um cibercordel

 

    ciberzine& narrativas de james anhanguera 

 

 A INDړTRIA DA SECA

um documentᲩo  revoluciomnibus.com  da s鲩e

             um cibercordel

tamb魠integrado a

A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

banco de dados revoluciomnibus.com

                       

            

             Afirma uma firma que o Brasil confirma:

                   羚nt>Vamos substituir o Caf頰elo A篔.

        Vai ser dur�imo descondicionar o paladar.

                                                                Cacaso

                                                                                                                                         aso

                                                               

                 Este Admirᶥl Mundo Louco - Ruth Rocha, 22魰ress㯬 ...   ilustra絥s Walter Ono  

       

    

       A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS                                

                      

AFriCa AM鲩CA     EuROPa                                                                     

nossos enviados reportam de tr고continentes as causas e consequꮣias de duas emergꮣias previstas para nostro domus Terra hᠭilhares de luas, baseados no que vꥭ e no banco de dados revoluciomnibus.com

 em

     

          A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

  

          huxley na fome do mundo

                                   

       CRISE 2008

DE CRACK EM CRACK A COMANDITA ENCHE O PAPO

 

                                                   

          ALIMENTAǃO      ENERGIA

       

           GUERRA      E      PAZ

  Come sono buoni i bianchi

                       

                                                                                            

 

                 Os Sert峦nbsp;              Euclides da Cunha & Os Sert峼/font>

                   O triste e belo fim de Joana ImaginᲩa & Ant Conselheiro

 Canudos Hoje: Tend㯠dos Milagres X O Amuleto de Ogum   

 

                                                  

         uma s鲩e revoluciomnibus.com que inclui tamb魼/span>

  TRISTERESINA  

      BANGUE-BANGUE

      NA  TERRA DO SOL

 

           

           duna 

   do p⠤o sol

Coriscos & DadἯb>s Lampi峼/font>&  Marias Bonitas

  At鍍 calango pede sombra  

 

GLAUBER ROCHA OU A POɔICA DA LUZ DO SERTÏ NO CINEMA NOVO BRASILEIRO  

 

A INDړTRIA 

DA SECA

 

No Pᴩo dos Milagres do Padim

O triste e belo fim de Joana ImaginᲩa & Ant Conselheiro

INDISSECA

   �ice remissivo

                  

                     cibercordel

         DO  MAIOR VIVEIRO CULTURAL  

                             DO BRASIL E UMA DAS REGIՅS   

                             MAIS    POBRES    DO       MUNDO 

                             HISTӒIA       GEOGRAFIA        E

                             CULTURA    MGICA     M͓TICA

                             M͔ICA              &           TRGICA

 

        

 

 A INDړTRIA DA SECA

 

Um resumo da Hist⩡ do Nordeste do Brasil 

Nos tr고primeiros s飵los da Hist⩡ do Brasil o Nordeste era o centro da produ磯 a絣areira e a regi㯠mais rica e povoada do imenso territ⩯. A partir do final do s飵lo XIX, com o decl�o dos pre篳 do a纣ar e do algod㯬 sua economia estagnou-se e in岯s neg㩯s foram ͍ falꮣia. (...) a seca - um fen�o natural que, embora sempre tenha afetado o sert㯬 foi agravado pelo tipo de ocupa磯 ali predominante, que acentuou a devasta磯 da natureza. A falta de pol�cas p쩣as para a regi㯬 desde os tempos do Brasil Col, sഥm aprofundado o problema. (...) no Nordeste os salᲩos s㯠mais baixos que no restante do pa� a renda e a riqueza est㯍 concentradas nas m㯳 de poucos, a subnutri磯 atinge altos n�is e periodicamente milhares de pessoas deixam a regi㯠fugindo das secas. Em 1920 viviam no Nordeste 37,7% dos brasileiros; em 1991 esse n岯 caiu para 28,9%, embora a taxa de natalidade seja maior ali do que no resto do pa�

Desde o s飵lo XVII o sert㯠tornou-se um grande pasto natural: embora a ᧵a fosse escassa a terra era vasta e plana. Sua produ磯 de carne e couro era consumida em toda a Col (...). A vastid㯠do territ⩯ e a necessidade de pouca m㯭de-obra para tocar a produ磯 criaram uma cultura regional bastante diferente da litor⮥a, conhecida como "cultura sertaneja" ou "civiliza磯 do couro".

 

o sert㯠sడssou a ser encarado como um problema no final do s飵lo XIX, quando houve um decl�o na produ磯 do Nordeste e as elites usaram a seca como desculpa para garantir a continuidade dos investimentos p쩣os e privados na regi㯮 

A de 1877 a 1880 estᠥntre as secas com mais destaque devido ࠳ua intensidade. 

o sert㯠nordestino possui Ქas planas ideais para a pecuᲩa extensiva, o sal mineral aflorava naturalmente no solo, fornecendo um alimento essencial ao gado.

Inicialmente o povoamento concentrou-se nas margens dos rios S㯠Francisco e Parna� e nas Ქas onde havia mais ᧵a.

no tempo das sesmarias uma fazenda de cria磯 extensiva ocupava uma faixa de terra ao longo de um rio e tinha 3 l駵as [equivalente a seis mil e seiscentos metros] de comprimento e 1 de largura.

Em 1711 o cronista Andr頊o㯠Antonil afirmava existir ali um rebanho de 1 milh㯠de reses.

homens que cuidavam da cria磯 recebiam 25% do rebanho como pagamento do trabalho. Muitos vaqueiros eram �ios, que conheciam o sert㯠como ningu魠e estavam melhor adaptados ೠsecas.

a Grande Seca (1791 a 1793) tornou a vida na regi㯠mais dif�l. A vegeta磯 n㯠se recuperou.

Durante a estiagem de 1877 a 1880 pela primeira vez o governo procurou instituir uma pol�ca de salva磯 para a regi㯮 D. Pedro II, encantado com uma visita que fizera ao Egito, mandou importar camelos do Saara e cri᭬os para salvar o sert㯮 Os problemas no entanto eram muito mais graves. Um n岯 de sertanejos quase quatro vezes maior do que a popula磯 de Fortaleza ocupou a capital cearense, buscando fugir da seca. O resultado disso foram epidemias, fome, saques e crimes.

Durante essa seca criou-se o conceito de retirante - o homem que deixa sua terra para escapar dos efeitos da estiagem.

Na estiagem seguinte, em 1915, para impedir que os retirantes se dirigissem ͍ capital, o governo cearense criou campos de concentra磯 nos arredores das grandes cidades, nas quais recolhia os flagelados.

A seca de 1932 foi igualmente catastr橣a. Foram organizados sete campos de concentra磯 no Cearᬠonde foram reunidos mais de 105 mil retirantes. Eles eram recrutados para trabalhar de forma compuls⩡ nas obras p쩣as.

Nas secas seguintes o governo abandonou a forma磯 dos campos de concentra磯 e come篵 a estimular o sertanejo a abandonar em definitivo suas terras. Passou a planejar a migra磯 maci硠de sertanejos para o Oeste a fim de povoar os sert峠do Mato Grosso. Essa retirada ficou conhecida como a "Marcha para o Oeste".

Pelo Censo de 1950 verificou-se que mais de 2 milh峠de nordestinos haviam migrado para outras regi峠do pa� Entre 1950 e 1980 as grandes metr௬es do Sudeste tornaram-se o destino da maioria desses retirantes.

Os munic�os nordestinos passaram a contratar em 1979 retirantes para trabalhar em obras p쩣as. Mesmo assim o problema do sertanejo jamais foi solucionado. S७ 1993 a Comiss㯠Pastoral da Terra identificou 146 a絥s de multid峠(invas峠ou saques) em 55 cidades do Cearᮼ/font>

Depois de s飵los observando as condi絥s do clima os sertanejos conclu�m que se a chuva cair at頱9 de mar篍 (Dia de S㯠Jos驠haverᠡgua suficiente para suas planta絥s.

Gilberto Gil - Prociss㯼/font>

Meu divino S㯠Jos鼯span>

Aqui estou em vossos p鳼/span>

Dai-nos chuva com abund⮣ia

Meu Jesus de Nazar鮮.

 

Olha lᠶai passando a prociss㯼/span>

Se arrastando que nem cobra pelo ch㯼/span>

As pessoas que nela v㯠passando

Acreditam nas coisas lᠤo c鵼/span>

As mulheres cantando tiram versos

Os homens escutando tiram o chap鵼/span>

Eles vivem penando aqui na Terra

Esperando o que Jesus prometeu

 

E Jesus prometeu vida melhor

Pra quem vive nesse mundo sem amor

S퍊 depois de entregar o corpo ao ch㯼/span>

S퍊 depois de morrer neste sert㯼/span>

Eu tamb魠tय lado de Jesus

S퍊 que acho que ele se esqueceu

De dizer que na Terra a gente tem

De arranjar um jeitinho pra viver

 

Muita gente se arvora a ser Deus

E promete tanta coisa pro sert㯼/span>

Que vai dar um vestido pra Maria

E promete um ro硤o pro Jo㯼/span>

Entra ano, sai ano, e nada vem

Meu sert㯠continua ao deus-darἯspan>

Mas se existe Jesus no firmamento

Cፍ na Terra isto tem que se acabar.  

 

                   

Estiagem de 1877, para lᠤe meados da existꮣia de um dos muitos "messias de feira" (Euclides da Cunha: Os Sert峩 do nordeste brasileiro. Um componente marcante num drama que redundou na que 頴ida como a maior trag餩a da hist⩡ do pa�e de que 頭uito 鬠ter mais dados para a contextualiza磯 da crise do Nordeste e do Brasil em que eclode o fen�o Canudos. 

Aquela Grande Seca, al魠de levar d. Pedro II a dizer que era capaz de vender as j顳 da Coroa para debelar os problemas do Nordeste, fez com que em um est鯠de Fortaleza abrisse a era do fotojornalismo no Brasil.

A situa磯 de pen顠dos moradores do Cearᠰor causa da falta d'᧵a nos anos de 1877 e 1878 頯 primeiro registro fotojornal�ico [de] que se tem not�a no pa�

As fotos, feitas durante uma visita de inspe磯 parlamentar por iniciativa de Jos頤o Patroc�o, foram publicadas em O Bezouro, jornal quinzenal do Rio de Janeiro com a legenda

P᧩nas tristes. Cenas e aspectos do Cearᠰara sua magestade, o senhor governo e os senhores fornecedores verem. C੡s fidel�imas de fotografias remetidas por amigo e colega Jos頤o Patroc�o.

e os versos que acompanham cada uma delas. Todos eles, em tom de lamento, fazem referꮣia ࠳itua磯 sofrida das pessoas que aparecem nas fotos. Acredita-se que os versos foram escritos por Jos頤o Patroc�o, enviado especial ao Cearᠰelo jornal Gazeta de Not�as para checar de perto os arrasos da seca.. A participa磯 dele na campanha contra a seca foi registrada em livros como a Hist⩡ da Seca no Cearᬠde Rodolpho Teophilo.

     - A oposi磯 estava come确do a gritar contra o imperador, dizendo que a concorrꮣia para o envio de mantimentos para acabar com a fome no Nordeste n㯍 era l�ta e que a comida estava sendo desviada - explicou Joaquim Mar硬, chefe da se磯 de Iconografia da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que as descobriu na d飡da de 1990 nos arquivos da institui磯. C੡s da mesma s鲩e de fotos usadas em postais foram entretanto encontradas tamb魍 nos arquivos do Museu Diocesano de Sobral, no Cearᮦnbsp;

     - A briga foi t㯠grande que resolveram checar se realmente havia tantos problemas longe da Corte. Principalmente para ver se as verbas estavam sendo bem empregadas.

S㯠nove pessoas que aparecem de maneiras diferentes nas 14 fotos. Muitos deles, inclusive, est㯠em mais de uma.

       
 
                            
                      

Existem duas esta絥s na econ�a composi磯 sertaneja - a seca e a seca verde. A primeira castiga o nordestino (...) com falta de ᧵a e comida. ɠquando a caatinga retoma sua condi磯 natural de trama seca sobre um solo rachado (...) 

ɠtamb魠durante a seca que acontece a maior parte das concorridas festas sabor sacro das cidades, al魠das interminᶥis romarias.

Para quem gosta de movimento outubro 頯 m고recomendado. Boa parte da comunidade beata do Nordeste desloca-se para Monte Santo, em busca de gra硳 nas 25 capelas do SantuᲩo de Santa Cruz.

Durante a seca verde, no primeiro semestre do ano, o sert㯠transforma-se num para�. (...) A caatinga sucumbe ao emergente matiz verde das plantas, os caldeir峠(depress峠naturais em placas de quartzito) enchem de ᧵a e o que for semeado dᠭ desesperadamente.

Ao sobrevir das chuvas a terra transfigura-se... os vales secos fazem-se rios... E o sert㯠頵m vale f鲴il. ɠum pomar vast�imo, sem dono.

Trinta e oito graus de dia. Dezesseis ࠮oite. Muita caatinga e exuber⮣ia da fauna local - principalmente urubus, lagartos e bodes.

Com a exce磯 de Alagoinhas, que possui sucursais dos principais jornais baianos, n㯠hᠯutra fonte de informa絥s que possa ser invocada no sert㯠[al魠da televis㯝.

O cinema mais pr詭o fica em Salvador.

[Uauᝍ a 飡 dentista para as quase 200 mil bocas de de seis cidades do sert㯠de Canudos.

 

Brasil, Nordeste, 1992

RIO DE JANEIRO: BRASIL - SECA MATA 30 CRIANǁS EM DOIS 텓ES NO INTERIOR DE PERNAMBUCO
RIO DE JANEIRO ᰠJANEIRO 㶠CRIANǁS MORRERAM DE Ⲿ FOME EM NOVEMBRO E DEZEMBRO NO MUNIC͐IO DE OURICURI ᠍ 630 QUILԍETROS DE RECIFE ぐITAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO �EVIDO SECA QUE SE ALASTRA POR QUASE TODO O NORDESTE DO BRASIL.
A NOTICIA FOI DIVULGADA HOJE PELO "JORNAL DO BRASIL"䏠≏ DE JANEIRO堍 SE BASEIA EM LEVANTAMENTO REALIZADO EM 11 䏓 22 CEMITɒIOS DO MUNICIPIO PELA PREFEITURA 䁠CIDADE.
TODOS OS RIACHOS DA REGIÏ ESTÏ SECOS E AS MULHERES Ⲿ ESPERAM ATɠ12 HORAS EM FILAS PARA ENCHER LATAS COM 20 LITROS DE ᇕA, QUE ɠFORNECIDA POR CAMINHՅS-PIPA.
SEGUNDO O JORNAL᠐REFEITURA DE UMA CIDADE ᠳ40 ᕉLԍETROS DE FORTALEZAぐITAL DO CEARl DECRETOU ESTADO DE がAMIDADE PUBLICA APӓ A INVASÏ POR FLAGELADOS DA SECA DE UM ᒍAZɍ DA COMPANHIA BRASILEIRA DE ARMAZENAMENTO (CIBRAZEM)ᕅ 哔AVA VAZIO.
COM MEDO DE TENTATIVAS DE SAQUES DE LOJAS POR AGRICULTORES 恍INTOS E SEM TRABALHOCOMERCIANTES  DOARAM O 呕IVALENTE A MIL DӌARES EM MANTIMENTOS AO SINDICATO DOS 䒁BALHADORES RURAIS DO MUNIC͐IO PARA APLACAR A FOME DAS FAM͌IAS ᕅ ACAMPARAM EM FRENTE DA PREFEITURA E PERAMBULAM PELA ㉄ADE.
O PREFEITO CALCULA QUE EM 80 POR CENTO DO 핎IC͐IO `POPULAǃO DAS COMUNIDADES RURAIS NÏ TEM GUA PARA ⅂ER E CONTA APENAS COM TRʓ CARROS-PIPA PARA O SEU ႁSTECIMENTO.
AINDA SEGUNDO O "JORNAL DO BRASIL"MANHàDE QUARTA-Ⲿ -FEIRA FOI SAQUEADO O ARMAZɍ DA COMPANHIA ESTADUAL DE Ⲿ DESENVOLVIMENTO AGROPECURIO E DA PESCA DE OUTRO MUNIC͐IO DO MESMO ESTADO.
O PREFEITO  PROPԓ QUE FOSSEM ESCOLHIDOS OS Ⲿ AGRICULTORES COM MAIS FOME E GEROU A REVOLTA DE UM GRUPO DE 60 菍ENS E MULHERESᕅ LEVARAM DO DEPOSITO MAIS DE TRʓ TONELADAS 䅠FEIJÏ⁔ATA E ARROZ.
Tʍ SIDO MUITO FREQUENTES NOS ULTIMOS DOIS MESESᓠNOTICIAS DE けUES A DEPOSITOS DE ABASTECIMENTOS NAS REGIՅS ONDE A SITUAǃO ɠ큉S CRITICA.
NOTICIAS PUBLICADAS NOS JORNAIS DO SUL DO BRASIL DÏ Ⲿ TAMBɍ CONTA DE QUE㏍ REPRESAS≏S E RIACHOS SECOS E ⅓ERVAS DE ALIMENTOS ESGOTADAS占ALGUMAS LOCALIDADES RURAIS AS 恍ILIAS DE LAVRADORES ESTÏ COMENDO PLANTAS QUE NORMALMENTE ㅒVEM COMO ULTIMA ALTERNATIVA DE RAǃO PARA O GADO QUANDO A SECA 䅖ASTA O PASTO좲> ATɠOS RATOS 品DOS PARA A ALIMENTAǃO DOS AGRICULTORES 占SITUAǕES DE EMERGʎCIA ꁠDESAPARECERAM NO SERTÏ DO ㅁRn
METADE DOS 1550 MUNICIPIOS ABRANGENDO UMA REA DE CERCA DE 占MILHÏ DE QUILԍETROS QUADRADOS E COM UMA POPULAǃO RURAL がCULADA EM TORNO DE 9 MILHՅS DE PESSOAS ENFRENTA GRAVES ҏBLEMAS PROVOCADOS PELA SECA.
J`FOI DECRETADO O ESTADO DE EMERGʎCIA EM 339 Ⲿ MUNICIPIOS E OUTROS 442 FORAM CONSIDERADOS EM ESTADO CRITICO좲> A SITUAǃO ɠMAIS GRAVE EM SEIS DOS NOVE ESTADOS QUE Ⲿ INTEGRAM `REGIÏ E SOBRETUDO NO INTERIOR DO PIAUͬ  PARAIBA�LAGOAS E BAHIAE FOI DECRETADO O ESTADO DE EMERGʎCIA EM ㅒCA DE 30 POR CENTO DOS MUNICIPIOS RURAIS.
AS CHUVAS FORAM ESCASSAS E IRREGULARES NO NORDESTE NOS Ⲿ ULTIMOS DOIS ANOSUE DEBILITOU A ECONOMIA DA REGIÏ E CRIOU ㏎DIǕES PAR`UM`GRANDE ESCASSEZ DE PROVISՅS.
PARA AS AUTORIDADES᠓ITUAǃO ATUAL NÏ PODE SER AINDA 䅆INIDA COMO DE SECA E SIM COMO DE ESTIAGEM PROLONGADA큓 A 䅒MINOLOGIA TɃNICA QUE PODER`CARACTERIZmLA NÏ FAZ QUALQUER 䉆ERENǁ PARA OS FLAGELADOS.
㏍O A TEMPORADA DAS CHUVAS COMEǁ Ⲿ NORMALMENTE EM DEZEMBRO튓 EM QUE ɠFEITO O PLANTIO DE ㅍENTES᠍ PRODUǃO AGR̓OLA DA ESTAǃO J`EST`PERDIDA NA MAIOR RTE DO SERT퍊 SEMI-RIDO DO NORDESTE BRASILEIRO.
ATE AGORANICO AUXILIO DE EMERGENCIA PRESTADO  Ⲿ POPULAǕES FLAGELADAS TEM SIDO A DISTRIBUIǃO DE GUA EM げROS-PIPAS.
O MINISTRO D`AGRICULTURA᎔ONIO CABRERA᎕NCIOU PARA ᠐ROXIMA SEMANA O INICIO DA DISTRIBUIǃO DE 650 MIL CESTAS COM ṠQUILOS DE ALIMENTOS NO BITO DE UM PROGRAMA DE EMERGʎCIA 鎔ITULADO PELO GOVERNO FEDERAL  "GENTE DA GENTEᕅ FOI ACIONADO PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO.
INDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE Ⲿ OURICURISERTÏ PERNAMBUCANO䅎UNCIOU  IRREGULARIDADES �OMO O FAVORECIMENTO POR "PADRINHOSόITICOS ALISTAMENTO 䁓 FAMILIAS CARENTES DE TRES LOCALIDADES RURAIS DO MUNICIPIO.
SEGUNDO UM FUNCIONARIO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE Ⲿ GEOGRAFI`E ESTATISTICA (IBGE)RECENSEADORES DAQUELE ANISMO QUE TRABALHARAM NA RECOLHA DE DADOS PARA A REALIZAǃO 䅠UM CENSO D`POPULAǃO ENTRE OUTUBRO E DEZEMBRO ENCONTRARAM ႁNDONADAS ATɠ20 POR CENTO DAS CASAS DA MAIOR PARTE DOS 핎ICIPIOS DAS REGIՅS CENTRO E SUL DO CEARn
䅐REENDE-SE QUE A SECA CONTINUA A 셖AR MILHARES DE TRABALHADORES RURAIS DO NORDESTE A MIGRAREM RA OS CENTROS URBANOS DO LITORAL DA REGIÏ E PARA O SUL DO MSᐅSAR DE A RECESSÏ ECONԍIC`QUE O BRASIL ATRAVESSA TER 셖ADO AO DESPEDIMENTO DE 160 MI̠TRABALHADORES SӠNA CIDADE DE Ⲿ SÏ PAULO EM 1991.

