelizmente o direito de justi硠n㯠existe para trabalhadores rurais sem conex峠especiais no exterior.

O Estado de S㯠Paulo 23 de mar篠1991 BICO DO PAPAGAIO TER`REFORMA AGRRIA
Minist鲩o diz que desapropriarᠡrea no norte do pa�para acabar com conflitos fundiᲩos.
choques armados entre fazendeiros, grileiros e pistoleiros de um lado e posseiros, l�res sindicais e militantes da igreja cat쩣a de outro.

O GLOBO 23 DE MARǏ DE 1997
FH CRITICA IMPUNIDADE NO CAMPO
A estrutura do Governo, do Estado brasileiro n㯠foi feita para atender ࠍ maioria. Eu apenas herdo uma situa磯 e tento mud᭬a.
Tomemos o Pronaf (Programa Nacional de Apoio ࠁgricultura Familiar). A Fazenda libera recursos e eles n㯠chegam na ponta. Por que? Porque a estrutura do Banco do Brasil n㯠estᠰreparada para atender a milhares de pessoas. Estava preparada para atender a poucos, poderosos que nem pagavam depois.

Folha de S㯠Paulo 3 de mar篠de 1991
EM GOIS PISTOLEIROS COBRAM ATɠCR$ 1 MILHÏ
Mandar matar algu魠nas regi峠Norte e Centro-Oeste do pa�requer apenas dinheiro (entre Cr$ 250 mil e Cr$ 1 milh㯩
Tr고organiza絥s de pistoleiros de Goi᳠controlam 30 por cento dos contratos de morte nessas regi峮 Os grupos s㯠compostos por policiais militares - da ativa e reformados - e por policiais civis.
Dentro da PM tem um grupo de pistolagem comandado por um coronel
diz cobrar 150 reses "para fechar (matar) um". Ele conta que a mando do dito coronel "jᠦechei uns cinco dentro da pr಩a PM". As v�mas eram militares que "sabiam demais" e "se tornaram perigosos para a seguran硠do grupo".

Jornal do Brasil 09 de fevereiro 1991
MATUP`TEM 900 HOMIC̈́IOS POR ANO
Entre os 22 mil habitantes da cidade matogrossense de Matupᬠ1 000 mortos por ano. Novecentos deles assassinados. Cada menino acima dos 12 anos tem seu pr಩o rev춥r e as lojas de SOUVENIRS da cidade vendem fotografias de pessoas esquartejadas como cart峠postais.
Os integrantes da comiss㯠da OAB - com um membro da Comiss㯠dos Direitos Humanos, um delegado e um agente da Pol�a Federal - constataram que a violꮣia come硠na pr಩a prefeitura, jᠱue o prefeito estᠰreso em Cuiab᠍ porque mandou matar um vereador.

Jornal do Brasil 08 de fevereiro 1991
ecologistas dos EUA criticam Brasil em carta a Collor
o comprometimento com a distribui磯 da justi硠para trabalhadores rurais 頍 inexistente na maior parte das vezes, principalmente para aqueles que n㯠tꭠ conex峠internacionais.

O GLOBO 17 de mar篠1991
Vinte anos depois de iniciado o programa de ocupa磯 das terras do Centro-Oeste e da Amaz , idealizado como forma de ocupa磯 do maior potencial agr�la do Pa� a violꮣia rural e a impunidade dos criminosos tomam conta de toda a regi㯠que envolve o Sul do Parᠥ Maranh㯠e o Norte de Mato Grosso e Tocantins.
NOS ANOS 1970 REGIÏ FOI PALCO DA GUERRILHA DO PC DO B
de onde jovens militantes do Partido Comunista do Brasil pretendiam iniciar a luta armada para derrubar o regime militar. Com o apoio de figuras como o Major Curi젱ue depois se tornaria conhecido por controlar o garimpo de Serra Pelada, a guerrilha foi sufocada mas sua sombra permanece.
representantes dos fazendeiros usam com frequꮣia a express㯠"guerra de guerrilha" (...) para explicar a atua磯 dos sindicalistas junto dos agricultores para a ocupa磯 das Ქas. Com maior ou menor ꮦase, todos afirmam que os comunistas s㯠responsᶥis pela tens㯠na regi㯮
(...) atua磯 que os militantes do PC do B tiveram na regi㯬 mas precisamente na Ქa hoje ocupada pelo munic�o de S㯠Geraldo.

Jornal do Brasil 23 de julho de 1995
GRILEIROS DE TERRA J`CONTROLAM 12% DO PAR|br> Situa絥s rid�las e dramᴩcas se misturam nesta terra de ningu魮 (...) uma Ქa de 44 mil hectares em S㯠F鬩x do Xingu - Gleba Sudoeste - estampa uma fraude sem precedentes. Desapropriada para fins de reforma agrᲩa pelo Incra em 1993, a gleba tem como DONO a Madeireira Sudoeste Ltda. mas, na verdade, 頵ma Ქa p쩣a. (...) a Uni㯠desapropriou uma Ქa da Uni㯮 (...) Ocupada por 5390 posseiros, que lᠥsperam a sonhada reforma agrᲩa, a Ქa foi palco h᠍ uma semana de um conflito entre lavradores e capangas contratados por um fazendeiro vizinho para expulsar as fam�as do lugar. O saldo: seis colonos e um capanga mortos.

O Estado de S㯠Paulo 10 de junho de 1997
ACHADOS MAIS DOIS SEM-TERRA MORTOS EM Pernambuco
Mortes provocadas por pistoleiros sobem para quatro; l�r do MST diz que haver᠍ rea磯
durante a磯 de grupo armado no Engenho Camarazal, munic�o de Nazar頤a Mata, a 72 quil�ros de Recife.
"N㯠vamos mais fazer ocupa絥s desarmados nem em pequenos grupos."
Vinte e oito sem-terra que haviam invadido a Ქa de 1400 hectares foram surpreendidos enquanto dormiam por cerca de 30 homens armados em quatro ve�los.

Jornal da Tarde 14 de mar篠1989
Rio Grande do Sul. A regi㯠serrana representa uma fronteira entre a zona de pecuᲩa extensiva - mais ao Sul e em dire磯 ࠦronteira - e o Norte do estado, onde jᠳe desenvolveu uma lavoura capitalista. Por essa raz㯠頡li que acontece a maioria das invas峠de terra no estado.

Jornal do Brasil 12 de mar篠1989
Dezessete anos depois do in�o de seu processo de desapropria磯 a Fazenda Anoni ainda 頵m caso n㯠solucionado. Dos 9259 hectares da propriedade apenas 2500 est㯠destinados ao assentamento das fam�as que lᠡcamparam em 1985. O restante jᠥstᠯcupado por antigos posseiros e ex-empregados da fam�a Anoni. Al魠disso hᠵma reserva de mata de 1600 hectares que n㯠pode ser usada para reforma agrᲩa.

VEJA 22 DE MARǏ DE 1989
BATALHA NO CAMPO
um grupo de 1500 lavradores deixaram o Rinc㯠do Iva�em Salto do Jacu�no Rio Grande do Sul, disposto a conquistar pela invas㯠uma ro硠para plantar. Vinte quil�ros adiante chegaram ao seu destino, uma fazenda de 1300 hectares. De posse de uma ordem judicial de despejo um coronel da Brigada Militar de Passo Fundo colocou em andamento uma opera磯 de guerra para retir᭬os da fazenda. Um avi㯠de prefixo camuflado sobrevoou a Ქa despejando bombas de g᳠ lacrimogꮥo enquanto 800 policiais armados de fuzis entravam no local. A opera磯 durou vinte minutos. "Parecia um filme de guerra." Centenas de pessoas feridas
anarquia do sistema agrᲩo brasileiro
fazendeiros que emprestam avi峠para opera絥s policiais
guerra campal num Estado que 頯 quarto em desenvolvimento no pa�
s㯠descendentes de pequenos proprietᲩos que foram expelidos de seus afazeres nas planta絥s de trigo quando a mecaniza磯 chegou ao campo.
[opera磯 policial visou impedir que] invasores se apossassem em definitivo de alguma das propriedades que quiseram tomar ࠦor硬 mesmo porque uma concess㯠 desse tipo imediatamente animaria multid峠a invadir terras no Rio Grande do Sul.
Desde 1987 os dois grupos de sem-terra, que somam quase 1500 fam�as, invadiram quatro fazendas e percorreram 400 quil�ros.
A LONGA MARCHA DOS SEM-TERRA
UMA PROCISSÏ DE UM ANO E MEIO EM BUSCA DE UM PEDAǏ DE TERRA PARA VIVER.
Em fevereiro passado um avi㯠aparentemente destinado a pulverizar as planta絥s de soja passou sobre o acampamento despejando defensivos agr�las. Cinco crian硳 morreram por intoxica磯 direta sobre a pele.

Folha de S㯠Paulo 19 de mar篠1995
realismo m᧩co
na zona da mata aposentadoria 頦ic磯
Foice 頵sada desde os 7 anos
91,27 por cento das crian硳 de Ქas dominadas pela cana-de-a纣ar come硭 a trabalhar entre os 7 e os 13 anos.
Centro Josu頤e Castro, especializado no estudo da fome no Nordeste em convꮩo com a Save The Children Fund, uma entidade inglesa de pesquisas sobre crian硳 e adolescentes:
Ali pelo menos 60 mil crian硳 trabalham no corte de cana, 25 por cento da m㯭de-obra das usinas e engenhos.
57 por cento desses meninos jᠳe acidentaram. Cortam-se com o pr಩o instrumento de trabalho.
Trabalham 44 horas por semana e mesmo quando chegam aos 17 anos a maior parte delas (90 por cento) ainda n㯠possuem registro profissional.
o que ganham dᠰara adquirir apenas 58,6 por cento do que a sociologia chama "ra磯 essencial m�ma".
HOMEM-GABIRU QUER SE APOSENTAR AOS 49
homem-gabiru, como ficou conhecido Amaro Jo㯠da Silva
ficou conhecido por este nome em outubro de 1991 ap㠲eportagem da Folha.
No m고seguinte apareceu como entrevistado das "p᧩nas amarelas" da revista Veja.
1m35 de altura, s�olo da mis鲩a no Nordeste, v�ma de nanismo provocado pela desnutri磯.
Gabiru 頵ma esp飩e de rato e passou a ter, na linguagem comum, o significado de pessoa de baixa estatura.
Amaraji, a 89 km de Recife, at頯 final de 1991, uma s鲩e de caixas de alimentos e roupas. Eram doa絥s de leitores comovidos e de entidades filantr੣as.
"Todo dia chegava coisa"
O 飯 bem que possu� um cavalo, vendeu para comprar comida e roupa para alguns dos 13 filhos.
perdeu tamb魠Iraci, que morreu aos 39 anos "do cora磯".

Jornal do Brasil 17 de agosto de 1995
"S㯠pelo menos 80 situa絥s de conflito que podem eclodir a qualquer momento"

ISTOɠ12 de junho 1996
O "Rei da Soja" Olacyr de Moraes, um dos 500 homens mais ricos do mundo, segundo a revista Fortune, possui no Mato Grosso 400 mil hectares de terra avaliada por ele em R$ 1,2 bilh㯠na Fazenda Itamaraty II, que produz soja, milho e algod㯠faturando US$ 80 milh峠por ano. A fazenda tem 1,7 mil casas, escola, creche, hospital, quadra de tꮩs, piscina, pista de pouso para Boeing, uma ind䲩a de beneficiamento de algod㯠e armaz鮳 com capacidade para estocar 60 mil toneladas de gr㯳.
o empresᲩo diz que deseja se concentrar em outros neg㩯s, como usinas de a纣ar e ᬣool e a constru磯 da Ferrovia Ferronorte e por isso prop㠡o governo ceder metade da fazenda para abrigar dez mil fam�as em projeto de assentamento da reforma agrᲩa em troca de T�los da D�da AgrᲩa, papel emitido pelo governo para pagar as desapropria絥s de terras.
A partir do Plano Real o pre篠das terras caiu muito e o endividamento do setor agr�la disparou.
Os TDAs rendem corre磯 e juros de 6 por cento ao ano
invas峠de terra bateram recorde no primeiro ano do governo FHC segundo a CPT
GUERRA NO CAMPO

    ANO ASSASSINATOS     TENTATIVAS DE ASSASSINATO AMEAǁS DE MORTE    INVASՅS NUMERO DE FAM͌IAS 
    1991      82        90        232        77   14.720
    1995      41        43       155      145   30.476


VEJA 23 DE ABRIL DE 1997
estima-se que todos os anos 30 mil fam�as de agricultores percam as suas terras.
(...) na agroind䲩a os empregos diminuem em fun磯 da tecnologia e da abertura para as importa絥s - calcula-se que sejam 100 mil empregos a menos
(...) em 1996 agricultores familiares exportaram 1 bilh㯠de reais em fumo, 850 milh峠em aves e 200 milh峠em su�s
Cerca de 30 por cento dos assentamentos s㯠um sucesso absoluto
a Constitui磯 prev꠱ue a desapropria磯 tem de ser feita com pagamento "justo e pr鶩o"
na incerteza do que 頰re篠"justo", os proprietᲩos recorrem da indeniza磯 na Justi硼br> em 1987 Fazenda Reunidas, no interior de S㯠Paulo, foi desapropriada por R$ 25 milh峠e na Justi硠donos arrancaram indeniza磯 de 300 milh峠por "lucros cessantes", como se estivesse rendendo lucro al魠do ganho meramente especulativo
Antes o governo n㯠comprava a terra de um fazendeiro - mas punia o proprietᲩo que n㯠produzia pagando-lhe uma pequena quantia.
Agora, o que se fez foi criar um mercado de desapropria絥s. Os assentamentos viraram um neg㩯 imobiliᲩo qualquer - diz um especialista
pelo Estatuto da Terra dos militares o governo pagava a indeniza磯 anos depois
(...) segundo o governo o custo do assentamento por fam�a 頤e R$ 40 000
Conta possivelmente exagerada.
segundo 䩭o levantamento nacional dispon�l, de 1994, o custo ficaria em R$ 16 000
na Constitui磯 hᠵm artigo que impede desapropria磯 de terra produtiva mas n㯠define n�l de produtividade
o Incra usa crit鲩os dos anos 1960
LIǕES DA LONGA MARCHA
m鴯dos pol�cos do MST tꭠcerne antidemocrᴩco
governo falou de "primitivismo" e de "utopia regressiva" mesmo quando as pesquisas de opini㯠informavam que 80 por cento da popula磯 quer a reforma agrᲩa,
A LONGA MARCHA
Segundo o MST hᠱ00 000 pessoas em acampamentos e o governo os conta em 40 000
o sandinismo da Nicar᧵a com o zapatismo mexicano
Querem uma reforma agrᲩa que estᠶindo tarde, jᠮ㯠tem sentido na ordem econ�a, 頡nacra e ineficaz.
Pouco foi feito para modificar uma situa磯 absurda de concentra磯 de propriedades, desperd�o e baixa produtividade.
Bras�a tem raz㯠quando retira a reforma agrᲩa do plano da caridade para trat᭬a como investimento pois 頵m projeto que sయde vingar amarrado a propostas de crescimento econ�o e distribui磯 de renda.
Jap㯬 Fran硠e Estados Unidos (...) jᠰerceberam que o pre篠de nada fazer 頍 mais alto - na forma de desemprego, degrada磯 das cidades e eleva磯 da delinquꮣia.
CONDENADOS LUTA
Os l�res convocam a primeira assembl驡 na terra nova
ɠuma vis㯠de filme de Glauber Rocha
Os 32 acampamentos mantidos em 16 Estados
Em 14 por cento da Ქa agriculturᶥl, planta-se.
Em 48 por cento, cria-se gado.
O resto 頯cioso.
No Norte, a regi㯠mais atrasada, 79 por cento da Ქa total cultivᶥl 頍 ocupada por im楩s improdutivos.
No Sul, por磯 considerada a mais avan硤a, onde a terra 頢oa, o �ice chega a 42 por cento
4,5 milh峠de agricultores familiares, donos de um quarto das terras utilizadas para a agricultura, garantem o sustento direto de 18 milh峠de pessoas, ou quase 12 por cento da popula磯 do pa�
ɠdali que sai metade de toda a produ磯 agropecuᲩa nacional, com destaque para o feij㯬 a carne de porco, milho, ovos e as frutas que v㯠para a mesa do brasileiro. Sem recursos nem tecnologia um belo punhado de pequenos proprietᲩos sobrevive numa economia de subsistꮣia, colhendo pouco mais que o necessᲩo para que a fam�a n㯠morra de inani磯.
barrac峠cobertos de lona preta
anos 1970 - 鰯ca da extraordinᲩa concentra磯 fundiᲩa.
Regi㯠Norte, onde quase todo mundo 頲ec魭chegado - veio depois dos anos 1970, 鰯ca em que "ocupar o vazio da Amaz" era divisa governamental.
Junto ࠦquot;companheirada" miserᶥl, agora ele ergue a foice e grita jᠤo lado de dentro das cercas da fazenda:

      "Terra que o boi come, os h�passa fome."
LONGE DA CARICATURA
FAZENDEIROS ACHAM sinceramente que reforma agrᲩa, entendida como distribui磯 de terras, jᠩ feita a cada vez que proprietᲩo reparte fazendas entre herdeiros
hᠵm passado nebuloso sobre a origem da posse da terra. No Parᬠhist⩡ da posse da terra sempre teve um fundo de faroeste.
Detestam ser chamados de posseiros.
Alguns fazendeiros admitem que contrataram uma mil�a armada PARA REPELIR EVENTUAIS invasores. . No Pontal eles se cotizavam para montar uma equipe de seguran硳, com ex-PMs contratados por 1 000 reais mensais. Eles patrulham as fazendas ࠮oite, armados com espingardas calibre 12 e rev춥res 38.
A estabilidade econ�a aumentou a competitividade no campo e provocou uma queda na rentabilidade.
O RADICAL DA TRADIǃO
cargo que ocupa desde 1985 na dire磯 nacional do MST, St餩le
num campo dominado pelo uso intensivo da tecnologia em vastas extens峠de terra ele acha que o lote familiar e a agricultura de subsistꮣia n㯠tꭠfuturo
Chegaram a ir a Israel e ೠFilipinas.
Nesses pa�s aprenderam que n㯠se deveria temer a mecaniza磯 intensiva da lavoura. "A m餩o prazo o assentado tem de abandonar a subsistꮣia e se associar para implantar a agroind䲩a e fazer parte do mercado."
No Sul, apesar de habituados a participar de associa絥s, poucos sem-terra tꭠa sofistica磯 necessᲩa para criar uma cooperativa em moldes modernos.
O Brasil imaginado por St餩le tem de ser igualitᲩo, sua economia deve estar voltada para o mercado interno e o modelo de desenvolvimento precisa privilegiar quem 頰equeno.
PARADO POR 500 ANOS
Brasil: estrutura fundiᲩa semelhante ࠤa sua funda磯
Mas sயs anos 1920 o movimento tenentista agitou a bandeira da reforma agrᲩa.
minif䩯 nordestino pobre e tacanho.
Com o fim das sesmarias, em 1822, o pa�ficou sem nenhuma lei sobre a propriedade da terra. Quase trinta anos depois, com a Lei das Terras, quando a press㯠brit⮩ca pelo fim da escravid㯠estava no auge, definiu-se que s೥ poderia ter terra pagando por ela, e pagando caro. Como se pretendia manter os negros libertos como m㯭de-obra dispon�l e barata nas fazendas, n㯠se queria transform᭬os em pequenos proprietᲩos. No Sul, as terras valiam menos. Em fun磯 do clima temperado, eram imprestᶥis para a grande agricultura de exporta磯, como a纣ar e caf鮠Em fun磯 disso, ali foi poss�l iniciar a partilha da terra e criar uma estrutura agrᲩa mais equitativa.
(...) o Estatuto da Terra tinha uma parte sobre reforma agrᲩa e outra sobre pol�ca agr�la - e sॳta saiu do papel. "Na prᴩca, o Estatuto sযi usado para reduzir as tens峠no campo. Nas emergꮣias, permitia que se fizesse uma desapropria磯 aqui, outra ali" - Jos頤e Souza Martins, da USP.
Nos anos 1960 e 1970 o governo seguiu estimulando a exporta磯 e distribuiu cr餩to subsidiado para que as terras pudessem ser adquiridas por grandes grupos econ�os.
uma moderniza磯 que excluiu os pequenos agricultores
as grandes lavouras produtivas, como o caf鬠a soja e a cana, cresceram mas a esmagadora maioria do campo brasileiro continuou a marcar passo.
governo Sarney: plano para assentar 1,4 milh㯠de fam�as. Acabou assentando apenas 90 mil.
FHC: foram distribu�s 3,5 milh峠de hectares (at頱997) e assentadas 100 mil fam�as e estᠰrevisto um investimento de R$ 7 bilh峠no campo at頯 final do mandato (1998). S㯠projetos destinados a assentar, emancipar quem est᠍ assentado ou a viabilizar a compra da terra. (...) N㯠tꭠnada a ver com pol�ca rural ou reforma agrᲩa.
reforma agrᲩa s८trou no programa do governo por for硠e press㯠do MST.
PROBLEMA RESOLVIDO
COMO (a reforma agrᲩa) desafia o direito de propriedade e chacoalha a estrutura de poder, carrega consigo o esp�to de uma autꮴica revolu磯 social.
a Revolu磯 Francesa implodiu as rela絥s de trabalho no campo, abolindo a servid㯠rural.
Algumas foram impostas por ex鲣itos de ocupa磯, como fizeram o Ex鲣ito Vermelho na Europa Oriental e os Estados Unidos no Jap㯠e na Cor驡 do Sul.
A situa磯 sul-coreana era agravada pela falta de espa篠(sഠpor cento do territ⩯ 頣ultivᶥl), pela mᠤistribui磯 da posse e pela guerra, que continuou devastando o pa�at頱953. O governo anunciou regras t㯠severas que a maioria dos proprietᲩos, temendo o calote das indeniza絥s, se apressou em vender a terra diretamente ao arrendatᲩo. O impacto na distribui磯 de renda foi superior ao ocorrido no Jap㯠e em Taiwan e garantiu a comida barata de que o pa�precisava para se transformar numa potꮣia econ�a.
GIGANTE ADORMECIDO
Duas vis峠da agricultura brasileira:
que o pa�tem terras t㯠esplꮤidas e vastas que poderia ser o celeiro do mundo.
que fora algumas regi峠do centro e do sudeste, uma boa parte 頦ormada por matagal desaproveitado. Ou por ro硤os em que a fam�a cria bode, galinha e planta inhame para comer no casebre. Nessa paisagem hᠴamb魠o latif䩯 improdutivo, dominado pelo coronel que prefere mexer com pol�ca a plantar alguma coisa.
pode ser mesmo um dos celeiros do mundo, mas nunca teve uma pol�ca agrᲩa global digna desse nome.
Concentradas no Nordeste, 3 milh峠de fam�as de pequenos agricultores vivem com uma renda de fome, inferior a um salᲩo m�mo.
No Rio Grande do Sul vꭳe outro pa�agrᲩo nos minif䩯s que produzem fumo para a companhia de cigarros Souza Cruz. (...) orientados tecnicamente e financiados pela ind䲩a de cigarros, a renda mensal 頤e 7 mil reais
Em pa�s mais desenvolvidos agricultura 頣oisa s鲩a. Entra nas preocupa絥s estrat駩cas dos governos.
Jap㯼b>: 5 bilh峠de d졲es/ano a fundo perdido para que produtores de arroz n㯠larguem suas pequenas propriedades. O contribuinte paga a conta.
Israel: planta hortas no deserto a um custo alt�imo, por uma decis㯠 militar de ocupar terras.
A Europa: gasta 50 bilh峠por ano para sustentar 11 milh峠de agricultores.
O produtor americano de cereais chega a receber salᲩo anual de 40 000 d졲es para ficar na fazenda, mesmo que a produ磯 n㯠compense.
pa�s que tꭠpol�ca agrᲩa e agr�la
abandono no campo brasileiro afeta 14 milh峠de pessoas, 20 por cento da for硠 de trabalho
massas pauperizadas se transferiram maci硭ente do interior para as favelas das grandes cidades
mas tamb魠para atrair gente das metr௬es para o campo
deveria ser prioridade nacional
Em todo o mundo os camponeses transferem-se inexoravelmente para as cidades ࠍ medida que avan硠o processo de urbaniza磯. No Brasil, gra硳 ao seu est᧩o de desenvolvimento e ࠡbund⮣ia de terras arᶥis, hᠣondi絥s ao menos te⩣as de inverter essa migra磯.
O solo brasileiro tem vantagens em compara磯 com o de outros pa�s
70 por cento do territ⩯ 頦ormado por terras cultivᶥis
mas apenas 10 por cento estᠯcupado por lavoura ou pecuᲩa
ͮdice de aproveitamento, m餩a mundial: 22 por cento
Apenas 13 por cento das terras de resto ruins da China servem para plantar.
Em 1996 a China produziu 430 milh峠de toneladas de gr㯳, cinco vezes mais que o Brasil.
O Brasil tem 35 por cento do estoque de ᧵a fluvial do mundo e sol o ano inteiro.
4�or produtor de gr㯳
o maior exportador de caf鬠suco de laranja, farelo de soja e a纣ar
agricultura = 13 por cento do PIB (considerando todos os neg㩯s, como armaz鮳 e tratores, 35 por cento do PIB)
Argentina: 6 por cento
EUA: 4 por cento
Fran硺 2 por cento
mas poderia fazer muito mais com situa磯 privilegiada de solo, ᧵a e clima
n㯠hᠭapeamento do potencial agr�la
Ქas de Pernambuco onde se planta mandioca, com baixo valor de mercado, 頩deal para abacaxi
metade da Ქa nordestina de cultivo de cana-de-a纣ar deveria ser substitu� por pomares. A terra n㯠頢oa para cana.
Problema 頤izer isso pros usineiros que s㯠amigos dos pol�cos, etc. e tal (recebiam at頲ecentemente empr鳴imos e subs�os para compensar sua baixa produtividade).

VALE DO RIO SÏ FRANCISCO, EM JUAZEIRO E PETROLINA. PEQUENOS PRODUTORES DE UVA SE ORGANIZARAM NUMA COOPERATIVA. RECEBERAM TREINAMENTO, SEMENTES BOAS E VERBA PARA IRRIGAǃO. A UVA QUE COLHEM ɠMUITO DOCE E TEM MERCADO CATIVO NA EUROPA. JUNTOS, OS AGRICULTORES CONSEGUIRAM CONTRATAR UM FABRICANTE DE EMBALAGEM E OBTIVERAM UMA CAIXA ESPECIAL PARA AS UVAS. COM ESSA EMBALAGEM CONSEGUEM EXPORTAR. ISSO J`FAZ DEZ ANOS. HOJE, DUAS VEZES POR SEMANA UM JATO CARGUEIRO VEM BUSCAR AS FRUTAS NO RECIFE PARA LEVmLAS A MILÏ, NA ITLIA. NO VALE TAMBɍ SE PLANTA TOMATE, CEBOLA, MELÏ E OUTRAS FRUTAS.

Escala muito pequena de exporta磯 de banana d'apr賠Carmen Miranda um dos s�olos nacionais
CHILE espremido entre o oceano, os Andes e Atacama - o maior exportador de frutas do mundo
Por meio s飵lo treinaram profissionais para o plantio
formaram t飮icos e investiram na produ磯.
Fizeram associa絥s com empresas americanas, que facilitaram a exporta磯
No Brasil, sయr gera磯 espont⮥a.
Durante d飡das governo deu empr鳴imos subsidiados aos fazendeiros.
Sഩnha acesso a eles o grande produtor, amigo de pol�cos ou do gerente do Banco do Brasil.
produtores de soja em Alta Floresta, no norte do Mato Grosso:
bom solo, relevo plano e bom clima, mas est㯠longe de qualquer sa� - soja viaja 4 000 km no dorso de caminh峠para embarcar em Paranaguᮼbr> Olacyr de Moraes tentou construir uma ferrovia para escoar a produ磯 at頯 porto de Vit⩡, no ES.
O governo prometeu construir uma ponte. N㯠construiu. O empresᲩo perdeu uma fortuna.
Sem-terra com terra vai continuar sem estrada, sem irriga磯, sem semente, sem renda.
Os pa�s ricos criam barreiras inexpugnᶥis ೠexporta絥s alheias.
Europeus pagam para que agricultores fiquem no campo, com seu bastante bom padr㯠de vida e n㯠pensem em se fixar na periferia das metr௬es.

ISTOɠ23 de abril 1997 (quando tᠰassando a telenovela O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa)
A OPOSIǃO DAS RUAS
sondagem de opini㯺 94 por cento entendem que MST deve lutar pela reforma agrᲩa
88 por cento que governo deveria confiscar todas as terras improdutivas e distribu�as aos sem-terra
85 por cento que invas㯠頩mportante instrumento de luta
um movimento com forte sotaque ga诠e bases moldadas nas comunidades eclesiais de base

VEJA 24 DE NOVEMBRO DE 1993 tamb魠para D Deus e o Diabo na Terra da Seca TRISTERESINA LULA
O superintendente da Sudene, Cᳳio Cunha Lima, ocupou o noticiᲩo como pivथ uma trag餩a. Filho do governador da Para�, Ronaldo Cunha Lima, autor de tr고 tiros ࠱ueima-roupa contra seu inimigo pol�co Tarc�o Burity. Cᳳio foi alvejado por acusa絥s - n㯠comprovadas - de procedimentos escusos e ilegais. O Pensamento Nacional de Bases Empresariais pediu investiga絥s na SUDENE por ter ind�os de uso de notas fiscais falsas e da existꮣia de empresas fantasmas que receberam empr鳴imos do ⧣o.

VEJA 13 de novembro 1996
O BRUXO DO CONTESTADO, de GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO, NOVA FRONTEIRA, RIO DE JANEIRO, 1997
Guerra do Contestado, territ⩯ disputado pelo Paranᠥ Santa Catarina de 1912 a 1916
Metade do Ex鲣ito brasileiro (6 000 soldados) entrou na guerra com canh峠 pesados, metralhadoras e at頡vi峠(quatro aeronaves de reconhecimento), que pela primeira vez tiveram uso militar no Brasil. 5 000 mortos e 10 000 feridos.
Chefiados pelo monge Jos頍aria, os fanᴩcos queriam terras e justi硠social, mais ou menos o que hoje se chama MST
O Estado de S㯠Paulo
foi a Canudos do Sul.
fronteira com a Argentina
busca da mesma promessa de um reino de paz, justi硠social e fartura
luta contra soldados pecadores e republicanos
inicialmente conflito de jurisdi磯 sobre linha demarcat⩡
fanᴩcos eram tamb魠amea硠para grandes propriedades agrᲩas
teve a ades㯠de operᲩos da Brazil Railway Co., encarregada da constru磯 da estrada de ferro S㯠Paulo-Rio Grande do Sul
que chamavam EFSPRG: "estrada feita somente pra roubar pro governo"
O Ex鲣ito tinha informa絥s que sindicalistas da Inglaterra e l�res de movimentos sociais da R㩡 circulavam na regi㯮
os jagun篳 diziam que a Rep쩣a era obra do diabo
a um sഥmpo monarquista, comunista, messi⮩co

Folha de S㯠Paulo  DILEMAS DE UM PROTAGONISTA DA LUTA PELA TERRA
MST: 頱uando se fixa no Pontal do Paranapanema que o movimento atinge grande notoriedade e a resolu磯 dos conflitos ali
poderᠳecundarizar novamente a representa磯 dos sem-terra, for确do-a a retornar aos grot峠da vida rural, isolando-a politicamente e, assim, refluindo as press峠em favor da reforma agrᲩa

A hora da verdade
Veja 27 de dezembro de 1995
Pontal do Paranapanema concentra um dos maiores rebanhos bovinos do pa� 2,5 milh峠de cabe硳 de gado, que rende 450 milh峠de carne.
Ქa de disputa 頳ete vez maior que S㯠Paulo
Os documentos de posse das terras de propriedade dos fazendeiros tꭠorigem numa fraude ocorrida em 1886 e desde 1958, ap㠵ma d飡da de disputas na Justi硬 ficou demonstrado que as terras pertencem ao governo do Estado.
at頯s pol�cos conservadores acham que os sem-terra tꭠmais raz㯠do que os fazendeiros

 


AGROINDړTRIA  ALIMENTAǃO 2008

 

ERA UMA VEZ A REFORMA AGRRIA QUE NUNCA EXISTIU
 

Os invernos n㯠estiaram no semi-Ჩdo at頍 aqui na primeira d飡da de 2001 e 2 e tempo afora. Sorte do presidente-ex-retirante Lu�Inᣩo Lula da Silva, at頡qui um estadista com muita sorte, porque tudo tem jogado a favor em termos de conjuntura interna e internacional. At頡qui, ao crack das hipotecas imobiliᲩas. E a quest㯠em 2008 e 9 (e tempo afora?) agora 麼br> BLINDAGEM
tem o tatujeca blindagem suficiente para resistir ࠴empestade de t�los podres que o Tio Sam jogou no ventilador?
 

Teve Sorte o Presidente do Brasil, Lula, Que Assumiu em 2002 para pegar vento de popa da conjuntura econ�a internacional bafejada pelos "cr餩tos podres", e se o seu pa�n㯠cresceu em "ritmo chin곦quot;, isso pouco importa para a m�a: teve um quinquꮩo de ouro, o de maior crescimento econ�o desde o "milagre" hᠳ0 anos, antes de pela primeira vez na hist⩡ do s飵lo XX deixar de crescer. Por mais de vinte anos ..

Teve sorte talvez tamb魠por a Rede Globo de Televis㯠ter feito tudo para que n㯠fosse eleito em 1989, empurrando o seu adversᲩo, o ca硤or de maraj᳠das Alagoa Fernando Collor de Mello para assumir o tim㯠e promover a segunda ABERTURA DOS PORTOS e, antes do impeachment, olhar de soslaio a que seria uma das mais graves estiagens da sua regi㯠- uma seca que durou de 1990 a 1997 em algumas paragens da Nordeste, pra que quase n㯠ligou. O seu sucessor, sim. Bem ao seu estilo Itamar Franco esbravejou, esperneou, jᠥm final de mandato prometeu mundos e fundos mas a economia brasileira estava de rastos e o mais que conseguiu foi implementar os tais aux�os de emergꮣia para mais uma vez enganar o pato enquanto a embarca磯 n㯠estabilizasse com o Plano Real que mandou implementar e promulgou.

Teve sorte tamb魠o ex-retirante da Zona da Mata pernambucana de - segundo uma corrente cient�ca - os ciclos de estiagem no Nordeste serem de 13 anos e por essa 䩣a sଡ para 2010, quando jᠴer᠍ deixado o poder, poder ocorrer uma nova seca das braba. Sempre foi menos um empecilho para o seu "espetᣵlo do desenvolvimento", o pa�e o mundo n㯠 serem incomodados com as clᳳicas imagens de meninos zambudos e saques de armaz鮳 por flagelados da seca em instant⮥os de matizes africanos. Que ia atrapalhar, ia. Com uma estiagenzinha 頱ue se veria o quanto o Brasil do novo milagre de Lula, um ex-retirante, deixou a frica pelas bandas lᠤa sua regi㯠e se aproximou de S㯠Paulo e Belo Horizonte, as duas loucomotivas nacionais, ou se ao contrᲩo, no que tange ao matuto, pouco ou nada melhorou  quase-quase. Ter�os novos programas de aux�o de emergꮣia, finalmente se tocaria pra frente a transposi磯 do Rio S㯠Francisco - ou o qu꿠

 

LEITURAS DE VIAGEM:
China: com crescimento de 10% ao ano mais de 300 milh峠de chineses sa�m da pobreza nos 䩭os dez anos
Esse fen�o se repetiu na ͮdia e no Brasil
Mais dinheiro significa mais comida na mesa.
Etanol: 50 milh峠de toneladas de milho foram desviadas para produ磯 de etanol nos EUA entre 2006 e 2008, segundo a Agroconsult.
press㯠em toda a cadeia do mercado de alimentos: adubos, fertilizantes e sementes; produ磯 e distribui磯.
Nos latic�os.
Chegou-se a pensar em liberar a entrada de latic�os Europeus no Mercosul.
O que estᠤefendendo o Brasil s㯠os pequenos agricultores, que seriam aniquilados com a entrada maci硠dos europeus.
A alta foi de apenas um ter篠da subida internacional do pre篮
A alta do petr쥯 afeta a cadeia produtiva (fertilizantes e frete).
As mudan硳 climᴩcas provocaram seca de tr고anos na Austrᬩa.
Com a crise financeira a especula磯 foi desviada para os mercados futuros de petr쥯 e alimentos.
Subs�os de EUA e Europa desestimulam a produ磯 em pa�s menores.


baga篠de cana para produ磯 de energia el鴲ica
1쥩l㯠de biomassa, termel鴲icas movidas a baga篠de cana
etanol do trigo e do milho 頭ais caro que o de cana - biocombust�l
biodiesel
em S㯠Paulo 50 por cento do corte de cana jᠩ mecanizado

ECOPORTUNISTAS
ECOCHATOS

12 de abril de 2008:
Carnes jᠥst㯠at頱5 por cento mais caras
pre篠do frango caiu cerca de 20 por cento devido ࠱ueda na exporta絥s do produto

O GLOBO 24 DE ABRIL DE 2008
HORTALIǁS E FRUTAS COM EXCESSOS DE AGROTӘICOS
ANVISA CONSTATOU SUBSTŽCIA PROIBIDA EM 15 ESTADOS. TOMATE ɠO MAIS CONTAMINADO
altos �ices de res�os de agrot詣o proibido em amostras de tomates recolhidas
A subst⮣ia monocrotof㬠um dos ingredientes do produto banido do com鲣io legal hᠤois anos, pode causar c⮣er e afetar o sistema endro do organismo humano. O tomate 頵m dos alimentos mais consumidos no Brasil.
excesso de agrot詣o em amostras de alface e morango
... investigar a venda do agrot詣o com monocrot鳮 O uso do produto, extremamente nocivo, 頰roibido desde 2006. Mas dificilmente os agricultores responsᶥis pelo com鲣io de tomates, alfaces e morangos contaminados sofrer㯠 alguma puni磯.
Para a Anvisa os agricultores recorreriam ao produto por desinforma磯 e portanto caberia ao Minist鲩o da Agricultura fazer campanhas educativas para minimizar (sic! diminuir, reduzir...) o problema.
... agrot詣os inadequados aos produtos e com isso tamb魠expuseram a sa堤os consumidores a risco (em risco?...).

