After falling in replica handbags love with Beatrice,gucci replica handbag Pierre immediately worked hard. In 2009, after dropping out of college, he took over a hermes replica handbags construction company founded handbag replica by his father and became a replica handbags major shareholder. Later he became the vice president of the Monaco Yacht Club. Personally, it has reached 50 million US dollars.

                     um cibercordel

 

    ciberzine& narrativas de james anhanguera 

 

 A IND?TRIA DA SECA

um document?o  revoluciomnibus.com  da s鲩e

             um cibercordel

tamb魠integrado a

A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

banco de dados revoluciomnibus.com

                       

            

             Afirma uma firma que o Brasil confirma:

                   羚nt>Vamos substituir o Caf頰elo A篔.

        Vai ser dur?imo descondicionar o paladar.

                                                                Cacaso

                                                                                                                                         aso

                                                               

                 Este Admir?l Mundo Louco - Ruth Rocha, 22魰ress? ...   ilustra絥s Walter Ono  

       

    

       A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS                                

                      

AFriCa AM鲩CA     EuROPa                                                                     

nossos enviados reportam de tr?continentes as causas e consequ?ias de duas emerg?ias previstas para nostro domus Terra h?ilhares de luas, baseados no que v? e no banco de dados revoluciomnibus.com

 em

     

          A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

  

          huxley na fome do mundo

                                   

       CRISE 2008

DE CRACK EM CRACK A COMANDITA ENCHE O PAPO

 

                                                   

          ALIMENTA?O      ENERGIA

       

           GUERRA      E      PAZ

  Come sono buoni i bianchi

                       

                                                                                            

 

                 Os Sert峦nbsp;              Euclides da Cunha & Os Sert峼/font>

                   O triste e belo fim de Joana Imagin?a & Ant? Conselheiro

 Canudos Hoje: Tend?dos Milagres X O Amuleto de Ogum   

 

                                                  

         uma s鲩e revoluciomnibus.com que inclui tamb魼/span>

  TRISTERESINA  

      BANGUE-BANGUE

      NA  TERRA DO SOL

 

           

           duna 

   do p?o sol

Coriscos & Dad?b>s Lampi峼/font>&  Marias Bonitas

  At鍍 calango pede sombra  

 

GLAUBER ROCHA OU A PO?ICA DA LUZ DO SERT? NO CINEMA NOVO BRASILEIRO  

 

A IND?TRIA 

DA SECA

 

No P?o dos Milagres do Padim

O triste e belo fim de Joana Imagin?a & Ant? Conselheiro

INDISSECA

   ?ice remissivo

                  

                     cibercordel

         DO  MAIOR VIVEIRO CULTURAL  

                             DO BRASIL E UMA DAS REGI?S   

                             MAIS    POBRES    DO       MUNDO 

                             HIST?IA       GEOGRAFIA        E

                             CULTURA    MGICA     M?TICA

                             M?ICA              &           TRGICA

 

        

 

 A IND?TRIA DA SECA

 

Um resumo da Hist? do Nordeste do Brasil 

Nos tr?primeiros s飵los da Hist? do Brasil o Nordeste era o centro da produ磯 a絣areira e a regi?mais rica e povoada do imenso territ?. A partir do final do s飵lo XIX, com o decl?o dos pre篳 do a纣ar e do algod? sua economia estagnou-se e in岯s neg?s foram ? fal?ia. (...) a seca - um fen?o natural que, embora sempre tenha afetado o sert? foi agravado pelo tipo de ocupa磯 ali predominante, que acentuou a devasta磯 da natureza. A falta de pol?cas p?as para a regi? desde os tempos do Brasil Col?, s?m aprofundado o problema. (...) no Nordeste os sal?os s?mais baixos que no restante do pa? a renda e a riqueza est? concentradas nas m? de poucos, a subnutri磯 atinge altos n?is e periodicamente milhares de pessoas deixam a regi?fugindo das secas. Em 1920 viviam no Nordeste 37,7% dos brasileiros; em 1991 esse n岯 caiu para 28,9%, embora a taxa de natalidade seja maior ali do que no resto do pa?

Desde o s飵lo XVII o sert?tornou-se um grande pasto natural: embora a ?a fosse escassa a terra era vasta e plana. Sua produ磯 de carne e couro era consumida em toda a Col? (...). A vastid?do territ? e a necessidade de pouca m?de-obra para tocar a produ磯 criaram uma cultura regional bastante diferente da litor?a, conhecida como "cultura sertaneja" ou "civiliza磯 do couro".

 

o sert?s?ssou a ser encarado como um problema no final do s飵lo XIX, quando houve um decl?o na produ磯 do Nordeste e as elites usaram a seca como desculpa para garantir a continuidade dos investimentos p?os e privados na regi? 

A de 1877 a 1880 est?ntre as secas com mais destaque devido ?ua intensidade. 

o sert?nordestino possui ?as planas ideais para a pecu?a extensiva, o sal mineral aflorava naturalmente no solo, fornecendo um alimento essencial ao gado.

Inicialmente o povoamento concentrou-se nas margens dos rios S?Francisco e Parna? e nas ?as onde havia mais ?a.

no tempo das sesmarias uma fazenda de cria磯 extensiva ocupava uma faixa de terra ao longo de um rio e tinha 3 l駵as [equivalente a seis mil e seiscentos metros] de comprimento e 1 de largura.

Em 1711 o cronista Andr頊o?Antonil afirmava existir ali um rebanho de 1 milh?de reses.

homens que cuidavam da cria磯 recebiam 25% do rebanho como pagamento do trabalho. Muitos vaqueiros eram ?ios, que conheciam o sert?como ningu魠e estavam melhor adaptados ?secas.

a Grande Seca (1791 a 1793) tornou a vida na regi?mais dif?l. A vegeta磯 n?se recuperou.

Durante a estiagem de 1877 a 1880 pela primeira vez o governo procurou instituir uma pol?ca de salva磯 para a regi? D. Pedro II, encantado com uma visita que fizera ao Egito, mandou importar camelos do Saara e cri?os para salvar o sert? Os problemas no entanto eram muito mais graves. Um n岯 de sertanejos quase quatro vezes maior do que a popula磯 de Fortaleza ocupou a capital cearense, buscando fugir da seca. O resultado disso foram epidemias, fome, saques e crimes.

Durante essa seca criou-se o conceito de retirante - o homem que deixa sua terra para escapar dos efeitos da estiagem.

Na estiagem seguinte, em 1915, para impedir que os retirantes se dirigissem ? capital, o governo cearense criou campos de concentra磯 nos arredores das grandes cidades, nas quais recolhia os flagelados.

A seca de 1932 foi igualmente catastr橣a. Foram organizados sete campos de concentra磯 no Cear?onde foram reunidos mais de 105 mil retirantes. Eles eram recrutados para trabalhar de forma compuls? nas obras p?as.

Nas secas seguintes o governo abandonou a forma磯 dos campos de concentra磯 e come篵 a estimular o sertanejo a abandonar em definitivo suas terras. Passou a planejar a migra磯 maci硠de sertanejos para o Oeste a fim de povoar os sert峠do Mato Grosso. Essa retirada ficou conhecida como a "Marcha para o Oeste".

Pelo Censo de 1950 verificou-se que mais de 2 milh峠de nordestinos haviam migrado para outras regi峠do pa? Entre 1950 e 1980 as grandes metr?es do Sudeste tornaram-se o destino da maioria desses retirantes.

Os munic?os nordestinos passaram a contratar em 1979 retirantes para trabalhar em obras p?as. Mesmo assim o problema do sertanejo jamais foi solucionado. S? 1993 a Comiss?Pastoral da Terra identificou 146 a絥s de multid峠(invas峠ou saques) em 55 cidades do Cear?/font>

Depois de s飵los observando as condi絥s do clima os sertanejos conclu?m que se a chuva cair at頱9 de mar篍 (Dia de S?Jos驠haver?gua suficiente para suas planta絥s.

Gilberto Gil - Prociss?/font>

Meu divino S?Jos鼯span>

Aqui estou em vossos p鳼/span>

Dai-nos chuva com abund?ia

Meu Jesus de Nazar鮮.

 

Olha l?ai passando a prociss?/span>

Se arrastando que nem cobra pelo ch?/span>

As pessoas que nela v?passando

Acreditam nas coisas l?o c鵼/span>

As mulheres cantando tiram versos

Os homens escutando tiram o chap鵼/span>

Eles vivem penando aqui na Terra

Esperando o que Jesus prometeu

 

E Jesus prometeu vida melhor

Pra quem vive nesse mundo sem amor

S? depois de entregar o corpo ao ch?/span>

S? depois de morrer neste sert?/span>

Eu tamb魠t? lado de Jesus

S? que acho que ele se esqueceu

De dizer que na Terra a gente tem

De arranjar um jeitinho pra viver

 

Muita gente se arvora a ser Deus

E promete tanta coisa pro sert?/span>

Que vai dar um vestido pra Maria

E promete um ro硤o pro Jo?/span>

Entra ano, sai ano, e nada vem

Meu sert?continua ao deus-dar?span>

Mas se existe Jesus no firmamento

C? na Terra isto tem que se acabar.  

 

                   

Estiagem de 1877, para l?e meados da exist?ia de um dos muitos "messias de feira" (Euclides da Cunha: Os Sert峩 do nordeste brasileiro. Um componente marcante num drama que redundou na que 頴ida como a maior trag餩a da hist? do pa?e de que 頭uito 鬠ter mais dados para a contextualiza磯 da crise do Nordeste e do Brasil em que eclode o fen?o Canudos. 

Aquela Grande Seca, al魠de levar d. Pedro II a dizer que era capaz de vender as j顳 da Coroa para debelar os problemas do Nordeste, fez com que em um est鯠de Fortaleza abrisse a era do fotojornalismo no Brasil.

A situa磯 de pen顠dos moradores do Cear?or causa da falta d'?a nos anos de 1877 e 1878 頯 primeiro registro fotojornal?ico [de] que se tem not?a no pa?

As fotos, feitas durante uma visita de inspe磯 parlamentar por iniciativa de Jos頤o Patroc?o, foram publicadas em O Bezouro, jornal quinzenal do Rio de Janeiro com a legenda

P?nas tristes. Cenas e aspectos do Cear?ara sua magestade, o senhor governo e os senhores fornecedores verem. C?s fidel?imas de fotografias remetidas por amigo e colega Jos頤o Patroc?o.

e os versos que acompanham cada uma delas. Todos eles, em tom de lamento, fazem refer?ia ?itua磯 sofrida das pessoas que aparecem nas fotos. Acredita-se que os versos foram escritos por Jos頤o Patroc?o, enviado especial ao Cear?elo jornal Gazeta de Not?as para checar de perto os arrasos da seca.. A participa磯 dele na campanha contra a seca foi registrada em livros como a Hist? da Seca no Cear?de Rodolpho Teophilo.

     - A oposi磯 estava come确do a gritar contra o imperador, dizendo que a concorr?ia para o envio de mantimentos para acabar com a fome no Nordeste n? era l?ta e que a comida estava sendo desviada - explicou Joaquim Mar硬, chefe da se磯 de Iconografia da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que as descobriu na d飡da de 1990 nos arquivos da institui磯. C?s da mesma s鲩e de fotos usadas em postais foram entretanto encontradas tamb魍 nos arquivos do Museu Diocesano de Sobral, no Cear?nbsp;

     - A briga foi t?grande que resolveram checar se realmente havia tantos problemas longe da Corte. Principalmente para ver se as verbas estavam sendo bem empregadas.

S?nove pessoas que aparecem de maneiras diferentes nas 14 fotos. Muitos deles, inclusive, est?em mais de uma.

       
 
                            
                      

Existem duas esta絥s na econ?a composi磯 sertaneja - a seca e a seca verde. A primeira castiga o nordestino (...) com falta de ?a e comida. ?quando a caatinga retoma sua condi磯 natural de trama seca sobre um solo rachado (...) 

?tamb魠durante a seca que acontece a maior parte das concorridas festas sabor sacro das cidades, al魠das intermin?is romarias.

Para quem gosta de movimento outubro 頯 m?recomendado. Boa parte da comunidade beata do Nordeste desloca-se para Monte Santo, em busca de gra硳 nas 25 capelas do Santu?o de Santa Cruz.

Durante a seca verde, no primeiro semestre do ano, o sert?transforma-se num para?. (...) A caatinga sucumbe ao emergente matiz verde das plantas, os caldeir峠(depress峠naturais em placas de quartzito) enchem de ?a e o que for semeado d? desesperadamente.

Ao sobrevir das chuvas a terra transfigura-se... os vales secos fazem-se rios... E o sert?頵m vale f鲴il. ?um pomar vast?imo, sem dono.

Trinta e oito graus de dia. Dezesseis ?oite. Muita caatinga e exuber?ia da fauna local - principalmente urubus, lagartos e bodes.

Com a exce磯 de Alagoinhas, que possui sucursais dos principais jornais baianos, n?h?utra fonte de informa絥s que possa ser invocada no sert?[al魠da televis?.

O cinema mais pr詭o fica em Salvador.

[Uau? a 飡 dentista para as quase 200 mil bocas de de seis cidades do sert?de Canudos.

 

Brasil, Nordeste, 1992

RIO DE JANEIRO: BRASIL - SECA MATA 30 CRIAN∥S EM DOIS ?ES NO INTERIOR DE PERNAMBUCO
RIO DE JANEIRO ?JANEIRO ?CRIAN∥S MORRERAM DE ? FOME EM NOVEMBRO E DEZEMBRO NO MUNIC?IO DE OURICURI ? 630 QUIL?ETROS DE RECIFE ぐITAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO ?EVIDO SECA QUE SE ALASTRA POR QUASE TODO O NORDESTE DO BRASIL.
A NOTICIA FOI DIVULGADA HOJE PELO "JORNAL DO BRASIL"?? DE JANEIRO堍 SE BASEIA EM LEVANTAMENTO REALIZADO EM 11 ? 22 CEMIT?IOS DO MUNICIPIO PELA PREFEITURA ?CIDADE.
TODOS OS RIACHOS DA REGI? EST? SECOS E AS MULHERES ? ESPERAM AT?12 HORAS EM FILAS PARA ENCHER LATAS COM 20 LITROS DE ?A, QUE ?FORNECIDA POR CAMINH?S-PIPA.
SEGUNDO O JORNAL?REFEITURA DE UMA CIDADE ?40 ?L?ETROS DE FORTALEZAぐITAL DO CEARl DECRETOU ESTADO DE がAMIDADE PUBLICA AP? A INVAS? POR FLAGELADOS DA SECA DE UM ?AZ? DA COMPANHIA BRASILEIRA DE ARMAZENAMENTO (CIBRAZEM)? 哔AVA VAZIO.
COM MEDO DE TENTATIVAS DE SAQUES DE LOJAS POR AGRICULTORES 恍INTOS E SEM TRABALHO?COMERCIANTES  DOARAM O 呕IVALENTE A MIL D?ARES EM MANTIMENTOS AO SINDICATO DOS ?BALHADORES RURAIS DO MUNIC?IO PARA APLACAR A FOME DAS FAM?IAS ? ACAMPARAM EM FRENTE DA PREFEITURA E PERAMBULAM PELA ?ADE.
O PREFEITO CALCULA QUE EM 80 POR CENTO DO ?IC?IO `POPULA?O DAS COMUNIDADES RURAIS N? TEM GUA PARA ?ER E CONTA APENAS COM TR? CARROS-PIPA PARA O SEU ?STECIMENTO.
AINDA SEGUNDO O "JORNAL DO BRASIL"MANHàDE QUARTA-? -FEIRA FOI SAQUEADO O ARMAZ? DA COMPANHIA ESTADUAL DE ? DESENVOLVIMENTO AGROPECURIO E DA PESCA DE OUTRO MUNIC?IO DO MESMO ESTADO.
O PREFEITO  PROP? QUE FOSSEM ESCOLHIDOS OS ? AGRICULTORES COM MAIS FOME E GEROU A REVOLTA DE UM GRUPO DE 60 菍ENS E MULHERES? LEVARAM DO DEPOSITO MAIS DE TR? TONELADAS ?FEIJ??ATA E ARROZ.
T? SIDO MUITO FREQUENTES NOS ULTIMOS DOIS MESES?NOTICIAS DE けUES A DEPOSITOS DE ABASTECIMENTOS NAS REGI?S ONDE A SITUA?O ??S CRITICA.
NOTICIAS PUBLICADAS NOS JORNAIS DO SUL DO BRASIL D? ? TAMB? CONTA DE QUE? REPRESAS?S E RIACHOS SECOS E ?ERVAS DE ALIMENTOS ESGOTADAS占ALGUMAS LOCALIDADES RURAIS AS 恍ILIAS DE LAVRADORES EST? COMENDO PLANTAS QUE NORMALMENTE ?VEM COMO ULTIMA ALTERNATIVA DE RA?O PARA O GADO QUANDO A SECA ?ASTA O PASTO?> AT?OS RATOS 品DOS PARA A ALIMENTA?O DOS AGRICULTORES 占SITUAǖES DE EMERG?CIA ?DESAPARECERAM NO SERT? DO ?Rn
METADE DOS 1550 MUNICIPIOS ABRANGENDO UMA REA DE CERCA DE 占MILH? DE QUIL?ETROS QUADRADOS E COM UMA POPULA?O RURAL がCULADA EM TORNO DE 9 MILH?S DE PESSOAS ENFRENTA GRAVES ?BLEMAS PROVOCADOS PELA SECA.
J`FOI DECRETADO O ESTADO DE EMERG?CIA EM 339 ? MUNICIPIOS E OUTROS 442 FORAM CONSIDERADOS EM ESTADO CRITICO?> A SITUA?O ?MAIS GRAVE EM SEIS DOS NOVE ESTADOS QUE ? INTEGRAM `REGI? E SOBRETUDO NO INTERIOR DO PIAU?  PARAIBA?LAGOAS E BAHIA?E FOI DECRETADO O ESTADO DE EMERG?CIA EM ?CA DE 30 POR CENTO DOS MUNICIPIOS RURAIS.
AS CHUVAS FORAM ESCASSAS E IRREGULARES NO NORDESTE NOS ? ULTIMOS DOIS ANOS?UE DEBILITOU A ECONOMIA DA REGI? E CRIOU ㏎DIǖES PAR`UM`GRANDE ESCASSEZ DE PROVIS?S.
PARA AS AUTORIDADES?ITUA?O ATUAL N? PODE SER AINDA ?INIDA COMO DE SECA E SIM COMO DE ESTIAGEM PROLONGADA? A ?MINOLOGIA T?NICA QUE PODER`CARACTERIZmLA N? FAZ QUALQUER ?EREN∥ PARA OS FLAGELADOS.
?O A TEMPORADA DAS CHUVAS COME∥ ? NORMALMENTE EM DEZEMBRO? EM QUE ?FEITO O PLANTIO DE ?ENTES? PRODU?O AGR?OLA DA ESTA?O J`EST`PERDIDA NA MAIOR RTE DO SERT?? SEMI-RIDO DO NORDESTE BRASILEIRO.
ATE AGORA?NICO AUXILIO DE EMERGENCIA PRESTADO  ? POPULAǖES FLAGELADAS TEM SIDO A DISTRIBUI?O DE GUA EM げROS-PIPAS.
O MINISTRO D`AGRICULTURA?ONIO CABRERA?NCIOU PARA ?ROXIMA SEMANA O INICIO DA DISTRIBUI?O DE 650 MIL CESTAS COM ?QUILOS DE ALIMENTOS NO ?BITO DE UM PROGRAMA DE EMERG?CIA 鎔ITULADO PELO GOVERNO FEDERAL  "GENTE DA GENTE? FOI ACIONADO PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO.
?INDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE ? OURICURISERT? PERNAMBUCANO?UNCIOU  IRREGULARIDADES ?OMO O FAVORECIMENTO POR "PADRINHOS?ITICOS ALISTAMENTO ? FAMILIAS CARENTES DE TRES LOCALIDADES RURAIS DO MUNICIPIO.
SEGUNDO UM FUNCIONARIO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE ? GEOGRAFI`E ESTATISTICA (IBGE)?RECENSEADORES DAQUELE ?ANISMO QUE TRABALHARAM NA RECOLHA DE DADOS PARA A REALIZA?O ?UM CENSO D`POPULA?O ENTRE OUTUBRO E DEZEMBRO ENCONTRARAM ?NDONADAS AT?20 POR CENTO DAS CASAS DA MAIOR PARTE DOS ?ICIPIOS DAS REGI?S CENTRO E SUL DO CEARn
?REENDE-SE QUE A SECA CONTINUA A ?AR MILHARES DE TRABALHADORES RURAIS DO NORDESTE A MIGRAREM RA OS CENTROS URBANOS DO LITORAL DA REGI? E PARA O SUL DO MS?SAR DE A RECESS? ECON?IC`QUE O BRASIL ATRAVESSA TER ?ADO AO DESPEDIMENTO DE 160 MI?TRABALHADORES S?NA CIDADE DE ? S? PAULO EM 1991.