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Brasil, Nordeste, 1993
(RIO DE JANEIRO)⒁SIL:ㅃA E CӌERA NO NORDESTE

RIO DE JANEIRO�AIS DA METADE DA POPULAǃO ╒AL DO NORDESTE BRASILEIRO呕IVALENTE `QUASE NOVE MILHՅS DE œSOAS哔``SER V͔IMA DA MAIOR SECA DOS ULTIMOS VINTE ANOS�EGUNDO FONTES OFICIAIS.
AS CONSEQUENCIAS DA CARʎCIA DE GUA SÏ AGRAVADAS PELO ҉MEIRO SURTO DE CӌERA NO BRASIL EM MAIS DE UM SɃULOᕅ NOS 匔IMOS DOIS ANOS J`MATOU MAIS DE 40O PESSOAS EM METADE DOS ESTADOS BRASILEIROS᠍AIOR PARTE NO NORDESTE.
DOIS TERǏS DO TERRITORIO DOS SEUS NOVE ESTADOS ESTÏ Ⲿ PRATICAMENTE TRANSFORMADOS EM DESERTOS E COM RESERVAS EQUIVALENTES `30 POR CENTO DAS ESSIDADES DOS SEUS HABITANTES占CONSEQUENCI`DE UMA ESTIAGEM ᕅ J`DURA QUATRO ANOSㅇUNDO DADOS DO INSTITUTO DE 퍊 PESQUISAS ESPACIAIS (INPE)䉖ULGADOS HOJE PELA IMPRENSA BRASILEIRA.
᠃OORDENADORIA DE DEFESA CIVIL DO ㅁR`ⅇISTROU SAQUES A LOJAS DE PRODUTOS ALIMENTARES慉RAS LIVRES 堓UPERMERCADOS DE SETE CIDADES E CONCENTRAǕES DE AGRICULTORES 恍INTOS EM OUTROS 40 MUNICIPIOS DO ESTADO.
A REVOLTA J`SE TORNOU ROTINA TAMBEM EM OUTROS ESTADOS DA REGIÏ� PREVENDO-SE UM AGRAVAMENTO DA CRISE SOCIAL NO NORDESTE CASO VENHAM A ㅠ CONFIRMAR AS PREVISՅS DO CENTRO DE ESTUDOS CLIMTICOS DO INPE DE 十 QUEDA AINDA MAIOR (CERCA DE 20 POR CENTO)䏠͎DICE PLUVIOMɔRICO Ⲿ NA REGIÏ NO PRӘIMO INVERNO `AGUDIZAǃO DA SITUAǃO DE MISɒIA EM QUE VIVE `MAIOR PARTE 䁠SUA POPULAǃO LEVOU 26 PREFEITOS 䅠CIDADES 䏠INTERIOR DE QUATRO ESTADOS NORDESTINOS A APOIAR UM MOVIMENTO 䅆LAGRADO POR SINDICATOS DE AGRICULTORES E QUE LEVOU MAIS DE MEIA ㅎTENA DE TRABALHADORES RURAIS A OCUPAREM NA TERǁ-FEIRA AS INSTALAǕES DA 㕐ERINTʎDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE (SUDENE)퍊 EM RECIFE 萅RNAMBUCO)좲> ATUANDO EM REPRESENTAǃO DE 72 MUNICIPIOS COM CERCA DE 35O MIL 恍ILIAS FLAGELADASAGRICULTORES MANTIVERAM COMO REFENS VRIOS䉒ETORES DAQUELE ORGANISMO E CINCO DEPUTADOS ESTADUAIS䅎DO ႁNDONADO O EDIF̓IO DEZ HORAS DEPOISᕁNDO OBTIVERAM A GARANTIA DE ᕅ UM GRUPO DE REPRESENTANTES SERIA RECEBIDO HOJE PELO PRESIDENTE DA ⅐ڂLICA锁MAR FRANCO占BRAS͌IA.
OS MANIFESTANTES ACAMPARAM EM FRENTE DO PRɄIO DA SUDENEE ҅TENDEM MANTER-SE ATɠA CONCESSÏ PELO GOVERNO DE RECURSOS PARA A 鍐LEMENTAǃO IMEDIATA DE PROGRAMAS DE EMERGʎCIA PARA AS V͔IMAS DA ㅃA.
DIZENDO NÏ TER RECURSOS PARA EVITAR SAQUES E CONCENTRAǕES DE 퍊 AGRICULTORES ESFOMEADOS NAS ZONAS URBANAS ATRAVɓ DO FORNECIMENTO DE 퍊 COMIDAጇUNS PREFEITOS DAS CIDADES FLAGELADAS ESTÏ SUBSIDIANDO ἢr> COMPRA DE PASSAGENS DE ԎIBUS PARA AS CAPITAIS DO SUL DO PA͓.
APESAR DE A CRISE ECONԍICA BRASILEIRA PODER LEVAR A SE PENSAR A SENS͖EL REDUǃO DO FLUXO MIGRATӒIO DO INTERIOR DO NORDESTE RA AS GRANDES CAPITAIS DO LITORAL E DO SUL핉TOS AGREGADOS 咂ANOS DO INTERIOR DO NORDESTE TEM菊E텎OS DE METADE DA ϐULAǃO DE H`VINTE ANOS.
AS AǕES CONCRETAS DE COMBATE `SECA E EROSÏ DOS ㏌OS ㅇUNDO OS HISTORIADORESҏVOCADA POR QUASE CINCO SɃULOS 䅠QUEIMADAS E CORTE INTENSIVO DA FLORESTA E EXPLORAǃO DA 폎OCULTUR`DA CANA-DE-AǚCAR ぅM NO SACO ROTO DAS PROMESSAS ŌEITOREIRAS.
O GOVERNO DO CEAR`鎉CIOUSEGUNDA-FEIRA᠄ISTRIBUIǃO 䅠23O MIL CESTAS DE ALIMENTOS BSICOSᕅ SERVIRÏ APENAS PARA ᐌACAR A FOME DOS DESVALIDOS POR ALGUMAӠSEMANAS.
A SITUAǃO ɠCRITICA NA PRӐRIA CAPITAL DO ESTADO插TALEZA�NDE SEGUNDO O SEU GOVERNADOR㉒O GOMESOLUME DAS REPRESAS ⅓PONSAVEIS PELO SEU ABASTECIMENTO Ḧ́RICO ɠO MENOR DA HISTӒIA.
O J`PENOSO QUADRO DAS CONDIǕES DE VIDA DA POPULAǃO Ⲿ NORDESTINA TENDE A AGRAVAR-SE SUBSTANCIALMENTEMEDIDA EM QUE A 퍊 ESCASSEZ DE GUAგESCIDA DA FALTA DE SANEAMENTO BSICOτER`ҏVOCAR UMA EXPLOSÏ DE CӌERA NA SUA REGIÏ⅓PONSVEL PELA MAIOR RTE DOS CERCA DE 40 MIL CASOS DA DOENǁ REGISTRADOS DESDE O SEU ⅁PARECIMENTO NO BRASIL聠DOIS ANOS.
EM FORTALEZAE 8O POR CENTO DA POPULAǃO VIVE SEM Ⲿ SANEAMENTO BSICO插AM NOTIFICADOS 1726 CASOS DE CӌERA NOS ULTIMOS 䵠 DIASㅇUNDO DADOS OFICIOSOS DIVULGADOS HOJE PELO JORNAL "O ESTADO DE ハ PAULO"ᕅ APONTAM PARA UMA INCIDʎCIA SUPERIOR A 250 CASOS POR いA GRUPO DE 100 MIL HABITANTESNDICE PREVISTO PELA ORGANIZAǃO 핎DIAL DE SAڄE (OMS)RA A DEFINIǃO DE UM QUADRO EPIDʍICO.
    - SÏ AS SETE PRAGAS DO APOCALIPSE�ROCLAMA, BASTANTE ESBARALHADO, O PREFEITO DE UMA ㉄ADE SITUADA `MAIS DE 500 QUILOMETROS DE RECIFE (PERNAMBUCO)�COSSADA PELA SECA E POR UMA MɄIA DE 30 NOVOS CASOS DE CӌERA POR 䉁.
`FALTA DE SANEAMENTO BSICO ɠUM DOS PRINCIPAIS FATORES DO ጁSTRAMENTO DO VIBRIÏ DA CӌERAᕅ ɠTRANSMITIDO ATRAVɓ DE ㏎TATO COM GUA E FEZES CONTAMINADAS.

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Teve Sorte o Presidente do Brasil, Lula, Que Assumiu em 2002 para pegar vento de popa da conjuntura econ�a internacional bafejada pelos "cr餩tos podres", e se o seu pa�n㯠cresceu em "ritmo chin곦quot;, isso pouco importa para a m�a: teve um quinquꮩo de ouro, o de maior crescimento econ�o desde o "milagre" hᠳ0 anos, antes de pela primeira vez na hist⩡ do s飵lo XX deixar de crescer. Por mais de vinte anos anos...

Teve sorte talvez tamb魠por a Rede Globo de Televis㯠ter feito tudo para que n㯠fosse eleito em 1989, empurrando o seu adversᲩo, o ca硤or de maraj᳠das Alagoa Fernando Collor de Mello, para assumir o tim㯠e promover a segunda ABERTURA DOS PORTOS e, antes do impeachment, olhar de soslaio a que seria uma das mais graves estiagens da sua regi㯠- uma seca que durou de 1990 a 1997 em algumas paragens da Nordeste, pra que quase n㯠ligou. O seu sucessor, sim. Bem ao seu estilo Itamar Franco esbravejou, esperneou, jᠥm final de mandato prometeu mundos e fundos mas a economia brasileira estava de rastros e o mais que conseguiu foi implementar os tais aux�os de emergꮣia para mais uma vez enganar o pato enquanto a embarca磯 n㯠estabilizasse com o Plano Real que mandou implementar e promulgou.

Teve sorte tamb魠o ex-retirante da Zona da Mata pernambucana de - segundo uma corrente cient�ca - os ciclos de estiagem no Nordeste serem de 13 anos e por essa 䩣a sଡ para 2010, quando jᠴer᠍ deixado o poder, poder ocorrer uma nova seca das braba. Sempre foi menos um empecilho para o seu "espetᣵlo do desenvolvimento", o pa�e o mundo n㯠 serem incomodados com as clᳳicas imagens de meninos zambudos e saques de armaz鮳 por flagelados da seca em instant⮥os de matizes africanos. Que ia atrapalhar, ia. Com uma estiagenzinha 頱ue se veria o quanto o Brasil quase-quase do novo milagre de Lula, um ex-retirante, deixou a frica pelas bandas lᠤa sua regi㯠e se aproximou de S㯠Paulo e Belo Horizonte, as duas loucomotivas nacionais, ou se ao contrᲩo, no que tange ao matuto, pouco ou nada melhorou. Ter�os novos programas de aux�o de emergꮣia, se tocaria pra frente com som e f顠a transposi磯 do Rio S㯠Francisco - ou o qu꿠

 

banco de dados  revoluciomnibus.com 

     INDړTRIA DA SECA 

flagra a conjuntura ao redor do fen�o a um sഥmpo climᴩco, pol�co e social em plena GRANDE ESTIAGEM dos anos 1990 . fen�o  que talvez desse muito o que falar E debater porque o Brasil cresce e o Nordeste vem atr᳠em bom ritmo. Mas terᠯ Nordeste mudado o suficiente para debelar essa praga por assim dizer africana?

 

  A SECA NA VISÏ HISTӒICA DE EUCLIDES DA CUNHA EM Os Sert峠(1902)

[24]                   DO ALTO DA FAVELA

E quase compreendia que os matutos crendeiros, de imaginativa ingꮵa, acreditassem que "ali era o c鵮.."

caatingas estonadas [de] matutos crendeiros

[25]                                      IV

                                                                     O CLIMA

 "desertus austral, como a batizou Martius"

Martius por lᠰassou com a mira essencial de observar o aer쩴o que tombara ࠭argem do Bendengॠera jᬠdesde 1810, conhecido nas academias europeias gra硳 a F. Mornay (...)           

[27] galhada sem flores da flora sucumbida

[28] martirizados sertanejos   (a cima: natureza torturada)

[30]                           AS SECAS

O sert㯠de Canudos 頨...) de algum modo uma zona central comum (...) dos sert峠do norte (...) para ele [convergindo] as lindes interiores de seis Estados - Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Para�, Cearᠥ Piauhi - que o tocam ou demoram distantes poucas l駵as. (...) os seus ciclos (...) abrem-se e encerram-se com um ritmo t㯍 notᶥl que recordam o desdobramento de uma lei natural ainda ignorada. (...) flagelo, intercortado de intervalos pouco d�ares de 9 e 12 anos

[31]  HIPӔESES SOBRE A GʎESE DAS SECAS

[32] Um dos motivos das secas repousa, assim, na disposi磯 topogrᦩca. (...) mon磯 de nordeste, atra� por forte aspira磯 de vasta superf�e alargada at頯 Mato Grosso - o nordeste vivo passa por chapad峠desnudos que o canalizam para lᬠfaltando o dynamic colding de cordilheiras 

  o dynamic colding de cordilheiras 

dispostas em sua perpendicular

  

 

[47]                                        COMO SE FAZ UM DESERTO

Esquecemo-nos todavia de um agente geol穣o notᶥl - o homem. (...) entre n㬍 nomeadamente, assumiu, em todo o decorrer da hist⩡, o papel de um terr�l fazedor de desertos.  (...) queimas dos abor�nes (...) o colonizador copiou o mesmo proceder (...) - o fogo - primeiro o �io depois o "branco"- o colonizador. Engravesceu-o ainda com o adotar, exclusivo, no centro do pa� fora da estreita faixa dos canaviais da costa, o reg�n francamente pastoril.

caapuera - mato extinto: (...) at頱ue, de todo exaurida aquela mancha de terra, fosse, imprestᶥl, abandonada em caapuera. 

[48] o sertanista, ganancioso e bravo, em busca do selv�la e do ouro  (...) povoa絥s ribeirinhas do S. Francisco (...) estas selvatiquezas atravessaram toda a nossa hist⩡ (...) o reflexo rubro das queimadas. (...) o pr಩o governo colonial. Desde 1713 sucessivos decretos (...) E ao terminar a seca lendᲩa de 1791-1792, a grande seca (...) severa proibi磯 do corte das florestas (...) cartas r駩as (...) e a de 11 de junho de 1799 decretando que "se co� a indiscerta e desordenada ambita磯 dos habitantes (da Bahia e de Pernambuco) que tꭠassolado a ferro e fogo preciosas matas... que tanto abundavam e jᠨoje ficam a dist⮣ias considerᶥis, etc." 

Monte-Santo, ent㯠o Pico-arassᠤos tapuias

49]                        COMO SE EXTINGUE O DESERTO

Na Tun�a os romanos fizeram o deserto recuar com uma rede de barragens. Represar ou irrigar? O que fazer? O exemplo brasileiro de erro dado por Euclides hፍ cento e tal anos 頯 a絤e de QuixadᮠAlguns outros, n㯍 menos crassos, como o de Or㬠sugerem pensar-se em Os Sert峍 / Canudos hᠣento e tal anos e Os Sert峠/ Canudos hoje. Na Tun�a dos romanos

este sistema de represas, al魠de outras vantagens, criara um esfor篠de irriga磯 geral. Ademais, todas aquelas superf�es l�idas, esparsas em grande n岯 e n㯠resumidas a um Quixadᠺnico - monumental e in鬠- expostas ࠥvapora磯, acabaram reagiando sobre o clima, melhorando-o. Por fim a Tun�a (...) se fez, transfigurada, a terra clᳳica da agricultura antiga. Foi o celeiro da Itᬩa; a fornecedora, quase exclusiva, de trigo, aos romanos.

Os franceses, hoje, copiam-lhes em grande parte os processos, sem necessitarem levantar muramentos monumentais e dispendiosos. Represam por estacadas, entre muros de pedras secas e terras, ࠭aneira de palancas, os oueds mais bem dispostos, e talham pelo alto suas bordas, em toda a largura das serrania que os ladeiam, condutos derivando para os terresenos circunjacentes, em redes irrigadoras.

(...) os sert峠do norte (...) se apropriam a uma tentativa idꮴica, de resultados igualmente seguros.

A id驡 n㯠頮ova. Sugeriu-a (...) em 1877 (...) Beaurepaire Rohan (...) nas discuss峠ent㯠travadas

por conta da grande seca daquele ano. E relembra o cronista d`Os Sert峠brasileiros que na 鰯ca

Idearam-se (...) luxuosas cisteras de alvenarias; mir�es de po篳 artesianos, perfurando as chapadas; dep㩴os colossais, ou armaz鮳 desmedidos para as reservas acumuladas; a絤es vastos, feito cᳰios artificiais; e, por fim, como para caracterizar bem o desbarate completo da engenharia, ante a enormidade do problema, estupendos alambiques para a distila磯 das ᧵as do Atl⮴ico!...

Como Euclides cita a Tun�a dos romanos aos franceses, nas 䩭as d飡das citou-se ͍ exaust㯠o exemplo moderno de Israel e pode-se citar o do terrier em que se transformaram Juazeiro e Petrolina com a irriga磯 das terras banhadas pelo rio S㯠Francisco na regi㯮 Problemas e quest峠relacionados ࠳eca no NE do Brasil e propostas para a sua solu磯 est㯠expostos nesta webpage. 

[51]                    O MART͒IO SECULAR DA TERRA 

Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciᶥl, a estrutura e a conforma磯 do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esbo硭os, a influꮣia daquelas 頭anifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclina磯 dos extratos, que os retalham, e a rudeza dos estios e a degrada磯 intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insola絥s demoradas para as inunda絥s subit⮥as, a terra, mal protegida por uma vegeta磯 dec�a, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo reg�n francamente des鲴ico.

(...) O reg�n decorre num intermitir deplorᶥl, que lembra um c�ulo vicioso de cat᳴rofes.

(...)

[52] O processo que indicamos, em breve recorda磯 hist⩣a, pela sua pr಩a simplicidade dispensa in婳 pormenores t飮icos.

(...)


Seca consome 1 bilh㯠de d졲es/ano (not�a de 1991)

NA CPI DA SECA (Comiss㯠Parlamentar de Inqu鲩to Sobre a Seca) em 1988 foram apresentadas dezenas de estudos cient�cos demonstrando que o Nordeste tem muita ᧵a mas 頶�ma do racionamento pol�co do or硭ento destinado ࠲egi㯮


1993: ap㠡 ocupa磯 da sede da Sudene
A TOMADA DA SUDENE
em Recife por flagelados, que gera um grande movimento pr펯rdeste, Itamar Franco libera 180 milh峠de d졲es em programa de emergꮣia para combate aos efeitos da seca no Nordeste e em Minas Gerais (leia-se Vale do Jequitinhonha)para serem investidos:
80 por cento em m㯭de-obra; 20 por cento em saneamento bᳩco: constru磯 de cisternas, tanques, po篳, pequenas barragens, adutoras e a絤es, perfura磯 de 100 po篳 em cada estado e outras a絥s; apetrechamento urbano e rodovias 800 munic�os atingidos, "com fome, desnutridos e fracos", segundo um governador.