O GLOBO 24 DE ABRIL DE 2008
BARREIRAS EXPORTAǃO DE GRÏS
Para garantir abastecimento interno
e evitar novos reajustes do arroz
principalmente no segundo semestre na entressafra de gr㯳
o governo suspendeu a exporta磯 do produto
e vai pressionar o setor privado a fazer o mesmo
Preocupa磯 com a crise mundial provocada pela disparada dos pre篳 dos alimentos
A Conab vai leiloar parte dos estoques p쩣os de arroz, estimados em 1,2 milh峠de toneladas. O objetivo 頦or硲 a queda do pre篠que vem subindo 1 por cento ao dia, segundo o ministro da Agricultura brasileiro.
Em algumas localidades a saca de arroz custava R$ 30.
O pre篠m�mo de referꮣia do governo 頒$ 22.
No varejo os pre篳 ainda est㯠sob controle: alta de 0,72 por cento em mar篮
O Brasil produz quase todo arroz que consome
e n㯠tem sido um grande exportador.
Da safra 2008 de 12 milh峠de toneladas deve exportar 500 mil.

Mas o forte crescimento do consumo na sia levou os arrozeiros da regi㯼br> Indon鳩a
Malᳩa
ͮdia e Vietn㼢r> a limitarem a exporta磯 para garantirem o abastecimento dom鳴ico
e segurar pre篳. Na sia a cota磯 subiu 119 por cento em um ano.
O Egito tamb魠limitou as exporta絥s.
Por isso o Brasil tem sido procurado para vender o excedente.
O governo brasileiro vendeu 500 mil toneladas e decidiu manter 600 mil como reserva estrat駩ca.
As consultas foram feitas por compradores tradicionais europeus, asiᴩcos e sul-americanos e de 䩭a hora por africanos: Guin魂issau, Gana, N�r e Congo
O Brasil tem um excedente de 12 milh峠de toneladas de milho mas precisa tomar cuidado porque estᠳe tornando cada vez mais escasso devido ࠭aior produ磯 de biocombust�is nos EUA, que usam o cereal como mat鲩a-prima e o milho que se produz fora 頴ransgꮩco e o pa�ainda n㯠utiliza o transgꮩco.
O governo ampliou recursos para o plantio de trigo.
- O Brasil estᠮuma situa磯 melhor que China, ͮdia e R㩡, que tꭠmais press㯠inflacionᲩa. E o pa�頧rande produtor de commodities - Guido Mantega, o ministro da Fazenda.
No mais recente sinal da falta do arroz, o Sam's Club, atacadista da Wall-Mart, informou que vai limitar a venda do gr㯠nos EUA. Cada cliente sయderᠣomprar quatro sacos de nove quilos por vez. Na v鳰era o principal concorrente do Sam's Club, a Costco, jᠨavia anunciado limita絥s em arroz e farinha.
ABITRIGO QUER IMPORTAR SEM IMPOSTOS
que o Brasil estenda a al�ota zero de importa磯 de trigo - limitada hoje a um milh㯠de toneladas - a pa�s fora do Mercosul. Ele estima que o pa�tenha de importar tr고milh峠de toneladas at頯 fim do ano.
Para o governo, mesmo comprando o produto de outros mercados, como EUA e Canadᬠ sem imposto as opera絥s sairiam mais caras por causa dos pre篳 e do frete.
A ARGENTINA informou que n㯠tem data para reabrir as exporta絥s de trigo.
O governo Kirchner tinha prometido reabrir as exporta絥s de trigo em 3 de mar篬 jᠡdiou cinco vezes e agora nos disse que o tempo 頩ndeterminado - falou o presidente da Abima, Associa磯 Brasileira de Massas Aliment�as.

O Globo 24 de abril de 2008
DӌAR EM QUEDA, IMPORTADOS 40% MAIS BARATOS
D졲 a US$ 1 = R$ 1,659
O mesmo d졲 desvalorizado que ajuda na press㯠da infla磯 dos alimentos

O Globo 24 de abril de 2008
EXECUTIVO DA GE EVOCA A DEPRESSÏ
economia americana vive o seu pior momento desde o estouro das empresas ponto.com
setor imobiliᲩo n㯠passa por tal turbulꮣia desde a Grande Depress㯠 americana, nos anos 1930.
A GE, empresa emblemᴩca da robustez da economia americana, chocou os investidores hᠤuas semanas ao anunciar recuo de 6 por cento do seu lucro no primeiro trimestre.
A GE vai ampliar o seu programa de redu磯 de custos de US$ 2 para US$ 3 bilh峼br>
O Globo 25 de abril de 2008
Mirian Leit㯠TEMPOS INCERTOS
choque agr�la global
choque agr�la global
choque agr�la global
choque agr�la global
sobem o consumo, os salᲩos, o cr餩to, as expectativas; e, de fora, vꭠ choques de pre篳.
aumento ininterrupto de cr餩to e renda
e, mesmo quando se retira a infla磯 dos alimentos, as taxas mostram alta.
As altas conjunturais s㯠as dos produtos in natura, ou seja, a feira. Mas as commodities, como soja, milho, trigo e at頡rroz
quanto mais as commodities agr�las tꭠrisco de subir de pre篠mais interesse atraem dos especuladores que querem se garantir contra um d졲 fraco e contra ativos financeiros volᴥis.
hᠵm choque agr�la global e o petr쥯 disparou.
Mesmo que o mundo diminua muito seu crescimento, a comida 頯 䩭o dos gastos que os consumidores cortam.

O GLOBO 25 DE ABRIL DE 2008
e-mail de leitor do Rio de Janeiro
estᠦaltando arroz no mundo, base da alimenta磯 do brasileiro, e ele pede para expulsar quem planta arroz em Roraima.

O GLOBO 25 de abril de 2008
GOVERNO AGE PARA CONTER PREǏS DE ARROZ E TRIGO
ALTA DE 33,3 por cento EM MɄIA
em "caso extremo" poderᠨaver restri絥s ೠexporta絥s do setor privado.
Contando com as cerca de 400 mil toneladas exportadas pelo governo este ano, o Brasil n㯠prejudicaria o abastecimento interno se vendesse mais 600 mil a 1,1 milh㯠de toneladas. Os estoques reguladores p쩣os somam 1,2 milh㯠de toneladas de arroz, e o setor privado tem 1,8 milh㯠de toneladas.

O GLOBO 25 de abril de 2008
Trabalho Escravo
6 mil trabalhadores libertados em 2007 de um total de 30 mil encontrados em tal situa磯 desde 1995.
Nesse per�o Comiss㯠Pastoral da Terra registrou den㩡s envolvendo 50 mil trabalhadores "amarrados por promessas", obrigados a trabalhar em fazendas e carvoarias em condi絥s desumanas e impedidos de romper a rela磯 com o empregador.
Sua maior concentra磯 estᠮas regi峠de expans㯠agropecuᲩa da Amaz (coincidindo com o Arco do Desflorestamento) e do Cerrado. O trabalho escravo estᠦrequentemente associado a desmatamento ilegal, na forma磯 de pastos ou instala磯 de lavouras.
Metade dos trabalhadores resgatados em 2007 encontravam-se na Regi㯠 Centro-Oeste e em canaviais.
Empregadores adeptos desse sistema s㯠em sua maioria grandes proprietᲩos produzindo com tecnologia de ponta
Arcaico e moderno convivem em busca do lucro fᣩl e abastecem o com鲣io nacional e internacional
lideran硠do Brasil no mercado internacional de commodities
Nenhum deles foi para a cadeia. Nenhum perdeu sua propriedade

O GLOBO 28 de abril de 2008
John McCain, candidato republicano ࠃasa Branca:
Jᠭe posicionei contra os subs�os do etanol. Fui claro a respeito de outros subs�os, ainda mais quando os lucros agr�las chegaram a um recorde hist⩣o. Enfrentamos problemas de disponibilidade de alimentos. Hᠧente morrendo de fome porque o pre篠dos alimentos disparou, por isso n㯠quero distorcer o mercado com subs�os.

O GLOBO 28 de abril de 2008
O MISTɒIO DO PREǏ DA COMIDA                  PAULO GUEDES
A recente e brutal eleva磯 dos pre篳 dos recursos naturais em rela磯 aos salᲩos em todo o mundo 頯 reflexo do mergulho de tr고bilh峠de eurasianos nos mercados de trabalho e, em decorrꮣia, nos mercados de consumo de energia, comida e insumos bᳩcos da nova economia mundial. A vertiginosa inclus㯠 populacional no regime das economias de mercado, a rᰩda expans㯠do com鲣io internacional, a mudan硠acelerada dos pre篳 da energia e da comida em rela磯 aos pre篳 de produtos industriais e de servi篳, a defasagem salarial em rela磯 a todos esses aumentos e o rᰩdo crescimento das desigualdades pelo aumento dos rendimentos do capital em rela磯 aos rendimentos do trabalho formam um padr㯠em todas as grandes ondas de pre篳 examinadas por Hackett Fischer em "As grandes ondas de pre篳 e o ritmo da Hist⩡".

O GLOBO 28 de abril de 2008
Amea硠࠶ista
um artigo de um professor de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  Denis Rosenfield
O Brasil jᠥfetuou a reforma agrᲩa, a da moderna propriedade rural e do agroneg㩯

O GLOBO 28 de abril de 2008
ALIMENTOS: ONU DEBATE A CRISE
Mulheres entram na fila de distribui磯 de arroz no Paquist㯠em mais uma amostra da crise mundial dos alimentos, que gerou protestos em diversos pa�s no fim de semana. A crise, que jᠰrovocou dist⩯s sociais em pelo menos 37 pa�s, estarᠮo centro das discuss峠do encontro semestral das 27 agꮣias da ONU

O GLOBO 28 DE ABRIL DE 2008
ESPECIALISTA AFIRMA QUE AUMENTO DOS COMBUST͖EIS VAI PRESSIONAR INFLAǃO
Os alimentos devem subir este anos 8 por cento. O diesel chega a representar 40 por cento do pre篠dos hortifrutis por causa do transporte


O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008
ARGENTINA VETA TRIGO AO BRASIL MAS NÏ BOL͖IA
PA͓ QUER TROCAR GRÏ POR GS BOLIVIANO E PETRӌEO DA VENEZUELA.
GOVERNO BRASILEIRO VʠESCAMBO COM PREOCUPAǃO
Argentina suspendeu exporta絥s de gr㯳 para o Brasil sob o pretexto de que precisa de atender a demanda interna e evitar novos aumentos e subida da infla磯.
Os pre篳 do p㯬 do macarr㯠e dos biscoitos subiram 20 por cento nos 䩭os 12 meses.
O Brasil importa 70 por cento do trigo que consome: 10,2 milh峠de toneladas por ano.
Estoque mundial de trigo, estimado em 112 milh峠de toneladas, 頯 mais baixo dos 䩭os 20 anos.
O pre篠do trigo nacional subiu 25,5 por cento no ano.
Recentemente o Brasil negou ceder parte do g᳠natural boliviano que importa.
PREǏ DAS COMMODITIES PREOCUPA
pesquisa da Confedera磯 Nacional da Ind䲩a revelou que a eleva磯 dos custos das empresas por conta do aumento dos pre篳 das mat鲩as-primas sథrde para a carga tributᲩa e a competi磯 acirrada com os produtos importados entre as preocupa絥s dos empresᲩos brasileiros.

O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008
RELATOR DA ONU PEDE MORATӒIA DE ETANOL MAS ELOGIA PROJETO BRASILEIRO
Jean Ziegler
, o mesmo relator para Direito ࠁlimenta磯 da ONU que pediu ontem a suspens㯠temporᲩa da produ磯 de biocombust�is, elogiou o programa de etanol e biodiesel brasileiro, dizendo que o pa�n㯠pode ser acusado de usar alimentos para produzir essa fonte de energia.
mostrou-se preocupado com a resposta do presidente Lula a uma declara磯 sua de que a produ磯 em massa de biocombust�is seria um crime lesa humanidade.
Afirmou ter ficado impressionado com os programas sociais da Petrobras para ajudar pequenos produtores que cultivam mamona e outros frutos de baixo valor de mercado.
Citou o fato de o Brasil extrair essencialmente o a纣ar da cana e n㯠de outros alimentos bᳩcos, numa referꮣia a pa�s como os europeus que utilizam a beterraba.
Reafirmou preocupa磯 com as grandes quantidades de biocombust�is produzidas a partir de alimentos. Mencionou os Estados Unidos, que usam o milho.
a Ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef fez apaixonada defesa do etanol brasileiro, que como disse vem sendo v�ma de "afirma絥s tendenciosas" em todo o mundo, apontado como culpado pelo aumento dos pre篳.
A culpa 頤o petr쥯. A participa磯 do etanol na matriz energ鴩ca internacional deve ser algo pr詭o do zero. O que causa a alta dos alimentos 頍 o impacto do pre篠dos fertilizantes, da irriga磯 e do transporte.
A ministra criticou os pa�s ricos por continuarem subsidiando os seus produtores de alimentos e, no caso dos EUA, tamb魠os de etanol (atrav鳠do milho).
FINANCIAL TIMES
afirma que Brasil 頵ma solu磯 ⶩa mas esquecida para a alta global dos pre篳 dos alimentos: tem enormes reservas de Ქa cultivᶥl n㯠 utilizada, a maior parte usada hoje como pastagem. Para o jornal o maior entrave ࠰rodu磯 agr�la brasileira s㯠as tarifas proibitivas de Europa e EUA.
O jornal chega a dizer que o Brasil tem sua culpa por n㯠divulgar suficientemente sua capacidade de produ磯 e fazer pouco para combater a "histeria sobre a suposta amea硠do etanol ࠦloresta amaza".
a ado磯 de uma cria磯 de gado intensiva liberaria Ქa para cultivo, mas irritaria fazendeiros ricos de Europa e EUA.
ESPECIALISTAS: ALTA DE GRÏS TEM VRIOS 'CULPADOS'
ENTRE ELES A DEMANDA POR COMIDA
relat⩯ do Departamento de Pesquisas Econ�as do Bradesco
alta de 25 por cento no �ice de commodities aliment�as e qu�cas no atacado
China: com crescimento de 10 por cento ao ano, mais de 300 milh峠de chineses sa�m da pobreza nos 䩭os dez anos
Esse fen�o se repetiu na ͮdia e no Brasil
Mais dinheiro significa mais comida na mesa.
Etanol: 50 milh峠de toneladas de milho foram desviadas para produ磯 de etanol nos EUA entre 2006 e 2008, segundo a Agroconsult.
press㯠em toda a cadeia do mercado de alimentos: adubos, fertilizantes e sementes; produ磯 e distribui磯.
Nos latic�os.
Chegou-se a pensar em liberar a entrada de latic�os Europeus no Mercosul.
O que estᠤefendendo o Brasil s㯠os pequenos agricultores, que seriam aniquilados com a entrada maci硠dos europeus.
A alta foi de apenas um ter篠da subida internacional do pre篮
A alta do petr쥯 afeta a cadeia produtiva (fertilizantes e frete).
As mudan硳 climᴩcas provocaram seca de tr고anos na Austrᬩa.
Com a crise financeira a especula磯 foi desviada para os mercados futuros de petr쥯 e alimentos.
Subs�os de EUA e Europa desestimulam a produ磯 em pa�s menores.
MIRIAN LEITÏ
EFEITOS DO PETRӌEO
consumo de pl᳴icos no Brasil continua crescendo 10 por cento ao ano.
Mat鲩a-prima bᳩca da petroqu�ca brasileira, a nafta, em 2002 custava US$ 180 a tonelada, hoje custa US$ 960
Queda de 1 por cento na cota磯 do d졲 significa uma subida de US$ 4 no pre篠 do barril de petr쥯.
O produtor americano usa g᳠natural (que lᠴem pre篳 mais baixos que os derivados de petr쥯), leva vantagem com o d졲 desvalorizado e tem sobra do produto por conta da economia interna desaquecida.
O mercado petroqu�co enfrenta tamb魠press峠para a redu磯 do consumo por quest峠ambientais.
projeto do polietileno verde vai produzir at頲010 duzentas mil toneladas de pl᳴ico vegetal, feito a partir do etanol.
            - Eles querem saber se as planta絥s de cana do etanol est㯠empurrando a produ磯 de gr㯳 e carne apara a Amaz; perguntam muito sobre o ritmo do desmatamento; querem saber sobre o trabalho escravo no Brasil.
Fantasmas do Brasil que n㯠quer se modernizar: lavoura arcaica cobra seu pre篠 e pode virar barreira at頰ara produtos industriais.
A cobran硠ambiental tende a ser cada vez maior sobre toda a rede produtiva que usar combust�is f㳥is como fonte de energia ou como mat鲩a-prima.

leitor de O Globo 5 de maio de 2008
Poderia ser o maior produtor mundial de alimentos mas n㯠鮼br> outro leitor
estampa constantemente morte de crian硳 ind�nas por desnutri磯, de adultos pela falta de perspectiva e esperan硼br> outro leitor:
Roraima, fronteira com Venezuela e Guiana, onde tꭠocorrido grav�imos conflitos entre �ios e plantadores de arroz.

11 DE MAIO DE 2008
DEU A LOUCA NOS PREǏS
Em maio de 2001 12 produtos dos 19 itens da cesta custavam at頒$ 1,50. Em abril de 2008 apenas quatro produtos dos 19 custavam at頒$ 1,50

O GLOBO 10 DE JUNHO DE 2008
PIB DO PRIMEIRO TRIMESTRE DEVE FICAR ENTRE 5,5% E 5,8%
ALIMENTAǃO CONTINUA PRESSIONANDO INFLAǃO
DI = DISPONIBILIDADE INTERNA
PIB EM 2007: + 5,4%
quarto trimestre de 2007: + 6,2%
enorme apetite para importados que tem deteriorado as contas externas do pa�
chamada absor磯 interna, que 頯 crescimento da economia sem contar o com鲣io externo, deve ter expans㯠de 9 por cento no primeiro trimestre
O Banco Central teme que a demanda interna aquecida pressione ainda mais a infla磯 e por isso desde abril tem subido os juros bᳩcos da economia.
A contrapartida da demanda interna em ascens㯠頯 fraco resultado das exporta絥s, com queda estimada de 3,6 por cento no primeiro trimestre enquanto as importa絥s cresceram 18,4 por cento.
o consumo das fam�as deverᠴer crescido 7,7 por cento no primeiro trimestre
no 䩭o trimestre de 2007 cresceu 8,6 por cento
IGP-DI DE MAIO ɠO MAIS ALTO DESDE JANEIRO DE 2003, quando a infla磯 no per�o p㭒eal refletia a forte desvaloriza磯 da moeda brasileira ocorrida em 2002.
aumentos no atacado do 쥯 diesel, materiais de constru磯 para ind䲩a e do min鲩o de ferro. O ͮdice de Pre篳 no Atacado subiu de 1,30 por cento em abril para 2,22 por cento em maio, a maior taxa desde dezembro de 2002.
No varejo a alta dos alimentos (2,33 por cento)
MANTEGA DIZ QUE INFLAǃO PARA BAIXA RENDA ɠMAIS SEVERA E ACUMULA 8 POR CENTO
para os trabalhadores com renda entre um e 2,5 salᲩos m�mos a infla磯 nos 䩭os 12 meses estᠡcumulada em 8 por cento, contra 5,04 por cento do IPCA (ͮdice de Pre篳 ao Consumidor Amplo).
 

Lula quer ampliar produ磯 de fertilizantes para elevar oferta de gr㯳
Mais de 70 por cento dos fertilizantes s㯠importados.
Solu磯: investir nas jazidas de nitrato e fosfato, muitas delas nas m㯳 da Petrobras e da Vale do Rio Doce.
em dois meses, com a safra agr�la, os pre篳 dos alimentos cair㯠no mundo, com reflexos no Brasil.
Lula afirmou que as petrol�ras acusam injustamente o Brasil de devastar a Amaz:
            - Dizer que a cana-de-a纣ar estᠩnvadindo a Amaz 頵m absurdo.
ESPERA DE SAFRA RECORDE
safra de cereais, leguminosas e oleaginosas estᠰrevista em 144,3 milh峠de toneladas - a maior de sempre, e 8,4 por cento superior ࠤe 2007
tr고safras anuais de feij㯠e duas de milho.
queda dos pre篳 estimula consumo e isso produz impactos na produ磯 seguinte, que seria menor e provocaria mais reajustes.
pre篠das commodities n㯠頦ixado pelo Brasil mas pelo balan篠mundial de oferta e demanda

02-07-2008 AGRICULTURA ALIMENTOS
FERTILIZANTES QU͍ICOS
pesam de 30 a 50 por cento no pre篠final dos produtos
Brasil importa mais de 70 por cento do fertilizante que consome a R$ 60,00/kg.
FERTILIZANTE ORGŽICO custa R$ 40,00/kg.
res�os vegetais e animais (minhocas)
alimento livre de agrot詣os
custo maior com transporte e manejo
Brasil tem jazidas minerais que cheguem para se tornar auto-suficiente em FERTILIZANTES QU͍ICOS em de 5 a 10 anos
anunciado cr餩to agr�la de mais de 70 bilh峠de reais para pr詭a safra
CNA esperava 120 bilh峠por conta do aumento dos custos - 80 por cento de aumento no dos fertilizantes
commodities... commodities... maior exportador de carnes bovina su� e de frango


veja 16 de julho, 2008
UM CHEQUE DE 3,4 BILHՅS DE DӌARES
A opera磯 de busca e apreens㯠de documentos que a Pol�a Federal fez na casa de Eike Batista azedou uma semana que tinha tudo para ser especial
recebeu um cheque de 3,4 bilh峠de d졲es, cash? (((contradi磯, meu)))
pagamento da Anglo American pela compra de parte da MMX
Desse total Eike pagarᠴ50 milh峠de reais de impostos
WALL-MART
ɠa maior empresa do planeta, com faturamento de 379 milh峠de d졲es (?!)
FINANCIAL TIMES
o pa�"estᠳurfando em uma grande onda de confian硦quot; gra硳 ೠreformas realizadas nos 䩭os quinze anos.
"N㯠頵m exagero dizer que o Brasil estᠠ beira do status de superpotꮣia."
UM MOMENTO DE OURO
O ano de 2007 coroou a fase dourada da economia brasileira.
As vendas totais das 500 maiores empresas do pa�atingiram 1 trilh㯠de reais, num crescimento real de 7,5 por cento em rela磯 a 2006.
resultados se transformaram em em pregos (400 000 vagas foram por elas abertas em um ano) e mais impostos (145 bilh峠de d졲es em tributos)
Nem mesmo a crise internacional foi suficiente para afetar
porque o crescimento do pa�tem sido puxado pela atividade interna.
Catapultados pela estabilidade econ�a, que deslanchou o cr餩to e aumentou o poder de compra dos trabalhadores, os fabricantes de ve�los vivem os melhores dias da sua hist⩡ no pa�
Cledorvino Bellini, presidente da Fiat: Mais do que a estabilidade econ�a, precisamos assegurar as reformas estruturais do estado brasileiro, bem como o rigoroso controle das contas p쩣as, o investimento na diminui磯 dos gargalos de infra-estrutura e na preven磯 dos males futuros.
Roberto Civita:
Precisamos passar a ser impiedosos com a corrup磯, combatendo sem tr駵a a praga da impunidade que tanto contribui para aliment᭬a.

Veja 23 de julho de 2008
A NOVA FRONTEIRA DOS BILHՅS
O Brasil passou por um ajuste profundo - e por vezes doloroso - em sua economia nos 䩭os quinze anos.
Abriu-se ࠥconomia internacional, equilibrou as contas p쩣as, privatizou estatais e, acima de tudo, debelou a infla磯
Resultado:
enfrenta hoje a euforia de crescer no ritmo mais acelerado desde o "milagre econ�o" dos anos 70 - e crescer de maneira sustentᶥl.
lista oito grandes neg㩯s internacionais realizados por mega-corpora絥s brasileiras - e o seu significado estrat駩co
empresas que se tornaram l�res globais em sua Ქa de atua磯 - em geral na chamada "velha economia", setores industriais tradicionais, sobretudo ligados aos recursos naturais.
Na compra da Anheuser-Busch/Budweiser pela InBev estrat駩a e algumas negocia絥s especiais por conta do trio Lemann, Telles e Sicupira, apresentados por Veja como
os primeiros e mais bem-sucedidos empreendedores globais produzidos pelo capitalismo brasileiro. S㯠�nes de vanguarda de um per�o glorioso da economia do Brasil
...
A fluminense Quissam㠡plica em educa磯 os royalties que recebe do petr쥯. Em Itacoatiara, no Amazonas, crian硳 v㯠de barco para as noventa escolas constru�s nos 䩭os dois anos fora da Ქa urbana. Nas franjas da floresta, o dinheiro da soja constr頯s primeiros arranha-c鵳 da regi㯮
oito motores da economia brasileira:
soja, cana-de-a纣ar, carnes, petr쥯, extra磯 mineral, obras de infra-estrutura e ind䲩as t긴il e automobil�ica
catorze munic�os n㯠transferiram sua riqueza para as comunidades. Alguns desperdi硲am dinheiro em obras in婳. Outros em programas populistas.
Hᠡinda aqueles em que empresᲩos e empresas transferiram os lucros para cidades distantes
Marabᬠno Parᬠum dos maiores rebanhos de gado do pa�- como moram em Bel魠 ou no Sudeste os pecuaristas n㯠mantꭠo dinheiro lἢr> processo de interioriza磯 que a economia brasileira atravessa
PIB do interior cresceu nesta d飡da 49 por cento
o das metr௬es 39 por cento
ind䲩as das metr௬es cortaram 5 por cento dos postos de trabalho nos 䩭os 10 anos
nas cidades menores o emprego industrial cresceu 30 por cento
a popula磯 do Norte e Centro-Oeste cresceu duas vezes mais que a das outras regi峼br> desenvolvimento rᰩdo da educa磯 no Norte e no Centro-Oeste. Ensino bᳩco de Tocantins jᠩ o sexto melhor do pa�
Caruaru, no interior de Pernambuco, sedia um dos melhores cursos de odontologia do pa�br> muitas sementes do progresso foram plantadas nos anos 60
algumas remontam a iniciativas de Bras�a de cultivar o cerrado e ocupar a Amaz para defend꭬a de eventuais invasores
variedades de soja adaptadas ೠcondi絥s do cerrado, que se disseminou de forma complementar ou em substitui磯 ࠰ecuᲩa.
amplas extens峠de terra e vantagens naturais do pa�foram decisivas.
encontrar uma ra硠de gado adaptᶥl ao Brasil, o zebu indiano, e melhor᭬a geneticamente.
Paulistas redescobriram o potencial da cana no Centro-Sul
Devastado pela concorrꮣia dos asiᴩcos nos anos 90, o setor t긴il conseguiu se reeguer em vᲩas regi峠gra硳 ࠥficiꮣia de alguns empresᲩos.
como essas,
a explora磯 de petr쥯, ind䲩a do ferro e do a篠e a pr಩a infra-estrutura de portos se desenvolveram ao largo das metr௬es
"A popula磯 brasileira nunca esteve t㯠bem distribu� no territ⩯ como hoje" - avalia um ge粡fo
A PROTE͎A DO CAMPO
Brasil s࣯me篵 a produzir soja em escala industrial nos anos 60
No in�o semeou o gr㯠no Rio Grande do Sul.
o maior exportador e o segundo maior produtor - cobre 27 por cento do mercado global
Um quinto da exporta磯 do agroneg㩯 brasileiro vem do COMPLEXO SOJA
enriquecendo o solo onde 頣ultivada ressuscitou as lavouras de milho e algod㯬 que a substituem no per�o de descanso da terra.
Seu farelo 頵m dos principais ingredientes da ra磯 de animais.
Ӭeo, bᳩco na cozinha e tamb魠mat鲩a-prima do biodiesel
21 milh峠de hectares em 1 877 munic�os de vinte estados.
economia e popula磯 das cidades do Norte e Nordeste que plantam soja crescem 10 por cento ao ano (ritmo chin곩
Ქa coberta por lavouras de soja nas duas regi峠cresceu 125 por cento e gerou 60 000 empregos diretos e indiretos
em tr고anos a renda per capita desses munic�os dobrou
a produtividade de suas fazendas tamb魠頡 maior do mundo: 55 sacas por hectare
SORRISO, MATO GROSSO
sol abundante, chuvas regulares e terreno plano, perfeito para lavouras mecanizadas: fazendas produzem o ano inteiro
a economia local cresceu 64 por cento nesta d飡da
᧵a tratada e energia el鴲ica em 100% das residꮣias. Quase todas as ruas pavimentadas. 19 escolas da rede municipal tꭠlaborat⩯ de informᴩca com internet de banda larga
em 12쵧ar no ranking Veja entre as que melhor mesclaram crescimento com desenvolvimento em sa嬠educa磯 e tecnologia
mas a criminalidade aumentou e 頭aior que a m餩a brasileira
pretende reduzir sua dependꮣia da soja
O NOVO CICLO DA CANA
reencontrou a prosperidade do s飵lo XVII, quando era a for硠motriz da economia nacional.
expandem-se para atender ࠤemanda por ᬣool combust�l.
A disparada do pre篠do petr쥯 criou um novo mercado para o produto.
carros bicombust�is deram mais incentivo ࠰rodu磯
usineiros foram obrigados a mecanizar o processo produtivo e a modernizar suas rela絥s trabalhistas.
Sudeste, o maior produtor, e Centro-Oeste, a nova fronteira do produto
S㯠Paulo e Paranᠰroduzem 70 por cento da cana brasileira
13,5 por cento jᠩ produzida no cerrado (Goiᳬ MG, MGS)
Nordeste: 12 por cento
Concei磯 das Alagoas, Minas Gerais:
maior usineiro do seu estado, Carlos Lyra escolheu a cidade pelas terras f鲴eis, boa oferta de ᧵a e localiza磯: 35 por cento dos impostos e 40 por cento dos empregos s㯠gerados pelo grupo
DOLCE VITA EM VOLTA DE UMA USINA DE AǚCAR
Prad௬is, noroeste de SP: 15 000 habitantes
criminalidade desprez�l
mortalidade infantil 頳0 por cento menor que a do estado
taxa de analfabetismo 頵m ter篠do �ice nacional
todas as crian硳 matriculadas em escolas p쩣as, boa parte delas em tempo integral
setor sucroalcooleiro viveu espetacular crescimento nesta d飡da
uma esp飩e de feudo da fam�a Ometto.
Eles s㯠primos do empresᲩo Rubens Ometto, dono da Corsan, a l�r mundial em ᬣool.
foi o combust�l da expans㯠econ�a de 20 das 500 cidades brasileiras que mais cresceram nesta d飡da
85 por cento da colheita jᠩ mecanizada.
colheitadeiras
a maioria dos b顳-frias foi requalificada com programas de estudos e cursos t飮icos profissionalizantes
desemprego tornou-se marginal
para proteger o meio ambiente aboliu a prᴩca secular da queima dos canaviais em tempo de safra e com o baga篠da cana produz toda a energia que consome e vende um excedente capaz de abastecer uma cidade de 30 000 habitantes.
ECONOMIA COM TRAǃO BOVINA
espa篠do rebanho dos pa�s ricos, contaminado pela vaca louca
nesta d飡da o rebanho brasileiro cresceu 32 por cento e jᠨᠼfont size="6"> mais bois que pessoas: 207 milh峠contra 190

grupos brasileiros respondem hoje por 70 por cento da carne uruguaia\ia, 60 por cento da argentina e 57 por cento da australiana
o maior deles, o goiano JBS-Friboi, det魠34 por cento da capacidade de abate dos Estados Unidos
produ磯 de carne bovina aumentou 40 por cento
l�r mundial em exporta磯
frango: l�r do ranking desde 2007 ocupando o mercado asiᴩco, cuja produ磯 foi destru� pela gripe aviᲩa
VILHENA, sul de RONDԎIA
eldorado amazo
no meio da Rodovia BR-364, que liga Porto Velho a Cuiabἢr> povoada por agricultores do Sul e do Sudeste, atra�s por loteamentos feitos por Bras�a e slogans como
  INTEGRAR PARA NÏ ENTREGAR
        TERRAS SEM HOMENS PARA HOMENS SEM TERRAS
a conquista do Oeste brasileira - ou do Noroeste
estrada sযi asfaltada em 1982
cortada diariamente por 700 caminh峠de soja, rumo a Porto Velho, onde embarcam em barca硳 que descem o rio Madeira
PIB do munic�o cresceu 73 por cento nesta d飡da e a popula磯 25 por cento
uma Su� rondoniense
um cl㠤omina a pol�ca, os Donadon
a 飡 destas regi峠entre as vinte primeiras do ranking veja (ver acima): Bras�a pretende conect᭬a ࠣosta baiana por meio de uma ferrovia
mais avan硤o estᠯ projeto de lig᭬a ao Pac�co pelo Peru
A ERA DE OURO DO FERRO
o min鲩o nacional 頯 melhor do mundo, disp堤e um espetacular sistema de log�ica e 頡bundante, assim como subproduto: a篼br> foi especialmente beneficiado pelo aumento da demanda de China e ͮdia
entre os maiores produtores de bauxita, mangan곬 grafita e t⮴alo
tem 95 por cento das reservas de ni⩯
exporta n�el, caulim e magn鳩o e 頡lto suficiente em
calcᲩo, tit⮩o, ouro, tungstꮩo e diamante
頣omum que o PIB das cidades mineradoras disparem e a popula磯 continuar na mis鲩a
Cana㠤os Carij㬠ParẠem 2000 Vale anunciou abertura de mina de cobre, a popula磯 dobrou, a cidade virou um favel㯮
royalties pagos multiplicou arrecada磯 municipal por vinte e a situa磯 estᠳe revertendo
29 por cento do ferro brasileiro 頥xtra� no Parἢr> 70 por cento do ferro brasileiro 頥xtra� em Minas Gerais
a participa磯 da minera磯 no PIB do Parᠳubiu de 12 para 32 por cento desde 2000
300 minas est㯠sendo exploradas em 250 munic�os do estado
empresas de minera磯 e siderurgia est㯠entre as beneficiadas pelo crescimento das exporta絥s para a sia. Seu faturamento dobrou nesta d飡da e hoje exporta 1,3 bilh㯠de toneladas
OURO BRANCO, QUADRILTERO FERR͆ERO DE MINAS GERAIS
NO SɃULO XVII os bandeirantes paulistas descobriram lᠯ ouro branco
em sexto lugar no ranking veja
COMBUST͖EL DE 1 000 CIDADES
o pre篠do barril de petr쥯 subiu 350 por cento em cinco anos
quase 1 000 dos 5 564 munic�os brasileiros receberam 3 bilh峠de d졲es de royalties pela explora磯 de petr쥯
Bacia de Campos responde por 84 por cento da produ磯 nacional de petr쥯
e Maca鬠base na regi㯬 jᠣresceu 600 por cento nesta d飡da
hordas de migrantes amontoam-se em bols峠de mis鲩a
2000: 1,26 milh㯠de barris de petr쥯/dia
2007: 1,83 + 45 por cento
participa磯 do petr쥯 no PIB
2000: 4,8 por cento
2007: 12 por cento - + 150 por cento
pauta de exporta絥s
2000: 3,4 por cento
2007: 10 por cento
a literatura econ�a 頰r䩧a em estudos que mostram como o dinheiro das jazidas de 쥯 pode atrair mᠳorte para uma comunidade
O PA͓ DAS MONTADORAS
s鴩mo maior fabricante de ve�los do mundo
e o pa�que produz o maior n岯 de marcas: onze
25 por cento para exporta磯
produ磯:
2000: 1,69 milh峼br> 2007: 2,98 milh峼br> participa磯 no mercado mundial:
2000: 2,8 por cento
2007: 4 por cento
produ磯 por funcionᲩo:
2000: 18,9
2007: 28,9
em 1990 74,8 por cento da ind䲩a automobil�ica estava concentrada em S㯠 Paulo
hoje: 43,7 por cento
Cama硲i, Bahia, 200 000 habitantes
Ford: PIB da cidade ultrapassou o de Salvador em 2007
sೠpor cento das suas casas estavam conectadas ࠲ede de esgoto
A REABERTURA DOS PORTOS
Em Pernambuco, investimentos associados ao porto de Suape, inaugurado em 1984, em Ipojuca, a 40 km de Recife: 190 000 empregos at頲013
portos responsᶥis por 95 por cento das exporta絥s brasileiras
o Brasil tem 82 portos, 45 controlados por empresas privadas, que movimentam 65 por cento da carga mar�ma
Porto de Suape
estᠦazendo em Pernambuco uma revolu磯 comparᶥl ࠤa cana-de-a纣ar no s飵lo XVII
estᠳe convertendo em escoadouro de seja. Ferrovia Transnordestina o conectar᠍ ೠregi峠produtoras do gr㯠no Nordeste e segundo um economista "mudarᠡ matriz econ�a de Pernambuco"
a arrecada磯 municipal subiu esta d飡da 1 000%
UM NOVO TECIDO SOCIAL
as malharias do Sul: nos anos 90 uma pe硠de roupa custava em m餩a 10 d졲es; hoje custa 3
cortou os custos e orientou sua produ磯 para a baixa renda
incentivos fiscais na base do crescimento de 73 por cento na produ磯 de tecidos e roupas no Nordeste
Tri⮧ulo da Sulanca, em Pernambuco: helanca, um tecido de poli鳴er, com Sul, onde ele era fabricado
o segundo maior p쯠produtor de jeans
a concorrꮣia dos sint鴩cos chineses devastou a Sulanca nos anos 90 e foi substitu� pelo brim.
CIDADES Nἢr> Qualidade de vida
MaringẠcriminalidade - �ices iguais aos de Amsterd㺠m餩a de 7,9 por 1 000; m餩a do pa� 35,5 por 1 000
Sustentabilidade
Os⩯, RS: 75 cata-ventos formam o maior parque e쩣o da Am鲩ca Latina, fornecem energia aos seus 40 000 habitantes e a mais 650 000 em Porto Alegre
O Brasil 頯 pa�que mais recicla alum�o no mundo: 1 milh㯠de latinhas por hora, 70 por cento das quais em Pindamonhangaba, no leste paulista, que tem a maior empresa de reciclagem do mundo, a Novelis
O maior exportador de peixes
nos rios da Floresta Amaza vivem 2 000 esp飩es de peixes ornamentais
Barcelos captura e exporta 20 milh峠de peixes/ano
suco de laranja:
Itᰯlis, interior de SP: 710 000 toneladas de laranja do mundo
sede da Cutrale, que domina o mercado mundial do produto
alfabetiza磯
sౠpor cento da popula磯 com mais de 15 anos de S㯠Jo㯠do Oeste, no oeste de Santa Catarina, 頡nalfabeta
m餩a de livros lidos por ano por habitante: 2
mortalidade infantil: 25 por 1 000 no Brasil


veja 23 de julho, 2008
FUGA PARA O INTERIOR
Visto at頭eados do s飵lo XX como sino de pobreza e atraso, o interior aos poucos se transformou na imagem do Brasil que prospera.
A for硠crescente do agroneg㩯 e a migra磯 de ind䲩as para o Centro-Oeste e Nordeste produziram oportunidades de emprego e enriquecimento em lugares inexpressivos hᠱuest㯠de uma d飡da

veja, 23 de julho, 2008
O MILAGRE DO AGRONEGӃIO
safra de 143 milh峠de toneladas
O Brasil det魠o maior rebanho bovino comercial do mundo e 頬�r em exporta絥s
empresas brasileiras do setor convertem-se em potꮣias globais
deveu-se em boa medida aos investimentos em pesquisa, que levou a soja do Sul ࠍ Amaz em 40 anos.