NNNN

 

Brasil, Nordeste, 1993
(RIO DE JANEIRO)⒁SIL:?A E C?ERA NO NORDESTE

RIO DE JANEIRO?AIS DA METADE DA POPULA?O ╒AL DO NORDESTE BRASILEIRO呕IVALENTE `QUASE NOVE MILH?S DE ?SOAS哔``SER V?IMA DA MAIOR SECA DOS ULTIMOS VINTE ANOS?EGUNDO FONTES OFICIAIS.
AS CONSEQUENCIAS DA CAR?CIA DE GUA S? AGRAVADAS PELO ?MEIRO SURTO DE C?ERA NO BRASIL EM MAIS DE UM S?ULO? NOS 匔IMOS DOIS ANOS J`MATOU MAIS DE 40O PESSOAS EM METADE DOS ESTADOS BRASILEIROS?AIOR PARTE NO NORDESTE.
DOIS TERǐS DO TERRITORIO DOS SEUS NOVE ESTADOS EST? ? PRATICAMENTE TRANSFORMADOS EM DESERTOS E COM RESERVAS EQUIVALENTES `30 POR CENTO DAS ESSIDADES DOS SEUS HABITANTES占CONSEQUENCI`DE UMA ESTIAGEM ? J`DURA QUATRO ANOS?UNDO DADOS DO INSTITUTO DE ? PESQUISAS ESPACIAIS (INPE)?ULGADOS HOJE PELA IMPRENSA BRASILEIRA.
?OORDENADORIA DE DEFESA CIVIL DO ?R`?ISTROU SAQUES A LOJAS DE PRODUTOS ALIMENTARES慉RAS LIVRES 堓UPERMERCADOS DE SETE CIDADES E CONCENTRAǖES DE AGRICULTORES 恍INTOS EM OUTROS 40 MUNICIPIOS DO ESTADO.
A REVOLTA J`SE TORNOU ROTINA TAMBEM EM OUTROS ESTADOS DA REGI?? PREVENDO-SE UM AGRAVAMENTO DA CRISE SOCIAL NO NORDESTE CASO VENHAM A ? CONFIRMAR AS PREVIS?S DO CENTRO DE ESTUDOS CLIMTICOS DO INPE DE 十 QUEDA AINDA MAIOR (CERCA DE 20 POR CENTO)??DICE PLUVIOM?RICO ? NA REGI? NO PR?IMO INVERNO ?????`AGUDIZA?O DA SITUA?O DE MIS?IA EM QUE VIVE `MAIOR PARTE ?SUA POPULA?O LEVOU 26 PREFEITOS ?CIDADES ?INTERIOR DE QUATRO ESTADOS NORDESTINOS A APOIAR UM MOVIMENTO ?LAGRADO POR SINDICATOS DE AGRICULTORES E QUE LEVOU MAIS DE MEIA ?TENA DE TRABALHADORES RURAIS A OCUPAREM NA TER∥-FEIRA AS INSTALAǖES DA ?ERINT?DENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE (SUDENE)? EM RECIFE 萅RNAMBUCO)?> ATUANDO EM REPRESENTA?O DE 72 MUNICIPIOS COM CERCA DE 35O MIL 恍ILIAS FLAGELADAS?AGRICULTORES MANTIVERAM COMO REFENS VRIOS?ETORES DAQUELE ORGANISMO E CINCO DEPUTADOS ESTADUAIS?DO ?NDONADO O EDIF?IO DEZ HORAS DEPOIS?NDO OBTIVERAM A GARANTIA DE ? UM GRUPO DE REPRESENTANTES SERIA RECEBIDO HOJE PELO PRESIDENTE DA ??LICA锁MAR FRANCO占BRAS?IA.
OS MANIFESTANTES ACAMPARAM EM FRENTE DO PR?IO DA SUDENE?E ?TENDEM MANTER-SE AT?A CONCESS? PELO GOVERNO DE RECURSOS PARA A 鍐LEMENTA?O IMEDIATA DE PROGRAMAS DE EMERG?CIA PARA AS V?IMAS DA ?A.
DIZENDO N? TER RECURSOS PARA EVITAR SAQUES E CONCENTRAǖES DE ? AGRICULTORES ESFOMEADOS NAS ZONAS URBANAS ATRAV? DO FORNECIMENTO DE ? COMIDA?UNS PREFEITOS DAS CIDADES FLAGELADAS EST? SUBSIDIANDO ?r> COMPRA DE PASSAGENS DE ?IBUS PARA AS CAPITAIS DO SUL DO PA?.
APESAR DE A CRISE ECON?ICA BRASILEIRA PODER LEVAR A SE PENSAR A SENS?EL REDU?O DO FLUXO MIGRAT?IO DO INTERIOR DO NORDESTE RA AS GRANDES CAPITAIS DO LITORAL E DO SUL?TOS AGREGADOS 咂ANOS DO INTERIOR DO NORDESTE TEM菊E?OS DE METADE DA ?ULA?O DE H`VINTE ANOS.
AS AǖES CONCRETAS DE COMBATE `SECA E EROS? DOS ?OS ?UNDO OS HISTORIADORES?VOCADA POR QUASE CINCO S?ULOS ?QUEIMADAS E CORTE INTENSIVO DA FLORESTA E EXPLORA?O DA ?OCULTUR`DA CANA-DE-AǚCAR ぅM NO SACO ROTO DAS PROMESSAS ōEITOREIRAS.
O GOVERNO DO CEAR`鎉CIOUSEGUNDA-FEIRA?ISTRIBUI?O ?23O MIL CESTAS DE ALIMENTOS BSICOS? SERVIR? APENAS PARA ?ACAR A FOME DOS DESVALIDOS POR ALGUMA?SEMANAS.
A SITUA?O ?CRITICA NA PR?RIA CAPITAL DO ESTADO插TALEZA?NDE SEGUNDO O SEU GOVERNADOR?O GOMES?OLUME DAS REPRESAS ?PONSAVEIS PELO SEU ABASTECIMENTO H?RICO ?O MENOR DA HIST?IA.
O J`PENOSO QUADRO DAS CONDIǖES DE VIDA DA POPULA?O ? NORDESTINA TENDE A AGRAVAR-SE SUBSTANCIALMENTEMEDIDA EM QUE A ? ESCASSEZ DE GUA?ESCIDA DA FALTA DE SANEAMENTO BSICOτER`?VOCAR UMA EXPLOS? DE C?ERA NA SUA REGI??PONSVEL PELA MAIOR RTE DOS CERCA DE 40 MIL CASOS DA DOEN∥ REGISTRADOS DESDE O SEU ?PARECIMENTO NO BRASIL聠DOIS ANOS.
EM FORTALEZA?E 8O POR CENTO DA POPULA?O VIVE SEM ? SANEAMENTO BSICO插AM NOTIFICADOS 1726 CASOS DE C?ERA NOS ULTIMOS ? DIAS?UNDO DADOS OFICIOSOS DIVULGADOS HOJE PELO JORNAL "O ESTADO DE ハ PAULO"? APONTAM PARA UMA INCID?CIA SUPERIOR A 250 CASOS POR いA GRUPO DE 100 MIL HABITANTES?NDICE PREVISTO PELA ORGANIZA?O ?DIAL DE SA?E (OMS)RA A DEFINI?O DE UM QUADRO EPID?ICO.
    - S? AS SETE PRAGAS DO APOCALIPSE?ROCLAMA, BASTANTE ESBARALHADO, O PREFEITO DE UMA ?ADE SITUADA `MAIS DE 500 QUILOMETROS DE RECIFE (PERNAMBUCO)?COSSADA PELA SECA E POR UMA M?IA DE 30 NOVOS CASOS DE C?ERA POR ?.
`FALTA DE SANEAMENTO BSICO ?UM DOS PRINCIPAIS FATORES DO ?STRAMENTO DO VIBRI? DA C?ERA? ?TRANSMITIDO ATRAV? DE ㏎TATO COM GUA E FEZES CONTAMINADAS.

NNNN
 

 

Teve Sorte o Presidente do Brasil, Lula, Que Assumiu em 2002 para pegar vento de popa da conjuntura econ?a internacional bafejada pelos "cr餩tos podres", e se o seu pa?n?cresceu em "ritmo chin?quot;, isso pouco importa para a m?a: teve um quinqu?o de ouro, o de maior crescimento econ?o desde o "milagre" h?0 anos, antes de pela primeira vez na hist? do s飵lo XX deixar de crescer. Por mais de vinte anos anos...

Teve sorte talvez tamb魠por a Rede Globo de Televis?ter feito tudo para que n?fosse eleito em 1989, empurrando o seu advers?o, o ca硤or de maraj?das Alagoa Fernando Collor de Mello, para assumir o tim?e promover a segunda ABERTURA DOS PORTOS e, antes do impeachment, olhar de soslaio a que seria uma das mais graves estiagens da sua regi?- uma seca que durou de 1990 a 1997 em algumas paragens da Nordeste, pra que quase n?ligou. O seu sucessor, sim. Bem ao seu estilo Itamar Franco esbravejou, esperneou, j?m final de mandato prometeu mundos e fundos mas a economia brasileira estava de rastros e o mais que conseguiu foi implementar os tais aux?os de emerg?ia para mais uma vez enganar o pato enquanto a embarca磯 n?estabilizasse com o Plano Real que mandou implementar e promulgou.

Teve sorte tamb魠o ex-retirante da Zona da Mata pernambucana de - segundo uma corrente cient?ca - os ciclos de estiagem no Nordeste serem de 13 anos e por essa ?a s? para 2010, quando j?er? deixado o poder, poder ocorrer uma nova seca das braba. Sempre foi menos um empecilho para o seu "espet?lo do desenvolvimento", o pa?e o mundo n? serem incomodados com as cl?icas imagens de meninos zambudos e saques de armaz鮳 por flagelados da seca em instant?os de matizes africanos. Que ia atrapalhar, ia. Com uma estiagenzinha 頱ue se veria o quanto o Brasil quase-quase do novo milagre de Lula, um ex-retirante, deixou a frica pelas bandas l?a sua regi?e se aproximou de S?Paulo e Belo Horizonte, as duas loucomotivas nacionais, ou se ao contr?o, no que tange ao matuto, pouco ou nada melhorou. Ter?os novos programas de aux?o de emerg?ia, se tocaria pra frente com som e f顠a transposi磯 do Rio S?Francisco - ou o qu?

 

banco de dados  revoluciomnibus.com 

     IND?TRIA DA SECA 

flagra a conjuntura ao redor do fen?o a um s?mpo clim?co, pol?co e social em plena GRANDE ESTIAGEM dos anos 1990 . fen?o  que talvez desse muito o que falar E debater porque o Brasil cresce e o Nordeste vem atr?em bom ritmo. Mas ter? Nordeste mudado o suficiente para debelar essa praga por assim dizer africana?

 

  A SECA NA VIS? HIST?ICA DE EUCLIDES DA CUNHA EM Os Sert峠(1902)

[24]                   DO ALTO DA FAVELA

E quase compreendia que os matutos crendeiros, de imaginativa ing?a, acreditassem que "ali era o c鵮.."

caatingas estonadas [de] matutos crendeiros

[25]                                      IV

                                                                     O CLIMA

 "desertus austral, como a batizou Martius"

Martius por l?assou com a mira essencial de observar o aer?o que tombara ?argem do Bendeng?era j?desde 1810, conhecido nas academias europeias gra硳 a F. Mornay (...)           

[27] galhada sem flores da flora sucumbida

[28] martirizados sertanejos   (a cima: natureza torturada)

[30]                           AS SECAS

O sert?de Canudos 頨...) de algum modo uma zona central comum (...) dos sert峠do norte (...) para ele [convergindo] as lindes interiores de seis Estados - Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Para?, Cear? Piauhi - que o tocam ou demoram distantes poucas l駵as. (...) os seus ciclos (...) abrem-se e encerram-se com um ritmo t? not?l que recordam o desdobramento de uma lei natural ainda ignorada. (...) flagelo, intercortado de intervalos pouco d?ares de 9 e 12 anos

[31]  HIP?ESES SOBRE A G?ESE DAS SECAS

[32] Um dos motivos das secas repousa, assim, na disposi磯 topogr?ca. (...) mon磯 de nordeste, atra? por forte aspira磯 de vasta superf?e alargada at頯 Mato Grosso - o nordeste vivo passa por chapad峠desnudos que o canalizam para l?faltando o dynamic colding de cordilheiras 

  o dynamic colding de cordilheiras 

dispostas em sua perpendicular

  

 

[47]                                        COMO SE FAZ UM DESERTO

Esquecemo-nos todavia de um agente geol穣o not?l - o homem. (...) entre n? nomeadamente, assumiu, em todo o decorrer da hist?, o papel de um terr?l fazedor de desertos.  (...) queimas dos abor?nes (...) o colonizador copiou o mesmo proceder (...) - o fogo - primeiro o ?io depois o "branco"- o colonizador. Engravesceu-o ainda com o adotar, exclusivo, no centro do pa? fora da estreita faixa dos canaviais da costa, o reg?n francamente pastoril.

caapuera - mato extinto: (...) at頱ue, de todo exaurida aquela mancha de terra, fosse, imprest?l, abandonada em caapuera. 

[48] o sertanista, ganancioso e bravo, em busca do selv?la e do ouro  (...) povoa絥s ribeirinhas do S. Francisco (...) estas selvatiquezas atravessaram toda a nossa hist? (...) o reflexo rubro das queimadas. (...) o pr?o governo colonial. Desde 1713 sucessivos decretos (...) E ao terminar a seca lend?a de 1791-1792, a grande seca (...) severa proibi磯 do corte das florestas (...) cartas r駩as (...) e a de 11 de junho de 1799 decretando que "se co? a indiscerta e desordenada ambita磯 dos habitantes (da Bahia e de Pernambuco) que t?assolado a ferro e fogo preciosas matas... que tanto abundavam e j?oje ficam a dist?ias consider?is, etc." 

Monte-Santo, ent?o Pico-arass?os tapuias

49]                        COMO SE EXTINGUE O DESERTO

Na Tun?a os romanos fizeram o deserto recuar com uma rede de barragens. Represar ou irrigar? O que fazer? O exemplo brasileiro de erro dado por Euclides h? cento e tal anos 頯 a絤e de Quixad?Alguns outros, n? menos crassos, como o de Or?sugerem pensar-se em Os Sert峍 / Canudos h?ento e tal anos e Os Sert峠/ Canudos hoje. Na Tun?a dos romanos

este sistema de represas, al魠de outras vantagens, criara um esfor篠de irriga磯 geral. Ademais, todas aquelas superf?es l?idas, esparsas em grande n岯 e n?resumidas a um Quixad?nico - monumental e in鬠- expostas ?vapora磯, acabaram reagiando sobre o clima, melhorando-o. Por fim a Tun?a (...) se fez, transfigurada, a terra cl?ica da agricultura antiga. Foi o celeiro da It?a; a fornecedora, quase exclusiva, de trigo, aos romanos.

Os franceses, hoje, copiam-lhes em grande parte os processos, sem necessitarem levantar muramentos monumentais e dispendiosos. Represam por estacadas, entre muros de pedras secas e terras, ?aneira de palancas, os oueds mais bem dispostos, e talham pelo alto suas bordas, em toda a largura das serrania que os ladeiam, condutos derivando para os terresenos circunjacentes, em redes irrigadoras.

(...) os sert峠do norte (...) se apropriam a uma tentativa id?ica, de resultados igualmente seguros.

A id驡 n?頮ova. Sugeriu-a (...) em 1877 (...) Beaurepaire Rohan (...) nas discuss峠ent?travadas

por conta da grande seca daquele ano. E relembra o cronista d`Os Sert峠brasileiros que na 鰯ca

Idearam-se (...) luxuosas cisteras de alvenarias; mir?es de po篳 artesianos, perfurando as chapadas; dep?os colossais, ou armaz鮳 desmedidos para as reservas acumuladas; a絤es vastos, feito c?ios artificiais; e, por fim, como para caracterizar bem o desbarate completo da engenharia, ante a enormidade do problema, estupendos alambiques para a distila磯 das ?as do Atl?ico!...

Como Euclides cita a Tun?a dos romanos aos franceses, nas ?as d飡das citou-se ? exaust?o exemplo moderno de Israel e pode-se citar o do terrier em que se transformaram Juazeiro e Petrolina com a irriga磯 das terras banhadas pelo rio S?Francisco na regi? Problemas e quest峠relacionados ?eca no NE do Brasil e propostas para a sua solu磯 est?expostos nesta webpage. 

[51]                    O MART?IO SECULAR DA TERRA 

Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreci?l, a estrutura e a conforma磯 do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esbo硭os, a influ?ia daquelas 頭anifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclina磯 dos extratos, que os retalham, e a rudeza dos estios e a degrada磯 intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insola絥s demoradas para as inunda絥s subit?as, a terra, mal protegida por uma vegeta磯 dec?a, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo reg?n francamente des鲴ico.

(...) O reg?n decorre num intermitir deplor?l, que lembra um c?ulo vicioso de cat?rofes.

(...)

[52] O processo que indicamos, em breve recorda磯 hist?a, pela sua pr?a simplicidade dispensa in婳 pormenores t飮icos.

(...)


Seca consome 1 bilh?de d?es/ano (not?a de 1991)

NA CPI DA SECA (Comiss?Parlamentar de Inqu鲩to Sobre a Seca) em 1988 foram apresentadas dezenas de estudos cient?cos demonstrando que o Nordeste tem muita ?a mas 頶?ma do racionamento pol?co do or硭ento destinado ?egi?


1993: ap? ocupa磯 da sede da Sudene
A TOMADA DA SUDENE
em Recife por flagelados, que gera um grande movimento pr?rdeste, Itamar Franco libera 180 milh峠de d?es em programa de emerg?ia para combate aos efeitos da seca no Nordeste e em Minas Gerais (leia-se Vale do Jequitinhonha)para serem investidos:
80 por cento em m?de-obra; 20 por cento em saneamento b?co: constru磯 de cisternas, tanques, po篳, pequenas barragens, adutoras e a絤es, perfura磯 de 100 po篳 em cada estado e outras a絥s; apetrechamento urbano e rodovias 800 munic?os atingidos, "com fome, desnutridos e fracos", segundo um governador.