50 por cento dos miserᶥis brasileiros s㯠nordestinos

VALE DO JEQUITINHONHA VALE DA MISɒIA mis鲩a absoluta
1995
Anualmente distribui磯 de cestas bᳩcas do WFP ou PAM Programa Mundial do Alimento da FAO. 
Terra das VIږAS DA SECA porque maridos trabalham sete meses em S㯠Paulo no corte de cana.
CARDPIO BRASILEIRO pinga para enganar a fome das crian确
Em 1995 meio milh㯠de pessoas vivem em situa磯 de mis鲩a no VALE DO JEQUITINHONHA, um dos maiores bols峠de pobreza do pa�- mais de um milh㯠 de pessoas s㯠castigadas pela seca.
7151 �ios em situa磯 de mis鲩a tamb魠s㯠assistidos pelo Prodea
A MISɒIA numa regi㯠dilacerada pelo desmatamento para o abastecimento dos fornos da ind䲩a sider穣a que fez de Minas Gerais uma das potꮣias mundiais no setor MORA LADO A LADO

CӌERA "DOENǁ DA MISɒIA"

VALE DO SÏ FRANCISCO
115 milh峠de hectares de solo pedregoso, apenas 100 mil irrigados e produzindo.
O resto 頤ominado pela caatinga com seus mandacarus, xique-xiques, aroeiras, para᳠e cama硲is


BANCO MUNDIAL 1990: AUMENTAM POBRES, CAI MORTALIDADE
O relat⩯ classifica a distribui磯 de renda no Brasil "entre as menos equitativas do mundo", atr᳠da observada em Honduras e Serra Leoa.
Registra que entre 1981 e 1987 o n岯 de pobres cresceu de 23 para 33 milh峮
Ele 頣laro ao exibir a falꮣia de todas as pol�cas de investimento social no Nordeste, o lugar mais maltratado, onde os investimentos do Estado serviram apenas para alimentar nossa elite mais atrasada, que se aproveita politicamente da mis鲩a da popula磯.
Remete para uma rela磯 �ima entre pobreza e atraso das elites regionais.
Os t飮icos do Banco Mundial subestimaram a participa磯 da economia informal na forma磯 da renda nacional porque nas suas contas sଥvam em conta a renda declarada.
Pobres para o BIRD s㯠pessoas com renda inferior a 370 de d졲es por ano.
Considera exagero flagrante dimens㯠dada por t飮icos brasileiros ࠍ economia informal: 20 por cento.

carcarᠰega, mata e come

Jornal do Brasil 10 novembro 1988
Maiores produtores de cana pela ordem: S㯠Paulo: 1,6 milh㯠de toneladas, Pernambuco: 1,5 milh㯠e Alagoas: 1,3 milh㯠de toneladas.
Em Alagoas as 35 usinas pertencem a 27 fam�as responsᶥis por 60 por cento do ICM (Imposto Sobre Circula磯 de Mercadorias) do estado e que empregam 120 mil pessoas.
Usineiro: "Na situa磯 atual a cana 頡 salva磯 para multid峠de sertanejos desempregados no per�o da seca, exatamente quando se corta a cana."
Governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo: "A ind䲩a do a纣ar 頡 ind䲩a da mis鲩a: s೯brevive porque o pa�頳ubdesenvolvido."
"Sਡ uma diferen硠entre as usinas de hoje e as do s飵lo passado", costuma dizer o governador Collor de Melo. "ɠque elas passaram da escravid㯠para a servid㯮"
Hoje o cortador de cana continua trabalhando sob o olhar vigilante de fiscais que substitu�m os feitores de escravos e o chicote pelo livro de apontamento.
"Assisti recentemente uma mulher se atirar aos p鳠de um usineiro pedindo que reconsiderasse sua decis㯠de cortar-lhe tr고dias de trabalho" - conta um diretor de usina por acaso.
O Brasil 頯 飯 que mant魠a mesma estrutura econ�a hᠵ00 anos, com usinas plantadas em latif䩯s, usineiros com poder pol�co, filhos de fam�as tradicionais no setor e principalmente com legi峠de cortadores de cana subassalariados.
O Brasil tem 460 usinas com um patrim de 25 bilh峠de d졲es

O Globo, Rio de Janeiro,1989
- At頨oje n㯠se irrigou a regi㯠de Irecꬠna Bahia: quando chove lᠯ pre篠do feij㯠baixa no Brasil inteiro. Irec꺠capital do feij㯬 s௠podem plantar uma vez por ano na 鰯ca das chuvas (entre novembro e dezembro) se regi㯠n㯠estiver seca 㲥sce em 75 a 90 dias, mas depende das chuvas durante a semeadura e quando a vagem estᠥm flor: plantio n㯠irrigado, uma loteria.


Jornal do Brasil 11 de setembro de 1988
Fortaleza - 82 por cento das habita絥s n㯠s㯠servidas de rede de esgoto.
N岯s assustadores de mortalidade infantil, de que 頡 falta de saneamento bᳩco seria a maior responsᶥl: 180 a 250 ⩴os em 1 000 crian硳 nascidas.
Os esgotos v㯠dar no rio Coco (...), que corta toda a cidade, e em boa parte dos 25 km de praias de Fortaleza, vᲩas delas ostentando placas de proibi磯 de banho de mar.
Num lugar com poucas atra絥s culturais, praia 頡 maior atividade de lazer.
Cerca de 700 mil pessoas vivem em 400 favelas
s೰ por cento das vias da cidade s㯠asfaltadas
Tivemos cinco anos consecutivos de seca, em que a popula磯 cresceu em 300 mil habitantes, que 頡 popula磯 de Natal (capital do Rio Grande do Norte) (...) assustada tamb魠com o 긯do rural.
O maior �ice de analfabetismo do Brasil 頯 do CearẠ100 mil crian硳 em idade escolar fora das escolas. Col駩os particulares concentram 52,4 por cento dos alunos do 1粡u. Metade das crian硳 estuda em escolas comunitᲩas que n㯠integram a rede oficial.

HISTӒIA da SUDENE
Criada em 1959 com o objetivo de congregar todas as a絥s do governo na regi㯠para reduzir as desigualdades regionais.
Primeiro superintendente Celso Furtado
Fez concurso p쩣o e formou o seu pessoal, uma esp飩e de elite intelectual na regi㯮 Quando se deu o golpe militar em 1964 a Sudene era considerada pela direita uma c鬵la comunista.
Celso Furtado foi cassado e vᲩos inqu鲩tos policiais instalados.
Generais se sucederam na Superintendꮣia.
No final do regime a Sudene foi dirigida por civis mas de estreita liga磯 e confian硠dos quart驳.

SISAL
O Globo 9 de maio de 1993
O NORDESTE MUDOU MAIS DO QUE LULA
Sua fam�a emigrou de Caet鳠(Pernambuco)
A pr಩a Canudos 頰rodutora de melancia, mel㯬 banana, cebola, tomate, feij㯠e milho, e a bacia leiteira 頦ornecedora da ind䲩a de queijo que funciona no munic�o vizinho de Jeremoabo.
Em Valente, centro da regi㯠produtora de sisal na Bahia (...) derivados da riqueza que se acumulou nas d飡das de 1960 e 1970, quando o sisal era chamado de "OURO VERDE". O sisal 頨oje uma cultura decadente na Bahia, que n㯠consegue competir com o nylon sint鴩co e a fibra africana, de melhor qualidade. (...) Mᱵina pr魨ist⩣a que, operando a 1800 rota絥s por minuto, 頣apaz de SUGAR a m㯠e o bra篠de quem a manipula (...). Den㩡 das p鳳imas condi絥s de trabalho, embora o risco de mutila磯 esteja a ponto de desaparecer mais por for硠do desemprego generalizado (amea硠que atinge 500 mil pessoas) do que pelo avan篠da t飮ica.
Feira de Santana. Segunda maior cidade da Bahia, com 400 mil habitantes, entroncamento rodoviᲩo, por isso mesmo ponto de desembarque de retirantes.

SISAL Jornal do Brasil 10 de junho de 1993
TERRA DOS SEM-BRAǏS
EM VALENTE 90 por cento DOS SISALEIROS NÏ Tʍ CARTEIRA ASSINADA. Mutilados pelas antigas mᱵinas de desfiar folhas de sisal, na cidade de Valente, constru�s hᠭais de 40 anos.
1,5 milh㯠de sisaleiros que trabalham em 72 munic�os baianos.
Recebem menos de meio salᲩo m�mo e s㯠analfabetos.
A situa磯 piorou nos 䩭os anos, quando a cultura entrou em decadꮣia devido ࠦorte concorrꮣia dos produtos industrializados. (...) sisal usado no Brasil para a confec磯 de cordas e tapetes.


Jornal do Brasil 22 de fevereiro de 1991
GOVERNADORES DENUNCIAM DESCASO COM O NORDESTE
Foi no Nordeste, diante dos governadores da 鰯ca, que o ent㯠presidente Garrastazu M餩ci encheu os olhos de l᧲imas ao dizer a c鬥bre frase: "O Brasil vai bem mas o povo vai mal."
Pequenos produtores, responsᶥis por 70 por cento da produ磯 de alimentos e da consolida磯 dos parques industriais.
 

MIGRAǃO
Folha de S㯠Paulo 25 de janeiro de 1996
S㯠Paulo 頡 'locomotiva econ�a do Brasil'.
S㯠Paulo 頲esponsᶥl por 36,1 por cento do PIB (Produto Interno Bruto). Mas o Estado entra com 50,6 por cento dos impostos arrecadados pelo governo federal, dados da Funda磯 Seade e do IBGE.
Os nordestinos comp孠19,6 por cento da popula磯 paulistana e carregam todos os indicadores da desigualdade social.
Eles ganham pouco mais que a metade do salᲩo m餩o pago a um n㯠 nordestino: R$ 286 contra R$ 529, em n岯s de julho de 1994.
Entre os n㯠nordestinos 34,9 por cento ocupam a faixa de maior escolaridade, mas entre os nordestinos s෬5 por cento conseguem chegar lᮠ S೬25 por cento dos n㯭nordestinos s㯠analfabetos, contra 13,5 por cento dos nordestinos.

Jornal do Brasil 9 de dezembro de 1990
PACTO COM EMPREITEIRAS REATIVA GRANDES PROJETOS NO NORDESTE
XINGӬ no Rio S㯠Francisco, a maior obra p쩣a em constru磯 no pa� com um custo total de 3,2 bilh峠de dᬲes, a retomada dos trabalhos de reassentamento de 6 mil fam�as de agricultores ೠmargens da hidrel鴲ica de Itaparica, tamb魠no S㯠Francisco,
entre os munic�os de Piranhas, em Alagoas, e Canind鬠em Sergipe, onde a hidrel鴲ica do Xingॳtᠳendo constru�.
Transnordestina, cuja constru磯 se arrasta desde o governo Sarney. A ferrovia, que ligarᠯs munic�os de Petrolina e Salgueiro, em Pernambuco, e Miss㯠Velha, no Cearᬠcustarᠵ29 milh峠de d졲es.
 

TRANSPOSIǃO DO RIO SÏ FRANCISCO
GAZETA MERCANTIL 2 de agosto de 1994
IBAMA FORMULA ROTEIRO DE EXIGʎCIAS PARA APROVAR O DESVIO DO SÏ FRANCISCO
Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, cuida de Recursos Naturais N㯠Renovᶥis
A transposi磯 vai privilegiar o uso das ᧵as para irriga磯, em detrimento de outros usos, retirar uma quantidade muito grande de ᧵a do rio e poder᠍ comprometer projetos de gera磯 de energia.

O Estado de S㯠Paulo 24 DE JULHO DE 1994
OBRA BILIONRIA DE ITAMAR MOBILIZA POL͔ICOS
bilionᲩa e ambiciosa obra de irriga磯 do Nordeste
550 milh峠de d졲es previstos para a primeira etapa da transposi磯 do Rio S㯠Francisco para o semi-Ჩdo do CearᬠRio Grande do Norte, Para� e Pernambuco, sem incluir a distribui磯 de ᧵a para irriga磯 a custo estimado em 1,9 bilh㯠de d졲es. Ningu魠conhece os estudos t飮icos e os efeitos do projeto sobre o meio ambiente.
N㯠vai acabar com a seca no semi-Ჩdo: "Temos 330 mil hectares irrigados na bacia do S㯠Francisco e assim mesmo sofremos com a seca."
(...) O projeto prevꠡ constru磯 de canais, t婳, barragens e esta絥s elevat⩡s.
Os efeitos da evapora磯 e da infiltra磯 provocariam uma perda de 70 por cento das ᧵as desviadas para os leitos secos.
Cada hectare irrigado do projeto corresponderia a dois hectares e meio na bacia do S⯠Francisco. Ele explicou que na bacia do S㯠Francisco parte da ᧵a irriga as planta絥s e a parte infiltrada volta para o rio pelas correntes subterr⮥as. "A mil quil�ros do rio, a ᧵a infiltrada se perde", explica. Pelo projeto as ᧵as transpostas percorreriam 2400 quil�ros atrav鳠dos leitos secos e reservat⩯s da regi㯮
Com a retirada de cada metro c飯 de ᧵a do rio abaixo de Sobradinho - na divisa da Bahia com Pernambuco - as Hidrel鴲icas do Xing젉taparica, MoxotॠPaulo Afonso deixariam de gerar 2,6 megawatts/hora.
PROJETO DIVIDE ALIADOS E APROXIMA INIMIGOS
Na Bahia todos se uniram contra o projeto. A favor est㯠todos no Cearᬠ entre eles Ciro Gomes e Tasso Jereissati.
MESSIANISMO
O messianismo da obra assustou at頭esmo a c嬡 da campanha do candidato preferido ࠰residꮣia da Rep쩣a do Palᣩo do Planalto, o ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.
 

PESADELO AMBIENTAL / CAUSAS DA SECA
O Globo 7 de abril de 1997
Sat鬩te revela pesadelo ambiental do Nordeste, a dimens㯠do estrago provocado pelo uso intensivo e inadequado do solo.
O projeto Zoneamento Agroecol穣o do Nordeste (Zane) reuniu informa絥s de 1,6 milh峠de quil�ros quadrados do chamado tr੣o semiᲩdo.
A primeira e mais antiga foi decorrente do uso intensivo da terra em Ქas de solos f鲴eis e que pelas suas caracter�icas bᳩcas s㯠mais sujeitos ࠥros㯮
Tamb魠a acelerada derrubada da caatinga para implanta磯 de pastos.
Causas mais frequentes da deteriora磯 ambiental: desmatamento, minera磯, cultivos excessivos, cria磯 de animais sem planejamento correto e irriga磯 inadequada do solo.
A degrada磯 do tr੣o semiᲩdo estᠬigada ࠡ磯 do homem sobre a vegeta磯 e o solo, mediante o cultivo de esp飩es como o feij㯬 milho e algod㯠que, por suas caracter�icas, n㯠favorecem a prote磯 dos solos contra os efeitos da eros㯮
O principal responsᶥl por essa situa磯 foi o ciclo do algod㯠cultivado em solos f鲴eis mas fr᧥is.
Desmatamento registrado ao longo dos anos no Nordeste provocou mudan硳 climᴩcas que evolu�m para um tipo de desertifica磯 somente visto no continente africano.
A situa磯 tem sido muito agravada pelo desmatamento seletivo feito no Nordeste. A Para� tem o maior percentual de Ქa afetada (63 por cento), seguida pelo Cearᠨ52 por cento), Rio Grande do Norte (36 por cento) e Pernambuco (25 por cento).
Desertifica磯 m㯠significa que Ქas afetadas se transformar㯠em desertos de areia mas que seu solo estᠩmprodutivo.
A caatinga tem um forte poder de recomposi磯.
O zoneamento feito pela Embrapa dividiu o Nordeste em 172 regi峠e constatou que sua diversidade ambiental 頭aior at頱ue a da Amaz, considerada erroneamente por muitos a regi㯠de maior biodiversidade do Brasil.

Folha de S㯠Paulo s/d
NEGӃIO DA CHINA CHEGA AO SERTÏ DO NORDESTE
EmpresᲩos de Taiwan criaram um p쯠confeccionista em Acarape, 70 km ao sudoeste de Fortaleza:
grupo Yamacon investiu R$ 100 milh峼br> cinco fᢲicas empregam 1600 pessoas e cooperativas outro tanto
outros 26 grupos empresariais de Taiwan abriram a possibilidade de investir nos pr詭os tr고anos, com investimentos da ordem dos R$ 400 milh峠em protocolo de inten絥s firmado em 1993 com o governo do Cearᮼbr> Quatro empresas jᠥm fase de implementa磯.
A arrecada磯 de ICMS (Imposto Sobre Circula磯 de Mercadorias e Servi篳) do munic�o pulou de m餩a mensal de R$ 30 mil para R$ 380 mil.
Atrativos: pol�ca de incentivos fiscais, m㯭de-obra barata e localiza磯 estrat駩ca na Am鲩ca do Sul.
Os empresᲩos pagam salᲩo at頤ez vezes menor do que o de Taiwan.
Incentivos fiscais do governo do Cearᠡtra�m nos 䩭os cinco anos 273 ind䲩as, que investiram 3,2 bilh峠de d졲es e geraram quase 50 mil empregos diretos e cerca de 200 mil indiretos.
O investimento representava 32 por cento do PIB do estado.
Homens trocam enxada por costura.

O Estado de S㯠Paulo 15 de dezembro de 1996
ver tamb魠 Deus e o Diabo TRISTERESINA LULA, p᧩na revoluciomnibus.com da s鲩e
- O GOVERNADOR QUE DIZ NÏ D`PARA ROMPER COM ESSA SITUAǃO DE FOME ɠGARIBALDI ALVES FILHO
Rio Grande do Norte
Estado conquistou posi磯 de maior produtor de petr쥯 em terra: fornece 10 por do 쥯 consumido no pa�
S㯠extra�s 96 mil barris/dia em 14 munic�os, 40 por cento da produ磯 do Nordeste.
ProprietᲩo de terras tem direito a 1 por cento da receita.
Nova reserva de 8 milh峠de barris confirmada tr고semanas atrᳮ
55 por cento das crian硳 com at頵 anos s㯠desnutridas;
fome cra produz nanicos em escala: 42 por cento da popula磯 infantil tem altura abaixo da normal, biologicamente deficientes, com chances reduzidas de plena produ磯 intelectual.
Efeitos da desnutri磯 s㯠tamb魠percept�is em gera磯 anterior: na inspe磯 militar, 43 por cento com peso inferior ao normal; 21 por cento ainda patenteavam deficiꮣia de peso ap㠵m ano nos quart驳 com alimenta磯 balanceada; 68 por cento dos recrutas tinha altura m餩a de 1,53 metro - 15 cent�tros abaixo do soldado-padr㯮
Apenas 10 por cento da c嬡 do JudiciᲩo consomem 35 por cento dos gastos salariais do setor p쩣o.
A maioria dos funcionᲩos recebe pouco mais de um salᲩo m�mo.
No interior, a maioria das prefeituras 頡 飡 alternativa de emprego.
A quase totalidade recebe at頒$ 40.
30 por cento das prefeituras com bloqueio judicial das receitas por atraso salarial superior a 4 meses.
A 90 km da capital a maioria ganha R$ 12, que n㯠recebe hᠱ0 meses.
Favelas nascem em torno de vilarejo de 5 mil habitantes.
Em Aracati, 200 km ao norte, no Cearᬠconsegue-se at頒$ 5/dia por 12 horas de jornada de colheita de frutas.
Preᠭ roedor da fam�a dos cav�os. Tem dorso amarelo-sujo com manchas pretas. Vai ser repartido com farinha entre as seis bocas da casa na 飡 refei磯 do dia em Lajes, a 200 km de Natal.
Angicos sഥm 15 mil habitantes mas jᠴem favelas e fome como cidade grande.
O lado mais dramᴩco foi atenuado na esteira de campanhas governamentais e da redistribui磯 de renda promovida pelo Plano Real.
LADO MAIS DRAMTICO FOI ATENUADO NA ESTEIRA DE CAMPANHAS GOVERNAMENTAIS E DA REDISTRIBUIǃO DE RENDA PROMOVIDA PELO PLANO REAL.
Mortalidade infantil era de 103 mortes em cada 1 000 crian硳 em 1994 e caiu para 59 por 1 000.
Mapa da Fome do programa Comunidade SolidᲩa apurou queda geral em 582 munic�os do Nordeste onde governo atuou junto com a Unicef, Pastoral da Crian硠e agentes de sa嬠mas segundo O Estado de S㯠Paulo dados n㯠s㯠 confiᶥis:
Basta ver a multiplica磯 de cemit鲩os clandestinos no interior.
Na periferia de Natal pesquisadores constatam taxas de mortalidade infantil de 120 mortes por grupo de mil nascidos vivos.
 