ARGENTINA
veja 23 de julho, 2008
Senado rejeitou aumento do imposto sobre as exporta絥s de gr㯳, que respondem por 36 por cento do com鲣io exterior do pa�
al�ota seria atrelada ao pre篠no mercado internacional e podia chegar a 44 por cento.
No plenᲩo deu empate. Vice-presidente, que 頴amb魠presidente do Senado, votou contra
na administra磯 de N鳴or Kirchner a economia cresceu ࠭餩a de 9 por cento ao ano gra硳 em parte ao aumento do pre篠internacional dos gr㯳
tamb魠contribu�m artif�os de curto prazo como congelamento de pre篳 e aumento nos gastos p쩣os, que crescem 40 por cento ao ano.
infla磯 pr詭a dos 30 por cento (para o governo, 8 por cento)

TEMPORADA DE PESCA
veja 6 de agosto, 2008
A Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca existe hᠣinco anos e meio, j᠍ consumiu 1,3 bilh㯠de reais em recursos de custeio e investimento, mas n㯠 conseguiu aumentar a produ磯 brasileira em uma m�ra sardinha. O Brasil, embora tenha os maiores rios do mundo e uma das mais extensas Ქas litor⮥as do planeta, ocupa a vig鳩ma posi磯 no ranking mundial de produtores, atr᳠de pa�s como Chile e Peru.
durante o per�o de proibi磯 da pesca 400 000 pescadores recebem atualmente um salᲩo m�mo por m곬 benef�o que vai custar cerca de 650 milh峠de reais at頯 fim do ano
com uma estrutura maior e um or硭ento mais dilatado a produ磯 pesqueira deve crescer 40 por cento nos pr詭os tr고anos.

outras fontes garantem entretanto que 70 por cento dos recursos jᠥst㯠sendo (mal?) explorados


FIM DO CARNAVAL
No governo Sarney a passagem de Ziraldo pela Funarte virou piada quando o cartunista anunciou a disposi磯 her飡 de proteger a culinᲩa mineira, no que ficou apelidado de "cultura da broa de milho". Na mesma linha a gest㯠Gil reconheceu que a capoeira, pernada a tr고por quatro, faz parte do "patrim cultural imaterial".
O ex-ministro 頳impᴩco ࠩd驡 de tombar o chᠡyahuasca, alucin祮o conhecido como santo-daime. "S㯠manifesta絥s importantes da vida subjetiva do pa�"

Rodada de Doha, projeto ambicioso de abertura econ�a envolvendo os 153 integrantes da Organiza磯 Mundial do Com鲣io.
Brasil congelou negocia絥s com os dois p쯳 econ�os mais ricos do planeta, a UE e os EUA.
a prioridade deveria ser o estreitamento das rela絥s com os pa�s em vias de desenvolvimento que, unidos, teriam mais for硠para combater o protecionismo dos ricos.
a diplomacia do governo Lula sofreu a maior derrota at頡qui.
fracasso deveu-se ironicamente a um dos supostos aliados do Brasil, a ͮdia, que se negou a abrir m㯠de um dispositivo que protegeria ainda mais o seu fechado mercado interno
A rodada de negocia絥s foi lan硤a na capital do Catar, Doha, hᠳete anos.
a principal meta era fazer com que os pa�s ricos diminu�em os subs�os milionᲩos que eles concedem a seus agricultores, prejudicando os produtores de na絥s pobres. S௳ americanos gastaram perto de 200 bilh峠de d졲es em ajuda a seus produtores rurais entre 1995 e 2007.
UE e EUA buscavam, em compensa磯, maior acesso de seus produtos industrializados aos mercados emergentes, reduzindo as tarifas de importa磯.
se houvesse acordo o mercado mundial seria ampliado em 150 bilh峠de d졲es. O Brasil poderia aumentar suas exporta絥s, sobretudo etanol, em mais de 15 bilh峠de d졲es.
[prerrogativa da] ͮdia: salvaguardas poderiam ser usadas quando importa絥s subissem meros 10 por cento
China endossou proposta indiana
Protagonista: Kamal Nath, ministro do Com鲣io da ͮdia, que tem pretens峠de se tornar primeiro-ministro em 2009
Temos um mundo [globalizado] em que o interesse local 頰reponderante.
Paralelamente ೠnegocia絥s da OMC o Brasil deveria ter tentado acordos bilaterais
O Brasil e a ͮdia, que ainda oferecem grandes barreiras ೠimporta絥s, teriam muito a ganhar em termos de aumento de produtividade.
no fim de contas o crescimento mundial demandarᠭais alimentos e o Brasil certamente ganharᠭuito com isso, a despeito dos obstᣵlos existentes.
Aproximadamente 40 por cento de todo o com鲣io de manufaturados vai para o mercado americano.
AMORIM, PEDE PRA SAIR

Depois do DesAcordo Geral de Tarifas e Com鲣io (DesGATT), um dos prestidigitadores da li硠nos 䩭os anos sobretaxa磯 de importa絥s (a篬 suco de laranja, tudo no mesmo saco, salvo seja) e subs�os ࠰rodu磯 e porventura exporta磯 disso e daquilo, ou ent㯠࠮㯭produ磯 (o que tamb魠faz algum sentido)

O ministro brasileiro das Rela絥s Exteriores Celso Amorim viu bem:

     DEUS QUEIRA QUE NÏ SEJA PRECISO UM OUTRO 11 DE SETEMBRO
Celso Amorim, ministro das Rela絥s Exteriores, sobre o fracasso da Rodada de Doha dias antes da abertura dos Jogos Ol�icos de Pequim, a coisa de um m고 do 䩭o grande crash e catracrack..
O ministro foi muito criticado. Escarrapachou Veja:

               AMORIM, PEDE PRA SAIR

Mas sem ou com raz㯠de invocar o nome em v㯠ou por motivos s⤩dos o ministro acertou em cheio. Basta ver as declara絥s dos mandatᲩos dos Grandes Piratas logo depois do... novo 11 de setembro:

Vamos reconstituir juntos um capitalismo regulamentado, em que os bancos fa硭 o seu trabalho, que 頦inanciar o desenvolvimento econ�o, em vez de especular. Um mercado todo-poderoso operando sem regras e sem nenhuma interven磯 pol�ca 頵ma loucura. Os tempos de auto-regula磯 do mercado, do laissez-faire, chegaram ao fim. Acabou o mercado que estᠳempre certo. - Nicolas Sarkozy.
Nicolas Sarkozy, presidente da Fran硬 em discurso na Assembl驡 Geral da ONU

Contradi絥s aos montes, n㯠em termos - qual 頯 trabalho dos bancos: financiar o desenvolvimento econ�o? Especular? Do que 頱ue estamos falando afinal?

Eis do que se falava deles antes do "novo 11 de setembro" (salvos sejamos)

O Globo 25 de abril de 2008
Crise nos dois lados do Canal
a crise das hipotecas americanas, que se alastrou para a Europa; o euro valorizado; um d졲 fr᧩l; e a duplica磯 do pre篠do petr쥯 em um ano.
Sarkozy: ruidoso div⣩o com a ex-modelo (...) seguido de um casamento rel⭰ago com outra ex-modelo (...) soou como novela barata, longe do glamour da fam�a Kennedy nos EUA.

O Globo 7 de maio de 2008
presidente Nicolas Sarkozy
Da cra pol�ca, passou a povoar tamb魠revistas de fofoca, depois que sua vida pessoal virou novela.
ganhou o apelido de "presidente bling-bling", express㯠que descreve a ostenta磯 dos novos-ricos.

Do que 頱ue estamos falando afinal?

INDIA SONG ou THE RIVER
"A ͮdia tem se mostrado mais aberta ao consumo, mas como a China tem uma taxa de poupan硠muito alta que deveria ser canalizada para o gasto do consumidor, contribuindo assim para o fortalecimento geral da economia."

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VEJA 27 DE AGOSTO, 2008
AGRONEGӃIO SEM EDUCAǃO?
Clᵤio de Moura e Castro
Repetem-se as proezas, o pa�faz bonito
na soja
nos sucos
no frango
e em outros produtos resultantes do feliz encontro do
sol
᧵a
inova磯 tecnol穣a
capacidade empresarial
Na tecnologia bem conhecemos a lideran硠da Embrapa, que traz a reboque muita pesquisa universitᲩa
O empresariado rural foi uma surpresa.
Persiste a imagem do coronel do interior, herdeiro de um feudalismo atrasado.
Era um empresᲩo ausente do campo e presente nas grandes capitais, onde esbanjava suas riquezas.
De onde veio essa nova classe empresarial moderna, arrojada e pragmᴩca?
educa磯
tomei os n�is do Ideb (um indicador do MEC que combina a velocidade de avan篠 do aluno no sistema com pontua磯 obtida na Prova Brasil).
Ao migrar para os cerrados do Centro-Oeste, essa gente reproduziu lᠳeu estilo de vida.
os ga诳 tamb魠carregam para lᠡs escolas e a infra-estrutura de ᧵a e esgoto tratados. O mapa contudo mostra algumas bolinhas avan确do sobre estados educacionalmente mais pobres do Norte e Nordeste. Mas s㯠microrregi峠 colonizadas pelos fluxos migrat⩯s sulinos, avan确do no territ⩯ do oeste da Bahia, sul do Piau� do Parᮼbr>
ANDA
ASSOCIAǃO NACIONAL PARA DIFUSÏ DE ADUBOS
No mundo nascem 135 milh峠de crian硳 por ano.
S㯠mais de 165 pa�s que compram os nossos produtos.
Existem mais de 120 empresas no setor
mais de 4 mil agros contratados
S७ 2007 forneceram 25 milh峠de toneladas de adubos
ainda 頰ouco
vᲩas empresas do setor est㯠investindo mais de R$ 4 bilh峠nos pr詭os 4 anos em novas minas e unidades industriais. O f㦯ro, um dos min鲩os mais importantes na composi磯 dos fertilizantes, terᠳua produ磯 aumentada em 50%, diminuindo muito a dependꮣia das importa絥s.

REVISTA DO IBEF INSTITUTO BRASILEIRO DE EXECUTIVOS DE FINANǁS
NڍERO 17 2008
ɴica, ambi磯 e economia
            "Por gan⮣ia, a especula磯 tomou conta dos mercados de capitais provocando efeitos devastadores [e] mesmo nos Estados Unidos cresce neste momento a legi㯠 dos famintos, dos marginais, dos loucos e desesperados. (...) Por gan⮣ia, o plantio e a industrializa磯 de alimentos [Os] mantꭠimpregnados dos mais t詣os componentes qu�cos (...). Por gan⮣ia, os projetos de energia solar, e쩣a e outras renovᶥis e limpas permanecem em banho-maria enquanto os lobbies da ind䲩a f㳩l fervilham pelos congressos. {...} Fomos educados para o ego�o, para a mensura磯 de nosso potencial atrav鳠do sucesso individual. Essa perspectiva nos coloca um cabresto na consciꮣia, limitando nossa vis㯠e emburrecendo nossas possibilidades de contribuir com o todo. Quem ultrapassa os limites do que 頪usto estᠡpenas vitimado por essa s�rome do n㯭ver. Precisa e merece ser despertado, libertado desse medo do fracasso, dessa ilus㯠de que 頰oss�l ser feliz sozinho." (Christina Carvalho Pinto, presidente do Grupo Full Jazz de Comunica磯 e l�r da plataforma multim�a Mercado ɴico).

veja 3 de setembro 2008
LCOOL AǚCAR
Jo㯠Lyra
Cancelou a venda de sua melhor usina, a Triᬣool, avaliada em 200 milh峠de d졲es, para o grupo belga Alcotra.

................................................................................................................................Haiti, as cenas de 13 de setembro de 2008: (como se n㯠bastasse mais nada) furac㯠e (nada mais restando) aux�o de emergꮣia enlatado e disputado como em rinha de galos de briga (como se n㯠faltasse mais nada)...................................................

veja 17 de setembro, 2008
A agricultura surgiu de uma situa磯 de abund⮣ia. A id驡 n㯠era fazer p㯬 mas fabricar cerveja."
bi쯧o e historiador natural alem㯠Josef H. Reichholf, sobre as origens da bebida

veja 17 de setembro, 2008
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
No per�o posterior ࠉI Guerra Mundial a popula磯 europ驡, 10 por cento maior, alimentava-se com apenas quatro quintos da comida dispon�l na d飡da de 30.

veja 24 de setembro, 2008
NOVA ARACRUZ
a EMPRESA QUE RESULTOU DA FUSÏ DA ARACRUZ COM A VCD DOMINAR`32 por cento DO MERCADO MUNDIAL DE CELULOSE.
A BOL͖IA QUER SER PRIMITIVA
A nacionaliza磯 do setor energ鴩co em 2006 levou ao cancelamento de novos investimentos internacionais. A produ磯 de petr쥯 e de gasolina caiu 4,6 por cento com Evo Morales. A de g᳠natural, 2 por cento..
Soja,
Com medo de perderem a terra para os partidᲩos de Morales, sem diesel para os tratores e acuados por bloqueios de estradas, fazendeiros de Santa Cruz deixaram de semear. A produ磯 de gr㯳 caiu 55 por cento.

outubro 2008

relat⩯ da ONU

desde 2000 Brasil reduziu problema da fome em 45 por cento. O problema da fome no Brasil deixou de ser grave e passou a ser considerado baixo.

ind䲩a da seca global

ONU: FAO, PNUD / UNDP, PAM / WFP

busca-se novo padr㯠de consumo

 

 

DEMOGRAFIA E DISTRIBUIǃO DE RENDA

superpopula磯
sobrepopula磯

Daniel Quinn: Ismael
controle de natalidade - sempre deixado para o futuro.
Ele foi deixado para o futuro quando 鲥is tr고mil milh峠em 1960.
(...) enquanto as pessoas da tua cultura estiverem a encenar esta hist⩡. Enquanto encenarem elas esta hist⩡, continuar㯠a reagir ࠦome aumentando a produ磯 dos alimentos. Viste jᠯs an㩯s para o envio de alimentos aos povos famintos do mundo?
Sim.
Viste jᠡn㩯s para o envio de contraceptivos para algum lugar?
N㯮
Nunca. A M㥠Cultura tem dois pesos e duas medidas a este respeito. Quando lhe falamos em explos㯠populacional ela responde controle populacional global, mas quando lhe falamos em fome ela responde aumento da produ磯 alimentar. Na verdade por魠o aumento da produ磯 alimentar 頵m evento anual, e o controle populacional global jamais acontece.
(...) enquanto encenardes uma hist⩡ que diz terem os deuses feito o mundo para o homem o usar como muito bem o entenda (...) a M㥠Cultura exigirᠡumento de produ磯 para hoje, prometendo controle populacional para amanh㮼br> (...) A fome n㯠頡pan᧩o exclusivo dos humanos. Todas as esp飩es est㯠 sujeitas a ela, em qualquer parte do mundo. (...) uma popula磯 que ultrapassou os seus recursos, apressa-se a enviar-lhe alimentos do exterior, garantindo assim que na pr詭a gera磯 haja ainda mais pessoas morrendo de fome. Como nunca se permite ࠰opula磯 reduzir-se a ponto de poder sustentar-se atrav鳠 dos seus pr಩os recursos (...)
(...) Os seus colegas do mundo todo entenderam perfeitamente o que dizia ele, mas tꭠo bom senso de n㯠contestar a M㥠Cultura (...) n㯠頢ondade nenhuma trazer comida do exterior para conservar o seu n岯 em quarenta mil. Isso s͍ garante a continuidade da fome.

A prop㩴o desse Quinn poder-se-ia colocar assim: para alguns autores DO CONTRA vivemos a encena磯 de UMA HISTӒIA

CONCENTRAǃO DE RENDA
aumentou entre 1990 e 1995
os 10 por cento mais ricos tinham 45 por cento da renda em 1980 e 48 por cento em 1990
os 10 por cento mais pobres 1 por cento
GASTO SOCIAL
1990: BRASIL, US$ 130 - ARGENTINA, US$ 450 per capita/ano

Am鲩ca Latina, 1990: 192 milh峠abaixo do n�l de pobreza, 46 por cento da popula磯, 5 por cento a mais que em 1980
na d飡da de 1980 salᲩo m餩o teve queda de 17,5 por cento e salᲩo m�mo m餩o baixou 35 por cento

1991: 4 bilh峠de pessoas no antigo Terceiro Mundo
com o fim da Guerra Fria continentes (frica) e subcontinentes inteiros (Am鲩ca Latina) s㯠ignorados
na d飡da de 1980 sudeste asiᴩco cresceu 6,7 por cento, frica encolheu 2,2 por cento e Am鲩ca Latina 0,6 por cento

POL͔ICA INDUSTRIAL 1990 E CONCENTRAǃO DE RENDA
modelo foi concentrador de renda
Brasil: salᲩos representam 36 a 38 por cento da renda nacional
EUA e Europa: 70 por cento
frota brasileira tinha 10 milh峠de viaturas
EUA:  uma por 1,4 habitante em popula磯 de 150 milh峼br> s೰ por cento da popula磯 brasileira chega ao mercado - ou seja, s㯠 consumidores ativos
na d飡da de 1970 salᲩos correspondiam a 50 por cento da renda - no in�o do governo Collor: 35%

CRESCIMENTO DEMOGRFICO   PLANEJAMENTO FAMILIAR
1994: taxa de crescimento demogrᦩco foi de 2,9 por cento na d飡da de 1960
e de 1,6 por cento em 1990
uma das mais velozes quedas da taxa de crescimento populacional devida ࠍ esteriliza磯 - escolhida por mulheres de mais baixa renda
deveria ser a 䩭a alternativa
falta de planejamento familiar
Brasil gasta onze vezes mais para tratar problemas causados por aborto que em planejamento

IPEA, ⧣o vinculado ao Minist鲩o do Planejamento

conta-se que presidente general Costa e Silva disse a Delfim Neto: "Os ricos devem ficar cada vez mais ricos para que os pobres fiquem menos pobres" -
"capitalismo selvagem" significa moderniza磯 na marra

BANCO MUNDIAL 1990: AUMENTAM POBRES, CAI MORTALIDADE
O relat⩯ classifica a distribui磯 de renda no Brasil "entre as menos equitativas do mundo", atr᳠da observada em Honduras e Serra Leoa
assegura que entre 1981 e 1987 o n岯 de pobres cresceu de 23 para 33 milh峼br> Ele 頣laro ao exibir a falꮣia de todas as pol�cas de investimento social no Nordeste, o lugar mais maltratado, onde os investimentos do Estado serviram apenas para alimentar nossa elite mais atrasada, que se aproveita politicamente da mis鲩a da popula磯.
uma rela磯 �ima entre pobreza e atraso das elites regionais
t飮icos do Banco Mundial subestimaram a participa磯 da economia informal na forma磯 da renda nacional porque suas contas sଥvam em conta a renda declarada
pobres: pessoas com renda inferior a US$ 370 por ano
considera exagero flagrante dimens㯠dada ࠥconomia informal: 20 por cento

carcarᠰega, mata e come

LINHA DE POBREZA
2008 - estudo IPEA/Funda磯 Get鯠Vargas baseado IBGE: desde 2002  3 milh峠sa�m da pobreza
entre as causas: subida do salᲩo m�mo acima da infla磯
MAS ganhos de produtividade n㯠est㯠chegando aos trabalhadores porque retidos pelos detentores das unidades de produ磯
3 000 pessoas (declaram ganhar...) ganham mais de 40 salᲩos m�mos
90 milh峠de pessoas com ocupa磯 - mais de 50 por cento da popula磯
32 milh峠com carteira assinada - mais de 32 por cento das pessoas empregadas
n岯 de residꮣias com acesso (ligadas) a rede de esgoto: 50 por cento
queda recorde da diferen硠entre pobres e ricos
diferen硠maior ainda 頯nde a economia 頤ominada pela agropecuᲩa ou seja no campo - e 頡�ue bomba mais

juros no Brasil chegaram a 54 por cento ao dia, diz Paulo Francis na Folha de S㯠Paulo - serᠡo m곿 -, que confus㯬 doce balb䩡
Washington Lu�disse: "A quest㯠social 頣aso de pol�a", cita PAULO FRANCIS NOS IDOS DE 1989-1990
P.Francis nos idos de 1989-90.
(esta prende-se com a de Figueiredo: O pa�vai bem, o povo 頱ue vai mal)
MORGAN gUARANTY, O BANCO MAIS INFORMADO SOBRE O ASSUNTO, DIZ QUE US$ 60 BILHՅS brasileiros est㯠no exterior
LULA manipulado por grupo de intelectuais radicais, alguns "linha albanesa" (PC do B) e da esquerda festiva eixo Morumbi-Ipanema - seguiria o seu caminho tr᧩co que 頥star sempre na contram㯠da hist⩡

Tivemos o primeiro bilh㯠de habitantes em 1850, dois bilh峠em 1930, tr고 bilh峠em 1960 e seis bilh峠em 2000. Em 40 anos dobrou a popula磯.

esteriliza磯 em massa de mulheres

24 de fevereiro 1991 Folha de S㯠Paulo
O direito de n㯠nascer
planejamento familiar
Note-se que n㯠faltam campanhas para preven磯 de Aids. A doen硠apavora a classe m餩a. Como o planejamento familiar jᠩ feito mesmo pelos mais ricos, as elites acabam n㯠se comovendo para mobilizar o pa�
Os hospitais seriam instados a normatizar a esteriliza磯 das mulheres.
(...) Minist鲩o da Sa弢>: faz-se hoje um milh㯠de abortos clandestinos

1997
NORDESTE TEM A MENOR TAXA DE CRESCIMENTO DEMOGRFICO DO BRASIL
MIRIAM LEITÏ O GLOBO 10 DE AGOSTO DE 1997
IBGE - censo demogrᦩco
Brasil: 1,35 por cento
Nordeste: 1,06 por cento
A Ქa mais pobre do Brasil, o Nordeste rural, perdeu 1,15 milh㯠de habitantes.
A popula磯 das cidades cresceu em 12 milh峼br> Adolescentes de 15 a 17 anos na escola:
1980: 48,8 por cento
1991: 55,3 por cento
1996: 66,8 por cento

 

DEMOGRAFIA E DISTRIBUIǃO DE RENDA 2008

24 DE JUNHO DE 2008
DESIGUALDADE NO BRASIL CAI 7%
os aumentos do salᲩo m�mo e os programas de transferꮣia de renda foram os principais responsᶥis por uma redu磯 da desigualdade entre a renda dos trabalhadores assalariados nos 䩭os seis anos nas seis maiores regi峠 metropolitanas do pa� segundo o Ipea
ganhos dos mais pobres 4,5 vez maiores do que os dos mais ricos.
O Ipea calculou a varia磯 com base no �ice Gini, que caiu de 0,540 em 2002 para 0,502 nos primeiros tr고meses de 2008 numa escala de 0 a 1. Quanto mais perto do 1 maior a desigualdade.
resultado se deve principalmente aos ganhos dos trabalhadores com o reajuste do salᲩo m�mo, que passou de R$ 200 para R$ 380 no per�o (hoje estᠥm R$ 420) e a programas de transferꮣia de renda como o Loas (para idosos acima de 65 anos e portadores de deficiꮣia sem condi絥s de subsistir).
at頯 fim do ano o �ice deve chegar a 0,4 - o menor desde 1960.
Aqueles que estavam entre os 10 por cento mais ricos em 2004 ganhavam 27,4 vezes mais que os que estavam entre os 10 por cento mais pobres. Essa rela磯 caiu para 25,1 vezes em 2006 e para 23,5 vezes em 2007.
Em 2007 os trabalhadores mais pobres ganhavam em m餩a R$ 206,38 e os 10 por cento mais ricos R$ 4 835,03.
Os trabalhadores com menores rendimentos tiveram ganhos de 22 por cento entre 2003 e 2007
Jᠯs com maiores salᲩos ganharam 4,9 por cento.
 

veja 23 de julho, 2008
mortalidade infantil: 25 por 1 000 no Brasil

No mundo nascem 135 milh峠de crian硳 por ano.
 

 

ECOLOGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO

SUSTENTVEL SUSTENTADO SUSTENTADO SUSTENTVEL SUSTENTVEL SUSTENTADO

da id驡 de desenvolver sem agredir a natureza (e recuper᭬a) o conceito de desenvolvimento sustentᶥl passou a confundir-se  com desenvolvimento sustentado - gradual e permanente, sem atropelos econ�os
 

                       Indi-gente
                                                                        quest峠velhas de guerra
                                                                              cobi硠X natureza
                                                                        que apenas 頳em perguntar
                                                   como
                                                   porqu꼢r>                                                    pra qu꼢r>                            desenvolvimento econ�o X preserva磯 ambiental

ou como posto no t�lo do livro do fot粡fo Pedro Martinelli Gente X Mato (2008) quando a quest㯠bᳩca hoje 頡 educa磯 e ela estᠥm falta para tudo, quanto mais para a curti磯 ambiental. Se a quest㯠頤esenvolvimento 頮cessᲩo um modelo que explore a biodiversidade e a riqueza de terra, exposi磯 solar e ᧵a com um sistema educacional que no Brasil, segundo alguns especialistas, jᠡtingiu n�l de sofistica磯 como em poucos pa�s em desenvolvimento NO EXTRATO SUPERIOR DE Pӓ-GRADUAǃO, mas nas bases...

em depoimento ࠲evista veja, de s㯠paulo, por ocasi㯠do lan硭ento de Gente X Mato Pedro Martinelli p堯 dedo na chaga que 頯 mapa do Brasil ao dizer que as coisas n㯠mudam (ou mudam para pior) desde que hᠳ0 anos come篵 a viajar para a Amaz. Quando a mar頳obe em Bel魠do Parᠳobe com ela "um lixo de cheiro insuportᶥl" nas imedia絥s do famoso mercado Ver-o-Peso e em Manaus hᠤ飡das o esgoto 頪ogado diretamente no Rio Negro na frente da cidade e "as comunidades do interior s㯠todas um lixo s汵ot;. Ent㯬 n㯠adianta o sujeito que mora em S㯠Paulo ficar falando em emiss㯠de carbono, sustentabilidade, manejo sustentᶥl. Na prᴩca, as coisas n㯠mudam.

quem sai das min㵬as reservas habitacionais protegidas por grades das popula絥s de classe A e B depara-se com o descuido pela deseduca磯 e pobreza que faz de quase todo o resto do Brasil viveiro de mil e uma pragas de subdesenvolvimento urbano, suburbano e rural de igual modo insuportᶥl, de onde a cada hora desaparece o m�mo vest�o de desenvoltura, do絲a, beleza e nobreza.

de outra parte n㯠adianta insistir em desenvolvimento sobre o mesmo modelo econ�o visando quase exclusivamente a exporta磯 de produtos primᲩos. N㯠頤e agora que se sabe que, ao mesmo tempo em que 頮ecessᲩo pensar um pouco em dar um pouco ou mais de comida ao pov㯠e n㯠plantar soja para engordar porco japon곬 頰reciso no m�mo agregar valor aos produtos primᲩos para que eles sejam rentᶥis. como se assinala a cada passo por a�>: o Brasil tem Ქa plantada de soja quase tr고vezes maior que a da Argentina, que no entanto fatura quase o mesmo em exporta磯 porque exporta 쥯 de soja e n㯠somente gr㯳. de Cabral ࠴imbalada de Carlinhos Brown dᠮo mesmo: eles aqui थ escravo subalimentado. Indi-gente.   

 

detrito da abund⮣ia (de detritos), detrito da indi-Gꮣia

Wildlife, whatever happened to  wild life  the animals in the Zoo - em outubro de 2008 a World Wildlife Fund repica os sinos em relat⩯ de um estudo em que fez as contas do que 頍 necessᲩo para a produ磯 de bens e processar o lixo produzido pelo homem e concluiu serem necessᲩos em m餩a 2,7 hectares de terra por habitante ao ano - 9,4 para cada americano - e que em 2030 serᠮecessᲩo um outro planeta do tamanho e com as condi絥s ambientais da Terra para dar conta do recado. A demanda por recursos naturais dobrou desde 1997. A popula磯 da frica triplicou desde 1970.  Metade dos rios do mundo est㯠contaminados por esgoto, agrot詣os e detritos industriais. Em 2050 ser㯠utilizados 80 por cento dos recursos de ᧵a doce do planeta que o homem pode consumir, equivalente a um por cento do l�ido existente, e o volume de pesca dispon�l terᠳido reduzido em 90 por cento. Quase metade da Ქa dos oceanos estᠧravemente contaminada. A emiss㯠 de g᳠carbono aumentou dez vezes nos 䩭os 50 anos. S൭ d飩mo dos 15 bilh峠de hectares de terra existentes servem para a agricultura.

 


algu魠poderᠤizer que a queima de Ჶores na Amaz 頵m perigo para a seguran硠de outros pa�s
Estaria realizada a paran顠dos ultranacionalistas, que tꭠpesadelos com marines invadindo as matas brasileiras

ECOPORTUNISTAS
ECOCHATOS
RIO+5 1997

1렘 ! # # # # # $
representantes governamentais, empresᲩos e dirigentes de institui絥s como o Banco Mundial e entidades ONG, cientistas e personalidades como a cantora argentina Mercedes Sosa e o ex-Presidente da extinta URSS, Mikhail Gorbatchov,
custo de 3 milh峠DE REAIS coberto pelos govERNOS brasileiro e estrangeiros e organismos como a Funda磯 Rockfeller e o Banco Mundial.
500 representantes de 80 pa�s
ritual ind�na e um v�o marcarᠡbertura da conferꮣia Rio+5, a partir de quinta e at頡 pr詭a quarta-feira, num hotel do Rio de Janeiro

canadense Maurice Strong, secretᲩo-geral da Eco-92, presidente do comitꠍ internacional do evento.
avan篳, retrocessos e
que convocou a conferꮣia do Conselho da Terra
descr餩to em rela磯 ao fato de que os princ�os da Agenda 21 possam ser aplicados em pouco tempo.
filipino Maximo Kalaw, secretᲩo executivo da ONG Conselho da Terra: objetivo 頯 de fazer o balan篠de como os seus pa�s est㯠a implementar as a絥s propostas na Agenda 21, um dos tr고documentos aprovados na Eco-92, que dita os princ�os econ�os, sociais e pol�cos para a concretiza磯 do chamado desenvolvimento sustentᶥl.
O apoio do segmento empresarial - contestado - 頦undamental: um gerenciamento sustentᶥl dos processos nas grandes empresas favorecerᠯs ecossistemas.
Dele sairᠵm documento intitulado "Carta da Terra", com a anᬩse dos pontos aprovados hᠣinco anos na Cimeira da Terra. Uma esp飩e de constitui磯 do planeta que come篵 a ser discutida em 1992.
"O desenvolvimento sustentado nas na絥s ainda n㯠頵ma prioridade", constata.
cientistas e outras ONGs criticam o conte os participantes e acusam o evento de estar vinculado a interesses de Governos e de grandes corpora絥s
o tom gen鲩co da pauta, sem se絥s especificas
boicote
misto de desinteresse e cr�cas
Greenpeace e Amigos da Terra n㯠participam
criticam tom oficial e n㯠apresentarᠲesultados prᴩcos.
representa o lobby hegemo dos pa�s desenvolvidos, como a Eco-92 Os organizadores alegam que o encontro n㯠頵ma reuni㯠aberta, como pretendiam muitas ONGS, porque desse modo n㯠seria produtivo.
Jo㯠Paulo Capobianco, do Instituto S㩯ambiental: Serᠵma oportunidade 飡 para avalia磯 internacional da aplica磯 da Rio-92, n㯠sड Agenda 21, mas das duas conven絥s.
Diz que no Brasil por exemplo o governo n㯠anda a passo de tartaruga mas "na contram㯦quot;, .
Para Liszt Vieira, do Instituto de Ecologia e Desenvolvimento, outra ONG, a cria磯 do Comiss㯠de Desenvolvimento Sustentᶥl e da Agenda 21 Nacional apenas em fevereiro agora mostra o descaso do governo em rela磯 ೠquest峠 ambientais e sযi celebrada "para o Brasil n㯠fazer feio na Rio+5"
eventos paralelos ser㯬 segundo alguns, a parte mais vis�l do acontecimento
cientistas de todo o mundo participar㯬 de quinta-feira a sᢡdo, no mesmo hotel, no workshop Mudan硳 Climᴩcas e Emiss峠de Gases de Efeito Estufa.
workshop Agenda 21 Brasil: a Utopia Concreta, pretende preparar posi絥s que o Brasil defenderᠥm abril na reuni㯠da Comiss㯠do Desenvolvimento Sustentᶥl da ONU, em junho ou outubro, na reuni㯠de Nova York, em Assembl驡 Especial da Organiza磯 das Na絥s Unidas (ONU) em que os Chefes de Estado far㯠 o balan篠dos 䩭os cinco anos e propor㯠novos caminhos.
Haverᠣonferꮣia em dezembro no Jap㯠para discutir conven磯 sobre mudan硳 climᴩcas
Eco-92 deixou nos assistentes sensa磯 mista de desconforto e esperan硼br> negocia絥s intergovernamentais entre representantes de mais de 100 pa�s no Riocentro e encontro de cerca de 20 mil militantes ambientalistas no Parque do Flamengo.
Conven磯 da Biodiversidade
Conven磯 Sobre Mudan硳 Climᴩcas, em que os governantes acordaram em fazer o n�l de emiss㯠de CO2 no virar do milꮩo - sem precisar a data - regredir para o de 1990.
...

O canadense Maurice Strong, secretᲩo-executivo da organiza磯 da "Cimeira da Terra", em 1992, voltou a p⠯ cocar de penas dos �ios brasileiros na abertura da Rio+5, quinta-feira, no Rio de Janeiro.
Sorridente, com o cocar oferecido pelo �io xavante Aniceto Tsudzaverz鬠Strong posou

evento de cerca de uma semana, onde deverᠳer feito um balan篠dos avan篳 e recuos na pol�ca ambiental planetᲩa cinco anos ap㠡 Eco-92.
Durante a cerim, o xavante Aniceto, de uma reserva ind�na do Estado de Mato Grosso, p㠯 que parecia ser uma corda no pesco篠de Marcelo Alencar, Prefeito do Rio de Janeiro ࠩpoca da "Cimeira da Terra" e do F⵭ das Organiza絥s N㯭Governamentais (ONGs).
O gesto parecia uma admoesta磯 pelo fato de o Governador ainda n㯠ter posto em prᴩca um plano de despolui磯 da ba�de Guanabara, datado da 鰯ca da Eco-92, cujo atraso teria determinado o recente afastamento do Rio de Janeiro do lote de cidades candidatas a sediar os Jogos Ol�icos de 2004.
Tratava-se num entanto de um enfeite chamado abasi, "uma esp飩e de gravata", como explicou o �io, um s�olo de amizade para o seu povo.
Parecia estar montado, no ass鰴ico centro de conferꮣias do hotel cinco estrelas carioca, um carnaval igual ao da Eco-92, quando tribos ecologistas de todo o mundo se reuniram no Rio, a que n㯠faltou a exibi磯 de um grupo de ax頍 music da Bahia, o Olodumar鬠mas o tom dos discursos n㯠foi de festa.
O xavante Aniceto criticou as invas峠de terras ind�nas por garimpeiros e madeireiros.
Kᴩa Maia, representante do F⵭ das Organiza絥s N㯭Governamentais brasileiras, acusou o Governo brasileiro de n㯠ter dado um passo para a regulamenta磯 dos princ�os contidos na Agenda 21, um dos tr고documentos subscritos por mais de uma centena de chefes de Estado e de governos em 1992.
Hoje presidente da ONG Conselho da Terra, Maurice Strong declara que o mundo continua na senda do desenvolvimento insustentᶥl, e um perito chileno da Organiza磯 das Na絥s Unidas (ONU) - sob cuja 駩de se realizou a "Cimeira da Terra", propugnou a altera磯 do atual quadro de predom�o do neo-liberalismo econ�o.
Aplaudida de p鬠a feminista norte-americana Bella Abzug exigiu san絥s da ONU a pa�s que n㯠respeitem as leis ambientais aprovadas pela entidade, bem como aos que n㯠respeitam as determina絥s da Conferꮣia Internacional das Mulheres realizada em 1996, em Pequim.
Ao longo de cerca de uma semana meio milhar de cientistas, pol�cos, empresᲩos e representantes de ONGs ambientalistas de 80 pa�s discutir㯠as quest峠a serem inclu�s na ordem dos debates de uma reuni㯠da Comiss㯠do Ambiente da ONU marcada para abril em Nova York, que servirᠤe prepara磯 de uma Assembl驡 Especial daquele organismo sobre o meio ambiente prevista para junho.
Nela, governantes de todo o mundo dever㯠aprovar a "Carta da Terra", uma esp飩e de constitui磯 planetᲩa sobre a gest㯠do ambiente.
Dever㯠ser apresentados no Rio 1800 projetos implantados em todo o mundo como exemplo das possibilidades de aplica磯 dos documentos aprovados na Eco-92 - al魠da Agenda 21, os tratados da biodiversidade e sobre altera絥s climᴩcas, mas "as boas not�as ainda s㯠insuficientes", como reconheceu Maurice Strong no seu discurso de abertura.
O "mini-f⵭" da Terra, a realizar-se no Rio at頱uarta-feira, tem sido duramente criticado por importantes organiza絥s ambientalistas, para as quais a sua organiza磯 estᠥxcessivamente pr詭a aos interesses dos que lutam contra uma "nova ordem" ambiental no planeta.