50 por cento dos miser?is brasileiros s?nordestinos

VALE DO JEQUITINHONHA VALE DA MIS?IA mis鲩a absoluta
1995
Anualmente distribui磯 de cestas b?cas do WFP ou PAM Programa Mundial do Alimento da FAO. 
Terra das VI?AS DA SECA porque maridos trabalham sete meses em S?Paulo no corte de cana.
CARDPIO BRASILEIRO pinga para enganar a fome das crian确
Em 1995 meio milh?de pessoas vivem em situa磯 de mis鲩a no VALE DO JEQUITINHONHA, um dos maiores bols峠de pobreza do pa?- mais de um milh? de pessoas s?castigadas pela seca.
7151 ?ios em situa磯 de mis鲩a tamb魠s?assistidos pelo Prodea
A MIS?IA numa regi?dilacerada pelo desmatamento para o abastecimento dos fornos da ind?a sider穣a que fez de Minas Gerais uma das pot?ias mundiais no setor MORA LADO A LADO

C?ERA "DOEN∥ DA MIS?IA"

VALE DO S? FRANCISCO
115 milh峠de hectares de solo pedregoso, apenas 100 mil irrigados e produzindo.
O resto 頤ominado pela caatinga com seus mandacarus, xique-xiques, aroeiras, para?e cama硲is


BANCO MUNDIAL 1990: AUMENTAM POBRES, CAI MORTALIDADE
O relat? classifica a distribui磯 de renda no Brasil "entre as menos equitativas do mundo", atr?da observada em Honduras e Serra Leoa.
Registra que entre 1981 e 1987 o n岯 de pobres cresceu de 23 para 33 milh峮
Ele 頣laro ao exibir a fal?ia de todas as pol?cas de investimento social no Nordeste, o lugar mais maltratado, onde os investimentos do Estado serviram apenas para alimentar nossa elite mais atrasada, que se aproveita politicamente da mis鲩a da popula磯.
Remete para uma rela磯 ?ima entre pobreza e atraso das elites regionais.
Os t飮icos do Banco Mundial subestimaram a participa磯 da economia informal na forma磯 da renda nacional porque nas suas contas s?vam em conta a renda declarada.
Pobres para o BIRD s?pessoas com renda inferior a 370 de d?es por ano.
Considera exagero flagrante dimens?dada por t飮icos brasileiros ? economia informal: 20 por cento.

carcar?ega, mata e come

Jornal do Brasil 10 novembro 1988
Maiores produtores de cana pela ordem: S?Paulo: 1,6 milh?de toneladas, Pernambuco: 1,5 milh?e Alagoas: 1,3 milh?de toneladas.
Em Alagoas as 35 usinas pertencem a 27 fam?as respons?is por 60 por cento do ICM (Imposto Sobre Circula磯 de Mercadorias) do estado e que empregam 120 mil pessoas.
Usineiro: "Na situa磯 atual a cana 頡 salva磯 para multid峠de sertanejos desempregados no per?o da seca, exatamente quando se corta a cana."
Governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo: "A ind?a do a纣ar 頡 ind?a da mis鲩a: s?brevive porque o pa?頳ubdesenvolvido."
"S? uma diferen硠entre as usinas de hoje e as do s飵lo passado", costuma dizer o governador Collor de Melo. "?que elas passaram da escravid?para a servid?"
Hoje o cortador de cana continua trabalhando sob o olhar vigilante de fiscais que substitu?m os feitores de escravos e o chicote pelo livro de apontamento.
"Assisti recentemente uma mulher se atirar aos p鳠de um usineiro pedindo que reconsiderasse sua decis?de cortar-lhe tr?dias de trabalho" - conta um diretor de usina por acaso.
O Brasil 頯 飯 que mant魠a mesma estrutura econ?a h?00 anos, com usinas plantadas em latif?s, usineiros com poder pol?co, filhos de fam?as tradicionais no setor e principalmente com legi峠de cortadores de cana subassalariados.
O Brasil tem 460 usinas com um patrim? de 25 bilh峠de d?es

O Globo, Rio de Janeiro,1989
- At頨oje n?se irrigou a regi?de Irec?na Bahia: quando chove l? pre篠do feij?baixa no Brasil inteiro. Irec?capital do feij? s?podem plantar uma vez por ano na 鰯ca das chuvas (entre novembro e dezembro) se regi?n?estiver seca ?sce em 75 a 90 dias, mas depende das chuvas durante a semeadura e quando a vagem est?m flor: plantio n?irrigado, uma loteria.


Jornal do Brasil 11 de setembro de 1988
Fortaleza - 82 por cento das habita絥s n?s?servidas de rede de esgoto.
N岯s assustadores de mortalidade infantil, de que 頡 falta de saneamento b?co seria a maior respons?l: 180 a 250 ?os em 1 000 crian硳 nascidas.
Os esgotos v?dar no rio Coco (...), que corta toda a cidade, e em boa parte dos 25 km de praias de Fortaleza, v?as delas ostentando placas de proibi磯 de banho de mar.
Num lugar com poucas atra絥s culturais, praia 頡 maior atividade de lazer.
Cerca de 700 mil pessoas vivem em 400 favelas
s? por cento das vias da cidade s?asfaltadas
Tivemos cinco anos consecutivos de seca, em que a popula磯 cresceu em 300 mil habitantes, que 頡 popula磯 de Natal (capital do Rio Grande do Norte) (...) assustada tamb魠com o ?do rural.
O maior ?ice de analfabetismo do Brasil 頯 do Cear?100 mil crian硳 em idade escolar fora das escolas. Col駩os particulares concentram 52,4 por cento dos alunos do 1粡u. Metade das crian硳 estuda em escolas comunit?as que n?integram a rede oficial.

HIST?IA da SUDENE
Criada em 1959 com o objetivo de congregar todas as a絥s do governo na regi?para reduzir as desigualdades regionais.
Primeiro superintendente Celso Furtado
Fez concurso p?o e formou o seu pessoal, uma esp飩e de elite intelectual na regi? Quando se deu o golpe militar em 1964 a Sudene era considerada pela direita uma c鬵la comunista.
Celso Furtado foi cassado e v?os inqu鲩tos policiais instalados.
Generais se sucederam na Superintend?ia.
No final do regime a Sudene foi dirigida por civis mas de estreita liga磯 e confian硠dos quart驳.

SISAL
O Globo 9 de maio de 1993
O NORDESTE MUDOU MAIS DO QUE LULA
Sua fam?a emigrou de Caet鳠(Pernambuco)
A pr?a Canudos 頰rodutora de melancia, mel? banana, cebola, tomate, feij?e milho, e a bacia leiteira 頦ornecedora da ind?a de queijo que funciona no munic?o vizinho de Jeremoabo.
Em Valente, centro da regi?produtora de sisal na Bahia (...) derivados da riqueza que se acumulou nas d飡das de 1960 e 1970, quando o sisal era chamado de "OURO VERDE". O sisal 頨oje uma cultura decadente na Bahia, que n?consegue competir com o nylon sint鴩co e a fibra africana, de melhor qualidade. (...) M?ina pr魨ist?a que, operando a 1800 rota絥s por minuto, 頣apaz de SUGAR a m?e o bra篠de quem a manipula (...). Den? das p鳳imas condi絥s de trabalho, embora o risco de mutila磯 esteja a ponto de desaparecer mais por for硠do desemprego generalizado (amea硠que atinge 500 mil pessoas) do que pelo avan篠da t飮ica.
Feira de Santana. Segunda maior cidade da Bahia, com 400 mil habitantes, entroncamento rodovi?o, por isso mesmo ponto de desembarque de retirantes.

SISAL Jornal do Brasil 10 de junho de 1993
TERRA DOS SEM-BRAǐS
EM VALENTE 90 por cento DOS SISALEIROS N? T? CARTEIRA ASSINADA. Mutilados pelas antigas m?inas de desfiar folhas de sisal, na cidade de Valente, constru?s h?ais de 40 anos.
1,5 milh?de sisaleiros que trabalham em 72 munic?os baianos.
Recebem menos de meio sal?o m?mo e s?analfabetos.
A situa磯 piorou nos ?os anos, quando a cultura entrou em decad?ia devido ?orte concorr?ia dos produtos industrializados. (...) sisal usado no Brasil para a confec磯 de cordas e tapetes.


Jornal do Brasil 22 de fevereiro de 1991
GOVERNADORES DENUNCIAM DESCASO COM O NORDESTE
Foi no Nordeste, diante dos governadores da 鰯ca, que o ent?presidente Garrastazu M餩ci encheu os olhos de l?imas ao dizer a c鬥bre frase: "O Brasil vai bem mas o povo vai mal."
Pequenos produtores, respons?is por 70 por cento da produ磯 de alimentos e da consolida磯 dos parques industriais.
 

MIGRA?O
Folha de S?Paulo 25 de janeiro de 1996
S?Paulo 頡 'locomotiva econ?a do Brasil'.
S?Paulo 頲espons?l por 36,1 por cento do PIB (Produto Interno Bruto). Mas o Estado entra com 50,6 por cento dos impostos arrecadados pelo governo federal, dados da Funda磯 Seade e do IBGE.
Os nordestinos comp孠19,6 por cento da popula磯 paulistana e carregam todos os indicadores da desigualdade social.
Eles ganham pouco mais que a metade do sal?o m餩o pago a um n? nordestino: R$ 286 contra R$ 529, em n岯s de julho de 1994.
Entre os n?nordestinos 34,9 por cento ocupam a faixa de maior escolaridade, mas entre os nordestinos s?5 por cento conseguem chegar l? S?25 por cento dos n?nordestinos s?analfabetos, contra 13,5 por cento dos nordestinos.

Jornal do Brasil 9 de dezembro de 1990
PACTO COM EMPREITEIRAS REATIVA GRANDES PROJETOS NO NORDESTE
XING? no Rio S?Francisco, a maior obra p?a em constru磯 no pa? com um custo total de 3,2 bilh峠de d?es, a retomada dos trabalhos de reassentamento de 6 mil fam?as de agricultores ?margens da hidrel鴲ica de Itaparica, tamb魠no S?Francisco,
entre os munic?os de Piranhas, em Alagoas, e Canind鬠em Sergipe, onde a hidrel鴲ica do Xing?t?endo constru?.
Transnordestina, cuja constru磯 se arrasta desde o governo Sarney. A ferrovia, que ligar?s munic?os de Petrolina e Salgueiro, em Pernambuco, e Miss?Velha, no Cear?custar?29 milh峠de d?es.
 

TRANSPOSI?O DO RIO S? FRANCISCO
GAZETA MERCANTIL 2 de agosto de 1994
IBAMA FORMULA ROTEIRO DE EXIG?CIAS PARA APROVAR O DESVIO DO S? FRANCISCO
Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, cuida de Recursos Naturais N?Renov?is
A transposi磯 vai privilegiar o uso das ?as para irriga磯, em detrimento de outros usos, retirar uma quantidade muito grande de ?a do rio e poder? comprometer projetos de gera磯 de energia.

O Estado de S?Paulo 24 DE JULHO DE 1994
OBRA BILIONRIA DE ITAMAR MOBILIZA POL?ICOS
bilion?a e ambiciosa obra de irriga磯 do Nordeste
550 milh峠de d?es previstos para a primeira etapa da transposi磯 do Rio S?Francisco para o semi-?do do Cear?Rio Grande do Norte, Para? e Pernambuco, sem incluir a distribui磯 de ?a para irriga磯 a custo estimado em 1,9 bilh?de d?es. Ningu魠conhece os estudos t飮icos e os efeitos do projeto sobre o meio ambiente.
N?vai acabar com a seca no semi-?do: "Temos 330 mil hectares irrigados na bacia do S?Francisco e assim mesmo sofremos com a seca."
(...) O projeto prev? constru磯 de canais, t婳, barragens e esta絥s elevat?s.
Os efeitos da evapora磯 e da infiltra磯 provocariam uma perda de 70 por cento das ?as desviadas para os leitos secos.
Cada hectare irrigado do projeto corresponderia a dois hectares e meio na bacia do S?Francisco. Ele explicou que na bacia do S?Francisco parte da ?a irriga as planta絥s e a parte infiltrada volta para o rio pelas correntes subterr?as. "A mil quil?ros do rio, a ?a infiltrada se perde", explica. Pelo projeto as ?as transpostas percorreriam 2400 quil?ros atrav鳠dos leitos secos e reservat?s da regi?
Com a retirada de cada metro c飯 de ?a do rio abaixo de Sobradinho - na divisa da Bahia com Pernambuco - as Hidrel鴲icas do Xing?taparica, Moxot?Paulo Afonso deixariam de gerar 2,6 megawatts/hora.
PROJETO DIVIDE ALIADOS E APROXIMA INIMIGOS
Na Bahia todos se uniram contra o projeto. A favor est?todos no Cear? entre eles Ciro Gomes e Tasso Jereissati.
MESSIANISMO
O messianismo da obra assustou at頭esmo a c嬡 da campanha do candidato preferido ?resid?ia da Rep?a do Pal?o do Planalto, o ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.
 

PESADELO AMBIENTAL / CAUSAS DA SECA
O Globo 7 de abril de 1997
Sat鬩te revela pesadelo ambiental do Nordeste, a dimens?do estrago provocado pelo uso intensivo e inadequado do solo.
O projeto Zoneamento Agroecol穣o do Nordeste (Zane) reuniu informa絥s de 1,6 milh峠de quil?ros quadrados do chamado tr?o semi?do.
A primeira e mais antiga foi decorrente do uso intensivo da terra em ?as de solos f鲴eis e que pelas suas caracter?icas b?cas s?mais sujeitos ?ros?
Tamb魠a acelerada derrubada da caatinga para implanta磯 de pastos.
Causas mais frequentes da deteriora磯 ambiental: desmatamento, minera磯, cultivos excessivos, cria磯 de animais sem planejamento correto e irriga磯 inadequada do solo.
A degrada磯 do tr?o semi?do est?igada ?磯 do homem sobre a vegeta磯 e o solo, mediante o cultivo de esp飩es como o feij? milho e algod?que, por suas caracter?icas, n?favorecem a prote磯 dos solos contra os efeitos da eros?
O principal respons?l por essa situa磯 foi o ciclo do algod?cultivado em solos f鲴eis mas fr?is.
Desmatamento registrado ao longo dos anos no Nordeste provocou mudan硳 clim?cas que evolu?m para um tipo de desertifica磯 somente visto no continente africano.
A situa磯 tem sido muito agravada pelo desmatamento seletivo feito no Nordeste. A Para? tem o maior percentual de ?a afetada (63 por cento), seguida pelo Cear?52 por cento), Rio Grande do Norte (36 por cento) e Pernambuco (25 por cento).
Desertifica磯 m?significa que ?as afetadas se transformar?em desertos de areia mas que seu solo est?mprodutivo.
A caatinga tem um forte poder de recomposi磯.
O zoneamento feito pela Embrapa dividiu o Nordeste em 172 regi峠e constatou que sua diversidade ambiental 頭aior at頱ue a da Amaz?, considerada erroneamente por muitos a regi?de maior biodiversidade do Brasil.

Folha de S?Paulo s/d
NEG?IO DA CHINA CHEGA AO SERT? DO NORDESTE
Empres?os de Taiwan criaram um p?confeccionista em Acarape, 70 km ao sudoeste de Fortaleza:
grupo Yamacon investiu R$ 100 milh峼br> cinco f?icas empregam 1600 pessoas e cooperativas outro tanto
outros 26 grupos empresariais de Taiwan abriram a possibilidade de investir nos pr詭os tr?anos, com investimentos da ordem dos R$ 400 milh峠em protocolo de inten絥s firmado em 1993 com o governo do Cear?br> Quatro empresas j?m fase de implementa磯.
A arrecada磯 de ICMS (Imposto Sobre Circula磯 de Mercadorias e Servi篳) do munic?o pulou de m餩a mensal de R$ 30 mil para R$ 380 mil.
Atrativos: pol?ca de incentivos fiscais, m?de-obra barata e localiza磯 estrat駩ca na Am鲩ca do Sul.
Os empres?os pagam sal?o at頤ez vezes menor do que o de Taiwan.
Incentivos fiscais do governo do Cear?tra?m nos ?os cinco anos 273 ind?as, que investiram 3,2 bilh峠de d?es e geraram quase 50 mil empregos diretos e cerca de 200 mil indiretos.
O investimento representava 32 por cento do PIB do estado.
Homens trocam enxada por costura.

O Estado de S?Paulo 15 de dezembro de 1996
ver tamb魠 Deus e o Diabo TRISTERESINA LULA, p?na revoluciomnibus.com da s鲩e
- O GOVERNADOR QUE DIZ N? D`PARA ROMPER COM ESSA SITUA?O DE FOME ?GARIBALDI ALVES FILHO
Rio Grande do Norte
Estado conquistou posi磯 de maior produtor de petr? em terra: fornece 10 por do ? consumido no pa?
S?extra?s 96 mil barris/dia em 14 munic?os, 40 por cento da produ磯 do Nordeste.
Propriet?o de terras tem direito a 1 por cento da receita.
Nova reserva de 8 milh峠de barris confirmada tr?semanas atr?
55 por cento das crian硳 com at頵 anos s?desnutridas;
fome cr?a produz nanicos em escala: 42 por cento da popula磯 infantil tem altura abaixo da normal, biologicamente deficientes, com chances reduzidas de plena produ磯 intelectual.
Efeitos da desnutri磯 s?tamb魠percept?is em gera磯 anterior: na inspe磯 militar, 43 por cento com peso inferior ao normal; 21 por cento ainda patenteavam defici?ia de peso ap?m ano nos quart驳 com alimenta磯 balanceada; 68 por cento dos recrutas tinha altura m餩a de 1,53 metro - 15 cent?tros abaixo do soldado-padr?
Apenas 10 por cento da c嬡 do Judici?o consomem 35 por cento dos gastos salariais do setor p?o.
A maioria dos funcion?os recebe pouco mais de um sal?o m?mo.
No interior, a maioria das prefeituras 頡 飡 alternativa de emprego.
A quase totalidade recebe at頒$ 40.
30 por cento das prefeituras com bloqueio judicial das receitas por atraso salarial superior a 4 meses.
A 90 km da capital a maioria ganha R$ 12, que n?recebe h?0 meses.
Favelas nascem em torno de vilarejo de 5 mil habitantes.
Em Aracati, 200 km ao norte, no Cear?consegue-se at頒$ 5/dia por 12 horas de jornada de colheita de frutas.
Pre? roedor da fam?a dos cav?os. Tem dorso amarelo-sujo com manchas pretas. Vai ser repartido com farinha entre as seis bocas da casa na 飡 refei磯 do dia em Lajes, a 200 km de Natal.
Angicos s?m 15 mil habitantes mas j?em favelas e fome como cidade grande.
O lado mais dram?co foi atenuado na esteira de campanhas governamentais e da redistribui磯 de renda promovida pelo Plano Real.
LADO MAIS DRAMTICO FOI ATENUADO NA ESTEIRA DE CAMPANHAS GOVERNAMENTAIS E DA REDISTRIBUI?O DE RENDA PROMOVIDA PELO PLANO REAL.
Mortalidade infantil era de 103 mortes em cada 1 000 crian硳 em 1994 e caiu para 59 por 1 000.
Mapa da Fome do programa Comunidade Solid?a apurou queda geral em 582 munic?os do Nordeste onde governo atuou junto com a Unicef, Pastoral da Crian硠e agentes de sa嬠mas segundo O Estado de S?Paulo dados n?s? confi?is:
Basta ver a multiplica磯 de cemit鲩os clandestinos no interior.
Na periferia de Natal pesquisadores constatam taxas de mortalidade infantil de 120 mortes por grupo de mil nascidos vivos.
 

SECA E C?ERA
Folha de S?Paulo 11 de junho de 1991
Nordeste sob seca rigorosa que atinge 2 milh峠de pessoas com mais de uma centena de mortes, situa磯 de trag餩a total a que se soma a epidemia de c?a.
 