SECA E CӌERA
Folha de S㯠Paulo 11 de junho de 1991
Nordeste sob seca rigorosa que atinge 2 milh峠de pessoas com mais de uma centena de mortes, situa磯 de trag餩a total a que se soma a epidemia de c쥲a.
 

DESNUTRIǃO  DESNUTRIǃO INFANTIL  MORTALIDADE INFANTIL
Folha de S㯠Paulo 17 de novembro de 1996
Pre篠cobrado em cart⩯ por certid㯠de nascimento (at頒$ 40, embora lei tenha tabelado em R$ 1,79) deixam 58 por cento das crian硳 que nascem no Estado sem registro de nascimento.
(Certid峠de nascimento passariam a ser gratuitas por lei de 1997 em conformidade com Constitui磯 de 1988.)
"z鳭ningu魦quot;
elevada falta de registros de ⩴os
"anjinhos", como s㯠chamadas crian硳 mortas antes de ser batizadas no Nordeste
em Pernambuco 103 cemit鲩os oficiais e 186 clandestinos
Petrolina registra 21 mortes por nascidos vivos - em 1995, m餩a nacional era de 45 mortes de crian硳 de at頵m ano por mil nascidas vivas

Jornal do Brasil 30 de junho de 1996
projetos de irriga磯 grandiosos demais para pouca terra - 250 milh峠de metros c飯s de ᧵a. A maior fonte de ᧵a de Israel 頯 Mar da Galil驡, com 400 milh峠de metros c飯s.

veja 30 de outubro de 1996
O MUTIRÏ QUE SALVA OS BEBʓ
estima-se que nos 䩭os dois anos 20 000 crian硳 foram salvas da morte no Nordeste.
Em alguns munic�os de Bahia e Para� redu磯 de 60 por cento em um ano.
Pastoral da Crian硺 �ice m餩o de mortalidade infantil para cada 1 000 nascidos vivos caiu de 100 para 34 nos   2 563 munic�os mais pobres desde 1994. Quase metade deles no Nordeste.
Programa de Redu磯 da Mortalidade Infantil do Minist鲩o da Sa宼br> Calcula-se que mais de 150 000 pessoas participem desse trabalho.
Uma mulher aos 36 anos, de Jurema, no agreste de Pernambuco, jᠴeve 12 filhos dos quais 5 morreram e outros 2 tinham poucas chances de sobrevivꮣia.
Mag鲲imos por conta da desnutri磯.
"Eu achava que era Deus que queria levar."
veja 30 de outubro de 1996
O MUTIRÏ QUE SALVA OS BEBʓ
Ensin᭬os a preparar pratos com casca de ovo, sementes de moranga, folhas de mandioca e de cenoura, refei磯 com teor vitam�co alto para reduzir desnutri磯 de crian硳 e gestantes.
Educa磯: metade de m㥳 e gestantes da Para� n㯠conseguem entender o material impresso pelo Minist鲩o da Sa堳obre aleitamento materno porque 頡nalfabeta.
M餩a nacional era de 10 por cento de mortes de crian硳 com at頵m ano de idade. No Nordeste, o dobro - �ice de pa�s miserᶥis como Eti੡, Somᬩa e Haiti.
At頱996 �ices ainda eram comparᶥis ao de Camar峠e Nam�a.
Brasil em 63쵧ar no ͮdice de Desenvolvimento Humano da ONU. O Nordeste estaria em 120యuco acima da Suazil⮤ia.
Saneamento bᳩco: apenas 25 por cento dos domic�os nordestinos tꭠ esgoto.
Educa磯: �ice de analfabetismo 頯 dobro da m餩a nacional.
 

INDړTRIA DA SECA
veja 22 de novembro de 1993
INFLAǃO SOB O SOL DO SERTÏ
Seca de 1993 se inscreveu na Hist⩡ como uma das seis mais devastadoras que se abateram sobre o semi-Ჩdo no s飵lo XX. Come篵 hᠳ anos:
12 milh峠de nordestinos flagelados
Palma, Piau�alguns dias da semana serve-se sࡠ᧵a em que o arroz 頍 cozido.
"Quando acabar o arroz, fa篠pir㯠d'᧵a, com farinha, ᧵a e sal fervidos."
Serra da Mo硬 interior da Para� - s౵atro pratos: feij㯠com farinha, xer鵠(pasta feita com fubᩬ cuscuz (fubᬠ᧵a e sal) e angu (farinha cozida com sal), ou funji de milho e de mandioca. Angu, aos domingos, "porque ningu魠trabalha e precisa de menos for硦quot;.
gua Fria, Bahia: sopa de capim-brodinho e berdoega (pequena erva que d᠍ flores amarelas).
Seis de Patos, Bahia, vivem da "feira" que o prefeito distribui "quase todo m곦quot;: 3 quilos de arroz, 1 lata de 쥯, 1 quilo de fubᠥ 1 quilo de a纣ar. A 䩭a vez que a fam�a comeu feij㯠foi em abril.
Cada fam�a dessas passa o dia com cerca de 40 litros de ᧵a.
M餩a de consumo diᲩo numa cidade 頤e 150 litros por pessoa.
Causa mortis infantil 頱uase sempre a mesma: gastroenterite por desnutri磯
(...) O pagamento do programa Frentes Produtivas de Trabalho do governo federal a cada seca grave passa dias e dias em contas bancᲩas alheias, rendendo mas n㯠para os flagelados. O dinheiro 頬iberado pela SUDENE atrav鳠do Minist鲩o da Integra磯 Regional
Os atrasos chegam a um m고e a f鲩a nunca chegou ao meio salᲩo m�mo prometido por lei.
FRENTES PRODUTIVAS DE TRABALHO - ver tamb魠At鍍 calango pede sombra, p᧩na revoluciomnibus.com da s鲩e

oito horas de trabalho tr고vezes por semana
Sయdem se inscrever chefes de fam�a, quando n㯠hᠮelas aposentados ou empregados. O trabalho varia de constru磯 de barreiros (buracos na terra para armazenagem de ᧵a de chuva) e po篳 ࠬimpeza de cemit鲩os, cal硭ento de ruas e fabrica磯 de tijolos para casas populares.
A CPT (COmiss㯠Pastoral da Terra) da Bahia descobriu irregularidades em 126 dos 211 munic�os do Estado onde hᠦrentes de trabalho
Sudene estima em seis milh峠n岯 de pessoas atendidas pelo programa.
Outro tanto n㯠teria qualquer assistꮣia.
Um em gua Fria diz que n㯠conseguiu se alistar porque na elei磯 anterior votou no candidato da oposi磯.
Renda m餩a de uma comunidade: 3 000 cruzeiros reais. Quem ganha salᲩo m�mo de 9 606 cruzeiros reais 頣onsiderado rico.
 

INDړTRIA DA SECA
VIDAS SECAS ISTOɠSENHOR 29 de janeiro de 1992
Irau絢a, a 160 km de Fortaleza: teju, lagarto de fei絥s pr魨ist⩣as que pode medir mais de um metro. "ɠum bicho meio nojento, mas fome eu n㯠deixo os meus meninos passarem." Calangos, lagartos menores que, fotografados nas m㯳 dos nordestinos, chocaram o mundo em 1983.
"Ontem tinha feij㯠pra com꠭as n㯠tinha ᧵a pra botᠰanela no fogo."
9 milh峠de nordestinos atingidos pela seca em 775 munic�os.
O ministro da A磯 Social 頒icardo FiᠨPFL-CE: Partido da Frente Liberal-CearỠPFL, 1998: DEM - Partido dos Democratas), posteriormente "atingido" pela CPI dos An峠do Or硭ento, aquele esc⮤alo dos esc⮤alos de 1993 porque revelando a podrid㯠do mesmo Congresso Nacional que afastou Collor de Melo da presidꮣia da Rep쩣a por corrup磯.
Bois tꭠde ficar escorados para n㯠cair.
aux�o de emergꮣia na seca 頣hamado "cestas do Fiᦱuot;
Mas dot൭a esmola para um homem que 頳㯠ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidad㯠- Z頄antas, Vozes da Seca, com Luiz Gonzaga, d飡da de 1950.
655 mil cestas bᳩcas por Cr$ 41 bilh峼br> Ciro Gomes, governador do CearẠA seca muitas vezes 頵ma festa para os pol�cos, que botam a popula磯 dependente nas filas dos sacol峠para obrigar a votar nesse ou naquele candidato.
"C鵠bonito" 頡quele cheio de nuvens escuras amea确do chuva que n㯠vem (ver tamb魠At頣alango pede sombra, p᧩na revoluciomnibus.com da s鲩e

- 3 vezes fica aquela nuvem preta, linda, parada, por muitos dias. A�de repente, ela se acaba com o vento e vai embora, ningu魠sabe pra onde.
Governo federal fez chover US$ 1 bilh㯠durante a grande estiagem de 1983.
A絤es sem nenhuma viabilidade t飮ica, apelidados de "a絤es sonrisal", porque se dissolvem na primeira chuva. 
- Teve uma noite de chuva em que 300 foram embora. Teve gente que ganhou muito dinheiro e muito voto com aquilo tudo - secretᲩo de Recursos H�icos do CearᬠHyp鲩des Pereira de Macedo.
350 caminh峭pipa contratados pelo governo do estado para atender 122 dos 180 munic�os cearenses.
 

CAUSAS DA SECA
SECA NO NORDESTE ATINGE 9 MILHՅS E DEIXA 758 CIDADES EM ESTADO CR͔ICO
Folha de S㯠Paulo 11 de janeiro de 1992
Nordeste: 1 552 munic�os NA REGIÏ, 758 em estado cr�co, 336 em estado de emergꮣia em 1 milh㯠de quil�ros quadrados.
A Causa da Seca 頯 fen�o El Niﬠque provoca aquecimento acima do normal na costa do Peru e Equador. Nuvens empurram os ventos para o nordeste do Brasil que impedem a forma磯 de Ქas de instabilidade.

Jornal do Brasil SECA ARRASA METADE DO NORDESTE (1992)
cestas de alimentos do programa Gente da Gente: cinco quilos de arroz, tr고 de feij㯬 tr고de farinha de mandioca, dois quilos de fubᠤe milho, dois de a纣ar e uma lata de 쥯.
Temendo que o com鲣io fosse saqueado o prefeito de Penaforte a 535 quil�ros de Fortaleza mandou distribuir 2,5 toneladas de alimentos destinados ࠭erenda escolar durante um m곮
Cuca de umbu, raiz de umbuzeiro, Ჶore do semi-Ჩdo cujos frutos suculentos s㯠conhecidos por t飮icos e cientistas como o refrig鲩o do sert㯮
Ant disse que jᠣomeu at頰alma, uma cactᣥa muito comum no semi-Ჩdo, que resiste ࠳eca e 頡 飡 alternativa de alimento para o gado durante a estiagem. "O que tinha o boi jᠣomeu tudo, e agora at頯 boi jᠥstᠭorrendo de fome."
 

INDړTRIA DA SECA
veja 24 de mar篠de 1993
DESESPERO NO SERTÏ
Serra Talhada, PE, terra do deputado Inocꮣio de Oliveira, presidente da C⭡ra de Deputados.
Diz que a seca que jᠤura tr고anos atingiu 58 por cento da regi㯮
Verba para combater os problemas da estiagem: 180 milh峠de d졲es prometida pelo presidente Itamar Franco.
Frente de trabalho cria emprego para 1 milh㯠de pessoas
problema do Nordeste n㯠頡 falta de chuva mas o sub-aproveitamento da ᧵a.
Dos 700 bilh峠de metros c飯s que caem por ano, 92% se perdem porque n㯠 hᠲeservat⩯s para capt᭬os e tamb魠pela a磯 normal da evapora磯.
Com investimentos de 3 bilh峠de d졲es seria poss�l triplicar a capacidade de armazenamento.
N㯠acabaria com a seca, fen�o climᴩco que se repete hᠰelo menos 800 anos, mas amenizaria seus efeitos.
Com investimentos em infraestrutura 頰oss�l fazer do sert㯠uma Calif⮩a - acreditam cientistas.
N㯠enormes a絤es como os que foram cavados nas 䩭as d飡das: evapora磯 da ᧵a os saliniza rapidamente
Outra medida 頡 irriga磯, que deu certo em Israel e Calif⮩a - 頣aro mas compensa.

MISɒIA NO NORDESTE PODE LEVAR A DECRETAǃO DE CALAMIDADE
O GLOBO 25 DE JUNHO DE 1994

JORNAL DO BRASIL 10 DE JANEIRO DE 1992
FLAGELADOS DISPUTAM RAǃO DE GADO
"Jᠣhegou o tempo de comer macambira, a situa磯 頨orr�l, e a planta n㯠 頣oisa boa n㯬 at頧ado reclama. A gente arranca a cabe硬 esfola no fac㯬 tira a capa, descasca e pisa no pil㯮 Lava, escorre e joga fora o BASCULHO (baga篩. O que fica 頵ma farinha mais fina, que a gente faz a massa e come como cuscuz."
ALASTRADO, como os sertanejos chamam a cactᣥa xique-xique, cujo sabor chega a ser gostoso: "Torra ela, quando acaba de torrar, deflora da ponta para o p頨tirar a casca grossa e espinhosa). Faz fogo e joga dentro. Depois dᠰro gado comer assado. Mas lᠥm casa o gado 頮㠭esmo."
 

IRRIGAǃO
O Estado de S㯠Paulo 2 DE AGOSTO DE 1991
NORDESTE EXPORTA FRUTA PARA EUROPA E EUA
MOSSORӠAGROINDUSTRIAL, do Rio Grande do Norte: 70 mil toneladas de frutas/ano com rendimento de 22 milh峠de d졲es. Instalou-se na quase des鲴ica Chapada do Apodi, entre Rio Grande do Norte e Cearᬠnuma Ქa de 22 mil hectares, 10 por cento irrigados com 13 po篳 de profundidade m餩a de 700 metros e vaz㯠de 190 mil litros/hora, uma cidade de 4 mil habitantes com escola para 800 alunos, postos de sa堥 de combust�is, delegacia de pol�a e prefeitura [ergueu uma cidade, enfim].
Maisa deve faturar US$ 60 milh峠em projeto a 30 km de Mossorॠ300 de Natal, criado hᠱ7 anos e hoje o maior produtor de mel㯠do pa� metade da produ磯 nacional, e maior produtora de caju e maracujᮼbr> O "oᳩs" fica numa regi㯠onde a pluviosidade m餩a anual 頤e 600 mil�tros.
Tr고safras anuais com produtividade de 30 toneladas por hectare e produ磯 de 55 mil toneladas.
 

DESERTIFICAǃO
Jornal do Brasil 27 de janeiro de 1992
DESERTOS: AMEAǁ QUE AVANǁ NO NORDESTE
Regi㯠semi-Ჩda: um milh㯠de quil�ros quadrados.
Desertifica磯 se alastra por uma Ქa cinco vezes maior que a do estado do Rio de Janeiro e equivalente a de Para�, Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas e atinge 10 por cento da popula磯 sertaneja.
227 728 quil�ros quadrados de oito estados nordestinos, um quarto deles com recupera磯 praticamente imposs�l.
Para recuperar o estrago necessᲩo investimento de 2 bilh峠de d졲es em duas d飡das, 1 por cento do necessᲩo para recuperar os 55 milh峠de quil�ros quadrados de Ქas em desertifica磯 no planeta.
Atinge 35 microrregi峠do Nordeste.
A devasta磯 por problemas sociais, como a fome nordestina, 頡penas um dos passos que levam ࠤesertifica磯. Queimadas, minera磯, uso excessivo de AGROTӘICOS, a saliniza磯 das Ქas de irriga磯, polui磯 e manejo inadequado do solo s㯠outros fatores.

Seca obriga paraibanos a consumir ᧵a lamacenta
problema atinge 42 cidades do interior do Estado
Folha de S㯠Paulo 29 de dezembro de 1996
Juazeirinho (Para�)- Sಥsta ᧵a apodrecida disputada por homens e animais.
gua esverdeada do a絤e.
Algumas pessoas usam cal e cimento para trat᭬a: elas misturam os dois produtos ࠡgua e esperam meia hora, at頱ue a lama baixe, deixando-a transparente.
Para transformar 200 litros de lama em ᧵a s㯠necessᲩos 10 kg de cal e 5 kg de cimento.
As crian硳 percorrem at頳 km com duas latas de ᧵a penduradas em um pau nas costas.
- Quem n㯠tem dinheiro para comprar ᧵a na rua tem que beber essa lama mesmo para n㯠morrer de sede.
- O que 頱ue vocꠣome em casa?
- Feij㯠puro quando tem. Quando n㯠tem eu e meus 11 irm㯳 n㯠comemos nada. Meu pai foi procurar emprego em Campina Grande e n㯠deu not�a. Semana passada a gente comeu uma gordurinha. Hoje vamos comer uns ossinhos.

NORDESTE ɠA MAIOR V͔IMA DAS ALTERAǕES TERRITORIAIS
Jornal do Brasil 2 de junho de 1991
Aumento assustador do desmatamento na Ქa.
Nos 䩭os cinco anos teve 20 por cento do territ⩯ devastado.
"Desmataram um Piau�nteiro" - estudo do IBGE, Ibama e Sudene.
No total quase 53 por cento do territ⩯ modificado, ou quase a superf�e da Regi㯠Sudeste.
rea de cobertura vegetal nativa em 1994: 1 milh㯠de quil�ros quadrados ou 63 por cento.
Em 1990, 730 mil quil�ros quadrados ou 47 por cento.
Os desmatamentos mais rᰩdos que ocorreram no Brasil nos 䩭os tempos.
As maiores Ქas de ocupa磯 foram registradas no Cerrado Baiano (regi㯠de Barreiras), prolongando-se pelo Sul do Piau�para planta磯 de soja e arroz nos chapad峮
Mas 頮o Sul da Bahia a maior devasta磯, com retirada de Ჶores para explora磯 madeireira do que resta da Mata Atl⮴ica.
A produ磯 de carv㯠sacrifica a caatinga e o cerrado, criando condi絥s para o processo de desertifica磯.
Os locais mais atingidos: regi㯠do Rio S㯠Francisco, no limite entre a Bahia e Minas Gerais, zona central da Bahia e Maranh㯠ao longo da Ferrovia de Carajᳮ
No Vale do Rio S㯠Francisco e no Piau� problema s㯠os grandes projetos pecuᲩos, paralisados ap㠯 desmatamento. Abandono de terra desmatada tamb魠na Chapada Diamantina, onde floresta densa foi transformada em planta絥s de caf頤eixadas cair.
Mangues s㯠destru�s no Sul e Oeste baianos.

O GLOBO da mesma ocasi㯼br> NORDESTE abriga 42 milh峠de habitantes.
Dividido, em rela磯 ao clima, em cinco zonas ecol穣as onde est㯠40 subzonas e mais 71 unidades ecol穣as cujas caracter�icas s㯠bem distintas, revelando que a regi㯠n㯠tem apenas um tipo de clima, como geralmente se acredita.
 

INDړTRIA DA SECA
INOCʎCIO POǏ DE OLIVEIRA ARTESIANO
Folha de S㯠Paulo JOSIAS DE SOUZA 12 de abril de 1993
Descobriu-se que pagou pela abertura de seis po篳 pre篳 abaixo do mercado. At頵m quarto do pre篮
50 obras de irriga磯 paralisadas pelo governo no Nordeste.
 

irriga磯
O VALE DA FARTURA
VEJA 22 DE SETEMBRO DE 1993
fruticultura no Vale do Rio S㯠Francisco emprega 50 000 pessoas, atraiu investimento de 700 milh峠de d졲es e de 45 empresas brasileiras e estrangeiras, em 220 000 hectares onde ser㯠colhidas este ano 80 000 toneladas de frutas, das quais um ter篠para exporta磯, volume quatro vezes maior que o de 1991 e um recorde na hist⩡ da irriga磯 no Nordeste.
Videiras produzem duas safras e meia por ano.
Sೠpor cento do solo nordestino se presta ࠩrriga磯, ou 1,8 milh㯠de hectares, dos quais 800 000 est㯠na bacia do S㯠Francisco.
Em todo o Brasil existem 1,4 milh㯠de hectares irrigados, 70 dos quais no Sul e Sudeste.
 