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margem do evento, o deputado estadual Carlos Minc, presidente da Comiss㯠do Ambiente da Assembl驡 Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, fez uma den㩡 do "n�l de mentira no ar" cinco anos depois de governantes de todo o mundo se terem comprometido a criar uma "nova ordem" ecol穣a mundial.
Ao lado de um "mentir�ro" instalado ࠰orta do hotel onde se realiza a conferꮣia, que visa fornecer subs�os para a reda磯 de uma "Carta da Terra", a ser aprovada em junho numa assembl驡 especial da Organiza磯 das Na絥s Unidas (ONU), o deputado leu para uma plat驡 formada sobretudo por repⴥres as recomenda絥s da Agenda 21 e dos Tratados da Biodiversidade e das Altera絥s Climᴩcas.
O nariz de Pinᵩo do "mentir�ro" cresceu at頡tingir 90 por cento de "n�l de mentira" ao ser feita referꮣia ao Tratado da Biodiversidade, que estipula os princ�os para a preserva磯 dos recursos gen鴩cos do planeta.
...

Mercedes Sosa afirmou que a Cimeira da Terra, realizada em 1992, e de que a reuni㯠Rio+5 faz o balan篬 cinco anos depois, foi um fracasso total, "por falta de engajamento da social civil".
A cantora argentina recusou-se a fazer qualquer pronunciamento "espec�co", alegando n㯠ser "pol�ca nem ativista", e n㯠escondeu o seu fastio pelo papel que lhe cabe agora exercer, o de representante na Am鲩ca Latina na comiss㯠de reda磯 da Carta da Terra.
"Estou perdendo na Rio+5 tr고dias em que poderia estar me dedicando ࠭飡", lamentou.

O documento deverᠣonter recomenda絥s ࠃomiss㯠do Ambiente da Organiza磯 das Na絥s Unidas (ONU), que se reunirᠥm Nova York em abril, para preparar a assembl驡 especial daquela organiza磯 sobre o meio ambiente, em que os l�res dos Governos far㯠o balan篠oficial dos avan篳 e recuos na pol�ca ambiental do planeta desde a Eco-92.

relator das reuni峠sobre o Tratado das Altera絥s Climᴩcas e que, como a grande maioria dos cerca de 450 participantes, reclama de nada ter sido feito nomeadamente em rela磯 aos compromissos assumidos por mais de uma centena de Chefes de Estado e de Governos naquela reuni㯮
Muito pouco foi feito tamb魠no sentido da aprova磯 de leis para a prote磯 e partilha da explora磯 do patrim biol穣o mundial preconizadas pelo Tratado da Biodiversidade, jᠲatificado por 165 Governos, afirma um relat⩯ da ONG World Resources Institute divulgado numa reuni㯠de sᢡdo, no Rio.
A biodiversidade no mundo continua "seriamente amea硤a", afirma o relat⩯, que re堥studos realizados por 400 especialistas em 50 pa�s.
ONGs da Am鲩ca Latina dever㯠reunir-se hoje com Mercedes Sosa para pression᭬a a fazer incluir na "Carta da Terra" um pedido de fortalecimento dos conselhos nacionais de desenvolvimento sustentᶥl, at頨oje restritos a quest峠ambientais, e do combate ࠰obreza, al魠de uma solu磯 para a quest㯠 da d�da externa dos seus pa�s.
A cria磯 de conselhos de desenvolvimento sustentᶥl 頵ma das recomenda絥s feitas pelos l�res dos governos na Agenda 21, um dos documentos da Conferꮣia das Na絥s Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento cujo cumprimento estᠡ ser examinado na Rio+5.
...

sobre o desenvolvimento ambiental e sustentᶥl.
A recomenda磯 頦eita no encerramento da carta, que cont魠18 princ�os 鴩cos e morais para a preserva磯 das esp飩es e ecossistemas, e que sथverᠳer aprovada em Assembl驡 Geral da ONU no ano 2000.
O respeito ࠔerra e a toda a forma de vida, a prote磯 e restaura磯 dos ecossistemas e a promo磯 do desenvolvimento social s㯠alguns dos princ�os defendidos no documento, divulgado ter硭feira, e desde logo classificado como uma mistura do Tratado Universal dos Direitos Humanos com os ensinamentos de Jesus Cristo.
Assinado, entre outros, pelo ex-l�r sovi鴩co Mikhail Gorbatchov, pela cantora argentina Mercedes Sosa e por Maurice Strong, secretᲩo-geral da "Cimeira da Terra", a Conferꮣia das Na絥s Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992, o documento deverᠡinda passar pelo crivo das comiss峠especiais da ONU e de Governos de todo o mundo antes de ser levado a vota磯 na Assembl驡 Geral do mesmo organismo.
A assinatura do texto, que come篵 a ser discutido na Eco-92, culminou a conferꮣia de sete dias em que meio milhar de cientistas, pol�cos e representantes de organismos n㯭governamentais fizeram um balan篠doa avan篳 e recuos do mundo em termos de pol�ca ambiental cinco anos ap㠡 segunda reuni㯠mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento e a assinatura da Agenda 21 e dos Tratados da Biodiversidade e das Altera絥s Climᴩcas.
ɠpreciso mudar o sistema, que n㯠tem "amor ࠍ㥠Terra", declarou Mercedes Sosa, em discurso proferido na reuni㯠mais solene

A "Carta da Terra", deverᠳervir para "mudar o homem", fortalecendo "os valores da vida", ajudando "cada pessoa a mudar os seus valores", segundo a cantora, que encerrou o discurso entoando os 䩭os versos da can磯 "Gracias a la Vida", da chilena Violeta Parra, uma das pe硳 mais famosas do seu repert⩯.

Pouco antes, durante uma conferꮣia de imprensa coletiva, o ex-l�r sovi鴩co recusara-se a confirmar a informa磯 de um jornalista norte-americano segundo o qual o pr魲equisito para a sua participa磯 na conferꮣia do Rio foi o pagamento de um vultoso cachꮮ
"Pedi sim, muito dinheiro ao governo argentino, que patrocinou a minha vida", disse Gorbatchev, acrescentando que o dinheiro serᠡplicado em projetos ambientais da Cruz Verde - organiza磯 n㯭governamental a que preside - na Argentina.
Al魠de quanto ganha um "super-astro" da pol�ca para participar numa conferꮣia
de ambiente, a Rio+5 deixa no ar as mesmas d餡s - ou "fantasmas", segundo um especialista - que acometeram os participantes da Eco-92, entre elas a de como p⠥m prᴩca as propostas contidas em dezenas de milhar de p᧩nas de relat⩯s sobre desenvolvimento sustentᶥl divulgados nos sete dias de reuni㯼br>
VIOLʎCIA NO CAMPO BRASIL MORTE DE EXPEDITO
(RIO DE JANEIRO 큉S UMA MORTE ANUNCIADA  CAMPOS DO Ⲿ BRASIL

RIO DE JANEIROp; 揉 ENTERRADO HOJE ϠORPO DE EXPEDITO RIBEIRO DE SOUZA҅SIDENTE DO SINDICATO DOS 䒁BALHADORES  RURAIS DE RIO MARIA퍊 MUNIC͐IO SITUADO 80덓 좲> A SUL DE BELɍ DO PARl MORTO  SBADO COM TRʓ TIROS.
EM DEPOIMENTO PRESTADO AO TRIBUNAL PERMANENTE DOS POVOS좲> EM PARIS占AGOSTO DE 1990ANDO CANUTTO DE OLIVEIRA�r> SOBREVIVENTE DE UM MASSACRE OCORRIDO EM ABRIL DAQUELE ANOp; 占QUE MORRERAM OS SEUS DOIS IRMÏS 䅃LAROU QUE O L̈́ER SINDICAL FAZIA PARTE DE UMA LISTA DE PRӘIMAS V͔IMA DE ASSASSINOS Ⲿ ROBERTO NETO DA SILVA텍BRO DA DIREǃO DO SINDICATO DE TRABALHADORES RURAIS DE RIO MARIA CUSOU O FAZENDEIRO GERALDO DE VEIRA BRAGA E UM SEU IRMÏ DE SEREM OS MANDANTES DO ASSASSINATO. O SINDICALISTA DISSE QUE O FAZENDEIRO TAMBɍ 큎DOU MATAR占1985p; ؠ-PRESIDENTE DO SINDICATOꏃO ぎUTTOI DE ORLANDO CANUTTO.
EM DECLARAǕES AO "JORNAL DϠBRASIL"䏠RIO DE JANEIRO᠁DVOGADA SUELY BELLATOᕅ FOI ASSISTENTE DE ACUSAǃO NO Ⲿ PROCESSO PELA MORTE DE CHICO MENDES占DEZEMBRO DE 1990ᆉRMOU ᕅ O ASSASSINATO DE EXPEDITO FOI O DECIMO REGISTRADO EM RIO MARIA NOS ULTIMOS NOVE MESES.
OS CONFLITOS NA REGIÏ COMEǁRAM EM 1988ᕁNDO 䒁BALHADORES RURAIS OCUPARAM PARTE D`PROPRIEDADE DOS ӠIRMÏS ⒁GAᕅ TEM 4,5 MIL HECTARES ӠDE EXTENSAO.
"FIZEMOS UM ACORDO COM ELESINSTITUTO DE COLONIZAǃO E REFORMA AGRRIA (INCRA)RA FICARMOS COM PARTE DAS TERRAS" p; MASSSADOS ALGUNS DIAS퍊 FOMOS EXPULSOS POR JAGUNǏS
(PISTOLEIROS) ୠCONTOU O SINDICALISTA ROBERTO NETO DA SILVA AO JORNAL "FOLHA DE SÏ PAULO".
`COORDENADORIA DA COMISSÏ PASTORAL DA TERRA (CPT) ā Ⲿ CONFERʎCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB)䅠CONCEICÏ DO ᒁGUAIA퍊 MUNICIPIO QUE DISTA CERCA DE 100 KMS䅠RIO MARIA�NVIOU NO DOMINGO恒IOS OF̓IOS  AUTORIDADES LOCAIS E DE BRAS͌IA EM QUE PEDE QUE SEJAM TOMADAS PROVIDʎCIAS IMEDIATAS PARA A ELUCIDAǃO DA MORTE DE EXPEDITO DE SOUZA.
NOS OF̓IOS᠃OORDENADORA DA CPT DE ㏎CEIǃO DO ARAGUAIAᎁ DE SOUZA PINHO셍BRA QUE DENUNCIAS ㅍELHANTES⅌ATIVAS `OUTROS CRIMES FORAM FEITAS EM ABRIL DO ANO PASSADO AO EX-MINISTRO DA JUSTIǁ⅒NARDO CABRAL堑UE NENHUMA PROVIDʎCIA FOI TOMADA.
A ADVOGADA SUELY BELLATI INFORMOU厔RETANTOᕅ MAIS 䅠UMA CENTENA DE PESSOAS ENVOLVIDAS EM CONFLITOS RURAIS NO 哔ADO DO PAR`㏒REM RISCO DE VIDAㅍ NENHUMA PROTEǃO
OFICIAL.
EM DIVERSOS DOCUMENTOS⁓EADOS EM DADOS DA CPT DA CNBB좲> A ORGANIZAǃO ANISTIA INTERNACIONAL TEM AFIRMADO QUE䅓DE Ⲿ 1985插AM COMETIDOS CERCA DE MIL ASSASSINATOS NOS CAMPOS DO BRASIL E QUE A GRANDE MAIORIA DOS SEUS AUTORES E MANDANTES CONTINUAM IMPUNES.
EXPEDITO DE SOUZA TINHA 43 ANOS E㏍O MUITOS ATIVISTAS ㉎DICAIS DA REGIÏ퍊 ERA MILITANTE DO PARTIDO COMUNISTA DO ⒁SIL (PC DO B).
RIO MARIA localiza-se NO EXTREMO SUL DE UMA VASTA REGIÏ CONHECIDA COMO "BICO DO PAPAGAIO" 堑UE ɠCONSIDERADA UMA DAS MAIS VIOLENTAS DO BRASIL.
O ATIVISMO POLITICO E SINDICAL ENTRE OS HABITANTES DAS MARGENS DO RIO ARAGUAIA퍊 NA FRONTEIRA DOS ESTADOS DO PARl MARANHÏ E TOCANTINS揉 INCENTIVADO PELA PRESENǁ NAQUELA REGIÏ좲> NO INICIO DOS ANOS 70䅠UM GRUPO DE GUERRILHA DO PC DO B�r> UMA DISSIDENCIA DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO QUE SE IDENTIFICA COM O REGIME POLITICO VIGENTE NA ALBŽIA.

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                               Gaia: A New Look At Life On Earth - James Lovelock

DESPERD̓IO
ENERGIA PERDIDA JOELMIR BETING O GLOBO 1䅠ABRil 1993
PӠNO CANO
A ONU informa: no ano 2000 cada terrᱵeo vai ter um milh㯠de metros c飯s de ᧵a por ano. Em 1950 a disponibilidade de ᧵a doce era de 2,9 milh峠por pessoa. Na cidade de S㯠Paulo a ᧵a jᠥstᠳendo puxada de at頍 150 quil�ros de dist⮣ia. Com ela a gente lava carros e cal硤as.
 

ECOLOGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO 2008

De janeiro a junho de 2008 queimado na Amaz o equivalente a Ქa do munic�o do Rio de Janeiro
entre 30 a 35 POR CENTO 頤esmatado para a pecuᲩa
 

veja 26 de mar篬 2008
MST
Lauro Jardim escreve sobre a Vale do Rio Doce e sua estrat駩a de contra-atacar o MST
Jo㯠Pedro St餩le garantiu que n㯠respeitarᠡ liminar da Justi硠que o pro� (e ao MST) de invadir instala絥s da Vale e paralisar suas atividades
AMAZԎIA - A VERDADE SOBRE A SAڄE DA FLORESTA
5,4 milh峠de quil�ros quadrados (no Brasil - que tem 8,5 milh峩
maior reserva de ᧵a doce, plantas e animais do planeta
Maior floresta tropical do mundo, ela abriga 15 por cento de todas as esp飩es de plantas e animais do planeta. Sथ peixes s㯠3 000 tipos.
extraordinᲩo bioma
sumi篠da floresta alteraria a precipita磯 das chuvas em vᲩas regi峠do globo
Amaz produz um volume de vapor d'᧵a que responde pela forma磯 de 60 por cento da chuva que cai sobre as regi峠Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
No m고passado foram cortados 725 quil�ros quadrados de mata, contra 266 quil�ros quadrados do 䩭o �ice dispon�l de um m고de fevereiro, o de 2006
total de desmatamento nas duas 䩭as d飡das: 356 500 quil�ros quadrados
nos 䩭os 45 anos: 700 000 quil�ros quadrados
desordem fundiᲩa e impunidade dos infratores
Ibama: 644 fiscais em toda a Amaz (2 000 sய estado de S㯠Paulo)
em 2005 e 2006 or硭ento para fiscaliza磯 acabou em agosto, m고em que mais se desmata
em 2007 sযi al魠de agosto porque funcionᲩos estiveram 65 dias em greve
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou o sumi篠de 7 000 quil�ros quadrados entre agosto e dezembro de 2007
propriedades privadas com registro vᬩdo: 4 por cento
propriedades privadas sem registro vᬩdo: 32 por cento
reservas ambientais e ind�nas em parte ocupadas por posseiros: 43 por cento
terras do estado: 21 por cento
gado bovino: 35 por cento do rebanho do pa�br> planta絥s de soja: 5 por cento da produ磯 do pa�br> as terras custam at頵m d飩mo do valor no Sudeste
bancos oficiais oferecem linhas de cr餩to anuais subsidiados de 5 a 9 por cento
em outras regi峺 26 a 34 por cento
bois atingem a maturidade para abate um ano mais cedo porque a fartura das chuvas faz com que o pasto viceje o ano todo
expans㯠do agroneg㩯 nas duas 䩭as d飡das fez com que lavouras e pastos avan硳sem cada vez mais pela floresta
floresta perdeu 17 por cento da sua cobertura original
quase 40 por cento dela nos 䩭os 20 anos
nenhum governo produziu um plano de longo prazo [e de curto? e de m餩o?] para a ocupa磯 da Amaz
"Isso aqui 頴erra sem lei. Por a磯 ou omiss㯠o governo nos deixa sitiados."
reservas e terras p쩣as est㯠coalhadas de posseiros, que desrespeitam as normas de manejo
desmatamento permitido por lei de 1996: 20 por cento do terreno e aos restantes 80 por cento preservados chama-se reserva legal
at頱996 podia-se desmatar 50 por cento da propriedade
clima nas fronteiras agr�las 頤e desobediꮣia civil: diz-se que o governo mudou as regras no meio do jogo
muitos agentes do Ibama aceitam propina para fazer vista grossa ೠinfra絥s ou vendem guias de comercializa磯 de madeira a despachantes e madeireiros.
registra-se invas峠de um obscuro Movimento dos Sem Tora
Incra promove assentamentos de sem-terra no meio da floresta
e sem conseguir sobreviver assentados acabam por desmatar tudo
a磯 do Incra e dos assentados responde por 20 por cento do desmatamento
60 por cento das fam�as que governo assentou desde 1995 foram levadas para a Amaz: 1,3 milh㯠- as Ქas de assentamento est㯠a salvo de fiscaliza磯 do Ibama por decis㯠do governo federal.
GRANDE PARTE DOS ASSENTAMENTOS SE TRANSFORMOU EM FAVELAS RURAIS
Incra persegue os agricultores que deixam a floresta em p鮼br> Os fiscais consideram a reserva florestal como terra improdutiva e acabam por designar a fazenda como de interesse para a reforma agrᲩa.
Al魠do conhecido MST, movimentos obscuros como
Liga dos Camponeses Pobres
Federa磯 Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
e a belicosa Liga OperᲩa e Camponesa
dos 761 conflitos de terra registrados no Brasil em 2006, quase metade ocorreu na Amaz
DOS 761 CONFLITOS DE TERRA REGISTRADOS NO BRASIL EM 2006, QUASE METADE OCORREU NA AMAZԎIA
SÏ FɌIX DO XINGU, a 1 000 quil�ros de Bel魼br> caiap㬠antigos habitantes
bateia de ouro homenageia os garimpeiros que desbravaram a regi㯼br> l�r do ranking nacional de desmatamento hᠳete anos abrindo espa篠para o pasto e expans㯠do rebanho bovino
15 000 quil�ros quadrados de devasta磯 - Ქa 10 vezes maior que o munic�o de S㯠Paulo, metade nos 䩭os sete anos
60 MIL habitantes para territ⩯ 56 vezes maior que o dispon�l para os 10 milh峠de paulistanos
munic�o 頤ono do maior rebanho bovino do pa� 1,7 milh㯠de cabe硳 em 2007; 680 000 em 2000
campe㯠nacional em homic�os decorrentes de conflitos fundiᲩos. Os Assassinatos s㯠feitos por justiceiros e pistoleiros que garantem a ocupa磯 de terraS PڂLICAS E APROPRIAǃO DE RECURSOS NATURAIS, como a madeira.
Antes da chegada do gado, era para� dos madeireiros. Com matas ricas em mogno
em Mato Grosso:
"A gente desmatava tudo. Sడrava onde era brejo. (...)
"Eu me considero um produtor de alimentos, n㯠um desmatador."
...
U. Srinivasan, da Universidade da Calif⮩a em Berkeley: pa�s ricos impor㯠perdas ambientais de at頷,4 trilh峠de d졲es aos pa�s de renda per capita baixa e m餩a em raz㯠de suas a絥s no per�o 1961-2000
Or硭ento da Uni㯠de 2008 Minist鲩o do Meio Ambiente: 2,9 bilh峠de reais, mais que o dobro do destinado ao Minist鲩o do Desenvolvimento, Ind䲩a e Com鲣io Exterior
96 por cento dos brasileiros se preocupam com o aquecimento global, contra 85 por cento em m餩a no exterior
45 projetos de usinas hidrel鴲icas aguardam expedi磯 de licen硳 ambientais
relat⩯ do IPCC (?) sobre emiss㯠de gases t詣os:
Am鲩ca Latina: 5 por cento
EUA: 25 ﲠcento

O GLOBO 25 DE ABRIL DE 2008
DEGELO NO RTICO
O impacto das mudan硳 climᴩcas no rtico 頭aior do que o suposto.
com efeito em todo o meio ambiente da regi㯬 especialmente na fauna.
Segundo a ONU, o desaparecimento da calota de gele da Groenl⮤ia elevaria o n�l do mar em 7,3 metros.
Os dados do World Wildlife Fund WWF ser㯠apresentados hoje no Conselho Intergovernamental do rtico.
                      degelo
                de gelo
                        
de gelo
                                            degelo

O Globo 25 de abril de 2008
N͖EIS DE CO2 CONTINUAM A SUBIR
A QUEIMA DE COMBUST͖EIS FӓSEIS POR PA͓ES RICOS ɠA PRINCIPAL CAUSA
As emiss峠de di詤o de carbono, o principal g᳠associado ao aquecimento global, continuam a subir em ritmo acelerado.
Um dos principais fatores s㯠as crescentes emiss峠para a gera磯 de energia na China, Estados Unidos e Europa. A Itᬩa, por exemplo, planeja construir uma grande termoel鴲ica a carv㯮
De todos os combust�is f㳥is, o carv㯠頯 que mais lan硠di詤o de carbono na atmosfera ao ser queimado. Segundo a Noaa (administra磯 de Oceanos e Atmosfera dos EUA), depois de uma d飡da de estabilidade os n�is de metano tamb魠voltaram a se elevar. Embora menos abundante que o CO2, o metano 頰ior para o efeito estufa.
A m餩a anual de aumento (de emiss㯠de CO2) nos 䩭os seis anos foi de 2 ppm, �ice mais acentuado do que em d飡das anteriores.
Se o aumento do CO2 estᠡssociado ࠱ueima de combust�is f㳥is, a situa磯 do metano 頩ncerta. O g᳠頰roduzido naturalmente por p⮴anos, mas tamb魠頍 liberado em atividades industriais. Um temor dos especialistas 頯 degelo da permafrost
permafrost
(solo permanentemente congelado) na regi㯠Ჴica. Isto poderia liberar grandes quantidades de metano.

O Globo 29 de abril de 2008
EXPULSOS DE CASA
impactos do aumento das emiss峠de CO2 no aquecimento global crescem sem cessar
em 2050 um bilh㯠de pessoas ser㯠expulsas de suas casas devido a mudan硳 climᴩcas
frica e sia ser㯠as regi峠mais afetadas.
camponeses de Xienghoang andam quil�ros para arranjar lenha e comida.

leitor de O Globo 5 de maio de 2008
Poderia ser o maior produtor mundial de alimentos mas n㯠鮼br> outro leitor
estampa constantemente morte de crian硳 ind�nas por desnutri磯, de adultos pela falta de perspectiva e esperan硼br> outro leitor:
Roraima, fronteira com Venezuela e Guiana, onde tꭠocorrido grav�imos conflitos entre �ios e plantadores de arroz.

O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008
DRAGÏ FERIDO
LUIZ PAULO HORTA
hᠣerca de dez anos Pequim (...) era uma cidade destru� (...) ࠥxce磯 de uma ou outra rel�ia do passado.
Templo do C鵠exibe uma porcelana azul de beleza extraordinᲩa. Ali, uma vez por ano, o imperador presidia aos ritos de abertura do ano agr�la. Como tudo o que governava a China tradicional, a id驡 era manter e desenvolver o equil�io entre o C鵠e a Terra.
A China atual mostra a mais total desarmonia entre o C鵠e a Terra.
Em 2005 jᠤizia o vice-ministro do Meio Ambiente, Pan Yue: "O milagre econ�o vai terminar logo, porque o meio ambiente jᠮ㯠dᠣonta" (do estrago causado pelo desenvolvimento).
A China jᠴem 16 das 20 cidades mais polu�s do mundo. Problemas respirat⩯s na popula磯, a chuva ᣩda caindo sobre os campos, provocando uma desertifica磯 acelerada, a disponibilidade de ᧵a limpa encolhendo assustadoramente,

Violꮣia no campo
violꮣia no campo

O GLOBO 22 DE ABRIL DE 2008
IMPUNIDADE NO CAMPO
"ABRIL VERMELHO": MST RETOMA INVASՅS
Presidente da Comiss㯠de Agricultura da C⭡ra de Deputados, do DEM-RS (Partido dos Democratas):
        - Hᠵma frouxid㯠do governo, que n㯠respeita o direito de propriedade. Pior: o governo Lula destina tr고vezes mais dinheiro para a Minist鲩o AgrᲩo do que para o da Agricultura. O governo permite a a磯 livre dos bandoleiros do MST e sua turma.
nas 䩭as semana os sem-terra ocuparam rodovias, invadiram sede de mineradora (Vale do rio Doce) e obstru�m uma ferrovia.
Ad㯠Preto do PT-RS contesta o DEM e o pr಩o governo:
            - Quando n㯠 era presidente Lula dizia que quando o fosse poderia at頮㯠fazer tudo mas uma coisa ele faria: a reforma agrᲩa. N㯠cumpriu a promessa.
Chegou a dizer que no governo FHC, combinado com Ol�o Dutra, governador do RS-PT, avan篵 mais na reforma agrᲩa no seu Estado:
            - Naquela 鰯ca foram assentadas seis mil fam�as. No governo Lula, at頡gora, duas mil.

O GLOBO 6 DE MAIO DE 2008
CONDENADOS NO CASO DOROTHY Tʍ NOVO JULGAMENTO
missionᲩa Dorothy Stang, de 73 anos, assassinada em 12 de fevereiro de 2005 em Anapu, Parᬠpelo agricultor Rayfran das Neves Sales, que confessou o crime, que tenta livrar de culpa o suposto mandante, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida.
No primeiro julgamento Bida foi condenado a 30 anos de cadeia e Rayfran a 27.
No julgamento anterior Rayfran disse que a arma que usou pertencia a Bida. Agora negou.

ɐOCA 7 DE JULHO DE 2008
leitora
A matan硠na Rep쩣a p㭤itadura foi maior que no per�o militar. Basta recordar o massacre da CandelᲩa, a invas㯠no Carandiru, o massacre dos sem-terra no Parᠥ tantos outros em favelas e bairros pobres de S㯠Paulo e do Rio de Janeiro.
SOMOS UM PA͓ "VERDE" MAS NEM TANTO
Brasil: 34쵧ar no ranking dos pa�s mais "verdes" - comprometidos com o meio ambiente.
Newsweek: essa coloca磯 頥nganosa. Diz que pa�marca pontos positivos pelo uso de etanol e por ter hidrel鴲icas como principal fonte de energia mas ressalva que esses m鲩tos datam dos anos 70 e "n㯠tꭠsido acompanhados de novas a絥s". Aponta o desmatamento crescente e o saneamento bᳩco precᲩo como pontos negativos e pergunta:
"At頱uando o pa�serᠣapaz de manter essa situa磯 favorᶥl?"

VEJA 9 DE JULHO, 2008
PERNIL GORDO    J.R. GUZZO
(sobre caso da Vale que diz que n㯠comprou lotes, indenizou assentados por melhorias em lotes que encampou para abrir uma mina)
os assentados em projetos de reforma agrᲩa n㯠podem vender os lotes que receberam na teoria
a venda de lotes por assentados que ficam com o dinheiro, v㯠embora e eventualmente recebem um novo peda篠de terra em outro lugar.
Cargill - um porto de exporta磯 de soja em Santar魬 tamb魠no Parἢr>
VEJA 23 DE JULHO, 2008
ENERGIA EӌICA
Os⩯, RS: 75 cata-ventos formam o maior parque e쩣o da Am鲩ca Latina, fornecem energia aos seus 40 000 habitantes e a mais 650 000 em Porto Alegre
O Brasil 頯 pa�que mais recicla alum�o no mundo: 1 milh㯠de latinhas por hora, 70 por cento das quais em Pindamonhangaba, no leste paulista, que tem a maior empresa de reciclagem do mundo, a Novelis

OS DILEMAS DA AMAZԎIA
veja, 23 de julho, 2008
60 por cento do territ⩯ nacional
regime militar empenhava-se em levar o "progresso para a selva" pela Transamaza e com a hidrel鴲ica de Tucuru�no Parᮼbr> explora磯 predat⩡ e caos fundiᲩo
queimadas e extra磯 ilegal da madeira, avan篠desordenado da pecuᲩa e das lavouras de soja nas bordas da floresta
em 2008 desmatamento atingiu 17 por cento da cobertura original
governo, ao mesmo tempo em que busca reprimir o desmatamento, promove assentamentos de sem-terra em Ქas da floresta
A NAǃO DO GARIMPO
corrida ao ouro de Serra Pelada
100 000 brasileiros atra�s para a jazida do tamanho de dois estᤩos do Maracan㬠Parἢr>
AMEAǁ RADICAL
veja, 23 de julho, 2008
Desde suas primeiras invas峠de terra e atos de baderna nos anos 1990, O MST e outras agremia絥s radicais (...) Com suas agress峠ao agroneg㩯 e ao meio ambiente (seus assentamentos s㯠um dos focos de devasta磯 da Amaz) eles amea硭 a paz e a prosperidade do campo.

VEJA 27 DE AGOSTO, 2008
OPERAǃO BOI PIRATA DE CARLOS MINC
OS SEM-TERRA QUE AMEAǁM O VERDE
A FAZENDA SANTA Fɠ頵m modelo de preserva磯 no devastado sul do ParᮠNela, o dublꠤe pecuarista e ambientalista Marcos Mariani cria um rebanho de 15 mil bois e mant魠intacta uma Ქa de mata virgem de 370 mil quil�ros quadrados. Tamb魠financia uma ONG para convencer o governo a investir apenas em ferrovias na Amaz, que prejudicam menos a floresta que as ferrovias.
Hᠵm m고o experimento de Mariani foi amea硤o pelo Incra, que quer desapropri᭬o e instalar lᠵm grupo de sem-terra que acampou nas suas fronteiras e diz pertencer a uma tal Associa磯 Fꮩx.
ADAM WERBACH
ex-presidente do Sierra Club, a maior organiza磯 ambientalista dos Estados Unidos:
Sempre haverᠱuem acredite que tudo o que hᠡ fazer 頰reservar o meio ambiente. O mundo 頭ais complexo do que isso. Existem centenas de milh峠de pessoas subnutridas no planeta.
Mais do que o fim das esp飩es, 頡 nossa civiliza磯 que estᠡmea硤a
(e hᠡlgo a opor a isso, ora pois?)

veja 3 de setembro, 2008
RESERVA RAPOSA SERRA DO SOL
Para mim o modelo 頣ont�o. Um modelo sem a presen硠de ilhas. Os �ios brasileiros s㯠visceralmente avessos a qualquer id驡 de nichos, guetos, cercas, muros, viveiros. - ministro Carlos Ayres Britto, relator, ao votar pela demarca磯 cont�a das terras ind�nas em Roraima.
Pelo menos ele (Ayres Britto) n㯠mandou me prender.
prefeito de Paraca� (Roraima) e um dos maiores fazendeiros da Ქa, preso recentemente pela PF, que quis tir᭬o de suas terras na m㯠grande.
O Ex鲣ito 頦ervorosamente contra essa reserva, a ponto de poder haver motins se a demarca磯 for cont�a.
G鬩o Fregapani, coronel reformado do Ex鲣ito, tirando o pijama contra a demarca磯 cont�a.

veja 24 de setembro, 2008
UM PARAN`PARA 20 000 ͎DIOS
Existem hoje na funai 21 pedidos para a cria磯 e a amplia磯 de reservas ind�nas em Mato Grosso.
o territ⩯ ind�na passarᠤe 13 por cento para 18 por cento da Ქa do estado.
No total, hᠲ0 000 �ios em Mato Grosso.

          ECOLOGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO 2009

          CRISE(S) REGULADORA(S)...

                        1929 쯦ont> 2009

           80 ANOS DE crackrises E FORROBODӼ/font>

             pra m㥠natureza o templo do pai

                    pra m㥠natureza o templo do pai

                    頴udo mentira, 頴udo figura         P鲩cles Cavalcanti

               CRISE(S) REGULADORA(S)...

ma non troppo... ou: para nada. Logo a mᱵina 頤e novo oleada and the beat goes on and on and on and on

veja, s㯠paulo, 24 de dezembro 2008

Jeremy Rifkin, economista amerikano:

tr고crises simult⮥as: financeira, energ鴩ca e o aquecimento global

com os recursos naturais de que disp堯 planeta 頣apaz de abrigar apenas 200 milh峠de pessoas com o estilo de vida do cidad㯠americano.

com os recursos naturais de que disp堯 planeta 頣apaz de abrigar apenas os Estados Unidos da Am鲩ca.

o que faz sentido: a atitude grassroot desde a expans㯠da fronteira tem sido justamente sഥm lugar aqui para n㠥 para mais ningu魼/font>

20 mar篠2009

gua. levantamento da ONG Global Peace divulgado pela ONU

um ter篠da popula磯 mundial tem problema de acesso a ᧵a

at頲030 metade da popula磯 mundial ter᠍ problema de acesso ou mesmo falta de ᧵a

veja, s㯠paulo, 25 mar篠2009

O ar estᠭais limpo... mas sయrque a crise econ�a 頤evastadora para ind䲩as ineficientes e poluidoras dos pa�s emergentes

ritmo do desmatamento da Amaz caiu 32 por cento no 䩭o semestre e o Brasil deixou de emitir 18 milh峠de toneladas de di詤o de carbono na atmosfera

Em Guangdong, de onde sai um ter篠das exporta絥s chinesas, 60 000 empresas, a maioria pequenas ind䲩as, jᠦecharam as portas. O n�l de polui磯 na regi㯠 caiu 5 por cento

emiss㯠global de gases de efeito estufa deve diminuir 3 por cento em 2009

segundo a FAO (Organiza磯 das Na絥s Unidas Para a Agricultura e Alimenta磯) tamb魠haverᠭenos dinheiro para investimentos em manejo florestal e estrat駩as de explora磯 de longo prazo

PETRӌEO LCOOL BIOCOMBUST͖EIS ENERGIA

JULHO 2007 OS BARՅS DO PETRӌEO
m�a apela IMPLORA por medidas para limpar o mercado petrol�ro
Os bar峠do petr쥯 e a especula磯 financeira
m�a clama IMPLORA por medidas para limpar o mercado petrol�ro

2008 PETROBRAS PRODUǃO
2,3 milh峠barris/dia
previs㯠para 2015: 4 milh峼br> lucro no primeiro semestre de 2008: mais de R$ 15 bilh峬 alta de 40 por cento em rela磯 ao mesmo per�o de 2007
Ქa de pr魳al requer nova tecnologia
potencial: 12 milh峠de barris/ano a partir de 2012-2013

1973 PRODUǃO
Brasil produzia 15 por cento do que consumia
com grande investimento na explora磯
1990 = 60 por cento
auto-suficiꮣia prevista para 2007


VEJA 30 de mar篠1994: PETROBRAS COM MEDO DA CONCORRʎCIA
SEIS PA͓ES COM MONOPӌIO na Ქa de petr쥯: Golfo P鲳ico, Ir㬠M鸩co e Brasil
um mamute lento que precisa de um ajuste de propor絥s quase s�icas para sobreviver
VEJA DE FRASES E IDɉAS RIBOMBANTES ALTISSONANTES
Os dois, a empresa e a reserva de mercado, foram criados para dar auto-suficiꮣia em petr쥯 ao Brasil. A auto-suficiꮣia era considerada uma quest㯠estrat駩ca para o pa� N㯠se parou para pensar que a comida 頭ais estrat駩ca ainda, mas seria considerado lunᴩco algu魠de propusesse a cria磯 da Feij㯢rᳮ

N㯠頵n�co, n㯠頭anique�a, n㯠頵nilateral. Tamb魠daqui se vꬠcomo o senador Cristovam Buarque, que hᠱue definir, como a Opep quantas gotas de petr쥯 se produz, quantos cent�tros quadrados de terra se vai consumir para encher os tanques do mundo para n㯠deixar de plantar para se comer num pa�que tem fome.