DESNUTRI?O  DESNUTRI?O INFANTIL  MORTALIDADE INFANTIL
Folha de S?Paulo 17 de novembro de 1996
Pre篠cobrado em cart? por certid?de nascimento (at頒$ 40, embora lei tenha tabelado em R$ 1,79) deixam 58 por cento das crian硳 que nascem no Estado sem registro de nascimento.
(Certid峠de nascimento passariam a ser gratuitas por lei de 1997 em conformidade com Constitui磯 de 1988.)
"z鳭ningu魦quot;
elevada falta de registros de ?os
"anjinhos", como s?chamadas crian硳 mortas antes de ser batizadas no Nordeste
em Pernambuco 103 cemit鲩os oficiais e 186 clandestinos
Petrolina registra 21 mortes por nascidos vivos - em 1995, m餩a nacional era de 45 mortes de crian硳 de at頵m ano por mil nascidas vivas

Jornal do Brasil 30 de junho de 1996
projetos de irriga磯 grandiosos demais para pouca terra - 250 milh峠de metros c飯s de ?a. A maior fonte de ?a de Israel 頯 Mar da Galil驡, com 400 milh峠de metros c飯s.

veja 30 de outubro de 1996
O MUTIR? QUE SALVA OS BEB?
estima-se que nos ?os dois anos 20 000 crian硳 foram salvas da morte no Nordeste.
Em alguns munic?os de Bahia e Para? redu磯 de 60 por cento em um ano.
Pastoral da Crian硺 ?ice m餩o de mortalidade infantil para cada 1 000 nascidos vivos caiu de 100 para 34 nos   2 563 munic?os mais pobres desde 1994. Quase metade deles no Nordeste.
Programa de Redu磯 da Mortalidade Infantil do Minist鲩o da Sa宼br> Calcula-se que mais de 150 000 pessoas participem desse trabalho.
Uma mulher aos 36 anos, de Jurema, no agreste de Pernambuco, j?eve 12 filhos dos quais 5 morreram e outros 2 tinham poucas chances de sobreviv?ia.
Mag鲲imos por conta da desnutri磯.
"Eu achava que era Deus que queria levar."
veja 30 de outubro de 1996
O MUTIR? QUE SALVA OS BEB?
Ensin?os a preparar pratos com casca de ovo, sementes de moranga, folhas de mandioca e de cenoura, refei磯 com teor vitam?co alto para reduzir desnutri磯 de crian硳 e gestantes.
Educa磯: metade de m? e gestantes da Para? n?conseguem entender o material impresso pelo Minist鲩o da Sa堳obre aleitamento materno porque 頡nalfabeta.
M餩a nacional era de 10 por cento de mortes de crian硳 com at頵m ano de idade. No Nordeste, o dobro - ?ice de pa?s miser?is como Eti?, Som?a e Haiti.
At頱996 ?ices ainda eram compar?is ao de Camar峠e Nam?a.
Brasil em 63?ar no ?dice de Desenvolvimento Humano da ONU. O Nordeste estaria em 120?uco acima da Suazil?ia.
Saneamento b?co: apenas 25 por cento dos domic?os nordestinos t? esgoto.
Educa磯: ?ice de analfabetismo 頯 dobro da m餩a nacional.
 

IND?TRIA DA SECA
veja 22 de novembro de 1993
INFLA?O SOB O SOL DO SERT?
Seca de 1993 se inscreveu na Hist? como uma das seis mais devastadoras que se abateram sobre o semi-?do no s飵lo XX. Come篵 h? anos:
12 milh峠de nordestinos flagelados
Palma, Piau?alguns dias da semana serve-se s??a em que o arroz 頍 cozido.
"Quando acabar o arroz, fa篠pir?d'?a, com farinha, ?a e sal fervidos."
Serra da Mo硬 interior da Para? - s?atro pratos: feij?com farinha, xer鵠(pasta feita com fub? cuscuz (fub??a e sal) e angu (farinha cozida com sal), ou funji de milho e de mandioca. Angu, aos domingos, "porque ningu魠trabalha e precisa de menos for硦quot;.
gua Fria, Bahia: sopa de capim-brodinho e berdoega (pequena erva que d? flores amarelas).
Seis de Patos, Bahia, vivem da "feira" que o prefeito distribui "quase todo m?quot;: 3 quilos de arroz, 1 lata de ?, 1 quilo de fub? 1 quilo de a纣ar. A ?a vez que a fam?a comeu feij?foi em abril.
Cada fam?a dessas passa o dia com cerca de 40 litros de ?a.
M餩a de consumo di?o numa cidade 頤e 150 litros por pessoa.
Causa mortis infantil 頱uase sempre a mesma: gastroenterite por desnutri磯
(...) O pagamento do programa Frentes Produtivas de Trabalho do governo federal a cada seca grave passa dias e dias em contas banc?as alheias, rendendo mas n?para os flagelados. O dinheiro 頬iberado pela SUDENE atrav鳠do Minist鲩o da Integra磯 Regional
Os atrasos chegam a um m?e a f鲩a nunca chegou ao meio sal?o m?mo prometido por lei.
FRENTES PRODUTIVAS DE TRABALHO - ver tamb魠At鍍 calango pede sombra, p?na revoluciomnibus.com da s鲩e

oito horas de trabalho tr?vezes por semana
S?dem se inscrever chefes de fam?a, quando n?h?elas aposentados ou empregados. O trabalho varia de constru磯 de barreiros (buracos na terra para armazenagem de ?a de chuva) e po篳 ?impeza de cemit鲩os, cal硭ento de ruas e fabrica磯 de tijolos para casas populares.
A CPT (COmiss?Pastoral da Terra) da Bahia descobriu irregularidades em 126 dos 211 munic?os do Estado onde h?rentes de trabalho
Sudene estima em seis milh峠n岯 de pessoas atendidas pelo programa.
Outro tanto n?teria qualquer assist?ia.
Um em gua Fria diz que n?conseguiu se alistar porque na elei磯 anterior votou no candidato da oposi磯.
Renda m餩a de uma comunidade: 3 000 cruzeiros reais. Quem ganha sal?o m?mo de 9 606 cruzeiros reais 頣onsiderado rico.
 

IND?TRIA DA SECA
VIDAS SECAS ISTO?SENHOR 29 de janeiro de 1992
Irau絢a, a 160 km de Fortaleza: teju, lagarto de fei絥s pr魨ist?as que pode medir mais de um metro. "?um bicho meio nojento, mas fome eu n?deixo os meus meninos passarem." Calangos, lagartos menores que, fotografados nas m? dos nordestinos, chocaram o mundo em 1983.
"Ontem tinha feij?pra com?as n?tinha ?a pra bot?anela no fogo."
9 milh峠de nordestinos atingidos pela seca em 775 munic?os.
O ministro da A磯 Social 頒icardo Fi?PFL-CE: Partido da Frente Liberal-Cear?PFL, 1998: DEM - Partido dos Democratas), posteriormente "atingido" pela CPI dos An峠do Or硭ento, aquele esc?alo dos esc?alos de 1993 porque revelando a podrid?do mesmo Congresso Nacional que afastou Collor de Melo da presid?ia da Rep?a por corrup磯.
Bois t?de ficar escorados para n?cair.
aux?o de emerg?ia na seca 頣hamado "cestas do Fi?uot;
Mas dot?a esmola para um homem que 頳?ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidad?- Z頄antas, Vozes da Seca, com Luiz Gonzaga, d飡da de 1950.
655 mil cestas b?cas por Cr$ 41 bilh峼br> Ciro Gomes, governador do Cear?A seca muitas vezes 頵ma festa para os pol?cos, que botam a popula磯 dependente nas filas dos sacol峠para obrigar a votar nesse ou naquele candidato.
"C鵠bonito" 頡quele cheio de nuvens escuras amea确do chuva que n?vem (ver tamb魠At頣alango pede sombra, p?na revoluciomnibus.com da s鲩e

- 3 vezes fica aquela nuvem preta, linda, parada, por muitos dias. A?de repente, ela se acaba com o vento e vai embora, ningu魠sabe pra onde.
Governo federal fez chover US$ 1 bilh?durante a grande estiagem de 1983.
A絤es sem nenhuma viabilidade t飮ica, apelidados de "a絤es sonrisal", porque se dissolvem na primeira chuva. 
- Teve uma noite de chuva em que 300 foram embora. Teve gente que ganhou muito dinheiro e muito voto com aquilo tudo - secret?o de Recursos H?icos do Cear?Hyp鲩des Pereira de Macedo.
350 caminh峭pipa contratados pelo governo do estado para atender 122 dos 180 munic?os cearenses.
 

CAUSAS DA SECA
SECA NO NORDESTE ATINGE 9 MILH?S E DEIXA 758 CIDADES EM ESTADO CR?ICO
Folha de S?Paulo 11 de janeiro de 1992
Nordeste: 1 552 munic?os NA REGI?, 758 em estado cr?co, 336 em estado de emerg?ia em 1 milh?de quil?ros quadrados.
A Causa da Seca 頯 fen?o El Ni?que provoca aquecimento acima do normal na costa do Peru e Equador. Nuvens empurram os ventos para o nordeste do Brasil que impedem a forma磯 de ?as de instabilidade.

Jornal do Brasil SECA ARRASA METADE DO NORDESTE (1992)
cestas de alimentos do programa Gente da Gente: cinco quilos de arroz, tr? de feij? tr?de farinha de mandioca, dois quilos de fub?e milho, dois de a纣ar e uma lata de ?.
Temendo que o com鲣io fosse saqueado o prefeito de Penaforte a 535 quil?ros de Fortaleza mandou distribuir 2,5 toneladas de alimentos destinados ?erenda escolar durante um m?
Cuca de umbu, raiz de umbuzeiro, ?ore do semi-?do cujos frutos suculentos s?conhecidos por t飮icos e cientistas como o refrig鲩o do sert?
Ant? disse que j?omeu at頰alma, uma cact?a muito comum no semi-?do, que resiste ?eca e 頡 飡 alternativa de alimento para o gado durante a estiagem. "O que tinha o boi j?omeu tudo, e agora at頯 boi j?st?orrendo de fome."
 

IND?TRIA DA SECA
veja 24 de mar篠de 1993
DESESPERO NO SERT?
Serra Talhada, PE, terra do deputado Inoc?io de Oliveira, presidente da C?ra de Deputados.
Diz que a seca que j?ura tr?anos atingiu 58 por cento da regi?
Verba para combater os problemas da estiagem: 180 milh峠de d?es prometida pelo presidente Itamar Franco.
Frente de trabalho cria emprego para 1 milh?de pessoas
problema do Nordeste n?頡 falta de chuva mas o sub-aproveitamento da ?a.
Dos 700 bilh峠de metros c飯s que caem por ano, 92% se perdem porque n? h?eservat?s para capt?os e tamb魠pela a磯 normal da evapora磯.
Com investimentos de 3 bilh峠de d?es seria poss?l triplicar a capacidade de armazenamento.
N?acabaria com a seca, fen?o clim?co que se repete h?elo menos 800 anos, mas amenizaria seus efeitos.
Com investimentos em infraestrutura 頰oss?l fazer do sert?uma Calif?a - acreditam cientistas.
N?enormes a絤es como os que foram cavados nas ?as d飡das: evapora磯 da ?a os saliniza rapidamente
Outra medida 頡 irriga磯, que deu certo em Israel e Calif?a - 頣aro mas compensa.

MIS?IA NO NORDESTE PODE LEVAR A DECRETA?O DE CALAMIDADE
O GLOBO 25 DE JUNHO DE 1994

JORNAL DO BRASIL 10 DE JANEIRO DE 1992
FLAGELADOS DISPUTAM RA?O DE GADO
"J?hegou o tempo de comer macambira, a situa磯 頨orr?l, e a planta n? 頣oisa boa n? at頧ado reclama. A gente arranca a cabe硬 esfola no fac? tira a capa, descasca e pisa no pil? Lava, escorre e joga fora o BASCULHO (baga篩. O que fica 頵ma farinha mais fina, que a gente faz a massa e come como cuscuz."
ALASTRADO, como os sertanejos chamam a cact?a xique-xique, cujo sabor chega a ser gostoso: "Torra ela, quando acaba de torrar, deflora da ponta para o p頨tirar a casca grossa e espinhosa). Faz fogo e joga dentro. Depois d?ro gado comer assado. Mas l?m casa o gado 頮?esmo."
 

IRRIGA?O
O Estado de S?Paulo 2 DE AGOSTO DE 1991
NORDESTE EXPORTA FRUTA PARA EUROPA E EUA
MOSSOR?AGROINDUSTRIAL, do Rio Grande do Norte: 70 mil toneladas de frutas/ano com rendimento de 22 milh峠de d?es. Instalou-se na quase des鲴ica Chapada do Apodi, entre Rio Grande do Norte e Cear?numa ?a de 22 mil hectares, 10 por cento irrigados com 13 po篳 de profundidade m餩a de 700 metros e vaz?de 190 mil litros/hora, uma cidade de 4 mil habitantes com escola para 800 alunos, postos de sa堥 de combust?is, delegacia de pol?a e prefeitura [ergueu uma cidade, enfim].
Maisa deve faturar US$ 60 milh峠em projeto a 30 km de Mossor?300 de Natal, criado h?7 anos e hoje o maior produtor de mel?do pa? metade da produ磯 nacional, e maior produtora de caju e maracuj?br> O "o?s" fica numa regi?onde a pluviosidade m餩a anual 頤e 600 mil?tros.
Tr?safras anuais com produtividade de 30 toneladas por hectare e produ磯 de 55 mil toneladas.
 

DESERTIFICA?O
Jornal do Brasil 27 de janeiro de 1992
DESERTOS: AMEA∥ QUE AVAN∥ NO NORDESTE
Regi?semi-?da: um milh?de quil?ros quadrados.
Desertifica磯 se alastra por uma ?a cinco vezes maior que a do estado do Rio de Janeiro e equivalente a de Para?, Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas e atinge 10 por cento da popula磯 sertaneja.
227 728 quil?ros quadrados de oito estados nordestinos, um quarto deles com recupera磯 praticamente imposs?l.
Para recuperar o estrago necess?o investimento de 2 bilh峠de d?es em duas d飡das, 1 por cento do necess?o para recuperar os 55 milh峠de quil?ros quadrados de ?as em desertifica磯 no planeta.
Atinge 35 microrregi峠do Nordeste.
A devasta磯 por problemas sociais, como a fome nordestina, 頡penas um dos passos que levam ?esertifica磯. Queimadas, minera磯, uso excessivo de AGROT?ICOS, a saliniza磯 das ?as de irriga磯, polui磯 e manejo inadequado do solo s?outros fatores.

Seca obriga paraibanos a consumir ?a lamacenta
problema atinge 42 cidades do interior do Estado
Folha de S?Paulo 29 de dezembro de 1996
Juazeirinho (Para?)- S?sta ?a apodrecida disputada por homens e animais.
gua esverdeada do a絤e.
Algumas pessoas usam cal e cimento para trat?a: elas misturam os dois produtos ?gua e esperam meia hora, at頱ue a lama baixe, deixando-a transparente.
Para transformar 200 litros de lama em ?a s?necess?os 10 kg de cal e 5 kg de cimento.
As crian硳 percorrem at頳 km com duas latas de ?a penduradas em um pau nas costas.
- Quem n?tem dinheiro para comprar ?a na rua tem que beber essa lama mesmo para n?morrer de sede.
- O que 頱ue voc?ome em casa?
- Feij?puro quando tem. Quando n?tem eu e meus 11 irm? n?comemos nada. Meu pai foi procurar emprego em Campina Grande e n?deu not?a. Semana passada a gente comeu uma gordurinha. Hoje vamos comer uns ossinhos.

NORDESTE ?A MAIOR V?IMA DAS ALTERAǖES TERRITORIAIS
Jornal do Brasil 2 de junho de 1991
Aumento assustador do desmatamento na ?a.
Nos ?os cinco anos teve 20 por cento do territ? devastado.
"Desmataram um Piau?nteiro" - estudo do IBGE, Ibama e Sudene.
No total quase 53 por cento do territ? modificado, ou quase a superf?e da Regi?Sudeste.
rea de cobertura vegetal nativa em 1994: 1 milh?de quil?ros quadrados ou 63 por cento.
Em 1990, 730 mil quil?ros quadrados ou 47 por cento.
Os desmatamentos mais r?dos que ocorreram no Brasil nos ?os tempos.
As maiores ?as de ocupa磯 foram registradas no Cerrado Baiano (regi?de Barreiras), prolongando-se pelo Sul do Piau?para planta磯 de soja e arroz nos chapad峮
Mas 頮o Sul da Bahia a maior devasta磯, com retirada de ?ores para explora磯 madeireira do que resta da Mata Atl?ica.
A produ磯 de carv?sacrifica a caatinga e o cerrado, criando condi絥s para o processo de desertifica磯.
Os locais mais atingidos: regi?do Rio S?Francisco, no limite entre a Bahia e Minas Gerais, zona central da Bahia e Maranh?ao longo da Ferrovia de Caraj?
No Vale do Rio S?Francisco e no Piau? problema s?os grandes projetos pecu?os, paralisados ap? desmatamento. Abandono de terra desmatada tamb魠na Chapada Diamantina, onde floresta densa foi transformada em planta絥s de caf頤eixadas cair.
Mangues s?destru?s no Sul e Oeste baianos.

O GLOBO da mesma ocasi?br> NORDESTE abriga 42 milh峠de habitantes.
Dividido, em rela磯 ao clima, em cinco zonas ecol穣as onde est?40 subzonas e mais 71 unidades ecol穣as cujas caracter?icas s?bem distintas, revelando que a regi?n?tem apenas um tipo de clima, como geralmente se acredita.
 

IND?TRIA DA SECA
INOC?CIO POǐ DE OLIVEIRA ARTESIANO
Folha de S?Paulo JOSIAS DE SOUZA 12 de abril de 1993
Descobriu-se que pagou pela abertura de seis po篳 pre篳 abaixo do mercado. At頵m quarto do pre篮
50 obras de irriga磯 paralisadas pelo governo no Nordeste.
 

irriga磯
O VALE DA FARTURA
VEJA 22 DE SETEMBRO DE 1993
fruticultura no Vale do Rio S?Francisco emprega 50 000 pessoas, atraiu investimento de 700 milh峠de d?es e de 45 empresas brasileiras e estrangeiras, em 220 000 hectares onde ser?colhidas este ano 80 000 toneladas de frutas, das quais um ter篠para exporta磯, volume quatro vezes maior que o de 1991 e um recorde na hist? da irriga磯 no Nordeste.
Videiras produzem duas safras e meia por ano.
S?por cento do solo nordestino se presta ?rriga磯, ou 1,8 milh?de hectares, dos quais 800 000 est?na bacia do S?Francisco.
Em todo o Brasil existem 1,4 milh?de hectares irrigados, 70 dos quais no Sul e Sudeste.
 

TRANSPOSI?O DO RIO S? FRANCISCO
SECA
O FIM DO DRAMA
ISTO?10 de agosto de 1994
O desvio das ?as do S?Francisco ser?oss?l com a constru磯 de um canal de 50 metros de largura por quatro de profundidade numa extens?de 11 quil?ros, entre Cabrob?m Pernambuco, e Jati, no Cear?A ?a ser? bombeada a uma altura de 160 metros, equivalente a um edif?o de 60 andares, donde desce por gravidade. Ser?retirados 70 metros c飯s de ?a por segundo do S?Francisco, o que permitir? recupera磯 de rios como o Jaguaribe, a irriga磯 de 116 mil hectares e o fornecimento de ?a a quatro milh峠de pessoas em 209 cidades, entre elas Fortaleza, por meio do Canal do Trabalhador, Mossor?o Rio Grande do Norte, e Campina Grande, na Para?.
COMPANHIA Hidrel鴲ica do S?Francisco (Chesf) afirma que a transposi磯 das ?as reduzir?apacidade de produ磯 de energia em 2,6 megawatts para cada mil litros retirados do rio por segundo.
Ambientalistas e t飮icos do Minist鲩o do Meio Ambiente alguns afluentes do rio j?ome硲am a secar devido ao uso indiscriminado da ?a pelos projetos de irriga磯. As ?as do S?Francisco j??consideradas comprometidas. Especialistas consideram mais prudente promover-se um programa de recupera磯 das nascentes e das matas ?margens antes de se pensar em transposi磯.
Alguns t飮icos estimam que a perda pode chegar a 50 por cento, o que transformaria a transposi磯 num mero projeto de abastecimento de ?a das cidades atingidas.
Em 1847 o deputado cearense Marco Antonio Macedo j?laborara um projeto que permitiria levar ?a do S?Francisco para o Jaguaribe, que 頣onsiderado o maior rio seco do mundo.

O Estado de S?Paulo 1?dezembro de 1996
CRIAN∥S S? EXPLORADAS EM PEDREIRAS NA BAHIA
"800 CRIAN∥S NA PEDRA" A 250 QUIL?ROS de Salvador, numa regi?em processo de empobrecimento r?do com a decad?ia do sisal, principal produto agr?la do semi-?do baiano, e com o fim do ciclo de minera磯 do ouro, at頯 ano passado explorado pela Companhia do Vale do Rio Doce.
 