TRANSPOSIǃO DO RIO SÏ FRANCISCO
SECA
O FIM DO DRAMA
ISTOɠ10 de agosto de 1994
O desvio das ᧵as do S㯠Francisco serᠰoss�l com a constru磯 de um canal de 50 metros de largura por quatro de profundidade numa extens㯠de 11 quil�ros, entre Cabrob젥m Pernambuco, e Jati, no CearᮠA ᧵a ser᠍ bombeada a uma altura de 160 metros, equivalente a um edif�o de 60 andares, donde desce por gravidade. Ser㯠retirados 70 metros c飯s de ᧵a por segundo do S㯠Francisco, o que permitirᠡ recupera磯 de rios como o Jaguaribe, a irriga磯 de 116 mil hectares e o fornecimento de ᧵a a quatro milh峠de pessoas em 209 cidades, entre elas Fortaleza, por meio do Canal do Trabalhador, Mossor젮o Rio Grande do Norte, e Campina Grande, na Para�.
COMPANHIA Hidrel鴲ica do S㯠Francisco (Chesf) afirma que a transposi磯 das ᧵as reduzirᠣapacidade de produ磯 de energia em 2,6 megawatts para cada mil litros retirados do rio por segundo.
Ambientalistas e t飮icos do Minist鲩o do Meio Ambiente alguns afluentes do rio jᠣome硲am a secar devido ao uso indiscriminado da ᧵a pelos projetos de irriga磯. As ᧵as do S㯠Francisco jᠳ㯠consideradas comprometidas. Especialistas consideram mais prudente promover-se um programa de recupera磯 das nascentes e das matas ೠmargens antes de se pensar em transposi磯.
Alguns t飮icos estimam que a perda pode chegar a 50 por cento, o que transformaria a transposi磯 num mero projeto de abastecimento de ᧵a das cidades atingidas.
Em 1847 o deputado cearense Marco Antonio Macedo jᠥlaborara um projeto que permitiria levar ᧵a do S㯠Francisco para o Jaguaribe, que 頣onsiderado o maior rio seco do mundo.

O Estado de S㯠Paulo 1䥠dezembro de 1996
CRIANǁS SÏ EXPLORADAS EM PEDREIRAS NA BAHIA
"800 CRIANǁS NA PEDRA" A 250 QUIL텔ROS de Salvador, numa regi㯠em processo de empobrecimento rᰩdo com a decadꮣia do sisal, principal produto agr�la do semi-Ჩdo baiano, e com o fim do ciclo de minera磯 do ouro, at頯 ano passado explorado pela Companhia do Vale do Rio Doce.
 

VALE DO JEQUITINHONHA
REAL NÏ TIRA O JEQUITINHONHA DA MISɒIA
O ESTADO DE SÏ PAULO 1䅠DEZEMBRO DE 1996
"Sయde ser caveira de burro enterrada, porque at頰residente da Rep쩣a a gente jᠰroduziu aqui, o Juscelino (Kubitschek)."
O Jequitinhonha, nos tempos de Juscelino um rio largo e caudaloso, pode ser atravessado a p頮os per�os de estiagem. A Mata Atl⮴ica e o cerrado ou viraram carv㯠ou cederam lugar a imensas florestas de eucaliptos - as maiores da Am鲩ca do Sul.
Em 71.522 quil�ros quadrados de terras montanhosas vivem cerca de 700 mil pessoas.
Ocupa 11 por cento do territ⩯ de Minas Gerais e contribui com 2 por cento de participa磯 no PIB do estado.
12 dos 52 munic�os "adotados" pela Sudene.
 

INDړTRIA DA SECA
GOVERNO SEM RUMO NO COMBATE SECA
Jornal do Brasil 29 de dezembro de 1990
(COLLOR) Bate sempre na tecla de que as elites da regi㯠ainda mantꭠa ind䲩a da seca. [... que n㯠se vꝠo menor sinal dos bilh峠de d졲es gastos ao longo dos anos com a seca.
nos 䩭os 30 anos participa磯 do Nordeste no PIB nacional cresceu apenas de 13,4 para 14,8 por cento.
 

INDړTRIA DA SECA
OS DOIS NORDESTES DE COLLOR       MRCIO MOREIRA ALVES Jornal do Brasil
A atra磯 頴㯠grande que fez de Petrolina a cidade que mais cresce no Nordeste, enchendo-a de favelas.
Este 頯 s鴩mo ano de seca da d飡da terr�l, iniciada em 1989 com cinco anos sem chuvas.
E ajudas atrav鳠de distribui磯 de estoques de farinha 頵m retrocesso incr�l. Miguel Arraes concorda: "ɠpreciso voltarmos a 1932, quando Get鯠mandou feij㯠e charque do Rio Grande do Sul para os flagelados, para nos lembrarmos de uma seca combatida apenas com distribui磯 de comida."
"E que comida!, contrap堃iro Gomes. "Nem um grama de prote�s." Arraes acrescenta que na Zona da Mata pernambucana os cortadores de cana est㯠 comendo apenas farinha molhada com garapa, t㯠arrochado estᠯ salᲩo.
 

INDړTRIA DA SECA
SECA NO SERTÏ DE PERNAMBUCANO PROVOCA SAQUES        JORNAL DO BRASIL
Araripe, em Pernambuco, a menos de 48 horas de visita do presidente Collor ao estado, uma das regi峠mais atingidas pela seca, agricultores famintos saquearam as feiras de dois munic�os vizinhos a 600 quil�ros da capital.
Invas㯠organizada por mais de 40 agricultores.
prefeito de Bodoc젵m dos alvos:
- Por aqui n㯠existe nenhum aproveitador, o que existe mesmo 頡 necessidade. Ningu魠tem lavoura, ningu魠tem salᲩo, n㯠se abriu nenhuma frente de emergꮣia para os trabalhadores.
Prefeitura garante que munic�o perdeu mais de 90 por cento das lavouras de milho e feij㯮 Os pequenos e m餩os reservat⩯s secaram e os povoados rurais est㯠sendo abastecidos com carros-pipa improvisados pela Prefeitura.                                                         - Tudo o que recebemos at頡gora foram 2500 cestas bᳩcas para atender a mais de seis mil fam�as que passam fome.

GAZETA MERCANTIL 25 DE NOVEMBRO DE 1995
SÏ FRANCISCO, O RIO QUE VAI VIRAR ESTRADA
CONGRESSISTAS DO NORDESTE PRESSIONAM GOVERNO PARA ACABAR OBRA DA HIDROVIA, ORǁDAS EM 5 MILHՅS DE DӌARES
O bᳩco jᠦoi feito, quando se aplicou 200 milh峠de d졲es na eclusa do Lago do Sobradinho.
A produ磯 de gr㯳 do oeste da Bahia hoje 頤a ordem de 1,7 milh㯠de toneladas/ano - 2,5 por cento da oferta nacional. Mas a regi㯠explora apenas 15 por cento da Ქa cultivᶥl.
Ao ligar o Nordeste ao Sudeste a hidrovia poderᠥstruturar diversos outros canais de escoamento. No trecho entre Pirapora, em Minas Gerais, e Ibotirama, na Bahia, as condi絥s de navegabilidade seriam asseguradas a partir de uma descarga regular da Usina de Tr고Marias, da ordem de 3 mil metros c飯s por segundo.
No trecho entre Ibotirama e Juazeiro-Petrolina jᠥxistiriam condi絥s de navegabilidade para embarca絥s com 1,5 metro de calado. A partir da� hidrovia seria complementada por integra絥s intermodais at頯 porto baiano de Aratu. Jᠥxiste um ramal ferroviᲩo em opera磯.
A hidrovia pode repetir o 긩to do corredor de transporte Tietꭐaranᬠ sistema de navega磯 operado por um cons⣩o de empresas privadas e estatais por onde trafegam 6 milh峠de toneladas de produtos.

O Estado de S㯠Paulo 5 de fevereiro de 1995
Gustavo Krause, Ministro do Meio Ambiente
Na linha do progresso predat⩯ os ricos comem a natureza por gan⮣ia e irresponsabilidade e os pobres por necessidade.
O Brasil se diferencia no contexto internacional pela amplitude dos seus recursos naturais.
 

irriga磯
GAZETA MERCANTIL 20-11-1995
E O SERTÏ VAI VIRANDO POMAR
FRUTICULTURA AVANǁ NO VALE DO SÏ FRANCISCO MAS NÏ BENEFICIA PEQUENO PRODUTOR
IRRIGAǃO NO SUB-MɄIO SÏ FRANCISCO
A Companhia de Desenvolvimento do Vale do S㯠Francisco come篵 hᠱ5 anos a implantar dois projetos p쩣os pioneiros, Mandacaru e Bebedouro.
Houve de in�o alguma frustra磯 porque os colonos assentados n㯠estavam preparados para trabalhar com as novas t飮icas.
O crescimento cont�o da produ磯, de 10 a 15 por ano ao ano, pela inclus㯠 de novas Ქas e aumento de produtividade.
 

SUDENE  INDړTRIA DA SECA
O Estado de S㯠Paulo 19 DE NOVEMBRO DE 1994
SOBRAM GUA E DINHEIRO, PORɍ FOME ɠENDʍICA
Onde termina a palha da cana, na entrada de Recife, come硠o lix㯠da Muribeca.
Duas mil fam�as de Recife, segundo o governo pernambucano, que vivem no estado de mais absoluta mis鲩a e estᠰroduzindo uma gera磯 nanica, subnutrida, ࠢeira da debilidade mental, que vivem no lix㯮 A desnutri磯 grave chegou ࠲egi㯠metropolitana de Recife
    Meraldo Zillmesman, autor do livro Nordeste Pigmeu
- Jᠴemos na regi㯠30 milh峠(!!!) de mulheres castradas, com laqueadura, em idade f鲴il.
A Sudene despejou muito dinheiro p쩣o em uma s鲩e de projetos (22,8 por cento do total financiado) irrecuperᶥis .
As benesses dessa irriga磯 de dinheiro p쩣o via Sudene tꭠsido divididas entre a elite regional e seus s㩯s industriais do sul do pa� principalmente S㯠Paulo.
 

FAMILISMO   CANA-DE-AǚCAR

O Estado de S㯠Paulo 19 de setembro de 1994
Elite usa pobreza para manter dom�o
Duas dezenas de fam�as se entrecruzam, criando castas desde a col, num processo de endogamia.
O familismo pernambucano domina 1,5 milh㯠de hectares das terras mais f鲴eis do Estado, a zona canavieira. Outrora terras do engenho que agora s㯠terras de usina.
Hᠵma crian硠ou adolescente em cada quatro das 240 mil pessoas trabalhando, uma m㯭de-obra gratuita para os usineiros: 43 por cento n㯠 recebem remunera磯 direta, embutida no aluguel da for硠de trabalho do pai ou responsᶥl, apurou o Centro Josu頤e Castro, que comprovou tamb魠que mais da metade dessa m㯭de-obra jᠴeve ceifada uma parte do corpo em acidentes com a foice.
A elite pernambucana trocou sua ades㯠permanente ao poder central por recursos federais a custo zero, ou quase, atrav鳠de subs�os ࠰rodu磯 de a纣ar e os do
Fundo de Industrializa磯 do Nordeste (Finor), al魠do
Fundo Nacional para o Desenvolvimento (FND) e benesses do
DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca).

 

- A PERSISTʎCIA DA POBREZA RURAL DO NORDESTE NÏ SE EXPLICA APENAS PELAS DIFICULDADES IMPOSTAS PELA NATUREZA (A SECA) NEM POR RAZՅS ECONԍICAS E POL͔ICAS. ENCONTRA-SE MAIS NAS CONCEPǕES DO MUNDO DO HOMEM: FORMAS DE PERCEPǃO E COMPREENSÏ M͔ICAS, TRADICIONAIS E MODERNAS, EM CONFUSO AMLGAMA, GERANDO EM MUITOS CASOS IMOBILISMO NAS RELAǕES INTERPESSOAIS E PASSIVIDADE ANTE OS DESAFIOS DA NATUREZA. -  "Da condi磯 de pobre ࠤe n㯭pobre - modelos rurais e urbanos de combate ࠍ pobreza" - Roberto Cavalcanti de Albuquerque, do Instituto Nacional de Altos Estudos: -   MISɒIA, COMO E QUEM VAI PAGAR A D͖IDA SOCIAL?   folha de s㯠 paulo 26 DE JUNHO DE 1994

 

Jornal do Brasil 16 de mar篠de 1997
CEAR`ɠEXEMPLO PARA O PA͓
De 1990 a 1996 ancoraram no estado 320 novas empresas, somando 3,7 bilh峠 de d졲es.
Programas de agentes de sa嬠um grupo de mais de 7 mil pessoas, principalmente mulheres, que percorrem os domic�os do estado prestando esclarecimentos de sa嬠premiado pelo Fundo das Na絥s Unidas para a Inf⮣ia (Unicef).
APESAR DE TODOS OS AVANǏS O DɆICIT SOCIAL AINDA ɠMUITO ELEVADO.

O GLOBO 9 DE NOVEMBRO DE 1992
SECA MATA 40 CRIANǁS POR SEMANA
m㥠de uma crian硠morta:
- Ela nunca viu uma gota de leite e s೥ alimentou de mingau de fubᮼbr> O "mingau" a que ela se refere 頵ma mistura de ᧵a de barreiro sem ferver com farinha de milho, sem nenhum cozimento. A menina teve diarr驡, MUITA FEBRE E PROVAVELMENTE MORREU DESIDRATADA. VEIO AO mundo sem certid㯠de nascimento e se foi sem atestado de ⩴o.

Beni Veras senador do PSDB-CE (Partido da Social Democracia Brasileira-Cear᠍ Jornal do Brasil 8 de dezembro de 1993 COMO DESENVOLVER O NORDESTE
O Nordeste sempre recebeu na medida de sua mis鲩a (13 por cento de participa磯 no PIB) e nunca na propor磯 de suas necessidades (concentra um ter篠da popula磯).

INDړTRIA DA SECA CAUSAS DA SECA - SECA NORDESTINA ɠFALSEADA, DIZEM CIENTISTAS 0 Estado de S㯠Paulo 12 de setembro de 1993
Aldo Cunha Rebou硳, do Centro de Pesquisas de guas Subterr⮥as da USP e um dos maiores especialistas em hidrologia do nordeste brasileiro:
- O Pol�no foi evoluindo pelas injun絥s pol�cas a cada seca.
Inclus㯠do Piau�omo Ქa problemᴩca 頣ontestada. Na pol�ca de combate ࠳eca tra硤a pelo governo federal em 1951 o Piau�oi apresentado como um dos p쯳 de solu磯 para abrigar os flagelados porque possu�rios e agricultura perenes e n㯠sofria com a estiagem, mas sete anos depois ingressou nos planos governamentais como Ქa de prioridade pol�ca no combate ࠳eca.
- Apenas 10 por cento do territ⩯ estadual tem alguma deficiꮣia moment⮥a.
O reservat⩯ h�ico subterr⮥o do Piau� superior a quatro ba� de Guanabara. Al魠disso passa pelo estado o Rio Parna� que em sua vaz㯠 m�ma se iguala ao volume normal do Sena, na Fran确
- N㯠頡 seca que estᠣrescendo mas sua manipula磯.
Cientistas apontam o mau uso da ᧵a como a principal causa dos reflexos dramᴩcos da seca.
N㯠fosse isso quase todo o Pol�no poderia ser produtivo num curto espa篠 de tempo.
Fausto Carlos de Almeida, coordenador do Projeto Nordeste e pesquisador do Inpe:
- O problema 頰ol�co. A seca jᠰoderia ter sido sanada se houvesse vontade.
Seus estudos mostram que as consequꮣias da seca podem ser solucionadas sem grandes obras e com tratamento adequado do solo.
Mau uso do manancial h�ico:
Alguns a絤es apresentam taxas de saliniza磯 maior que a do Mar Morto por falta de tratamento adequado.
- Al魠de armazenar, 頰reciso movimentar a ᧵a.
Segundo ele a terra do Pol�no 頰rodutiva mas n㯠existe um sistema de irriga磯 dos locais cultivᶥis.
Jᠳe consegue boas produ絥s agr�las na regi㯠usando tecnologia correta.
- Muitos fingem n㯠saber disso porque qualquer coisa que ajude a resolver o problema n㯠interessa.
GOVERNO INVESTIU  11 BILHՅS de d졲es EM 33 ANOS.
Os que vivem abaixo da linha de pobreza: 17 milh峼br> Na d飡da de 1960 13 milh峠ou 65 por cento dos 21 milh峠de nordestinos tinham renda inferior a um salᲩo m�mo.
Trinta anos depois s㯠23 milh峠ou 52 por cento da popula磯 de 44 milh峮
O cearᠩ o terceiro estado mais pobre da federa磯 e 40 por cento dos seus 6,5 milh峠de habitantes s㯠analfabetos. EDUCAǃO
POL͔ICA DE AǕDES ESTIMULOU O CLIENTELISMO
ALDO REBOUǁS, EX-DIRETOR DO PROGRAMA DE MAPEAMENTO HIDROGEOLӇICO DO NORDESTE DA SUDENE:
Pol�ca de constru磯 de a絤es e perfura磯 de po篳 teve um efeito perverso: estimulou o manejo clientelista da seca pelos coron驳 latifundiᲩos.
A grande maioria dos 500 a絤es e 70 por cento dos 30 mil po篳 artesianos est㯠situados em locais impr಩os ou abandonados.
Fausto de Almeida, do Inpe:
- Os a絤es no Nordeste foram feitos para irrigar a atmosfera.
A絤e de Or㬠um dos maiores do mundo, com 4 bilh峠de metros c飯s, constru� na plan�e de Iguatu a partir de crit鲩os topogrᦩcos do DNOCS afogou mais de 220 mil hectares cultivᶥis e hoje irriga 77 mil hectares a 250 km de dist⮣ia, consumindo tr고vezes mais ᧵a.
- A maior Ქa irrigᶥl do Cearᠥstᠳob o reservat⩯ de Or㠭 exclama Rebou硳.
Ele calcula que haja 50 bilh峠de metros c飯s estocados no Pol�no, o suficiente para contornar mesmo as piores estiagens.
O DNOCS cobra 15 mil d졲es por hectare irrigado
Empresas particulares cobram cinco vezes menos.

ESTUDO SOBRE SECA NO NORDESTE CAUSA POLʍICA O Estado de S㯠Paulo 14 de setembro de 1993
Pol�no das Secas
As regi峠mais atingidas pela seca n㯠tꭠ900 mil metros quadrados, como apregoa a Sudene, mas 320 mil, segundo o t飮ico, para quem a Ქa do Pol�no foi falseada por pol�cos em busca de subs�os federais.
Um dos argumentos: m餩a pluviom鴲ica 頳ete vezes mais elevada que a da Calif⮩a; mau uso dos reservat⩯s h�icos.
Para ge粡fo Aziz Ab'Saber, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciꮣia (SBPC), o que importa 頱ue o semi-Ჩdo nordestino 頯 mais quente do mundo.
- N㯠interessa s௠que cai mas tamb魠o que evapora.

Folha de S㯠Paulo 15 de novembro de 1992
O Piau�stᠣom 100 por cento de seus munic�os em estado de emergꮣia.
 

INDړTRIA DA SECA
Jornal do Brasil 12 de dezembro de 1993
A SECA ɠINOCENTE In᠅lias de Castro
Determinismo climᴩco anacro e hᠭuito abolido dos manuais de Geografia.
O clima semi-Ჩdo pode ser um excelente recurso natural pela ausꮣia de pragas e pela qualidade dos solos.
O problema da regi㯠estᠭais na sua hist⩡, nos seus pr㥲es, na sua organiza磯 fundiᲩa, no seu modo clientelista e conservador de eleger representantes, nas rela絥s familiais das burocracias p쩣as em todos os n�is administrativos do que no seu clima.

17 de agosto de 1994
TRANSPOSIǃO DO RIO SÏ FRANCISCO
A sangria do S㯠Francisco Rog鲩o Cezar de Cerqueira Leite
Projeto de irriga磯 pretende sangrar o Rio S㯠Francisco em aproximadamente 10 por cento do seu volume total de ᧵a - 260 metros c飯s/segundo sangrados de 2800 metros c飯s/segundo do caudal.
O 䩭o produto do bestial穣o
BESTIALӇICO
BESTIALӇICO
nacional 頡 perda imediata de potenciais el鴲icos equivalentes a duas Angra 1.
Atual programa nacional EST`construindo 23 a絤es.