PETROBRAS PETROLEO
VOCʠSABIA? - assessoria de imprensa da Petrobras em janeiro de 1990:
Voc꠳abia que a Petrobras paga pelo petr쥯 importado US 18,80 o barril e somente pode considerar em sua estrutura US 14,26?
Voc꠳abia que a Petrobras chegou a investir no in�o da d飡da de 1980 quase US 5 bilh峠por ano, diminuindo seus investimentos para apenas US 1,6 bilh㯬 tendo de reduzir drasticamente suas atividades de pesquisa, perfura磯, explora磯, produ磯 e outras?
... resultado dos pre篳 defasados dos derivados que produz, a Petrobras terᠤe adiar a meta de auto-suficiꮣia na produ磯 de petr쥯 de 1997 para o ano 2000?
... tendo descoberto e delimitado reservas de petr쥯 da ordem de oito bilh峠 de barris sem contar o g᳠natural n㯠poder extrair essa riqueza
boa parte desses recursos existiria se recebesse as contas penduradas dos clientes - (cita empresas estatais)
programa de investimentos na primeira metade da d飡da de 1980 permitiu ࠍ empresa elevar a produ磯 de 171 mil barris/dia em 1979 para 637 mil em 1989, o que demonstra que competꮣia a empresa sempre teve?
recorde mundial de explora磯 e produ磯 em ᧵as profundas
na bacia de Campos tira petr쥯 em l⭩na d'᧵a de 492 metros e jᠤomina tecnologia para alcan硲 mil metros de profundidade

Lucro da Petrobras cai de US 471 para 160 milh峠de 1988 para 1989
a maior empresa da Am鲩ca Latina
no in�o da d飡da de 1989 faturava US$ 20 bilh峠e em 1989 US$ 12 bilh峼br> a insuficiꮣia de capital de giro foi basicamente derivada da defasagem dos pre篳 em rela磯 ࠩnfla磯

1989: Petrobras produz 700 mil e importa 400 mil barris de petr쥯/dia

Mesmo mal administrada, qualquer empresa de petr쥯 頵m bom neg㩯. ... o governo anterior arrochou os pre篳 e a Petrobras parou de investir e n㯠tinha dinheiro nem para pagar a folha salarial.
... estamos atrasados cinco anos no projeto de auto-suficiꮣia, que sथver᠍ ocorrer em 1999. As previs峠iniciais era de atingirmos a auto-suficiꮣia em 1990, produzindo  um milh㯠de barris/dia. Estamos produzindo a metade

A gasolina 頯 quarto combust�l do pa� Antes vem o diesel, o 쥯 combust�l e o GLP (g᳠de cozinha)

Fala-se que no futuro teremos um cardᰩo de combust�is.

abril de 1990: contas penduradas de US 563 milh峠de empresas estatais junto ࠍ Petrobras com ra�s hist⩣as, manipulado politicamente ao longo do tempo
Petrobras n㯠pode ser tratada como instrumento de controle da infla磯

companhias petrol�ras (tamb魠chamadas petroleiras) que n㯠querem ou tꭠ dificuldade em diversificar atividade, explorar outros ramos de produ磯 e explora磯 de energia/combust�is

isto鯳enhor julho de 1989
Mais de 5 mil demiss峬 US 1 bilh㯠de preju�s distribu�s por vᲩos sectores da ind䲩a, comprometendo 10 por cento do PIB, porque a estatal do petr쥯 reduziu seus investimentos
soma um punhado de 500 empresas, que tꭠ60 por cento do seu faturamento com a Petrobras, com mais de metade das suas 82 sondas de perfura磯 e produ磯 paradas
jᠦoi 29८t㯠a 50�or empresa do mundo
13ranking do petr쥯
maior empresa brasileira
Brasil entre os 20 maiores produtores de petr쥯 do mundo e 13孠reservas

Carlos Sant'Anna, presidente da Petrobras 1989:
Na 鰯ca da Revolu磯 todos os presidentes da Petrobr᳠eram poderosos. Um deles virou presidente da Rep쩣a, outro ministro
pediu que a empresa sa�e do circuito de comercializa磯 de ᬣool combust�l porque "ela nunca foi plantadora de cana"
ficou muito cerceada operacionalmente
perdas de US$ 100 milh峯m과br> "ɠdif�l justificar socialmente queima de um combust�l que custa US$ 40, mais que o dobro dos derivados de petr쥯."
Proᬣool "deverᠲetomar seus prop㩴os iniciais de ser apenas um programa estrat駩co"
e defende congelamento da produ磯 de ᬣool

Sant'Anna 頯 quinto presidente da Petrobras no governo Sarney - todos se demitiram ou foram demitidos por discordar de medidas que prejudicavam a empresa

Uni㯠tem 71,5 por cento de participa磯 no capital da empresa


CANA-DE-AǚCAR 2008
Brasil o maior produtor de CANA-DE-AǚCAR do mundo
baga篠de cana para produ磯 de energia el鴲ica
1쥩l㯠de biomassa, termel鴲icas movidas a baga篠de cana
etanol do trigo e do milho 頭ais caro que o de cana - biocombust�l
biodiesel

ALCOOL COMBUST͖EL
1988: frota autom楬, de 15 milh峬 8 milh峠movidos a ᬣool
1989: em Betim MG Fiat produz 65 por cento de carros movidos a ᬣool e 35 por cento a g᳼br> quando em meados de 1989 Governo come硠a falar em diminuir produ磯 de carros a ᬣool fixando produ磯 em 50 por cento, presidente da Autolatina Volkswagen/Ford, holding, Wolfgang Sauer, disse: "Os investimentos foram muito grandes. N㯠頵m programa que se pode arquivar. N㠮㯠somos uma padaria para mudar produ磯 de uma hora para outra."

abril de 1989: consumo de gasolina aumenta 24 por cento para 163 mil barris/dia
Petrobras reduziu exporta磯 de 80 a 100 mil barris/dia para de 60 a 80 mil
produ磯 de ᬣool: 229 mil barris/dia
consumo de 쥯 diesel: 42 mil barris/dia
muito elevada participa磯 do diesel no consumo de combust�is: 35 por cento

governo s೵bsidia diretamente produ磯 do Nordeste, de pior tecnologia e menor produtividade

isto鯳enhor Maio de 1989: A RESSACA DO PROLCOOL
nunca foi um bom neg㩯:
1983: barril de petr쥯 a US$ 40, barril de ᬣool a US$ 65
1988:                                   US$ 15                                US$ 38
ao mesmo tempo em que economia de 180 mil barris/dia de gasolina obriga Petrobras a exportar 120 mil
com impostos e financiamento do Proᬣool custo se eleva a US$ 85/barril

1989: usinas de ᬣool movimentam US$ 1 bilh㯯ano e geram 500 mil empregos

Itᬩa estuda uso de ᬣool combust�l   etanol
tem um bom poder antidetonante, custa menos que a gasolina e 頬argamente dispon�l. Mas tem poder calor�ro muito inferior ao da gasolina.

CARRO A LCOOL. VOCʠAINDA VAI TER UM.
   LCOOL. VOCʠPODE USAR QUE NUNCA VAI FALTAR.

Estado do Rio de Janeiro sࣲesce em fun磯 do petr쥯. dado de 2006: PIB da regi㯠metropolitana RJ parado desde 1980 [cidade do Rio de Janeiro desde ent㯠s͍ aumentou criminalidade e especula磯 imobiliᲩa]

1990 - MALOGRO DO PROLCOOL, criado em 1975 - se gastos do Estado para subsidi᭬o tivessem se ajustado no tempo (queda dos pre篳 internacionais do petr쥯) o Brasil teria mais petr쥯 e n㯠estaria amargando racionamento disfar硤o de ᬣool
programa inicialmente tinha o objetivo de estimular a produ磯 de ᬣool anidro para adicionar ࠧasolina
benef�os: favorecia usineiros, que enfrentavam pre篳 baixos do a纣ar no mercado internacional, e barateava custo de distribui磯 de gasolina
em 1979, pressionado pelo segundo choque do petr쥯, governo come篵 a mudar objetivos: um caminho para a substitui磯 da gasolina como combust�l
para torn᭬o atrativo (poder calor�ro 頭uito inferior ao da gasolina) fixou o pre篠na propor磯 de 56 por cento em rela磯 ao da gasolina, logo ajustado para 65 por cento.
acreditava que o custo do barril ultrapassaria a barreira dos US$ 50
em 1990 pre篠do ᬣool US$ 36, gasolina US$ 20/barril
em 6 anos investiu entre US$ 8 e US$ 10 bilh峠para produzir 200 mil barris/dia de ᬣool
com quantia equivalente Petrobras aumentou a produ磯 de petr쥯 de 200 para 600 mil barris/dia
desestimulados pela baixa remunera磯 produtores passaram a explorar outras culturas, como a soja, ou se limitaram a produzir a纣ar em 鰯cas de alta do pre篠da commodity.
desde 1985 a produ磯 ficou estagnada em 15 milh峠de litros
governo n㯠desestimulou produ磯 de carros (95 por cento no final dos anos 1980) e manteve est�lo fiscal, cobrando menos 5 por cento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que o exigido para carros a gasolina
- consumo de gasolina era t㯠baixo que obrigava a exportar gasolina para os EUA porque processo de refino do petr쥯 (para produ磯 de 쥯 diesel, querosene e 쥯 combust�l) exigia produ磯 de m�mo de 230 mil barris/dia

1990, algu魠no Jornal do Brasil: A carga de impostos sobre o ᬣool 頭uito maior do que a dos outros combust�is e se analisarmos os valores recolhidos aos cofres p쩣os notaremos que, ao inv鳠de deficitᲩo, o ᬣool 頥xcelente neg㩯 para o governo.

1990 - DAVID ZYLBERSZTAIN, DOCTEUR EN ɃONOMIE DE L'ɎERGIE PELO INSTITUT D'ɃONOMIE ET DE LA POLITIQUE DE L'ENERGIE DE GRENOBLE (Fran硩:

O presidente da Petrobras [Carlos Sant'Annna], que saltou de especialista em mercado de capitais para especialista em energia, declarou que "o Proᬣool 頵m animal em extin磯".
gasolina, um combust�l obsoleto, segundo a revista Nature de outubro de 1989
... foram investidos US$ 10 bilh峠no 飯 programa mundial alternativo de energia
...

CHOQUE DO PETRӌEO
de 1973 a 1979 tentou se difundir a id驡 de que o Brasil era uma ilha de felicidade num mundo conturbado.
A conta veio mais tarde - com juros e corre磯 monetᲩa.
Brasil importava 190 mil barris/dia do Iraque e do Kuwait
160 mil deles do Iraque
rela磯 Brasil-Iraque - "conex㯠nuclear", armamento, interesse comercial, Baumgarten, de M餩ci a Figueiredo e crise de 1990 - anexo 3 e JN

BIOMASSA: mamona desenvolvida pelo Embrapa dᠳ safras/ano (mas n㯠dᠰroduzir biomassa de mamona porque sai muito caro, constata-se depois de 2002 e 3 e tempo afora)
segundo a teoria predominante, 1 barril de petr쥯 leva milh峠de anos para ser "fabricado"

O Estado de S㯠Paulo 4 de julho 1989
Washington namora carro a ᬣool
seja de fonte vegetal {etanol} seja de g᳠natural {metanol}, possivelmente importado da Arg鬩a
se resolver aumentar o consumo de ᬣool a raz㯠n㯠serᠥcon�a mas ecol穣a
Nas condi絥s atuais a convers㯠da frota paulista para gasolina seria uma bomba silenciosa, capaz de produzir uma cat᳴rofe ecol穣a a fogo morno pelo aumento de concentra磯 de mon詤o de carbono, que afeta o sistema nervoso, para n㯠 falar no resto
EUA v㯠pesquisar melhorias gen鴩cas e outras que possam reduzir os custos de produ磯 de ᬣool derivado de BIOMASSA

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996 Washington
ETANOL ɠA SÄ́A ESTRATɇICA PARA OS AMERICANOS
Em 1908 Henry Ford, que desenhou seu modelo "T", um carro para rodar apenas com ᬣool, disse que esse seria o combust�l do futuro.

etanol, ou ᬣool produzido com a fermenta磯 de a纣ares do milho, do trigo e de outras fontes de biomassa, como grama e Ჶores que crescem rapidamente, 頯 combust�l do futuro.

reduzir os gases que provocam o efeito-estufa e a destrui磯 da camada de oz, entre eles o mon詤o e o di詤o de carbono; diminuir a dependꮣia das importa絥s de petr쥯 (mais de 54 por cento do que 頣onsumido no pa�, em grande parte provenientes dos pa�s do Golfo P鲳ico.
etanol: contribui com mais de US$ 2 bilh峠para a balan硠de com鲣io: US$ 1,3 bilh㯠de redu磯 nas importa絥s de MTBE - aditivo qu�co derivado do metanol - e US$ 800 milh峠de exporta絥s dos subprodutos do ᬣool combust�l, como gl宠de milho,
1990 - importa磯 de petr쥯: US$ 61 bilh峬 cerca de 60 por cento do d馩cit comercial norte-americano
A Agꮣia de Prote磯 Ambiental determinou em 1992 a adi磯 de 10 por cento de etanol ࠧasolina, estima que essa mistura reduza em 25 por cento as emiss峠de mon詤o de carbono.
EUa consomem 17 milh峠de barris de petr쥯/dia, dois ter篳 dos quais usados para o transporte
Cada pessoa queima em m餩a 28 mil gal峠de gasolina em toda a vida, enviando para a atmosfera 326 mil libras (cada libra equivale a 453 gramas) de di詤o de carbono.
estudos revelam que mistura de etanol a gasolina reduz em 20% as emiss峠de CO2 e em 30% as de mon詤o de carbono (CO)
Desde 1992 consumidores de 40 cidades vꭠdirigindo com combust�is oxigenados
combust�is alternativos
o etanol, produzido com mat鲩as-primas que alimentam os rebanhos, "頯 飯 combust�l para o transporte que ajudarᠡ reduzir o EFEITO-ESTUFA"
O "Clean Air Act" dos EUA, aprovado em 1990
35 por cento de toda a gasolina consumida nos EUA contꭠalgum n�l de oxigenados, entre eles o etanol
os grandes beneficiados s㯠os produtores de gr㯳 do Meio Oeste
Agricultura americana produziu 12 bilh峠de GALՅS de ᬣool combust�l (456 bilh峠de litros) nos 䩭os 15 anos
benef�os diretos e indiretos para os produtores excederam os US$ 3 bilh峼br> redu磯 no custo dos programas de apoio rural atribu� ao aumento da demanda por milho mais do que compensa o custo dos incentivos - ethanol tax incentive
etanol vai acrescentar US$ 15 bilh峠na economia local entre 1996 e 2002
motores de dois ciclos, que s㯠capazes de funcionar, usando a mistura, por mais de 1 300 horas sem problemas
At頭eados da d飡da de 1980 o Brasil, um dos pioneiros no uso do ᬣool combust�l, era o maior exportador de etanol para os EUA
agora estᠦora do mercado norte-americano em virtude de uma s鲩e de medidas protecionistas adotadas pelo governo americano
tarifas de importa磯 provocaram aumento de 72 por cento no pre篠do etanol made in Brazil, levando a uma queda de 87 por cento nas importa絥s do produto
... ind䲩a local conseguiu depois que o governo o retirasse do Sistema Geral de Preferꮣias (SGP)
outros pa�s produtores de etanol (Israel e Bacia do Caribe) tꭠdireito a uma cota de exporta磯, nem sempre atingida
consultas bilaterais entre o Brasil e os EUA no ⭢ito do GATT (Acordo Geral de Pre篳 e Tarifas - atual OMC) n㯠resultaram em acordo

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
na Gr㭂retanha o g᳠頡pontado como a alternativa mais viᶥl ao uso de gasolina e de diesel
seja do tipo etanol ou metanol ou qualquer outro, o ᬣool 頶isto por governo e ind䲩a como op磯 problemᴩca, considerado um produto agressivo, porque corr頯 sistema de tubula磯 que alimenta o abastecimento nos ve�los
hᠡl魠disso receio dos efeitos danosos ࠡtmosfera causados pela evapora磯 dos componentes org⮩cos volᴥis (VOC) contidos no ᬣool

g᳠liquefeito de petr쥯 (GLP - butano)
g᳠natural (metano)
uso do g᳠como combust�l compromete o desempenho do ve�lo: limita sua velocidade
venda de gasolina sem chumbo cresceu at頡tingir os 60 por cento do total da gasolina vendida desde meados de 1980

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
Anidriza磯
tendꮣia de transferꮣia da produ磯 do ᬣool hidratado para o anidro
demanda mundial deve crescer de 70 milh峠para 77 milh峠de barris de petr쥯 por dia em 2010
a estimativa 頱ue o pre篠chegue a 2000 a US$ 30 o barril em 2000
a demanda cresce ࠲az㯠de 2 por cento ao ano e a produ磯 fora dos pa�s membros da Opep deve aumentar menos de 1 por cento
motoriza磯 acelerada leva a altas marcantes do consumo de combust�l no Brasil: de um ve�lo para 15,4 habitantes em 1977, 1 para cada 11,6 habitantes em 1980 e proje磯 de 1 para cada 5,6 habitantes em 2010 - a propor磯 (atual) da Argentina
fabrica磯 do carro a ᬣool na ind䲩a nacional hoje restrita a 0,92 por cento mas frota a ᬣool ainda responde por 35 por cento do total
Su飩a faz atualmente experiꮣia em Estocolmo com 350 us movidos a mistura de 15 por cento de carburante etanol de batata com 쥯 diesel. Fran硠e Estados Unidos tꭠprojetos semelhantes e Jap㯠vai pelo mesmo caminho
chumbo tetranite na gasolina, altamente poluente
nos EUA desenvolve-se pesquisas sobre etanol proveniente da celulose (fibra de milho e restos de papel) que podem reduzir o seu custo entre US$ 0,20 e US$ O,40 por gal㯬 equivalente a queda de 16 por cento no custo da produ磯
GM a ser lan硤o em 1998 deverᠯperar com gasolina e etanol, indistintamente - motor flex

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
produ磯 de carros movidos a ᬣool: 96 por cento do total em 1985
12 por cento em 1994
3 por cento em 1995
O,3 por cento em 1996
Brasil 頯 maior exportador mundial de a纣ar
em tr고anos elevou a exporta磯 do produto de 3 para 5 milh峠de toneladas
頯 a纣ar mais competitivo do mundo
teremos condi絥s de crescer 15 por cento ao ano nos pr詭os anos
mercado mundial de a纣ar 頤e 120 milh峠de toneladas e cresce 2 por cento ao ano
custo Brasil - impostos, juros e infra-estrutura
CUSTO BRASIL
頡lgo de que muito se fala nos meios empresariais na d飡da de 1990                   Brasil produz 250 milh峠de toneladas de cana, um ter篠da safra mundial e metade disso vai para a produ磯 de ᬣool hidratado
setor sucro-alcooleiro emprega 1,5 milh㯠de pessoas a um custo de R$ 10 mil por emprego gerado, seis vezes menos que o custo numa montadora de autom楩s
e s㯠empregos na Ქa rural, bem distribu�s geograficamente

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
canaviais transformados num futuro n㯠muito distante numa considerᶥl fonte de energia el鴲ica
hᠰotencial para amplia磯 da co-gera磯 pelas usinas, hoje 20 megawatts (MW) para 200 MW em 1997 e 600 MW em 1998
queima do baga篼br>
GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
LCOOL - UMA FONTE DE PROTE͎A BARATA
levedura seca de cana-de-a纣ar 頯 suprimento alimentar prot驣o mais barato do mundo
Brasil pode reduzir carꮣias de prote�s e vitaminas de toda a popula磯 em idade escolar
levedura resulta da fermenta磯 do ᬣool
cada litro produzido na destilaria pode fornecer 100 gramas de levedura
o agro que em 1994 patenteou o m鴯do de obten磯 - primeira produtora brasileira, uma usina na cidade de Mat㯺 "ɠmais um presente do Proᬣool que o mundo aproveita e o Brasil joga fora."
no mercado externo procura por levedura cresce de 20 a 30 por cento ao ano; no Brasil at頱995 o consumo era praticamente nulo
usinas de S㯠Paulo exportaram em 1995 toda a sua produ磯 de 35 mil toneladas
em 1996 fᢲicas de ra磯 animal e frigor�cos passaram a incluir a levedura na dieta de crescimento e nutri磯 de frango
em 1997 entrarᠥm funcionamento em Len糩s Paulista a primeira fᢲica de levedura para consumo humano, com capacidade de duas mil toneladas diᲩas
sai da usina a de US$ 200 a US$ 250 a tonelada e chega aos pa�s importadores a de US$ 500 a 700
onde compete em pre篠com a levedura de cerveja, vendida a US$ 1 mil
ࠥxce磯 da R㩡 e da frica, o produto tem mercado em todos os continentes
eles usam para alimentar rebanhos, mas a sia aplica a levedura no desenvolvimento da piscicultura.
Nova Zel⮤ia jᠣompra para consumo da popula磯
maiores clientes: Taiwan, Alemanha e Estados Unidos
"a levedura misturada ࠲a磯 animal aumenta a vida produtiva das galinhas, melhora a textura dos ovos, antecipa o desmame de bezerros ANTECIPA O DESMAME DE BEZERROS E ACELERA O CRESCIMENTO DOS PEIXES
levedura de cana tem um teor m餩o de prote� de 40 a 42 por cento e o farelo de soja de 46 por cento
Mas a de cana tem vitaminas, principalmente a B, al魠de ferro e sais minerais.
a prote� 頭ais rica quanto maior n岯 de aminoᣩdos essenciais reunir em sua composi磯: a de cana tem 18, metade em alta dosagem, acima das exigꮣias dos padr峠da FAO
pesquisas em curso visam elevar carga prot驣a da levedura
jᠡlcan硲am �ices de 60 por cento e 頰oss�l aumentar a dosagem de um ou outro componente atrav鳠da engenharia gen鴩ca
para as usinas a produ磯 de levedura vai aumentar o faturamento em apenas 0,5 por cento
mas do ponto de vista social o impacto do consumo serᠢrutal; 頵m valor que n㯠se contabiliza financeiramente mas socialmente
cada litro de ᬣool rende 100 gramas de levedura
o Brasil produz 13 bilh峠de litros de ᬣool anidro e hidratado a cada safra
e terᠱ,3 milh㯠de toneladas de levedura por ano
cinco gramas de levedura diᲩas por pessoa bastam para suprir as carꮣias prot驣as da popula磯 escolar
dose de cinco gramas sai por R$ 0,001 (um mil鳩mo) a R$ 200 a tonelada

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
"frota verde"
o carro a ᬣool consome mais combust�l que o similar a gasolina
para ser compensador custo deve ser 35 por cento inferior
atualmente a diferen硠de pre篠頤e 20 por cento
al魠disso carro 頤e 1 a 3 por cento mais caro
desconfian硠dos consumidores, que desconfiam da perenidade das pol�cas do governo
antes da lei de controle da polui磯 ve�lo a ᬣool polu�cerca de 40 a 50 por cento
o n�l de emiss峠de poluentes chegaram praticamente ao mesmo patamar
Mas n㯠hᠣonsenso entre t飮icos sobre a quest㯮 O debate gira em torno das imiss峬 ou impactos secundᲩos dos componentes qu�cos emitidos (que s㯠 diferentes) na atmosfera

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
SAFRA
1995: 13,32 milh峠de toneladas de a纣ar e 12,67 bilh峠de litros de ᬣool
1996, previs㯺 13,68 de toneladas de a纣ar e 13,88 bilh峠de litros de ᬣool
ganhos de produtividade
O aumento de rendimento concentra-se na regi㯠Centro-Sul, e sobretudo no estado de S㯠Paulo, que colheu uma m餩a de 76 toneladas de cana por hectare entre 1992 e 1994
No Norte-Nordeste a produ磯 頤ecrescente desde 1985/87 e o rendimento 頤e 33 toneladas por hectare
Ქa cultivada no pa� 10 milh峠de hectares
forte interven磯 do Estado no setor provocou mais problemas que benef�os
parque sucroalcooleiro do Brasil tem 346 ind䲩as
134 destilarias que sలoduzem ᬣool
39 usinas que sలoduzem a纣ar
e 173 usinas com destilarias anexas
delas, 41 desativadas, 38 funcionam de forma precᲩa e 200 encontram-se inadimplentes
somente 66 empresas ou 19 por cento do total n㯠tꭠproblemas
a纣ar 頵m alimento produzido em todo o mundo
por aproximadamente 100 pa�s
a partir da cana: 65 por cento
beterraba: 35 por cento - dados de 1993
utiliza磯 da cana como mat鲩a-prima
頭aior na sia (43 por cento)
Am鲩ca do Sul (21 por cento)
e Am鲩ca Central (17 por cento)
utiliza磯 da beterraba concentra-se principalmente na Europa: 79 por cento
sia - menor consumo m餩o per capita: 12,4 quilos ao ano
Am鲩ca Central: 46,4 quilos
Am鲩ca do Sul: 40,7 quilos
Europa: 36,2 quilos
rendimentos superiores ao Brasil s㯠conseguidos por Indon鳩a, Filipinas, Estados Unidos e Austrᬩa

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
previs峠para o ano 2000 conservadoras porque incluem precariamente o consumo na China e na ͮdia, que consomem menos de um barril per capita ao ano e devem apresentar crescimento na demanda superior aos 2 por cento ao ano computados na pesquisa. M餩a mundial 頤e 16 barris per capita/ano.
considerada taxa de crescimento de 2 por cento ao ano em 2010 o consumo serᠤe 95,2 milh峠de barris por dia. Os investimentos da ind䲩a petrol�ra dever㯠aumentar dos atuais US$ 5 a 6 bilh峠por ano a US$ 20 a US$ 30 bilh峮
E se as reservas duram at頲050 o fim da gasolina para uso automotivo pode vir no ano 2020.
deve terminar antes para as aplica絥s menos importantes, como combust�l automotivo, e continuar a ser usado em aplica絥s mais importantes, como a produ磯 de pl᳴icos.
uma das alternativas: carros movidos a eletricidade
conscientizar o mundo sobre a import⮣ia desse combust�l renovᶥl
"Para que existe carro a ᬣool no Brasil 頰reciso que exista no mundo."
custo de produ磯 da gasolina 頵0 por cento inferior ao do ᬣool
governo estᠲevendo a matriz energ鴩ca do pa�- a tendꮣia 頤e aumento do consumo de ᬣool

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
a exporta磯 de a纣ar renderᠥste ano US$ 1,67 bilh㯼br> de ᬣool: US$ 108 milh峼br> a importa磯 de ᬣool serᠤe US$ 246 milh峼br> de metanol de US$ 105 milh峼br> Foram importados em 1995 1,10 bilh㯠de litros de etanol, principalmente carburante, e 661 milh峠de litros de metanol.
Essas importa絥s equivalem a 2,30 milh峠de toneladas de a纣ar.
em 1995 Brasil exportou 317 milh峠de litros de etanol, que renderam US$ 107 milh峮


junho de 1989: falta a纣ar refinado no Nordeste. Presidente da Associa磯 de Supermercados do Rio Grande do Norte: "o produto estᠳendo exportado a pre篳 100% superiores aos praticados no mercado interno"

GAZETA MERCANTIL 17 de julho 1996
Carro a ᬣool aguarda golpe de miseric⤩a
Fiat por exemplo vendeu s൭ carro a ᬣool em maio
Ford: 73
Volkswagen: 286
carros a ᬣool: participa磯 de menos de 1 por cento nas vendas das montadoras no mercado interno
O mais empenhado defensor do combust�l n㯠imagina que um dia os percentuais do passado possam ser recuperados ainda que hoje, tecnologicamente, o carro a ᬣool esteja em igualdade de condi絥s com o movido a gasolina.
a partir do ano que vem os carros com um ou outro combust�l sయder㯠emitir 2 gramas por quil�ro de mon詤o de carbono

GAZETA MERCANTIL 23/24/25 de dezembro 1996
Americanos ensinam como fazer ᬣool
Venda de tecnologia que reduz custo de produ磯 estᠳendo negociada com cinco usinas nacionais
Swan Biomass Company, subsidiᲩa da Amoco, terceira maior petrol�ra dos Estados Unidos
tecnologia de convers㯠de biomassa em etanol para uso como combust�l e industrial
permite convers㯠de carboidratos ou pol�ros do a纣ar contidos no baga篠da cana em etanol
o resto do baga篬 a lignina, seria usada para produzir energia
Renewable Energy Laboratory
no processo convencional a cana 頥smagada e a sacarose 頲emovida do caldo, deixando o baga篠como subproduto
o a纣ar n㯠aproveitado para a venda 頵sado para produzir etanol
o baga篠頥nviado para caldeiras para gerar vapor e eletricidade
A tecnologia da Swan permite a convers㯠em etanol dos pol�ros de a纣ar  contidos no baga篮 A parte s쩤a remanescente, a lignina, 頵sada para gerar vapor e eletricidade com mais eficiꮣia do que na queima do baga篠em uma instala磯 sem o benef�o da nossa tecnologia. Em m餩o prazo a convers㯠dos carboidratos do refugo da cana, as partes mais altas e as folhas queimadas antes que se colha a pr಩a cana, representa outra oportunidade de aumentar a produ磯 de etanol.
A partir dos restos da cana a produ磯 de ᬣool combust�l pode ser ainda mais lucrativa do que a partir do baga篬 caso o contee prote� do refugo seja aproveitado para animais.
A disponibilidade de subprodutos como a prote� s㯠a raz㯠por que se pode usar o milho e a alfafa economicamente nos Estados Unidos como mat鲩a-prima para produzir o etanol.
O Brasil tem o custo de produ磯 de ᬣool mais baixo do mundo, de US$ 0,34 o litro, contra cerca de US$ 0,4 nos Estados Unidos, que o obt魠do milho.

O GLOBO 18 de junho 1997
EUA OPTAM PELO CARRO A LCOOL: 85 por cento de etanol (ᬣool anidro) produzido a partir do milho e 15 por cento de gasolina
NO BRASIL, UMA ALTERNATIVA QUE TENDE A ACABAR
o Proᬣool estᠡgonizante. S೯brevive ೠcustas de subs�os, que chegam a cerca de US$ 3 bilh峠anuais.
a produ磯 de ᬣool 頨oje de 200 mil barris diᲩos, dos quais 150 mil na Regi㯠Sudeste e o restante no Nordeste. Sem impostos (ICMS) o pre篠pago aos produtores no Sul/Sudeste pelo barril do ᬣool hidratado (usado puro como combust�l) 頤e US$ 66, e o de anidro (adicionado ࠧasolina na propor磯 de 22 por cento), US$ 72. No Nordeste: US$ 79 o hidratado e US$ 87 o anidro.
At頯 fim de 1996 o consumidor dividia a conta dos subs�os com a Petrobras, que acumulou um preju� de US$ 4,2 bilh峮

Se um barril de ᬣool custa US$ 66 no Sudeste e US$ 87 no Nordeste do Brasil, sai nos EUA por algo entre US$ 35 e US$ 43
            - Cada litro de etanol usado como combust�l substitui um litro de gasolina feita com petr쥯 do Oriente M餩o, cujo valor 頢em maior do que o divulgado oficialmente se levarmos em conta os gastos militares que temos para manter a paz naquela regi㯮
Estima-se que os gastos militares com a preserva磯 das fontes de energia dos EUA sejam de US$ 35 bilh峠por ano. Para cada barril de petr쥯 de US$ 20 os americanos pagam um adicional de US$ 12
Para o Economic Strategy Institute: US$ 80
Rocky Mountain Institute: US$ 106
General Accounting Office: US$ 126
o etanol americano 頰roduzido a partir de 500 milh峠de sacas de milho por ano.
estima-se que o etanol cobrirᠲ0 por cento das necessidades de combust�l dos EUA nos pr詭os 15 anos
oferta de combust�l 頰equena em rela磯 ࠤemanda
n㯠mais de 40 postos vendem etanol em todos os EUA, a maioria nos estados do Meio-Oeste
Combust�l Alternativo
as tr고grandes (Ford, GM e Chrysler) anunciaram que pretendem fabricar 550 mil viaturas bi-flex.
produ磯 atual 頤e 50 mil

GAZETA MERCANTIL 24 de julho 1997
VOLTA DO PROLCOOL MAS COM MENOS SUBS̈́IOS
Fundo de Uniformiza磯 do Pre篠do lcool (Fupa), alimentado por uma taxa cobrada da gasolina: R$ 0,07 por litro de gasolina
import⮣ia que o ᬣool tem como produto renovᶥl e n㯠poluente
em 1995 foram consumidos 30 milh峠de metros c飯s de 쥯 diesel, com um aumento de 5,4 por cento
em 1995 17 milh峠de metros c飯s de gasolina
em 1996 20 milh峬 aumento de 17 por cento
para este ano espera-se crescimento semelhante
consumo de ᬣool caiu entre 1995 e 1996 de 10 para 9,8 milh峠de metros c飯s
Projetos como o de co-gera磯 de energia el鴲ica, desenvolvimento de produtos ᬣoolqu�cos, de celulose, aglomerado e ra磯 animal - todos utilizando subprodutos da cana-de-a纣ar - ter㯠um novo impulso
O Brasil deve moer este ano 260 milh峠de toneladas de cana (160 milh峠s७ S㯠Paulo), alta de 8 por cento em rela磯 a 1996
Dever㯠ser produzidos 14 milh峠de toneladas de a纣ar e 14,3 bilh峠de litros de ᬣool
Miguel Jorge, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Volkswagen - atual ministro de Lula

Folha de S㯠Paulo 21 de mar篠de 1997
CARRO A LCOOL PODE POLUIR MAIS (Cetesb, agꮣia ambiental paulista)
modelos antigos movidos a ᬣool poluem mais que ve�los novos a gasolina.
um carro a ᬣool produzido entre 1980 e 1983 gerava 18 gramas de CO (mon詤o de carbono) por quil�ro rodado
um carro a gasolina produzido em 1994 gera apenas um ter篠de part�las de CO
... cerca de 70 por cento dos carros a ᬣool em circula磯 foi fabricada antes de 1988, que produzem mais poluentes

O Estado de S㯠Paulo 16 DE JUNHO DE 1996
Itᬩa compra da Fran硠40 por cento da energia que consome e agora est᠍ sobretaxando a importa磯 para for硲 o desenvolvimento local de energia de biomassa

O Estado de S㯠Paulo 23 de junho de 1996
Estrangeiros querem produzir ᬣool no Brasil
experiꮣias de produ磯 de ᬣool a partir da uva, do milho e de outros produtos a cana-de-a纣ar 頭elhor porque rende mais baga篠e tem mais celulose.
os Estados Unidos consomem hoje oito milh峠de barris de gasolina por dia        ... a obriga磯 de misturar 10 por cento de "oxigenados" levaria a uma demanda diᲩa de 800 mil barris de etanol ou outro composto como o MTBE
produ磯 de 220 mil barris por dia mostra a grandiosidade do mercado brasileiro

GAZETA MERCANTIL 11 de junho 1997
ATUALMENTE OS ESTADOS UNIDOS CONSOMEM 5,4 BILHՅS DE LITROS DE ETANOL POR ANO
pequena frota de 80 mil ve�los, em sua maioria carros oficiais
etanol 10 por cento gasolina 90 por cento
etanol 22 por cento no Brasil
A produ磯 mundial de etanol 頤e 25 bilh峠de litros/ano
Brasil: 15 bilh峼br> EUA: 6 bilh峠a partir do milho
sia: 1,5 bilh㯠a partir da cana (ͮdia, Tail⮤ia e Indon鳩a, principalmente)
Europa: 1,3 bilh㯠de litros a partir do carv㯼br> Oceania: 300 milh峠a partir da cana

O GLOBO 1 DE DEZEMBRO DE 1996
A DECADʎCIA DOS BARՅS DO AǚCAR NO NORDESTE
SETOR CANAVIEIRO DE PERNAMBUCO E ALAGOAS, QUE J`FOI RESPONSVEL POR 70 POR CENTO DE TODA A PRODUǃO NACIONAL, AFUNDA NA CRISE
agora s㯠responsᶥis por 25 por cento
na regi㯠de Ribeir㯠Preto o solo permite melhor mecaniza磯 do plantio e da colheita
Uma saca de a纣ar produzida em Pernambuco custa R$ 14,50, em S㯠Paulo R$ 12 e chega a Pernambuco a R$ 14
SP tem a melhor produtividade de a纣ar e ᬣool do mundo
frica do Sul: segundo lugar
Austrᬩa: terceiro lugar
Pernambuco e Alagoas tꭠa quarta melhor produtividade do mundo
Visitar os canaviais de Pernambuco e Alagoas 頵ma experiꮣia rica n㯠tanto pelo fausto dos senhores de engenho e dos bar峠do a纣ar - que dominaram a economia e a pol�ca dos dois estados durante s飵los e jᠮ㯠existem mais - mas porque 頵ma regi㯠que passa por acelerado processo de despovoamento e empobrecimento.
usinas: cemit鲩os do fausto perdido
            - No in�o dos anos 1960, quando papai morreu, vi agiotas serem presos porque cobravam juros de 10 por cento ao m곮 Os credores tamb魠eram presos porque ajudavam a eles. Pouco depois de assumir a usina os banqueiros vinham aqui me oferecer dinheiro a juros de 10 por cento e por pouco n㯠chamei a pol�a. Descobri que eram os chamados juros oficiais e fugi deles. Hoje estou bem mas nunca cresci, nunca me aventurei, nunca dei passos maiores que as pernas.
antes de outros lhe seguirem os passos usava o vinhoto (subproduto fedorento e corrosivo da produ磯 de ᬣool) para irrigar os canaviais por meio de canaletas que operavam por gravidade.

PETRӌEO
petr쥯 - Daniel Yergin, um dos maiores especialistas mundiais em petr쥯 CAMBRIDGE ENERGY RESEARCH ASSOCIATES, DIRIGENTE
petr쥯, Veja 2 de fevereiro de 1994
em 1993 as reservas de petr쥯 mundiais chegaram a 1 trilh㯠de barris, o dobro do que se acreditava em 1970
a escalada na capacidade de produ磯 ultrapassarᠯ aumento da demanda
o 쥯 hoje 頶isto como uma mercadoria - uma mercadoria estrat駩ca - ligada mais a assuntos de com鲣io e investimentos do que a seguran硠nacional
diferencial de eficiꮣia
m餩a de produ磯/dia por funcionᲩo - Brasil: 33 barris
outras estatais latino-americanas: 74
BP e Shell: 164 barris
YPF argentina quando estatal: 55
YPF privatizada: 147
Petrobras trabalha com po篳 profundos e dif�is
em meados da d飡da de 1980
gra硳 a novas pol�cas que estimularam a utiliza磯 de carv㯠e energia nuclear, de repente a Opep tinha perdido quase a metade da sua fatia de mercado, num per�o de tr고a cinco anos
o erro da Uni㯠Sovi鴩ca foi ser dependente demais do petr쥯.
Hᠣoisas interessantes, especialmente nos campos da tecnologia solar e e쩣a. A nuclear, obviamente, estᠦora, pois al魠de perigosa 頭uito cara.
O ᬣool tem um papel substancial no mercado, o equivalente a 200 000 barris de petr쥯 por dia, mas o custo por barril 頭ais alto que o do barril importado.