VALE DO JEQUITINHONHA
REAL N? TIRA O JEQUITINHONHA DA MIS?IA
O ESTADO DE S? PAULO 1?DEZEMBRO DE 1996
"S?de ser caveira de burro enterrada, porque at頰residente da Rep?a a gente j?roduziu aqui, o Juscelino (Kubitschek)."
O Jequitinhonha, nos tempos de Juscelino um rio largo e caudaloso, pode ser atravessado a p頮os per?os de estiagem. A Mata Atl?ica e o cerrado ou viraram carv?ou cederam lugar a imensas florestas de eucaliptos - as maiores da Am鲩ca do Sul.
Em 71.522 quil?ros quadrados de terras montanhosas vivem cerca de 700 mil pessoas.
Ocupa 11 por cento do territ? de Minas Gerais e contribui com 2 por cento de participa磯 no PIB do estado.
12 dos 52 munic?os "adotados" pela Sudene.
 

IND?TRIA DA SECA
GOVERNO SEM RUMO NO COMBATE SECA
Jornal do Brasil 29 de dezembro de 1990
(COLLOR) Bate sempre na tecla de que as elites da regi?ainda mant?a ind?a da seca. [... que n?se v?o menor sinal dos bilh峠de d?es gastos ao longo dos anos com a seca.
nos ?os 30 anos participa磯 do Nordeste no PIB nacional cresceu apenas de 13,4 para 14,8 por cento.
 

IND?TRIA DA SECA
OS DOIS NORDESTES DE COLLOR       MRCIO MOREIRA ALVES Jornal do Brasil
A atra磯 頴?grande que fez de Petrolina a cidade que mais cresce no Nordeste, enchendo-a de favelas.
Este 頯 s鴩mo ano de seca da d飡da terr?l, iniciada em 1989 com cinco anos sem chuvas.
E ajudas atrav鳠de distribui磯 de estoques de farinha 頵m retrocesso incr?l. Miguel Arraes concorda: "?preciso voltarmos a 1932, quando Get鯠mandou feij?e charque do Rio Grande do Sul para os flagelados, para nos lembrarmos de uma seca combatida apenas com distribui磯 de comida."
"E que comida!, contrap堃iro Gomes. "Nem um grama de prote?s." Arraes acrescenta que na Zona da Mata pernambucana os cortadores de cana est? comendo apenas farinha molhada com garapa, t?arrochado est? sal?o.
 

IND?TRIA DA SECA
SECA NO SERT? DE PERNAMBUCANO PROVOCA SAQUES        JORNAL DO BRASIL
Araripe, em Pernambuco, a menos de 48 horas de visita do presidente Collor ao estado, uma das regi峠mais atingidas pela seca, agricultores famintos saquearam as feiras de dois munic?os vizinhos a 600 quil?ros da capital.
Invas?organizada por mais de 40 agricultores.
prefeito de Bodoc?m dos alvos:
- Por aqui n?existe nenhum aproveitador, o que existe mesmo 頡 necessidade. Ningu魠tem lavoura, ningu魠tem sal?o, n?se abriu nenhuma frente de emerg?ia para os trabalhadores.
Prefeitura garante que munic?o perdeu mais de 90 por cento das lavouras de milho e feij? Os pequenos e m餩os reservat?s secaram e os povoados rurais est?sendo abastecidos com carros-pipa improvisados pela Prefeitura.                                                         - Tudo o que recebemos at頡gora foram 2500 cestas b?cas para atender a mais de seis mil fam?as que passam fome.

GAZETA MERCANTIL 25 DE NOVEMBRO DE 1995
S? FRANCISCO, O RIO QUE VAI VIRAR ESTRADA
CONGRESSISTAS DO NORDESTE PRESSIONAM GOVERNO PARA ACABAR OBRA DA HIDROVIA, OR∥DAS EM 5 MILH?S DE D?ARES
O b?co j?oi feito, quando se aplicou 200 milh峠de d?es na eclusa do Lago do Sobradinho.
A produ磯 de gr? do oeste da Bahia hoje 頤a ordem de 1,7 milh?de toneladas/ano - 2,5 por cento da oferta nacional. Mas a regi?explora apenas 15 por cento da ?a cultiv?l.
Ao ligar o Nordeste ao Sudeste a hidrovia poder?struturar diversos outros canais de escoamento. No trecho entre Pirapora, em Minas Gerais, e Ibotirama, na Bahia, as condi絥s de navegabilidade seriam asseguradas a partir de uma descarga regular da Usina de Tr?Marias, da ordem de 3 mil metros c飯s por segundo.
No trecho entre Ibotirama e Juazeiro-Petrolina j?xistiriam condi絥s de navegabilidade para embarca絥s com 1,5 metro de calado. A partir da? hidrovia seria complementada por integra絥s intermodais at頯 porto baiano de Aratu. J?xiste um ramal ferrovi?o em opera磯.
A hidrovia pode repetir o ?to do corredor de transporte Tiet?aran? sistema de navega磯 operado por um cons?o de empresas privadas e estatais por onde trafegam 6 milh峠de toneladas de produtos.

O Estado de S?Paulo 5 de fevereiro de 1995
Gustavo Krause, Ministro do Meio Ambiente
Na linha do progresso predat? os ricos comem a natureza por gan?ia e irresponsabilidade e os pobres por necessidade.
O Brasil se diferencia no contexto internacional pela amplitude dos seus recursos naturais.
 

irriga磯
GAZETA MERCANTIL 20-11-1995
E O SERT? VAI VIRANDO POMAR
FRUTICULTURA AVAN∥ NO VALE DO S? FRANCISCO MAS N? BENEFICIA PEQUENO PRODUTOR
IRRIGA?O NO SUB-M?IO S? FRANCISCO
A Companhia de Desenvolvimento do Vale do S?Francisco come篵 h?5 anos a implantar dois projetos p?os pioneiros, Mandacaru e Bebedouro.
Houve de in?o alguma frustra磯 porque os colonos assentados n?estavam preparados para trabalhar com as novas t飮icas.
O crescimento cont?o da produ磯, de 10 a 15 por ano ao ano, pela inclus? de novas ?as e aumento de produtividade.
 

SUDENE  IND?TRIA DA SECA
O Estado de S?Paulo 19 DE NOVEMBRO DE 1994
SOBRAM GUA E DINHEIRO, POR? FOME ?END?ICA
Onde termina a palha da cana, na entrada de Recife, come硠o lix?da Muribeca.
Duas mil fam?as de Recife, segundo o governo pernambucano, que vivem no estado de mais absoluta mis鲩a e est?roduzindo uma gera磯 nanica, subnutrida, ?eira da debilidade mental, que vivem no lix? A desnutri磯 grave chegou ?egi?metropolitana de Recife
    Meraldo Zillmesman, autor do livro Nordeste Pigmeu
- J?emos na regi?30 milh峠(!!!) de mulheres castradas, com laqueadura, em idade f鲴il.
A Sudene despejou muito dinheiro p?o em uma s鲩e de projetos (22,8 por cento do total financiado) irrecuper?is .
As benesses dessa irriga磯 de dinheiro p?o via Sudene t?sido divididas entre a elite regional e seus s?s industriais do sul do pa? principalmente S?Paulo.
 

FAMILISMO   CANA-DE-AǚCAR

O Estado de S?Paulo 19 de setembro de 1994
Elite usa pobreza para manter dom?o
Duas dezenas de fam?as se entrecruzam, criando castas desde a col?, num processo de endogamia.
O familismo pernambucano domina 1,5 milh?de hectares das terras mais f鲴eis do Estado, a zona canavieira. Outrora terras do engenho que agora s?terras de usina.
H?ma crian硠ou adolescente em cada quatro das 240 mil pessoas trabalhando, uma m?de-obra gratuita para os usineiros: 43 por cento n? recebem remunera磯 direta, embutida no aluguel da for硠de trabalho do pai ou respons?l, apurou o Centro Josu頤e Castro, que comprovou tamb魠que mais da metade dessa m?de-obra j?eve ceifada uma parte do corpo em acidentes com a foice.
A elite pernambucana trocou sua ades?permanente ao poder central por recursos federais a custo zero, ou quase, atrav鳠de subs?os ?rodu磯 de a纣ar e os do
Fundo de Industrializa磯 do Nordeste (Finor), al魠do
Fundo Nacional para o Desenvolvimento (FND) e benesses do
DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca).

 

- A PERSIST?CIA DA POBREZA RURAL DO NORDESTE N? SE EXPLICA APENAS PELAS DIFICULDADES IMPOSTAS PELA NATUREZA (A SECA) NEM POR RAZ?S ECON?ICAS E POL?ICAS. ENCONTRA-SE MAIS NAS CONCEPǖES DO MUNDO DO HOMEM: FORMAS DE PERCEP?O E COMPREENS? M?ICAS, TRADICIONAIS E MODERNAS, EM CONFUSO AMLGAMA, GERANDO EM MUITOS CASOS IMOBILISMO NAS RELAǖES INTERPESSOAIS E PASSIVIDADE ANTE OS DESAFIOS DA NATUREZA. -  "Da condi磯 de pobre ?e n?pobre - modelos rurais e urbanos de combate ? pobreza" - Roberto Cavalcanti de Albuquerque, do Instituto Nacional de Altos Estudos: -   MIS?IA, COMO E QUEM VAI PAGAR A D?IDA SOCIAL?   folha de s? paulo 26 DE JUNHO DE 1994

 

Jornal do Brasil 16 de mar篠de 1997
CEAR`?EXEMPLO PARA O PA?
De 1990 a 1996 ancoraram no estado 320 novas empresas, somando 3,7 bilh峠 de d?es.
Programas de agentes de sa嬠um grupo de mais de 7 mil pessoas, principalmente mulheres, que percorrem os domic?os do estado prestando esclarecimentos de sa嬠premiado pelo Fundo das Na絥s Unidas para a Inf?ia (Unicef).
APESAR DE TODOS OS AVANǐS O D?ICIT SOCIAL AINDA ?MUITO ELEVADO.

O GLOBO 9 DE NOVEMBRO DE 1992
SECA MATA 40 CRIAN∥S POR SEMANA
m?de uma crian硠morta:
- Ela nunca viu uma gota de leite e s? alimentou de mingau de fub?br> O "mingau" a que ela se refere 頵ma mistura de ?a de barreiro sem ferver com farinha de milho, sem nenhum cozimento. A menina teve diarr驡, MUITA FEBRE E PROVAVELMENTE MORREU DESIDRATADA. VEIO AO mundo sem certid?de nascimento e se foi sem atestado de ?o.

Beni Veras senador do PSDB-CE (Partido da Social Democracia Brasileira-Cear? Jornal do Brasil 8 de dezembro de 1993 COMO DESENVOLVER O NORDESTE
O Nordeste sempre recebeu na medida de sua mis鲩a (13 por cento de participa磯 no PIB) e nunca na propor磯 de suas necessidades (concentra um ter篠da popula磯).

IND?TRIA DA SECA CAUSAS DA SECA - SECA NORDESTINA ?FALSEADA, DIZEM CIENTISTAS 0 Estado de S?Paulo 12 de setembro de 1993
Aldo Cunha Rebou硳, do Centro de Pesquisas de guas Subterr?as da USP e um dos maiores especialistas em hidrologia do nordeste brasileiro:
- O Pol?no foi evoluindo pelas injun絥s pol?cas a cada seca.
Inclus?do Piau?omo ?a problem?ca 頣ontestada. Na pol?ca de combate ?eca tra硤a pelo governo federal em 1951 o Piau?oi apresentado como um dos p? de solu磯 para abrigar os flagelados porque possu?rios e agricultura perenes e n?sofria com a estiagem, mas sete anos depois ingressou nos planos governamentais como ?a de prioridade pol?ca no combate ?eca.
- Apenas 10 por cento do territ? estadual tem alguma defici?ia moment?a.
O reservat? h?ico subterr?o do Piau? superior a quatro ba? de Guanabara. Al魠disso passa pelo estado o Rio Parna? que em sua vaz? m?ma se iguala ao volume normal do Sena, na Fran确
- N?頡 seca que est?rescendo mas sua manipula磯.
Cientistas apontam o mau uso da ?a como a principal causa dos reflexos dram?cos da seca.
N?fosse isso quase todo o Pol?no poderia ser produtivo num curto espa篠 de tempo.
Fausto Carlos de Almeida, coordenador do Projeto Nordeste e pesquisador do Inpe:
- O problema 頰ol?co. A seca j?oderia ter sido sanada se houvesse vontade.
Seus estudos mostram que as consequ?ias da seca podem ser solucionadas sem grandes obras e com tratamento adequado do solo.
Mau uso do manancial h?ico:
Alguns a絤es apresentam taxas de saliniza磯 maior que a do Mar Morto por falta de tratamento adequado.
- Al魠de armazenar, 頰reciso movimentar a ?a.
Segundo ele a terra do Pol?no 頰rodutiva mas n?existe um sistema de irriga磯 dos locais cultiv?is.
J?e consegue boas produ絥s agr?las na regi?usando tecnologia correta.
- Muitos fingem n?saber disso porque qualquer coisa que ajude a resolver o problema n?interessa.
GOVERNO INVESTIU  11 BILH?S de d?es EM 33 ANOS.
Os que vivem abaixo da linha de pobreza: 17 milh峼br> Na d飡da de 1960 13 milh峠ou 65 por cento dos 21 milh峠de nordestinos tinham renda inferior a um sal?o m?mo.
Trinta anos depois s?23 milh峠ou 52 por cento da popula磯 de 44 milh峮
O cear? o terceiro estado mais pobre da federa磯 e 40 por cento dos seus 6,5 milh峠de habitantes s?analfabetos. EDUCA?O
POL?ICA DE AǖDES ESTIMULOU O CLIENTELISMO
ALDO REBOU∥S, EX-DIRETOR DO PROGRAMA DE MAPEAMENTO HIDROGEOL?ICO DO NORDESTE DA SUDENE:
Pol?ca de constru磯 de a絤es e perfura磯 de po篳 teve um efeito perverso: estimulou o manejo clientelista da seca pelos coron驳 latifundi?os.
A grande maioria dos 500 a絤es e 70 por cento dos 30 mil po篳 artesianos est?situados em locais impr?os ou abandonados.
Fausto de Almeida, do Inpe:
- Os a絤es no Nordeste foram feitos para irrigar a atmosfera.
A絤e de Or?um dos maiores do mundo, com 4 bilh峠de metros c飯s, constru? na plan?e de Iguatu a partir de crit鲩os topogr?cos do DNOCS afogou mais de 220 mil hectares cultiv?is e hoje irriga 77 mil hectares a 250 km de dist?ia, consumindo tr?vezes mais ?a.
- A maior ?a irrig?l do Cear?st?ob o reservat? de Or? exclama Rebou硳.
Ele calcula que haja 50 bilh峠de metros c飯s estocados no Pol?no, o suficiente para contornar mesmo as piores estiagens.
O DNOCS cobra 15 mil d?es por hectare irrigado
Empresas particulares cobram cinco vezes menos.

ESTUDO SOBRE SECA NO NORDESTE CAUSA POL?ICA O Estado de S?Paulo 14 de setembro de 1993
Pol?no das Secas
As regi峠mais atingidas pela seca n?t?900 mil metros quadrados, como apregoa a Sudene, mas 320 mil, segundo o t飮ico, para quem a ?a do Pol?no foi falseada por pol?cos em busca de subs?os federais.
Um dos argumentos: m餩a pluviom鴲ica 頳ete vezes mais elevada que a da Calif?a; mau uso dos reservat?s h?icos.
Para ge粡fo Aziz Ab'Saber, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci?ia (SBPC), o que importa 頱ue o semi-?do nordestino 頯 mais quente do mundo.
- N?interessa s?que cai mas tamb魠o que evapora.

Folha de S?Paulo 15 de novembro de 1992
O Piau?st?om 100 por cento de seus munic?os em estado de emerg?ia.
 

IND?TRIA DA SECA
Jornal do Brasil 12 de dezembro de 1993
A SECA ?INOCENTE In?lias de Castro
Determinismo clim?co anacr?o e h?uito abolido dos manuais de Geografia.
O clima semi-?do pode ser um excelente recurso natural pela aus?ia de pragas e pela qualidade dos solos.
O problema da regi?est?ais na sua hist?, nos seus pr?es, na sua organiza磯 fundi?a, no seu modo clientelista e conservador de eleger representantes, nas rela絥s familiais das burocracias p?as em todos os n?is administrativos do que no seu clima.

17 de agosto de 1994
TRANSPOSI?O DO RIO S? FRANCISCO
A sangria do S?Francisco Rog鲩o Cezar de Cerqueira Leite
Projeto de irriga磯 pretende sangrar o Rio S?Francisco em aproximadamente 10 por cento do seu volume total de ?a - 260 metros c飯s/segundo sangrados de 2800 metros c飯s/segundo do caudal.
O ?o produto do bestial穣o
BESTIAL?ICO
BESTIAL?ICO
nacional 頡 perda imediata de potenciais el鴲icos equivalentes a duas Angra 1.
Atual programa nacional EST`construindo 23 a絤es.

Folha de S?Paulo 24 DE JULHO DE 1994
TRANSPOSI?O DO S? FRANCISCO
Bombeamento das ?as poder?rrigar 1,2 milh?de hectares dos quatro estados beneficiando 8 milh峠de pessoas.
Os 23 a絤es do Dnocs em obras irrigariam uma ?a de 44 000 hectares em seis Estados.
A primeira etapa do projeto, avaliada em 600 milh峠de d?es, estaria pronta em julho de 1995, irrigando 116 mil hectares.

jornal do brasil 30 de agosto de 1994
transposi磯 do S?Francisco IRRIGA?O IND?TRIA DA SECA
Ministro Alu?o Alves da Integra磯 Regional, pai do Projeto:
Em 1993 a seca custou 2 bilh峠de d?es e s?ixou a marca de mais um espet?lo de humilha磯 de multid峠esfomeadas, a repeti磯 dos saques ? feiras e ao com鲣io e epis?s de corrup磯 pol?ca em troca de comida pelo voto: meio sal?o m?mo para trabalhadores rurais desocupados, cestas b?cas, carros-pipas, j?gora, obras tapa-buracos.
Projeto de Transposi磯 do S?Francisco ir?ustar 613 milh峠de d?es.
...
Jos頁rtur Padilha, engenheiro, ex-diretor do Dnocs, especialista em modelo econ?o sustent?l para o semi-?do:
Nos Estados Unidos, embora s? divulgue o outro lado da quest? prev?e que at頯 ano 2000 cerca de 25 por cento ou 1,2 milh?de hectares das ?as irrigadas estar?perdidos para sempre na saliniza磯 e envenenamento dos solos, das ?as e perturba絥s no reino animal. (...) irrigar sistematicamente ?as semi-?das 頣elebrar-se um casamento ruim que desgra硠os dois parceiros: a ?a pura e o solo alcalinizado. (...) em lugar algum do mundo est?scrito que s?irriga磯 sistem?ca pode manter a civiliza磯. Foram irriga絥s sistem?cas que, ao contr?o, h?eis mil anos destru?m civiliza絥s como a Sum鲩a. Se no nosso caso a decis?foi priorizar irriga絥s n?sistem?cas, praticadas em complementa磯 com a esta磯 das chuvas e no ritmo da natureza, 頣erto que nossas irriga絥s nascem vacinadas contra tais problemas.

Folha de S?Paulo 1?janeiro de 1994
DOIS ANOS DE SECA DIZIMAM VIDA NO CARIRI
Cariri Ocidental da Para?, 12 munic?os, a regi?mais seca e miser?l do pa? Em 1993 a m餩a pluviom鴲ica foi inferior a 50 mm.
M餩a pluviom鴲ica anual no Cariri Ocidental: 250 mm a 410 mm.
M餩a pluviom鴲ica do deserto do Saara: 200 mm. M餩a pluviom鴲ica do deserto de Atacama, no Chile, considerado o mais seco do mundo: 75 mm.
M餩a pluviom鴲ica do sert?nordestino em condi絥s normais: 800 mm.
Na Para?: 900 mm.
A vegeta磯 nativa est?e extinguindo em consequ?ia da seca.
Sem meios para sobreviver, a popula磯 retirou todo tipo de planta para usar na alimenta磯. Agora os habitantes est?destruindo a vegeta磯 seca para fazer carv?e ter alguma fonte de renda.
- Bicho duro de morrer 頧ente pobre. A fome 頴?grande que j?stamos acostumados.