Folha de S㯠Paulo 24 DE JULHO DE 1994
TRANSPOSIǃO DO SÏ FRANCISCO
Bombeamento das ᧵as poderᠩrrigar 1,2 milh㯠de hectares dos quatro estados beneficiando 8 milh峠de pessoas.
Os 23 a絤es do Dnocs em obras irrigariam uma Ქa de 44 000 hectares em seis Estados.
A primeira etapa do projeto, avaliada em 600 milh峠de d졲es, estaria pronta em julho de 1995, irrigando 116 mil hectares.

jornal do brasil 30 de agosto de 1994
transposi磯 do S㯠Francisco IRRIGAǃO INDړTRIA DA SECA
Ministro Alu�o Alves da Integra磯 Regional, pai do Projeto:
Em 1993 a seca custou 2 bilh峠de d졲es e sथixou a marca de mais um espetᣵlo de humilha磯 de multid峠esfomeadas, a repeti磯 dos saques ೠ feiras e ao com鲣io e epis䩯s de corrup磯 pol�ca em troca de comida pelo voto: meio salᲩo m�mo para trabalhadores rurais desocupados, cestas bᳩcas, carros-pipas, jᠡgora, obras tapa-buracos.
Projeto de Transposi磯 do S㯠Francisco irᠣustar 613 milh峠de d졲es.
...
Jos頁rtur Padilha, engenheiro, ex-diretor do Dnocs, especialista em modelo econ�o sustentᶥl para o semi-Ჩdo:
Nos Estados Unidos, embora s೥ divulgue o outro lado da quest㯬 prevꭳe que at頯 ano 2000 cerca de 25 por cento ou 1,2 milh㯠de hectares das Ქas irrigadas estar㯠perdidos para sempre na saliniza磯 e envenenamento dos solos, das ᧵as e perturba絥s no reino animal. (...) irrigar sistematicamente Ქas semi-Ჩdas 頣elebrar-se um casamento ruim que desgra硠os dois parceiros: a ᧵a pura e o solo alcalinizado. (...) em lugar algum do mundo estᠥscrito que sࡠirriga磯 sistemᴩca pode manter a civiliza磯. Foram irriga絥s sistemᴩcas que, ao contrᲩo, hᠳeis mil anos destru�m civiliza絥s como a Sum鲩a. Se no nosso caso a decis㯠foi priorizar irriga絥s n㯭sistemᴩcas, praticadas em complementa磯 com a esta磯 das chuvas e no ritmo da natureza, 頣erto que nossas irriga絥s nascem vacinadas contra tais problemas.

Folha de S㯠Paulo 1䥠janeiro de 1994
DOIS ANOS DE SECA DIZIMAM VIDA NO CARIRI
Cariri Ocidental da Para�, 12 munic�os, a regi㯠mais seca e miserᶥl do pa� Em 1993 a m餩a pluviom鴲ica foi inferior a 50 mm.
M餩a pluviom鴲ica anual no Cariri Ocidental: 250 mm a 410 mm.
M餩a pluviom鴲ica do deserto do Saara: 200 mm. M餩a pluviom鴲ica do deserto de Atacama, no Chile, considerado o mais seco do mundo: 75 mm.
M餩a pluviom鴲ica do sert㯠nordestino em condi絥s normais: 800 mm.
Na Para�: 900 mm.
A vegeta磯 nativa estᠳe extinguindo em consequꮣia da seca.
Sem meios para sobreviver, a popula磯 retirou todo tipo de planta para usar na alimenta磯. Agora os habitantes est㯠destruindo a vegeta磯 seca para fazer carv㯠e ter alguma fonte de renda.
- Bicho duro de morrer 頧ente pobre. A fome 頴㯠grande que jᠥstamos acostumados.

Jornal do Brasil 8 de setembro de 1993
WASHINGTON NOVAES: A QUEM INTERESSA A SECA? INDړTRIA DA SECA SUDENE
Na Ქa de 55 mil quil�ros quadrados praticamente desertificados vivem dois milh峠de pessoas.
Nos 䩭os 45 anos, conforme a FAO, 11 por cento do planeta antes ocupados por florestas sofreram degrada磯 de moderada a forte nesse sentido.
O ex-ministro Celso Furtado conta em seu livro A Fantasia Desfeita que um dos objetivos da Sudene na origem era financiar o aumento do rendimento das planta絥s de a纣ar, inclusive implantando irriga磯 por aspers㯮 Desde que os proprietᲩos concordassem em pagar os empr鳴imos com parte das terras para projetos de coloniza磯 voltados para a produ磯 de alimentos. Mas quando houve o rompimento das rela絥s entre Cuba e os Estados Unidos, abrindo novo cenᲩo no mercado internacional do a纣ar, acabou por prevalecer a resistꮣia dos senhores de engenho e da classe pol�ca.
 

INDړTRIA DA SECA
Jornal do Brasil 17 de janeiro de 1992
Seca no sert㯠de Araripe jᠭatou 38 crian硳 em dois meses.
Riachos est㯠secos e as mulheres esperam at頱2 horas em uma fila para encher latas com 20 litros de ᧵a.
(distribui磯 de cestas bᳩcas) Mesmo antes de encerrar o trabalho jᠨ᠍ den㩡s de favorecimento e apadrinhamento mo alistamento.
grot峠- buracos na areia

SERTÏ VIRA DESERTO EM VEZ DE MAR
O GLOBO 29-07-1997
DESDE a d飡da de 1930 o Tesouro norte-americano investiu 20 bilh峠de d졲es na tentativa de reequilibrar o ecossistema do MeioOeste.
Mas a morte de 500 mil africanos na regi㯠do Sahel (abaixo do Saara), no in�o dos anos 1970, sensibilizou a comunidade internacional.
Dunas do Deserto do Jalap㯬 Tocantins:
O solo 頦raco, formado por areia de quartzo, mas a fragilidade do ecossistema era compensada pela robustez da vegeta磯. O gado n㯠consegue comer o mato e os agricultores o queimam at頱ue s೯bre o broto, rasteiro e macio. A cada queimada a terra fica mais fraca.

FOME E MORTE MARCAM A PIOR SECA EM PERNAMBUCO  EDUCAǃO SUDENE  INDړTRIA DA SECA
12 de dezembro de 1990 Jornal do Brasil
ESPLENDOROSA ɠA CLAREZA DE ANLISE DOS PREFEITOS
em Ouricuri, no epicentro do Sert㯠do Araripe, e onde se situa Exu, terra que de Luiz Gonzaga e dos Alencar, que hᠭais de 50 anos vivem em briga com os Sampaio, a Prefeitura veio fechando col駩os sucessivamente, por falta de merenda e ᧵a.
- Nenhum moleque iria aparecer em escola que n㯠tem merenda e ᧵a. Eles s͍ iam lᠰara comer.
A mis鲩a 頴anta que at頡 Igreja, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Prefeitura comandada pelo PFL (Partido da Frente Liberal) esquecem as divergꮣias quando o tema 頳eca. Recentemente o Ex鲣ito enviou comunicado ࠣidade para que fossem cadastradas 6460 fam�as no programa de distribui磯 de cestas bᳩcas, se recusaram a escolher entre 22 mil pessoas em estado de mis鲩a absoluta.
O programa de cestas bᳩcas, que come篵 em novembro e vai durar sete meses, consiste na distribui磯 pelo Ex鲣ito de sacolas com quantidade de alimento que o Minist鲩o da A磯 Social diz ser suficiente para nutRir uma fam�a de cinco pessoas durante um m곺
10 quilos de arroz
3 quilos de farinha de mandioca
3 quilos de fubἢr> o que permite que cada uma delas coma por dia
66 gramas de arroz
20 gramas de farinha de mandioca
3 gramas de fubἢr> Poucas fam�as tꭠmenos de sete pessoas, o que diminui em 30 por cento a quantidade de comida no prato.
- Se ningu魠morrer, a cidade serᠲecordista em resistꮣia ࠦome - ironiza o prefeito, do cl㠤os Alencar. - Seria melhor reduzir o programa para tr고meses e aumentar a quantidade de comida.
CEMITɒIO DOS ANJOS
CEMITɒIO DOS ANJOS
12 m餩cos contados a dedo para 84 mil habitantes
A solu磯 para a seca em Ouricuri, aponta o prefeito, 頯 financiamento federal para constru磯 de pequenas e m餩as barragens de at頱00 mil metros c飯s de ᧵a. Por魠a Sudene alega que as barragens com menos de 53 milh峠de metros c飯s s㯠inviᶥis.
- N㠪ᠦizemos essa experiꮣia e deu certo. O sertanejo n㯠quer esmola. N㯠quer nem tecnologia. Dꠡgua ao sertanejo que o resto a terra resolve.

Jornal do Brasil 13 de janeiro de 1992
gado: "O bicho, que gosta mesmo 頤e capim, jᠥstᠣomendo mandacaru, xiquexique e macambira. E quem n㯠tem outro meio de vida jᠥstᠣomendo macambira tamb魮"
FALAS DOS SERTANEJOS
Considerado o celeiro agr�la do Piau�Picos tem 90 por cento de suas lavouras - feij㯬 alho, caju e mandioca - cultivados em Ქas de sequeiros (sem irriga磯). Resultado: quase tudo estᠰerdido.
A CENA A SECA
AS CENAS AS SECAS

Folha de S㯠Paulo 11 de janeiro de 1991
PER͏DOS DE ESTIAGEM COINCIDEM COM FATOS HISTӒICOS
Secas mais rigorosas coincidem com importantes fatos hist⩣os em per�os intercalados de cerca de 25 anos, que corresponde ao dobro dos ciclos de 13 anos de fases mais rigorosas das secas nordestinas de que fala um estudo de 1978 do Instituto de Atividades Espaciais (IAE).
Grande Seca de 1877: intensificam-se as migra絥s do Nordeste para o atual Estado do Acre.
Primeiros anos do s飵lo 20, outra 鰯ca de secas prolongadas: consolida磯 do poder do padre C�ro Rom㯠Batista na regi㯠do Cariri, Cearᮼbr> De acordo com a lenda Padre C�ro recebeu em sonho a ordem de Jesus Cristo de cuidar dos sertanejos carentes.
(ver tamb魠fen�o PADRE C̓ERO em A REVOLTA DE JUAZEIRO, p᧩na revoluciomnibus.com da s鲩e
)
1928-1929: o canga篠atinge o auge.
(ver fen�o do Canga篠tamb魠em Coriscos & Dad᳠Lampi峠e Marias Bonitas, p᧩na revoluciomnibus.com da s鲩e
)
At頱927 o bando de Virgulino Ferreira (1898-1938) sਡvia atuado no interior de Pernambuco e Para�. Passa ent㯠a agir em todo o territ⩯ nordestino.
1955-1958: em 1959 JK funda a Sudene.
Foram os calangos nordestinos que constru�m Bras�a .

[de volta ao verde]
veja 16 de mar篠de 1994
Diz-se que nunca falta ᧵a nos anos terminados em 4.
1990-1993: considerada uma das seis maiores secas do s飵lo XX.
Sudene diz que governo gastou 1 bilh㯠de d졲es.
Petrolina: popula磯 triplicou em 20 anos.

A NOVA FRONTEIRA
VEJA 13 DE AGOSTO DE 1997
censo do IBGE: popula磯 nordestina foi a que menos cresceu no Brasil.
Anos atr᳠identificada como bols㯠de pobreza ೠv鳰eras de uma explos㯠 demogrᦩca.

Nordeste CRESCE MAIS QUE O BRASIL EM 1970/95
Folha de S㯠Paulo 6 DE OUTUBRO DE 1996
5,8 por cento ao ano contra 4,6 por cento (m餩a nacional).
Desde o in�o de 1995, segundo os governos estaduais, foram instaladas mais de 600 empresas de m餩o e grande porte no Nordeste, com investimentos superiores a R$ 6 bilh峮 Um dos principais atrativos dos Estados para captar investimentos 頡 isen磯 fiscal.
O Rio Grande do Norte, por exemplo, chega a conceder isen磯 de ICMS para um prazo de at頲0 anos.

O GLOBO JOSɠSARNEY - EX-PRESIDENTE DA REPڂLICA E DUAS VEZES PRESIDENTE DO SENADO DE BRAS͌IA - NORDESTE, A ESPERANǁ QUE MORRE
 HISTӒIA DA SUDENE
A grande seca de 1958 colocou aos olhos do pa�problemas sociais.
A seca n㯠era um problema s࣬imᴩco.
No Saara n㯠chove e n㯠existe ali o que existe no Nordeste: o homem.
O relat⩯ Ramagem, do nome do general encarregado de levantar a trag餩a daqueles anos, era um relato objetivo e chocante.
O Brasil n㯠tomava conhecimento dessa desigualdade.
Juscelino, que at頥nt㯠n㯠colocara o Nordeste entre as suas preocupa絥s de governo, despertou para o assunto e em 1959, jᠮo fim [do seu governo], criava a Opera磯 Nordeste.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Econ�o, jᠮos estertores do governo JK, recomendou a cria磯 de um ⧣o que vei a ser a Sudene.
Por tr᳠de tudo estava o paraibano Celso Furtado, membro do estafe do BNDE.

O Estado de S㯠Paulo S/D SECA E AGIOTAS FAZEM CAR͂AS AGONIZAR NO AGRESTE
Enroladores de fumo de corda, o principal mas decadente produto do munic�o.
Car�s vem de craibeira.
As folhas s㯠ᳰeras como lixa.
A cidade recende a fumo de rolo.
Folhas de fumo secam por toda parte.
O prefeito de Lagoa da Canoa, terra que de Hermeto Pascoal, ganha R$ 10 mil por m곮
C⭡ra Municipal paga R$ 2 mil a cada vereador

BRASIL: SECA E CӌERA  -  A TOMADA DA SUDENE
apontamentos de 1991
500 trabalhadores rurais v�mas da seca mantiveram Superintendente da Sudene Recife
5 diretores do ⧣o
7 deputados estaduais
e 10 prefeitos como ref鮳 por 10 horas.
Montaram acampamento em frente da Sudene at頱ue governo federal libere recursos para implementa磯 de programa de emergꮣia.
ڬtimo boletim da Sudene:
seca castiga 58 por cento do territ⩯ do nordeste, abrangendo 805 munic�os e 8,7 milh峠de pessoas, equivalente a metade da popula磯 da regi㯮
saques
No interior de Pernambuco 30 casos de c쥲a.
1726 casos em 48 dias, 1131 desde in�o do ano.
C쥲a tamb魠no Peru - veio de lẠ15 mil casos, 3 mil mortes.
Incidꮣia superior a 250 por 100 mil habitantes - �ice da Organiza磯 Mundial da Sa堨OMS) para defini磯 de "quadro de epidemia real".
Rio de Janeiro: 51 casos, 1 morte.
Rio de Janeiro, capital: 16 casos.

PRIMO POBRE DO IBGE  VEJA 27 DE MARǏ 1996 Educa磯
O NORDESTE SE DISTANCIA DO PADRÏ DE VIDA DAS DEMAIS REGIՅS DO PA͓ E SE TORNA UM DESAFIO PARA O BRASIL DE FHC
A taxa de expans㯠demogrᦩca, que sofreu uma brusca revers㯠nos anos 1980, continua caindo, o que muda radicalmente a natureza dos seus problemas. Com menos crian硳 nascendo, come硠a haver escola para quase todas.
A taxa de analfabetismo das crian硳 de 10 a 14 anos declinou no Brasil em 8 por cento em rela磯 a 1983: 11,4 por cento; sem o Nordeste, 3,7 por cento.
no Nordeste: 26,7 por cento.
"Sempre que a gente procura pelo pior �ice ele estᠮo Nordeste."
Bahia e Pernambuco respondem por 55 por cento do PIB nordestino.

INDړTRIA DA SECA  DNOCS
Ӳg㯠de combate ࠳eca estᠵltrapassado - Jornal do Brasil 11 de abril de 1993
DNOCS: cerca de 3300 funcionᲩos - quase dois mil a mais que a Sudene - tem 780 cargos de chefia, um chefe para cada 4,2 servidores, e com carꮣia de pessoal de n�l superior, sobretudo agros e ge쯧os - estes s㯠apenas 4.
Fundado hᠸ3 anos, construiu 250 barragens que armazenam 250 bilh峠de metros c飯s, insuficientes para enfrentar com eficᣩa o problema das secas.
At頡gora o ⧣o recebeu "apenas 5 bilh峠de d졲es".
Codevasf tem cerca de 2000 funcionᲩos e embora suas principais Ქas de atua磯 estejam em Petrolina-Juazeiro, sua sede fica em Bras�a.

Folha de S㯠Paulo 20 de abril de 1993
3 v鳰eras do s飵lo 21, o Brasil carrega ainda problemas como c쥲a, desnutri磯 e ind䲩a da seca, numa agenda de incompetꮣia.
100 casos de c쥲a por dia

CANA-DE-AǚCAR Folha de S㯠Paulo 11 de abril de 1993
ɠfant᳴ica a capacidade de os usineiros ganharem dinheiro p쩣o.
Estᠳaindo do forno um empr鳴imo de 1,1 bilh㯠de d졲es - incluindo um subs�o pago pelo contribuinte de 100 milh峠de d졲es.
Usineiros devem a bancos e ⧣os federais 2,5 bilh峠de d졲es, cifra que segundo cᬣulo de Gilberto Dimenstein dava para manter oito milh峠de estudantes no ensino bᳩco por um ano.
100 milh峠de d졲es 頱uatro vezes o subs�o aos produtores de arroz, feij㯠e milho, culturas de alimentos bᳩcos.


Collor de novo surpreendeu, mas desta vez pela in鲣ia. Ficou praticamente inerte face ࠧrande seca. Fez, como muitas outras vezes, anᬩses acutilantes. Mas s८viou cestas bᳩcas - nem mais um programinha de frente de emergꮣia se deu ao trabalho de implementar. Itamar, ࠊK, foi mais longe. Fez tudo o que se faz mas pensou: basta. E saiu-se com a transposi磯 do S㯠Francisco.

NORDESTE IGNORA VERBA PARA EDUCAǃO Folha de S㯠Paulo  10 DE JUNHO DE 1996
EM TRʓ ANOS OS ESTADOS DO Nordeste usaram apenas 10 por cento dos recursos de um convꮩo de 736 milh峠de d졲es firmando entre o Bird (Banco Mundial) e o MEC (Minist鲩o da Educa磯) para investimentos em educa磯 que beneficia 10 milh峠de alunos do ensino p쩣o.
"As secretarias de Educa磯 n㯠estavam acostumadas com tantos recursos. Tamb魠tiveram que se adaptar para atender as exigꮣias do Bird para contratos com prestadores de servi篳" - segundo o coordenador do Projeto Nordeste.

O Estado de S㯠Paulo 8 de dezembro de 1996 NORDESTE CRESCE COM CONSUMO DE BAIXA RENDA APӓ PLANO REAL - desempenho da regi㯠supera m餩a do pa�e renda per capita aumenta, segundo estudo do Lehman Brothers.

DOENǁ DA FOME ATACA SERTANEJOS
Bezerros, a 130 km de Recife (PE)
a pelagra, uma doen硠de rara frequꮣia, que atinge apenas pessoas com alto grau de desnutri磯.
A maior parte n㯠lembra o 䩭o dia que comeu farinha e feij㯮
De 18 filhos de um 10 morreram de fome durante as secas dos 䩭os anos.
- A gente sడssa com fubᮠAssim mesmo quando Deus quer.
PREFEITURA RECOMENDA COMER CAPIM
Diante da completa falta de alimentos (...) os 150 lavradores com pelagra de Bezerros tꭠsido orientados pela Prefeitura para comerem capim angola, uma gram�a normalmente usada como ra磯 de gado. O suco do capim, misturado com a纣ar, jᠣhegou at頡 rede oficial, onde as crian硳 dos cinco s�os atingidos pela doen硠est㯠tomando o l�ido.
- Eu at頱ue queria tomar, pois soube que o gosto do suco parece com o de caldo de cana, mas n㯠tenho liquidificador para bater o capim.
- Eu me lembro que na seca de 1943 muita gente teve essa doen硠no s�o Jurema, onde eu morava. Meu irm㯠se curava com banha de teju. Minha m㥠 matava o teju, uma esp飩e de lagarto, arrancava-lhe o couro, fervia a gordura e a guardava numa lata.
Pelagra causa diarr驡, dermatite e demꮣia.
- Na realidade o que estᠡcontecendo no interior 頵ma epidemia de fome.
(endemia)

SUDENE 23 de mar篠de 1993 INDړTRIA DA SECA
Humberto Lucena, presidente do Senado
Nos anos de arb�io militar desarticulou-se o ⧣o, expurgando-o de seus melhores quadros t飮icos e destituindo-o do status original de agꮣia regional de desenvolvimento, com o perfil de minist鲩o.
N㯠deixar que se perpetue a famigerada ind䲩a da seca
resgate do poder institucional/ministerial da Sudene.
Implementa磯 de medidas concretas para respaldar e incentivar o apoio ࠍ agroind䲩a, ೠmicro, pequenas e m餩as empresas de exporta磯, aos projetos de irriga磯, ao fortalecimento e reordenamento dos p쯳 industriais de base ೠempresas de exporta磯, ao soerguimento de suas universidades e dos seus institutos de pesquisa e desenvolvimento tecnol穣o e avan硲 no combate ೠremanescꮣias conservadoras das rela絥s de produ磯 no campo, imprimindo-se a necessᲩa urgꮣia ࠍ reformula磯 profunda de sua estrutura agrᲩa.