VEJA 30 de mar篠1994: A PETROBRAS COM MEDO DA CONCORRʎCIA
SEIS PA͓ES COM MONOPӌIO na Ქa de petr쥯: Golfo P鲳ico, Ir㬠M鸩co e Brasil
um mamute lento que precisa de um ajuste de propor絥s quase s�icas para sobreviver
VEJA DE FRASES E IDɉAS RIBOMBANTES ALTISSONANTES
Os dois, a empresa e a reserva de mercado, foram criados para dar auto-suficiꮣia em petr쥯 ao Brasil. A auto-suficiꮣia era considerada uma quest㯠estrat駩ca para o pa� N㯠se parou para pensar que a comida 頭ais estrat駩ca ainda, mas seria considerado lunᴩco algu魠de propusesse a cria磯 da Feij㯢rᳮ
custo m餩o de 13 d졲es/barril produzido
33 barris de petr쥯/dia por funcionᲩo
m餩a latino-americana: 98
m餩a salarial: 2 000 d졲es - um luxo para o Brasil
m餩a nas grandes empresas da Grande S㯠Paulo: 430 d졲es
benef�os: aposentadoria, assistꮣia m餩ca total, adicional de periculosidade para todo mundo, mesmo quem n㯠corre risco algum
em Portugal faturamento de 910 000 d졲es por ano per capita
Petrobras: 260 000
isenta de imposto de renda
estatal Pemex paga 34 por cento
royalties - taxas de explora磯: 5 por cento
EUA: 12,5 a 20 por cento
Egito: at頸9 por cento
paga de dividendos ao Estado: 0,7 por cento
outras empresas de petr쥯 m餩a: 10 a 15%
descobriu reservas de 3,6 bilh峠de barris. ɠpouca coisa, cerca de 0,3 por cento das reservas internacionais. Os 80 bilh峠de d졲es usados para construir a Petrobras vieram do bolso dos brasileiros. Outros pa�s empregaram capital externo para explorar petr쥯.
Na Col�a a BP e a Occidental descobriram uma reserva de 3 bilh峠de barris
A Venezuela 頤ona da quarta maior estatal de petr쥯 do mundo, a PDVSA
No Brasil hᠴrinta bacias sedimentares, forma絥s geol穣as em que 頰oss�l descobrir petr쥯. A Petrobras sॸplora oito dessas bacias e n㯠tem dinheiro para explorar as outras. Suas atividades nessas bacias s㯠m�mas.
Mesmo que ela tenha descoberto toneladas de 쥯 em Campos precisaria de 2 bilh峠de d졲es para extra�as. A verba n㯠existe. (...) a Petrobras (...) planejava em 1987 produzir 1 milh㯠de barris por dia em 1993, quando produziu apenas 700 000 barris. A m餩a de um milh㯠jᠦoi adiada para 1997.
f�co paulista Rog鲩o Cezar de Cerqueira Leite, professor da Unicamp,
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estrutura adquiriu esses v�os porque cresceu sem experimentar concorrꮣia, sob a coberta do monop쩯
segundo os padr峠internacionais, os custos de produ磯 cairiam de seu patamar atual para 5 d졲es por barril.
EUA: as grandes companhias petrol�ras, as chamadas Sete Irm㳼br>
Folha de S㯠Paulo 8 de junho de 1995
Os po篳 da bacia de Campos est㯠afastados at頱00 km da costa, em ᧵as profundas, express㯠usada no setor petrol�ro para a extra磯 realizada em ᧵as oce⮩cas de grande profundidade.
O po篠de petr쥯 mais profundo do pa�funciona a 1 027 metros sob o n�l do mar,

GAZETA MERCANTIL 9-10-11 de junho de 1995
Comprovadas, as reservas de 쥯 e g᳠in natura chegam a 5,1 bilh峠de barris num valor estimado de US$ 20 bilh峮 Somadas ೠreservas potenciais a produ磯 pode ir at頱0,5 bilh峠de barris e 頮essa potencialidade que o governo espera milh峠de d졲es estrangeiros em regime de contrato de risco.

Jornal do Brasil 29 de novembro 1993
CRISES NÏ ASSUSTAM MAIS CONSUMIDOR
produ磯 do Iraque de 4 milh峠de barris diᲩos, proibida desde a guerra do Kuwait,
Arᢩa Saudita, o maior produtor mundial: 8 milh峠de barris diᲩos
Ir㼢>: 5 milh峠de barris/dia

Folha de S㯠Paulo 26 de dezembro 1993
Rog鲩o Cezar de Cerqueira Leite - o mito do petr쥯 inesgotᶥl
O MITO DO PETRӌEO INESGOTVEL
hidrocarbonetos (gasolina, 쥯 diesel, etc.)
O Produto Bruto Mundial foi de US$ 16,2 trilh峠em 1990
a economia mundial poderia contar com US$ 240 bilh峠anuais para investimentos na substitui磯 do petr쥯 sem prejudicar outros setores.
a Petrobras teria descoberto tecnologias que permitiriam explorar petr쥯 a 750 m de l⭩na d'᧵a e mil metros de perfura磯 ao mesmo pre篠que na Calif⮩a e na Arᢩa Saudita se explora petr쥯 praticamente ࠦlor da terra
de acordo com os senhores do petr쥯 restam-nos 1 trilh㯠de barris de petr쥯 convencional em reservas medidas e inferidas, al魠de cerca de 300 bilh峠de barris a serem descobertos (recursos derradeiros, "ultimate ressources")
ULTIMATE RESSOURCES
Outras formas n㯠convencionais de petr쥯, tais como xistos, areias betuminosas , ᧵as profundas, 쥯s pesados etc., correspondem a mais 2,5 trilh峠de barris

GAZETA MERCANTIL 21 DE OUTUBRO DE 1993
RESERVAS BRASILEIRAS PODEM CHEGAR A 20 BILHՅS DE BARRIS
no ano de 2015 o consumo de petr쥯 serᠤe 143 milh峠de toneladas equivalente de petr쥯 diante de 56 milh峠hoje
o mercado de energia el鴲ica serᠤe 159 milh峠de toneladas equivalentes por ano - 63 hoje
ᬣool darᠵm salto de 13 milh峠para 32 milh峬 a lenha de 27 para 70 milh峠e o g᳠natural de 4 milh峠para 10,4 milh峼br>
Jornal do Brasil 13 de abril 1992
FORǁ DO VENTO ɠOPǃO DE ENERGIA
Os especialistas consideram que a energia e쩣a, n㯠poluente e inesgotᶥl, atingiu a maioridade durante a d飡da de 1980. Hoje existem mais de 20 mil geradores produzindo eletricidade com capacidade em torno de 1,6 mil megawatts.
a maioria das usinas encontra-se na Calif⮩a e na Dinamarca, mas as FAZENDAS EӌICAS
come硭 a surgir em vᲩos pa�s como Alemanha e ͮdia
Calcula-se que antes do ano 2030 mais de 10 por cento da eletricidade utilizada pelo homem serᠰroveniente da energia e쩣a.

GAZETA MERCANTIL 11 DE MARǏ DE 1996
BILHՅS DISPUTAM A GUERRA DA GUA
Nos pa�s em desenvolvimento, segundo o Banco Mundial, US$ 600 bilh峠precisam ser investidos entre 1995 e 2005 para evitar uma severa escassez de ᧵a.
Sడra cumprir as diretrizes da Uni㯠Europ驡 sobre esgoto poderᠳer exigido investimento de US$ 150 bilh峠nos pr詭os 15 anos.

O Estado de S㯠Paulo 1䥠fevereiro 1998
PETROBRAS DEMOROU PARA EXPLORAR RESERVAS, DIZ ROBERTO CAMPOS
lentid㯠em reconhecer as mudan硳 que ocorreram na economia internacional do petr쥯 a partir de 1960 com a cria磯 da Opep e sua demora em explorar a Bacia de Campos.
forma磯 de uma "petrod�da", estimada hoje em US$ 60 bilh峠para pagar ࠍ vista um petr쥯 cada vez mais raro e escasso.
pa�sem petr쥯 n㯠tem futuro, disse Geisel
PA͓ SEM PETRӌEO NÏ TEM FUTURO, DISSE GEISEL
presidente da Petrobras por tr고anos e meio a partir de 1969 e em seguida como presidente da Rep쩣a em 1973
a dependꮣia brasileira de petr쥯 aumentou dramaticamente
situa絥s perigosas e at頨umilhantes (tivemos de suplicar empr鳴imos e pagar pre篳 exorbitantes para comprar 쥯 ࠶ista)

O GLOBO 5 DE JULHO DE 1998 COMEǁ A CORRIDA EM BUSCA DO PETRӌEO BRASILEIRO
Bacia de Campos, de onde 頲etirada 75 por cento da produ磯 nacional e onde est㯠as maiores descobertas recentes, como os campos gigantes de Roncador, Albacora Leste, Marlim Leste e Bijupir᭓alema.
entre as Ქas mais promissoras e com mais chances de guardar reservas de petr쥯 est㯠as bacias de Santos, Esp�to Santo, Foz do Amazonas, Solim峠e Bacia Potiguar (no litoral do Cearᩮ
reservas provadas que est㯠sob a concess㯠da estatal, que hoje somam 8,5 bilh峠de barris, de um total de 17 bilh峠de reservas totais (provadas, provᶥis e inferidas).

FUTURO DO PROLCOOL 11 de abril 1998
excedente de produ磯 que jᠣhega a 1,5 bilh㯠de litros.
um dos poucos exemplos de desenvolvimento cient�co e tecnol穣o que p孠o Brasil na busca progressiva de um m�mo de autonomia energ鴩ca.
um dos poucos exemplos de desenvolvimento cient�co e tecnol穣o na substitui磯 de energia f㳩l por energia renovᶥl. Tudo se passa como se fossem perenes as descobertas de novas reservas de petr쥯 que desmentiram as previs峠catastr橣as do passado.
at頯 ano 2020 a produ磯 deveria aumentar 66 por cento
[petr쥯] mesmo que a prospec磯 sࣨegue ࠺ltima gota daqui a 200 anos sua escassez relativa certamente vai manifestar-se na primeira metade do s飵lo 21
頩moral comprometer as gera絥s futuras
N㯠se pode querer que os pol�cos se livrem da miopia do curto prazo - [escreve um.
E eles atuam no efeito-bomba do curto prazo mesmo, 頥sse o seu princ�o e sua principal fun磯.]

SAFRA AMARGA VEJA 21 DE JUNHO DE 1995
setor a絣areiro, o mais regulamentado e entravado [entrevado] do pa�br> o mercado mundial consome 20 milh峠de toneladas de a纣ar e o Brasil, sozinho, tem 20 por cento do mercado
[a conjuntura permite que] uma usina falida, que jᠮ㯠produza nada e ainda por cima deva aos bancos p쩣os possa adquirir autoriza絥s de exporta磯 porque tem amigos no governo e depois saia negociando essas guias com quem produz de fato.
O Brasil tem nos Estados de S㯠Paulo, ParanᬠMato Grosso do Sul e Goi᳠a maior produtividade do mundo.

O GLOBO CIRCA 1990
... observando as 䩭as pesquisas sobre a gasolina sem chumbo, a chamada "verde", o ᬣool de beterraba - criticado na Europa - e a gasolina obtida de cereais e at頤e queijo.
... pesquisa de cientistas americanos que apontam a gasolina "verde" como altamente poluente ...
a gasolina sem chumbo exige aditivos ditos aromᴩcos. Esses por sua vez n㯠s㯠 consumidos na combust㯠e muito menos param no filtro. E nessa sa� s㯠 acompanhados tamb魠do "negro de fumo", incapaz de ser retido pelos filtros projetados.

METANOL Folha de S㯠Paulo 1989
serᠡdotada uma mistura de 60 por cento de etanol, 33 por cento de metanol e 7 por cento de gasolina durante cerca de seis meses
o metanol 頵m combust�l intermediᲩo em termos de polui磯
expele formalde�, que 頭ais t詣o que o alde� ac鴩co expelido pelo etanol.
poluentes secundᲩos (como o oz) formados a partir da rea磯 dos gases que saem dos escapamentos (hidrocarbonetos) com os gases da atmosfera

GS (TUDO A VER) H`GS E GS

COMBUST͖EL DO INTERIOR ɠGS DE COZINHA Jornal do Brasil 14 de janeiro 1996
g᳠liquefeito de petr쥯 (GLP) - em bugres em Quissam㬠norte do Rio de Janeiro

WASHINGTON NOVAES 05 de ma篠1996 GAZETA MERCANTIL
dizem que ocupa磯 de 7,5 por cento da Ქa cultivada no pa�com a cana-de-a纣ar expulsou as culturas de alimentos e contribuiu para aumentar seus pre篳.
Norte-Nordeste, que cultivava 37,4 por cento da cana em 1975, quando come篵 o programa, hoje det魠apenas 21,1 por cento
agravou-se o problema da renda dos trabalhadores, que representava 20,3 por cento dos custos em 1989, e hoje n㯠passa de 9,5 por cento (estudo do IPEA). E a Ქa plantada concentrou-se extraordinariamente em S㯠Paulo, nas regi峠de Ribeir㯠Preto e Campinas (65 por cento do total nacional).
E ningu魠sabe que fim tiveram os inqu鲩tos em que se apurou a emiss㯠de 800 mil notas fiscais fict�as das usinas paulistas para a Ქa da Suframa, propiciando uma sonega磯 de impostos (...) da ordem de R$ 2 bilh峮
Como n㯠se sabe o que aconteceu 'ೠdoze maiores usinas de Alagoas, acusadas de apropriar-se de dezenas de milh峠de reais do INSS, descontados de salᲩos.
Em vinte anos o programa evitou importa絥s de petr쥯 no valor de R$ 28,7 bilh峬 equivalentes a 200 mil barris de petr쥯 por dia. Com os investimentos de R$ 11,3 bilh峠nesse per�o, o setor responde por uns 2 por cento do PIB e gera mais de 1 milh㯠de empregos. Al魠disso, misturado ࠧasolina, o ᬣool permite uma redu磯 importante - cerca de 20 por cento - na emiss㯠de gases poluentes do chamado efeito-estufa (...)
(...) transformou o Brasil no primeiro pa�detentor de tecnologia e possibilidades agr�las para produzir combust�l em massa a partir de fonte renovᶥl (...) ([...] em 47 pa�s a adi磯 de 5 por cento de ᬣool ࠧasolina jᠩ obrigat⩡). Nosso pa�jᠰroduz 57 por cento do ᬣool do mundo. E com a vantagem de aproveitar o baga篠da CANA NA CO-GERAǃO DE ENERGIA, PODE CHEGAR A 2,6 MIL mg (o equivalente ࠰rodu磯 de Angra II e III, se funcionarem), s஡s usinas paulistas.
(...) qual 頡 vis㯠estrat駩ca brasileira para as pr詭as d飡das. (...) como se situa, nessa moldura, a matriz energ鴩ca - e, dentro desta, o ᬣool combust�l (levando em conta os fatores econ�os, sociais e ambientais).
(...) biomassa, num tempo em que os fatores ambientais e a perspectiva de esgotamento de combust�is f㳥is
desabastecimento do ano passado, que levou o governo a restabelecer uma al�ota de 40 por cento para a exporta磯 de a纣ar
(...) Terᠩnfluꮣia no custo dos alimentos?
(...) E que se vai fazer para impedir trabalho escravo e explora磯 de m㯭de-obra infantil em Ქas do programa?

GAZETA MERCANTIL 24 DE DEZEMBRO DE 1991
CRESCEM AS RESERVAS BRASILEIRAS DE PETRӌEO E GS NATURAL
reservas de g᳠natural chegaram aos 115 milh峠de metros c飯s, com crescimento de 600 milh峠sobre o ano de 1990. Quantidade, considerando-se uma produ磯 como a de 1991, que se fixou na m餩a de 19 milh峠de metros c飯s por dia, 頳uficiente para um per�o de dezoito anos. A produ磯 de g᳠tamb魠 volta a crescer depois de uma queda de milh峠de metros c飯s no ano passado.

Jornal do Brasil 23 DE OUTUBRO DE 1988 PETROBRAS EXPERIMENTA EXPLORAR AMAZԎIA SEM DEVASTAR
chance de romper o ciclo de desenvolvimento econ�o e devasta磯 ambiental na Amaz.
Plano Diretor Ambiental de Urucu, onde desde 27 de julho estᠥxtraindo 3 mil barris de petr쥯 por dia. Os 100 km quadrados dos campos do Rio Urucu e Leste do Urucu, a 650 km de Manaus, prometem 50 milh峠de barris de 쥯, 15 milh峠 de condensado e 20 bilh峠de metros c飯s de g᳠rico.
Jᠦoram perfurados 47 po篳 na selva. Estradas, aeroportos, portos e alojamentos est㯠sendo constru�s. ... constru磯 de um oleoduto de 45 km at頍 o rio Tietꮠ... prevista tamb魠constru磯 de um oleoduto de 180 km direto at頍 o rio Solim峮
pol�no do tamanho do estado do Rio de Janeiro
Caruari tinha 3 mil habitantes em 1979 e hoje tem 25 mil.
ao que tudo indica n㯠hᠭndios
pode haver �ios arredios
Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz Impa

Jornal do Brasil 5 DE AGOSTO DE 1991
TECNOLOGIA GARANTE VANGUARDA NA PROCURA DE PETRӌEO NO MAR

Folha de S㯠Paulo 1997 LU͓ PINGELLI ROSA, F͓ICO, LCOOL E PETRӌEO: INTERESSES NACIONAIS
Prefeito, governador e presidente estavam todos ocupados em promover bons neg㩯s, reduzir o risco Brasil, vender estatais para salvar o Tesouro, salvar bancos falidos e atrair investidores estrangeiros para salvar o Brasil dos banqueiros.

O Globo 10 de fevereiro de 1996 PETROBRAS CULPA LCOOL PELO MAU RESULTADO DE 1995
A Petrobras fechou o ano com um lucro de US 600 milh峬 66 por cento inferior ao de 1994.
o subs�o dado pela estatal ao ᬣool foi de US 1,30 bilh㯠no ano passado. O total acumulado de subs�os bancados pela Petrobras com o ᬣool desde a cria磯 do programa alcan篵 US 3,2 bilh峠no ano passado, superando os investimentos da companhia em 1995, que foi de US 3 bilh峮

Folha de S㯠Paulo S/D
GASOLINA ɠMAIS POLUENTE QUE LCOOL
engenheiros da Petrobr᳠acham conclus㯠'simplista'
estudo n㯠leva em conta polui磯 gerada na produ磯 do ᬣool.
para cada tr고litros de ᬣool produzido 頣onsumido um litro de 쥯 diesel, combust�l usado pelos tratores e caminh峠que transportam a cana-de-a纣ar.

O Globo 31 DE MARǏ DE 1996
UM NEGӃIO MUITO LUCRATIVO
uma usina terᠵma economia de US 1 milh㯠com a mecaniza磯 completa das planta絥s. Seis colheitadeiras - conhecidas como gafanhotos - foram importadas e substituir㯠o trabalho de 1 440 cortadores de cana em sete mil hectares de planta磯.
cada uma substitui 240 trabalhadores
apesar da renda per capita de US$ 5 mil em Ribeir㯠Preto, o piso salarial dos funcionᲩos 頤e R$ 240.

Jornal do Brasil 31 de mar篠de 1996
USINEIROS SONEGAM
Al魠de deverem R$ 4 bilh峠ao Banco do Brasil as usinas de a纣ar e ᬣool deixaram de recolher aos cofres p쩣os nos 䩭os seis anos R$ 650 milh峮

O Estado de S㯠Paulo 6 DE MAIO DE 1996 DIMINUI EMPREGO DE CRIANǁS NO CORTE DE CANA
trabalho pesado, perigoso e insalubre al魠de mal remunerado
em 1992 estimava-se que 10 por cento da m㯭de-obra empregada era constitu� por crian硳 e adolescentes
na safra de 1994 essa participa磯 baixou para 5 por cento
em 1995 para 2,5 por cento
regi㯠de Ribeir㯠Preto: Ქa mecanizᶥl estimada em 70 por cento das terras

OS DERIVADOS DE PETRӌEO - INFORME PETROBRAS
頰reciso destil᭬o para obten磯 dos derivados - gasolina, diesel, g᳠de cozinha, querosene para ilumina磯 e avi峠a jato, 쥯s combust�is, lubrificantes, asfalto, solventes, parafinas etc.
atrav鳠de processos de refina磯 e tratamento
quantidade de cada derivado depende das caracter�icas do petr쥯
os mais leves produzem mais gasolina, g᳠e nafta mat鲩a-prima petroqu�ca
mais pesados, maiores volumes de 쥯s combust�is e asfalto
no meio-termo, produtos m餩os, como diesel e querosene

MOTOR DA HISTӒIA
O PETRӌEO - uma hist⩡ de gan⮣ia, dinheiro e poder, DANIEL YERGIN
VEJA
1853, O AMERICANO GEORGE bISSEL, PROFESSOR SECUNDRIO, ATRAVESSAVA O OESTE DA Pensilv⮩a
ficou sabendo que o tal 쥯 era empregado contra dores de cabe硬 de dentes e de est�o. Tamb魠costumava ser utilizado em ferimentos de animais.
subst⮣ia preta e viscosa era inflamᶥl
Serᠱue ela n㯠pode ser empregada para a ilumina磯, em lugar do 쥯 de cachalote e do g᳠retirado do carv㯿
o homem da idade do petr쥯
Na I Guerra Mundial, se a Marinha brit⮩ca n㯠tivesse substitu� o carv㯠 pelo petr쥯 como combust�l de seus navios, talvez o conflito chegasse a outro desfecho. A troca foi uma aposta pessoal e arriscada de Winston Churchill: com o petr쥯, a frota inglesa ganharia velocidade
os ingleses dependiam do combust�l que vinha do distante Ir㼢r> "sociedade do hidrocarboneto". ɠo mundo que depende do petr쥯 para erguer cidades, faz꭬as funcionar e alimentar seus habitantes.
os primeiros postos de gasolina, erguidos no alvorecer do s飵lo XX.

PETROL͆ERAS BUSCAM SÄ́AS PARA ESCASSEZ DE FONTES THE ECONOMIST MAIO DE 1996
as reservas comprovadas aumentaram em cerca de dois ter篳 desde 1970. ... pa�s que tꭠgrandes quantidades de petr쥯 a baixo custo e representam a maior parte do aumento de reservas s㯠completamente inacess�is para as empresas ocidentais
as maiores empresas de petr쥯 est㯠contando cada vez mais com o g᳼br> g᳠頭ais dif�l de transportar e no geral menos lucrativo para produzir
os custos de produ磯 no Ir㬠Iraque, Arᢩa Saudita e Kuwait s㯠inferiores a US$ 3 por barril em compara磯 com os mais de US$ 10 no mar do Norte.
reservas de g᳠s㯠mais abundantes do que o petr쥯

OLIGOPӌIO
uma empresa ou grupo que se especializa em prᴩcas desleais de com鲣io e mant魠o controle artificial de um setor de mercado e impede a competi磯.

O GS ENTRA PELO CANO
VEJA 30 DE OUTUBRO DE 1996
O g᳠頵m produto n㯠poluente e mais barato que estᠳendo cada vez mais usado no mundo para a gera磯 de energia el鴲ica. Pode ser a grande fonte de energia do pr詭o s飵lo.
o g᳠pode ser usado em ind䲩as para movimentar mᱵinas ou em usinas termoel鴲icas para gerar energia
A Petrobras 頡 maior empresa brasileira e estᠥntre as vinte maiores do mundo no setor de petr쥯. Tem um faturamento de 20 bilh峠de d졲es por ano e cerca de 44 000 funcionᲩos. Ao seu lado existe um fundo de pens㯬 o Petrus, com ativos de 3,5 bilh峠de reais.

CARRO A LCOOL
Fiat fabricou em 1979 o primeiro carro movido a ᬣool - um Fiat 147

O Estado de S㯠Paulo 6 DE JULHO DE 1997
SUPERSAFRA PODE FAVORECER VOLTA DO PROLCOOL
Nosso a纣ar n㯠entra na Europa, Jap㯬 Canadᠮem no Mercosul. ... os 5,3 milh峠de toneladas exportadas v㯠para sia e Oriente e uma pequena cota para os Estados Unidos. ... o Brasil 頯 飯 grande consumidor de ᬣool carburante do mundo.

ISTOɠ2-7-1997
AǚCAR E LCOOL
Nos 䩭os tr고anos a produ磯 nacional passou de 250 milh峠de toneladas anuais para 310 milh峬 que permitiriam produzir de imediato sem mais aumento na capacidade instalada seis milh峠de toneladas de a纣ar ou quatro a cinco bilh峠de litros de ᬣool.

LCOOL ɠSUCESSO COMO ALTERNATIVA DE COMBUST͖EL
ROGɒIO C. DE CERQUEIRA LEITE Folha de S㯠Paulo 28 DE DEZEMBRO DE 1989
Resolvido em grande medida o problema do vinhoto e outros res�os com o seu aproveitamento econ�o e com a melhoria das caracter�icas de combust㯠do ᬣool
Foram tamb魠removidas as obje絥s referentes ࠣompeti磯 com a produ磯 de alimentos e as condi絥s sociais dos trabalhadores no setor canavieiro.
... entre cinco a dez anos novos patamares ser㯠atingidos pelo pre篠do petr쥯, quando a produ磯 se concentrarᠡcentuada e progressivamente no Oriente M餩o.
o Brasil terᠣom o ᬣool e outros energ鴩cos derivados de biomassa uma importante vantagem comparativa na economia mundial.

Jornal do Brasil 22 de setembro 1989
BACTɒIA QUE EMBRAPA ISOLOU PODE REANIMAR PROLCOOL
experimentos com cana-de-a纣ar, que triplicou sua produtividade de 60 para 180 toneladas por hectare
conseguiu isolar a bact鲩a Acetocter diazotrophicus ... e estudar seu comportamento.
consegue absorver o nitrogꮩo existente no ar e transform᭬o em fonte de alimento para que a planta fa硠a fotoss�ese e se desenvolva
Desde 1950, quando chegou ao Brasil vinda da Alemanha, Joana Dobereiner estava ࠍ procura de bact鲩as capazes de aproveitar o nitrogꮩo do ar e fix᭬o. ɠum processo semelhante ao que ocorre na cultura da soja, onde a bact鲩a Rhizobium fixa o nitrogꮩo na raiz da planta transformando-o em nutrientes.
Sem a utiliza磯 da bact鲩a as lavouras de cana precisam ser adubadas com 60 quilos de composto nitrogenado por hectare. A polui磯 causada pelo uso de compostos nitrogenados diminui com a ado磯 da bact鲩a .... Ao entrar em contato com outras subst⮣ias minerais existentes no solo o nitrogꮩo dos adubos org⮩cos se transforma em nitrato, um material t詣o e de efeitos teratogꮩcos que provoca deforma絥s no feto, al魠de ser abortivo. Outra peculiaridade da cultura da cana 頳ua capacidade de retirar da atmosfera durante o processo de fotoss�ese mais mol飵las de g᳠carbo do que as outras plantas, despoluindo o ar.

O MOTOR DO SɃULO E DO CAPITALISMO VEJA 14 DE JUNHO 1995
Hᠱuase um milꮩo descobriu-se o carv㯬 que at頯 in�o deste s飵lo reinaria absoluto no mundo como fonte de energia.
... Nascia ali nas entranhas da terra o motor do capitalismo. A saga do petr쥯, esse l�ido sujo, viscoso e que ೠvezes exala um cheiro de ovo podre, desenhou o s飵lo XX.
... quando surgiu o autom楬. A gasolina, que at頥nt㯠era jogada nos rios por falta de comprador
a ind䲩a automobil�ica 頡 maior do mundo. A do petr쥯 vem logo abaixo. Movimentam mais de 1 trilh㯠de d졲es por ano.
A natureza leva 100 milh峠de anos fazendo esse trabalho.
As plataformas, estruturas de ferro e a篠de at頴0 000 toneladas do tamanho do Maracan㬠s㯠instaladas em alto mar. Algumas s㯠t㯠altas quanto um edif�o de dezesseis andares, da ᧵a at頡 ponta da torre.
Dos anos 1970 em diante o mundo assistiu ao surgimento da Opep, o cartel dos maiores produtores do mundo, e os dois choques no pre篠do barril
A Opep tamb魠pertence aos arquivos da Hist⩡.
Descontada a infla磯 do per�o, o barril de petr쥯 hoje 頭ais barato do que em 1973.
Jᠯ petr쥯 頦inito - as chamadas reservas conhecidas, dado que aponta apenas uma parcela do petr쥯 que se acredita existir embaixo da terra, s㯠 suficientes para sustentar o mundo pelos pr詭os anos.
... Neste s飵lo, as fronteiras do Oriente M餩o foram esquartejadas de acordo com os campos de petr쥯 das grandes companhias.
analisando processo na Venezuela, pa�que det魠6,5 por cento das reservas mundiais, Celso Furtado ...
O pr಩o Furtado explica no entanto por que os resultados ficaram muito abaixo do que se poderia imaginar. O pa�n㯠soube aproveitar os lucros com o petr쥯, n㯠se preocupou em tornar sua economia mais produtiva e menos dependente de uma 飡 atividade, deixando a agricultura na idade da pedra e mantendo-se um pa�ref魠da tecnologia estrangeira.
Nos pa�s desenvolvidos continua a ser a principal fonte de energia, mas a cada ano perde lugar para o g᳠natural, o carv㯠e mesmo a energia nuclear, que alimenta a maioria das fᢲicas, trens e residꮣias da Fran确 Mesmo assim no mundo o consumo de petr쥯 aumentou 45 por cento e em dez anos subirᠭais 20 por cento.
Nos bons tempos o petr쥯 chegou a levar 100 bilh峠de d졲es para a Arᢩa Saudita. Hoje n㯠chega a levar um ter篠dessa quantia.
lendas de homens ousados para entrar em grandes neg㩯s, com ast顠para ludibriar concorrentes e esperteza para forrar o pr಩o bolso.
... como transportar o g᳠de forma que n㯠seja atrav鳠de gasodutos. Jᠳe aperfei篡 a tecnologia do congelamento.
Isso porque a energia do homem 頱ue 頦onte inesgotᶥl.
O MOTOR DO SɃULO E DO CAPITALISMO
[a energia do homem 頳ua fome inesgotᶥl.
De comida. De grana. De poder.]

Acordo traz de volta o carro a ᬣool              O Estado de S㯠Paulo 20 de mar篠1992
Setor automobil�ico representa 11 por cento do PIB
o autom楬 brasileiro estᠡtrasado entre 10 a 15 anos em rela磯 aos produtos estrangeiros. O atraso n㯠頳य produto vendido ao consumidor: 頴amb魠do processo industrial. Um ve�lo 頭ontado em 16,8 horas no Jap㯬 30,3 na Cor驡, 45,7 no M鸩co e 48,1 horas no Brasil.

desvantagem da mecaniza磯 da lavoura da cana
em fun磯 da mᱵina empregada promove a compacta磯 do solo

PROLCOOL DEVASTA ALAGOAS
27 de abril 1992 JORNAL DO BRASIL
grande participa磯 na devasta磯 do ecossistema alagoano.
Dobrou nos 䩭os 12 anos a produ磯 de cana-de-a纣ar
sem gerenciamento e controle de seus efeitos perversos sobre o solo.
os principais rios do estado (...) de grande influꮣia para o est�o das popula絥s ribeirinhas, correm risco fatal com o grau crescente de polui磯 provocada pelo vinhoto e ᧵as de lavagem de cana em suas margens.
Com apenas 20% do seu solo improdutivo e fora do pol�no das secas, Alagoas 頵m verdadeiro oᳩs no nordeste. (...) "(...) ɠinadmiss�l que continuemos a importar 95 por cento dos hortifrutigranjeiros que consumimos, quando um estado como o Cearᬠcom 90 por cento de suas terras improdutivas, impr಩as para o cultivo de lavouras, d㯠um banho nos demais estados com um programa de diversifica磯 agr�la invejᶥl" - engenheiro Beroaldo Maia Gomes, que ajudou Celso Furtado a fundar a Sudene.
(...) De 85 por cento de vegeta磯 nativa existentes na Zona da Mata at頯s anos 1970, hoje sಥstam 1 por cento. A caatinga arbustiva da regi㯠semiᲩda do agreste e sert㯠 estᠲeduzida a menos de 5 por cento e a Mata Atl⮴ica foi praticamente dizimada, com o consequente desaparecimento da fauna.
(...) Ocupando 400 mil hectares de terras no estado a monocultura a cana-de-a纣ar continua sendo responsᶥl por quase 90 por cento da destrui磯 ambiental
Em consequꮣia dessa ocupa磯 irracional e absurda houve uma interferꮣia no ciclo hidrogrᦩco com assoreamento dos rios, enchentes, perda do volume dos rios, polui磯, contamina磯 dos mananciais h�icos pela usinas e pelas popula絥s instaladas em cidades sem saneamento.

Jornal do Brasil 04 de junho 1994
PETROLEO, LIVRE MERCADO E DEMANDAS SOCIAIS, de Adriano Pires Rodrigues e Danilo de Souza Dias, Instituto Liberal, 6 URVs
SINAIS DE FADIGA DO VELHO MODELO
SEM PREGAR A PRIVATIZAǃO DA PETROBRAS, PESQUISA QUESTIONA MONOPӌIO ESTATAL
abordam a quest㯠do monop쩯 do petr쥯 no Brasil, analisando as justificativas de sua cria磯 dentro do universo cepalino da 鰯ca e os eventos que se sucederam, como a cria磯 da Opep, a racionaliza磯 do consumo, quando o 쥯 cru perdeu suas caracter�icas de produto estrat駩co e se transformou em commodity negociada livremente em bolsa de mercadorias.
concluem que a empresa n㯠teria recursos sequer para manter a porcentagem atual de abastecimento interno, supondo uma taxa de crescimento do pa�de 5 por cento ao ano, jᠱue teria de investir em 17 anos, no cenᲩo mais provᶥl, US$ 102 bilh峮 Para a desejada auto-suficiꮣia, essa cifra equivale a nada menos do que US$ 193 bilh峮
O pre篠que nos anos de crise se estima atingir US$ 50/barril hoje anda por volta de US$ 17.
tra硭 um perfil dramᴩco da pobreza no Brasil, correlacionando os investimentos feitos em faustosas estatais com a carꮣia de recursos para a sa嬠o saneamento bᳩco e a educa磯. A pergunta 頳e n㯠seria mais razoᶥl concentrar o investimento p쩣o nesses setores e abrir o risco do petr쥯 ao capital privado.

Paulo Francis O ABC DO PETROSSAURO 21 DE ABRIL DE 1994
CRIAǃO DA PETROBRAS, NUM TEMPO EM QUE O MUNDO AINDA NÏ ESTAVA INUNDADO DE PETRӌEO COMO HOJE, A PREǏ DE BANANA, EM QUE OS EUA MAIS OS INGLESES PUNHAM E DISPUNHAM DO DESTINO DAS NAǕES IMPORTADORAS. FOI POR EXEMPLO O PRESIDENTE ROOSEVELT dos EUA ter cortado as exporta絥s de petr쥯 ao Jap㯬 em 1941, o estopim do ataque japon고a Pearl Harbour, que decidiu a Segunda Guerra Mundial.

Paulo. Francis 03 DE ABRIL DE 1994
retoma dados de Veja de semana anterior elencados acima sobre produtividade Petrobras e empresas estrangeiras

"A capacidade de toler⮣ia dos pobres prov魠de sua ignor⮣ia das alternativas." Simone de Beauvoir

Joelmir Betting 15 de fevereiro de 1992
Conserva磯 de energia e substitui磯 de derivados em escala universal mudaram a geopol�ca do petr쥯. Em 1973, antes da virada de mesa da Opep, o petr쥯 respondia por 47 por cento da matriz energ鴩ca do planeta. Ano passado, 33 por cento. No Brasil, a fatia do petr쥯 caiu no mesmo per�o de 38 para 29 por cento. A energia el鴲ica, no caso brasileiro, abriu os cotovelos de 31 para 35 por cento, medida em barris equivalentes de petr쥯. O restante do espa篠cedido pelo petr쥯 foi ocupado pelos avan篳 da cana-de-a纣ar (ᬣool e baga篩 e do g᳠natural.

O SONHO DA PETROBRAS      ROGɒIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE Folha de S㯠Paulo 02 de maio 1992
por que n㯠ir t㯠longe quanto querem os norte-americanos para suas cidades e adotar um verdadeiro combust�l ecol穣o, isto 鬠o ᬣool? Os norte-americanos n㯠podem faz꭬o, porque com uma frota 20 vezes maior do que a nossa, com uma relativa escassez de terras arᶥis ainda n㯠aproveitadas, clima inadequado para a cana-de-a纣ar seria inteiramente imposs�l. O Brasil, entretanto, pode. Mas a Petrobras n㯠quer.

O GLOBO 31 de janeiro de 1991
PRESIDENTE TESTA CARRO MOVIDO A ӌEO DE DENDʼbr> passarᠤentro de alguns meses a ser usado tamb魠como combust�l em substitui磯 ao diesel, preferencialmente (...) mᱵinas agr�las. O projeto Dendiesel DENDIESEL, idealizado pelo Minist鲩o da Agricultura, foi lan硤o ontem pelo presidente Collor, que pela primeira vez dirigiu um carro totalmente movido a 쥯 de dendꮠ(...) Collor autorizou a libera磯 de CR$ 100 milh峠 que ser㯠usados at頯 final do ano no est�lo ࠰rodutividade e expans㯠da cultura do dend꠼font size="5">CULTURA DO DENDʼ/font>, hoje produzido basicamente no Amazonas, Par᠍ e no Nordeste.
v㯠importar 200 unidades do motor alem㯠Eiko
            - A Alemanha jᠥstᠵsando isso.
(Com dend꿡)
Antes de pegar o vidrinho de dend꠰ara abastecer o ve�lo, lan确do simbolicamente uma alternativa energ鴩ca ࠣrise agravada com a Guerra no Golfo P鲳ico. (...) 18 quil�ros por litro de combust�l.
O litro de dendꠣusta CR$ 23 e o de 쥯 diesel CR$ 50.

Folha de S㯠Paulo 16 de fevereiro 1991 ECONOMISTA CRITICA USO DE DENDʠCOMO COMBUST͖EL
O uso de ᬣool como combust�l 頵m programa indefensᶥl do ponto de vista econ�o. Sua implanta磯 depende necessariamente de incentivos fiscais, colaborando no caso brasileiro para o d馩cit p쩣o. O mesmo se aplica para o uso de 쥯 de dend꠭ novidade apresentada recentemente pelo presidente Fernando Collor.
produ磯 de ᬣool de cana s೥rᠶantajosa com a conjuga磯 de dois fatores: queda do pre篠internacional do a纣ar para n�is inferiores a US$ 0,80 por libra e aumento do pre篠do barril de petr쥯 para US$ 62 (no caso do ᬣool usado puro nos motores) ou US$ 52 (para o caso do ᬣool anidro, usado em mistura com gasolina).
Se o pre篠internacional do a纣ar cai abaixo de US$ 0,80 desaparece a viabilidade econ�a da pr಩a cana.
Desde a implanta磯 do Proᬣool, no entender do brasilianista alem㯬 a situa磯 foi economicamente desvantajosa para a produ磯 de combust�is a partir da cana. Em novembro de 1989, por exemplo, o pre篠do barril era US$ 18 e do a纣ar era US$ 0,13.
isen磯 de imposto sobre o ᬣool e incentivos diretos aos produtores resultaram em gastos da ordem de 1,5 por cento do PIB por ano (cᬣulo sobre os valores de 1988).
gastos colaboraram para o d馩cit p쩣o - sendo inflacionᲩos e concentradores de renda -
O Proᬣool 頴amb魠responsᶥl pelo estado de calamidade das estradas brasileiras.
a eleva磯 do pre篠dos combust�is f㳥is provoca a eleva磯 do pre篠dos alimentos
a caloria em forma de alimento 頳empre mais cara do que em forma de energia. Portanto, a convers㯠de produtos alimentares em combust�is 頳empre economicamente desvantajosa. At頯 esgotamento das reservas de petr쥯 ou carv㯬 al魠disso, ter㯠sido desenvolvidas outras formas de energia que n㯠 usem produtos alimentares como mat鲩a-prima.