Jornal do Brasil 8 de setembro de 1993
WASHINGTON NOVAES: A QUEM INTERESSA A SECA? IND?TRIA DA SECA SUDENE
Na ?a de 55 mil quil?ros quadrados praticamente desertificados vivem dois milh峠de pessoas.
Nos ?os 45 anos, conforme a FAO, 11 por cento do planeta antes ocupados por florestas sofreram degrada磯 de moderada a forte nesse sentido.
O ex-ministro Celso Furtado conta em seu livro A Fantasia Desfeita que um dos objetivos da Sudene na origem era financiar o aumento do rendimento das planta絥s de a纣ar, inclusive implantando irriga磯 por aspers? Desde que os propriet?os concordassem em pagar os empr鳴imos com parte das terras para projetos de coloniza磯 voltados para a produ磯 de alimentos. Mas quando houve o rompimento das rela絥s entre Cuba e os Estados Unidos, abrindo novo cen?o no mercado internacional do a纣ar, acabou por prevalecer a resist?ia dos senhores de engenho e da classe pol?ca.
 

IND?TRIA DA SECA
Jornal do Brasil 17 de janeiro de 1992
Seca no sert?de Araripe j?atou 38 crian硳 em dois meses.
Riachos est?secos e as mulheres esperam at頱2 horas em uma fila para encher latas com 20 litros de ?a.
(distribui磯 de cestas b?cas) Mesmo antes de encerrar o trabalho j?? den?s de favorecimento e apadrinhamento mo alistamento.
grot峠- buracos na areia

SERT? VIRA DESERTO EM VEZ DE MAR
O GLOBO 29-07-1997
DESDE a d飡da de 1930 o Tesouro norte-americano investiu 20 bilh峠de d?es na tentativa de reequilibrar o ecossistema do MeioOeste.
Mas a morte de 500 mil africanos na regi?do Sahel (abaixo do Saara), no in?o dos anos 1970, sensibilizou a comunidade internacional.
Dunas do Deserto do Jalap? Tocantins:
O solo 頦raco, formado por areia de quartzo, mas a fragilidade do ecossistema era compensada pela robustez da vegeta磯. O gado n?consegue comer o mato e os agricultores o queimam at頱ue s?bre o broto, rasteiro e macio. A cada queimada a terra fica mais fraca.

FOME E MORTE MARCAM A PIOR SECA EM PERNAMBUCO  EDUCA?O SUDENE  IND?TRIA DA SECA
12 de dezembro de 1990 Jornal do Brasil
ESPLENDOROSA ?A CLAREZA DE ANLISE DOS PREFEITOS
em Ouricuri, no epicentro do Sert?do Araripe, e onde se situa Exu, terra que de Luiz Gonzaga e dos Alencar, que h?ais de 50 anos vivem em briga com os Sampaio, a Prefeitura veio fechando col駩os sucessivamente, por falta de merenda e ?a.
- Nenhum moleque iria aparecer em escola que n?tem merenda e ?a. Eles s? iam l?ara comer.
A mis鲩a 頴anta que at頡 Igreja, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Prefeitura comandada pelo PFL (Partido da Frente Liberal) esquecem as diverg?ias quando o tema 頳eca. Recentemente o Ex鲣ito enviou comunicado ?idade para que fossem cadastradas 6460 fam?as no programa de distribui磯 de cestas b?cas, se recusaram a escolher entre 22 mil pessoas em estado de mis鲩a absoluta.
O programa de cestas b?cas, que come篵 em novembro e vai durar sete meses, consiste na distribui磯 pelo Ex鲣ito de sacolas com quantidade de alimento que o Minist鲩o da A磯 Social diz ser suficiente para nutRir uma fam?a de cinco pessoas durante um m?
10 quilos de arroz
3 quilos de farinha de mandioca
3 quilos de fub?r> o que permite que cada uma delas coma por dia
66 gramas de arroz
20 gramas de farinha de mandioca
3 gramas de fub?r> Poucas fam?as t?menos de sete pessoas, o que diminui em 30 por cento a quantidade de comida no prato.
- Se ningu魠morrer, a cidade ser?ecordista em resist?ia ?ome - ironiza o prefeito, do cl?os Alencar. - Seria melhor reduzir o programa para tr?meses e aumentar a quantidade de comida.
CEMIT?IO DOS ANJOS
CEMIT?IO DOS ANJOS
12 m餩cos contados a dedo para 84 mil habitantes
A solu磯 para a seca em Ouricuri, aponta o prefeito, 頯 financiamento federal para constru磯 de pequenas e m餩as barragens de at頱00 mil metros c飯s de ?a. Por魠a Sudene alega que as barragens com menos de 53 milh峠de metros c飯s s?invi?is.
- N??izemos essa experi?ia e deu certo. O sertanejo n?quer esmola. N?quer nem tecnologia. D?gua ao sertanejo que o resto a terra resolve.

Jornal do Brasil 13 de janeiro de 1992
gado: "O bicho, que gosta mesmo 頤e capim, j?st?omendo mandacaru, xiquexique e macambira. E quem n?tem outro meio de vida j?st?omendo macambira tamb魮"
FALAS DOS SERTANEJOS
Considerado o celeiro agr?la do Piau?Picos tem 90 por cento de suas lavouras - feij? alho, caju e mandioca - cultivados em ?as de sequeiros (sem irriga磯). Resultado: quase tudo est?erdido.
A CENA A SECA
AS CENAS AS SECAS

Folha de S?Paulo 11 de janeiro de 1991
PER?DOS DE ESTIAGEM COINCIDEM COM FATOS HIST?ICOS
Secas mais rigorosas coincidem com importantes fatos hist?os em per?os intercalados de cerca de 25 anos, que corresponde ao dobro dos ciclos de 13 anos de fases mais rigorosas das secas nordestinas de que fala um estudo de 1978 do Instituto de Atividades Espaciais (IAE).
Grande Seca de 1877: intensificam-se as migra絥s do Nordeste para o atual Estado do Acre.
Primeiros anos do s飵lo 20, outra 鰯ca de secas prolongadas: consolida磯 do poder do padre C?ro Rom?Batista na regi?do Cariri, Cear?br> De acordo com a lenda Padre C?ro recebeu em sonho a ordem de Jesus Cristo de cuidar dos sertanejos carentes.
(ver tamb魠fen?o PADRE C?ERO em A REVOLTA DE JUAZEIRO, p?na revoluciomnibus.com da s鲩e
)
1928-1929: o canga篠atinge o auge.
(ver fen?o do Canga篠tamb魠em Coriscos & Dad?Lampi峠e Marias Bonitas, p?na revoluciomnibus.com da s鲩e
)
At頱927 o bando de Virgulino Ferreira (1898-1938) s?via atuado no interior de Pernambuco e Para?. Passa ent?a agir em todo o territ? nordestino.
1955-1958: em 1959 JK funda a Sudene.
Foram os calangos nordestinos que constru?m Bras?a .

[de volta ao verde]
veja 16 de mar篠de 1994
Diz-se que nunca falta ?a nos anos terminados em 4.
1990-1993: considerada uma das seis maiores secas do s飵lo XX.
Sudene diz que governo gastou 1 bilh?de d?es.
Petrolina: popula磯 triplicou em 20 anos.

A NOVA FRONTEIRA
VEJA 13 DE AGOSTO DE 1997
censo do IBGE: popula磯 nordestina foi a que menos cresceu no Brasil.
Anos atr?identificada como bols?de pobreza ?v鳰eras de uma explos? demogr?ca.

Nordeste CRESCE MAIS QUE O BRASIL EM 1970/95
Folha de S?Paulo 6 DE OUTUBRO DE 1996
5,8 por cento ao ano contra 4,6 por cento (m餩a nacional).
Desde o in?o de 1995, segundo os governos estaduais, foram instaladas mais de 600 empresas de m餩o e grande porte no Nordeste, com investimentos superiores a R$ 6 bilh峮 Um dos principais atrativos dos Estados para captar investimentos 頡 isen磯 fiscal.
O Rio Grande do Norte, por exemplo, chega a conceder isen磯 de ICMS para um prazo de at頲0 anos.

O GLOBO JOS?SARNEY - EX-PRESIDENTE DA REP?LICA E DUAS VEZES PRESIDENTE DO SENADO DE BRAS?IA - NORDESTE, A ESPERAN∥ QUE MORRE
 HIST?IA DA SUDENE
A grande seca de 1958 colocou aos olhos do pa?problemas sociais.
A seca n?era um problema s?im?co.
No Saara n?chove e n?existe ali o que existe no Nordeste: o homem.
O relat? Ramagem, do nome do general encarregado de levantar a trag餩a daqueles anos, era um relato objetivo e chocante.
O Brasil n?tomava conhecimento dessa desigualdade.
Juscelino, que at頥nt?n?colocara o Nordeste entre as suas preocupa絥s de governo, despertou para o assunto e em 1959, j?o fim [do seu governo], criava a Opera磯 Nordeste.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Econ?o, j?os estertores do governo JK, recomendou a cria磯 de um ?o que vei a ser a Sudene.
Por tr?de tudo estava o paraibano Celso Furtado, membro do estafe do BNDE.

O Estado de S?Paulo S/D SECA E AGIOTAS FAZEM CAR?AS AGONIZAR NO AGRESTE
Enroladores de fumo de corda, o principal mas decadente produto do munic?o.
Car?s vem de craibeira.
As folhas s??eras como lixa.
A cidade recende a fumo de rolo.
Folhas de fumo secam por toda parte.
O prefeito de Lagoa da Canoa, terra que de Hermeto Pascoal, ganha R$ 10 mil por m?
C?ra Municipal paga R$ 2 mil a cada vereador

BRASIL: SECA E C?ERA  -  A TOMADA DA SUDENE
apontamentos de 1991
500 trabalhadores rurais v?mas da seca mantiveram Superintendente da Sudene Recife
5 diretores do ?o
7 deputados estaduais
e 10 prefeitos como ref鮳 por 10 horas.
Montaram acampamento em frente da Sudene at頱ue governo federal libere recursos para implementa磯 de programa de emerg?ia.
?timo boletim da Sudene:
seca castiga 58 por cento do territ? do nordeste, abrangendo 805 munic?os e 8,7 milh峠de pessoas, equivalente a metade da popula磯 da regi?
saques
No interior de Pernambuco 30 casos de c?a.
1726 casos em 48 dias, 1131 desde in?o do ano.
C?a tamb魠no Peru - veio de l?15 mil casos, 3 mil mortes.
Incid?ia superior a 250 por 100 mil habitantes - ?ice da Organiza磯 Mundial da Sa堨OMS) para defini磯 de "quadro de epidemia real".
Rio de Janeiro: 51 casos, 1 morte.
Rio de Janeiro, capital: 16 casos.

PRIMO POBRE DO IBGE  VEJA 27 DE MARǐ 1996 Educa磯
O NORDESTE SE DISTANCIA DO PADR? DE VIDA DAS DEMAIS REGI?S DO PA? E SE TORNA UM DESAFIO PARA O BRASIL DE FHC
A taxa de expans?demogr?ca, que sofreu uma brusca revers?nos anos 1980, continua caindo, o que muda radicalmente a natureza dos seus problemas. Com menos crian硳 nascendo, come硠a haver escola para quase todas.
A taxa de analfabetismo das crian硳 de 10 a 14 anos declinou no Brasil em 8 por cento em rela磯 a 1983: 11,4 por cento; sem o Nordeste, 3,7 por cento.
no Nordeste: 26,7 por cento.
"Sempre que a gente procura pelo pior ?ice ele est?o Nordeste."
Bahia e Pernambuco respondem por 55 por cento do PIB nordestino.

IND?TRIA DA SECA  DNOCS
?g?de combate ?eca est?ltrapassado - Jornal do Brasil 11 de abril de 1993
DNOCS: cerca de 3300 funcion?os - quase dois mil a mais que a Sudene - tem 780 cargos de chefia, um chefe para cada 4,2 servidores, e com car?ia de pessoal de n?l superior, sobretudo agr?os e ge?os - estes s?apenas 4.
Fundado h?3 anos, construiu 250 barragens que armazenam 250 bilh峠de metros c飯s, insuficientes para enfrentar com efic?a o problema das secas.
At頡gora o ?o recebeu "apenas 5 bilh峠de d?es".
Codevasf tem cerca de 2000 funcion?os e embora suas principais ?as de atua磯 estejam em Petrolina-Juazeiro, sua sede fica em Bras?a.

Folha de S?Paulo 20 de abril de 1993
3 v鳰eras do s飵lo 21, o Brasil carrega ainda problemas como c?a, desnutri磯 e ind?a da seca, numa agenda de incompet?ia.
100 casos de c?a por dia

CANA-DE-AǚCAR Folha de S?Paulo 11 de abril de 1993
?fant?ica a capacidade de os usineiros ganharem dinheiro p?o.
Est?aindo do forno um empr鳴imo de 1,1 bilh?de d?es - incluindo um subs?o pago pelo contribuinte de 100 milh峠de d?es.
Usineiros devem a bancos e ?os federais 2,5 bilh峠de d?es, cifra que segundo c?ulo de Gilberto Dimenstein dava para manter oito milh峠de estudantes no ensino b?co por um ano.
100 milh峠de d?es 頱uatro vezes o subs?o aos produtores de arroz, feij?e milho, culturas de alimentos b?cos.


Collor de novo surpreendeu, mas desta vez pela in鲣ia. Ficou praticamente inerte face ?rande seca. Fez, como muitas outras vezes, an?ses acutilantes. Mas s?viou cestas b?cas - nem mais um programinha de frente de emerg?ia se deu ao trabalho de implementar. Itamar, ?K, foi mais longe. Fez tudo o que se faz mas pensou: basta. E saiu-se com a transposi磯 do S?Francisco.

NORDESTE IGNORA VERBA PARA EDUCA?O Folha de S?Paulo  10 DE JUNHO DE 1996
EM TR? ANOS OS ESTADOS DO Nordeste usaram apenas 10 por cento dos recursos de um conv?o de 736 milh峠de d?es firmando entre o Bird (Banco Mundial) e o MEC (Minist鲩o da Educa磯) para investimentos em educa磯 que beneficia 10 milh峠de alunos do ensino p?o.
"As secretarias de Educa磯 n?estavam acostumadas com tantos recursos. Tamb魠tiveram que se adaptar para atender as exig?ias do Bird para contratos com prestadores de servi篳" - segundo o coordenador do Projeto Nordeste.

O Estado de S?Paulo 8 de dezembro de 1996 NORDESTE CRESCE COM CONSUMO DE BAIXA RENDA AP? PLANO REAL - desempenho da regi?supera m餩a do pa?e renda per capita aumenta, segundo estudo do Lehman Brothers.

DOEN∥ DA FOME ATACA SERTANEJOS
Bezerros, a 130 km de Recife (PE)
a pelagra, uma doen硠de rara frequ?ia, que atinge apenas pessoas com alto grau de desnutri磯.
A maior parte n?lembra o ?o dia que comeu farinha e feij?
De 18 filhos de um 10 morreram de fome durante as secas dos ?os anos.
- A gente s?ssa com fub?Assim mesmo quando Deus quer.
PREFEITURA RECOMENDA COMER CAPIM
Diante da completa falta de alimentos (...) os 150 lavradores com pelagra de Bezerros t?sido orientados pela Prefeitura para comerem capim angola, uma gram?a normalmente usada como ra磯 de gado. O suco do capim, misturado com a纣ar, j?hegou at頡 rede oficial, onde as crian硳 dos cinco s?os atingidos pela doen硠est?tomando o l?ido.
- Eu at頱ue queria tomar, pois soube que o gosto do suco parece com o de caldo de cana, mas n?tenho liquidificador para bater o capim.
- Eu me lembro que na seca de 1943 muita gente teve essa doen硠no s?o Jurema, onde eu morava. Meu irm?se curava com banha de teju. Minha m? matava o teju, uma esp飩e de lagarto, arrancava-lhe o couro, fervia a gordura e a guardava numa lata.
Pelagra causa diarr驡, dermatite e dem?ia.
- Na realidade o que est?contecendo no interior 頵ma epidemia de fome.
(endemia)

SUDENE 23 de mar篠de 1993 IND?TRIA DA SECA
Humberto Lucena, presidente do Senado
Nos anos de arb?io militar desarticulou-se o ?o, expurgando-o de seus melhores quadros t飮icos e destituindo-o do status original de ag?ia regional de desenvolvimento, com o perfil de minist鲩o.
N?deixar que se perpetue a famigerada ind?a da seca
resgate do poder institucional/ministerial da Sudene.
Implementa磯 de medidas concretas para respaldar e incentivar o apoio ? agroind?a, ?micro, pequenas e m餩as empresas de exporta磯, aos projetos de irriga磯, ao fortalecimento e reordenamento dos p? industriais de base ?empresas de exporta磯, ao soerguimento de suas universidades e dos seus institutos de pesquisa e desenvolvimento tecnol穣o e avan硲 no combate ?remanesc?ias conservadoras das rela絥s de produ磯 no campo, imprimindo-se a necess?a urg?ia ? reformula磯 profunda de sua estrutura agr?a.

Jornal do Brasil 21 de mar篠de 1993 IND?TRIA DA SECA SUDENE
A ?a vez que um longo per?o de seca resultou em a磯 de longo prazo para o Nordeste foi em 1959, quando surgiu a Sudene. A cria磯 do Banco do Nordeste, no in?o dos anos 50, da Companhia de Desenvolvimento do Vale do S?Francisco (Codevasf), em 1942, e do DNOCS, no come篠do s飵lo, aconteceram depois de uma grande seca.
Celso Furtado:
- A popula磯 nordestina est?rivada de toda possibilidade de auto-investimento. Ela n?investe em si, n?acumula nada, n?tem op絥s e portanto n?頡gente ativo mas uma massa passiva.
Estudo da Sudene de 1991: o Nordeste iguala-se ?regi峠mais desenvolvidas do pa?em 2018 se tiver um crescimento 40 por cento superior ?餩a nacional.
O plano mais profundo e detalhado foi preparado de 1957 a 1959, quando especialistas do Grupo de Trabalho do Desenvolvimento do Nordeste (GTDN), embri?da Sudene, diagnosticou os problemas hoje exacerbados e apresentou quatro pontos b?cos para reverter o atraso da regi? entre os quais substituir a monocultura da cana pela produ磯 de alimentos.

DE SEQU?CIA NUMA SEMANA DE MARǐ DE 1993 QUE REVELA O QUE OCORRE NESSA CIRCUNST?CIA

"Estado de Emerg?ia" SECA ATINGE 52 por cento DAS CIDADES NORDESTINAS
Sudene quer participa磯 do Ex鲣ito na execu磯 de obras emergenciais contra a estiagem Folha de S?Paulo 20 de mar篠de 1993
afetando no m?mo 8,3 milh峠de pessoas. 407 munic?os de toda a regi? decretaram estado de calamidade p?a. O Piau? o mais prejudicado: 137 dos 152 munic?os sofrem com uma estiagem que j?ura tr?anos e que atinge 1,3 milh?de habitantes.
CIDADE DA PARA?A ?INVADIDA
Cerca de 400 trabalhadores rurais, segundo a pol?a, invadiram a cidade de Bananeiras, 114 km a nordeste de Jo?Pessoa, e tentaram saquear a feira livre da cidade.

SECA PROVOCA SAQUES, INVAS?S, TIROS E PRIS?S Jornal do Brasil 24 de mar篠 de 1993
V?as invas峠e saques praticados por flagelados da seca em diversas localidades do Cear?Para? e em Alagoas.