Jornal do Brasil 21 de mar篠de 1993 INDړTRIA DA SECA SUDENE
A 䩭a vez que um longo per�o de seca resultou em a磯 de longo prazo para o Nordeste foi em 1959, quando surgiu a Sudene. A cria磯 do Banco do Nordeste, no in�o dos anos 50, da Companhia de Desenvolvimento do Vale do S㯠Francisco (Codevasf), em 1942, e do DNOCS, no come篠do s飵lo, aconteceram depois de uma grande seca.
Celso Furtado:
- A popula磯 nordestina estᠰrivada de toda possibilidade de auto-investimento. Ela n㯠investe em si, n㯠acumula nada, n㯠tem op絥s e portanto n㯠頡gente ativo mas uma massa passiva.
Estudo da Sudene de 1991: o Nordeste iguala-se ೠregi峠mais desenvolvidas do pa�em 2018 se tiver um crescimento 40 por cento superior ࠭餩a nacional.
O plano mais profundo e detalhado foi preparado de 1957 a 1959, quando especialistas do Grupo de Trabalho do Desenvolvimento do Nordeste (GTDN), embri㯠da Sudene, diagnosticou os problemas hoje exacerbados e apresentou quatro pontos bᳩcos para reverter o atraso da regi㯬 entre os quais substituir a monocultura da cana pela produ磯 de alimentos.

DE SEQUʎCIA NUMA SEMANA DE MARǏ DE 1993 QUE REVELA O QUE OCORRE NESSA CIRCUNSTŽCIA

"Estado de Emergꮣia" SECA ATINGE 52 por cento DAS CIDADES NORDESTINAS
Sudene quer participa磯 do Ex鲣ito na execu磯 de obras emergenciais contra a estiagem Folha de S㯠Paulo 20 de mar篠de 1993
afetando no m�mo 8,3 milh峠de pessoas. 407 munic�os de toda a regi㯠 decretaram estado de calamidade p쩣a. O Piau� o mais prejudicado: 137 dos 152 munic�os sofrem com uma estiagem que jᠤura tr고anos e que atinge 1,3 milh㯠de habitantes.
CIDADE DA PARA͂A ɠINVADIDA
Cerca de 400 trabalhadores rurais, segundo a pol�a, invadiram a cidade de Bananeiras, 114 km a nordeste de Jo㯠Pessoa, e tentaram saquear a feira livre da cidade.

SECA PROVOCA SAQUES, INVASՅS, TIROS E PRISՅS Jornal do Brasil 24 de mar篠 de 1993
VᲩas invas峠e saques praticados por flagelados da seca em diversas localidades do CearᬠPara� e em Alagoas.

O GLOBO 27 de mar篠de 1993
OS RAROS PRATOS DO 'CARDPIO DA FOME'
Nesse cardᰩo o p㯠n㯠leva trigo, o cuscus (sic) n㯠tem milho e a farinha 頦eita sem mandioca. Eis alguns pratos, segundo a receita dos sertanejos de Pernambuco
mucuma (fava do mato) - Uma planta rasteira.
Lava-se a mucuma sete vezes para tirar o veneno, junta-se sal grosso e rala-se ou bate-se a mistura no pil㯮 Vai ao fogo em panela de barro e come-se como cuscus (sic).
Cafofa de umbu - O umbuzeiro 頵ma Ჶora alta, que resiste bem ࠳eca. Quando frutifica os sertanejos comem o umbu com sal. Quando a safra acaba cortam a raiz para comer.
Cava-se quatro palmos de terra at頥ncontrar a cafofa, que 頣omo uma batata. Cozinha-se em ᧵a e sal e come-se pura, apesar de ser meio amarga.
Mani篢a ou mandioca do mato - Essa planta 頶enenosa e se o boi comer a folha morre.
Tira-se a batata (raiz), cozinha-se, faz-se farinha e come-se assim. Pode-se fazer tamb魠o chamado "p㯠de sete ᧵as".
Palma - Esp飩e de cactus.
Pega-se as folhas mais novas, tira-se o espinho, pica-se toda a folhagem e p堮a ᧵a sal. A baba sai e come-se com farinha, quando tem.
FEIJÏ APODRECE EM ARMAZɎS DA CASEMG
Cerca de 300 toneladas de feij㯠colhidas no ano passado est㯠apodrecendo nos armaz鮳 da Companhia de Abastecimento e Silos (Casemg) de Montes Claros, uma das regi峠mais pobres do estado.

O GLOBO 11 de maio de 1993
SE CHOVER ESTRAGA
INDړTRIA DA SECA - definitivo
No passado a Petrobras andou realizando perfura絥s no sert㯠nordestino em busca de petr쥯. Achou ᧵a. Muita ᧵a. E ᧵a de boa qualidade para irriga磯 e para consumo. (...) Por ordem superior os po篳 foram soterrados, tamponados e riscados dos mapas das prospec絥s oficiais da Petrobras, gua atrapalha.
A ind䲩a da seca n㯠頩nven磯 dos sulistas (...). Ela realmente existe e prospera. Al魠de explicar e sustentar certas oligarquias pol�cas da regi㯠a ind䲩a da seca continua enchendo as burras dos atravessadores (intermediᲩos) de todos os projetos e programas irrigados como repasses federais. No momento est㯠sendo desviados recursos oferecidos aos flagelados dentro do pomposo Programa Produtivo de Trabalho - que nada tem de programa e muito menos produtivo.
Enquanto o Tribunal de Contas da Uni㯠abre auditoria no corpo mumificado do Dnocs, a Procuradoria Parlamentar da C⭡ra Federal tenta ligar o motor de igni磯 da CPI da Ind䲩a da Seca. A empreitada 頬eonina: a mesma C⭡ra rejeitou a investiga磯 das den㩡s que rondam o presidente da pr಩a, o industrial da seca Inocꮣio de Oliveira.
Criado em 1909, o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca 頵ma galhofa tecnocrᴩca e uma sucata tecnol穣a. Inventado para arrancar ᧵a do subsolo e para construir a絤es de abastecimento e irriga磯 o Dnocs precisou de 84 anos de carreira e 6 bilh峠de d졲es em valores corrigidos para executar apenas 25 mil po篳. Dos quais 18 mil em propriedades privadas.
A ind䲩a da seca jᠴem os n岯s consolidados. Falta a revela磯 dos favorecidos: fazendeiros, industriais, comerciantes, vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores. A primeira lista transporta 3 412 nomes. Ela aguarda o sinal verde da CPI.

SERTÏ VIRA CEMITɒIO DE OBRAS PARALISADAS Folha de S㯠Paulo 11 DE ABRIL DE 1993   INDړTRIA DA SECA
Levantamento preliminar de t飮icos da equipe de Itamar Franco contabiliza existꮣia de pelo menos 50 barragens e constru絥s abandonadas.
Homem de 68 anos de Umburanas, a 690 km de Recife, costuma andar at頴r고 quil�ros com duas latas d'᧵a (40 quilos nos ombros) da cacimba at頡 sua casa.
Ali, no mesmo munic�o de Santa Maria da Boa Vista, existe tanto o sofisticado empresᲩo que exporta uvas para o Mercado Comum Europeu como o cidad㯠que sയma ᧵a enlameada, colhida com dificuldade a tr고 quil�ros de casa.
Na paisagem de Primeiro Mundo, avan硤as t飮icas de irriga磯 produzem a fartura, que inclui at頭esmo uma vin�la [que (...)] produz seis vinhos. Um deles, o tinto Botticelli Chemin Blanc, 頣onsiderado um dos melhores do Brasil.
SECA CONSOME 1 bilh㯠de d졲es por ano
- Muito dinheiro vindo para o Nordeste serviu apenas para irrigar os currais eleitorais - diz o senador Teot Vilela Filho (PSDB-CE).
DESMAIAR POR FOME ɠCOMUM
entre as crian硳 sertanejas
- Esse bichinho sඩve caindo aqui dentro de casa e nos cantos das cercas. ɠfraqueza.
200 crian硳 no lugar, no munic�o de Salgueiro, a 490 km de Recife - o �ice de desnutri磯 頤e 100 POR CENTO.
      100% DESNUTRIDO
      DESNUTRIDO 100%

O m餩co receitou dois "rem餩os": leite e caldo de carne.
- Essas coisas a gente n㯠sabe mais nem onde 頱ue tem.
O nanismo, segundo dados da Unicef, Fundo das Na絥s Unidas para a Inf⮣ia, atinge 6 por cento das crian硳 do interior do Nordeste.

GAZETA MERCANTIL 12 DE ABRIL DE 1993
SECA PROVOCOU QUEDA DE 1,6 POR CENTO DO PIB DO NORDESTE EM 1992, DIZ A SUDENE
em compara磯 com 1991 (que jᠦoi ano de seca).
As maiores quedas de produ磯 agr�la foram as das culturas de arroz (51,6 por cento), castanha de caju (44,9 porcento), milho (39,6 por cento), algod㯠(28,6por cento), cebola (27,7 por cento) e tomate (26,2 por cento).
Pos estado, as maiores quedas ocorreram no Piau�58,9 por cento), Maranh㯠 (41,4 por cento) e Cearᠨ33 por cento).
(Bateu mesmo mais para aquelas bandas, a nordeste do Nordeste)
O 飯 estado da regi㯠com crescimento agr�la foi a Bahia.
(n㯠bateu tanto a sul)

GAZETA MERCANTIL 14 DE ABRIL DE 1993
FRACASSO NA CORREǃO DAS DESIGUALDADES    SUDENE
Nas 䩭as tr고d飡das apenas atrav鳠de uma agꮣia federal, a Sudene, foram transferidos cerca de 18 bilh峠de d졲es ao Nordeste - dados do relat⩯ preliminar de uma comiss㯠mista do Congresso Nacional coordenado pelo senador Beni Veras (PSDB-CE).
No caso do Nordeste os indicadores sociais encontrados pela comiss㯠s㯼b> equivalentes aos registrados em pa�s como Haiti, Zaire e Honduras, cujo PIB per capita 頢em inferior ao nordestino.
Na Amaz de 1970 a 1985 foram financiados 674 projetos agropecuᲩos e agroindustriais que contribuiram para uma expans㯠da Ქa rural de 23,2 milh峠para 44,9 milh峠de hectares principalmente nos estados de Rond e Parᮼbr> Desse total apenas 94 foram considerados oficialmente implantados at頱985 e deles apenas tr고registraram alguma rentabilidade no per�o.
Constata-se no Nordeste uma real mudan硠especialmente no setor industrial, que absorveu a maior parte dos investimentos agenciados pela Sudene. No centro da mudan硠estᠡpenas um estado, a Bahia, e um segmento produtivo: a petroqu�ca.
O Nordeste apresenta um quadro de opera絥s econ�as marginais muito mais grave que no resto do pa� entre 40 a 60 por cento da Popula磯 Economicamente Ativa de sua Ქa urbana dedica-se a atividades econ�as informais, "dependendo da defini磯 que se adote de setor informal da economia".

Folha de S㯠Paulo 17 de abril de 1993  INDړTRIA DA SECA
A SECA E A PISCINA
GILBERTO DIMENSTEIN
Localizados a apenas 30 quil�ros de Recife, dois hot驳 foram agraciados com po篳 do Dnocs. Surpresa: eles oferecem a seus clientes ar condicionado, frigobar e piscina (adulto e crian硩
Os desesperados migrantes acabam provocando tens峠sociais nos grandes centros urbanos, empurrados ࠭arginalidade.

FOLHA DE SÏ PAULO 14 DE ABRIL DE 1993  INDړTRIA DA SECA
A INDړTRIA DA FOME
Gilberto Dimenstein
Dados coletados pelo deputado Jaques Wagner (PT-BA - Partido dos Trabalhadores - Bahia) junto da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Banco do Brasil: 15 mil toneladas de alimentos, o suficiente para alimentar 400 mil crian硳 durante um ano, foram enterradas. Mais: tr고mil toneladas est㯠estragadas e outras 30 mil em fase de apodrecimento nos armaz鮳.
O Brasil 頵m dos l�res na Am鲩ca Latina em desnutri磯 infantil. Perdemos apenas para o Haiti, um dos pa�s mais miserᶥis do mundo e por muito pouco da Guatemala. Dos alimentos apodrecendo aos po篳 do Dnocs, passando pelos subs�os aos usineiros, entre uma infinidade de descasos diᲩos, prova-se que o Brasil jᠦaria uma grande revolu磯 (ganharia muito dinheiro) se apenas reduzisse pela metade o desperd�o.

INDړTRIA DA SECA
A SECA DE HOJE GARANTE A ELEIǃO DE AMANHàFolha de S㯠Paulo 21 de abril de 1993
MANOEL DANTAS BARRETO, presidente da Frunorte - Frutas do Nordeste Ltda.
Sempre solu絥s paliativas.
O estado de engessamento da grande parte das elites nordestinas (parece) intranspon�l
A voca磯 do Nordeste 頤ada pela pr಩a natureza: o fant᳴ico potencial tur�ico e as condi絥s excepcionais para a agricultura irrigada, especialmente a fruticultura.
O Nordeste tem insola磯 elevada, solos de boa drenagem, baixa umidade relativa do ar - desfavorᶥl ೠpragas - e a ᧵a necessᲩa. O Vale do Assu, no Rio Grande do Norte, hoje importante p쯠frut�la, 頵m exemplo que pode ser repetido.
mentalidade feudal

O RETRATO DESUMANO DA SECA VOLTA AO SUL
O GLOBO 2 DE MAIO DE 1993

- gua mesmo sࡰarece na terra de quem tem como pagar a irriga磯 - afirma o lavrador, que deixou Xique-Xique, cidade que tem lavouras ressecadas ೠ margens do rio S㯠Francisco [e] jᠣonseguiu um emprego de chapeiro em uma lanchonete no Jaguar鮠
(...) Com a planta磯 de mandioca arrasada, o casal - que jᠶiveu em S㯠 Paulo, Bras�a e no Rio - vendeu sua casa em Souza (Para�) por Cr$ 10 milh峮 O dinheiro foi suficiente para comprar as passagens, Cr$ 1,7 milh㯠 cada, e concretizar o sonho de viver em uma favela carioca.
- N㯠aguentava mais ficar sem tomar banho.
(...) Migrantes de primeira viagem, a maior parte dos nordestinos que desembarcam no Rio depois de 49 horas de us nem sabe onde ficar.

PACOTE DE FUROS ISTOɠ20-08-1997
Barragens do Comunidade SolidᲩa e do governo mineiro tꭠvazamentos e suspeita de superfaturamento
constru磯 de 70 barragens em 35 cidades do Vale do Jequitinhonha, onde vivem 1 milh㯠de pessoas
programa de R$ 8,7 milh峼br> - Existem locais mais amplos e adequados no mesmo cⲥgo - admite o secretᲩo de Obras do munic�o de Rio Pardo. No mesmo munic�o um fazendeiro abastece sua propriedade com uma barragem que construiu hᠤois anos pela metade do pre篠gasto pelo governo.
Outra barragem n㯠tem serventia nem para gado porque a ᧵a 頢arrenta e infestada de sapos e roedores em decomposi磯.
Seca de 1996 foi considerada a pior da hist⩡ na regi㯮

NORDESTE TEM A MENOR TAXA DE CRESCIMENTO DEMOGRFICO DO BRASIL
M͒IAM LEITÏ O GLOBO 10 DE AGOSTO DE 1997
IBGE - censo demogrᦩco
Brasil: 1,35 por cento
Nordeste: 1,06 por cento
A Ქa mais pobre do Brasil, o Nordeste rural, perdeu 1,15 milh㯠de habitantes.
A popula磯 das cidades cresceu em 12 milh峮
EDUCAǃO Adolescentes de 15 a 17 anos na escola:
1980: 48,8 por cento
1991: 55,3 por cento
1996: 66,8 por cento - aumentou 21 por cento

2008 veja 23 de julho
TRAGɄIA ANUNCIADA
Em 1981, 1983 e 1998, dedicou reportagens de capa
... fen�o c�ico perfeitamente previs�l...
descaso das vᲩas esferas governamentais...
... deixou de frequentar o noticiᲩo de alguns anos para cᮼbr> A 飡 solu磯 de longo prazo que as autoridades apresentam para ela at頍 hoje - a transposi磯 do Rio S㯠Francisco - continua longe de se tornar realidade.

 

Seca reflete drama de uma imprensa acomodada com problemas do Brasil

Fracasso da reforma agrᲩa come硠a ser determinado em meados do s飵lo XIX ௤eroso jogo de interesses de fazendeiros que come硲am a amealhar fortuna como posseiros de terras p쩣as

MOVIMENTO TARDO-MEDIEVAL BRASILEIRO

Burgos-favelas

Terras comuns/p쩣as 좾posseiros 좾latif䩯s

De Hist⩡ Geral - Raimundo Campos - 1粡u

Atual Editora, S㯠Paulo, 1985; GOVERNO JOSɠSARNEY

                                 TUDO PELO SOCIAL

Essas atividades criadoras levaram os nobres a realizarem os chamados cercamentos de terras comuns, que muito prejudicaram os camponeses. As terras comuns existiam em cada feudo e podiam ser utilizadas por todos. Com os progressos da cria磯 de ovelhas os senhores se apoderaram daquelas terras, levantando cercas e punindo com rigor aqueles que se atrevessem a derrub᭬as.

...

Muita gente come篵 a abandonar os feudos para viver do com鲣io e do artesanato nas cidades.

(...) Muitas vezes as novas cidades tiveram origem nos castelos fortificados, os chamados burgos.

...

As cidades medievais cresceram de forma desordenada. N㯠possu� esgotos, as ruas eram estreitas e tortuosas. Animais como porcos, galinhas e c㥳 eram criados soltos pelas ruas. As casas eram de madeira e frequentemente destru�s por incꮤios.

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seca explora缯span>㯠 gente pobre pol�cos populistas

ESPɃIE DE EX͌IO SOCIAL E GEOGRFICO, museu da mis鲩a e do intolerᶥl

DNOCS  Geremoabo  Paje殢sp; Tranca-P鳬 Chico Ema

Mito do Brasil cordial  do jeitinho  caatinga  sertanejo muitos ex-escravos  semi-servid㯼/b>

13 퍊 margem esquerda do S㯠Francisco 쩾pequeno Saara brasileiro

14 - Cultura cana de a缯span>᲼/span>  Gilberto Freyre

Fronteiras

ESTENDEU-SE DO NORTE DA BAHIA AO MARANHÏ, TENDO PERNAMBUCO COMO CENTRO.

Monocultura latifundiᲩa e escravocrata das mais destruidoras: Suas fomes, algumas das suas secas e revolu絥s s㯠aspectos desse drama.

Transposi缯span>㯠᧵as do S㯠Francisco:

1998: 䩭a esta磯 generosa de chuvas em Canudos, em 1989, o Vaza-Barris, que leva ᧵a para a絤e de Cocorob젤ᠠ regi㯠uma disponibilidade de ᧵a tr고vezes maior que a de Israel

transposi磯 tornaria Vaza-Barris rio permanente

BAHIA ESTADO COM MAIOR percentagem DE TERRITӒIO NO SEMI-RIDO: dupla injusti缯b>a 좾clima e incompetꮣia

Seca que se perpetua desde 1605   Vidas Secas

22 좾Piau�b> ꬴima fronteira agr�la 1994 cerrado Pol�no das Secas 鳶.666 quil�ros quadrados ocupa 11% territ⩯ do pa�e 61 por cento do Nordeste 毲a Maranh㯠e norte de Minas Gerais.

Piau�span> 졧o subterr⮥o com 45 mil quil�ros quadrados daria para abastecer Nordeste de ᧵a por s飵los. Lagoas naturais do Piau�ariam para irrigar 250 mil hectares mas n㯠s㯠usadas.

em 124 anos 14 grandes secas causaram a morte de 1,8 milh㯠de pessoas = 14 000/ano, 38/dia �s que muita guerra, mais que a t㯠 badalada guerra do trᦩco Rio de Janeiro/S㯠Paulo e outras mazelas provocadas pelo mesmo descalabro pol�co-administrativo e econ�o.