A REVANCHE DO LCOOL                   ISTOɠ15 de novembro 1995
NO IN̓IO DOS ANOS 1980 (por um carro a gasolina o consumidor pagava) 15 por cento a mais que pelo mesmo modelo de carro a ᬣool
Sࡠfrota da cidade de Los Angeles bate a quantidade de carros em todo o Brasil, mais de 25 milh峠de ve�los.
usineiros acabaram por cravar-lhes a imagem de vil峠da agroind䲩a
O tiro de miseric⤩a veio em 1989, quando faltou o combust�l e imensas filas de carros se formavam nos postos

O AMARGO SABOR DA CANA           ISTOɠ16 de junho 1996
O 긯do de usineiros para o Centro-Oeste tem seus motivos: com um solo melhor e topografia menos acidentada as usinas naquela regi㯠apresentam uma rentabilidade muito superior.
O ex-presidente Fernando Collor tamb魠foi responsᶥl pela desativa磯 de um grande programa de reforma agrᲩa do setor. Criado em 1965, o projeto Caxangᬠ em Pernambuco, assentou 981 fam�as em 19 mil hectares de terra. Os agricultores vendiam suas canas ࠕsina Caxangᬠtamb魠federal. No governo Collor a usina foi privatizada (...). O comprador (...) encerrou a produ磯 e transferiu a maioria dos equipamentos para outra empresa em Mato Grosso. Os trabalhadores assentados, conhecidos como "parceleiros", ficaram sem financiamento e sem aux�o para o plantio em suas "parcelas" de terra.

INCENTIVO CONTRARIA OBJETIVOS SOCIAIS       Folha S㯠Paulo 15 de fevereiro 1993
professor Tam᳠Szmrecs᮹i, do Instituto de Geociꮣias da Unicamp
Segundo ele, as melhores terras do Estado de S㯠Paulo s㯠hoje destinadas ࠍ planta磯 de cana. Essas terras, segundo ele, poderiam ser utilizadas para a produ磯 de alimentos.
Anthony de Christo, consultor de marketing ambiental, diz que mesmo o baga篠de cana, que antes era jogado nos rios, hoje 頵tilizado pela pr಩a usina como combust�l. "O baga篠頵m excelente adubo para a pr಩a cana. Dele tamb魠頍 poss�l extrair biog᳠BIOGS, que pode at頳er uma alternativa ࠥnergia hidrel鴲ica em 鰯cas de crise."

Joelmir Betting O Estado de S㯠Paulo 09 de abril 1993
ɠbom lembrar que o ᬣool produzido no Sudeste n㯠conta com subs�os. A ajuda residual contempla os produtores do Nordeste, com custo de produ磯 26 por cento acima dos usineiros de S㯠Paulo.
A meta 頣hegar a um custo de US$ 31 por barril equivalente em gasolina. Exatamente o custo atual da gasolina brasileira. Partindo do �ice 100, em 1976, os custos do ᬣool anidro jᠥst㯠no �ice 47, menos de metade. Mas os pre篳 reais, no mesmo per�o, foram trai篥iros: despencaram de 100 para 36.
O ᬣool tamb魠頡judado pela competitividade do a纣ar brasileiro (para quem n㯠vive sथ ᬣool). Em S㯠Paulo, a tonelada do a纣ar custa US$ 190. Na Austrᬩa, US$ 270. Na Tail⮤ia, US$ 310. Na Argentina, US$ 365. (...) Tirado de mat鲩as-primas diversas, o a纣ar americano custa US$ 595. O europeu ajeita-se com US$ 480. Mas o a纣ar japon고extrapola: US$ 850.

O Globo 30 de mar篠1993
CAATINGA SUBSTITUI PLANTAǕES E DEIXA 80 MIL DESEMPREGADOS
Zona da Mata. No munic�o (...) que faz limite com o agreste a paisagem se assemelha ࠤo sert㯺 a vegeta磯 estᠴ㯠seca quanto a da caatinga, os canaviais morreram e o desemprego 頧rande.
a seca tamb魠頧rave em 18 dos 42 munic�os da regi㯠a絣areira.

O Estado de S㯠Paulo 16 DE JANEIRO DE 1991
DISPARAM AS VENDAS DE CARROS A LCOOL
Mudan硠de comportamento dos compradores 頡tribu� ࠣrise no Golfo
Participa磯 das vendas de carros a ᬣool no total
11,1 por cento em dezembro de 1990 e 82,2 por cento na primeira quinzena de janeiro

Jornal do Brasil 22 de janeiro 1991
Distribui磯 de ᬣool ficarᠭais cara se 쥯 subir
o Brasil queima em m餩a 21 mil barris de 쥯 diesel diariamente para transportar o ᬣool das usinas at頯s postos de abastecimento.
"O ᬣool depende do petr쥯 para existir."



IAA IRREGULARIDADES Veja setembro 1989
Quando hᠤificuldades de abastecimento no mercado interno o governo interv魠e paralisa as exporta絥s de a纣ar. Come篵 a ocorrer contrabando do produto, refinado clandestinamente.
O tamanho do contrabando 頥stimado em 18 mil toneladas/ano e come篵 a provocar a falta do produto em vᲩas cidades.
Tribunal de Contas da Uni㯠deve julgar doze presidentes e diretores do IAA (Instituto do A纣ar e do lcool) que assinaram contratos de empr鳴imos irregulares e faturas em que o organismo chegou a receber 0,12 por cento dos pagamentos de d�das por esquecimento da cobran硠de corre磯 monetᲩa.

Coopersucar
de 1979 a 1985 a produ磯 de ᬣool subiu de 3,6 para 12 bilh峠de litros/ano
"O governo Sarney tentou segurar a infla磯 em cima das tarifas p쩣as"
em 10 anos a produ磯 de ᬣool chegou a 200 mil barris diᲩos e conseguimos um ganho de produtividade de 3,4 por cento ao ano. Em 1976 o barril de ᬣool custava US$ 70 e hoje US$ 45
"O que acontece com a soja e o caf頴amb魠acontece com o a纣ar. O produto est᠍ sendo desviado para o Paraguai que, sem produzir, acaba se tornando um grande exportador.
PARAGUAI parasita dos vizinhos...
PETROBRAS criada em 1953
NACIONALISMO X ENTREGUISMO
1934 - Carta de Minas: Get鯠estabelece normas para pesquisa e lavra de jazidas
1941: descobre-se petr쥯 em Lobato, Bahia
1941: general Horta Barbosa, presidente do Conselho Nacional do Petr쥯 (CNP), o da id驡 do monop쩯 estatal: "O petr쥯 頮osso"
no Clube Militar formam-se corrente nacionalista e corrente entreguista, liderada por Juarez Tᶯra, para a qual o Brasil n㯠tinha recursos para explorar petr쥯
a redu磯 do ᬣool de 22 para 18 por cento na mistura com gasolina resultou em aumento de 25 por cento da polui磯 do ar em S㯠Paulo

O Globo, 1989: O problema de Alagoas e do Nordeste 頤e clima. N㯠se consegue cortar muita cana com 45࠳ombra. Relevo n㯠favorece coloca磯 de mᱵinas
m餩a diᲩa muito baixa: 3,5 toneladas de colheita, contra 4,5 a 5 toneladas de m餩a nacional

METANOL
novembro de 1989: testada nos EUA mistura de 3 por cento de metanol e 97 por cento de g᳼br> desde que Petrobras iniciou negocia絥s no mercado internacional pre篠do solvente subiu de US$ 76 para US$ 150/tonelada

LCOOL DE MANDIOCA - PETROBRAS PERDE MILHՅS  jornal da tarde dezembro de 1989
investiu US 30 milh峠em tentativa fracassada de viabilizar a mandioca como mat鲩a-prima para a produ磯 de ᬣool numa usina em Minas Gerais

Petr쥯, romance inacabado de Pier Paolo Pasolini

GASTOS MILITARES GLOBAIS EM 1999:
US$ 1 TRILHÏ   1 000 000 000 000
US$ 1 000 a capoccia, i.e. per capita:  mais de tr고vezes o que cada um gasta em comida

MERCADO MUNDIAL DE ALIMENTOS EM 2006
US$ 2 TRILHՅS        2 000 000 000 000 = US$ 330 A CAPOCCIA
pre篠a bem dizer de uma janta de luxe
suponhamos que os 5% (300 000 000) mais ricos decidam jantar bem
gastam US$ 100 bilh峿    100 000 000 000?

1995: autom楩s e petr쥯 movimentaram US$ 1 trilh㯠
1 000 000 000 000

1975: lan硭ento do Proᬣool, barril de petr쥯 a US$ 10 - US$ 12
1972: US$ 2  - 1973: US$ 15 - 1979: US$ 36

Petroquisa - a mais rentᶥl subsidiᲩa da Petrobras, com conglomerado de quatro empresas controladas, responsᶥl por 40 por cento dos recursos amealhados pela Petrobras e 80 por cento do parque fabril da ind䲩a PETROQU͍ICA, avaliado em US 10 bilh峼br> Petrobras, que tem no investidor Naji Nahas hᢩl controlador de pap驳 - calcula-se que ele chegue a deter mais de 40 por cento das a絥s preferenciais ao portador da estatal, pouco mais de 4 por cento do capital

PETROBRAS 1988/1989: 33 controladas e coligadas

ENERGIA NUCLEAR
Veja maio de 1989: investimento no programa nuclear custou US 10 bilh峼br>
Jornal do Brasil dezembro de 1989
germ⮩co Ernesto Geisel decide instalar programa completo de patente alem㠣om usinas nucleares, fᢲicas de equipamentos, usina de enriquecimento de ur⮩o e at頤e reprocessamento de rejeito - at頡gora Angra 2 n㯠gerou 1 quilowatt - custou US$ 4 bilh峠
monumento ࠭ᠡdministra磯
armazenamento de equipamentos alem㥳 custa US$ 500 mil por m과br>
Jornal do Brasil 20 de dezembro 1992
PETRӌEO A 600 METROS
Petrobras se uniu a universidades brasileiras e empresas estrangeiras para extrair petr쥯 e g᳠de po篳 a 600 metros de profundidade na bacia de Campos. S㯠os po篳 mais profundos do mundo e exigiram o desenvolvimento de mᱵinas e rob㠰ara descer a profundidades em que a press㯠esmagaria um ser humano.

DESPERD̓IO
ENERGIA PERDIDA             JOELMIR BETING   O GLOBO 1p; de abril 1993
PӠNO CANO
A ONU informa: no ano 2000 cada terrᱵeo vai ter um milh㯠de metros c飯s de ᧵a por ano. Em 1950 a disponibilidade de ᧵a doce era de 2,9 milh峠por pessoa. Na cidade de S㯠Paulo a ᧵a jᠥstᠳendo puxada de at頱50 quil�ros de dist⮣ia. Com ela a gente lava carros e cal硤as.

 

PETRӌEO LCOOL BIOCOMBUST͖EIS ENERGIA 2008

2008
baga篠de cana para produ磯 de energia el鴲ica
1쥩l㯠de biomassa, termel鴲icas movidas a baga篠de cana
etanol do trigo e do milho 頭ais caro que o de cana - biocombust�l
biodiesel
 

2008: em S㯠Paulo 50 por cento do corte de cana mecanizado

 

ENGLAND WAR ON OIL Lawrence da Arᢩa, tenente ingl고que na I Guerra Mundial coloria mapas e acaba liderando uni㯠de n�es da atual Arᢩa Saudita contra os turcos

sugarcane fields forever
SUGARCANE FIELDS FOREVER
SUGARCANEFIELDS FOREVER

pren㩯 2006

O Globo 26 de setembro de 2006
FRANǁ QUER INVESTIR EM CARROS BIOCOMBUST͖EIS
Fran硠vai copiar o modelo brasileiro e investir nos carros flex fuel
Brasil - o maior produtor de etanol do mundo
apesar do incentivo fiscal na Fran硠pelo uso de fontes energ鴩cas menos poluentes - isen磯 parcial da taxa pelo consumo de produtos petrol�ros, por exemplo -, o etanol e o diesel (?! - ... biodiesel?...) (bem mais utilizado) representam apenas 1,2 por cento do consumo de carburantes no pa�
A Renault jᠡnunciou que 90 por cento dos seus carros na Europa em 2009 v㯠funcionar com E85 - podendo usar 85 por cento de etanol. Este ano a fabricante apresentou o modelo Clio Hi-Flex.
Alguns grupos, como a Tereos - n岯 dois em produ磯 de a纣ar na Europa -
jᠥstᠩnvestindo na produ磯 de cana-de-a纣ar no Brasil
biocombust�is como a solu磯 para reativar as conversa絥s de com鲣io mundial, reduzir a pobreza e combater o aquecimento global.

veja 26 de mar篬 2008
ETANOL
carta de leitor
apesar de ser usado hᠭais de 30 anos continua desconhecido em vᲩos aspectos t飮icos.
etanol de celulose. (...) jᠳe conseguiu produzir 240 litros de etanol com 1 tonelada de palhas e baga篠de cana (ricos em celulose), tr고vezes mais que os 80 litros conseguidos com a simples moagem, ou seja, podemos triplicar a nossa produ磯 com a mesma Ქa plantada. Os americanos est㯠investindo 385 milh峠 de d졲es para construir seis instala絥s industriais experimentais usando hidr쩳e a fim de produzir 130 milh峠de gal峠de etanol celul㩣o a partir da palha e do sabugo de milho. Objetivo: atingir metade do Plano Bush - "vinte anos em dez" - de produzir 35 bilh峠de gal峠de etanol em 2017.
outro leitor:
das 51 plantas autorizadas pela ANP [Agꮣia Nacional de Petr쥯], 31 jᠤeixaram de funcionar.
Equ�cos como o da mamona como fonte de mat鲩a-prima (頩nviᶥl economicamente e n㯠atende sequer ೠnormas da ANP) e a utiliza磯 da agricultura familiar, al魠das trapalhadas da Petrobras, est㯠 inviabilizando a produ磯 "verde-amarela" de biodiesel. O mercado do biodiesel 頍 estimado em quatro vezes o mercado do etanol.
outro leitor:
energia do sol. Podemos utilizar diretamente a energia do sol, mas esse processo ainda n㯠estᠰronto para o emprego em grande escala. ɠmais fᣩl usar a cana e outras plantas.
LCOOL
Segundo a ANP, o consumo do ᬣool vai superar o de gasolina em abril.

O Globo 25 de abril de 2008
O verdadeiro vil㯼br> Para o governo brasileiro a Argentina 頡 verdadeira responsᶥl pelas crises com a Bol�a, no caso do gᳬ e com o Paraguai, quanto ࠥnergia el鴲ica. (...) os argentinos estimularam os vizinhos a pressionar o Brasil, oferecendo mais dinheiro pelo g᳠boliviano e agora pela energia el鴲ica paraguaia. Por isso o Brasil foi obrigado a ceder para manter o fornecimento de g᳠e vai fazer concess峠agora para manter o fluxo de energia para o pa�

O Globo 25 de abril de 2008
T飮icos s㯠contra renegocia磯 de Itaipu
especialistas do governo: custo seria bancado por popula磯 brasileira
a hidrel鴲ica de Itaipu custou US$ 12 bilh峬 sendo que o capital inicial pago foi de US$ 50 milh峠do Paraguai e outro tanto do Brasil. A parte paraguaia para o restante da obra foi inteiramente financiada pelo Brasil.

O Globo 25 de abril de 2008
E A ESSO VAI PARA UM USINEIRO
A Cosan, a maior produtora de a纣ar e ᬣool do pa� controlada pelo usineiro Rubens Ometto, anunciou a compra da subsidiᲩa da americana ExxonMobil no Brasil, que atua em distribui磯 de combust�is e lubrificantes.
pagar᠕S$ 954 milh峼br> terᠤireito a usar a marca nos postos espalhados por 20 estados
A Exxon continuarᠮo Brasil com as opera絥s de produtos qu�cos e de explora磯 e produ磯 de petr쥯.
O neg㩯 marca um avan篠na estrat駩a do grupo de se consolidar como um dos maiores produtores globais de a纣ar e etanol
O consumo do ᬣool para uso automotivo jᠳuperou o da gasolina e agora entra no mercado de combust�is uma empresa que serᠩntegrada da usina ao posto.
A Cosan continuarᠦornecendo etanol a seus clientes. A Esso continuar᠍ comprando de seus fornecedores e distribuindo ࠳ua rede e clientes no atacado.
O volume de etanol vendido pela Esso 頳imilar ao volume produzido pela Cosan, e o mercado brasileiro de etanol cresce uma Esso por ano
o crescimento do mercado ilegal, a sonega磯 de impostos e a adultera磯 de combust�is.
O 1⩬ionᲩo do etanol
Em Piracicaba o sobrenome Ometto 頱uase um sino de usineiro.
da terceira gera磯 dos Ometto, pioneiros na produ磯 de a纣ar e ᬣool no estado.
頯 oitavo homem mais rico do pa� segundo a revista americana Forbes. Com uma fortuna estimada em US$ 2 bilh峼br> MINISTɒIO PڂLICO INVESTIGA A USINA
Com 45 mil trabalhadores
elas entraram no grupo de 21 mortes de trabalhadores na regi㯬 suspeitas de terem sido causadas por exaust㯠no corte da cana.
um vindo do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, tinha cortado 18 toneladas de cana no dia e estava trabalhando hᠤois meses sem folga.
(...) Estamos mantendo a jornada de sete horas e 20 minutos, equipamentos de prote磯 e exames admissionais e complementares para evitar os acidentes.
ESSO, UMA PIONEIRA NO BRASIL
Em 1859, ap㠤ezenas de tentativas frustradas, os americanos Edwin Drake e Uncle Billy Smith conseguiram finalmente encontrar petr쥯 na Pensilv⮩a.
Onze anos depois nascia a Standard Oil, atual ExxonMobil
John Rockfeller - Standard Oil
"a lua oval" que "comove e ilumina o beijo dos pobres tristes felizes cora絥s amantes do nosso Brasil". Palavras de Caetano Veloso na can磯 "Paisagem ڴil".

O Globo 25 de abril de 2008
Cosan-Esso pode virar 'Petrobras do ᬣool'
Na safra 2006/2007 o grupo usineiro produziu mais de meio bilh㯠de litros de ᬣool hidratado (o combust�l) e perto de 700 milh峠de litros de anidro (que 頭isturado ࠧasolina). Os n岯s representam 5,5 por cento do primeiro mercado e 11,6 por cento do segundo.

O Globo 25 de abril de 2008
ETANOL: BRITŽICA BP SE ASSOCIA A BRASILEIRAS
uma das quatro maiores companhias petrol�ras do mundo
O investimento da BP [British Petroleum] 頯 maior de um grupo estrangeiro no setor sucroalcooleiro do pa�e marca a entrada dos gigantes do petr쥯 no mercado do etanol brasileiro.

O Globo 25 de abril de 2008
PORTUGAL TER`A MAIOR CENTRAL DE ENERGIA SOLAR DO MUNDO
A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, em Moura, produz energia desde mar篠 com 2,5 MW instalados. Projeto de 237,6 milh峠de euros do grupo espanhol Acciona, a planta de energia solar serᠣonclu� at頤ezembro, quando se tornarᠡ maior do gꮥro no mundo, com capacidade de 46 MW.

O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008
O papel determinante do Brasil
ɠdif�l compreender as for硳 que levaram o pre篠do barril de petr쥯 mover-se do patamar das duas 䩭as d飡das (US$ 25) para o inimaginᶥl valor atual (US$ 118).
enquanto os malthusianos sugerem o esgotamento das reservas.
Estima-se que o pre篠do petr쥯 provocarᠵma transferꮣia de cerca de US$ 2 trilh峠de renda dos pa�s importadores de energia para os pa�s exportadores em 2008.
Preservamos o fluxo de g᳠para a economia brasileira (pelo menos at頯 momento!) por魠pagamos mais pelo g᳠importado da Bol�a, e os ativos da Petrobras foram nacionalizados.
頰reciso ter presente que os pre篳 praticados atualmente nos mercados energ鴩cos est㯠fortemente contaminados pela conjuntura irracional que move o pre篠do petr쥯.

O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008
MINISTRO DIZ QUE AUMENTO DO PREǏ DA GASOLINA EST`POR UM FIO
O presidente da Opep e ministro das Minas e Energia da Arg鬩a, Chakib Khelil, n㯠descartou que o pre篠do barril de petr쥯 chegue a US$ 200
embora o fornecimento esteja adequado ࠤemanda, a desvaloriza磯 do d졲 est᠍ pressionando os pre篳 da commodity, que se torna alvo de investidores insatisfeitos com a performance da moeda americana.
recorde hist⩣o de US$ 120 alcan硤o na semana passada

O GLOBO 6 DE MAIO DE 2008
NOVA PETROBRAS
Com a descoberta de imensas reservas de petr쥯 no pr魳al ganha corpo no governo Lula debate sobre a cria磯 de uma empresa estatal no setor. Ela exerceria o monop쩯 da explora磯 dessas reservas. A Petrobras n㯠poderia porque tem acionistas privados. Hoje cerca de 60 por cento das reservas mundiais de petr쥯 s㯠controladas por estatais. Na 䩭a d飡da pa�s como a R㩡 estatizaram empresas do setor.

O Globo 8 de maio de 2008
cr�cas ࠰rodu磯 de biocombust�is pelo Brasil. O aumento do pre篠dos alimentos, segundo deputada do DEM-RO (Democratas-Roraima), se deve ao aumento do consumo mundial, ࠍ alta do petr쥯, ࠲edu磯 da Ქa plantada de soja e trigo nos EUA e ao aumento da Ქa de milho, ao fato de os investidores terem migrado do setor imobiliᲩo para o das commodities e a problemas climᴩcos na Austrᬩa e na R㩡.

O GLOBO 10 DE JUNHO DE 2008
OBAMA QUER IMPOSTO PARA PETROLEIRAS
candidato democrata ࠃasa Branca Barack Obama promete criar um imposto sobre lucros inesperados para empresas petrol�ras, cujos ganhos aumentaram com a alta do pre篠do petr쥯.
para ajudar as fam�as a pagar pelos custos de energia que est㯠aumentando demais.

O GLOBO 10 DE JUNHO DE 2008
PIB DO PRIMEIRO TRIMESTRE DEVE FICAR ENTRE 5,5% E 5,8%
ALIMENTAǃO CONTINUA PRESSIONANDO INFLAǃO
DI = DISPONIBILIDADE INTERNA
PIB EM 2007: + 5,4%
quarto trimestre de 2007: + 6,2%
enorme apetite para importados que tem deteriorado as contas externas do pa�
... chamada absor磯 interna, que 頯 crescimento da economia sem contar o com鲣io externo, deve ter expans㯠de 9% no primeiro trimestre
O BC teme que a demanda interna aquecida pressiona ainda mais a infla磯 e por isso desde abril tem subido os juros bᳩcos da economia.
A contrapartida da demanda interna em ascens㯠頯 fraco resultado das exporta絥s, com queda estimada de 3,6 por cento no primeiro trimestre enquanto as importa絥s cresceram 18,4 por cento.
o consumo das fam�as deverᠴer crescido 7,7 por cento no primeiro trimestre
no 䩭o trimestre de 2007 cresceu 8,6 por cento
IGP-DI DE MAIO ɠO MAIS ALTO DESDE JANEIRO DE 2003, quando a infla磯 no per�o p㭒eal refletia a forte desvaloriza磯 da moeda brasileira ocorrida em 2002.
[devido a] aumentos no atacado do 쥯 diesel, materiais de constru磯 para ind䲩a e do min鲩o de ferro. O ͮdice de Pre篳 no Atacado subiu de 1,30 por cento em abril para 2,22 por cento em maio, a maior taxa desde dezembro de 2002.
No varejo a alta dos alimentos  頤e 2,33 por cento
MANTEGA DIZ QUE INFLAǃO PARA BAIXA RENDA ɠMAIS SEVERA E ACUMULA 8%
Lula quer ampliar produ磯 de fertilizantes para elevar oferta de gr㯳
para os trabalhadores com renda entre um e 2,5 salᲩos m�mos a infla磯 nos 䩭os 12 meses estᠡcumulada em 8 por cento, contra 5,04 por cento do IPCA.
Mais de 70 por cento dos fertilizantes s㯠importados.
[solu磯] investir nas jazidas de nitrato e fosfato, muitas delas nas m㯳 da Petrobras e da Vale do Rio Doce.
em dois meses, com a safra agr�la, os pre篳 dos alimentos cair㯠no mundo, com reflexos no Brasil.
Lula afirmou que as petrol�ras acusam injustamente o Brasil de devastar a Amaz:
            - Dizer que a cana-de-a纣ar estᠩnvadindo a Amaz 頵m absurdo.

O GLOBO 10 DE JUNHO DE 2008
SALTO NA IMPORTAǃO DE DIESEL
O d馩cit comercial do pa�em petr쥯, derivados e g᳠natural quase triplicou no primeiro trimestre e foi de US$ 2,4 bilh峼br> compra de 쥯 diesel subiu 92 por cento e alcan篵 quase US$ 1 bilh㯬 com alta de 200 por cento (pelo aumento do pre篩
O crescimento da economia eleva o consumo.

13 DE JUNHO DE 2008
NOVA DESCOBERTA NO PRɭSAL
PETROBRAS ANUNCIA RESERVAS DE PETRӌEO EM GUAS ULTRAPROFUNDAS DA BACIA DE SANTOS, NAS REAS CONHECIDAS COMO CARIOCA E GUARn A JAZIDA PODE SER A MAIS IMPORTANTE DOS ڌTIMOS 30 ANOS
Carioca teria cinco vezes o tamanho de Tupi e J鴥r, com caracter�icas semelhantes. As reservas tꭠpotencial de 8 bilh峠de barris, o que leva a crer que Carioca tenha mais de 30 bilh峠de barris (33 bilh峠aproximadamente).
A Petrobras det魠45 por cento de participa磯 em cons⣩o formado com o BG Group (30 por cento) e com a Repsol YPF (25 por cento) para a explora磯 do bloco BM-S-9. A jazida encontrada 頤e 쥯 leve, com densidade em torno de 28ᐉ (American Petroleum Institute), medida para a qualidade do petr쥯) nos reservat⩯s de pr魳al.
O bloco 頣omposto por duas Ქas explorat⩡s. Na maior delas foi perfurado o primeiro po篬 chamado informalmente de Carioca, que resultou na descoberta anunciada em 5 de setembro de 2007
O novo po篬 que recebeu o nome de Guarᬠfica na Ქa menor do bloco, a cerca de 310 km da costa de S㯠Paulo, em l⭩na d'᧵a de 2 141 metros. A Petrobras ainda estᠰerfurando na regi㯬 a fim de encontrar petr쥯 em Ქa mais profunda. A descoberta foi comprovada em testes em reservat⩯s a 5 mil metros.
O potencial total dos novos campos 頤esconhecido mas pode ser tr고vezes maior que o volume atual das reservas brasileiras, estimadas em 14 bilh峠de barris. O teste de longa dura磯 em Tupi vai come硲 em 2009 e s࡭ vamos poder analisar o reservat⩯.
OGX: RECORDE DE EIKE BATISTA
sua empresa de petr쥯 e gᳬ que estr驡 hoje na Bolsa de Valores de S㯠Paulo com a maior oferta p쩣a de a絥s do mercado nacional.
MMX e MPX, em 2007
Criada em 2007, a OGX foi o destaque do leil㯠da Agꮣia Nacional de Petr쥯 (ANP). Eike venceu em 21 dos 23 lances que fez, 14 sem parceiros. Segundo a legisla磯 a empresa sయderᠡtuar em ᧵as rasas.

13 DE JUNHO DE 2008
PF PRENDE 17 ACUSADOS DE SONEGAǃO
OPERAǃO CANA BRAVA DESMONTA FRAUDES NO SETOR ALCOOLEIRO
desmontaram um dos maiores esquemas de sonega磯 fiscal do setor sucroalcooleiro. Em cinco anos o desvio pode ter chegado a pelo menos R$ 2 bilh峠em contribui絥s previdenciᲩas n㯠recolhidas por 160 empresas do setor, entre elas duas usinas de a纣ar e ᬣool do interior de S㯠Paulo.
esquema montado para desviar recursos previdenciᲩos que iam para contas da fam�a no exterior.

24 DE JUNHO DE 2008
PREǏ DO LCOOL VOLTA A SUBIR NAS USINAS PAULISTAS
O pre篠do ᬣool hidratado n㯠dᠴr駵a aos motoristas de carro flex.
O litro do ᬣool combust�l
o litro do anidro - misturado ࠧasolina
o aumento foi causado pelo aumento nas exporta絥s do produto. Com isso sobra menos combust�l para o mercado interno, devido ao per�o de entressafra da cana-de-a纣ar.

O Globo 30 de junho de 2008
ESPECULAǃO PURA         GEORGE VIDOR
uma grande descoberta no Mar Cᳰio (nos moldes dos reservat⩯s que est㯠 sendo testados na cama de pr魳al da Bacia de Santos) foi confirmada por um cons⣩o de empresas russas e do Cazaquist㯮 E nem por isso os pre篳 do petr쥯 cederam. (...) o mercado continua sob forte press㯠especulativa, basicamente financeira.
O tꮵe equil�io entre as quantidades oferecidas e demandadas de produtos como petr쥯 atraiu para esses mercados muitos bancos de investimentos acostumados a grandes varia絥s nas cota絥s de t�los e pap驳 financeiros. Hᠦatores que justificam o encarecimento e mat鲩as-primas, insumos industriais e alimentos mas a componente financeira acentuou muito a tendꮣia de alta.
seria razoᶥl se pensar em cota絥s entre US$ 60 e US$ 80, no prazo de um ano, se for observado apenas o com鲣io f�co do produto.
LULA DIZ QUE MUNDO VAI SE CURVAR A BIOCOMBUST͖EIS FEITOS NO BRASIL
quase 100 por cento da frota brasileira de autom楩s 頂I Flex
primeiro modelo lan硤o em 2003

O GLOBO 30 DE JUNHO DE 2008
PETROBRAS SER`UMA DAS GIGANTES DO SETOR EM ALGUNS ANOS
estᠥm 10쵧ar entre as empresas com maior presen硠no exterior
Sete primeiras s㯠as tradicionais - Shell, ExxonMobil, Total, BP, Chevron, Eni e StatollHydro - e depois vꭠPetronas da Malᳩa e Petrochina/CNPC
em 95 por cento das companhias nacionais, como a Petrobras, o governo 頯 acionista controlador
as maiores empresas do mundo ranking do Financial Times - valor de mercado
ExxonMobil US$ 452 bilh峼br> Petrochina US$ 424 bilh峼br> General Electric US$ 370 bilh峼br> Gazprom US$ 300 bilh峼br> China Mobile US$ 298 bilh峼br> Banco Industrial e Comercial da China US$ 277 bilh峼br> 12쵧ar - vindo da 50௳i磯 (mas n㯠de uma vez...) Petrobras: US$ 208 bilh峠de valor de mercado

CANA-DE-AǚCAR
Brasil o maior produtor de CANA-DE-AǚCAR do mundo
baga篠de cana para produ磯 de energia el鴲ica
1쥩l㯠de biomassa, termel鴲icas movidas a baga篠de cana
etanol do trigo e do milho 頭ais caro que o de cana - biocombust�l
biodiesel

BIOMASSA: mamona desenvolvida pelo Embrapa dᠳ safras/ano (mas n㯠d᩼br>  

segundo a teoria predominante 1 barril de petr쥯 leva milh峠de anos para ser "fabricado"

INDړTRIA BRASILEIRA          CNI - Confedera磯 Nacional da Ind䲩a
JULHO 2008
DAS CRISES PROSPERIDADE
gigantismo das reservas localizadas na camada de pr魳al
extra磯 car�ima e que exige equipamentos muito especializados
Plano de Moderniza磯 e Expans㯠da Frota e de Embarca絥s de Apoio (Promef) - custo estimado em US$ 5 bilh峼br> parte do plano de investimentos da Petrobras
que prev꠰ara o per�o 2006-2010 sడra o refino investimentos de US$ 14,2 bilh峼br> rede de gasodutos: US$ 6,5 bilh峼br> auto-suficiꮣia sustentada, assegurando o m�mo de 20 por cento de produ磯 acima do consumo nacional.
atividades ter㯠uma m餩a anual de impacto total de R$ 216 bilh峬 representando 10 por cento do PIB
66 por cento das compras ser㯠destinadas a fornecedores nacionais, o que jogaria uma m餩a anual de US$ 10 bilh峠anuais no mercado gerando 840 mil novos postos de trabalho

ɐOCA 7 DE JULHO DE 2008
O pre篠do d�el aumentou 17 por cento na ͮdia em 2008
Estima-se que 70 por cento da economia indiana dependa dos caminh峮
A VOLTA DA GUERRA FRIA
Enriquecida por conta da alta do petr쥯, a R㩡 n㯠pᲡ de investir no aumento de seu poderio militar. Os gastos com defesa no ano passado chegaram a US$ 35,4 bilh峮
TRANSPORTES: ɠSӠLIGAR NA TOMADA E RODAR
Para o autom楬 urbano achamos que o futuro estᠮo motor el鴲ico
O primeiro modelo da Renault-Nissan foi apresentado em janeiro
Congresso americano
Pelo pre篠de dois meses de abastecimento de petr쥯, cerca de US$ 100 bilh峬 podemos instalar a infra-estrutura necessᲩa para carregar os carros do pa� com eletricidade. E acabar com a dependꮣia do petr쥯.
existem menos de 90 mil deles no mundo, ante os 65 milh峠de autom楩s a combust㯠produzidos por ano
Por causa do petr쥯. Essa fonte de energia come篵 a ser usada no fim do s飵lo XIX e se mostrou abundante e barata quando o mercado consumidor era ainda pequeno. Acabou por consolidar grupos econ�os que passaram a dar as cartas nos investimentos em transportes desde ent㯮
Sயs Estados Unidos hᠱ80 mil postos de combust�is. As montadoras faturam US$ 1,5 trilh㯮 Mas as seguradoras, empresas de combust�is, de autope硳 e de servi篳 automotivos ganham US$ 6 trilh峮
Em 1996 alguns fabricantes lan硲am os primeiros carros el鴲icos em larga escala, o RV4 da Toyota, o Ranger EV da Ford e o EV1 da General Motors.
em uma manobra sem maiores explica絥s, os fabricantes resolveram tomar de volta os ve�los, que foram destru�s.

veja 23 de julho, 2008 ENERGIA NUCLEAR
O QUE ERA MEDO SE TORNOU ESPERANǁ
Duas d飡das ap㠯 desastre de Chernobyl
uma esperan硠de energia limpa e barata.
35 usinas est㯠sendo constru�s em vᲩos pa�s e outras 93 dever㯠ser erigidas - mais de metade na sia.
Brasil retoma a constru磯 de Angra III, no litoral do Rio de Janeiro.
Ao longo de 15 anos, at頯 acidente de Chernobyl, a parcela de eletricidade produzida saltou de 2 para 16 por cento - patamar onde se mant魼br> Calcula-se que essa parcela suba para 22 por cento em 2050
petr쥯 e g᳠natural respondem por 25 por cento da eletricidade produzida
kilowatt/hora gerado dobrou de pre篼br> energia produzida por usinas nucleares, beneficiadas por tecnologias que aumentaram a produtividade, ficou mais barata: em propor磯, o custo da eletricidade gerada com petr쥯 頳eis vezes superior
as termel鴲icas a carv㯬 que produzem 40 por cento da eletricidade do mundo, continuam a ser produzidas a todo o vapor, principalmente na R㩡 e na China.
termel鴲ica que usa mat鲩as-primas f㳥is emite 1 quilo de di詤o de carbono (CO2), o principal g᳠do efeito estufa, por qulowatt/hora gerado.
Uma usina nuclear apenas 30 gramas, apenas por fatores externos, como o transporte de mat鲩a-prima.
o renascimento da energia nuclear 頩mpulsionado por quest峠geopol�cas
uma maneira de diminuir a dependꮣia em rela磯 ao petr쥯 e ao g᳠natural, cujas maiores jazidas se encontram nas m㯳 de governos que merecem pouca confian硠como R㩡, L�a, Ir㠥 Venezuela.
mesmo ambientalistas, antes agressivos opositores da energia nuclear, passaram a defend꭬a como alternativa aos combust�is f㳥is: James Lovelock, autor da teoria de que a Terra 頵m enorme organismo vivo capaz de auto-regular-se, e
Patrick Moore, fundador da organiza磯 Greenpeace, sempre pronta a fazer protestos ruidosos contra a energia do ᴯmo.
Agꮣia Internacional de Energia: o planeta pode precisar de 1 300 novos reatores nucleares para combater o aquecimento global e atender ao aumento da demanda energ鴩ca.
serᠰreciso fazer um investimento maci篠em fontes de energia renovᶥis, como e쩣a e solar. Por enquanto a eletricidade produzida pelas fontes renovᶥis 頍 muito cara e insuficiente para atender a regi峠de alto consumo.
[na sequꮣia de] vazamento de material radioativo em dois rios na regi㯠de Avignon, organiza絥s como a Sortir du Nucl顩re fizeram protestos e voltaram a criticar o fato de quase 80 por cento da eletricidade consumida no pa�vir da energia nuclear.
uma solu磯 prᴩca para os rejeitos radioativos que n㯠seja o armazenamento
O BRASIL AGORA EST`COM PRESSA
anos 70, o plano era construir nove usinas nucleares, fazendo com que esse tipo de energia respondesse por 15 por cento da produ磯 de eletricidade at頯 fim da d飡da seguinte.
Angra I entrou em opera磯 em 1985
constru磯 demorou 14 anos, o dobro do tempo previsto
Custou 2,5 bilh峠de d졲es ou o dobro do valor aceitᶥl por quilowatt instalado
em 1996 FHC decidiu levar adiante a obra inacabada de Angra II, que come篵 a operar em 2001, ano do apag㯬 em que o Brasil acordou para a necessidade de planejamento energ鴩co.
Para escapar de novo apag㯠o pa�tem de aumentar a capacidade instalada em 20 000 megawatts, o que significa uma expans㯠de 20 por cento
at頲030 precisa de mais que dobr᭬a
o Brasil disp堤a sexta maior jazida de ur⮩o do mundo e tem tecnologia pr಩a, uma das mais modernas do mundo, para enriquec꭬o.
Plano Nacional de Energia estipula que at頲030 a gera磯 nuclear tem de dobrar, para o que serᠮecessᲩo concluir Angra III e outras quatro usinas com potꮣia de 1 000 megawatts cada.
setor hoje responde por 2 por cento da matriz el鴲ica; passaria a 5 por cento
Angra III: jᠣonsumiu R$ 1,5 bilh㯠e para ficar pronta em 2014 precisa de mais 7,3 bilh峠e muita determina磯 pol�ca, porque al魠dos entraves ambientais tem oposi磯 de parte da comunidade cient�ca, que diz que 頭elhor esperar pela nova gera磯 de usinas, mais seguras e menores.