O GLOBO 27 de mar篠de 1993
OS RAROS PRATOS DO 'CARDPIO DA FOME'
Nesse card?o o p?n?leva trigo, o cuscus (sic) n?tem milho e a farinha 頦eita sem mandioca. Eis alguns pratos, segundo a receita dos sertanejos de Pernambuco
mucuma (fava do mato) - Uma planta rasteira.
Lava-se a mucuma sete vezes para tirar o veneno, junta-se sal grosso e rala-se ou bate-se a mistura no pil? Vai ao fogo em panela de barro e come-se como cuscus (sic).
Cafofa de umbu - O umbuzeiro 頵ma ?ora alta, que resiste bem ?eca. Quando frutifica os sertanejos comem o umbu com sal. Quando a safra acaba cortam a raiz para comer.
Cava-se quatro palmos de terra at頥ncontrar a cafofa, que 頣omo uma batata. Cozinha-se em ?a e sal e come-se pura, apesar de ser meio amarga.
Mani篢a ou mandioca do mato - Essa planta 頶enenosa e se o boi comer a folha morre.
Tira-se a batata (raiz), cozinha-se, faz-se farinha e come-se assim. Pode-se fazer tamb魠o chamado "p?de sete ?as".
Palma - Esp飩e de cactus.
Pega-se as folhas mais novas, tira-se o espinho, pica-se toda a folhagem e p堮a ?a sal. A baba sai e come-se com farinha, quando tem.
FEIJ? APODRECE EM ARMAZ?S DA CASEMG
Cerca de 300 toneladas de feij?colhidas no ano passado est?apodrecendo nos armaz鮳 da Companhia de Abastecimento e Silos (Casemg) de Montes Claros, uma das regi峠mais pobres do estado.

O GLOBO 11 de maio de 1993
SE CHOVER ESTRAGA
IND?TRIA DA SECA - definitivo
No passado a Petrobras andou realizando perfura絥s no sert?nordestino em busca de petr?. Achou ?a. Muita ?a. E ?a de boa qualidade para irriga磯 e para consumo. (...) Por ordem superior os po篳 foram soterrados, tamponados e riscados dos mapas das prospec絥s oficiais da Petrobras, gua atrapalha.
A ind?a da seca n?頩nven磯 dos sulistas (...). Ela realmente existe e prospera. Al魠de explicar e sustentar certas oligarquias pol?cas da regi?a ind?a da seca continua enchendo as burras dos atravessadores (intermedi?os) de todos os projetos e programas irrigados como repasses federais. No momento est?sendo desviados recursos oferecidos aos flagelados dentro do pomposo Programa Produtivo de Trabalho - que nada tem de programa e muito menos produtivo.
Enquanto o Tribunal de Contas da Uni?abre auditoria no corpo mumificado do Dnocs, a Procuradoria Parlamentar da C?ra Federal tenta ligar o motor de igni磯 da CPI da Ind?a da Seca. A empreitada 頬eonina: a mesma C?ra rejeitou a investiga磯 das den?s que rondam o presidente da pr?a, o industrial da seca Inoc?io de Oliveira.
Criado em 1909, o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca 頵ma galhofa tecnocr?ca e uma sucata tecnol穣a. Inventado para arrancar ?a do subsolo e para construir a絤es de abastecimento e irriga磯 o Dnocs precisou de 84 anos de carreira e 6 bilh峠de d?es em valores corrigidos para executar apenas 25 mil po篳. Dos quais 18 mil em propriedades privadas.
A ind?a da seca j?em os n岯s consolidados. Falta a revela磯 dos favorecidos: fazendeiros, industriais, comerciantes, vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores. A primeira lista transporta 3 412 nomes. Ela aguarda o sinal verde da CPI.

SERT? VIRA CEMIT?IO DE OBRAS PARALISADAS Folha de S?Paulo 11 DE ABRIL DE 1993   IND?TRIA DA SECA
Levantamento preliminar de t飮icos da equipe de Itamar Franco contabiliza exist?ia de pelo menos 50 barragens e constru絥s abandonadas.
Homem de 68 anos de Umburanas, a 690 km de Recife, costuma andar at頴r? quil?ros com duas latas d'?a (40 quilos nos ombros) da cacimba at頡 sua casa.
Ali, no mesmo munic?o de Santa Maria da Boa Vista, existe tanto o sofisticado empres?o que exporta uvas para o Mercado Comum Europeu como o cidad?que s?ma ?a enlameada, colhida com dificuldade a tr? quil?ros de casa.
Na paisagem de Primeiro Mundo, avan硤as t飮icas de irriga磯 produzem a fartura, que inclui at頭esmo uma vin?la [que (...)] produz seis vinhos. Um deles, o tinto Botticelli Chemin Blanc, 頣onsiderado um dos melhores do Brasil.
SECA CONSOME 1 bilh?de d?es por ano
- Muito dinheiro vindo para o Nordeste serviu apenas para irrigar os currais eleitorais - diz o senador Teot? Vilela Filho (PSDB-CE).
DESMAIAR POR FOME ?COMUM
entre as crian硳 sertanejas
- Esse bichinho s?ve caindo aqui dentro de casa e nos cantos das cercas. ?fraqueza.
200 crian硳 no lugar, no munic?o de Salgueiro, a 490 km de Recife - o ?ice de desnutri磯 頤e 100 POR CENTO.
      100% DESNUTRIDO
      DESNUTRIDO 100%

O m餩co receitou dois "rem餩os": leite e caldo de carne.
- Essas coisas a gente n?sabe mais nem onde 頱ue tem.
O nanismo, segundo dados da Unicef, Fundo das Na絥s Unidas para a Inf?ia, atinge 6 por cento das crian硳 do interior do Nordeste.

GAZETA MERCANTIL 12 DE ABRIL DE 1993
SECA PROVOCOU QUEDA DE 1,6 POR CENTO DO PIB DO NORDESTE EM 1992, DIZ A SUDENE
em compara磯 com 1991 (que j?oi ano de seca).
As maiores quedas de produ磯 agr?la foram as das culturas de arroz (51,6 por cento), castanha de caju (44,9 porcento), milho (39,6 por cento), algod?(28,6por cento), cebola (27,7 por cento) e tomate (26,2 por cento).
Pos estado, as maiores quedas ocorreram no Piau?58,9 por cento), Maranh? (41,4 por cento) e Cear?33 por cento).
(Bateu mesmo mais para aquelas bandas, a nordeste do Nordeste)
O 飯 estado da regi?com crescimento agr?la foi a Bahia.
(n?bateu tanto a sul)

GAZETA MERCANTIL 14 DE ABRIL DE 1993
FRACASSO NA CORRE?O DAS DESIGUALDADES    SUDENE
Nas ?as tr?d飡das apenas atrav鳠de uma ag?ia federal, a Sudene, foram transferidos cerca de 18 bilh峠de d?es ao Nordeste - dados do relat? preliminar de uma comiss?mista do Congresso Nacional coordenado pelo senador Beni Veras (PSDB-CE).
No caso do Nordeste os indicadores sociais encontrados pela comiss?s?b> equivalentes aos registrados em pa?s como Haiti, Zaire e Honduras, cujo PIB per capita 頢em inferior ao nordestino.
Na Amaz? de 1970 a 1985 foram financiados 674 projetos agropecu?os e agroindustriais que contribuiram para uma expans?da ?a rural de 23,2 milh峠para 44,9 milh峠de hectares principalmente nos estados de Rond? e Par?br> Desse total apenas 94 foram considerados oficialmente implantados at頱985 e deles apenas tr?registraram alguma rentabilidade no per?o.
Constata-se no Nordeste uma real mudan硠especialmente no setor industrial, que absorveu a maior parte dos investimentos agenciados pela Sudene. No centro da mudan硠est?penas um estado, a Bahia, e um segmento produtivo: a petroqu?ca.
O Nordeste apresenta um quadro de opera絥s econ?as marginais muito mais grave que no resto do pa? entre 40 a 60 por cento da Popula磯 Economicamente Ativa de sua ?a urbana dedica-se a atividades econ?as informais, "dependendo da defini磯 que se adote de setor informal da economia".

Folha de S?Paulo 17 de abril de 1993  IND?TRIA DA SECA
A SECA E A PISCINA
GILBERTO DIMENSTEIN
Localizados a apenas 30 quil?ros de Recife, dois hot驳 foram agraciados com po篳 do Dnocs. Surpresa: eles oferecem a seus clientes ar condicionado, frigobar e piscina (adulto e crian硩
Os desesperados migrantes acabam provocando tens峠sociais nos grandes centros urbanos, empurrados ?arginalidade.

FOLHA DE S? PAULO 14 DE ABRIL DE 1993  IND?TRIA DA SECA
A IND?TRIA DA FOME
Gilberto Dimenstein
Dados coletados pelo deputado Jaques Wagner (PT-BA - Partido dos Trabalhadores - Bahia) junto da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Banco do Brasil: 15 mil toneladas de alimentos, o suficiente para alimentar 400 mil crian硳 durante um ano, foram enterradas. Mais: tr?mil toneladas est?estragadas e outras 30 mil em fase de apodrecimento nos armaz鮳.
O Brasil 頵m dos l?res na Am鲩ca Latina em desnutri磯 infantil. Perdemos apenas para o Haiti, um dos pa?s mais miser?is do mundo e por muito pouco da Guatemala. Dos alimentos apodrecendo aos po篳 do Dnocs, passando pelos subs?os aos usineiros, entre uma infinidade de descasos di?os, prova-se que o Brasil j?aria uma grande revolu磯 (ganharia muito dinheiro) se apenas reduzisse pela metade o desperd?o.

IND?TRIA DA SECA
A SECA DE HOJE GARANTE A ELEI?O DE AMANHàFolha de S?Paulo 21 de abril de 1993
MANOEL DANTAS BARRETO, presidente da Frunorte - Frutas do Nordeste Ltda.
Sempre solu絥s paliativas.
O estado de engessamento da grande parte das elites nordestinas (parece) intranspon?l
A voca磯 do Nordeste 頤ada pela pr?a natureza: o fant?ico potencial tur?ico e as condi絥s excepcionais para a agricultura irrigada, especialmente a fruticultura.
O Nordeste tem insola磯 elevada, solos de boa drenagem, baixa umidade relativa do ar - desfavor?l ?pragas - e a ?a necess?a. O Vale do Assu, no Rio Grande do Norte, hoje importante p?frut?la, 頵m exemplo que pode ser repetido.
mentalidade feudal

O RETRATO DESUMANO DA SECA VOLTA AO SUL
O GLOBO 2 DE MAIO DE 1993

- gua mesmo s?arece na terra de quem tem como pagar a irriga磯 - afirma o lavrador, que deixou Xique-Xique, cidade que tem lavouras ressecadas ? margens do rio S?Francisco [e] j?onseguiu um emprego de chapeiro em uma lanchonete no Jaguar鮠
(...) Com a planta磯 de mandioca arrasada, o casal - que j?iveu em S? Paulo, Bras?a e no Rio - vendeu sua casa em Souza (Para?) por Cr$ 10 milh峮 O dinheiro foi suficiente para comprar as passagens, Cr$ 1,7 milh? cada, e concretizar o sonho de viver em uma favela carioca.
- N?aguentava mais ficar sem tomar banho.
(...) Migrantes de primeira viagem, a maior parte dos nordestinos que desembarcam no Rio depois de 49 horas de ?us nem sabe onde ficar.

PACOTE DE FUROS ISTO?20-08-1997
Barragens do Comunidade Solid?a e do governo mineiro t?vazamentos e suspeita de superfaturamento
constru磯 de 70 barragens em 35 cidades do Vale do Jequitinhonha, onde vivem 1 milh?de pessoas
programa de R$ 8,7 milh峼br> - Existem locais mais amplos e adequados no mesmo c?go - admite o secret?o de Obras do munic?o de Rio Pardo. No mesmo munic?o um fazendeiro abastece sua propriedade com uma barragem que construiu h?ois anos pela metade do pre篠gasto pelo governo.
Outra barragem n?tem serventia nem para gado porque a ?a 頢arrenta e infestada de sapos e roedores em decomposi磯.
Seca de 1996 foi considerada a pior da hist? na regi?

NORDESTE TEM A MENOR TAXA DE CRESCIMENTO DEMOGRFICO DO BRASIL
M?IAM LEIT? O GLOBO 10 DE AGOSTO DE 1997
IBGE - censo demogr?co
Brasil: 1,35 por cento
Nordeste: 1,06 por cento
A ?a mais pobre do Brasil, o Nordeste rural, perdeu 1,15 milh?de habitantes.
A popula磯 das cidades cresceu em 12 milh峮
EDUCA?O Adolescentes de 15 a 17 anos na escola:
1980: 48,8 por cento
1991: 55,3 por cento
1996: 66,8 por cento - aumentou 21 por cento

2008 veja 23 de julho
TRAG?IA ANUNCIADA
Em 1981, 1983 e 1998, dedicou reportagens de capa
... fen?o c?ico perfeitamente previs?l...
descaso das v?as esferas governamentais...
... deixou de frequentar o notici?o de alguns anos para c?br> A 飡 solu磯 de longo prazo que as autoridades apresentam para ela at頍 hoje - a transposi磯 do Rio S?Francisco - continua longe de se tornar realidade.

 

Seca reflete drama de uma imprensa acomodada com problemas do Brasil

Fracasso da reforma agr?a come硠a ser determinado em meados do s飵lo XIX ?eroso jogo de interesses de fazendeiros que come硲am a amealhar fortuna como posseiros de terras p?as

MOVIMENTO TARDO-MEDIEVAL BRASILEIRO

Burgos-favelas

Terras comuns/p?as ?posseiros ?latif?s

De Hist? Geral - Raimundo Campos - 1粡u

Atual Editora, S?Paulo, 1985; GOVERNO JOS?SARNEY

                                 TUDO PELO SOCIAL

Essas atividades criadoras levaram os nobres a realizarem os chamados cercamentos de terras comuns, que muito prejudicaram os camponeses. As terras comuns existiam em cada feudo e podiam ser utilizadas por todos. Com os progressos da cria磯 de ovelhas os senhores se apoderaram daquelas terras, levantando cercas e punindo com rigor aqueles que se atrevessem a derrub?as.

...

Muita gente come篵 a abandonar os feudos para viver do com鲣io e do artesanato nas cidades.

(...) Muitas vezes as novas cidades tiveram origem nos castelos fortificados, os chamados burgos.

...

As cidades medievais cresceram de forma desordenada. N?possu? esgotos, as ruas eram estreitas e tortuosas. Animais como porcos, galinhas e c? eram criados soltos pelas ruas. As casas eram de madeira e frequentemente destru?s por inc?ios.

................................................

seca explora缯span>? gente pobre pol?cos populistas

ESP?IE DE EX?IO SOCIAL E GEOGRFICO, museu da mis鲩a e do intoler?l

DNOCS  Geremoabo  Paje殢sp; Tranca-P鳬 Chico Ema

Mito do Brasil cordial  do jeitinho  caatinga  sertanejo muitos ex-escravos  semi-servid?/b>

13 ? margem esquerda do S?Francisco ?pequeno Saara brasileiro

14 - Cultura cana de a缯span>?/span>  Gilberto Freyre

Fronteiras

ESTENDEU-SE DO NORTE DA BAHIA AO MARANH?, TENDO PERNAMBUCO COMO CENTRO.

Monocultura latifundi?a e escravocrata das mais destruidoras: Suas fomes, algumas das suas secas e revolu絥s s?aspectos desse drama.

Transposi缯span>??as do S?Francisco:

1998: ?a esta磯 generosa de chuvas em Canudos, em 1989, o Vaza-Barris, que leva ?a para a絤e de Cocorob?? regi?uma disponibilidade de ?a tr?vezes maior que a de Israel

transposi磯 tornaria Vaza-Barris rio permanente

BAHIA ESTADO COM MAIOR percentagem DE TERRIT?IO NO SEMI-RIDO: dupla injusti缯b>a ?clima e incompet?ia

Seca que se perpetua desde 1605   Vidas Secas

22 ?Piau?b> ?ima fronteira agr?la 1994 cerrado Pol?no das Secas 鳶.666 quil?ros quadrados ocupa 11% territ? do pa?e 61 por cento do Nordeste 毲a Maranh?e norte de Minas Gerais.

Piau?span> ?o subterr?o com 45 mil quil?ros quadrados daria para abastecer Nordeste de ?a por s飵los. Lagoas naturais do Piau?ariam para irrigar 250 mil hectares mas n?s?usadas.

em 124 anos 14 grandes secas causaram a morte de 1,8 milh?de pessoas = 14 000/ano, 38/dia ?s que muita guerra, mais que a t? badalada guerra do tr?co Rio de Janeiro/S?Paulo e outras mazelas provocadas pelo mesmo descalabro pol?co-administrativo e econ?o.

Tropicaliente 1994

Governo do Cear?nvestiu 700 milh峠de d?es mas estado enfrentava as "sete pragas" do Egito riscos que correm primog?tos associados ?eca e ? mis鲩a mais epidemias de c?a, dengue e meningite, avan篠da hepatite, indig?ia para sertanejo e mortalidade infantil.

ganhou Pr?o UNICEF por redu磯 da taxa de mortalidade infantil

30 - paci?ia para atravessar o mar de t餩o economia do engenho de a缯span>? by Cac?arlos Diegues

No Brasil h?ma reprodu磯 da economia do engenho do a纣ar do s飵lo passado. S? quatro ou cinco fam?as que comandam as mentes de 150 milh峠de brasileiros das varandas de suas casas-grandes, que s?as nossas mentes.

VALE DO JEQUITINHONHA

Rico e devastado vale - sem irriga缯span>?sem energia para promover ind?as e sem estradas para escoar produtos ? Presidente da Rep?a a gente j?roduziu aqui e nem assim conseguiu sair dessa mis鲩a que matam homem e animal como se n?valessem nada.

SUDENE - superintendente no governo Collor, Adauto Bezerra, em 1990: entende de seca e de Nordeste, mas ?oda bem antiga: 頵m dos coron驳 da pol?ca do Cear?i> 

situa磯 do Rio S?Francisco

rio muito especial porque corre praticamente dentro de um deserto ? abastecimento e irriga磯 pela tomada d絡: mecanismo de resist?ia ao semi-?do; engenharia pol?ca e social

D. Pedro II prometeu vender j顳 da Coroa para acabar com o problema da seca.

Medidas s? car?r de emerg?ia, n?estruturais, no semi-?do nordestino, onde a seca 頣r?a, chove mais que em ?as semelhantes de Israel e Calif?a, que superaram problemas de longa estiagem com sistemas de irriga磯 e armazenamento de ?a ?nas 2 por cento das ?as das chuvas no semi?do s?retidos 桬tam adutoras, barragens para a pereniza磯 dos rios, a絤es, cisternas e tanques, al魠de irriga磯, perfuradoras e recupera磯 de po篳, e que se perfure rasos e fundos.

40 crian硳 morrem por semana no munic?o de Ouricuri, a 630 km de Recife

Joyce Clark, PhD em Economia na Universidade de Nova York, pesquisadora da Funda磯 Joaquim Nabuco, reuniu 20 anos de estudos em As ra?s coloniais da fome: o caso de Recife:

As condi絥s que existem aqui n? existem no sul do Brasil nem mesmo nos EUA para desenvolver uma nova sociedade a partir de condi缯span>subjetivas: lutas populares, as mais enraizadas e coletivas do pa? de comunidades inteiras 峰?to de coletivismo e solidariedade,

A id驡 da partilha ainda 頵ma realidade, caracter?ica das ra?s africanas e ind?nas ?tra o individualismo t?co do capitalismo, que n?floresce l?omo nos EUA

N?se resolve em 30 anos um problema que vem de quatro s飵los.

Pol?no das Secas ?ia pluviom鴲ica da regi?頳ete vezes maior que a da Calif?a, semi?do nordestino 頯 mais quente do mundo e n?interessa s?que cai mas tamb魠o que evapora

Mis鲩a na Zona da Mata 餡 頭aior que a dos espa篳 semi?dos.