Tropicaliente 1994

Governo do Cearᠩnvestiu 700 milh峠de d졲es mas estado enfrentava as "sete pragas" do Egito riscos que correm primogꮩtos associados ࠳eca e ࠍ mis鲩a mais epidemias de c쥲a, dengue e meningite, avan篠da hepatite, indigꮣia para sertanejo e mortalidade infantil.

ganhou Prꭩo UNICEF por redu磯 da taxa de mortalidade infantil

30 - paciꮣia para atravessar o mar de t餩o economia do engenho de a缯span>Რ by Cac᠃arlos Diegues

No Brasil hᠵma reprodu磯 da economia do engenho do a纣ar do s飵lo passado. S㯠 quatro ou cinco fam�as que comandam as mentes de 150 milh峠de brasileiros das varandas de suas casas-grandes, que s㯠as nossas mentes.

VALE DO JEQUITINHONHA

Rico e devastado vale - sem irriga缯span>㯠sem energia para promover ind䲩as e sem estradas para escoar produtos ᴩ Presidente da Rep쩣a a gente jᠰroduziu aqui e nem assim conseguiu sair dessa mis鲩a que matam homem e animal como se n㯠valessem nada.

SUDENE - superintendente no governo Collor, Adauto Bezerra, em 1990: entende de seca e de Nordeste, mas ࠭oda bem antiga: 頵m dos coron驳 da pol�ca do CearἯi> 

situa磯 do Rio S㯠Francisco

rio muito especial porque corre praticamente dentro de um deserto 퍊 abastecimento e irriga磯 pela tomada d絡: mecanismo de resistꮣia ao semi-Ჩdo; engenharia pol�ca e social

D. Pedro II prometeu vender j顳 da Coroa para acabar com o problema da seca.

Medidas sथ carᴥr de emergꮣia, n㯠estruturais, no semi-Ჩdo nordestino, onde a seca 頣ra, chove mais que em Ქas semelhantes de Israel e Calif⮩a, que superaram problemas de longa estiagem com sistemas de irriga磯 e armazenamento de ᧵a ᰥnas 2 por cento das ᧵as das chuvas no semiᲩdo s㯠retidos 桬tam adutoras, barragens para a pereniza磯 dos rios, a絤es, cisternas e tanques, al魠de irriga磯, perfuradoras e recupera磯 de po篳, e que se perfure rasos e fundos.

40 crian硳 morrem por semana no munic�o de Ouricuri, a 630 km de Recife

Joyce Clark, PhD em Economia na Universidade de Nova York, pesquisadora da Funda磯 Joaquim Nabuco, reuniu 20 anos de estudos em As ra�s coloniais da fome: o caso de Recife:

As condi絥s que existem aqui n㯠 existem no sul do Brasil nem mesmo nos EUA para desenvolver uma nova sociedade a partir de condi缯span>subjetivas: lutas populares, as mais enraizadas e coletivas do pa� de comunidades inteiras 峰�to de coletivismo e solidariedade,

A id驡 da partilha ainda 頵ma realidade, caracter�ica das ra�s africanas e ind�nas 㯮tra o individualismo t�co do capitalismo, que n㯠floresce lᠣomo nos EUA

N㯠se resolve em 30 anos um problema que vem de quatro s飵los.

Pol�no das Secas �ia pluviom鴲ica da regi㯠頳ete vezes maior que a da Calif⮩a, semiᲩdo nordestino 頯 mais quente do mundo e n㯠interessa s௠que cai mas tamb魠o que evapora

Mis鲩a na Zona da Mata 餡 頭aior que a dos espa篳 semiᲩdos.

43 deste: sete milh峠dobraram o milꮩo sem luz.

poder de Padre C�ro se consolidou na regi㯠do Cariri , Cearᬠsecas prolongadas e fanatismo religioso 

Transposi缯span>㯠do rio S㯠Francisco

Interliga磯 de bacias hidrogrᦩcas 頲ecurso em vᲩas regi峠do mundo

Para regularizar vaz㯠de rios que secam com falta de chuva e garantir abastecimento de 6 milh峠de habitantes

Envolve grandes mudan硳 ambientais e seria necessᲩo recuperar nascentes e matas ೠmargens dos rios

Em Petrolina, chuva s༢>atrapalha: para uma informa缯span>㯠 boa, o contraponto. S೥ do solo nordestino se presta ࠩrriga磯 = 1,8 milh㯠de hectares, 800 mil na bacia do rio S㯠Francisco. Em todo o Brasil existem 1,4 milh㯠de hectares irrigados, dos quais 70% no sul e Sudeste

Nordeste n㯠tem o que comer X 2 invasor de cidade cearense SECA 92

Josu頤e Castro 쯳pan> morreu em Setembro de 1973, pioneiro no Brasil de estudos sobre alimenta磯 e nutri磯, 1945: Geografia da Fome 1952: Geopol�ca da Fome 桬ta de qualquer dos 40 elementos nutritivos indispensᶥis ࠳alvaguarda da sa嬠e n㯠sయr inani磯 causada por falta de alimentos.

Provou que 2/3 da popula磯 mundial passa fome ou sofre de doen硳 por m᠍ nutri磯.

N㯠頰roduzir mais, mas distribuir melhor e repartir mais equitativamente; problemas fundamentais s㯠pol�cos.

JOSUɠDE CASTRO
m餩co pernambucano, 1908-1973
revelou o flagelo da fome no Brasil
em 1952 foi eleito presidente da FAO - Organiza磯 das Na絥s Unidas para a Alimenta磯 e Agricultura
3 v鳰eras do golpe de 1964 foi vetado pelo pr಩o partido, o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), para o Minist鲩o da Agricultura do governo Jo㯠Goulart
morreu no ex�o
Geopol�ca da Fome - Geografia da Fome: obras de referꮣia bᳩca, de consulta obrigat⩡
Theothonio dos Santos, economista
12 de setembro de 1993 Jornal do Brasil
Foi fundo na busca das causas desse quadro de fome, ao processo de coloniza磯 e do seu carᴥr predat⩯ baseado na busca do lucro fᣩl, do atendimento dos apetites e necessidades dos povos colonizadores, da implanta磯 de regimes de trabalho servis. Destacou ainda o peso atual desta heran硠numa agricultura dominada pelo latif䩯, numa industrializa磯 baseada no protecionismo e na infla磯,  em uma urbaniza磯 desequilibrada e incapaz de absorver os trabalhadores vindos do campo e de gerar um mercado urbano capaz de estimular uma economia agr�la moderna.
Alertava para uma centraliza磯 econ�a que abandonava as regi峠 mais pobres ࠳ua sorte. Durante os anos de crescimento econ�o vitorioso era um dos poucos que criticava, de forma contundente, um crescimento industrial que marginalizava a agricultura e acentuava a concentra磯 de renda e a centraliza磯 econ�a.
O golpe de 1964 reinstalou no poder a oligarquia da terra, obrigando-a somente a modernizar-se e tornar-se mais produtiva por for硠de um Estatuto da Terra que preservava suas propriedades anti-econ�as e anti-sociais, o capital internacional e os interesses monopolistas e centralizadores.
Atualidade de Josu頤e Castro na advertꮣia ao carᴥr paradigmᴩco da evolu磯 de Recife:
O que os soci쯧os chamam de 'cidades inchadas', como a do Recife, com 200 mil marginais improdutivos, oriundos do interior, s㯠uma demonstra磯 evidente de que, longe de se atenuar, se vai agravando no Brasil nos 䩭os tempos o desequil�io entre a cidade e o campo. Como se agrava o desn�l entre a regi㯠industrializada do Sul e as regi峠predominantemente agr�las do Norte e Nordeste do pa� vindo a situa磯 do Nordeste a constituir-se no mais grave problema nacional (...).
Como m餩co criou a profiss㯠de nutricionista
pesquisou o valor nutricional de um grande n岯 de produtos agr�las brasileiros
estudou as doen硳 alimentares mais graves do pa�br> professor de Geografia Humana nas Universidades do Brasil e do Recife
romance
Homens e Caranguejos - homens que moram no mangue e vivem na lama como os caranguejos que vivem no mangue e moram na lama
Josu頡profundou sua vis㯠ecol穣a da geografia humana que influenciou t㯠fortemente a ONU para a realiza磯 da famosa Conferꮣia de Estocolmo em 1972 sobre ecologia e meio ambiente, em que a ditadura militar se op㠠 defesa do meio ambiente em nome do desenvolvimento.
Ningu魠se lembrou dele 20 anos depois como precursor do enfoque ecol穣o dos problemas humanos.
Seus trabalhos deste per�o foram publicados sob o t�lo
Fome: um tema proibido

"A fome se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe e nos bairros pobres de Recife."

p᧩nas finais de
GEOGRAFIA DA FOME, 1946
... dualidade da civiliza磯 brasileira, com sua estrutura econ�a bem integrada e pr㰥ra no setor da ind䲩a e sua estrutura agrᲩa arcaica, de tipo semicolonial, com manifesta tendꮣia ࠭onocultura latifundiᲩa, (...)
Nenhum fator 頭ais negativo para a situa磯 de abastecimento alimentar do pa�que a sua estrutura agrᲩa feudal, com um regime inadequado de propriedade, com rela絥s de trabalho socialmente superadas e com a n㯭utiliza磯 da riqueza potencial dos solos.
Tamb魠fator de agravamento da situa磯 alimentar tem sido o surto de expans㯠industrial do pa� sem o paralelo incremento da produ磯 agr�la, de forma a atender ࠣrescente procura de alimentos de uma popula磯 que procura levar os seus padr峠de vida, principalmente nas cidades.
A alimenta磯 do brasileiro se mostra assim impr಩a em toda a extens㯠do territ⩯ nacional, apresentando-se em regra insuficiente, incompleta e desarma, arrastando o pa�a um regime habitual de fome - seja de fome epidꭩca, como na Ქa do sert㯬 exposta ೠsecas peri䩣as, a do Nordeste a絣areiro e a da monocultura do cacau, seja da subnutri磯 cra, de carꮣias mais discretas, como nas Ქas do Centro e do Sul.
... as in岡s carꮣias que o estado de nutri磯 do nosso povo manifesta constitui (...) o fator principal da lenta integra磯 econ�a do pa� Por conta dessa condi磯 biol穣a tremendamente degradante - a desnutri磯 cra - decorrem graves deficiꮣias do nosso continente demogrᦩco.
 

Josu頤e Castro morreu em Setembro de 1973. Pioneiro no Brasil de estudos sobre alimenta磯 e nutri磯, 1945: Geografia da Fome 1952: Geopol�ca da Fome 퍊 alertou para os danos que pode causar a falta de qualquer um dos 40 elementos nutritivos indispensᶥis ࠳alvaguarda da sa嬠e n㯠s͍ para situa絥s terminais como a inani磯 causada por falta de alimentos.
Provou que dois ter篳 da popula磯 mundial passa fome ou sofre de doen硳 por mᠮutri磯.
Para ele a quest㯠n㯠頰roduzir mais, mas distribuir melhor e repartir mais equitativamente; problemas fundamentais s㯠pol�cos.

O Estado de S㯠Paulo 16 de janeiro de 1994
MILTON SANTOS, professor titular de Geografia Humana da USP e autor dos livros
Croissance D魯graphique
Croissance Alimentaire dans les Pays Sous-D鶩loup鳬 CDU, Paris, 1967
A Urbaniza磯 Brasileira, HUCITEC, S㯠Paulo, 1993
FOME SӠACABA COM PACTO SOCIAL DURADOURO
... o sonho do ap㠧uerra, de que Josu頤e Castro foi um paladino, de um mundo onde todos pudessem se alimentar devidamente, mostrou-se v㯮
... a fome globalizada 頤iferente daquela fome localizada do passado.
... Antes os migrantes fugiam dos seus lugares para escapar ao flagelo, enquanto hoje continuam famintos no lugar onde chegam.
... uma urbaniza磯 galopante (em 1991, o n岯 do urbano 頩gual ao total de brasileiros em 1980) e por migra絥s colossais desenraizadoras (eram 8% os brasileiros ausentes do seu lugar de nascimento em 1940, hoje s㯠mais de 45%), levando a uma concentra磯 gigantesca das popula絥s em pequeno n岯 de cidades (s㯠12 as cidades com mais de um milh㯠de habitantes e as Regi峠 Metropolitanas abrigam cerca de 30% da popula磯 nacional).
... o problema da fome, quando se torna estrutural como agora, na escala do planeta, n㯠se resolve metendo na m㯠dos necessitados um prato de comida. A comunh㯠instant⮥a tem de ser substitu� por um verdadeiro e duradouro pacto social.

FOME E SECA; HISTӒIA E ATUALIDADE         INDړTRIA DA SECA
MOACIR WERNECK DE CASTRO
Jornal do Brasil 24 de mar篠1993
Evocando os antecedentes do problema, escrevia Josu頤e Castro em Geopol�ca da Fome:
S㯠mais fatores de ordem social do que fatores de ordem natural que determinam a precariedade e a escassez alimentar neste continente. (...) A fome reinante nas terras sul-americanas 頵ma consequꮣia direta do seu passado hist⩣o: da hist⩡ e da sua explora磯 colonial, de tipo mercantil, desdobrada em ciclos sucessivos de economias destrutivas.
Monocultura e latif䩯 constituem um dos maiores males do continente, que entravam de maneira terr�l o seu desenvolvimento agr�la e consequentemente suas possibilidades de abastecimento alimentar.
Em outro livro,
Sete palmos de terra e um caix㯠- Ensaio sobre o Nordeste, uma Ქa explosiva, escrito pouco antes de 1964,
Josu頤e Castro analisa aspectos do problema da seca (...) A ind䲩a da seca (...) vem de longa data (...) historia os precedentes de tentativas e fracassos a partir da cria磯 do primeiro ⧣o destinado a enfrentar o problema: a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas.
Inicialmente se pretendia resolver a situa磯 atrav鳠de solu絥s t飮icas, de engenharia hidrᵬica. Mas os a絤es constru�s "limitavam-se a refletir nas suas ᧵as a beleza do azul do c鵠e a concentrar nas suas margens, como pontos de resistꮣia, as negras massas de retirantes das 鰯cas de calamidade".
Escreve ele que mais grave que a miopia t飮ica foi a mistifica磯 pol�ca. O ⧣o federal "canalizava para os bolsos dos senhores das terras e dos seus apaniguados quase todos os recursos que deviam ser destinados a alimentar, a educar, a ajudar a viver os camponeses da regi㯦quot;. Sua a磯 se fazia sempre "ao sabor das influꮣias e do prest�o pol�co".
As medidas posteriores, orientadas por uma mentalidade desenvolvimentista e n㯠apenas paternalista, beneficiou "mais certos grupos apaniguados do que propriamente as v�mas do flagelo", com sua execu磯 entregue a "colaboradores altamente comprometidos com a estrutura agrᲩo-feudal, amparada no capital estrangeiro".
Da� pouco o golpe militar faria do autor um proscrito
(autor, estudioso, professor, executivo - diretor-geral da FAO - Food and Agriculture Organization)
 

MISɒIA, COMO E QUEM VAI PAGAR A D͖IDA SOCIAL? folha de s㯠paulo 26 DE JUNHO DE 1994
飡 proposta de programa para debelar a crise social dos presidenciᶥis, a de Lula, amparada em expectativas irreais de investimentos e recursos.
economia cresceu 4,9 por cento em 1993
ind䲩a: 11 por cento
emprego: 0 por cento
para absorver os 10 milh峠de desempregados (...) o pa�precisaria crescer como um tigre asiᴩco por quatro anos enquanto distribui renda com a generosidade de um para� n⤩co.
[por outro lado teria de reciclar e capacitar m㯭de-obra em fun磯 do baixo n�l de forma磯 da grande maioria da popula磯]
"Da condi磯 de pobre ࠤe n㯭pobre - modelos rurais e urbanos de combate ࠍ pobreza" - Roberto Cavalcanti de Albuquerque, do Instituto Nacional de Altos Estudos:
d飡da de 1970: PIB cresceu 81 por cento
o n岯 de pobres caiu de 45 milh峠ou 47 por cento da popula磯 para
30 milh峠ou 25 por cento da popula磯
d飡da de 1980: PIB per capita caiu 4 por cento e o n岯 de pobres subiu para
39 milh峠ou 27 por cento da popula磯
Nordeste: nos 䩭os 20 anos foram investidos US$ 4 bilh峠em programas ANTIPOBREZA
as emigra絥s n㯠cessaram e nos anos 1980 o n岯 de pobres cresceu de 11 milh峠ou 66 por cento da popula磯 para 12,6 milh峠ou 69 por cento da popula磯.
            - A PERSISTʎCIA DA POBREZA RURAL DO NORDESTE NÏ SE EXPLICA APENAS PELAS DIFICULDADES IMPOSTAS PELA NATUREZA (A SECA) NEM POR RAZՅS ECONԍICAS E POL͔ICAS. ENCONTRA-SE MAIS NAS CONCEPǕES DO MUNDO DO HOMEM: FORMAS DE PERCEPǃO E COMPREENSÏ M͔ICAS, TRADICIONAIS E MODERNAS, EM CONFUSO AMLGAMA, GERANDO EM MUITOS CASOS IMOBILISMO NAS RELAǕES INTERPESSOAIS E PASSIVIDADE ANTE OS DESAFIOS DA NATUREZA.
 

͎DIOS CARIRIS habitavam terras banhadas pelo rio S㯠Francisco

RIO SÏ FRANCISCO: pr詭o ࠣabeceira polu� por metais pesados usados nas extra絥s de min鲩o dos garimpos; subm餩o e baixo, polui磯 de aGRot詣os, esgotos de cidades e povoados, dep㩴o de lixo e dejetos de popula絥s ribeirinhas, entre as quais as maiores s㯠as mais emergentes, Juazeiro e Petrolina

caatinga: origem do nome nome da vegeta磯, que significa MATA BRANCA, durante a esta磯 seca a paisagem fica cheia de gravetos cinzentos e brancos, donde o nome

a acau㬠 esp飩e de gavi㯻 a asa-branca, esp飩e de pombo; a sussuarana ou puma

Vale do Jequitinhonha  origem nome: no dialeto dos �ios maxacalis, jequi era um balaio usado para pescar e nhonha significa peixe. No Jequi tem nhonha

espa缯span>o m�co Rosa, Jo㯠Guimar㥳 e Graciliano Ramos: cenᲩo de narrativas semi-existencialistas homens amesquinhados pelo ambiente natural e social

52 좾 Otavio Ianni sobre Gilberto Freyre: democracia racial X hist⩡ incruenta: pasteuriza luta social e revoltas graves

53 - cerrado mineiro  devasta磯 carvoeiros Urucuia/S㯠Francisco p; Manuelz㯠퍊 nova geografia do cerrado: soja, eucaliptais, ind䲩a sider穣a

54 퍊 sobre classe m餩a  havia no sert㯺  ou Patr㯠ou trabalhador enxada   

 鳴⩡ social do patriarcalismo, vida da regi㯠dominada pelo mandonismo do senhor das terras栊os頌ins do Rego

55 - Graciliano: aprender a ler com a B�ia 㥲t㯠䥺enas de teses

57 - agravamento da mis鲩a das massas nordestinas do campo e da cidade desmente pretens峠modernizadoras que pouco mudaram no regime de propriedade ou na estrutura oligᲱuica de um sistema brutalmente explorador e retr粡do

80 좾Nordeste, Gilberto Freyre deste da cana preparava seco e est鲩l: clima temperado, regime de ᧵as 宧enho de banguꠖ o mais primitivo �ocultura ⩯s = mict⩯s

    ESSE NORDESTE PREPARAVA O OUTRO, SECO E ESTɒIL DF HOJE. O EXCESSO DE PARTIDAS DE CANA FOI DESTRUINDO SEM PARA AS MATAS. A COIVARA E A QUEIMADA DERAM NA EROSÏ DA TERRA. ALTEROU-SE O CLIMA, A TEMPERATURA E O REGIME DE GUAS. OS RIOS LOGO APODRECERAM. SEPAROU-SE O HOMEM DAS MATAS E DOS ANIMAIS.

(...) E AS CALDAS FEDORENTAS MATAM OS PEIXES. ENVENENAM AS PESCARIAS. EMPORCALHAM AS MARGENS.

(...) A HISTӒIA DE COMO O ENGENHO DE BANGUʬ O MAIS PRIMITIVO ENGENHO DE AǚCAR, SE TRANSFORMA NA USINA MODERNA, DE MAQUINARIA EFICIENTE E PODERIO FINANCEIRO

(...) O MONOCULTOR RICO DO NORDESTE FEZ DA GUA DOS RIOS UM MICTӒIO

 


 

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AFriCa AM鲩CA     EuROPa                                                                     

nossos enviados reportam de tr고continentes as causas e consequꮣias de duas emergꮣias previstas para nostro domus Terra hᠭilhares de luas, baseados no que vꥭ e no banco de dados revoluciomnibus. com

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          A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

 

   

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DE CRACK EM CRACK A COMANDITA ENCHE O PAPO

 

                                                    

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