VEJA 23 DE JULHO, 2008
ENERGIA EӌICA
Os⩯, RS: 75 cata-ventos formam o maior parque e쩣o da Am鲩ca Latina, fornecem energia aos seus 40 000 habitantes e a mais 650 000 em Porto Alegre
O Brasil 頯 pa�que mais recicla alum�o no mundo: 1 milh㯠de latinhas por hora, 70 por cento das quais em Pindamonhangaba, no leste paulista, que tem a maior empresa de reciclagem do mundo, a Novelis

INDړTRIA BRASILEIRA
SETEMBRO 2008
CONTEڄO LOCAL NA INDړTRIA DO PETRӌEO
capacidade da ind䲩a brasileira de responder a esse novo desafio tecnol穣o e financeiro.
Petrobras e das demais 60 empresas petroleiras, dom鳴icas e estrangeiras que atuam no setor, como fornecedores de equipamentos sofisticados e servi篳 altamente especializados.
progresso alcan硤o desde a libera磯 do setor petroleiro com a Lei do Petr쥯 de 1997.
colossais opera絥s de explora磯 e produ磯 (E&P) nos blocos de camada pr魳al (Tupi, J鴥r, Carioca, P㯠de A纣ar, etc.) num prazo de cinco a dez anos
Po篳 jᠥm opera磯 asseguram auto-suficiꮣia petrol�ra do pa� com cerca de 2,1 milh峠de barris/dia.
Petrobras, maior player
PLAYER
do setor, empresa integrada de energia que compete com as maiores e melhores petroleiras multinacionais.
Banco Nacional do Desenvolvimento Econ�o e Social (BNDES), outra empresa p쩣a que ao longo dos seus 56 anos tem contribu� para financiar boa parte da ind䲩a e da infra-estrutura do pa�
estipulam n�is m�mos de conteocal para componentes de mᱵinas e servi篳 a serem empregados em cada etapa do laborioso e oneroso processo de E&P.
644 blocos explorat⩯s atribu�s pela ANP em regime de concess㯠desde 1998

veja 27 de agosto, 2008
A POUPANǁ DO PRɭSAL
Ricardo HAUSMANN, professor de Harvard
efeitos negativos que a riqueza do petr쥯, se mal utilizada, pode causar a um pa�br> um exemplo 頡 Venezuela
ɠuma ilus㯠acreditar que o dinheiro do petr쥯 poderᠳer utilizado em projetos sociais, como em educa磯. Esses recursos devem ser poupados ao pre篠 de trazerem instabilidade para a economia.
Ricardo HAUSMANN, professor de Harvard veio ao Brasil apresentar o estudo
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
feito sob encomenda do Centro de Lideran硠P쩣a.
o 飯 impacto imediato dos d졲es do petr쥯 頰ermitir que um pa�importe mais. Importa絥s maiores elevam o d馩cit externo e ainda submetem a taxa de c⭢io ao vaiv魠das cota絥s do petr쥯, afugentando investimentos privados.
o ideal 頱ue 100 por cento das receitas com petr쥯 sejam depositadas num fundo soberano no exterior. Isso impede que os d졲es inundem a economia, produzam infla磯 e volatilidade cambial.
entrevistador: O Brasil possui problemas sociais grav�imos
ele dᠯ exemplo da Venezuela: criou empresas sider穣as estatais pessimamente administradas e pouco eficientes e quando o pre篠do petr쥯 subiu o c⭢io tamb魠subiu e elas n㯠conseguiram manter-se competitivas.
Agora Hugo Chᶥz simplesmente torra cada centavo, ningu魠sabe para onde o dinheiro vai, e n㯠tem havido investimentos e a produ磯 come硠a cair.
VᲩos pa�s ainda procuram maneiras de se integrar ao mercado global.
O Brasil inova em vᲩas tecnologias de ponta na agricultura, no setor energ鴩co, na avia磯, na minera磯 e no setor automobil�ico.
Os indicadores sociais, como educa磯 e sa嬠registraram avan篳 significativos.
[Brasil precisa de] Acelerar o crescimento, que ainda 頴�do.
Descontado o aumento da popula磯 economicamente ativa, o crescimento real tem sido de 1 por cento, um dos piores resultados de toda a Am鲩ca Latina.
Principal entrave: falta de poupan硠do setor p쩣o. O Estado deveria gastar menos do que arrecada.
O Brasil possui hoje a maior carga tributᲩa entre todos os pa�s emergentes e mesmo assim as contas p쩣as s㯠deficitᲩas.
[todo mundo fala o mesmo - juntar]
O motivo pelo qual a taxa de c⭢io chinesa 頣ompetitiva 頱ue a China possui uma taxa de poupan硠elevada.

REVISTA DO IBEF INSTITUTO BRASILEIRO DE EXECUTIVOS DE FINANǁS
NڍERO 17  2008
ɴica, ambi磯 e economia
O respeito ೠregras tem se tornado cada vez mais distante pelos indiv�os, permitindo que a ambi磯 ultrapasse a conex㯠entre a 鴩ca e a economia.
Por gan⮣ia, o plantio e a industrializa磯 dos alimentos se mantꭠimpregnados dos mais t詣os componentes qu�cos, provocando entre outras coisas um alarmante avan篠dos casos de c⮣er, alzheimer e outros males. Por gan⮣ia os projetos de energia solar, e쩣a e outras renovᶥis e limpas permanecem em banho-maria enquanto os lobbies da ind䲩a f㳩l fervilham pelos congressos.

veja 3 de setembro, 2008
BILHՅS PARA TIRAR BILHՅS DO FUNDO DO MAR
in�o da produ磯 de petr쥯 na camada de pr魳al
por磯 do subsolo que se formou hᠱ50 milh峠de anos, prolonga-se por 800 quil�ros de Santa Catarina ao Esp�to Santo e guarda estimados 80 bilh峠de barris de petr쥯 e gᳮ ɠo suficiente para transformar o pa�no sexto maior detentor de reservas, atr᳠somente de Arᢩa Saudita, Ir㬠Iraque, Kuwait e Emirados rabes.
Ქa do pr魳al fica a 300 quil�ros do litoral, a uma profundidade de 7 000 metros - quase um Everest debaixo da terra - e sob 2 quil�ros de sal.
Jubarte, cenᲩo da festa oficial. Ali a profundidade tamb魠頧rande (4 400 metros), mas o reservat⩯ estᠡ somente 77 quil�ros da costa e a camada de sal tem apenas 100 metros de espessura.
Tupi. ɠde lᠥ dos blocos vizinhos que, aposta-se, jorrarᠡlgo como 50 bilh峠 de barris.
promessas cercadas de incertezas de todos os lados
barreiras das quais se tem apenas uma pᬩda id驡.
N㯠hᠮo pr魳al uma gota de petr쥯 que se possa classificar de "reserva provada", nomenclatura usada para definir a quantidade de petr쥯 de cuja existꮣia se tem a certeza.
primeiro teste no campo Tupi em mar篠do ano que vem
ɠposs�l que se descubra
petr쥯 e gᳬ n㯠se presta ࠰rodu磯 em larga escala a longo prazo, com a tecnologia existente hoje.
enorme quantidade de recursos necessᲩos para a explora磯 em condi絥s t㯠 adversas.
em 50 bilh峠de barris, a quantidade estimada para os blocos de explora磯 de Tupi, J鴥r e P㯠de A纣ar, que juntos somam 13 por cento da Ქa do pr魳al. (...) na Bacia de Santos. A conclus㯠頱ue seriam necessᲩos 600 bilh峠de d졲es para tirar da primeira ࠺ltima gota de petr쥯 que se pode extrair dali.
A Petrobras trabalha com n岯s um pouco mais modestos. Calcula que a empreitada pode sim aproximar-se dos 600 bilh峠de d졲es, mas para explorar as seis Ქas jᠬicitadas em que 頡 operadora: Tupi e Iara, Bem-Te-Vi, Carioca e GuarᬠParati, J鴥r e Carambᮠ(...) Equivale a 45 por cento do produto interno bruto brasileiro
jᠨᠱ65 bilh峠de d졲es previstos para investimentos entre 2008 e 2011 somente na ind䲩a de petr쥯. Isso sem considerar o pr魳al.
frases do presidente Lula como
"N㯠se pode deixar na m㯠de meia d顠de empresas que acham que o petr쥯 頍 delas e v㯠apenas comercializ᭬o"
causaram arrepios no mercado e tiveram reflexos na bolsa de valores.

veja 17 de setembro, 2008
Confirmado que o po篠de Iara, um dos maiores descobertos agora na camada de pr魳al da Bacia de Santos, tem reservas da ordem de 4 bilh峠de barris de petr쥯, equivalentes a 28 por cento das reservas brasileiras conhecidas anteriormente. Situado em frente ao litoral fluminense, o po篠頶izinho ao campo de Tupi, que tem de 5 a 8 bilh峠de barris.
AMEAǁS AO NOSSO GASODUTO
problema grave para o Brasil devido ࠤependꮣia nacional em rela磯 ao g᳠ natural produzido em territ⩯ boliviano.
O corte de 10 por cento 頡dministrᶥl - os reservat⩯s das hidrel鴲icas est㯠cheios e a Petrobras pode substituir o g᳠por 쥯 como combust�l para as usinas termel鴲icas -, mas hᠲiscos de ocorrerem novas sabotagens nos gasodutos.
consumo total de g᳠no Brasil: 59 milh峠de metros c飯s/dia
50,8 por cento s㯠importados da Bol�a
AS DEFESAS DA SUPERECONOMIA
expectativa 頱ue a partir de 2012 o pa�passe a ser grande exportador de petr쥯 e derivados. Isso 頩mportante porque refor硲ᠡinda mais as reservas em moeda forte do pa� ao mesmo tempo em que atrairᠵma nova onda de investimentos

DEPOIS DO PRɭSAL
Quando o pre篠do barril de petr쥯, com o "novo 11 de setembro", despencou de US$ 150 para a casa dos US$ 50 todo o papo de sonho de grandeza com o petr쥯 da camada do pr魳al a 7 000 metros de profundeza - e o presidente Lula, do Brasil, chegou a dizer-se um ILUMINADO - foi pra cucuias porque at頶er n㯠se justifica um tal montante de grana de investimentos a 20 000 l駵as submarinas, de onde talvez nunca saia se os Grandes Piratas continuarem a investir cada vez mais na diversifica磯 de especiarias do cardᰩo de combust�is alternativos e lᠳe foi o homem conquistar o espa篠lᠳe foi.

  
veja 24 de setembro, 2008
AUTOMӖEIS ELɔRICOS
O COMEǏ DO FIM
GM acumula um preju� de 70 bilh峠de d졲es desde 2005 e a japonesa Toyota amea硠roubar-lhe o posto de maior fabricante de autom楩s do mundo
apresenta磯 do Chevrolet Volt - carro h�ido
serᠬan硤o em 2010 para concorrer no segmento do carro popular
miss㯼b>: desbancar o primeiro carro h�ido a alcan硲 sucesso de vendas, o Prius, da Toyota, que jᠰassou a marca de 1 milh㯠de unidades vendidas.
um motor el鴲ico e outro a gasolina mas s௠primeiro faz o carro rodar
plug-in - sua bateria se alimenta na rede el鴲ica dom鳴ica
bateria de �ns de l�o, vers㯠avantajada das que equipam laptops e celulares, pesa cerca de 200 quilos   [produtores norte-americanos planejam] lan硲 vers峠plug-in de h�idos que j᠍ existem no mercado americano, como o sed㠓aturn e o 4X4 Tahoe.
em meados dos anos 90 a GM investiu 1 bilh㯠de d졲es para criar o EV1, ve�lo el鴲ico de dois lugares e fez 1 100 unidades.
Concluiu que o mercado ainda n㯠estava pronto para esse tipo de carro e destruiu os EV1
vᲩos est㯠anunciando lan硭ento de carros h�idos
um custa 110 000 d졲es
no in�o eram a vapor
em 1885 inven磯 do motor a combust㯠interna
em 1900, 28 por cento dos carros produzidos eram movidos a eletricidade
Ferdinand Porsche construiu em 1900 o primeiro carro h�ido com dois motores
Os primeiros modelos do Ford T, lan硤o em 1908, funcionavam com etanol ou gasolina: os primeiros flex
gasolina barata, permitia maior autonomia e partida rᰩda. O advento do motor de arranque tornou o ve�lo a gasolina mais seguro
jᠣircula nos Estados Unidos o Equinox Fuel Cell, movido a hidrogꮩo
A BOL͖IA QUER SER PRIMITIVA
A nacionaliza磯 do setor energ鴩co em 2006 levou ao cancelamento de novos investimentos internacionais. A produ磯 de petr쥯 e de gasolina caiu 4,6 por cento com Evo Morales. A de g᳠natural, 2 por cento.
Soja,
Com medo de perderem a terra para os partidᲩos de Morales, sem diesel para os tratores e acuados por bloqueios de estradas, fazendeiros de Santa Cruz deixaram de semear. A produ磯 de gr㯳 caiu 55 por cento.

veja 1䥠outubro, 2008
PODE BATER QUE O GIGANTE ɠMANSO
"O Brasil estᠰagando o pre篠de ter uma economia saudᶥl, em crescimento e aberta ao mundo", disse a Veja o advogado americano Allen Weiner, professor da Universidade de Stanford e ex-diplomata. "Pa�s vizinhos que n㯠gozam do mesmo sucesso naturalmente pensam que isso ocorre porque os brasileiros est㯠tirando vantagens. A tendꮣia 頩sso aumentar cada vez mais."
[o mesmo que dizem dos invejosos do sucesso no Brasil]
Desde que Evo Morales ocupou impunemente com tropas duas refinarias da Petrobras, em 2006
A FORǁ QUE VEM DO VENTO
SE A ECONOMIA BRASILEIRA CRESCER 5,5 por cento NESTE ANO, COMO PREVIU O MINISTRO DA FAZENDA H`DUAS SEMANAS, SER`PRECISO ADICIONAR 3 500 MEGATTS CAPACIDADE ENERGɔICA DO PA͓
um acr鳣imo de 4 por cento na produ磯 atual
fontes alternativas de energia, como a e쩣a.
Neste m고uma empresa americana, a Econergy, inaugurou o primeiro de uma leva de catorze parque e쩣os que come硲㯠a operar no Cearᠡt頯 fim de 2029. Com localiza磯 na Praia das Fontes, pr詭o a Fortaleza, a usina terᠳ2 turbinas de vento e capacidade para abastecer uma cidade com 90 000 casas e 200 000 pessoas.
Cearᠴerᠠ sua disposi磯 500 megawatts de energia providos pelo vento. Serᠯ estado com a maior capacidade, ultrapassando o Rio Grande do Sul, que hoje produz 68% da energia e쩣a nacional.
O potencial e쩣o brasileiro 頤e 30 000 megawatts - o equivalente a duas Itaipus. O Brasil tem hoje 218 megawatts de capacidade instalada em parques e쩣os no CearᬠRio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. O maior deles estᠮo munic�o ga诠de Os⩯, que produz 150 megawatts.
Seus defeito 頯 pre篮 A eletricidade dos cata-ventos gigantes custa o dobro da proveniente de hidrel鴲ica.
Jᠦoi pior. O custo caiu pela metade na 䩭a d飡da e hoje se aproxima do das termoel鴲icas.
O pre篠do petr쥯 tende a subir, enquanto o da energia e쩣a deve continuar encolhendo.
Uma delas 頡 disposi磯 de muitos governos de subsidiar essa fonte de energia limpa e que n㯠depende dos humores dos produtores de petr쥯.
avan篠tecnol穣o, responsᶥl por turbinas mais eficientes e mais fᣥis de montar.
ligas de metais
No mundo, a energia e쩣a cresce a taxas de 26 por cento ao ano e causa empolga磯 crescente entre pol�cos. No Brasil, ganhou f쥧o com o Proinfa, programa de incentivo governamental que entrou em opera磯 em 2004.

veja 8 de outubro, 2008
O INFERNO SÏ OS OUTROS
reconstru磯 dos mecanismos americanos e globais de produ磯 de riqueza. Isso vai depender primordialmente de ter sido mantido o �eto de crescimento da economia chinesa e dos demais pa�s emergentes - o que vai garantir pre篳 compensadores para as mat鲩as-primas bᳩcas, as commodities, que ainda s㯠o sangue e a carne das economias do Hemisf鲩o Sul.
Os reflexos no Brasil jᠳ㯠sentidos. Primeiro, na queda acentuada do pre篠das a絥s e na alta do d졲 (superou os 2 reais pela primeira vez desde agosto de 2007)
Hᠵm ano companhias brasileiras de m餩o porte conseguiam financiar-se pelo prazo de doze meses a taxas m餩as anuais de juros de 15 por cento
o setor privado nacional ainda tem um d颩to externo l�ido - ao contrᲩo do governo, que eliminou a d�da externa e disp堤e reservas superiores a 200 bilh峠de reais.
At頳etembro o governo pensava que a crise da economia americana era localizada, passageira e no mḩmo atingiria o mercado financeiro, punindo os especuladores
a previs�l contamina磯 em s鲩e cruzou rapidamente o hemisf鲩o e mostrou que a propalada imunidade brasileira n㯠era t㯠absoluta como se tentava fazer crer.
VIDA E MORTE DAS BOLHAS
Jos頁lexandre Scheinken
estudioso das bolhas
estudar a teoria das bolhas econ�as
Em alguns, a bolha imobiliᲩa 頰ior que a americana. ɠo caso da Espanha, da Irlanda. A Inglaterra jᠣome篵 a ter problema. A Espanha tem vantagens. Seu sistema bancᲩo 頭uito forte e o governo tem uma situa磯 fiscal invejᶥl.
empresas est㯠tendo problemas. O pre篠das commodities caiu bastante. Temos no entanto a sorte de ter commodities da economia agr�la. Mesmo que a economia mundial se desacelere, os chineses que come硲am a comer v㯠continuar comendo.
NA CADEIA ALIMENTAR DA CRISE
Na crise, eles perdem a casa. Os nababos do mundo financeiro recebem ajuda oficial. At頱uando perde Wall Street ganha.
perfil muito parecido com o que os americanos chamam de "ninja"
Alan Schwartz, executivo do Bear Stearns, embolsou mais de 160 milh峠de d졲es em bonifica絥s no banco e deixou a casa falida.
os b milionᲩos.
Num pa�constru� na base da meritocracia, 頤uro engolir compensa絥s robustas para quem foi ࠬona.

Gᶥa Investimentos, de Arm�o Fraga
anunciou que pega uma fatia da Cosan, l�r mundial no mercado do ᬣool, por 130 milh峠de d졲es.

 

     CHINA BOX

China: um paradoxo no século XIX

O paradigma do século XXI?

O muro de Berlim caiu faz tempo, mas não o da hipocrisia. Cai a Babilônia, cai a muralha da China, que mais de um século depois das Guerras do Ópio se abre à sociedade de consumo ocidental e a fome e a inguinorança no mundo aumentam em escala.

veja 27 de agosto, 2008
A POUPANÇA DO PRÉ-SAL
Ricardo HAUSMANN, professor de Harvard
Ricardo HAUSMANN, professor de Harvard veio ao Brasil apresentar o estudo
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK

feito sob encomenda do Centro de Liderança Pública.

O motivo pelo qual a taxa de câmbio chinesa é competitiva é que a China possui uma taxa de poupança elevada.
 

     Este banco de dados reproduz várias dicas pelas quais se confirma que uma das leis básicas de uma economia saudável pelo atual regime é a de que a população consuma muito mas sem extrapolar porque há que fazer como os bisavós: poupar, pouco que seja - vá, 20 por cento do que se ganha.

     Não é isso então? - algo em que nem se tem insistindo muito entre os especialistas da casa no Brasil porque a escassez foi tão grande e o atraso é tanto! Uns 20, vinte e poucos porcentozinhos de taxa média de poupança não seria a lei? Um pé-de-meiazinho para enfrentar possíveis crises - sei lá, uma doença...

     Pois então o que faz especialistas dizerem que

"A Índia tem se mostrado mais aberta ao consumo, mas como a China tem uma taxa de poupança muito alta que deveria ser canalizada para o gasto do consumidor, contribuindo assim para o fortalecimento geral da economia"

 Ele há poupança e poupança, certo. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, pela definição teórica - por quem sois. valor econômico, são paulo, 07 janeiro 2009: Famílias americanas começam a poupar agravando a recessão. Como em teoria poupança equivale à parcela da renda que não é consumida, poupança demais, de mais a mais, equivale a muito menos mais valia, para quem produz e para quem não consome, que some, some, não equivale a nada, não é ninguém, pouco importa, não interessa, não conta, NÃO AJUDA A PRODUZIR RIQUEZA...

 Não dou a mínima para se a mula manca - money makes the world go around e a regra é a do fortalecimento geral da economia pouco importando o que e quanto o indivíduo compra ou que exploda na farra do consumo e consumismo a bem dizer a troco de nada para ele e tudo para os sustentáculos do regime. Vale aqui também a metáfora de Marco Ferreri no filme La Grande Bouffe - e que se explodam de gula!

Lembre-se - ou flashback - ou vedi retro:

 27 de agosto, 2008
Ricardo HAUSMANN, professor de Harvard veio ao Brasil apresentar o estudo
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK
IN SEARCH OF CHAINS THAT HOLD BRAZIL BACK

feito sob encomenda do Centro de Liderança Pública e declarou a Veja:

O motivo pelo qual a taxa de câmbio chinesa é competitiva é que a China possui uma taxa de poupança elevada.
 

Contradições em termos? Paradoxos?

Paroxismos.

Beckett explica.

Beckett explica. Contradições aos montes e o problema não está nas contradições mas em que o Sistema, Establishment ou o que seja tem conseguido impor a noção de que se baseia em princípios sérios e coerentes quando ao que se constatou mais uma vez de forma talvez mais contundente com a crise dos CRÉDITOS PODRES...

e de pensar no que o outro poeta chamou  PODRES PODERES...

uma das leis básicas de uma economia saudável pelo atual regime é a de que a população consuma muito mas sem extrapolar porque há que fazer como os bisavós: poupar, pouco que seja - vá, 20, vinte e poucos porcentozinhos de taxa média de poupança não seria a lei? Um pé-de-meiazinho para enfrentar possíveis crises - sei lá, uma doença...

... tempo dos bisavós - onde eles ainda estavam até serem acordados do sonho milenar embebidos em mantras e preceitos dos seus arcaísmos de que nem Guerras do Ópio os tinham acordado primeiro pelo sonho/pesadelo vermelho anticonfucionista  e agora pelo das bugigangas artesanais sécula-e-seculares reproduzidas em série e com materiais mudernos mais as bugigangas pirateadas pelas e para as subculturas de chungaria (coisa vagabunda, ordinária, segundo Mauro Villar in Dicionário Contrastivo Luso-Brasileiro, Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1989) tornou-se o cúmulo do hiperkitsch ou muito megabrega e quando (vide o tempo de A Condição Humana, a aurora da sanha nacionalista) viviam se bem, quando bem, de bens essenciais e têm de - são induzidos a - consumir pela lógica de mercado e para o bem do capitalismo de consumo.

Na China há mão-de-obra abundante e os níveis de qualificação melhoram sempre...

julho 2008
entrevista de Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior:

[no Brasil] nível de investimentos em relação ao PIB era de 16 por cento e passou para 18 por cento  - meta para 2010: 21 por cento - China - nível de investimentos: 30% em relação ao PIB

7 DE JULHO DE 2008

Estimulado pelo apetite dos países asiáticos - a começar pela China - e também pelos programas de etanol e bioenergia dos países desenvolvidos os preços dos alimentos estão superaquecidos
 

A ARQUITETURA DA NOVA CHINA
"CHAI-NA"
HÁ QUEM RESISTA A ESSE AFÃ DE DESTRUIR para construir. "Uma cidade que desrespeita sua história e sua cultura acaba entrando em declínio." Pei Zhu, arquiteto, defensor do patrimônio cultural, é contra a destruição dos
hutongs,
bairros antigos em Pequim que traduzem a maneira de viver, com seus labirintos orgânicos e suas casas de portas abertas. "São a memória desta cidade, a base cultural e arquitetônica da antiga Pequim e por isso precisam ser salvos"
a destruição da velha Pequim
Nos últimos anos 3 milhões de chineses foram expulsos para os subúrbios de Pequim, ganhando indenizações irrisórias. Há histórias terríveis de incêndios criminosos para obrigar moradores relutantes a abandonar suas casas. A discussão se tornou tão comum na cidade que hoje os críticos pronunciam o nome do seu país em inglês "Chai-na", que significa em mandarim "demolir onde?"
"DEMOLIR ONDE?"
XANGAI: no bairro antigo, Nanshi, as casas são conhecidas como shikumen/porta de pedra. Até meados do século passado 80 por cento dos habitantes de Xangai viviam em shikumens. Havia 650 mil delas. Acredita-se que até 2010 não serão mais de 50 mil.
"A Maioria dos chineses ainda não compreendeu plenamente o valor de nossa tradição e a importância da nossa cultura."

A ERA DE OURO DO FERRO
o minério nacional é o melhor do mundo, dispõe de um espetacular sistema de logística e é abundante, assim como subproduto: aço
foi especialmente beneficiado pelo aumento da demanda de China e Índia

veja 6 de agosto, 2008
CHINA - A NOVA REVOLUÇÃO CULTURAL
ânsia popular de romper o isolamento acentuado pelo regime comunista
uma comerciante ao recusar-se a abandonar casa de onde foi despejada foi chamada de egoísta por muita gente. O fato de sua família morar no local há sessenta anos e tirar de lá o seu sustento, vendendo amendoim e castanha torrada, não era motivo para ela "deixar de pensar no país"
com o objetivo de diminuir índices de poluição da cidade 8 000 canteiros de obra foram paralisados e 150 fábricas obrigadas a suspender a atividade.
PIB China: 2,7 trilhões de dólares
desde 2001 o país mais que dobrou seu orçamento para os esportes. Parte do dinheiro foi usada na reforma e equipagem de 3 000 ginásios mantidos pelo governo. A finalidade é transformar 400 000 crianças em futuros campeões olímpicos.
Desde 1992 mais de 3 000 prédios com mais de trinta andares foram construídos em Xangai. O governo teve de conter a fúria dos incorporadores, em 2003, porque o solo da cidade estava afundando sob tanto peso.
Do ponto de vista da logística urbana, arranha-céus prodigiosos são um contra-senso. Concentram trânsito e despendem uma quantidade fabulosa de energia. Mas se está aqui no terreno exclusivo do SÍMBOLO: Eles São as
catedrais do capitalismo.
Arquitetos não desenham caixotes como os que enfeiam São Paulo
Deng Xiao Ping, promotor do tal "socialismo de mercado"
que acordou a China do pesadelo comunista
metrópole do sul, Xangai, a locomotiva do país, "a cabeça do dragão" (Deng Xiao)
monóxido de carbono, o gás do progresso
MONÓXIDO DE CARBONO, O GÁS DO PROGRESSO
ex-prefeito de Pequim, Chen Xitong, preso por corrupção
 

PROSPERIDADE E INSTABILIDADE
a classe média até recentemente estava limitada à tríade Europa-América do Norte-Japão. Nos anos 1970 e 1980 países como a Coréia do Sul, Brasil, México e Argentina desenvolveram também contingentes significativos de consumidores. Hoje o fenômeno ocorre na China e na Índia.
China: maior mercado do mundo para televisores e celulares e o segundo maior para automóveis e computadores pessoais.
classe média indiana passará de 50 milhões para 583 milhões de pessoas nas próximas duas décadas. Ao mesmo tempo o país passará de 12º para 5º mercado consumidor do mundo. A China deverá tornar-se o terceiro maior mercado consumidor até 2025. McKinsey Global prevê que a classe média chinesa será de 612 milhões de pessoas em 2025, passando de 46 por cento da população para 76 por cento.
em fase de transição de um modelo centrado no investimento para outro de consumo generalizado [e olha que são grandes poupadores - Agora!]
A Índia tem se mostrado mais aberta ao consumo, mas como a China tem uma taxa de poupança muito alta que deveria ser canalizada para o gasto do consumidor, contribuindo assim para o fortalecimento geral da economia.
INDIA SONG ou THE RIVER

veja 27 de agosto, 2008
o golpe do século
CHINA
Mário Sabino
Temerosa do mesmo destino dos amigos [??!!] soviéticos
como a China jamais foi pluralista, inexistem anseios democráticos como no Ocidente. Esses são frutos da filosofia iluminista européia e dos ideais da revolução americana, concepções estranhas e alienígenas do ponto de vista chinês. O marxismo, igualmente alienígena, vicejou na China por ter-se casado à perfeição com uma cultura alicerçada [no] absolutismo.
Como há otimistas em qualquer situação há quem entreveja a possibilidade de a China vir a adotar um regime próximo à democracia real.
[1) O que é democracia real?
2) Se não há anseios democráticos na China, que sentido faz otimistas a entrever a adoção de um regime próximo a uma democracia real? - o que quer que isso seja.]
 

BRIC, a sigla que congrega os emergentes de primeira linha Brasil, Rússia, Índia e China.
Bric-à-brac
BRIC-À-BRAC

fase de crescimento, essa mesma bolha, esse mesmo sistema tóxico e demonizado da semana passada, foi o que produziu a liquidez mundial capaz de tirar da miséria centenas de milhões de pessoas na China e no Brasil

veja 1º de outubro, 2008
DEPOIS DO DESASTRE...
Crise global
um leitor:
o absurdo das Bolsas de Mercadorias & Futuros, indexando por pura especulação os alimentos.
CHINA - (A GANÂNCIA: LEITE LETAL)
Internados 13 000 bebês chineses que tomaram leite em pó contaminado por melanina, substância utilizada na fabricação de plástico que, quando ingerida, pode ser letal. A melanina foi adicionada ao produto para que ele parecesse mais rico em proteínas. Quatro crianças morreram e 104 bebês ainda estavam em estado grave (...).

O gasto em investimentos em educação é mal feito - vai muito para as universidades e muito pouco para o ensino básico
no período 1970-1990 a Coréia do Sul gastou em média 3,5 por cento do PIB em educação. A Irlanda, 5,6 por cento. China, 2,3 por cento. Inglaterra, 4,9 por cento

O muro de Berlim caiu faz tempo, mas não o da hipocrisia. Cai a Babilônia, cai a muralha da China, que mais de um século depois das Guerras do Ópio se abre à sociedade de consumo ocidental e a fome e a inguinorança no mundo aumentam em escala.

OPERATING MANUAL FOR SPACESHIP EARTH
R. BUCKMINSTER FULLER 1969
:

Como consequência de séculos de pilhagem da Indochina pelos Grandes Piratas, e subsequente acumulação das suas riquezas na Europa, os milhões de humanos da Índia e do Ceilão ficaram tão abismalmente empobrecidos, subalimentados e fisicamente diminuídos durante tantos séculos que desenvolveram a crença religiosa de que a exclusiva intenção da vida na Terra é ser uma provação infernal e que quanto piores forem as condições com que o indivíduo tiver de se defrontar tanto mais célere será a sua entrada no céu.

escritor John Gray - o insuspeito sobre o óbvio
ÉPOCA 26 DE DEZEMBRO DE 2005

Sou descrente de que será feito algo realmente eficaz para combater o aquecimento global. A demanda de combustível fóssil vem aumentando a um ritmo de 1,9% ao ano. A rápida industrialização da China só agrava esse problema.
 

VEJA 23 DE ABRIL DE 1997

Apenas 13 por cento das terras de resto ruins da China servem para plantar.
Em 1996 a China produziu 430 milhões de toneladas de grãos, cinco vezes mais que o Brasil.

O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008

ESPECIALISTAS: ALTA DE GRÃOS TEM VÁRIOS 'CULPADOS'
ENTRE ELES A DEMANDA POR COMIDA
relatório do Departamento de Pesquisas Econômicas do Bradesco
alta de 25 por cento no índice de commodities alimentícias e químicas no atacado
China: com crescimento de 10 por cento ao ano, mais de 300 milhões de chineses saíram da pobreza nos últimos dez anos

O Globo 25 de abril de 2008
NÍVEIS DE CO2 CONTINUAM A SUBIR
A QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS POR PAÍSES RICOS É A PRINCIPAL CAUSA
As emissões de dióxido de carbono, o principal gás associado ao aquecimento global, continuam a subir em ritmo acelerado.
Um dos principais fatores são as crescentes emissões para a geração de energia na China, Estados Unidos e Europa. A Itália, por exemplo, planeja construir uma grande termoelétrica a carvão.

O GLOBO 29 DE ABRIL DE 2008
DRAGÃO FERIDO
LUIZ PAULO HORTA
há cerca de dez anos Pequim (...) era uma cidade destruída (...) à exceção de uma ou outra relíquia do passado.
Templo do Céu exibe uma porcelana azul de beleza extraordinária. Ali, uma vez por ano, o imperador presidia aos ritos de abertura do ano agrícola. Como tudo o que governava a China tradicional, a idéia era manter e desenvolver o equilíbrio entre o Céu e a Terra.
A China atual mostra a mais total desarmonia entre o Céu e a Terra.
Em 2005 já dizia o vice-ministro do Meio Ambiente, Pan Yue: "O milagre econômico vai terminar logo, porque o meio ambiente já não dá conta" (do estrago causado pelo desenvolvimento).
A China já tem 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo. Problemas respiratórios na população, a chuva ácida caindo sobre os campos, provocando uma desertificação acelerada, a disponibilidade de água limpa encolhendo assustadoramente,
 

GAZETA MERCANTIL 12 de dezembro 1996
previsões para o ano 2000 conservadoras porque incluem precariamente o consumo na China e na Índia, que consomem menos de um barril per capita ao ano e devem apresentar crescimento na demanda superior aos 2 por cento ao ano computados na pesquisa. Média mundial é de 16 barris per capita/ano.
 

O GLOBO 30 DE JUNHO DE 2008
PETROBRAS SERÁ UMA DAS GIGANTES DO SETOR EM ALGUNS ANOS
está em 10º lugar entre as empresas com maior presença no exterior
Sete primeiras são as tradicionais - Shell, ExxonMobil, Total, BP, Chevron, Eni e StatollHydro - e depois vêm Petronas da Malásia e Petrochina/CNPC
em 95 por cento das companhias nacionais, como a Petrobras, o governo é o acionista controlador
as maiores empresas do mundo ranking do Financial Times - valor de mercado
ExxonMobil US$ 452 bilhões
Petrochina US$ 424 bilhões
General Electric US$ 370 bilhões
Gazprom US$ 300 bilhões
China Mobile US$ 298 bilhões
Banco Industrial e Comercial da China US$ 277 bilhões
12º lugar - vindo da 50ª posição (mas não de uma vez...) Petrobras: US$ 208 bilhões de valor de mercado

Esse fenômeno se repetiu na Índia e no Brasil
Mais dinheiro significa mais comida na mesa.

veja 23 de julho, 2008 ENERGIA NUCLEAR
O QUE ERA MEDO SE TORNOU ESPERANÇA
Duas décadas após o desastre de Chernobyl
uma esperança de energia limpa e barata.

as termelétricas a carvão, que produzem 40 por cento da eletricidade do mundo, continuam a ser produzidas a todo o vapor, principalmente na Rússia e na China.
termelétrica que usa matérias-primas fósseis emite 1 quilo de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, por qulowatt/hora gerado.

   O muro de Berlim caiu faz tempo, mas não o da hipocrisia. Cai a Babilônia, cai a muralha da China, que mais de um século depois das Guerras do Ópio se abre à sociedade de consumo ocidental e a fome e a inguinorança no mundo aumentam em escala.

trecho de

 Breve História das Drogas da Antiguidade a Aldous Huxley

in Rumo às ilhas da Utopia
  Da Teoria à Prática
  Ou Vice-Versa
  
 
  apêndice de
       
 

Ópio e derivados eram de uso comum no século da rainha Vitória. Thomas De Quincey relata em Confissões de um Inglês Comedor de Ópio, publicado em 1821, que o número de comedores de ópio amadores (como os devo chamar) era imenso à época na sede do Império, que moveu duas guerras contra a China para impor-lhe o contrabando do produto, que passou a trocar pelo chá com que se cobriria metade das despesas da corte da rainha.

Ψ

veja, são paulo, 03 dezembro 2008

Maílson da Nóbrega, o ex-Ministro da Fazenda do Plano Verão, o terceiro plano econômico de emergência do governo do presidente José Sarney (1985-1989), que não emplacou o inverno seguinte e talvez tenha ajudado a inflar ainda mais a bolha inflacionária no Brasil, que com ele no poder debatia-se com índices de 80 por cento ao mês: Na China a "desregulação" do comunismo retirou da pobreza 400 milhões de pessoas.

valor econômico, são paulo, 19 janeiro 2009

    A volta do protecionismo: colapso da globalização fase II?

Por Marcilio R. Machado

A China, por exemplo, se transformou na quarta maior economia do mundo. A sua corrente de comércio, soma das importações e exportações, deve ultrapassar US$ 2 trilhões em 2008.

veja, são paulo, 18 março 2009

Barry Eichengreen, economista da Universidade da Califórnia em Berkeley: A crise pode acabar logo. Mal conduzida pode se transformar numa tortura chinesa.

veja, são paulo, 25 março 2009

O ar está mais limpo... mas só porque a crise econômica é devastadora para indústrias ineficientes e poluidoras dos países emergentes

Em Guangdong, de onde sai um terço das exportações chinesas, 60 000 empresas, a maioria pequenas indústrias, já fecharam as portas. O nível de poluição na região caiu 5 por cento

.

 

 

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          do dossiꦮbsp; A Fome no Mundo e os Canibais

           continua em

 

         A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

     CRISE 2008

  DE CRACK EM CRACK A COMANDITA ENCHE O PAPO

       

          huxley na fome do mundo

                                   

     Oh como os brancos s㯠bons 

Come sono buoni i bianchi

   

  A INDړTRIA DA SECA

 

leitura associada ao dossi꼯span> A Fome no Mundo e os Canibais sobre a opress㯠pol�ca e social   DAQUI

        

 

 

                         

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