43 ?deste: sete milh峠dobraram o mil?o sem luz.

poder de Padre C?ro se consolidou na regi?do Cariri , Cear?secas prolongadas e fanatismo religioso 

Transposi缯span>?do rio S?Francisco

Interliga磯 de bacias hidrogr?cas 頲ecurso em v?as regi峠do mundo

Para regularizar vaz?de rios que secam com falta de chuva e garantir abastecimento de 6 milh峠de habitantes

Envolve grandes mudan硳 ambientais e seria necess?o recuperar nascentes e matas ?margens dos rios

Em Petrolina, chuva s?>atrapalha: para uma informa缯span>? boa, o contraponto. S? do solo nordestino se presta ?rriga磯 = 1,8 milh?de hectares, 800 mil na bacia do rio S?Francisco. Em todo o Brasil existem 1,4 milh?de hectares irrigados, dos quais 70% no sul e Sudeste

Nordeste n?tem o que comer X 2 invasor de cidade cearense SECA 92

Josu頤e Castro ?pan> morreu em Setembro de 1973, pioneiro no Brasil de estudos sobre alimenta磯 e nutri磯, 1945: Geografia da Fome 1952: Geopol?ca da Fome 桬ta de qualquer dos 40 elementos nutritivos indispens?is ?alvaguarda da sa嬠e n?s?r inani磯 causada por falta de alimentos.

Provou que 2/3 da popula磯 mundial passa fome ou sofre de doen硳 por m? nutri磯.

N?頰roduzir mais, mas distribuir melhor e repartir mais equitativamente; problemas fundamentais s?pol?cos.

JOSU?DE CASTRO
m餩co pernambucano, 1908-1973
revelou o flagelo da fome no Brasil
em 1952 foi eleito presidente da FAO - Organiza磯 das Na絥s Unidas para a Alimenta磯 e Agricultura
3 v鳰eras do golpe de 1964 foi vetado pelo pr?o partido, o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), para o Minist鲩o da Agricultura do governo Jo?Goulart
morreu no ex?o
Geopol?ca da Fome - Geografia da Fome: obras de refer?ia b?ca, de consulta obrigat?
Theothonio dos Santos, economista
12 de setembro de 1993 Jornal do Brasil
Foi fundo na busca das causas desse quadro de fome, ao processo de coloniza磯 e do seu car?r predat? baseado na busca do lucro f?l, do atendimento dos apetites e necessidades dos povos colonizadores, da implanta磯 de regimes de trabalho servis. Destacou ainda o peso atual desta heran硠numa agricultura dominada pelo latif?, numa industrializa磯 baseada no protecionismo e na infla磯,  em uma urbaniza磯 desequilibrada e incapaz de absorver os trabalhadores vindos do campo e de gerar um mercado urbano capaz de estimular uma economia agr?la moderna.
Alertava para uma centraliza磯 econ?a que abandonava as regi峠 mais pobres ?ua sorte. Durante os anos de crescimento econ?o vitorioso era um dos poucos que criticava, de forma contundente, um crescimento industrial que marginalizava a agricultura e acentuava a concentra磯 de renda e a centraliza磯 econ?a.
O golpe de 1964 reinstalou no poder a oligarquia da terra, obrigando-a somente a modernizar-se e tornar-se mais produtiva por for硠de um Estatuto da Terra que preservava suas propriedades anti-econ?as e anti-sociais, o capital internacional e os interesses monopolistas e centralizadores.
Atualidade de Josu頤e Castro na advert?ia ao car?r paradigm?co da evolu磯 de Recife:
O que os soci?os chamam de 'cidades inchadas', como a do Recife, com 200 mil marginais improdutivos, oriundos do interior, s?uma demonstra磯 evidente de que, longe de se atenuar, se vai agravando no Brasil nos ?os tempos o desequil?io entre a cidade e o campo. Como se agrava o desn?l entre a regi?industrializada do Sul e as regi峠predominantemente agr?las do Norte e Nordeste do pa? vindo a situa磯 do Nordeste a constituir-se no mais grave problema nacional (...).
Como m餩co criou a profiss?de nutricionista
pesquisou o valor nutricional de um grande n岯 de produtos agr?las brasileiros
estudou as doen硳 alimentares mais graves do pa?br> professor de Geografia Humana nas Universidades do Brasil e do Recife
romance
Homens e Caranguejos - homens que moram no mangue e vivem na lama como os caranguejos que vivem no mangue e moram na lama
Josu頡profundou sua vis?ecol穣a da geografia humana que influenciou t?fortemente a ONU para a realiza磯 da famosa Confer?ia de Estocolmo em 1972 sobre ecologia e meio ambiente, em que a ditadura militar se op? defesa do meio ambiente em nome do desenvolvimento.
Ningu魠se lembrou dele 20 anos depois como precursor do enfoque ecol穣o dos problemas humanos.
Seus trabalhos deste per?o foram publicados sob o t?lo
Fome: um tema proibido

"A fome se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe e nos bairros pobres de Recife."

p?nas finais de
GEOGRAFIA DA FOME, 1946
... dualidade da civiliza磯 brasileira, com sua estrutura econ?a bem integrada e pr?ra no setor da ind?a e sua estrutura agr?a arcaica, de tipo semicolonial, com manifesta tend?ia ?onocultura latifundi?a, (...)
Nenhum fator 頭ais negativo para a situa磯 de abastecimento alimentar do pa?que a sua estrutura agr?a feudal, com um regime inadequado de propriedade, com rela絥s de trabalho socialmente superadas e com a n?utiliza磯 da riqueza potencial dos solos.
Tamb魠fator de agravamento da situa磯 alimentar tem sido o surto de expans?industrial do pa? sem o paralelo incremento da produ磯 agr?la, de forma a atender ?rescente procura de alimentos de uma popula磯 que procura levar os seus padr峠de vida, principalmente nas cidades.
A alimenta磯 do brasileiro se mostra assim impr?a em toda a extens?do territ? nacional, apresentando-se em regra insuficiente, incompleta e desarm?a, arrastando o pa?a um regime habitual de fome - seja de fome epid?ca, como na ?a do sert? exposta ?secas peri?as, a do Nordeste a絣areiro e a da monocultura do cacau, seja da subnutri磯 cr?a, de car?ias mais discretas, como nas ?as do Centro e do Sul.
... as in岡s car?ias que o estado de nutri磯 do nosso povo manifesta constitui (...) o fator principal da lenta integra磯 econ?a do pa? Por conta dessa condi磯 biol穣a tremendamente degradante - a desnutri磯 cr?a - decorrem graves defici?ias do nosso continente demogr?co.
 

Josu頤e Castro morreu em Setembro de 1973. Pioneiro no Brasil de estudos sobre alimenta磯 e nutri磯, 1945: Geografia da Fome 1952: Geopol?ca da Fome ? alertou para os danos que pode causar a falta de qualquer um dos 40 elementos nutritivos indispens?is ?alvaguarda da sa嬠e n?s? para situa絥s terminais como a inani磯 causada por falta de alimentos.
Provou que dois ter篳 da popula磯 mundial passa fome ou sofre de doen硳 por m?utri磯.
Para ele a quest?n?頰roduzir mais, mas distribuir melhor e repartir mais equitativamente; problemas fundamentais s?pol?cos.

O Estado de S?Paulo 16 de janeiro de 1994
MILTON SANTOS, professor titular de Geografia Humana da USP e autor dos livros
Croissance D魯graphique
Croissance Alimentaire dans les Pays Sous-D鶩loup鳬 CDU, Paris, 1967
A Urbaniza磯 Brasileira, HUCITEC, S?Paulo, 1993
FOME S?ACABA COM PACTO SOCIAL DURADOURO
... o sonho do ap?uerra, de que Josu頤e Castro foi um paladino, de um mundo onde todos pudessem se alimentar devidamente, mostrou-se v?
... a fome globalizada 頤iferente daquela fome localizada do passado.
... Antes os migrantes fugiam dos seus lugares para escapar ao flagelo, enquanto hoje continuam famintos no lugar onde chegam.
... uma urbaniza磯 galopante (em 1991, o n岯 do urbano 頩gual ao total de brasileiros em 1980) e por migra絥s colossais desenraizadoras (eram 8% os brasileiros ausentes do seu lugar de nascimento em 1940, hoje s?mais de 45%), levando a uma concentra磯 gigantesca das popula絥s em pequeno n岯 de cidades (s?12 as cidades com mais de um milh?de habitantes e as Regi峠 Metropolitanas abrigam cerca de 30% da popula磯 nacional).
... o problema da fome, quando se torna estrutural como agora, na escala do planeta, n?se resolve metendo na m?dos necessitados um prato de comida. A comunh?instant?a tem de ser substitu? por um verdadeiro e duradouro pacto social.

FOME E SECA; HIST?IA E ATUALIDADE         IND?TRIA DA SECA
MOACIR WERNECK DE CASTRO
Jornal do Brasil 24 de mar篠1993
Evocando os antecedentes do problema, escrevia Josu頤e Castro em Geopol?ca da Fome:
S?mais fatores de ordem social do que fatores de ordem natural que determinam a precariedade e a escassez alimentar neste continente. (...) A fome reinante nas terras sul-americanas 頵ma consequ?ia direta do seu passado hist?o: da hist? e da sua explora磯 colonial, de tipo mercantil, desdobrada em ciclos sucessivos de economias destrutivas.
Monocultura e latif? constituem um dos maiores males do continente, que entravam de maneira terr?l o seu desenvolvimento agr?la e consequentemente suas possibilidades de abastecimento alimentar.
Em outro livro,
Sete palmos de terra e um caix?- Ensaio sobre o Nordeste, uma ?a explosiva, escrito pouco antes de 1964,
Josu頤e Castro analisa aspectos do problema da seca (...) A ind?a da seca (...) vem de longa data (...) historia os precedentes de tentativas e fracassos a partir da cria磯 do primeiro ?o destinado a enfrentar o problema: a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas.
Inicialmente se pretendia resolver a situa磯 atrav鳠de solu絥s t飮icas, de engenharia hidr?ica. Mas os a絤es constru?s "limitavam-se a refletir nas suas ?as a beleza do azul do c鵠e a concentrar nas suas margens, como pontos de resist?ia, as negras massas de retirantes das 鰯cas de calamidade".
Escreve ele que mais grave que a miopia t飮ica foi a mistifica磯 pol?ca. O ?o federal "canalizava para os bolsos dos senhores das terras e dos seus apaniguados quase todos os recursos que deviam ser destinados a alimentar, a educar, a ajudar a viver os camponeses da regi?quot;. Sua a磯 se fazia sempre "ao sabor das influ?ias e do prest?o pol?co".
As medidas posteriores, orientadas por uma mentalidade desenvolvimentista e n?apenas paternalista, beneficiou "mais certos grupos apaniguados do que propriamente as v?mas do flagelo", com sua execu磯 entregue a "colaboradores altamente comprometidos com a estrutura agr?o-feudal, amparada no capital estrangeiro".
Da? pouco o golpe militar faria do autor um proscrito
(autor, estudioso, professor, executivo - diretor-geral da FAO - Food and Agriculture Organization)
 

MIS?IA, COMO E QUEM VAI PAGAR A D?IDA SOCIAL? folha de s?paulo 26 DE JUNHO DE 1994
飡 proposta de programa para debelar a crise social dos presidenci?is, a de Lula, amparada em expectativas irreais de investimentos e recursos.
economia cresceu 4,9 por cento em 1993
ind?a: 11 por cento
emprego: 0 por cento
para absorver os 10 milh峠de desempregados (...) o pa?precisaria crescer como um tigre asi?co por quatro anos enquanto distribui renda com a generosidade de um para? n?co.
[por outro lado teria de reciclar e capacitar m?de-obra em fun磯 do baixo n?l de forma磯 da grande maioria da popula磯]
"Da condi磯 de pobre ?e n?pobre - modelos rurais e urbanos de combate ? pobreza" - Roberto Cavalcanti de Albuquerque, do Instituto Nacional de Altos Estudos:
d飡da de 1970: PIB cresceu 81 por cento
o n岯 de pobres caiu de 45 milh峠ou 47 por cento da popula磯 para
30 milh峠ou 25 por cento da popula磯
d飡da de 1980: PIB per capita caiu 4 por cento e o n岯 de pobres subiu para
39 milh峠ou 27 por cento da popula磯
Nordeste: nos ?os 20 anos foram investidos US$ 4 bilh峠em programas ANTIPOBREZA
as emigra絥s n?cessaram e nos anos 1980 o n岯 de pobres cresceu de 11 milh峠ou 66 por cento da popula磯 para 12,6 milh峠ou 69 por cento da popula磯.
            - A PERSIST?CIA DA POBREZA RURAL DO NORDESTE N? SE EXPLICA APENAS PELAS DIFICULDADES IMPOSTAS PELA NATUREZA (A SECA) NEM POR RAZ?S ECON?ICAS E POL?ICAS. ENCONTRA-SE MAIS NAS CONCEPǖES DO MUNDO DO HOMEM: FORMAS DE PERCEP?O E COMPREENS? M?ICAS, TRADICIONAIS E MODERNAS, EM CONFUSO AMLGAMA, GERANDO EM MUITOS CASOS IMOBILISMO NAS RELAǖES INTERPESSOAIS E PASSIVIDADE ANTE OS DESAFIOS DA NATUREZA.
 

?DIOS CARIRIS habitavam terras banhadas pelo rio S?Francisco

RIO S? FRANCISCO: pr詭o ?abeceira polu? por metais pesados usados nas extra絥s de min鲩o dos garimpos; subm餩o e baixo, polui磯 de aGRot詣os, esgotos de cidades e povoados, dep?o de lixo e dejetos de popula絥s ribeirinhas, entre as quais as maiores s?as mais emergentes, Juazeiro e Petrolina

caatinga: origem do nome nome da vegeta磯, que significa MATA BRANCA, durante a esta磯 seca a paisagem fica cheia de gravetos cinzentos e brancos, donde o nome

a acau? esp飩e de gavi? a asa-branca, esp飩e de pombo; a sussuarana ou puma

Vale do Jequitinhonha  origem nome: no dialeto dos ?ios maxacalis, jequi era um balaio usado para pescar e nhonha significa peixe. No Jequi tem nhonha

espa缯span>o m?co Rosa, Jo?Guimar? e Graciliano Ramos: cen?o de narrativas semi-existencialistas homens amesquinhados pelo ambiente natural e social

52 ? Otavio Ianni sobre Gilberto Freyre: democracia racial X hist? incruenta: pasteuriza luta social e revoltas graves

53 - cerrado mineiro  devasta磯 carvoeiros Urucuia/S?Francisco ?p; Manuelz?? nova geografia do cerrado: soja, eucaliptais, ind?a sider穣a

54 ? sobre classe m餩a ? havia no sert?  ou Patr?ou trabalhador enxada   

 鳴? social do patriarcalismo, vida da regi?dominada pelo mandonismo do senhor das terras栊os頌ins do Rego

55 - Graciliano: aprender a ler com a B?ia ?t??enas de teses

57 - agravamento da mis鲩a das massas nordestinas do campo e da cidade desmente pretens峠modernizadoras que pouco mudaram no regime de propriedade ou na estrutura olig?uica de um sistema brutalmente explorador e retr粡do

80 ?Nordeste, Gilberto Freyre ?deste da cana preparava seco e est鲩l: clima temperado, regime de ?as 宧enho de bangu? o mais primitivo ?ocultura ?s = mict?s

    ESSE NORDESTE PREPARAVA O OUTRO, SECO E EST?IL DF HOJE. O EXCESSO DE PARTIDAS DE CANA FOI DESTRUINDO SEM PARA AS MATAS. A COIVARA E A QUEIMADA DERAM NA EROS? DA TERRA. ALTEROU-SE O CLIMA, A TEMPERATURA E O REGIME DE GUAS. OS RIOS LOGO APODRECERAM. SEPAROU-SE O HOMEM DAS MATAS E DOS ANIMAIS.

(...) E AS CALDAS FEDORENTAS MATAM OS PEIXES. ENVENENAM AS PESCARIAS. EMPORCALHAM AS MARGENS.

(...) A HIST?IA DE COMO O ENGENHO DE BANGU? O MAIS PRIMITIVO ENGENHO DE AǚCAR, SE TRANSFORMA NA USINA MODERNA, DE MAQUINARIA EFICIENTE E PODERIO FINANCEIRO

(...) O MONOCULTOR RICO DO NORDESTE FEZ DA GUA DOS RIOS UM MICT?IO

 


 

   A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS                   

AFriCa AM鲩CA     EuROPa                                                                     

nossos enviados reportam de tr?continentes as causas e consequ?ias de duas emerg?ias previstas para nostro domus Terra h?ilhares de luas, baseados no que v? e no banco de dados revoluciomnibus. com

 em

          A FOME  NO MUNDO E OS CANIBAIS

 

   

          huxley na fome do mundo

                                   

       CRISE 2008

DE CRACK EM CRACK A COMANDITA ENCHE O PAPO

 

                                                    

           ALIMENTA?O      ENERGIA

       

         GUERRA      E      PAZ

  Come sono buoni i bianchi

 

    

                            um cibercordel  

    

 

                                       

                         uma s鲩e revoluciomnibus.com 

            acesse outras webpages da s鲩e a partir daqui

                                                                                              

                 Os Sert峦nbsp;              Euclides da Cunha & Os Sert峼/span>

                   O triste e belo fim de Joana Imagin?a & Ant? Conselheiro

 Canudos Hoje: Tend?dos Milagres X O Amuleto de Ogum

   

 HYPERLINKS revoluciomnibus.com

                                                  

 

revoluciomnibus.com .................

o ..m e l h o r ... g u i a .. t u r í s t i c o .. d a ...r e g i ã o

duna do por do sol

 

duna del tramonto

sunset dune

dune du couche du soleil

 

 

duna del poner del sol

 

      revoluciomnibus.com  OU A PO?ICA DA LUZ DO SERT?    

                             Cores vivas

eu penso em n?:P>

pobres mortais

quantos ver峼O:P>

ver? nossos

olhares f?O:P>

f? desse

c鵍 t?

azul

 

            Gilberto Gil

   

r MAPA DO SITE MAPA DA MINA         revoluciomnibus.com        

  ciberzine & narrativas de james anhanguera              QUEM SOMOS            e-mail

 a triste e bela saga dos brasilianos do desastre de Sarriá às arenas italianas

 la triste e bella saga dei brasiliani dalla strage di Sarrià alle arene italiane

   MÚSICA DO BRASIL

      DE  CABO A RABO

Notícias

             do          

   Tiroteio

so listen to the rhythm of the gentle bossa nova  

  narrativas  de  rock  estrada  e  assuntos  ligados

A Fome no Mundo e os Canibais 

meio século de psicodelia e bossa nova

    

  Eternit    alvenaria    móveis das casas bahia sambagode   breganejo   rap funk & derby azul  no  sacolão  do  faustão

Novelas & Trivelas

 

Boleros & Baladas

 

  LusÁfricabrasileira

   lusáfricabraseira

              você está aqui    

revoluciomnibus.com eBookstore

 

acesse a íntegra ou trechos de livros de james anhanguera online a partir DAQUI

revoluciomnibus.com - ciberzine & narrativas ©james anhanguera 2008-2017 créditos autorais: Era Uma Vez a Revolução, fotos de James Anhanguera; bairro La Victoria, Santiago do Chile, 1993 ... A triste e bela saga dos brasilianos, Falcão/Barilla: FotoReporters 81(Guerin Sportivo, Bolonha, 1982); Zico: Guerin Sportivo, Bolonha, 1982; Falcão Zico, Sócrates, Cerezo, Júnior e seleção brasileira de 1982: Guerin Sportivo, Bolonha, 1982; Falcão e Edinho: Briguglio, Guerin Sportivo, Bolonha, 1982; Falcão e Antognoni: FotoReporters 81, Guerin Sportivo, Bolonha, 1981. E-mAIL

educação diversão desenvolvimento humano

facebook.com/ james anhanguera twitter.com/revoluciomnibus instagram.com/revoluciomnibus - youtube.com/revoluciomnibus dothewho

TM .........................

Carolina Pires da Silva e James Anhanguera

 

 

TM